segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Secretaria de Saúde Animal se Manifesta Sobre Falta de Politica de Acolhimento Animal Em Senador Canedo

A Secretaria de Bem-Estar Animal de Senador Canedo encaminhou manifestação afirmando que a matéria publicada por este blog “faltou retratar a completa verdade” e que a política municipal se baseia em critérios científicos, segundo os quais “abrigo não funciona”.


É importante restabelecer os fatos — com serenidade, mas sem concessões retóricas.


Em primeiro lugar, a matéria não discutiu a eficácia científica de abrigos permanentes como política exclusiva. O ponto central foi outro: a inexistência de qualquer resposta emergencial institucional diante de um caso concreto de abandono de filhotes incapazes de sobrevivência autônoma. Esse dado não foi refutado. Pelo contrário, foi reiterado pela própria Secretaria.


Não existe abrigo.

Não existe triagem emergencial.

Não existe protocolo de acolhimento temporário.


Isso é um fato administrativo, não uma opinião jornalística.

Site de adoção não é resposta emergencial

A orientação sobre cadastro em site de adoção, vermifugação e futura disponibilização não resolve a situação imediata de cinco filhotes abandonados na zona rural, encontrados sem água, sem comida e sem abrigo.

Plataforma digital não substitui ação estatal no momento crítico.

O Estado não pode responder a uma emergência com um formulário.

A ciência não autoriza a omissão

O argumento de que “abrigo não funciona” é legítimo no debate de política pública de longo prazo, mas não justifica a ausência total de acolhimento provisório, nem explica por que o Município:

  • ameaçou autuar um cidadão que resgatou animais;
  • permitiu a falsa imputação de desacato;
  • acionou três viaturas da Guarda Civil Metropolitana;
  • e, ao final, não ofereceu nenhuma solução institucional concreta.

A ciência não autoriza a intimidação administrativa.

A ciência não legitima o vácuo estatal.


O problema não é castrar — é só castrar

O Blog do Cleuber Carlos não critica a política de controle populacional. Ela é necessária, correta e fundamental. O que se critica é tratá-la como política única, fechada, excludente, incapaz de responder a situações emergenciais.

Controle populacional não é sinônimo de proteção integral.

Castração não salva filhotes abandonados hoje.

Gestão pública não é ato de heroísmo individual

Relatos sobre esforço diário, limpeza de baias, número de animais e sobrecarga emocional não substituem política pública estruturada. O Estado não pode depender da abnegação pessoal de servidores para justificar a inexistência de soluções institucionais.


Gestão pública não se mede por sacrifício individual, mas por modelo funcional.

O foco permanece onde sempre esteve: o Estado

A matéria não personaliza culpa técnica em servidores, tampouco desqualifica profissionais. O foco é político-administrativo: um município que admite não ter política de acolhimento emergencial e transfere ao cidadão toda a responsabilidade pelo abandono animal.


Isso continua verdadeiro.

Nada no texto enviado o desmente.


Jornalismo não se intimida

Por fim, é preciso registrar:

questionar política pública não é ataque pessoal,

investigar omissão não é negacionismo científico,

e fazer jornalismo crítico não exige aval da gestão.

O Blog do Cleuber Carlos seguirá exercendo seu papel:

questionar o Estado quando o Estado falha,

especialmente quando a resposta à crítica é tentar deslegitimar o mensageiro em vez de corrigir o problema.


A ciência é bem-vinda ao debate.

Mas não como escudo para a omissão.

Veja a íntegra da Nota. 


Cleuber, tudo bem? Como vai? 

Olha, acho que sua matéria faltou retratar a completa verdade.


Você foi orientado quanto ao site de adoção, os animais poderiam ter sido vermifugados, incluídos no site, disponibilizados para adoção.

Não quis, inclusive com as imagens e áudios internos daqui.


Saiu dizendo que faria uma matéria e quando foi questionado se já visitou um abrigo, disse não ter tempo.


Apenas optou por fazer uma matéria cheia de viés político, sem qualquer fundamento científico. O que eu te digo não é opinião, é ciência.

ABRIGO NÃO FUNCIONA.


Abrigos viram deposito de animais, estimulam o abandono. Se um desses filhotes entrar em um abrigo, a chance dele sair é quase nula.


Já que você tem faro jornalístico, recomendo a investigar, as cidades que optam pelo recolhimento de animais tem 40% mais taxas de abandono, quem diz não sou eu, é o prefeito de Hidrolândia, que optou por essa ferramenta.


A política de controle populacional precisa de aliados, não disse de puxa-saco, mas de gente que realmente quer mudar a realidade dos animais. Isso que você acompanhou hoje, vivemos todos os dias.


Logo na sequencia, mais uma pessoa que resgatou 8 filhotes chegou.


Resgatou, deu lar temporário, vermifugou e vacinou conosco, colocou pra adoção, dois já conseguiram um lar.


Agora imagine a situação, recebemos seus 5, logo depois recebemos mais 8. Ao final do dia 13, ao final da semana 60.

Já parou pra pensar como é limpar baia de 60 animais?

Já parou pra pensar qual valor em mão de obra isso nos custaria?


Optamos pelo que funciona, somente em janeiro 100 castrações. Quer criticar a política, tudo bem, sem problema nenhum.


Mas nosso exercício é profissional, eu ESTOU em um cargo político, mas a minha PROFISSÃO é ser médica veterinária, que cuida de gente, de bicho, e que não se intimida quando precisa explicar com clareza que não se refuta ciência com opinião. 

Isabella Lauria 

Secretaria de Bem Estar Animal de Senador Canedo









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