segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

📍 O IMBRÓGLIO VANDERLAN–IZAURA–WILDER: QUANDO A CONTA NÃO FECHA

O movimento em torno de Izaura Cardoso não é simbólico. É matemático. E, politicamente, explosivo.

O senador Vanderlan Cardoso quer disputar a reeleição ao Senado em 2026. Está hoje no Partido Social Democrático (PSD) — o mesmo partido para o qual migrou o governador Ronaldo Caiado, que já declarou apoio ao seu vice, Daniel Vilela, para a sucessão estadual.

Até aqui, o desenho parecia simples:

Caiado → Daniel Vilela

PSD → palanque unificado

PL → fora da majoritária

Só que entra uma variável que bagunça tudo.

🔹 A peça chamada Izaura

Izaura é esposa de Vanderlan, mas também é suplente do senador Wilder Morais, eleito pelo Partido Liberal (PL).

Se Wilder disputar o governo de Goiás e vencer, a consequência é automática:

👉 Izaura assume o Senado da República.

Não é hipótese política. É regra constitucional.

🔹 O dilema de Vanderlan

Aqui está o ponto central do imbróglio:

Vanderlan não pode apoiar Daniel Vilela sem, ao mesmo tempo, agir contra a própria esposa.

Para que Izaura vire senadora, Wilder precisa ser eleito governador.

E para que Wilder seja eleito, precisa do apoio do PL e de suas lideranças.

Ou seja:

– Vanderlan quer se reeleger senador

– Está num partido que apoia Daniel Vilela

– Mas sua esposa só vira senadora se Wilder vencer o governo

👉 Não existe neutralidade possível.

🔹 Por que o argumento do PL cai

Caiado e o deputado Gustavo Gayer sustentam que o PL não pode lançar candidato ao governo porque “perderia um senador” com Wilder fora da disputa ao Senado.

Esse argumento desmorona se Izaura:

1️⃣ Retornar ao PL

2️⃣ Assumir compromisso público com a direita

3️⃣ Garantir alinhamento ideológico no Senado

Com Wilder no governo, Izaura no Senado e Gayer também disputando o Senado, o PL não perde espaço — amplia.

🔹 Resumo cru do jogo

Vanderlan está preso a uma equação que ele não controla mais.

Para a esposa virar senadora, ele precisa da vitória de Wilder.

E se precisa da vitória de Wilder, não pode trabalhar contra ele.

A movimentação de Izaura implode o discurso de conveniência usado para empurrar o PL para fora da disputa majoritária em Goiás e escancara uma verdade incômoda:

👉 o problema nunca foi o Senado — foi o controle do palanque.

📌 Quando a política vira matemática, a ideologia costuma aparecer depois.

👉 Análise completa no Blog do Cleuber Carlos


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