domingo, 16 de agosto de 2026

MARCONI LANÇA CAMPANHA EM GOIANÉSIA, TERRA DE JOSÉ MACHADO E HISTÓRICO REDUTO DA FAMÍLIA LAGE

POLÍTICA | Marconi Perillo escolhe Goianésia, município historicamente ligado ao deputado José Machado e à família Lage, para lançar sua campanha. Evento também consolida a dobradinha de Machado com Flávia Teles, viúva do ex-governador Maguito Vilela, que terá Charle Antônio como coordenador-geral de sua campanha.

O lançamento da campanha de Marconi Perillo (PSDB) em Goianésia neste domingo (16) carrega uma simbologia que vai além de mais uma agenda eleitoral pelo interior de Goiás.

Marconi chega a uma cidade historicamente marcada pela força política do deputado estadual José Machado e da família Lage, grupo com profundas raízes políticas e econômicas no município.

É justamente nesse território que o PSDB monta uma composição para transformar Goianésia em uma importante base da campanha tucana no Vale do São Patrício.

Ao lado de sua candidata a vice-governadora, Jacqueline Zaiden, Marconi reúne lideranças e apresenta seu projeto para retornar ao Palácio das Esmeraldas.

FLÁVIA TELES, VIÚVA DE MAGUITO, FAZ DOBRADINHA COM JOSÉ MACHADO

Um dos movimentos de maior peso político no evento é a consolidação da dobradinha entre José Machado, que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa, e Flávia Teles, candidata a deputada federal pelo PSDB.

Flávia é viúva do ex-governador de Goiás e ex-prefeito de Goiânia Maguito Vilela, uma das figuras mais importantes da história política recente do Estado. Agora, entra diretamente na disputa eleitoral e desponta como uma das candidaturas competitivas da chapa tucana para a Câmara dos Deputados.

Em Goianésia, Flávia terá ao seu lado justamente José Machado, que disputa a reeleição em sua terra natal e possui uma estrutura política construída ao longo de décadas na região.

A composição oferece ao eleitor uma sequência praticamente completa dentro do mesmo projeto: Marconi para governador, Jacqueline para vice, José Machado para deputado estadual e Flávia Teles para deputada federal.

CHARLE ANTÔNIO COMANDARÁ CAMPANHA DE FLÁVIA

Outro anúncio importante feito em Goianésia é a definição de Charle Antônio como coordenador-geral da campanha de Flávia Teles.

Charle terá, portanto, a responsabilidade de comandar a organização e a articulação política da candidatura de Flávia, trabalhando na construção das bases e alianças necessárias para levá-la à Câmara Federal.

A escolha reforça a importância atribuída à organização política da candidatura, especialmente no interior, onde a formação de dobradinhas com candidatos a deputado estadual e o apoio de lideranças municipais podem ser decisivos.

GOIANÉSIA NO MAPA ESTRATÉGICO DE MARCONI

A escolha de Goianésia para o lançamento não é casual.

Ao abrir a campanha em um município historicamente ligado a José Machado e à família Lage, Marconi sinaliza que pretende reconstruir sua força no interior apoiado em lideranças tradicionais e estruturas políticas consolidadas.

O evento deste domingo, portanto, representa mais que uma festa partidária. É a montagem de um palanque que reúne Marconi e Jacqueline na disputa pelo Governo de Goiás, José Machado buscando renovar seu mandato na Assembleia e Flávia Teles, viúva de Maguito Vilela, tentando conquistar uma cadeira em Brasília, sob a coordenação-geral de Charle Antônio.

Goianésia volta, assim, a ocupar posição de destaque no tabuleiro político de Goiás.


Goiás volta ao centro das grandes decisões do TSE

JUSTIÇA ELEITORAL | Dias depois de uma decisão do ministro Dias Toffoli provocar uma reviravolta no caso envolvendo o goiano Robson Rios e três vereadores de Acreúna, outro personagem nascido em Goiás coloca seu futuro político diante da Justiça Eleitoral: Pablo Marçal. Desta vez, a disputa pode chegar ao cargo mais poderoso da República.

Goiás acaba de acompanhar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral capaz de virar de cabeça para baixo o tabuleiro político de Acreúna.

Agora, outro goiano entra no centro de uma batalha eleitoral de dimensão nacional.

De um lado está Robson Rios, personagem central do processo em que o ministro Dias Toffoli suspendeu integralmente os efeitos de um acórdão do TRE-GO, atingindo consequências como cassações de mandatos e inelegibilidade.

Do outro está Pablo Marçal, goiano de Goiânia e personagem nacional da política, cujo futuro eleitoral depende da análise de sua situação jurídica pela Justiça Eleitoral.

Os processos são diferentes, envolvem fatos distintos e não devem ser confundidos juridicamente.

Politicamente, entretanto, existe uma coincidência impossível de ignorar:

dois goianos, duas batalhas eleitorais de enorme repercussão e a Justiça Eleitoral como peça decisiva para definir o futuro de ambos.

ROBSON CONSEGUIU A VIRADA

No caso de Acreúna, a mudança já aconteceu.

Depois de sofrer uma derrota que provocou consequências políticas profundas, o grupo ligado a Robson Rios conseguiu levar a discussão às instâncias superiores.

Dias Toffoli identificou, em análise preliminar, questionamentos relevantes envolvendo a confiabilidade de parte da prova e determinou a suspensão integral dos efeitos do acórdão regional enquanto o recurso é analisado.

A decisão abriu caminho para o retorno de Julinho de Arantina, Paraibinha e Diego Smith à Câmara e suspendeu os efeitos da inelegibilidade decorrente daquele processo contra Robson.

Não houve absolvição definitiva.

Mas houve uma vitória jurídica suficientemente importante para recolocar Robson no jogo político.

AGORA OS HOLOFOTES SE VOLTAM PARA PABLO MARÇAL

Se a batalha de Robson mexeu com Acreúna e repercutiu na política goiana, a de Pablo Marçal possui dimensão nacional.

Marçal pretende disputar a Presidência da República em 2026, mas o protocolo de um pedido de registro, por si só, não representa autorização definitiva para concorrer.

A Justiça Eleitoral precisa examinar as condições do registro e eventuais impedimentos jurídicos.

É justamente aí que começa uma batalha capaz de repercutir em toda a eleição presidencial.

Se Robson Rios conseguiu transformar uma situação eleitoral adversa em uma reviravolta nas instâncias superiores, Pablo Marçal busca agora superar seus próprios obstáculos jurídicos para chegar às urnas.

DOIS GOIANOS, DUAS HISTÓRIAS E UMA CORTE DECISIVA

Não existe relação jurídica entre os processos.

Também não existe qualquer fundamento para afirmar que a decisão favorável a Robson antecipe o que acontecerá com Marçal.

Mas os dois casos revelam a dimensão que a Justiça Eleitoral assumiu na eleição de 2026.

No primeiro, uma decisão superior foi capaz de alterar novamente a composição de forças de uma cidade inteira.

No segundo, o que está em discussão pode interferir diretamente na composição da disputa pela Presidência da República.

E existe ainda uma curiosidade política poderosa:

Goiás está nos dois lados dessa história.

Robson Rios, no interior goiano, acaba de conquistar uma importante vitória jurídica.

Pablo Marçal, nascido em Goiânia e projetado nacionalmente, enfrenta uma batalha que poderá definir se seu nome estará ou não na disputa pelo Palácio do Planalto.

A PERGUNTA AGORA É OUTRA

A vitória de Robson mostrou algo elementar no Direito Eleitoral: uma condenação regional não significa necessariamente que a última palavra já tenha sido dada.

Recursos existem, decisões podem ser revistas e situações aparentemente consolidadas podem sofrer mudanças nas instâncias superiores.

Foi exatamente o que ocorreu em Acreúna.

Mas isso não significa que o mesmo resultado acontecerá com Pablo Marçal.

Cada processo possui provas, fundamentos e circunstâncias próprias.

A comparação é política, não jurídica.

Ainda assim, depois da reviravolta protagonizada por Robson Rios, Goiás volta seus olhos novamente para a Justiça Eleitoral.

Desta vez, não para saber quem ocupará cadeiras na Câmara de Acreúna.

Mas para responder a uma pergunta de dimensão nacional:

Pablo Marçal conseguirá superar sua batalha jurídica e disputar a Presidência da República em 2026?

De Acreúna ao Palácio do Planalto, dois goianos colocam a Justiça Eleitoral no centro do jogo político.

Robson Rios já conseguiu sua primeira grande virada.

Agora, o Brasil espera para saber qual será o destino eleitoral de Pablo Marçal.


MARCONI ESCOLHE GOIANÉSIA PARA DAR LARGADA À CAMPANHA E REPETE RITUAL QUE COMEÇOU NA VITÓRIA DE 1998

ELEIÇÕES 2026 | Ao lado da candidata a vice-governadora Jaqueline Zaiden, ex-governador volta ao Vale do São Patrício neste domingo para lançar oficialmente sua campanha ao Governo de Goiás. Escolha de Goianésia repete uma tradição eleitoral iniciada há 28 anos.

Marconi Perillo (PSDB) escolheu um território carregado de simbolismo político para colocar oficialmente sua campanha de 2026 nas ruas. Neste domingo, 16 de agosto, o tucano lança em Goianésia sua candidatura ao Governo de Goiás, ao lado da vice Jaqueline Zaiden.

O ato está marcado para as 17 horas, na Rua 34, entre as ruas 11 e 9, no Setor Nova Aurora, conforme o material de divulgação da campanha. A programação publicada pela imprensa também confirma Goianésia como palco do lançamento oficial. (Jornal Opção⁠)

Não se trata, porém, de uma cidade escolhida ao acaso.

O SIMBOLISMO DE GOIANÉSIA

Foi em Goianésia que Marconi iniciou, em 1998, a campanha que terminaria com sua primeira eleição para governador de Goiás.

Desde então, a cidade transformou-se numa espécie de ponto de partida eleitoral do grupo político ligado ao tucano. Com a disputa de 2026, serão oito eleições consecutivas em que Marconi inicia sua caminhada eleitoral no município. (Mais Goiás⁠)

A escolha, portanto, carrega uma mensagem evidente: Marconi tenta conectar a campanha atual à trajetória política que começou justamente com a surpreendente vitória de 1998.

Naquele momento, ele chegou ao governo aos 35 anos. Depois, construiria uma carreira que inclui quatro mandatos como governador de Goiás.

Agora, quase três décadas depois daquela primeira arrancada, retorna ao mesmo território tentando construir uma nova volta ao Palácio das Esmeraldas.

JAQUELINE ENTRA EM CAMPO AO LADO DE MARCONI

A largada também coloca a vice Jaqueline Zaiden definitivamente no centro da campanha.

Antes de Goianésia, Marconi cumpre compromissos em Rio Verde, cidade ligada politicamente a Jaqueline. A agenda divulgada prevê participação em culto de Ação de Graças e encontro com idosos antes da viagem para o Vale do São Patrício. (Portal Go 020⁠)

A estratégia permite que a chapa comece o domingo passando por dois territórios com significados diferentes: Rio Verde fortalece a apresentação da vice e a presença no Sudoeste; Goianésia resgata a história eleitoral de Marconi.

UMA CAMPANHA COM O DESAFIO DE RECONSTRUIR ALIANÇAS

Se Goianésia traz boas lembranças para o tucano, o cenário de 2026 é diferente daquele encontrado em outras disputas.

Marconi inicia a campanha tentando transformar seu peso político e sua memória administrativa em estrutura eleitoral suficiente para enfrentar adversários que também colocam suas máquinas nas ruas.

Enquanto o tucano lança a candidatura em Goianésia, Daniel Vilela inicia sua movimentação pelo Entorno do Distrito Federal ao lado de Ronaldo Caiado. Wilder Morais também programou atos para a abertura da campanha. (Jornal Opção⁠)

A disputa pelo Governo de Goiás, portanto, entra oficialmente em uma nova fase.

Acabou o período das articulações de bastidores, das convenções e das pré-candidaturas.

Agora é voto.

GOIANÉSIA SERÁ O PRIMEIRO TESTE

O lançamento deste domingo também terá uma leitura inevitável nos bastidores: o tamanho da mobilização que Marconi conseguirá produzir.

Número de lideranças, presença de candidatos proporcionais, participação popular e capacidade de reunir antigos e novos aliados serão observados pelos adversários.

Para Marconi, Goianésia não representa apenas o primeiro comício de uma campanha.

Representa uma tentativa de recuperar o ambiente político de onde saiu uma das maiores viradas eleitorais da história recente de Goiás.

Em 1998, a caminhada começou em Goianésia e terminou no Palácio das Esmeraldas.

Em 2026, 28 anos depois, Marconi volta ao mesmo ponto de partida.

A pergunta que começa a ser respondida neste domingo é outra:

Goianésia ainda tem força para ser, mais uma vez, o começo de uma caminhada de Marconi rumo ao Governo de Goiás?


sábado, 15 de agosto de 2026

Kassab Detonou Candidatura de Caiado ao Dizer Que PSD está Com Lula

CAIADO CANDIDATO, PSD COM LULA? Kassab coloca o próprio companheiro de chapa contra a parede

ELEIÇÕES 2026 | Gilberto Kassab é presidente do PSD e vice de Ronaldo Caiado. Mas acaba de afirmar que o Centrão está com Lula e que Flávio Bolsonaro tem “chance zero” de vencer. A declaração abre uma crise política óbvia: afinal, de que lado está o partido que lançou Caiado à Presidência?

Ronaldo Caiado tem agora uma pergunta incômoda para responder. E ela não veio de Lula nem de Flávio Bolsonaro. Veio do próprio vice.

Gilberto Kassab afirmou diante de empresários em São Paulo que os partidos do Centrão estão com Lula e classificou como “zero” a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro. Depois, voltou a sustentar que lideranças do Centrão favorecem a reeleição do petista. (UOL Notícias⁠)

O problema é o currículo de quem falou.

Kassab não é um comentarista olhando a eleição de fora. É presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente de Caiado.

E o PSD está longe de marchar unido com seu próprio candidato.

O partido deu liberdade para candidatos a governador até mesmo ignorarem agendas de Caiado. Kassab afirmou que os diretórios teriam autonomia para seguir o caminho eleitoral que considerassem conveniente. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes apoia Lula; em Pernambuco, Raquel Lyra recebeu liberdade para definir sua estratégia; enquanto o PSD paulista está aliado a Tarcísio de Freitas, apoiador de Flávio. (Folha de S.Paulo⁠)

A própria convenção que oficializou Caiado mostrou a divisão: nomes importantes do PSD alinhados a Lula não compareceram, entre eles Eduardo Paes, enquanto Raquel Lyra também esteve ausente. (Folha de S.Paulo⁠)

É aí que a declaração de Kassab ganha outra dimensão.

Se o Centrão está com Lula, como diz o presidente do PSD, onde está o PSD?

E, principalmente: onde fica Caiado nessa história?

Caiado deixou o União Brasil e ingressou no PSD para disputar a Presidência. Conquistou a candidatura e recebeu o próprio Kassab como vice. Mas parte da estrutura partidária que deveria ajudá-lo a chegar ao Palácio do Planalto mantém alianças com seus adversários.

Não é interpretação inventada pelos críticos. O PSD liberou suas lideranças regionais para apoiar outros presidenciáveis, e dirigentes lulistas da própria legenda já haviam sinalizado que não embarcariam na candidatura de Caiado. (Folha de S.Paulo⁠)

Agora o presidente do partido vai além e anuncia que o Centrão está com Lula.

A situação política de Caiado fica desconfortável.

Como pedir ao eleitor brasileiro que acredite numa candidatura presidencial se nem o próprio partido está obrigado a caminhar com seu candidato?

E existe outra pergunta ainda mais dura:

Caiado é realmente o projeto presidencial do PSD ou sua candidatura serve também como instrumento de negociação de Kassab para o segundo turno?

O ataque vindo do PL já começou. Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, acusou o PSD de atuar como “linha auxiliar” de Lula e afirmou que a candidatura de Caiado “não é para valer”. É uma acusação partidária, não um fato comprovado — mas a declaração de Kassab entregou munição de sobra aos adversários. (UOL Notícias⁠)

Caiado precisa responder.

Porque neste momento existe uma contradição difícil de explicar ao eleitor:

Caiado é candidato a presidente pelo PSD. Kassab é presidente do PSD e vice de Caiado. Parte relevante do PSD apoia adversários de Caiado. E agora Kassab anuncia que o Centrão está com Lula.

Se Caiado pretende convencer o Brasil de que sua candidatura é para valer, talvez tenha primeiro que convencer o próprio partido.

Antes de pedir o voto do Brasil, Caiado precisa responder uma pergunta bem mais simples: afinal, o PSD está com ele ou com Lula?