quarta-feira, 9 de setembro de 2026

CARTÃO CORPORATIVO DA COMPLEM FOI USADO EM HOTEL DE LAZER DE RIO QUENTE: DESPESA CHEGOU A R$ 1.761

DINHEIRO DA COOPERATIVA | Despesa no Park Veredas foi atribuída à Diretoria Comercial, comandada por Antônio José da Silva. Planilha não revela beneficiário, finalidade nem apresenta prestação de contas.

Uma despesa de R$ 1.761,00 no Park Veredas, empreendimento de hospedagem e lazer em Rio Quente, acende um novo alerta sobre o uso dos cartões corporativos da Complem.

O lançamento aparece na prestação de contas com data contábil de 1º de março de 2023 e foi debitado ao centro de custo “01.02.02 — Diretor Comercial”. Na época, a área era comandada por Antônio José da Silva, que atualmente acumula os cargos de primeiro vice-presidente e diretor comercial da cooperativa.

O Park Veredas não é apenas um restaurante. É um complexo voltado a hospedagem e lazer, com apartamentos, piscinas, estrutura aquática, sauna, academia, bar e restaurante.

Apesar disso, a Complem classificou os R$ 1.761 como despesa do “Programa de Alimentação, Lanches e Refeições”.

A pergunta é inevitável: por que um gasto realizado em um hotel de lazer foi contabilizado como alimentação?

A planilha não informa quem esteve no local, quantas pessoas foram beneficiadas, qual compromisso institucional justificou a despesa nem se o valor corresponde a hospedagem, alimentação, acesso à área de lazer ou outro serviço.

Também não apresenta nota fiscal, comprovante da transação, relatório de viagem ou autorização para o pagamento.

O documento permite afirmar que o gasto foi atribuído ao cartão corporativo da Diretoria Comercial. Entretanto, sem a fatura original, ainda não é possível confirmar quem passou pessoalmente o cartão.

É justamente essa documentação que a direção da Complem precisa apresentar.

Quem utilizou o Park Veredas? Houve hospedagem? Quem acompanhava o portador do cartão? Qual negócio da cooperativa foi tratado no local? Onde estão a nota fiscal e a prestação de contas?

Cartão corporativo não é passaporte para o lazer. Cada centavo gasto pertence à cooperativa e exige finalidade institucional, transparência e comprovação.

Até que os documentos apareçam, permanece uma pergunta incômoda:

o que a Complem pagou no Park Veredas — e para quem?


PETROLINA: PARECER APROVA LICITAÇÃO DE R$ 1,3 MILHÃO, MAS CONFUNDE CONTRATAÇÃO DE 40 TRABALHADORES COM COMPRA DE MERCADORIAS

PETROLINA DE GOIÁS | Documento jurídico declara regularidade do pregão, mas não enfrenta contradições graves do edital e utiliza expressões incompatíveis com a contratação de 40 trabalhadores.

Um parecer jurídico aprovado pela Prefeitura de Petrolina de Goiás para sustentar uma licitação de R$ 1.313.647,55 levanta questionamentos sérios sobre a qualidade do controle de legalidade realizado antes da publicação do edital.

O Pregão Eletrônico nº 019/2026 prevê a contratação, por cinco meses, de 40 profissionais terceirizados para atuar nas áreas administrativa, educacional e de saúde. Entretanto, o parecer assinado pelo advogado Guilherme Parrião, OAB-GO nº 58.909, parece analisar uma compra de mercadorias — e não um contrato de mão de obra.

O documento fala em “bens comuns”, “fornecimento dos bens”, “entrega e recebimento do objeto” e afirma que o fornecimento ocorreria parceladamentete conforme a necessidade da Prefeitura. O objeto verdadeiro, porém, envolve postos permanentes de auxiliares de serviços gerais e cozinheiras, com jornada semanal de 44 horas.

A análise jurídica também não menciona a anunciada inversão de fases, apesar de o edital prever que a habilitação ocorrerá antes do julgamento das propostas. Pior: o próprio edital, em capítulos posteriores, descreve o procedimento convencional — primeiro a disputa e a análise dos preços, depois a habilitação.

Outras contradições igualmente graves passaram sem qualquer pelo parecer.

O Termo de Referência exige garantia contratual de 5%, destinada inclusive à proteção das obrigações trabalhistas. A minuta do contrato afirma exatamente o contrário: “Não haverá exigência de garantia contratual da execução.”

O Termo de Referência também proíbe qualquer subcontratação, enquanto a minuta autoriza expressamente a subcontratação parcial. Há ainda divergências sobre vigência, prorrogação, reajuste, repactuação, prazo de pagamento e índice de correção por atraso.

Apesar disso, o parecer concl que o edital estaria “definido de forma clara” e que a minuta contratual possuiria todas as cláusulas necessárias. Afirma ainda ter recebido apenas dois anexos, embora o edital publicado apresente três: Termo de Referência, modelo de proposta e minuta do contrato.

As inconsistências sugerem que o controle jurídico pode ter sido realizado com base em documento padronizado ou em versão diferente daquela efetivamente publicada. Isso precisa ser esclarecido.

O Blog do Cleuber Carlos não afirma, neste momento, a existência de fraude, direcionamento ou superfaturamento. Mas os documentos revelam falhas concretas capazes de interferir nos preços, na participação das empresas e na futura execução do contrato.

A pergunta é inevitável: como uma licitação milionária, envolvendo direitos de 40 trabalhadores, recebeu parecer favorável sem que contradições tão evidentes fossem identificadas?

A Prefeitura de Petrolina de Goiás e o responsável pelo parecer devem ser ouvidos. Diante da gravidade dos conflitos, o caminho prudente seria suspender o pregão, corrigir os documentos e reabrir o prazo aos interessados.


ACIDENTE COM SERVIDORES DE TAQUARAL TEM VERSÕES CONFLITANTES SOBRE QUEM DIRIGIA CAMINHONETE

INVESTIGAÇÃO | Colisão envolvendo uma Ford Ranger e um Corolla deixou uma criança de três anos ferida. Relatos divergem sobre quem estava ao volante da caminhonete.

Um grave acidente registrado na madrugada de domingo (6), no trevo entre Itaguari e Taquaral de Goiás, envolve três funcionários da Prefeitura de Taquaral e levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos pelas autoridades.

Na Ford Ranger estavam o advogado Lucas, sua namorada Joyce e a secretária municipal Marianna Mourão. Segundo informações encaminhadas ao Blog do Cleuber Carlos, o grupo teria participado de uma confraternização em uma chácara particular antes de deixar o local por volta das 3 horas.

A caminhonete colidiu violentamente com um Corolla que seguia no sentido Itaguari–Taquaral. No automóvel estava uma criança de três anos, que, de acordo com o relato recebido, sofreu fraturas na face e em um dos braços.

Lucas e Joyce não teriam apresentado ferimentos graves. Marianna Mourão, entretanto, sofreu diversas lesões na coluna e encontra-se afastada para recuperação.

O ponto central da apuração é saber quem realmente conduzia a Ranger. Uma fonte afirma que Lucas teria assumido ser o motorista. Entretanto, familiares da criança teriam declarado no local que Joyce estava ao volante. Também existe informação, ainda não confirmada, de que ela poderia não possuir Carteira Nacional de Habilitação.

Há ainda relatos de consumo de bebida alcoólica durante a confraternização. Até o momento, porém, não foi possível confirmar se algum dos envolvidos realizou teste do bafômetro ou qual versão consta oficialmente no boletim de ocorrência.

O caso exige respostas objetivas: quem dirigia a caminhonete? Houve avanço da sinalização no cruzamento? Foi feito teste de alcoolemia? Joyce possui habilitação válida? A Ranger é particular ou pertence ao poder público?

O Blog do Cleuber Carlos ressalta que as informações sobre consumo de álcool e identidade do motorista são relatos de fontes e ainda dependem de confirmação oficial. O espaço permanece aberto para manifestação de Lucas, Joyce, Marianna Mourão, da Prefeitura de Taquaral e das autoridades responsáveis pela investigação.


COMPLEM: LANCHE DOS FUNCIONÁRIOS É REDUZIDO MAS CARTÃO DO PRESIDENTE BANCA RESTAURANTES

  CONTRASTE REVOLTA FUNCIONÁRIOS DA COMPLEM

Enquanto trabalhadores relatam redução drástica do lanche dentro da cooperativa, cartão corporativo em poder do presidente Sérgio Penido registra despesas em restaurantes, churrascarias, peixarias, docerias e outros estabelecimentos.

De um lado, funcionários com o lanche reduzido. Do outro, despesas de alimentação no cartão corporativo utilizado pela Presidência.

É esse contraste que está provocando revolta nos bastidores da Complem após a divulgação dos gastos revelados pelo Blog do Cleuber Carlos.

Os registros analisados pelo Blog mostram utilização do cartão em diferentes estabelecimentos, como restaurantes, churrascarias, peixarias, chocolaterias e docerias. Entre os nomes que aparecem estão Coco Bambu, Chácara do Paim, Chacrinha do Paim e Richesse, conhecida por doces, bolos e confeitaria.

A repercussão aumentou depois que funcionários procuraram o Blog para esclarecer que o lanche não foi completamente cortado, mas sofreu uma redução significativa.

Segundo os relatos, anteriormente eram oferecidos dois tipos de pão, requeijão, manteiga, pão de queijo, café e leite com achocolatado. No período da tarde, havia suco no lugar do leite. Após a mudança, o lanche teria sido limitado a um pão por funcionário, manteiga, café e leite.

E é justamente aí que nasce a indignação.

Se a justificativa para diminuir a alimentação cotidiana dos trabalhadores foi economia, eles querem saber qual critério permite restringir o lanche de quem trabalha e, simultaneamente, manter despesas de alimentação no cartão corporativo da Presidência.

O ponto central não é apenas onde o presidente comeu. É saber quem pagou, por que pagou e qual interesse institucional justificou cada despesa.

Ter cartão corporativo não significa autorização irrestrita para gastos. A questão é verificar se cada pagamento possui finalidade relacionada às atividades da cooperativa, documentação, justificativa e prestação de contas.

O Blog buscará manifestação da Complem sobre a redução do lanche e a finalidade de cada despesa registrada.

Porque a pergunta que agora circula entre os funcionários continua a mesma:

economia para quem?


SEM FLÁVIA, GUERRA POR VAGAS EXPLODE NO PSDB: SEIS NOMES DISPUTAM ESPAÇO E SEGUNDA CADEIRA VIRA DESAFIO


ELEIÇÕES 2026 | Desistência de Flávia Teles redistribui alianças, fortalece Felipe Cecílio e transforma a chapa tucana em uma das disputas internas mais imprevisíveis de Goiás.

A saída de Flávia Teles da disputa para deputada federal redesenhou completamente a chapa do PSDB/Cidadania em Goiás. A federação permanece com força suficiente para conquistar uma cadeira, mas a segunda vaga dependerá de uma combinação difícil: votação expressiva dos principais candidatos, bom desempenho dos nomes intermediários e disputa favorável nas sobras eleitorais.

Professor Alcides e Jeferson Rodrigues começaram a campanha como favoritos naturais. Alcides foi eleito em 2022 com 90.162 votos e mantém forte presença em Aparecida de Goiânia. Jeferson conquistou 56.026 votos, possui mandato, emendas e estrutura junto ao eleitorado religioso. Nenhum dos dois, entretanto, pode considerar a eleição garantida.

O crescimento de Adair Henriques, o Vovô do Jeep, alterou esse equilíbrio. Ex-prefeito de Bom Jesus por cinco mandatos, produtor rural e dono de um dos maiores patrimônios declarados da eleição, Adair ganhou novo fôlego após conseguir o deferimento de sua candidatura. Desde então, avançou sobre territórios importantes.

Em Aparecida, recebeu o apoio do ex-prefeito Vilmar Mariano, liderança que, em tese, estaria mais próxima de Professor Alcides. No agronegócio, fechou dobradinha com o deputado estadual Amauri Ribeiro, que tem trabalhado intensamente sua candidatura nas redes sociais e junto aos produtores rurais. Vovô do Jeep também conquistou o apoio de Rony, ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Trindade, além de outras lideranças municipais.

Se Adair possui dinheiro, agro e expansão territorial, Felipe Cecílio recebeu outro ativo poderoso: a estrutura política deixada por Flávia Teles.

Ao anunciar a desistência por motivos de saúde, Flávia declarou que seu legado político ficará com Felipe. Na prática, ele passa a assumir compromissos e dobradinhas já construídos durante a campanha. Entre elas está a parceria com José Machado, deputado estadual forte, com expectativa de superar 30 mil ou 40 mil votos na região de Goianésia.

Felipe não herdará automaticamente os votos de Flávia, mas receberá acesso a prefeitos, vereadores, coordenadores e lideranças que já tinham compromissos firmados. Neto do ex-senador Mauro Miranda e suplente de deputado federal, ele deixa o segundo plano e passa a ser uma das principais incógnitas positivas da chapa.

Henrique Arantes também não pode ser subestimado. Ex-vereador de Goiânia e deputado estadual por três mandatos, carrega parte das bases construídas por seu pai, Jovair Arantes, que representou Goiás durante vários mandatos na Câmara Federal.

Outro nome estratégico é Itamar Leão. Ex-prefeito de Sanclerlândia por quatro mandatos, trabalha sua candidatura há muito tempo e é considerado o candidato a deputado federal mais próximo de Marconi Perillo. Sua aposta está no voto casado e na capilaridade histórica do PSDB nos pequenos municípios.

Leozão, ex-prefeito de Goianésia, completa o grupo competitivo com força regional no Vale do São Patrício.

O quociente eleitoral para deputado federal em Goiás ficou próximo de 202 mil votos em 2022. A primeira cadeira do PSDB/Cidadania é provável. Para conquistar a segunda, a federação deverá se aproximar de 320 mil a 370 mil votos e depender de bom desempenho na distribuição das sobras.

A chapa tucana entra na reta decisiva com seis nomes no radar: Professor Alcides, Jeferson Rodrigues, Vovô do Jeep, Felipe Cecílio, Henrique Arantes e Itamar Leão. Se houver apenas uma vaga, a guerra será brutal. Se forem duas, ainda assim haverá quatro candidatos fortes do lado de fora.

A desistência de Flávia não encerrou a disputa. Ao transferir sua estrutura para Felipe Cecílio, abriu uma nova frente de batalha. No PSDB, ninguém está eleito — e ninguém pode mais ser tratado como simples coadjuvante.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

​FLÁVIA TELES DEIXA DISPUTA POR VAGA NA CÂMARA APÓS AGRAVAMENTO DE QUADRO DE SAÚDE

ELEIÇÕES 2026 | Internada em São Paulo com quadro grave de hipotireoidismo, a viúva de Maguito Vilela suspende a campanha por recomendação médica e passa a dedicar-se integralmente ao tratamento.

Flávia Teles não seguirá como candidata a deputada federal nas eleições deste ano. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (8) pela coordenação-geral de sua campanha e ocorre após o agravamento de seu estado de saúde.

De acordo com a nota divulgada à imprensa, Flávia está internada em São Paulo, sob os cuidados da médica clínica e cardiologista Ludhmila Hajjar, depois de ser diagnosticada com um quadro grave de hipotireoidismo.

A orientação médica é para que ela evite qualquer atividade que possa provocar desgaste físico ou emocional. Por recomendação expressa da médica, Flávia deverá permanecer hospitalizada, recebendo tratamento e acompanhamento contínuo, com dedicação integral ao restabelecimento de sua saúde.

Esta não é a primeira internação da ex-candidata em razão do problema. Há aproximadamente 15 dias, ela já havia sido hospitalizada em São Paulo para tratar o quadro. Na última semana, retornou a Goiás na tentativa de retomar as atividades de campanha.

Entretanto, segundo a coordenação, houve agravamento de seu estado de saúde, tornando necessária uma nova internação e a continuidade do tratamento intensivo. Diante da impossibilidade de enfrentar a rotina e o desgaste próprios de uma campanha eleitoral, Flávia decidiu interromper sua candidatura à Câmara dos Deputados.

Conhecida politicamente como Flávia do Maguito, ela é viúva do ex-governador e ex-prefeito de Goiânia Maguito Vilela, falecido em janeiro de 2021.

Na nota, Flávia agradeceu as manifestações de carinho, o apoio e a compreensão recebidos. Ela espera, após sua recuperação, retomar suas atividades e seus projetos. Neste momento, porém, a prioridade será exclusivamente o tratamento e a recuperação de sua saúde.


​DENÚNCIA SOBRE BASTIDORES DA COMPLEM CHEGA AO DELEGADO-GERAL DA POLÍCIA CIVIL


DESDOBRAMENTO | Secretaria de Segurança Pública encaminha manifestação apresentada pelo Blog do Cleuber Carlos ao comando da Polícia Civil e estabelece prazo de até 15 dias para resposta.

A denúncia protocolada pelo Blog do Cleuber Carlos após informações envolvendo os bastidores da Complem avançou oficialmente na estrutura do Governo de Goiás.

A manifestação nº 2026.0906.095027-52, cadastrada no Sistema de Ouvidoria-Geral do Estado, foi encaminhada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública diretamente ao delegado-geral da Polícia Civil, André Gustavo Corteze Ganga.

O encaminhamento consta no Ofício nº 24331/2026/SSP, expedido em 8 de setembro. No documento, a Ouvidoria Setorial da SSP solicita a adoção das providências cabíveis e determina o envio de resposta sobre os fatos narrados.

A manifestação foi apresentada depois que uma fonte interna da Complem relatou conversas nas quais o nome de um delegado identificado como Fernando teria aparecido após a publicação de reportagens sobre as contas, despesas e atos administrativos da cooperativa.

Segundo o relato recebido pelo Blog, teriam sido feitas afirmações de que o delegado “descobriria tudo”, que este jornalista seria chamado para depor e que um advogado ligado ao presidente da cooperativa teria conversado com a autoridade policial.

Diante da gravidade das informações, o Blog encaminhou preventivamente a documentação aos órgãos responsáveis. O objetivo é esclarecer se houve realmente alguma conversa, em qual contexto ela ocorreu ou se o nome do delegado foi utilizado indevidamente por terceiros para transmitir a impressão de que a Polícia Civil estaria agindo contra o trabalho jornalístico.

Um ponto importante do ofício é a determinação de que a resposta não seja elaborada pelo próprio denunciado ou reclamado. Conforme orientação da Controladoria-Geral do Estado, deverá haver manifestação do superior imediato acerca dos fatos narrados.

O órgão técnico terá até 15 dias, contados do recebimento da manifestação, para apresentar resposta, salvo a existência de prazo inferior. A Polícia Civil também deverá informar à Ouvidoria os andamentos e as providências adotadas.

O encaminhamento não significa reconhecimento antecipado de irregularidade ou acusação contra qualquer delegado. Significa, porém, que o relato foi formalmente recebido, considerado apto a tramitar e encaminhado ao comando da Polícia Civil para esclarecimentos.

O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando o procedimento e publicará integralmente os esclarecimentos apresentados pelas autoridades e pelos demais citados.


CRISE EXPLODE NO STF: MENDONÇA AFASTA CHEFE DA PF E GILMAR TENTA LEVAR CASO AO PLENÁRIO

JUDICIÁRIO | Segunda Turma forma maioria para confirmar afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF. Pedido de vista de Gilmar Mendes suspende julgamento, mas não devolve os delegados aos cargos.

A maior crise interna dos últimos anos no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo e explosivo capítulo nesta terça-feira (8). O ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada.

A decisão permanece válida. Na Segunda Turma, Mendonça recebeu os votos de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, formando maioria de três votos pela manutenção da medida. Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a conclusão formal do julgamento, mas o pedido não suspende o afastamento imediato. Dias Toffoli ainda não votou e poderá declarar-se impedido em razão de sua participação anterior em processos relacionados ao Banco Master. UOL

Gilmar pretende defender que o caso seja retirado da Segunda Turma e analisado pelos dez ministros do plenário. A decisão caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, que, pressionado a pautar o assunto, afirmou que avaliará o pedido.

O afastamento foi determinado depois que Mendonça identificou a produção de pelo menos seis relatórios de inteligência da PF, elaborados entre 3 e 31 de agosto, contendo análises sobre sua atuação e a do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo o ministro, os documentos eram apócrifos, classificados como material de baixa confiança e sem valor probatório, mas acabaram utilizados por Alexandre de Moraes para pedir a investigação de Mendonça por supostos crimes de abuso de autoridade, improbidade e responsabilidade.

Mendonça afirma ter sido alvo de monitoramento ilegal e classificou os relatórios como uma espécie de “arapongagem institucional”. Um deles teria utilizado até a religião evangélica compartilhada por Mendonça e Messias para levantar suspeitas sobre decisões institucionais da AGU. O ministro também apontou possível vazamento de informações sigilosas e determinou que a Corregedoria da PF investigue a origem, a autorização e o compartilhamento dos documentos. Folha de S.Paulo

A cúpula da Polícia Federal reagiu com indignação e considera a decisão política. O diretor-executivo William Murad, número dois da instituição, manifestou publicamente “total confiança” em Andrei. A Advocacia-Geral da União anunciou que recorrerá, sustentando que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuições do presidente da República.

Mendonça, entretanto, não exonerou Andrei: impôs um afastamento cautelar sob o argumento de impedir interferências nas investigações. A legalidade da medida deverá se tornar um dos principais pontos do recurso da AGU.

A crise começou com a divulgação de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, envolvendo Alexandre de Moraes e referências a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes reagiu pedindo que Mendonça fosse investigado. Fachin retirou o pedido do inquérito das fake news e abriu um procedimento específico, determinando que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei apresentem explicações até 11 de setembro. Poder360

A dimensão do abalo ficou evidente quando 13 ex-ministros e ex-presidentes do STF, entre eles Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie e Rosa Weber, enviaram uma carta a Fachin classificando o momento como a “mais aguda crise” da história da Corte. O grupo pediu sessão pública urgente e apuração rigorosa dos fatos. UOL

Até o fechamento desta matéria, Andrei Rodrigues e Leandro Almada continuavam afastados. Gilmar conseguiu paralisar o julgamento, mas Mendonça venceu o primeiro confronto: obteve maioria na Segunda Turma e colocou a direção da Polícia Federal no centro de uma guerra que agora ameaça a credibilidade do próprio Supremo.


​CALDAZINHA DÁ EXEMPLO DE ATENÇÃO À ZONA RURAL E INVESTE NA INFRAESTRUTURA

GESTÃO | Administração da prefeita Solange demonstra atenção permanente às estradas rurais e avança agora na reconstrução da ponte sobre o Rio Sozinha, na divisa com Senador Canedo.

Enquanto muitos municípios enfrentam reclamações constantes sobre estradas abandonadas e dificuldades de acesso na zona rural, Caldazinha vem seguindo um caminho diferente. A gestão da prefeita Solange tem dedicado atenção especial às famílias que vivem e produzem no campo, mantendo as estradas vicinais em boas condições e realizando intervenções importantes na infraestrutura municipal.

O trabalho mais recente divulgado pela Prefeitura é a reconstrução da ponte sobre o Rio Sozinha, localizada na divisa com Senador Canedo. Segundo a administração municipal, a obra está sendo executada integralmente com recursos do próprio município.

Mais do que concreto, máquinas e uma nova ponte, investimentos dessa natureza significam segurança e mobilidade. Para quem vive na zona rural, estrada conservada e ponte em condições adequadas representam acesso à cidade, transporte escolar, escoamento da produção, atendimento de saúde e qualidade de vida.

E aqui cabe também a opinião deste jornalista.

Tenho acompanhado administrações municipais em Goiás há décadas e considero que Solange realiza hoje um dos melhores trabalhos entre os prefeitos da Região Metropolitana de Goiânia. É uma avaliação baseada principalmente na presença da administração onde muitas vezes o poder público é esquecido: na zona rural.

Caldazinha é um município pequeno, com limitações orçamentárias muito diferentes das grandes cidades vizinhas. Justamente por isso, chama atenção conseguir manter serviços, cuidar das estradas e executar obras que chegam diretamente à população.

Gestão pública precisa ser fiscalizada e cobrada quando erra. Mas o jornalismo também deve reconhecer quando o trabalho aparece e produz resultados.

Nesse aspecto, a Prefeitura de Caldazinha e a prefeita Solange merecem elogios e reconhecimento. É uma administração que, pelo trabalho que vem apresentando, merece ser destacada como exemplo de cuidado com o município e, principalmente, de respeito com quem vive e produz na zona rural.


​BOMBA NO STF: ANDRÉ MENDONÇA AFASTA DIRETOR-GERAL DA PF EM MEIO AO CASO MASTER

CRISE INSTITUCIONAL | Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da Polícia Federal são afastados preventivamente. Decisão ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. O delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, também foi afastado. 

A decisão aumenta a temperatura de uma crise que já ultrapassou os limites da Polícia Federal e chegou ao coração do Supremo.

Andrei passou a ocupar posição delicada após seu nome aparecer em material relacionado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em mensagens atribuídas ao banqueiro, Vorcaro teria mencionado Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao tratar de possíveis ações relacionadas às investigações que atingiam o Master. O material, entretanto, não comprova que eventuais pedidos tenham sido atendidos. 

A situação ganhou um ingrediente ainda mais explosivo nos últimos dias. Segundo a CNN Brasil, Vorcaro sinalizou ao gabinete de Mendonça disposição para citar Andrei em uma eventual nova proposta de colaboração premiada. Trata-se, até aqui, de alegação que ainda precisa ser investigada e submetida ao contraditório. 

Ao determinar o afastamento, Mendonça afirmou que a medida busca evitar “constrangimentos ilegais” e preservar a atuação independente de autoridades e servidores. 

O ministro também determinou medidas envolvendo relatórios de inteligência da PF e submeteu sua decisão à análise da Segunda Turma do Supremo. 

O afastamento preventivo não representa condenação nem comprovação de participação de Andrei Rodrigues em ilícitos. Mas a retirada do diretor-geral da PF em pleno avanço do caso Banco Master transforma o episódio em uma das mais graves crises institucionais envolvendo a cúpula da Polícia Federal e do STF nos últimos anos.

A pergunta agora é inevitável: até onde chegam as ramificações do caso Master?