quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Previsão de Terremoto Político em Rio Verde

Rio Verde viveu anos de acomodação institucional. Viveu o silêncio como regra. Viveu o medo como método. Viveu a conveniência como estratégia.

Mas silêncio não é estabilidade.

É apenas adiamento.


Tentaram intimidar.

Tentaram judicializar.

Tentaram deslocar o debate da praça pública para os corredores processuais.


Não funcionou.


Porque o que sustenta este espaço não é vaidade, não é disputa pessoal, não é projeto político. É convicção de que fiscalização não é afronta — é dever democrático.


Se a crítica incomoda, é porque toca onde muitos preferiam não mexer.

Se a cobrança irrita, é porque revela o que estava confortável demais.


Eu não fui o único a enxergar os problemas.

Mas fui o único a enfrentar sozinho o sistema quando enfrentá-lo não era conveniente.


E se hoje a cidade começa a acordar, é porque alguém decidiu não dormir.


A história registra quem se calou.

A história registra quem tentou intimidar.

E a história também registra quem não se curvou.


Porque, no fim, não é sobre processos.

Não é sobre pressão.

Não é sobre poder.


É sobre princípio.


E princípio não se negocia.


Quem tentou silenciar enfrentou resistência.

Quem apostou no medo encontrou convicção.

E quem acreditou que o silêncio era eterno, agora precisa conviver com a verdade.


Rio Verde está acordando.


E desta vez, não há como fechar os olhos.

O que vem pela frente é milhões de vezes maior do que os olhos recém abertos enxergaram: Castros Herênio, Hemorin e Holdings, emergenciais fábricadas, contratos emergenciais, consultorias, adesões de Atas, iluminação pública, asfalto, medicamentos, uniformes escolares, emendas, etc. Aguardem


ARTICULAÇÃO DE GAYER CONTRA WILDER PROVOCA RACHA DO PL EM GOIÁS

Disputa pelo comando do projeto ao governo já divide base municipal e chega à direção nacional do partido

O que parecia um simples debate estratégico dentro do Partido Liberal em Goiás evoluiu para um embate direto pelo controle do projeto estadual da legenda.

Nos bastidores, o deputado federal Gustavo Gayer passou a atuar para impedir a consolidação do nome do senador Wilder Moraes como pré-candidato ao governo de Goiás. A alternativa defendida por ele seria uma aliança com o vice-governador Daniel Vilela (MDB).

A movimentação não foi bem recebida por prefeitos do próprio PL — e o conflito deixou de ser reservado.

A RESISTÊNCIA MUNICIPAL

Prefeitos do partido questionam dois pontos centrais:

  1. Coerência ideológica
  2. Construção política verticalizado

Daniel Vilela mantém diálogo com lideranças como Aava Santiago e Elias Vaz (PSB), além de já ter declarado apoio a Luiz Inácio Lula da Silva e participado da campanha de Dilma Rousseff quando deputado federal.

Para parte da base do PL, que se identifica fortemente com o campo conservador, a aproximação é vista como desalinhamento estratégico.

A pergunta feita nos bastidores é clara:

Se o PL é o principal polo da direita em Goiás, por que abrir mão de candidatura própria para compor com um nome percebido como moderado ou próximo da centro-esquerda?

A insatisfação não ficou no discurso.

A FRASE QUE AGRAVOU A CRISE

Segundo relatos de fontes presentes em reunião interna, ao ser pressionado por um prefeito sobre a incoerência da aproximação, Gustavo Gayer teria respondido:

“Quando se está no inferno, que mal faz abraçar o capeta?”

A frase, atribuída ao parlamentar por interlocutores, gerou desconforto imediato e ampliou a tensão interna.

Importante registrar: a declaração circula como relato de bastidor e não foi confirmada oficialmente pelo deputado.

Mas o impacto político foi concreto.

Prefeitos interpretaram a fala como sinal de pragmatismo extremo — e como desconsideração da identidade ideológica defendida publicamente pelo partido.

A RESPOSTA VEIO EM BLOCO

Nesta terça-feira (10), prefeitos e lideranças municipais do PL foram a Brasília e se reuniram com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, demonstrando apoio ao nome de Wilder Moraes como pré-candidato ao governo.

A reunião foi vista como contra-ataque direto à articulação pró-Daniel.

O gesto teve significado político claro: a base municipal quer protagonismo na decisão e não aceita imposição de estratégia construída por articulação individual.

GAYER ISOLADO?

Gustavo Gayer vai a Brasília nesta quarta-feira (11) para reunião com Valdemar Costa Neto.

A diferença simbólica chama atenção:

  • ARTICULAÇÃO DE GAYER CONTRA WILDER PROVOCA Prefeitos foram em grupo.
  • Gayer vai sozinho.

Na política interna, imagem importa. E a leitura que circula entre lideranças é de que o deputado enfrenta processo de desgaste e possível desidratação dentro do partido.

Não se trata de rompimento formal.

Mas de perda de consenso.

O QUE ESTÁ REALMENTE EM JOGO

A disputa não é apenas sobre 2026.

É sobre:

  • Quem controla o projeto estadual do PL;
  • Se o partido terá candidatura própria ou fará aliança estratégica;
  • Qual será a identidade ideológica real da legenda em Goiás.

Há também um componente nacional: o PL precisa definir se prioriza fidelidade ideológica ou pragmatismo eleitoral.

A crise interna pode redefinir o tabuleiro estadual.

CENÁRIOS POSSÍVEIS

  1. Consolidação de Wilder como candidato próprio, fortalecendo ala municipal.
  2. Aliança com Daniel Vilela, se a direção nacional optar por composição ampla.
  3. Racha interno, com perda de unidade na base.

O que antes era articulação reservada agora virou disputa aberta.

E quando a guerra é interna, o desgaste é inevitável.



Quem em Rio Verde Tem Coragem de Enfrentar o Sistema?

Procura-se pessoas de coragem em Rio Verde para enfrentar o sistema. Na imprensa, a maioria se acovardou. Muitos foram silenciados pelo som do abrir da porta do cofre público.

Eu não me acovardei diante de intimação de delegado. Não me calei quando tentaram deslocar o debate público para a esfera policial. Não recuei quando agentes políticos escolheram o caminho da judicialização em vez do enfrentamento público das ideias.

O direito de acionar a Justiça é constitucional.A crítica jornalística também é.

O que não é aceitável é utilizar o aparato judicial como ambiente de pressão contra quem exerce fiscalização política. Quando o debate sai da arena pública e migra para petições e liminares, a mensagem é clara: não querem discutir — querem constranger.


O atual prefeito Wellington Carrijo optou por me processar. Não por ausência de espaço para manifestação — este sempre esteve aberto. Nunca houve negativa de contraditório. Nunca houve bloqueio de direito de resposta.

O que nunca houve foi disposição para o debate direto.

Escolheu-se o processo.

E cada processo enfrentado foi respondido com aquilo que sustenta este blog desde o início: fatos documentados, opinião crítica protegida pela Constituição e transparência integral do que é publicado.

Se a intenção era intimidar, não funcionou.Se a intenção era silenciar, falhou.Se a intenção era desgastar, fortaleceu.

Porque cada tentativa de pressão apenas confirmou o que já vinha sendo denunciado: existe em Rio Verde uma cultura de judicialização da crítica como mecanismo de contenção política.

⚖️ MANIFESTO CONTRA A JUDICIALIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE CONTROLE

A judicialização da política virou atalho para quem não quer enfrentar questionamentos publicamente.Em vez de responder perguntas, protocola-se ação.Em vez de apresentar dados, apresenta-se processo.Em vez de debater, tenta-se intimidar.

Isso não é ilegal.

Mas é sintomático.

Quando agentes públicos recorrem reiteradamente ao Judiciário contra quem fiscaliza, o recado não é técnico — é político.

O objetivo não é necessariamente vencer.

É cansar.

É constranger.

É criar ambiente de medo.

Só que medo não produz silêncio quando há convicção.

Produz resistência.

🔥 O QUE NÃO ENTENDERAM

Não sou o único que conhece os bastidores dos desmandos que Rio Verde enfrentou nos últimos anos. Muitos sabiam. Muitos comentavam reservadamente. Muitos enxergavam o desequilíbrio institucional.

Mas fui o único que decidiu enfrentar publicamente um sistema que, durante anos, pressionou imprensa, acomodou instituições, condicionou políticos, influenciou empresários e tornou o silêncio uma regra informal de sobrevivência.

Não foi ignorância coletiva.

Foi conveniência coletiva.

E quando a conveniência virou regra, este blog escolheu romper.

🔥 A RESPOSTA

Não respondi à pressão com recuo.

Respondi com mais apuração.

Não respondi a processos com silêncio.

Respondi com mais publicação.

Não respondi a intimidações com medo.

Respondi com mais exposição institucional.

Porque jornalismo que recua diante do poder deixa de ser jornalismo.

Vira assessoria.

E este espaço nunca foi assessoria.

Quem em Rio Verde pode bater no peito e dizer que  enfrentou o sistema?



Rio Verde e o Exército de Covardes

ANTES DA OPERAÇÃO, ANTES DA PRISÃO, ANTES DA MANCHETE: ESTE BLOG JÁ DENUNCIAVA O SISTEMA DE SILÊNCIO EM RIO VERDE

Eu não sou o único jornalista que sei dos desmandos que a cidade Rio Verde vem vivendo nos últimos anos. Mas fui o único que tive a coragem de enfrentar sozinho o sistema que durante anos oprimiu a imprensa, instituições, políticos, empresários e silenciou a verdade. 



Não foi reação.

Não foi carona em escândalo.

Não foi adesão tardia à pauta estadual.


Foi enfrentamento quando quase todos preferiam o conforto da omissão.


Muito antes de qualquer operação ganhar repercussão, este blog já denunciava a inércia da Câmara Municipal de Rio Verde. Já apontava a ausência de fiscalização. Já questionava contratos emergenciais sucessivos. Já cobrava transparência na saúde. Já perguntava por que o Legislativo evitava tensionar o Executivo.


A crítica não nasceu do escândalo.

O escândalo apenas confirmou a crítica.


Quando vieram os contratos reiteradamente emergenciais, este espaço questionou.

Quando surgiram vínculos políticos em terceirizações milionárias, este espaço cobrou.

Quando o Tribunal de Contas alertou, este espaço perguntou onde estava a Câmara.


E a resposta foi sempre a mesma: silêncio institucional.


Depois veio a operação policial. A imprensa estadual foi rápida para expor alguns nomes. Mas quando o contexto alcançava figuras com peso político estrutural, o tratamento editorial mudou de intensidade.


Este blog fez então o que já vinha fazendo há anos: cobrou coerência.


Transparência não pode ser seletiva.

Rigor não pode depender do alvo.

Coragem não pode variar conforme o sobrenome.


A linha do tempo é clara: primeiro vieram as denúncias; depois, os fatos ganharam repercussão. Não houve mudança de discurso. Houve constância.


E é justamente essa constância que incomoda.





🔥 OPINIÃO FINAL



Rio Verde viveu — e ainda vive — algo mais profundo que um episódio policial.


Existe na cidade uma cultura de acomodação.


Um verdadeiro exército de covardias institucionais.


Covardia de quem sabe e se cala.

Covardia de quem vê e desvia o olhar.

Covardia de quem escuta e escolhe fingir que não ouviu.

Covardia de verdades seletivas, moldadas conforme conveniência política ou econômica.


Há covardia na política quando se evita fiscalizar para não desagradar.

Há covardia na imprensa quando se dosa o rigor conforme o peso do investigado.

Há covardia em setores do sistema quando a prudência vira escudo para a omissão.


Não se trata de acusar indivíduos. Trata-se de reconhecer um ambiente.


Durante anos, esse ambiente foi sustentado pelo medo, pela conveniência e pelo cálculo.


Mas algo mudou.


O que Rio Verde viveu recentemente abalou estruturas. Assombrou muita gente. Tirou da zona de conforto aqueles que acreditavam na eternidade do silêncio.


E, finalmente, a cidade começa a reagir.


Pessoas sérias, que durante anos se sentiram oprimidas pela narrativa única, começam a levantar a cabeça. Começam a falar. Começam a questionar.


O que antes era sussurro virou conversa.

O que era conversa virou debate.

E o debate virou confronto legítimo.


Esse exército de omissões está sendo confrontado.


Não com violência.

Não com ódio.

Mas com exposição, questionamento e memória.


Rio Verde está acordando.


E quando uma cidade acorda, o silêncio deixa de ser confortável — e passa a ser insustentável.