terça-feira, 7 de julho de 2026

CAOA Chery Tiggo 5X tem motor com defeito aos três meses, concessionária NISA nega garantia e apresenta orçamento de R$ 94 mil



Caso apurado pela Rede Goiana de Notícias levanta questionamentos sobre a efetividade da garantia de fábrica e a responsabilidade da concessionária diante de um defeito que surgiu quando o veículo ainda era praticamente novo


Um veículo adquirido zero quilômetro, com menos de três meses de uso, apresenta um grave problema no motor. Em vez da substituição do conjunto mecânico, é submetido a uma retífica realizada pela própria concessionária. Pouco mais de dois anos depois, o motor volta a apresentar falhas e o proprietário recebe um orçamento de R$ 94.691,29 para o reparo. A justificativa para a negativa da garantia: uma única revisão realizada fora da rede autorizada.


CAOA Chery Tiggo 5X apresenta defeito grave no motor aos três meses de uso, passa por retífica na garantia e, após nove revisões, consumidor recebe orçamento de R$ 94 mil com negativa de cobertura da garantia de cinco anos

Caso investigado pela Rede Goiana de Notícias revela sequência de fatos que levanta questionamentos sobre a efetividade do reparo realizado quando o veículo era praticamente novo e sobre a justificativa apresentada para a negativa da garantia contratual.


Comprar um veículo zero quilômetro significa, para qualquer consumidor, adquirir não apenas um automóvel novo, mas também a tranquilidade proporcionada pela garantia de fábrica. No caso de um CAOA Chery Tiggo 5X 1.5T Hybrid Max, ano/modelo 2024/2025, essa expectativa começou a ruir apenas três meses após a entrega.

Documentos analisados pela Rede Goiana de Notícias (RGN) mostram que o veículo, adquirido em 26 de março de 2024, apresentou um grave problema no motor quando ainda estava integralmente coberto pela garantia contratual.

Em vez da substituição do conjunto mecânico — medida que muitos consumidores esperariam diante de uma falha tão precoce em um veículo zero quilômetro — a concessionária autorizada NISA AP Comercial de Veículos, em Aparecida de Goiânia, realizou uma retífica do motor, procedimento confirmado pelo proprietário e inserido na cronologia do caso.

O problema parecia resolvido

Após a intervenção realizada pela concessionária, o consumidor voltou a utilizar normalmente o veículo.

Ao longo dos meses seguintes, deu continuidade ao plano de manutenção previsto pela fabricante.

Segundo os documentos apresentados à reportagem, foram realizadas nove revisões periódicas.

Dessas nove revisões, oito ocorreram na própria rede autorizada da CAOA Chery.

Apenas uma revisão — a oitava — foi realizada fora da concessionária.

Na sequência, a nona revisão voltou a ser realizada normalmente na própria concessionária autorizada, retomando o histórico de manutenção na rede oficial.

É justamente após essa nona revisão, executada novamente pela autorizada, que o motor voltou a apresentar problemas.

Um orçamento que chama atenção

Ao retornar à concessionária, o consumidor não recebeu um novo reparo em garantia.


Recebeu um orçamento de
R$ 94.691,29.

O documento contempla praticamente a substituição completa do conjunto motriz, incluindo motor, turbocompressor, componentes do sistema de arrefecimento, sensores, mangueiras, tubulações, filtros, lubrificantes e mão de obra especializada.

Somente o motor foi orçado em R$ 63.499,54.

O turbocompressor aparece avaliado em R$ 16.507,59.

Na data do orçamento, o veículo registrava 92.926 quilômetros rodados.



A justificativa da concessionária


Segundo o consumidor, a concessionária informou que a garantia não seria aplicada porque
uma das revisões periódicas havia sido realizada fora da rede autorizada.

É justamente nesse ponto que a cronologia do caso passa a levantar questionamentos.

O primeiro defeito no motor ocorreu quando o veículo tinha aproximadamente três meses de uso.

Naquele momento, todas as revisões e manutenções estavam sendo realizadas exclusivamente na própria concessionária e o veículo encontrava-se integralmente protegido pela garantia de fábrica.

Posteriormente, das nove revisões realizadas, apenas uma ocorreu fora da rede autorizada.

Mesmo assim, a revisão seguinte voltou a ser realizada na própria concessionária.

Ainda assim, quando o motor voltou a apresentar falhas, a cobertura da garantia foi recusada.

O que permanece sem resposta

A sequência dos fatos suscita perguntas objetivas que permanecem sem resposta técnica.

Se o motor apresentou defeito ainda nos primeiros meses de uso, por que a solução adotada foi uma retífica, e não a substituição completa do conjunto mecânico?

O reparo executado durante a garantia solucionou definitivamente o problema ou apenas restaurou temporariamente o funcionamento do motor?

Existe laudo técnico demonstrando que a única revisão realizada fora da rede autorizada teve relação direta com o defeito posteriormente apresentado?

Caso exista esse laudo, qual componente teria sido efetivamente afetado?

E, principalmente, como a concessionária concluiu que uma única revisão externa seria suficiente para afastar a cobertura de uma garantia contratual amplamente divulgada ao consumidor como sendo de cinco anos, diante de um motor que já havia apresentado defeito grave quando o veículo ainda era praticamente novo?

A resposta da NISA

Em nota encaminhada à Rede Goiana de Notícias, a concessionária afirmou que não poderia comentar o caso específico em razão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Também sustentou que as análises de garantia seguem critérios técnicos definidos pela fabricante e que o cumprimento do plano de revisões constitui requisito para manutenção da cobertura contratual.

A empresa acrescentou que diagnósticos e orçamentos seguem os procedimentos técnicos estabelecidos pela montadora e reafirmou compromisso com a transparência e com o atendimento aos consumidores.

A nota, entretanto, não respondeu diretamente por que o motor não foi substituído quando apresentou defeito aos três meses de uso, por que foi realizada uma retífica naquele momento nem se existe laudo técnico demonstrando vínculo entre a única revisão realizada fora da rede autorizada e o defeito posteriormente apresentado.

Muito além de um caso individual

O caso extrapola a relação entre um consumidor e uma concessionária.

Ele coloca em debate uma questão de interesse coletivo: qual é a efetividade de uma garantia de cinco anos quando um veículo zero quilômetro apresenta defeito grave no motor poucos meses após a compra, passa por um reparo de grande porte durante a garantia e, posteriormente, diante de um novo problema mecânico, recebe um orçamento de quase R$ 95 mil acompanhado da negativa de cobertura?

É essa pergunta que permanece no centro da investigação conduzida pela Rede Goiana de Notícias


quarta-feira, 24 de junho de 2026

BOMBA EM SÃO SIMÃO: Prefeito Walisson José de Freitas é alvo de operação após Justiça identificar indícios de fraude na saúde

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás autorizou uma série de medidas cautelares no âmbito de uma investigação conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP), que apura supostas irregularidades em contratações da área da saúde no município de São Simão.

O procedimento tem como alvo o prefeito Walisson José de Freitas e outros investigados. A decisão foi proferida pelo desembargador Adriano Roberto Linhares Camargo, relator da Representação Criminal nº 5135803-33.2026.8.09.0000.

Segundo os autos, a investigação teve origem após denúncias apresentadas por vereadores do município, relatando possíveis irregularidades na execução de contratos voltados à prestação de serviços médicos por meio de unidade móvel de saúde.

CONTRATO DE R$ 1,5 MILHÃO ESTÁ NO CENTRO DAS APURAÇÕES

De acordo com o relatório policial reproduzido na decisão judicial, o município decretou estado de calamidade pública na saúde em outubro de 2023, circunstância que possibilitou a realização do Credenciamento nº 003/2023.

O procedimento resultou na contratação da empresa Clinic Med Center Ltda., por aproximadamente R$ 1.500.057,60.

As apurações preliminares apontam que os valores contratados estariam acima daqueles praticados anteriormente. Além disso, a Polícia Civil afirma ter encontrado indícios de direcionamento do procedimento administrativo, favorecimento nos pagamentos realizados à empresa contratada e inconsistências em registros de atendimentos médicos.

REGISTROS DUPLICADOS E PROCEDIMENTOS SEM COMPROVAÇÃO

Conforme descrito na decisão, os investigadores identificaram divergências nas planilhas de atendimentos apresentadas pela empresa.

Entre os problemas apontados estão registros em duplicidade, incompatibilidades entre informações fornecidas por profissionais de saúde e os dados declarados pela empresa, além de procedimentos lançados como realizados sem evidências concretas de sua efetiva execução.

A Polícia Civil também destacou que alguns reajustes de valores teriam ultrapassado 130% em relação aos parâmetros anteriormente utilizados pelo município para remuneração dos procedimentos médicos.

Outro ponto levantado pela investigação é a suposta ausência de documentos essenciais relacionados ao credenciamento e ao contrato no Portal da Transparência.

TJGO AUTORIZA BUSCAS E QUEBRAS DE SIGILO

Diante dos elementos reunidos até o momento, o desembargador relator entendeu existir um quadro indiciário suficiente para autorizar medidas investigativas mais invasivas.

Foram deferidos pedidos de:

  • Busca e apreensão;
  • Quebra de sigilo bancário;
  • Quebra de sigilo fiscal;
  • Quebra de sigilo telemático;
  • Compartilhamento de provas.

Em trecho da decisão, o magistrado afirma que os autos apresentam “indícios robustos de práticas delitivas contra a Administração Pública”.

O relator também registrou que os elementos investigativos apontam para um possível direcionamento da contratação administrativa e eventual manipulação de registros de atendimentos médicos, com potencial impacto sobre recursos públicos.

INVESTIGAÇÃO SEGUE EM CURSO

Apesar da gravidade das suspeitas, a decisão não representa condenação nem reconhecimento definitivo da prática de crimes.

As medidas autorizadas têm como objetivo permitir que a Polícia Civil aprofunde a coleta de provas e esclareça os fatos investigados.

O caso segue sob apuração e os investigados terão assegurados o contraditório e a ampla defesa durante o andamento do procedimento.

O Blog do Cleuber Carlos acompanhará os desdobramentos da investigação e buscará manifestação dos citados nos autos para garantir espaço à versão da defesa.


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Seu Nome Vende”: Diego Neves traz a Goiânia palestra sobre posicionamento, influência e autoridade no digital

Enquanto milhares de profissionais ainda insistem em disputar mercado apenas no preço, no tráfego pago ou na guerra desesperada por alcance nas redes sociais, um novo conceito começa a dominar o ambiente digital: o valor do nome.

E é exatamente essa provocação que o estrategista de branding e posicionamento digital Diego Neves traz para Goiânia com a palestra presencial “Seu Nome Vende”, marcada para esta quarta-feira (27), às 19h30.

A proposta do encontro vai além de técnicas superficiais de marketing digital. O foco central é discutir como autoridade, percepção e posicionamento passaram a determinar quem cresce no mercado — e quem permanece invisível.

A tese defendida por Diego Neves é direta:
hoje, não basta aparecer. É preciso ser lembrado. E mais do que isso: ser escolhido.

No ambiente digital atual, onde praticamente todo mundo produz conteúdo, impulsiona publicações e tenta vender alguma coisa, a diferença competitiva deixou de estar apenas no produto. O mercado passou a valorizar quem consegue construir influência, presença e identidade forte.

E isso vale para empresários, profissionais liberais, políticos, jornalistas, influenciadores e qualquer pessoa que dependa de credibilidade para crescer.

A palestra promete abordar temas como:

  • construção de autoridade;
  • percepção de valor;
  • influência digital;
  • branding pessoal;
  • posicionamento estratégico;
  • e transformação da imagem pessoal em ativo de mercado.

Diego Neves ganhou projeção nacional justamente atuando nesse universo de posicionamento e comunicação estratégica. Publicitário e mentor de branding, ele também ficou conhecido por integrar projetos de comunicação ligados ao ambiente digital de alta performance e campanhas de grande alcance.

A proposta da imersão em Goiânia é provocar uma reflexão que incomoda muita gente:
por que profissionais tecnicamente bons continuam invisíveis, enquanto outros dominam mercado apenas pela forma como são percebidos?

A resposta, segundo ele, está na força do posicionamento.

Em uma era onde o digital virou uma vitrine permanente, o nome passou a funcionar como ativo econômico, ferramenta de influência e mecanismo de geração de valor.

E talvez esteja exatamente aí uma das discussões mais relevantes do mercado atual:
quem não constrói autoridade própria acaba se tornando apenas mais uma opção em meio ao ruído da internet.

Já quem transforma o próprio nome em referência deixa de disputar atenção para passar a ocupar espaço de liderança.


NÃO HÁ GOIÁS SEGURO SEM MEMÓRIA DOS QUE SANGRARAM POR ELE

PERGUNTAS AO POLICIAL QUE LÊ


Delegado Edemundo Dias faz duro ataque ao abandono de veteranos da segurança pública


"Nós, os mal-intencionados, liderados pelos ignorantes, estamos fazendo o impossível pelos ingratos. Temos feito tanto, por tanto tempo, com tão pouco, 

que agora estamos qualificados para fazer qualquer coisa com nada." 

-- (Konstantin Jireček)

O governador, generoso como um rei medieval, anuncia com trombetas e selfies o “pacote de benefícios para a segurança pública”. Que belo pacote!

Tão cheio de carinho… para quem não enxerga o amanhã e só ainda respira sob uniforme novo. Mas, dize-me, veterano que lê, com Bertolt Brecht: “Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas? 

Nos livros estão nomes de reis; Os reis carregaram as pedras? E Babilônia, tantas vezes destruída, Quem a reconstruía sempre?Em que casas da dourada Lima viviam aqueles que a construíram? No dia em que a Muralha da China ficou pronta, Para onde foram os pedreiros? A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo: 

Quem os erigiu? Quem eram aqueles que foram vencidos pelos césares?

Bizâncio, tão famosa, tinha somente palácios para seus moradores? Na legendária Atlântida, quando o mar a engoliu,  os afogados continuaram a dar ordens a seus escravos?

O jovem Alexandre conquistou a Índia. Sozinho?

César ocupou a Gália. Não estava com ele nem mesmo um cozinheiro?

Felipe da Espanha chorou quando sua armada naufragou. Foi o único a chorar?

Frederico 2º venceu a Guerra dos Sete Anos.

Quem partilhou da vitória?

A cada página uma vitória.

Quem preparava os banquetes?

A cada dez anos um grande homem.

Quem pagava as despesas?

Tantas histórias,

Tantas questões.”

Por isso sigo a perguntar:

quem foi que verteu sangue nas ruas para que o governador de plantão se insira a posar de salvador da pátria goiana?

Ou, foram apenas os jovens de hoje, com hora-extra e vale-alimento, ou os velhos combatentes inconvenientes que insistem  em estar vivos e cobrar paridade e integralidade como se tivessem direito?

Que gesto magnânimo!

Deixar aposentados e pensionistas relegados como refugos.

Afinal, para que dar integralidade a quem já deu a vida?

Velho tolo, não vês que és um custo e tanto?

Um erro contábil com medalhas enferrujadas.

Um vexame público que teima em receber pensão

como se tivesse salvado Goiás em vez de apenas ter sangrado por ele. Mas, o governante sorri para as câmeras ao lado das tropas. “Olhem como cuido da segurança!”

E tu, que perdeste o joelho na perseguição de tempos idos, que enterraste colegas em noite revividas como assombro, que dormiste no frio e na chuva em “campanas” por anos a fio, tu não apareces na foto. É feio demais para a propaganda eleitoral. Que sabedoria!

Tratar quem já deu tudo como se fosse um estorvo. “Eles já foram úteis”, pensam os assessores engravatados. Agora são apenas despesa previdenciária. Melhor investir em viaturas novas e novas metralhadoras do que em remédios para quem tem bala e césio alojados no corpo. Que romântico seria se morressem como heróis todos no serviço…pelo menos não pesariam no orçamento.

O Império Romano, dizem, foi construído por Césares. Mentira cínica! Foi construído por soldados que apodreciam nas fronteiras e depois eram esquecidos. Exatamente como aqui e agora: “Goiás seguro” graças, também, aos veteranos? que hoje são tratados como cão velho que ainda late e atrapalha a campanha?

Então me responde, policial que lê com o ansiolítico na mão trêmula: Quem defende o defensor quando ele já não serve para a imagem? Quem honra o sangue quando o sangue já secou e virou despesa? Quem fala em gratidão enquanto divide os “úteis” dos “descartáveis”?

Dividir para governar, eis a máxima fascista. O pacote de “bondades” é risível, dizes entreouvidos.

Não, meu caro. É hilário. De uma ironia tão perversa e perfeita que o subserviente aplaudiria de pé: o governo que se elege com a imagem dos ventrículos inocentes, 

cuspe na cara dos que tornaram real a opinião irreal. Bravo, senhor governador! Que generosidade seletiva!

Que coragem de abandonar quem já não pode marchar com a mesma força. Mas, a história, essa velha intrigante, há de registrar teu nome ao lado dos que sempre souberam transformar gratidão em mera propaganda?

Tu velho soldado, armado ou não, amado ou não! Tu sabes!

Tu sabes, onde a gratidão morre e onde a ingratidão nasce.

Tu sabes, onde o descaso abrolha. Onde a carne seca ao sol.

Mas, será que Tu sabes, porque viveste  e porque ainda vives e estás de pé?

Edemundo Dias de Oliveira Filho - Delegado de Polícia de Classe Especial Veterano.

Diretor da ADPEGO e do SINDEPOL. Membro associado da UGOPOCI

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Relatos apontam falta de medicamentos e crise silenciosa na saúde pública de Morrinhos

Relatos de pacientes e servidores expõem cenário alarmante na saúde pública de Morrinhos

Enquanto as redes sociais oficiais da Prefeitura de Morrinhos exibem vídeos institucionais, campanhas positivas e uma narrativa de normalidade administrativa, relatos enviados ao Blog do Cleuber Carlos por pacientes e servidores públicos da área da saúde descrevem um ambiente completamente diferente nos bastidores do sistema municipal.

As denúncias recebidas pela reportagem apontam para falta de insumos, atraso na entrega de materiais descartáveis essenciais, escassez de suplementos alimentares e um clima interno de revolta entre profissionais da própria rede pública.

As fontes pediram sigilo absoluto por medo de perseguição administrativa.

Um dos relatos mais graves recebidos pelo blog descreve dificuldades envolvendo materiais utilizados em alimentação enteral — procedimento utilizado em pacientes que dependem de sonda para alimentação diretamente no estômago.

Segundo a denúncia, recipientes descartáveis destinados ao armazenamento de água e suplementos deveriam ser substituídos a cada 24 horas por questões sanitárias. No entanto, conforme o relato, os materiais teriam demorado semanas para chegar.

A denúncia afirma ainda que pacientes teriam sido obrigados a reutilizar recipientes por vários dias consecutivos, inclusive com odor forte causado pelo acúmulo de resíduos alimentares.

“O que ninguém conta nas mídias sociais da prefeitura… tá difícil”, desabafa uma das mensagens recebidas pela reportagem.

O cenário descrito é extremamente delicado porque envolve diretamente risco sanitário, dignidade do paciente e segurança no atendimento de pessoas vulneráveis.

Outro trecho recebido pelo blog revela o nível de desgaste interno dentro da própria estrutura pública.

Segundo uma fonte ligada ao serviço público municipal:

“Esse mandato está sendo o pior de se trabalhar porque as pessoas que entraram lá não têm empatia para o próximo.”

A mesma fonte afirma que existe crescente insatisfação entre servidores da saúde e profissionais ligados ao atendimento hospitalar, descrevendo um ambiente de pressão, desmotivação e descrença administrativa.

As denúncias também mencionam falta de medicamentos e dificuldades de acesso a itens considerados básicos para continuidade do tratamento de determinados pacientes.

O mais devastador politicamente talvez nem seja apenas a denúncia em si, mas o contraste exposto entre a narrativa institucional apresentada nas redes sociais oficiais e os relatos humanos que emergem dos bastidores da própria rede pública.

Porque quando o problema deixa de ser apenas burocrático e passa a envolver alimentação enteral, materiais descartáveis, medicamentos e pacientes vulneráveis, o debate sai do campo político e entra diretamente no campo da saúde pública e da dignidade humana.

O Blog do Cleuber Carlos ressalta que os relatos recebidos representam denúncias encaminhadas por fontes que pedem preservação de identidade. A reportagem busca agora aprofundar a apuração documental dos fatos, incluindo:

  • cronologia de fornecimento de insumos;
  • contratos de aquisição;
  • eventual desabastecimento;
  • protocolos sanitários;
  • notas de entrega;
  • posicionamento oficial da Prefeitura de Morrinhos.

Caso os relatos sejam confirmados documentalmente, Morrinhos poderá enfrentar não apenas desgaste político, mas uma grave crise institucional na área da saúde pública.