quinta-feira, 19 de março de 2026

CONTRATO DE R$ 128 MIL EM MORRINHOS LEVANTA DÚVIDAS SOBRE EMPRESA RECENTE E ATIVIDADES INCOMPATÍVEIS

Empresa aberta há pouco mais de um ano assume manutenção de prédios públicos mesmo com atividades econômicas desalinhadas ao serviço contratado

Uma contratação aparentemente simples da Prefeitura de Morrinhos (GO) começa a revelar um cenário que vai além dos números e entra no campo da consistência técnica e da responsabilidade administrativa.

O Contrato nº 153/2026, firmado no valor de R$ 128.638,50 e com vigência de 12 meses, tem como objeto a prestação de serviços de manutenção predial — incluindo elétrica, hidráulica, serviços de pedreiro, calhas e serralheria.

Até aqui, rotina administrativa.

Mas é justamente quando se observa quem foi contratado que surgem os primeiros sinais de alerta.

A empresa escolhida, KRS Serviços (CNPJ 58.760.660/0001-50), é relativamente nova no mercado. Optante pelo Simples Nacional desde janeiro de 2025, ela passa, em pouco mais de um ano de existência, a atuar como prestadora de serviços contínuos para o poder público municipal.

Não há ilegalidade em ser uma empresa recente.

Mas, em contratações públicas — especialmente aquelas que envolvem manutenção estrutural de prédios — o tempo de existência não é o ponto central.

O ponto central é outro: capacidade técnica comprovada.

E é exatamente aí que começam as dúvidas.

CNAEs que não conversam com o contrato

Ao analisar os registros da empresa, o que se encontra é um conjunto de atividades econômicas que, no mínimo, não dialoga de forma direta com o objeto contratado.

Entre os CNAEs listados, aparecem:

  • Apoio à agricultura
  • Transporte de passageiros
  • Transporte rodoviário de carga
  • Locação de automóveis
  • Aluguel de máquinas e equipamentos
  • Serviços de agronomia

Ou seja: um perfil empresarial amplo, genérico e voltado a múltiplos setores — mas sem destaque claro para atuação consolidada em manutenção predial especializada.

E aqui está o ponto sensível.

A legislação não exige que o CNAE seja idêntico ao objeto do contrato. Mas exige algo mais importante: compatibilidade prática e capacidade técnica demonstrada.

Sem isso, o risco não é apenas formal.

É operacional.

Credenciamento exige rigor — não flexibilidade excessiva

O contrato foi firmado com base no Edital de Credenciamento nº 008/2025 — um modelo que, embora legal, exige critérios ainda mais rigorosos de avaliação.

Isso porque, diferentemente de uma licitação competitiva tradicional, o credenciamento funciona como uma porta aberta: quem atende aos requisitos, entra.

Mas justamente por isso, os requisitos precisam ser sólidos.

E incluem, obrigatoriamente:

  • Comprovação de capacidade técnica
  • Compatibilidade com o objeto contratado
  • Estrutura mínima para execução dos serviços
  • Qualificação de equipe

Quando esses filtros são frágeis — ou meramente formais — o resultado pode ser previsível: empresas sem histórico consolidado assumindo funções críticas.

O problema não é o valor — é o padrão

R$ 128 mil não é, isoladamente, um contrato de grande impacto orçamentário.

Mas o problema aqui não é o tamanho.

É o padrão.

Porque quando esse tipo de contratação se repete, o que se desenha não é um caso isolado — é um modelo.

E modelos administrativos mal calibrados costumam gerar consequências em cadeia:

  • Baixa qualidade na execução dos serviços
  • Risco de descontinuidade
  • Fragilidade na fiscalização
  • Possível favorecimento indireto

As perguntas que a gestão precisa responder

Diante dos elementos disponíveis, a responsabilidade agora se desloca para o poder público.

E algumas perguntas são inevitáveis:

  • A empresa apresentou atestados de capacidade técnica compatíveis com manutenção predial?
  • Existe equipe qualificada para serviços elétricos e estruturais?
  • Houve análise concreta da compatibilidade das atividades econômicas?
  • Outras empresas com experiência no setor participaram ou foram habilitadas?

Sem essas respostas, o contrato deixa de ser apenas um ato administrativo e passa a ser um ponto de interrogação institucional.

Transparência não é só publicar — é sustentar

A Prefeitura de Morrinhos cumpriu o dever básico de disponibilizar os dados no Portal da Transparência.

Mas transparência real vai além da publicação.

Ela exige coerência entre:

👉 quem é contratado

👉 o que é contratado

👉 e a capacidade de execução

Quando esses três elementos não se alinham de forma clara, o papel da imprensa e dos órgãos de controle se torna ainda mais essencial.

Conclusão — sinal amarelo aceso

Não há, neste momento, afirmação de irregularidade.

Mas há algo igualmente relevante: indícios objetivos que justificam atenção.

Empresa recente, contrato técnico e perfil econômico desalinhado formam uma combinação que, no mínimo, exige explicação detalhada por parte da administração.

Porque, em gestão pública, confiança não se presume.

Se comprova.

E quando um contrato começa a levantar mais perguntas do que respostas, o sinal deixa de ser verde.

Em Morrinhos, ele já mudou de cor.



quarta-feira, 18 de março de 2026

MOTOGP: VERGONHA INTERNACIONAL: APÓS INVESTIMENTO DE R$ 500 MILHÕES, GOIÁS VIRA ALVO DE CRÍTICAS COM AUTÓDROMO ALAGADO

Imprensa estrangeira expõe falhas estruturais em Goiânia e coloca em dúvida a capacidade do Estado de sediar a MotoGP

O que deveria ser a consagração de Goiás no cenário internacional do esporte a motor começa a se transformar em um constrangimento público de proporções globais.

Longe dos olhos da imprensa oficial que vive de nababescas verbas publicitária e por isso, não tem coragem e nem independência para apontar os erros, somente faz matéria para babar ovos, Goiás é exposto de forma como ele realmente é aos olhos de quem faz jornalismo e não babanismo.

Após a divulgação de imagens do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, completamente alagado em decorrência das fortes chuvas, veículos e perfis especializados da imprensa internacional passaram a repercutir o episódio com preocupação — e, em alguns casos, com evidente perplexidade.

O cenário exposto não é trivial.

Trechos da pista, áreas de escape e até estruturas de passagem interna ficaram submersos, levantando questionamentos diretos sobre a capacidade de drenagem e a preparação do circuito para receber uma das categorias mais exigentes do automobilismo mundial: a MotoGP.

E aqui está o ponto central que transforma o episódio em algo ainda mais grave:

👉 O Estado de Goiás anunciou investimentos da ordem de R$ 500 milhões vinculados à realização do evento.

EXPECTATIVA INTERNACIONAL X REALIDADE EXPOSTA

Quando um ente público mobiliza cifras dessa magnitude para atrair um evento global, o que se espera é padrão técnico elevado, infraestrutura robusta e previsibilidade operacional.

O que se viu, no entanto, foi o oposto.

Imagens amplamente divulgadas mostram um circuito vulnerável a um evento climático previsível — chuva — em um período do ano em que precipitações já eram esperadas.

Mais do que um problema pontual, o episódio passa a sugerir uma questão estrutural:

  • O sistema de drenagem é compatível com o padrão exigido?
  • As intervenções realizadas foram suficientes?
  • Houve planejamento técnico adequado para cenários climáticos adversos?

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL E DANO DE IMAGEM

A situação ganhou tração após repercussão em perfis ligados ao paddock da MotoGP, incluindo análises compartilhadas por nomes com histórico direto na categoria, como Livio Suppo.

Esse tipo de exposição tem um efeito imediato:

👉 desloca o problema do campo local para o campo da reputação internacional

E, nesse nível, o impacto não é apenas esportivo.

É institucional.

Um estado que se propõe a sediar um evento global passa a ser avaliado sob critérios rígidos de:

  • confiabilidade
  • capacidade técnica
  • organização
  • segurança operacional

Quando a imagem que circula é de um circuito alagado, a mensagem transmitida ao mundo é outra:

👉 improviso

👉 fragilidade

👉 risco

NÃO É SÓ CHUVA — É GESTÃO

É importante registrar: não se trata de atribuir responsabilidade automática ou conclusiva antes de apurações técnicas.

Mas também não é possível ignorar o óbvio.

Eventos climáticos são previsíveis.

Projetos de infraestrutura de alto nível são, justamente, desenhados para resistir a eles.

Quando isso não acontece, o debate deixa de ser meteorológico e passa a ser administrativo.

RISCO REAL PARA O EVENTO

A própria cobertura internacional já aponta que as próximas horas são decisivas para definir se as atividades da MotoGP ocorrerão conforme o previsto.

Isso coloca Goiás em uma situação delicada:

  • ou demonstra rápida capacidade de resposta e controle técnico
  • ou consolida, diante do mundo, a imagem de um projeto que não suportou o primeiro teste real

O CUSTO DA EXPOSIÇÃO NEGATIVA

Se confirmado qualquer impacto no cronograma ou na realização do evento, o prejuízo ultrapassa o campo financeiro.

Estamos falando de:

  • desgaste institucional
  • perda de credibilidade
  • abalo na imagem do Estado como destino de grandes investimentos

E, sobretudo, de um questionamento inevitável:

👉 como um investimento dessa magnitude resulta em um cenário que, hoje, circula internacionalmente como exemplo de vulnerabilidade?


CONCLUSÃO

O episódio do autódromo alagado não é apenas um contratempo climático.

É um teste.

E, neste momento, Goiás está sendo observado — não apenas pelo público brasileiro, mas por toda a comunidade internacional do esporte a motor.

Se a promessa era projetar o Estado para o mundo, o risco agora é outro:

👉 ter projetado, justamente, o tipo de imagem que nenhum gestor público deseja ver estampada fora do país.


segunda-feira, 16 de março de 2026

BOMBA: DIRETOR DO BANCO MASTER FOI RECEBIDO POR CAIADO EM GOIÁS ACOMPANHADO DE ACM NETO

Uma nova peça começa a ampliar o quebra-cabeça que envolve o Banco Master, o sistema de crédito consignado e a articulação política em torno do mercado financeiro que gira bilhões de reais todos os anos no Brasil.


Após a publicação da reportagem que revelou a reunião entre executivos do banco e integrantes do governo de Goiás no processo que antecedeu a mudança da legislação estadual do consignado, um novo elemento surge na investigação.


Segundo informações obtidas pela reportagem, o diretor do Banco Master que participou das tratativas com o governo de Goiás também esteve em reunião com o governador Ronaldo Caiado acompanhado do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.


A presença de ACM Neto no encontro levanta questionamentos relevantes.


Isso porque reportagens publicadas na imprensa nacional revelaram recentemente que uma empresa de consultoria ligada ao ex-prefeito recebeu cerca de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos REAG.


Os pagamentos ocorreram entre o fim das eleições de 2022 e maio de 2024, período no qual ACM Neto já não ocupava cargo público.


O próprio político confirmou ter recebido os valores, afirmando que se tratavam de serviços de consultoria estratégica, envolvendo análise de cenário político-econômico e participação em reuniões com equipes técnicas das empresas contratantes.


É justamente nesse ponto que a presença de ACM Neto em reuniões envolvendo executivos do banco e autoridades públicas passa a chamar atenção.


Se a empresa do ex-prefeito prestava consultoria ao Banco Master e ele aparece acompanhando dirigentes da instituição em encontros com governadores, surge uma pergunta inevitável sobre o alcance desses serviços.


A consultoria incluía articulação institucional junto a governos estaduais?


Essa questão ganha ainda mais peso porque o Banco Master atualmente aparece no centro de um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, envolvendo suspeitas de fraudes estruturadas e operações financeiras que passaram a ser investigadas por autoridades.


Nesse cenário, qualquer relação institucional entre executivos do banco, consultores políticos e governos estaduais passa a ser analisada com atenção redobrada.


Até o momento, três fatos estão confirmados:


• executivos do Banco Master participaram de reuniões institucionais com o governo de Goiás

• ACM Neto acompanhou um diretor do banco em encontro com o governador Ronaldo Caiado

• uma empresa de consultoria do ex-prefeito recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da REAG


Isoladamente, nenhum desses fatos configura irregularidade.


Mas quando consultorias milionárias, bancos investigados e reuniões com governos passam a aparecer no mesmo circuito político, a transparência deixa de ser apenas desejável.


Ela passa a ser uma exigência pública.


Porque quando bancos, política e decisões que afetam milhões de servidores começam a se cruzar nos bastidores do poder, a pergunta que permanece é sempre a mesma:


quem estava representando quem naquela reunião?