sexta-feira, 28 de agosto de 2026

IRMÃOS NA ROTA DA COCAÍNA: EMPRESÁRIA É PRESA E IRMÃO JÁ HAVIA CAÍDO COM 475 KG DA DROGA

OPERAÇÃO BÓREAS | Polícia Federal investiga organização suspeita de montar uma verdadeira ponte aérea para trazer cocaína e armas da Bolívia e do Peru. Empresária e advogada Thatiana Rabelo foi presa em Cuiabá. Um ano e meio antes, seu irmão, piloto, havia sido preso no Tocantins após uma aeronave ser encontrada com aproximadamente 475 quilos de cocaína. PF agora tenta colocar dez investigados na Difusão Vermelha da Interpol.

A prisão da empresária e advogada Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, em Cuiabá, abriu uma janela para uma investigação muito maior do que inicialmente parecia.

Por trás da Operação Bóreas aparece uma estrutura que, segundo a Polícia Federal, utilizaria aviões, pistas clandestinas e apoio em solo para transportar cocaína e armas da Bolívia e do Peru para o Brasil

E existe um personagem que chama especialmente a atenção:

o irmão da empresária.

475 QUILOS DE COCAÍNA

Márcio Rabello Mesquita Theodoro está preso desde fevereiro de 2025.

Ele foi detido após pilotar um Cessna 210M, prefixo PS-PIX, que pousou irregularmente em uma pista rural no Tocantins.

Dentro da aeronave foram encontrados aproximadamente 475 quilos de cloridrato de cocaína e pasta-base, além de cerca de 787 gramas de maconha e haxixe.  

Outras quatro pessoas também foram presas naquela ocorrência.

Segundo informações judiciais divulgadas sobre o processo, Márcio responde por crimes que incluem tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, uso de documento falso, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e atentado contra a segurança do transporte aéreo. 

Agora, aproximadamente um ano e meio depois, a irmã também entra no radar da Polícia Federal.

A OPERAÇÃO BÓREAS

Thatiana foi presa preventivamente na terça-feira (25), durante a Operação Bóreas, desencadeada pela Polícia Federal no Tocantins.

Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

A Justiça também determinou apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores.

Mas uma medida mostra a dimensão internacional da investigação:

a Polícia Federal solicitou a inclusão de dez investigados na Difusão Vermelha da Interpol. 

Segundo a PF, o grupo investigado seria responsável pela organização de voos, utilização de aeronaves e pistas clandestinas e pelo suporte logístico necessário ao transporte de grandes carregamentos de cocaína e armas para o Brasil.

A origem apontada pela investigação:

Bolívia e Peru. 

R$ 84,8 MIL EM DINHEIRO

Na residência de Thatiana, em Cuiabá, foram apreendidos R$ 84,8 mil em espécie, além de telefone celular e um veículo.

Segundo informações do auto de busca divulgadas pela imprensa local, R$ 75 mil estavam em uma gaveta na sala e outros R$ 9,8 mil na mesa de cabeceira do quarto

A apreensão do dinheiro, por si só, não comprova origem ilícita.

A PF ainda não revelou publicamente qual seria exatamente a função atribuída à empresária dentro da organização investigada.

“FORA DA MINHA REALIDADE”

Durante a audiência de custódia, Thatiana chorou e negou qualquer participação em atividades criminosas.

A empresária afirmou desconhecer os fundamentos que levaram à sua prisão e levantou ela própria uma hipótese:

a investigação poderia estar relacionada ao irmão.

Márcio permanece preso desde a apreensão da aeronave com os 475 quilos de cocaína. 

A defesa de Thatiana sustenta que não existem elementos suficientes para vinculá-la à organização e busca a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares. 

E O TATU BOLA?

Thatiana aparece como sócia-administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa registrada com o nome fantasia Tatu Bola e ligada à operação da unidade de Cuiabá.

Após a repercussão da prisão, o Grupo Alife Nino afirmou que a unidade de Cuiabá funciona de maneira independente há mais de um ano e que Thatiana possuiria apenas licença para utilização da marca. O grupo negou vínculo societário ou administrativo com a empresária e afirmou não possuir qualquer relação com os fatos investigados.  

Até agora, não existe informação oficial de que o estabelecimento seja investigado ou tenha sido alvo da Operação Bóreas

A COINCIDÊNCIA QUE A PF TERÁ DE EXPLICAR

O ponto mais intrigante está na cronologia.

Em fevereiro de 2025, o irmão é preso pilotando uma aeronave encontrada com aproximadamente 475 quilos de cocaína, depois de pousar em uma pista clandestina no Tocantins.

Em agosto de 2026, a irmã é presa numa operação da PF justamente contra uma organização investigada por utilizar aviões e pistas clandestinas para transportar cocaína internacionalmente.

E a própria investigação Bóreas deriva de apurações relacionadas a apreensões de drogas realizadas no Tocantins. 

Há uma pergunta inevitável:

a apreensão dos 475 quilos de cocaína em 2025 foi uma das operações que ajudaram a Polícia Federal a chegar à organização investigada pela Bóreas?

Até agora, a PF não confirmou publicamente essa ligação específica.

É justamente essa resposta que pode revelar se estamos diante de dois episódios paralelos envolvendo membros da mesma família — ou de peças de uma investigação muito maior.

A Operação Bóreas continua em andamento.

E com dez investigados na mira da Interpol, aeronaves apreendidas, patrimônio bloqueado e uma rota internacional de cocaína e armas sob investigação, a prisão em Cuiabá pode ser apenas uma das pontas de uma história que ainda está começando a aparecer.


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

​BLOG DO CLEUBER CARLOS SUPERA 3,2 MILHÕES DE VISUALIZAÇÕES EM 30 DIAS

AUDIÊNCIA DIGITAL | Novo mídia kit consolida números do site e do Instagram e revela crescimento do Blog do Cleuber Carlos. Perfil alcançou 3,1 milhões de visualizações em 30 dias, enquanto o site se aproxima de 16 milhões de acessos acumulados. Um único Reel ultrapassou 818 mil visualizações.

Os números ajudam a dimensionar o alcance que o Blog do Cleuber Carlos conquistou no ambiente digital.

Dados consolidados no novo mídia kit do veículo mostram que, somadas as visualizações recentes do Instagram e do site, o ecossistema digital do Blog ultrapassou 3,2 milhões de visualizações em aproximadamente 30 dias.

O maior volume vem do Instagram.

Entre 28 de julho e 26 de agosto, o perfil registrou 3,1 milhões de visualizações, 92,4 mil interações e conquistou 2,6 mil novos seguidores.

Foram 348 conteúdos publicados no período — média superior a 11 publicações por dia.

Isso representa aproximadamente 103 mil visualizações diárias na plataforma.

UM REEL, 818 MIL VISUALIZAÇÕES

Um dos conteúdos publicados revela a capacidade de repercussão da página.

O Reel “Morta virou propaganda” chegou a 818.065 visualizações.

Foram ainda 26.854 interações, aproximadamente 7 mil curtidas, 2,6 mil comentários e 2,7 mil salvamentos.

Mas outro número chama ainda mais atenção:

14 mil envios e compartilhamentos.

É um indicador importante porque demonstra que o conteúdo não ficou restrito aos seguidores do perfil. Ele passou de usuário para usuário e ampliou organicamente sua circulação.

BLOG CAMINHA PARA 16 MILHÕES

No site, o histórico também é expressivo.

O Blog do Cleuber Carlos acumula 15.950.169 visualizações, além de mais de 25 mil postagens publicadas.

E a audiência recente aponta crescimento.

Julho registrou 105.267 visualizações.

Até o dia 27 de agosto, o número já havia chegado a 126.820 — crescimento de 20,5%, mesmo antes do encerramento do mês.

Mantida a média registrada nos primeiros 27 dias, agosto poderá terminar próximo de 146 mil visualizações, cerca de 38% acima do mês anterior.

Somente no dia 26 foram 6.461 visualizações.

UM NOVO MOMENTO

Os números agora passam a integrar oficialmente o mídia kit comercial do Blog do Cleuber Carlos, reunindo audiência, desempenho nas redes sociais, formatos publicitários e possibilidades de parcerias institucionais.

Mais do que o resultado de uma publicação isolada, os dados mostram a formação de um ecossistema de distribuição de informação.

São quase 16 milhões de visualizações acumuladas no site, milhões de visualizações mensais nas redes e uma produção jornalística diária capaz de gerar repercussão muito além da audiência própria.

O Blog cresceu. A audiência cresceu. E os números agora mostram o tamanho desse alcance.


42% DOS GOIANOS AINDA PODEM MUDAR O VOTO

ELEIÇÕES 2026 | A nova Quaest revela uma disputa menos consolidada do que os números da pesquisa estimulada podem sugerir. Embora 58% dos eleitores afirmem que sua escolha para governador já é definitiva, 42% admitem que ainda podem mudar de candidato até 4 de outubro. Em outras palavras: quatro em cada dez eleitores ainda deixam a porta aberta para rever o voto.  

Daniel Vilela aparece com 37%, Marconi Perillo com 20%, Wilder Morais com 12% e Luis Cesar Bueno com 4%.

Mas talvez um dos números mais relevantes da Quaest esteja fora desse placar.

A pesquisa perguntou aos eleitores se a decisão tomada até agora é definitiva.

58% responderam que sim. Outros 42% disseram que ainda podem mudar.

É um contingente suficientemente grande para mostrar que, apesar da estabilidade observada entre julho e agosto, existe espaço para movimentação durante a campanha. 

UMA ELEIÇÃO ESTÁVEL, MAS NÃO NECESSARIAMENTE CRISTALIZADA

Essa é a aparente contradição da pesquisa.

Em aproximadamente um mês, Daniel permaneceu com os mesmos 37%. Marconi passou de 21% para 20% e Wilder, de 11% para 12%. As oscilações estão dentro da margem de erro de três pontos. 

O tabuleiro praticamente não mudou.

Mas isso não significa que todos os votos estejam consolidados.

Se 42% ainda admitem mudar de candidato, uma parcela relevante das atuais intenções de voto pode ser considerada suscetível aos acontecimentos da campanha.

E existe outro dado que reforça essa leitura.

Na pesquisa espontânea — quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado — 74% ainda não indicam candidato. Daniel é citado por 17%, Marconi por 4% e Wilder por 3%. 

São perguntas diferentes e, portanto, os percentuais não devem ser somados. Mas ambos os indicadores apontam para uma eleição em que parte expressiva do eleitorado ainda não demonstra escolha completamente consolidada.

A DISPUTA AGORA É PELA CONVERSÃO

O desafio das campanhas nas próximas semanas passa a ser duplo.

Não basta conquistar novos eleitores. Também será necessário manter aqueles que hoje declaram determinado candidato, mas admitem que ainda podem mudar de opinião.

Debates, propaganda eleitoral, redes sociais, fatos novos e erros ou acertos das campanhas podem pesar nesse processo.

Daniel começa essa etapa na liderança. Marconi e Wilder tentam reduzir a distância. Mas a Quaest mostra que uma parcela expressiva do eleitorado ainda admite reconsiderar sua decisão.

A pesquisa ouviu 804 eleitores entre 23 e 26 de agosto, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento, encomendado pela TV Anhanguera, está registrado sob o número GO-06186/2026

O placar está parado. O voto, para 42% dos eleitores, ainda não.


74% AINDA NÃO ESCOLHERAM: ELEIÇÃO EM GOIÁS ESTÁ LONGE DE ESTAR DECIDIDA

ELEIÇÕES 2026 | Daniel Vilela lidera com 37% na pesquisa estimulada, mas outro número da Quaest revela uma eleição muito mais aberta do que o placar entre os candidatos sugere: na pergunta espontânea, 74% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para governador de Goiás. É um gigantesco contingente de votos ainda sem dono.

O primeiro olhar sobre a nova Quaest produz uma sensação de estabilidade.

Daniel Vilela tem 37%, Marconi Perillo 20% e Wilder Morais 12% na pesquisa estimulada, aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.

Mas existe outra fotografia — e ela talvez seja ainda mais importante para compreender o momento da eleição.

Quando o entrevistador não apresenta nenhum nome e simplesmente pergunta em quem o eleitor pretende votar, 74% ainda estão indecisos.

É praticamente três em cada quatro eleitores.

DANIEL LIDERA, MAS APENAS 17% O CITAM ESPONTANEAMENTE

Na espontânea, Daniel aparece com 17%.

Marconi é lembrado por 4% e Wilder por 3%.

A distância continua favorável ao emedebista, mas os números mostram que a consolidação das candidaturas na memória do eleitor ainda está muito distante do observado na estimulada.

Existe uma diferença de 20 pontos entre os 37% de Daniel quando seu nome é apresentado e os 17% que espontaneamente dizem votar nele.

Isso não significa que os outros 20 pontos abandonarão Daniel. Significa que uma parcela importante de seu eleitorado ainda precisa ser estimulada pelo nome para manifestar a escolha.

A CAMPANHA AINDA TEM UM OCEANO PARA DISPUTAR

O número de 74% ajuda também a explicar o aparente congelamento registrado entre julho e agosto.

Na estimulada, praticamente nada mudou em 30 dias: Daniel permaneceu em 37%, Marconi oscilou de 21% para 20% e Wilder de 11% para 12%.

Mas por baixo dessa estabilidade existe um eleitorado que ainda não incorporou definitivamente a eleição ao seu cotidiano.

E é justamente aí que pode estar a grande batalha das próximas semanas.

Propaganda eleitoral, debates, televisão, redes sociais, erros de campanha, fatos novos e confrontos diretos terão pela frente um universo gigantesco de eleitores ainda incapazes de citar espontaneamente seu candidato.

Portanto, a Quaest apresenta dois retratos aparentemente contraditórios.

Na estimulada, Goiás parece congelado. Na espontânea, a eleição ainda está em formação.

Daniel começa essa disputa em vantagem.

Mas com 74% ainda indecisos espontaneamente, ninguém deveria interpretar os atuais números como uma eleição encerrada.

A campanha pode não ter conseguido mexer no placar até agora.

Mas três em cada quatro goianos ainda precisam dizer, sem receber uma lista de nomes, quem realmente querem colocar no Palácio das Esmeraldas.


​30 DIAS DEPOIS, GOIÁS CONTINUA NO MESMO LUGAR

ELEIÇÕES 2026 | Nem convenções, alianças, ataques, campanha nas ruas ou maior exposição dos candidatos conseguiram mexer no tabuleiro. Daniel Vilela tinha 37% na Quaest de julho e continua com 37%. Marconi oscilou de 21% para 20% e Wilder de 11% para 12%. Até indecisos, brancos e nulos permanecem exatamente no mesmo lugar. A eleição para governador de Goiás parece ter congelado.

Passaram-se praticamente 30 dias.

Os candidatos foram para as ruas. As alianças avançaram. Houve convenções, ataques, vídeos, entrevistas, debates políticos e uma guerra diária nas redes sociais.

Mas o eleitor praticamente não se mexeu.

A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (27) mostra Daniel Vilela (MDB) com 37%, Marconi Perillo (PSDB) com 20% e Wilder Morais (PL) com 12%.

Luis Cesar Bueno (PT) aparece com 4%.

O impressionante surge quando esses números são colocados ao lado da Quaest anterior.

Em julho, Daniel tinha 37%. Continua com 37%.

Marconi tinha 21%. Agora tem 20%.

Wilder tinha 11%. Agora tem 12%.

Luis Cesar tinha 3% e foi a 4%.

Todas as oscilações estão dentro da margem de erro.

ATÉ OS INDECISOS FICARAM PARADOS

Existe um detalhe ainda mais curioso.

Na pesquisa anterior, 20% estavam indecisos. Agora são exatamente 20%.

Brancos e nulos representavam 7%. Continuam em 7%.

Ou seja: não apenas os candidatos praticamente permaneceram nas mesmas posições. Até o eleitor que ainda não escolheu candidato continua proporcionalmente no mesmo lugar.

É uma fotografia rara de estabilidade.

E existe precedente recente.

Em 2022, Ronaldo Caiado também atravessou período semelhante praticamente estacionado. Levantamentos daquele período mostravam o então candidato na casa dos 36%/37% entre julho e agosto.

A diferença é que Caiado terminaria aquela eleição vencendo no primeiro turno.

Em 2026, a disputa apresenta outra configuração: Daniel lidera com folga, mas seus 37% ainda não apontam, neste momento, para uma vitória no primeiro turno.

O QUE PODE QUEBRAR O GELO?

Esse talvez seja o verdadeiro resultado da Quaest.

Daniel não conseguiu ampliar seus 37%.

Marconi não conseguiu encostar em Daniel.

Wilder também não conseguiu transformar sua movimentação política em crescimento significativo nas intenções de voto.

Trinta dias depois, cada um continua praticamente onde estava.

E isso coloca uma pergunta no centro da eleição:

se 30 dias de campanha não moveram praticamente nenhum voto, o que será capaz de romper esse congelamento?

A resposta pode estar justamente na próxima fase da disputa.

Com maior exposição, propaganda eleitoral, embates diretos e crescimento da atenção do eleitor, setembro mostrará se Goiás estava apenas esperando a campanha começar de verdade.

Ou se os 37%, 20% e 12% já representam algo muito mais difícil de mudar:

um eleitorado começando a cristalizar suas escolhas.