terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

BOMBA: SERVIDORA DO GABINETE DO PREFEITO DE ITUMBIARA É INTERNADA APÓS TENTATIVA DE SUICÍDIO

ITUMBIARA EM ESTADO DE CHOQUE: NOVO EPISÓDIO ABALA O NÚCLEO DA PREFEITURA

Itumbiara ainda não conseguiu respirar após a tragédia que ganhou repercussão nacional — o caso envolvendo Thales Machado, então secretário de governo e genro do prefeito Dione Araújo, que matou os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida.

O episódio mergulhou a cidade em comoção profunda, abriu feridas institucionais e colocou a estrutura política do município sob intensa pressão pública.

Agora, dias depois, um novo fato atinge diretamente o núcleo do Gabinete do Prefeito.

Segundo informações apuradas pela reportagem, a servidora comissionada Ozana Adriely, lotada no Gabinete de Dione Araújo, foi internada no Hospital Municipal Modesto de Carvalho na manhã desta terça-feira de Carnaval, após uma tentativa de autoextermínio.

A internação ocorre em um momento de forte instabilidade emocional e política no município. Itumbiara vive uma sequência de acontecimentos graves que têm atingido o centro da administração municipal.

Não se trata de especulação. Trata-se de fatos: um secretário de governo envolvido em um crime de repercussão nacional e, dias depois, uma servidora do próprio gabinete internada em circunstâncias igualmente delicadas.

A cidade enfrenta não apenas uma crise emocional coletiva, mas um período de fragilidade institucional.

A Prefeitura foi procurada para esclarecer se haverá afastamento funcional da servidora e se haverá manifestação oficial sobre o caso. Até o momento, não houve retorno.

O espaço segue aberto.

Segundo informações apuradas pela reportagem, a internação ocorreu após uma tentativa de autoextermínio registrada no final da manhã. Até o momento, não há boletim oficial detalhando as circunstâncias clínicas do caso.

O nome da servidora consta no Portal da Transparência do Município, onde aparece vinculada ao Gabinete do Prefeito em cargo comissionado.

O episódio ocorre dias após o caso envolvendo Thales Machado, então secretário de governo e genro do prefeito Dione Araújo, que matou os dois filhos menores e, em seguida, tirou a própria vida. Antes do ocorrido, ele deixou uma carta relatando conflitos conjugais e alegando ter descoberto uma traição da esposa. O caso teve ampla repercussão nacional e segue sob investigação das autoridades competentes.


QUEM SEMPRE VIVEU DE INCÊNDIO AGORA RECLAMA DA FUMAÇA

Quando um deputado federal fala em “fogo amigo”, a pergunta que precisa ser feita é simples: quem está realmente disparando?

Gustavo Gayer resolveu reagir publicamente após a visita de Wilder Morais a Jair Bolsonaro e a confirmação, por Eduardo Bolsonaro, de que Wilder é o nome escolhido para o governo de Goiás.


Até aí, divergência política é normal. O problema começa quando a divergência vira tentativa de reescrever o campo ideológico.


Gayer, que durante anos fez críticas públicas e duras ao governador Ronaldo Caiado, agora adota um discurso de contenção, fala em evitar conflito e sustenta que está apenas seguindo orientação de Bolsonaro para não “arrumar briga” em Goiás.


Mas a memória política não é seletiva.


Caiado rompeu com Bolsonaro em momentos decisivos. Durante a pandemia, declarou que não precisava dos votos bolsonaristas. Criou a chamada “taxa do agro”, medida que atingiu diretamente produtores rurais — base majoritariamente alinhada ao bolsonarismo no estado.


Esse histórico é público. Está registrado. Não é interpretação.


O que causa estranheza não é a discordância. É a tentativa de transformar quem defende candidatura própria do PL em responsável por “fogo amigo”.


Se o PL em Goiás opta por candidatura própria, isso é autonomia partidária. Se o bolsonarismo goiano rejeita aproximação com Caiado, isso é posicionamento político.


A questão central é outra: ao defender contenção e sugerir aproximação estratégica, Gayer estaria preservando o projeto bolsonarista ou deslocando o partido para o colo de um governador que já se afastou reiteradas vezes do ex-presidente?


Não se trata de adjetivo. Trata-se de coerência.


Na política, mudança de estratégia é legítima. O que não é legítimo é atribuir a terceiros a responsabilidade por uma divisão que nasce da própria divergência interna.


Se há incêndio, ele não começou com a confirmação de Wilder. Ele começou no momento em que parte do grupo passou a defender moderação com quem já declarou independência do bolsonarismo.


O eleitorado de direita em Goiás não é amnésico. Ele sabe quem esteve ao lado de Bolsonaro nos momentos de embate nacional — e quem tomou distância.


A pergunta que fica não é quem faz “fogo amigo”.


A pergunta é: qual é, afinal, o projeto político que está sendo defendido — e a serviço de quem?  PERSONALISMO OU PROJETO COLETIVO?


Outro ponto que ganha força nos bastidores do PL em Goiás é a percepção de que Gustavo Gayer atua mais sob lógica individual do que sob lógica de grupo.


Partido se constrói com base, diálogo e respeito às lideranças municipais. Prefeitos, vereadores e coordenadores regionais são a espinha dorsal de qualquer projeto estadual. Sem essa estrutura, não há crescimento orgânico.


O que parte da base questiona é se há, de fato, valorização dessas lideranças ou se o protagonismo tem sido concentrado em decisões personalizadas. Na eleição municipal, por exemplo, o apoio enfático a determinados nomes — como Fred — foi visto por integrantes do grupo como movimento unilateral, não como construção coletiva.


Quando a estratégia parece partir de vontade individual e não de articulação partidária, o ruído interno cresce.


Partido não é extensão de mandato. É estrutura permanente.


A reflexão que circula é objetiva: o foco está na expansão do PL em Goiás ou na consolidação de protagonismo pessoal?


Em política, essa diferença define o tamanho do projeto.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

TRAGÉDIA DE ITUMBIARA: CADÊ O TELEFONE QUE RECEBEU AS IMAGENS?

Cadeia de custódia, prova digital e o dever de transparência no caso que abalou Itumbiara

Em meio às múltiplas camadas da tragédia que chocou Itumbiara, uma pergunta técnica — e juridicamente relevante — começa a ganhar dimensão central: onde está o telefone celular de Thales?

Não se trata de curiosidade. Trata-se de cadeia de custódia.

Segundo informações já tornadas públicas, imagens produzidas por detetive particular teriam sido enviadas ao aparelho celular dele antes dos fatos. Essas imagens, posteriormente, circularam. A partir desse ponto, o telefone deixa de ser apenas objeto pessoal e passa a ser potencial elemento probatório.

E quando um objeto pode conter dados relevantes — mensagens, registros de envio, metadados, horários, localização, compartilhamentos — ele integra, tecnicamente, a cena do crime.

📱 Cadeia de custódia: não é detalhe, é garantia legal


O Código de Processo Penal brasileiro estabelece regras claras sobre preservação da prova. A chamada cadeia de custódia existe para garantir:


  • Que o objeto foi apreendido formalmente;
  • Que não houve manipulação indevida;
  • Que a integridade do conteúdo digital foi preservada;
  • Que a extração de dados ocorreu por meio técnico adequado.

Se o aparelho estava no local quando a Polícia Militar chegou, o procedimento esperado é o recolhimento formal e posterior encaminhamento à perícia.

Se não estava, surge outra indagação: quando e por quem foi retirado?


Não se afirma aqui qualquer irregularidade. Afirma-se apenas que, em casos dessa magnitude, a integridade da prova digital é fundamental

🔎 Integridade da prova digital

Celulares modernos armazenam:

  • Histórico de mensagens
  • Arquivos recebidos e enviados
  • Logs de compartilhamento
  • Metadados de mídia
  • Registros de conexão

A perícia digital consegue identificar não apenas o conteúdo, mas o fluxo da informação.

Se imagens circularam, o telefone pode indicar:

  • Quem recebeu primeiro
  • Se houve reenvio
  • Em que horário
  • Para quais contatos

Esses dados não são opinião. São rastros técnicos.

⚖ Transparência institucional

Em um caso de grande repercussão pública, a transparência é aliada da credibilidade institucional.

Perguntas objetivas que não configuram acusação, mas sim apuração legítima:

  • O aparelho foi formalmente apreendido?
  • Existe auto de apreensão registrado?
  • Houve extração pericial dos dados?
  • O telefone está sob custódia da Polícia Civil?
  • A cadeia de custódia foi documentada?

Essas perguntas não apontam culpados. Elas reforçam um princípio básico: provas digitais precisam ser preservadas com rigor absoluto.

📌 A questão do vazamento

Quanto à circulação das imagens, qualquer afirmação sobre autoria exige prova técnica. Especulação não substitui laudo.

O que se pode afirmar é que, quando um arquivo circula, ele percorre dispositivos. E dispositivos deixam vestígios digitais.

A investigação adequada é que determinará, se for o caso, responsabilidades.

🧭 O ponto central

Em tempos de julgamentos instantâneos nas redes sociais, é preciso lembrar que o processo penal não se constrói em suposições.

Constrói-se em prova.

E prova digital exige:

  • Preservação
  • Perícia
  • Documentação
  • Cadeia de custódia intacta

A pergunta permanece, não como acusação, mas como requisito técnico de apuração:

Onde está o telefone?

Em um caso em que imagens tiveram papel relevante na narrativa pública, a resposta institucional a essa pergunta não é acessória.

É estruturante.


Exclusivo: A Verdadeira História de Thales e Sarah

Casamento rompido, cálculo político e uma decisão que terminou em duas mortes inocentes

Itumbiara não vive apenas uma tragédia. Vive uma narrativa apressada. E quando a narrativa é simplificada demais, quase sempre esconde camadas que precisam ser expostas com responsabilidade.

Segundo informações apuradas por fontes próximas ao núcleo familiar, o que culminou na morte de duas crianças não começou na viagem a São Paulo. Começou meses antes — dentro de um casamento que já estava encerrado emocionalmente, mas mantido socialmente.


Thales e Sara eram casados há aproximadamente 15 anos. Tinham dois filhos, de 12 e 8 anos. O relacionamento, segundo relatos, já vinha desgastado. Há informação de que ele teria traído o casamento duas vezes. Após a segunda traição, Sara teria decidido que não continuaria a relação.

Mas não houve separação formal imediata.

E aqui entra o fator político.

Thales havia sido escolhido para disputar uma vaga de deputado estadual, com apoio do grupo político liderado pelo prefeito. A pré-candidatura teria sido lançada a partir de novembro. A separação naquele momento poderia significar desgaste eleitoral.

O casamento, então, teria sido mantido no papel. A convivência na mesma casa permaneceu. Mas, segundo relatos, a relação conjugal já não existia.

Ou seja: mantinha-se a estrutura formal para preservar imagem pública, enquanto a relação privada já estava rompida.

Em dezembro, segundo fontes, não havia mais vida de casal. Havia convivência sob o mesmo teto.

Nesse período, surge a suspeita de que Sara estaria se relacionando com Jonathan Ribeiro, empresário do ramo de reboque e morador do mesmo condomínio. A suspeita teria sido reforçada pela esposa de Jonathan, que comentou desconfianças ao próprio Thales, inclusive após coincidências de viagens para São Paulo.

A partir daí, segundo o que foi relatado à reportagem, Thales teria contratado um detetive particular para confirmar a suspeita. O material teria sido obtido.

Ao tomar conhecimento das imagens, ele liga para Sara e afirma que já sabia de tudo. Nessa conversa, segundo fontes, ela teria dito que não havia mais motivo para esperar a eleição — que a separação aconteceria imediatamente.

É nesse ponto que a história deixa de ser conjugal e passa a ser criminal.

Ainda segundo relatos, ele teria afirmado que mataria os filhos e depois tiraria a própria vida.

Desesperada, Sara liga para o pai e pede que vá imediatamente à residência. O prefeito se desloca.

Mas, segundo essa reconstrução, quando chega, a cena já estava consumada.

Thales teria espalhado gasolina pela casa, atirado contra os dois filhos — ambos atingidos na cabeça — e, em seguida, disparado contra si próprio. Uma vela teria sido acesa com indício de intenção de incêndio. O fogo não se consumou porque o pai de Sara teria conseguido apagar a chama ao chegar.

Se essa sequência for confirmada pela perícia, a tese de “surto momentâneo” perde força.

Espalhar combustível não é impulso.

Ameaçar antes não é impulso.

Executar com disparos direcionados na cabeça não é impulso.

Acender vela após espalhar gasolina não é impulso.

Isso sugere planejamento.

E planejamento muda completamente o enquadramento moral da história.

Traição não é crime. Desde 2005, adultério deixou de ser tipo penal. Pode ser erro moral. Pode ser dor afetiva. Mas não autoriza ninguém a tirar vidas.

Homicídio é crime.

Homicídio de menores é qualificadora.

Homicídio com impossibilidade de defesa é agravante.

Tentativa de incêndio também é crime.

O ordenamento jurídico brasileiro é claro.

A tragédia não pode ser instrumentalizada nem para proteger imagem política, nem para transformar erro conjugal em justificativa emocional para assassinato.

Se havia cálculo eleitoral para manter casamento de fachada, isso é decisão política.

Se havia ruptura afetiva, isso é decisão pessoal.

Mas a execução de duas crianças é decisão criminosa.

O debate agora precisa sair do sensacionalismo e entrar na responsabilidade.

Há perguntas que só a perícia pode confirmar.

Há registros telefônicos?

Há vestígios claros de combustível?

Há confirmação técnica da sequência dos disparos?

Há comprovação formal do material produzido pelo detetive?

Enquanto essas respostas não vierem oficialmente, a reconstrução permanece baseada em fontes.

Mas uma coisa é objetiva e independe de versão: duas crianças morreram.

E quando crianças são mortas para atingir simbolicamente o outro cônjuge, não estamos falando de “crime passional”. Estamos falando de controle, punição e destruição deliberada.

A política pode ter sido pano de fundo.

A ruptura conjugal pode ter sido o estopim.

Mas o ato final foi escolha.

Ele teve tempo.

Teve consciência.

Teve decisão.

Espalhar gasolina é escolha.

Apontar arma para a cabeça de uma criança é escolha.

Apertar o gatilho é escolha.

Não foi um segundo de loucura.

Foi uma sequência de decisões.

Ele poderia ter ido embora.

Poderia ter se separado.

Poderia ter enfrentado a exposição.

Poderia ter perdido a eleição.

Poderia ter perdido o orgulho

Quando um pai olha para os filhos e decide que eles morrerão para castigar a mãe deles, passa a ser a forma mais brutal de crueldade possível.

Duas crianças não morreram por traição. duas crianças pagaram com a vida porque o próprio pai  não suportou perder o controle da própria narrativa. Ele decidiu que se não pudesse ter uma mulher, ninguém teria direito a ter mais nada.