quinta-feira, 3 de setembro de 2026

​ADVOGADO É PRESO EM GOIÂNIA SUSPEITO DE DESCUMPRIR MEDIDA PROTETIVA

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA | Alan Araujo Dias foi preso nesta quinta-feira (3) após ocorrência envolvendo a ex-companheira Carolina Rezende Calil. Polícia Civil ratificou o flagrante por suposto descumprimento de medida protetiva. Ele nega a acusação. Defesa é acompanhada pela criminalista Jordane Mota.

O advogado Alan Araujo Dias, de 35 anos, foi preso nesta quinta-feira (3), em Goiânia, suspeito de descumprir medida protetiva de urgência. O flagrante foi encaminhado à Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher. 

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A vítima é Carolina Rezende Calil, de 43 anos, ex-companheira de Alan. Em depoimento, ela afirmou que os dois foram casados por aproximadamente um ano, estão separados há cerca de um ano e têm uma filha de nove meses. Carolina relatou ainda episódios anteriores de violência e informou já possuir medidas protetivas concedidas judicialmente. 

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Segundo Carolina, nesta quinta-feira ela estava nas proximidades de uma escola quando o sistema relacionado ao botão do pânico emitiu alerta. Ao perceber Alan a alguns metros, teria corrido para se proteger. Ela afirma que o ex-companheiro fez com a mão um gesto simulando uma arma. A PM foi acionada e Alan acabou conduzido à delegacia. 

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A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante, atribuindo a Alan, em tese, o crime de descumprimento de medida protetiva previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha. 

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Alan nega a acusação e apresenta outra versão.

Ele declarou que havia ido ao Conselho Tutelar para fazer uma denúncia relacionada à filha e que não sabia que Carolina estaria nas proximidades. Disse que sua tornozeleira eletrônica começou a apitar após deixar o local, negou ter feito gesto de arma e afirmou que pretende utilizar o mapa do monitoramento eletrônico para demonstrar sua versão. 

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A defesa é acompanhada pela advogada criminalista Jordane Mota, profissional conhecida pela atuação em casos de repercussão e que ganhou projeção recente na defesa de Cleitin Mil Graus. Jordane também mantém forte presença nas redes sociais, com grande número de seguidores no Instagram.

O caso tramita sob o nº 5842815-98.2026.8.09.0051, como Auto de Prisão em Flagrante e com prioridade de réu preso. 

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Agora caberá à Justiça analisar as circunstâncias da prisão, as versões conflitantes e os elementos técnicos, entre eles os registros do monitoramento eletrônico.

Alan contesta a imputação e permanece amparado pela presunção de inocência enquanto o caso é submetido ao Judiciário.


​VOVÔ DO JEEP CONSEGUE LIBERAÇÃO NA JUSTIÇA E CONFIRMA CANDIDATURA A DEPUTADO FEDERAL


REVIRAVOLTA | Depois de enfrentar pedido de impugnação e uma batalha jurídica que colocou sua participação nas eleições em dúvida, Adair Henriques, o Vovô do Jeep, anuncia que está oficialmente na disputa pela Câmara Federal. Publicação foi feita pelo próprio candidato na noite desta quinta-feira (3).

A candidatura de Adair Henriques, o Vovô do Jeep, a deputado federal por Goiás ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (3).

Depois de dias de incerteza e de uma disputa jurídica que colocou em dúvida sua presença nas urnas, Vovô do Jeep anunciou que está liberado para seguir na eleição.

A informação foi divulgada pelo próprio candidato em suas redes sociais.

“Estamos ON! Agora é oficial: estamos na disputa”, publicou Vovô do Jeep, apresentando novamente seu número de urna, 4545.

A manifestação representa uma importante mudança de cenário.

Vovô do Jeep vinha enfrentando questionamentos jurídicos sobre seu registro de candidatura. O caso chegou a colocar em risco sua participação efetiva na eleição e provocou uma discussão sobre as consequências de eventual indeferimento.

Agora, porém, a campanha anuncia a situação inversa: Vovô está no jogo.

Nos bastidores, a informação é de que houve avanço jurídico favorável à candidatura. A formalização e a disponibilização pública dos documentos relacionados ao caso ainda deverão permitir conhecer exatamente os fundamentos e o alcance da decisão.

Há ainda informação de que uma movimentação relacionada ao processo deverá ocorrer no próximo dia 8 de setembro.

Por isso, embora o próprio candidato já trate a candidatura como oficialmente confirmada, o Blog do Cleuber Carlos acompanha a publicação dos atos processuais para apresentar os detalhes jurídicos da decisão assim que estiverem disponíveis.

Politicamente, entretanto, Vovô do Jeep não esperou.

Ele colocou a campanha novamente na rua com uma mensagem direta:

“Na hora de votar, você já sabe: 4545. É Vovô do Jeep!”

Depois de passar dias sob a ameaça de ficar fora das urnas, Vovô do Jeep anuncia que virou o jogo e está de volta à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.


​PRESIDENTE DA CÂMARA É BARRADA PELA JUSTIÇA EM ACREÚNA

REVIRAVOLTA | Juíza suspende parte de portaria editada por Marta Silva Alves, impede novos atos destinados a manter seus efeitos e aponta, em análise liminar, “manifesto conflito de interesses”. Disputa pela Mesa Diretora entra em novo capítulo.

A crise política na Câmara Municipal de Acreúna ganhou uma nova e contundente decisão judicial.

A juíza Ana Cláudia Pacheco das Chagas, da 2ª Vara Judicial da Comarca de Acreúna, concedeu parcialmente liminar em mandado de segurança e suspendeu a aplicação do artigo 2º da Portaria nº 061/2026, editada durante a presidência em exercício de Marta Silva Alves. 

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O dispositivo havia limitado os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral aos mandatos parlamentares de Júlio César Naves de Melo Filho, Edilson Faria da Silva e Diego Smith Rodrigues da Silva Arantes, sem restabelecê-los automaticamente aos cargos que ocupavam na Mesa Diretora. 

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A Justiça entendeu, em análise preliminar, que essa restrição não poderia ter sido criada unilateralmente.

O ponto mais duro da decisão atinge diretamente a atuação da presidente em exercício.

A magistrada observa que Marta ocupa a Presidência justamente em consequência do afastamento dos vereadores e afirma que ela é “a principal beneficiária da restrição que ela mesma criou”.

Em seguida, registra a existência de “manifesto conflito de interesses”, que, segundo a decisão, compromete a imparcialidade e a legitimidade do ato administrativo. 

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TOFFOLI MANDOU SUSPENDER “INTEGRALMENTE”

A origem da disputa está na decisão do ministro Dias Toffoli, de 14 de agosto.

O ministro determinou a suspensão integral dos efeitos e da execução do acórdão do TRE-GO que havia provocado o afastamento dos três vereadores.

Para a juíza de Acreúna, a palavra “integralmente” não poderia ser restringida posteriormente por um ato administrativo da Presidência da Câmara. 

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A decisão vai além de suspender o artigo da portaria.

Marta deverá se abster de praticar, direta ou indiretamente, atos administrativos destinados a manter, ampliar ou consolidar os efeitos da restrição suspensa, até nova deliberação judicial. 

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JÚLIO AINDA NÃO VOLTA À PRESIDÊNCIA

Existe, entretanto, uma diferença fundamental.

A juíza não determinou neste momento a posse automática de Júlio César novamente na Presidência, nem anulou imediatamente a eleição complementar da Mesa Diretora realizada em 22 de junho.

Essas questões serão reavaliadas depois da apresentação das informações, documentos e do contraditório. 

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A Câmara e a autoridade apontada como coatora terão prazo de dez dias para prestar informações. A Justiça determinou ainda a apresentação das portarias, da ata e documentação da eleição complementar e das normas que disciplinam a composição da Mesa. Depois, o Ministério Público será ouvido. 

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A batalha, portanto, ainda não terminou.

Mas a decisão desta quinta-feira muda novamente o tabuleiro político de Acreúna:

a restrição criada pela Presidência da Câmara está suspensa, novos atos destinados a consolidá-la foram barrados e a própria Justiça colocou sob questionamento a legitimidade da medida adotada.


DOIS MESES DE LULA GUIMARÃES: MARCONI NÃO CRESCE E DISTÂNCIA PARA DANIEL AUMENTA

MARKETING SOB TESTE | Marqueteiro assumiu campanha com Marconi marcando 25,4% no Paraná Pesquisas. Na rodada seguinte, tucano apareceu com 24,9%. Quaest também mostra estabilidade: 21% em julho e 20% em agosto. Até agora, pesquisas não identificam reação eleitoral.

Lula Guimarães chegou à campanha de Marconi Perillo com uma missão objetiva: tornar competitiva uma candidatura que já possuía um eleitorado consolidado, mas estava distante da liderança.

Quase dois meses depois, os números permitem uma primeira avaliação.

E, pelo menos até agora, não há resultado eleitoral mensurável que indique crescimento de Marconi após a chegada do novo comando do marketing.

A contratação de Lula Guimarães foi divulgada em 6 de julho.

Naquele mesmo dia, o Paraná Pesquisas divulgou levantamento realizado entre 3 e 5 de julho — portanto, uma fotografia praticamente anterior à atuação do marqueteiro.

Marconi tinha 25,4%. Daniel Vilela, 44,4%.

A distância era de 19 pontos percentuais. (CNN Brasil⁠)

Na rodada seguinte do mesmo instituto, realizada entre 14 e 17 de agosto, Marconi apareceu com 24,9%.

Daniel subiu para 45,8%.

A distância passou para 20,9 pontos. (DivulgaCand⁠)

Tecnicamente, a oscilação de Marconi de 25,4% para 24,9% está dentro da margem de erro e não permite afirmar queda.

Mas permite afirmar algo importante:

não houve crescimento detectável.

Outro instituto aponta fenômeno semelhante.

Na Quaest divulgada em 30 de julho, Marconi tinha 21%, contra 37% de Daniel. (DivulgaCand⁠)

Na rodada divulgada em 27 de agosto, Daniel continuou com 37% e Marconi apareceu com 20%.

Novamente, uma oscilação dentro da margem de erro. E, novamente, nenhuma evidência estatística de avanço. (UOL Notícias⁠)

Há ainda outro indicador preocupante.

No Paraná Pesquisas, a rejeição de Marconi era de 37,8% em julho. Na rodada de agosto chegou a 40,8%. (Voz de Goiás⁠)

Isso significa que, até aqui, o marketing não conseguiu produzir nas pesquisas dois movimentos fundamentais para Marconi: ampliar sua intenção de voto e reduzir sua rejeição.

Seria tecnicamente incorreto responsabilizar Lula Guimarães sozinho pelo quadro.

Pesquisa eleitoral mede intenção de voto, não desempenho individual de marqueteiro. Alianças, adversários, conjuntura política, exposição, rejeição histórica e acontecimentos da campanha também interferem no resultado.

Mas existe uma métrica objetiva.

Lula Guimarães recebeu uma candidatura com 25,4% no Paraná. A pesquisa seguinte registrou 24,9%.

Na Quaest, Marconi passou de 21% para 20% entre julho e agosto.

Portanto, até o momento, não existe nas pesquisas evidência de um “efeito Lula Guimarães” capaz de ampliar eleitoralmente a candidatura de Marconi.

O tucano continua com um eleitorado expressivo e consolidado.

O problema permanece exatamente onde estava quando o novo marqueteiro chegou:

como romper esse teto e transformar aproximadamente um quarto do eleitorado em uma candidatura capaz de alcançar Daniel Vilela?

Depois de quase dois meses, as pesquisas ainda não apresentam essa resposta.


LULA MUDOU A CARA DA CAMPANHA — MAS AINDA NÃO MUDOU OS NÚMEROS DE MARCONI

Lula trocou força por confusão 

A nova identidade visual de Marconi pode até pretender transmitir modernidade, mas troca força por confusão. Ao fragmentar o próprio nome do candidato em uma sequência de azul, amarelo, verde e outras tonalidades, a campanha transforma seu principal ativo — a marca “Marconi” — em um mosaico cromático de leitura menos imediata e pouca unidade visual. Em vez de permitir que o eleitor reconheça a campanha num único golpe de vista, a peça obriga o olhar a decifrar cores, letras, número, slogan e informações que disputam atenção simultaneamente. É muito estímulo para pouca identidade. Em publicidade eleitoral, uma marca eficiente precisa ser simples, repetível e instantaneamente reconhecível; aqui, a profusão de cores pode até chamar atenção, mas chamar atenção não é o mesmo que construir identificação. Para um candidato que dispensa apresentação em Goiás, complicar visualmente o nome que todos já conhecem parece mais um desperdício de capital de marca do que uma inovação de marketing.



COMPLEM DIZ “NÃO ACREDITE EM BOATO” — ENTÃO VAMOS AOS NÚMEROS DO PRÓPRIO BALANÇO

CONTRAPONTO | Cooperativa lança campanha para defender sua “solidez absoluta”, destaca R$ 130 milhões de patrimônio líquido, R$ 90 milhões em caixa e redução de R$ 44 milhões em dívidas. Mas deixa fora da peça os R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos registrados em 2025. Se a ordem é buscar informação oficial, a reportagem concorda: vamos aos documentos da própria Complem.

A Complem escolheu uma frase forte para reagir aos questionamentos:

“Não acredite em boato.”

Perfeito.

A reportagem concorda.

Por isso, em vez de boatos, vamos continuar trabalhando com o balanço publicado pela própria cooperativa.

Na nova campanha, a Complem informa que seu patrimônio líquido saltou de R$ 62 milhões, em 2019, para R$ 130 milhões em 2025.

O que a peça não mostra é que as demonstrações de 2025 também registraram aproximadamente R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos, dos quais cerca de R$ 187 milhões estavam no curto prazo.

Uma informação não torna a outra falsa.

Mas mostrar apenas uma delas não entrega ao cooperado a fotografia completa.

A propaganda também comemora R$ 90 milhões em caixa no primeiro semestre de 2026 e redução de R$ 44 milhões em dívidas bancárias.

Ótima notícia.

Então publique-se o balancete de junho.

Quanto havia de dívida bruta? Quanto foi efetivamente amortizado? Quais empréstimos foram pagos? Qual a composição dos R$ 90 milhões? São recursos integralmente disponíveis?

Há ainda uma curiosidade.

Na nota oficial, a Complem afirma ter reduzido sua “dívida líquida” em R$ 44 milhões. Na campanha, fala em redução de “dívidas bancárias” no mesmo valor.

Não é necessariamente a mesma coisa.

Qual indicador, afinal, caiu R$ 44 milhões?

A campanha também proclama:

“Solidez absoluta!”

Mas solidez financeira não se demonstra com slogan. Demonstra-se colocando ativos, caixa, dívidas, vencimentos, despesas financeiras e capacidade de pagamento sobre a mesa.

E há mais.

A Complem apresenta a operação com a Piracanjuba como “parceria que gera resultados”.

Quais resultados?

Quanto vale o negócio? Quanto a Complem receberá? Qual o prazo do arrendamento? Qual será a remuneração da cooperativa? Quais obrigações econômicas foram assumidas?

Essas condições continuam sem aparecer na campanha.

A Complem também afirma que empregos, patrimônio e produção serão preservados.

Então cabe detalhar: quantos empregados permanecerão na Complem, quantos passarão para a Piracanjuba e quantos foram ou serão desligados?

A campanha pede confiança.

A reportagem pede documentos.

Não existe incompatibilidade entre as duas coisas.

Se a situação financeira melhorou substancialmente em 2026, isso pode ser demonstrado.

A própria Complem lançou o desafio: “Não acredite em boato.”

Concordamos.

Não acredite.

Leia o balanço.

Peça o balancete.

Conheça o contrato.

Compare os números.

Porque transparência não é mostrar apenas o lado confortável da fotografia.

É entregar ao cooperado a fotografia inteira.