sexta-feira, 3 de abril de 2026

ACREÚNA: LULA NA FRENTE, MARCONI LIDERA COM FOLGA E CAIADO É TERCEIRO

ACREÚNA: PESQUISA REGISTRADA EXPÕE O TABULEIRO — LULA NA FRENTE NA CIDADE, MARCONI LIDERA ENTRE OS ELEITORES E Dra FLÁVIA BATISTA SURGE COMO O FATO NOVO DA POLÍTICA LOCAL

Há momentos em que a política deixa de ser discurso e passa a ser leitura de cenário. A pesquisa realizada em Acreúna, no final de fevereiro de 2026, é um desses momentos. Não é achismo, não é bastidor — é dado registrado na Justiça Eleitoral.

O levantamento está sob o número GO-07598/2026, no Tribunal Superior Eleitoral, foi conduzido pelo Instituto Podium (Podium Consultoria, Marketing, Pesquisas e Editoração Ltda), com 350 entrevistas, realizadas entre os dias 26 e 27 de fevereiro de 2026. Ou seja: é um retrato formal do eleitor de Acreúna e Arantina— e não de Goiás, nem do Brasil.

E o que esse retrato mostra é um cenário que começa a se organizar. No plano nacional, dentro do eleitorado de Acreúna, Luiz Inácio Lula da Silva aparece na frente com 36,20%, podendo chegar a 40,62% quando o cenário é mais direto  . Na sequência, Flávio Bolsonaro vem com 29,17%, chegando a 33,07%, enquanto Ronaldo Caiado aparece com até 20,31%  .

À primeira vista, o número pode surpreender. Afinal, em 2022, o município seguiu o padrão do interior goiano, com vitória do campo da direita no consolidado local. Mas a política não é estática — e o que a pesquisa revela agora tem explicação objetiva.


A entrada de Ronaldo Caiado na disputa presidencial muda o eixo do jogo. Caiado não disputa o eleitor de Lula. Caiado disputa o eleitor de direita. Na prática, isso fragmenta um campo que antes era concentrado.


O resultado aparece com clareza: Lula mantém sua base, enquanto Flávio Bolsonaro passa a dividir votos com Caiado. E, em eleição, divisão pesa. O efeito direto é o que a pesquisa mostra: Lula na frente, Flávio em segundo, Caiado em terceiro.

Não é crescimento isolado.

É reorganização de cenário.

No governo de Goiás, o movimento é mais estável. Dentro do eleitorado de Acreúna e Arantina Marconi Perillo aparece com 40,10%, podendo chegar a 45,83%, enquanto Daniel Vilela registra 27,86%, indo a 29,17%  .

Aqui o dado é direto: o eleitor de Acreúna, hoje, coloca Marconi à frente no cenário estadual.

Mas é no município que a pesquisa deixa de ser apenas número e passa a ser sinal político.

O primeiro sinal vem direto: 28,39% dos entrevistados dizem que não votariam em ninguém  . Não é detalhe. É um recado. Um pedaço expressivo da cidade ainda não se vê representado.

Na espontânea, quando o eleitor fala sem sugestão de nomes, o quadro ainda está aberto: Dra. Flávia Batista aparece com 18,23%, enquanto Claudiomar marca 15,89%, com uma parcela relevante ainda observando o cenário  .

Quando os nomes entram na mesa, o jogo muda: Adélio Neto aparece com 33,07%, seguido por Dra. Flávia Batista com 29,95%, enquanto Robson Rios registra 11,72%  .Até aqui, leitura tradicional.

Mas a política não vive só de lista. Vive de escolha. E é quando a escolha é direta que o dado mais forte aparece: 

Dra. Flávia Batista chega a 51,30%, contra 38,28% de Adélio Neto  .

Em outro cenário, contra Robson Rios, o número é ainda mais expressivo: 64,58% para Flávia contra 19,01%  . Não é um detalhe estatístico. É um movimento político.

Os nomes ajudam a entender esse quadro.

Adélio Neto, atual vice-prefeito de Claudiomar Portugal, carrega a estrutura da gestão.

Dra. Flávia Batista, advogada, professora e psicóloga, construiu presença a partir de atuação social em Acreúna e Arantina.

Robson Rios, que já disputou a prefeitura, mantém visibilidade, mas hoje aparece mais distante do centro da disputa. E há um dado que atravessa tudo isso: 46,35% da população vive com até um salário mínimo  . Isso não é estatística fria. Isso explica o comportamento do voto.

Porque, no fim, a política em Acreúna não está sendo decidida em discurso. Está sendo observada na prática.

E o que a pesquisa mostra, sem rodeio, é isso:

👉 Lula aparece na frente entre os eleitores da cidade 

👉 Marconi lidera no voto para governador dentro do município

👉 E, no cenário local, um fato novo começa a ganhar forma:

👉 Dra. Flávia Batista deixa de ser apenas nome e passa a ocupar espaço real na disputa

A eleição não está posta.

Mas o tabuleiro já está montado.


quinta-feira, 2 de abril de 2026

RIO VERDE: ATÉ QUANDO MP, PF E MPF IGNORARÃO O CASO CASTRO HERÊNIOS?

Há momentos em que o problema deixa de ser a denúncia e passa a ser a ausência de resposta a ela.

O conjunto de reportagens publicadas ao longo dos últimos meses não tratou de ilações, suposições ou versões políticas. Tratou de documentos. Tratou de contratos. Tratou de vínculos societários e de um volume financeiro que ultrapassa a casa dos R$ 200 milhões por ano envolvendo a empresa Castro Herênios em contratos com prefeituras do Sudoeste goiano.

Rio Verde, Acreúna, Quirinópolis e Santa Helena não aparecem aqui por acaso. Aparecem porque, quando colocados em sequência, revelam um padrão de presença contratual que exige, no mínimo, escrutínio institucional sério.

E é exatamente nesse ponto que o caso começa a incomodar.

No município de Acreúna, há contrato firmado com assinatura vinculada a Wellington Carrijo, atual prefeito de Rio Verde, que, à época, figurava como administrador da empresa. Não se trata de interpretação. Trata-se de registro documental.

A isso se soma outro dado igualmente relevante: a composição societária da Castro Herênios indica que a esposa de Wellington Carrijo detém cerca de 60% das cotas da empresa. Ou seja, não se está diante de uma relação distante ou indireta. Há um elo objetivo entre o núcleo político e a estrutura empresarial que mantém contratos com múltiplos municípios.

Esse conjunto de informações — contratos, vínculos societários e movimentação financeira expressiva — não ficou restrito ao campo jornalístico. Foi formalmente levado à Polícia Federal, em Jataí, e ao Ministério Público Federal.

Protocolado. Documentado. Entregue. E, até aqui, o que se tem de concreto? Silêncio.

Nenhuma ação visível. Nenhuma medida pública conhecida. Nenhum movimento que sinalize, ao menos, abertura de apuração compatível com a gravidade dos elementos apresentados.

E é nesse vazio que o caso ganha uma segunda camada, ainda mais sensível.

Enquanto as denúncias permanecem sem resposta institucional clara, o jornalista responsável pelas reportagens passou a enfrentar três ações judiciais movidas pelo prefeito Wellington Carrijo, nas esferas cível e criminal, com alegações de difamação, calúnia e pedidos de indenização por danos morais.

Não é um detalhe. É um fato central.

Porque cria um cenário que precisa ser enfrentado com seriedade: denúncias documentadas são encaminhadas às autoridades competentes, enquanto a reação mais imediata recai sobre quem denunciou.

Não se trata aqui de antecipar juízo de culpa. Não se afirma irregularidade sem apuração. Esse não é o papel do jornalismo responsável.

Mas também não é papel do jornalismo silenciar diante de uma sequência objetiva de fatos:

— existência de contratos recorrentes com uma mesma empresa em múltiplos municípios

— vínculo societário direto com o núcleo familiar de agente político

— assinatura contratual vinculada ao próprio agente que hoje ocupa cargo público

— movimentação financeira superior a R$ 200 milhões anuais

— documentação formalmente apresentada à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal

— e, em paralelo, judicialização direcionada ao autor das denúncias

Diante disso, a pergunta deixa de ser retórica.

Passa a ser institucional. O que falta para que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal adotem medidas concretas diante de um conjunto documental dessa natureza?

Qual é o critério de prioridade quando contratos, vínculos e cifras dessa magnitude são formalmente levados ao conhecimento das autoridades?

Por que, até aqui, o movimento mais visível não é a apuração — mas a reação judicial contra quem publicou?

O silêncio, em casos assim, não é neutro. Ele comunica. Comunica demora. Comunica ausência de resposta. Comunica, sobretudo, um desalinhamento entre a gravidade dos fatos apresentados e a velocidade institucional esperada.

E isso precisa ser dito com todas as letras. Não se está diante de um conflito político local. Está-se diante de um caso que envolve recursos públicos, estrutura empresarial conectada a agente político e atuação em múltiplos municípios.

Isso exige mais do que silêncio. Exige ação. A credibilidade das instituições de controle não se sustenta apenas no que investigam, mas também no que deixam de investigar — especialmente quando provocadas formalmente.

E aqui a provocação foi feita. Com documentos.

Com nomes. Com números. Agora, o que está em jogo não é apenas o conteúdo das denúncias.

É a resposta — ou a ausência dela — por parte de quem tem o dever constitucional de apurar.

NOMEAÇÃO NA GOINFRA REVELA DOMÍNIO DE ZÉ MARIO NA INFRAESTRUTURA

NOMEAÇÃO NA GOINFRA ESCANCARA AVANÇO DO AGRO DENTRO DO NÚCLEO DE INFRAESTRUTURA EM GOIÁS

Há nomeações que não são apenas administrativas — são movimentos políticos em estado puro.

O decreto publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (2) oficializa a nomeação de Alexandro Alves dos Santos para a vice-presidência da GOINFRA. No papel, trata-se de um cargo comissionado. Na prática, o gesto revela muito mais: a consolidação de um eixo de poder onde infraestrutura e agronegócio passam a operar de forma ainda mais integrada dentro do governo estadual.

A mensagem pública do nomeado não deixa margem para dúvida. Ao agradecer diretamente a José Mário Schreiner — uma das figuras mais influentes do agro goiano — e à deputada Marussa Boldrin, Alexandro sinaliza de forma explícita a origem política da sua ascensão.

Não é apenas gratidão. É alinhamento.

E esse alinhamento tem implicações.

A GOINFRA é hoje um dos centros nervosos da execução de políticas públicas em Goiás, responsável por obras, logística e investimentos estruturais. Ao inserir um nome diretamente vinculado ao núcleo do agronegócio em sua vice-presidência, o governo não apenas ocupa um cargo — redefine prioridades, influencia decisões e reposiciona forças dentro da máquina pública.

O discurso de “humildade” e “compromisso” segue o roteiro tradicional. Mas o conteúdo político está nas entrelinhas: trata-se de uma ocupação estratégica, que amplia o raio de influência de um setor que já possui peso decisivo na economia e na política do estado.

A pergunta que emerge não é sobre a capacidade individual do nomeado.

É sobre o desenho institucional que está sendo montado.

Quando infraestrutura e agro passam a compartilhar o mesmo eixo de comando, o que se constrói não é apenas estrada, ponte ou logística.

Constrói-se poder.

E, em Goiás, esse movimento está longe de ser casual.


GOINFRA VIRA MOEDA DE PODER: INDICAÇÃO DE “XANDÃO DO AGRO” ESCANCARA ARRANJO PARA ACOMODAR FAEG SEM ENTREGAR O COMANDO

Movimento combina vice “de confiança” de José Mário Schreiner com nome técnico na Agricultura e revela estratégia de controle político sobre estruturas bilionárias do Estado

Há movimentos políticos que não precisam ser anunciados. Eles se impõem pela lógica interna — e, principalmente, pelas conexões que carregam.

A possível nomeação de “Xandão do Agro” para a vice-presidência da Goinfra não é um gesto isolado. É uma peça dentro de um arranjo mais amplo, onde o governo busca acomodar o agronegócio sem, no entanto, abrir mão do controle efetivo da máquina.

Sem histórico relevante na gestão pública, Xandão não chega pelo currículo técnico. Chega pela proximidade com José Mário Schreiner. E, no ambiente político, isso basta. Não como detalhe — mas como credencial central.

A operação é clara: oferecer ao presidente da FAEG o “sabor de vice”, mantendo-o próximo do centro decisório, mas sem entregar a caneta. Um movimento que atende, sinaliza, mas delimita.

Paralelamente, a articulação para a Secretaria de Agricultura segue outro roteiro. O nome ventilado, Ademar Leal, carrega trânsito no setor, mas não está organicamente vinculado à estrutura da federação. A escolha, se confirmada, reforça o desenho: dialogar com o agro, absorver pressão política, mas evitar a concentração formal de poder nas mãos da entidade.

Quando analisados em conjunto, os dois movimentos deixam de ser coincidência. São engrenagens de uma mesma estratégia: acomodar interesses relevantes sem ceder o eixo de comando.

E é aqui que a Goinfra ganha peso real.

Não se trata de um cargo secundário. A autarquia é ponto de passagem de contratos vultosos, obras estruturantes e decisões que impactam diretamente o fluxo de investimentos públicos. Controlar a Goinfra é, na prática, controlar uma das veias mais sensíveis da administração estadual.

Nesse contexto, a montagem de uma vice alinhada politicamente, combinada com uma secretaria “técnica”, não é improviso. É arquitetura de poder.

O discurso público pode falar em equilíbrio. Mas, nos bastidores, o que se desenha é outra coisa: uma engenharia de contenção. Dá-se espaço, mas não se entrega domínio. Abre-se a porta, mas se mantém a chave.

O problema não está, necessariamente, na legalidade do movimento. Está no método.

Quando relações pessoais passam a pesar mais do que critérios técnicos na ocupação de estruturas estratégicas, a fronteira entre gestão pública e acomodação política deixa de ser nítida. E quando isso ocorre em áreas que movimentam bilhões e estruturam o desenvolvimento do Estado, o alerta deixa de ser retórico.

Passa a ser institucional.

Porque, no fim, o ponto central não é quem será nomeado.

É entender quem, de fato, passará a influenciar — ainda que sem assinatura formal — as decisões que saem de dentro dessas estruturas.


Gugu Nader Rompe Com Caiado e Filia no PSDB de Marconi

TERREMOTO POLÍTICO EM ITUMBIARA: GUGU NADER ROMPE COM A BASE DE CAIADO E PODE ESTAR PUXANDO UMA DEBANDADA


A saída do deputado estadual Gugu Nader da base do governador Ronaldo Caiado, logo no início de um novo ciclo político, está longe de ser apenas mais uma movimentação dentro da janela partidária. O gesto, ao mesmo tempo rápido e cirúrgico, carrega um peso político que vai além da decisão individual e começa a produzir ruídos mais amplos dentro do próprio grupo governista.


Ao se filiar ao PSDB, sob a órbita do ex-governador Marconi Perillo, Gugu não apenas muda de partido. Ele muda de campo político — e faz isso em um momento sensível: o início de um novo governo, quando, em tese, a base ainda deveria estar consolidada.


É justamente esse timing que transforma o movimento em algo mais relevante.


Na política, romper cedo nunca é neutro. Não é um gesto de conveniência momentânea, mas de leitura antecipada. E, nesse caso, a leitura parece clara: reposicionamento antes que o custo de saída se torne maior — ou que o ambiente interno se torne menos previsível.


Mas o ponto que começa a chamar atenção nos bastidores não é apenas a saída em si.


É o efeito que ela pode provocar.


Interlocutores do meio político já tratam o movimento como um possível gatilho — não necessariamente imediato, mas simbólico — de uma reorganização mais ampla dentro da base. Porque, na dinâmica política, raramente um movimento desse tipo acontece de forma isolada. Ele costuma abrir espaço, testar ambiente e, principalmente, autorizar outros movimentos que estavam represados.


Em outras palavras:

Gugu pode não ser apenas mais um a sair. Pode ser o primeiro a sair.


E isso muda completamente a leitura do episódio.


A filiação ao PSDB também não é casual. O partido, que busca reconstruir espaço em Goiás, especialmente fora dos grandes centros, ganha com a chegada de um parlamentar com base eleitoral consolidada em Itumbiara — um município que historicamente tem peso político regional. Ao mesmo tempo, reforça o desenho de um campo oposicionista que começa a se reorganizar com vistas a 2026.


Do lado governista, o movimento inevitavelmente gera desconforto. Não apenas pela perda pontual de um deputado, mas pelo sinal que se projeta: o de que há fissuras em um momento em que a expectativa era de estabilidade.


Porque, no fundo, a política funciona por sinais.


E alguns sinais são mais fortes do que discursos.


A saída de Gugu Nader, no início do jogo, não é apenas uma troca de legenda. É uma mensagem. E, dependendo de como for interpretada nos bastidores, pode marcar o início de um processo mais amplo — silencioso no começo, mas potencialmente ruidoso ao longo do tempo.


Se isso vai se consolidar como uma debandada ou permanecer como um movimento isolado, ainda é cedo para afirmar.


Mas uma coisa já está posta:

quando o primeiro se levanta da mesa, os demais passam, inevitavelmente, a olhar em volta.