domingo, 15 de fevereiro de 2026

Violência Vicária Deve Ser Tratada Como Crime Hediondo? O Debate Que o Brasil Precisa Enfrentar

O Código Penal brasileiro pune homicídio, pune lesão corporal, pune ameaça, pune maus-tratos e pune tortura. No entanto, apesar de prever todas essas condutas, o ordenamento jurídico ainda não reconhece formalmente a chamada violência vicária como categoria própria. E isso não é um detalhe semântico — é uma lacuna estrutural.

Violência vicária é a dinâmica em que o agressor atinge os filhos para provocar dor emocional no outro genitor. A criança deixa de ser vista como sujeito de direitos e passa a ser utilizada como instrumento de retaliação. O alvo real não é o filho; é o parceiro ou ex-parceiro. Trata-se de uma violência de poder, de controle e de punição simbólica.

No Brasil, essa lógica aparece diluída em outros tipos penais. Quando há agressão, aplica-se lesão corporal. Se há morte, aplica-se homicídio. Quando há ameaça ou violência psicológica, enquadra-se nos dispositivos já existentes. O sistema pune o resultado final, mas não identifica formalmente o padrão comportamental que antecede o ato extremo.

Essa ausência de reconhecimento específico produz consequências práticas. Não há estatística oficial consolidada sobre violência vicária. Não há protocolo nacional estruturado de prevenção. Não há campanha institucional voltada à identificação prévia desse mecanismo relacional. O Estado reage ao fato consumado, mas não atua de maneira estratégica sobre a escalada que o precede.

A dinâmica é conhecida por profissionais do Direito e da Psicologia: ameaças envolvendo guarda, chantagens emocionais com os filhos, instrumentalização da convivência, exposição da criança ao conflito e, em cenários extremos, agressões físicas ou homicídios com finalidade de punição moral. Ainda assim, o fenômeno permanece disperso na classificação jurídica.

Não se trata de defender criação apressada de novo tipo penal, mas de reconhecer que nomear um padrão de violência é passo fundamental para enfrentá-lo de forma técnica. O Brasil só avançou no combate ao feminicídio quando deixou de tratar assassinatos de mulheres como “crimes passionais” e passou a reconhecer o contexto estrutural da violência de gênero. A violência vicária ainda está na fase anterior: é comentada no debate público, mas não estruturada institucionalmente.

Hoje, o Código Penal pune o disparo, mas não identifica a lógica que muitas vezes antecede o gatilho. E enquanto o sistema atuar apenas na repressão do resultado, continuará falhando na prevenção do mecanismo.

Nomear não é militância. É técnica legislativa e política pública. Sem reconhecimento formal, o fenômeno continua tratado como episódio isolado. E episódios isolados não geram políticas estruturantes.

O debate, portanto, precisa amadurecer. Não para ideologizar o tema, mas para compreender que quando filhos são utilizados como instrumento de guerra emocional, o conflito conjugal ultrapassa o casal e atinge a própria estrutura social. Ignorar essa dinâmica não a elimina — apenas adia sua compreensão.






sábado, 14 de fevereiro de 2026

Eduardo Bolsonaro Desmente Gayer e Confirma: Wilder é o Nome de Bolsonaro em Goiás

Wilder Morais visitou Jair Bolsonaro na Papuda e, logo após o encontro, anunciou que havia sido escolhido como candidato ao Governo de Goiás pelo ex-presidente. A declaração movimentou o cenário político imediatamente.

Pouco depois, o deputado Gustavo Gayer foi às redes sociais afirmar que aquilo não correspondia à realidade. Disse que Bolsonaro não teria feito tal definição e colocou em dúvida a versão apresentada por Wilder.

O que era disputa de bastidor virou confronto público.

Agora, com a manifestação de Eduardo Bolsonaro confirmando expressamente que Wilder é, sim, o nome escolhido por Jair Bolsonaro para a disputa em Goiás, a narrativa ganha outro peso.

Politicamente, o efeito é claro: Gustavo Gayer fica desautorizado dentro do próprio campo ideológico. A fala dele passa a ser vista como precipitada — ou, no mínimo, equivocada.

Em política, desmentido público vindo da família Bolsonaro não é detalhe. É hierarquia.

O desgaste é inevitável. Dentro do PL, ambiente é força. E hoje, a força está onde está o aval.

Gayer pode até tentar reorganizar o discurso, mas o dano político já foi produzido: saiu para confrontar e terminou confrontado.

No jogo interno do bolsonarismo goiano, Wilder emerge consolidado.

Gayer, ao contrário, sai menor do que entrou no debate.

A política goiana acaba de ganhar um novo eixo gravitacional.

Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou que o senador Wilder Morais (PL) recebeu o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Governo de Goiás. A declaração não foi protocolar. Foi direta: “O presidente Bolsonaro decidiu nosso candidato ao governo: Wilder Morais.”

Em política, palavra não é detalhe. É sinal.

O gesto indica que o PL nacional decidiu centralizar a estratégia em Goiás e evitar dispersão interna. Wilder passa a ser o nome oficial do bolsonarismo raiz no Estado. E isso muda o jogo.

A decisão não é apenas eleitoral — é simbólica

Bolsonaro, mesmo fora do cargo, continua sendo o principal ativo eleitoral do PL. Ao “bater o martelo”, ele envia dois recados:

  1. Internamente: não haverá disputa fratricida dentro do partido.
  2. Externamente: o candidato do campo conservador está definido.

Wilder não é um novato. Já foi candidato ao governo em 2022, carrega mandato no Senado e tem histórico de alinhamento ideológico claro com Bolsonaro. A decisão consolida esse alinhamento como projeto estratégico.

E Daniel Vilela entra onde?

A pergunta inevitável é como essa definição impacta o grupo governista ligado a Daniel Vilela (MDB), atual vice-governador e herdeiro político natural do Palácio das Esmeraldas.

Até aqui, havia margem para especulação sobre possíveis composições, alianças ou reconfigurações. O anúncio reduz essa margem.

Se antes havia dúvida, agora há divisão clara de campo:

de um lado, o MDB governista;

de outro, o PL bolsonarista com candidato declarado.

Polarização costuma simplificar a narrativa. E simplificação favorece disputa direta.


Wilder é consenso ou imposição estratégica?

A escolha também revela a força do comando nacional sobre as decisões regionais do PL. O partido, cada vez mais verticalizado, funciona sob liderança direta do núcleo bolsonarista.

Isso fortalece Wilder? Sim.

Isso reduz espaço para dissidências? Também.

Mas política não é apenas anúncio. É construção de base, capilaridade municipal, articulação com prefeitos e estrutura financeira.

Aval não vence eleição. Estrutura vence.

O tabuleiro está montado

Goiás entra oficialmente em pré-campanha com linhas mais definidas. O bolsonarismo não quer coadjuvância. Quer protagonismo.

Resta saber se o eleitorado goiano seguirá o carimbo ideológico ou priorizará continuidade administrativa.

O fato é objetivo:

O PL escolheu.

Bolsonaro confirmou.

Wilder aceitou.

Agora começa a disputa real.

E, em Goiás, eleição nunca é apenas sobre nomes.

É sobre quem controla a narrativa.



Inacreditável: Feminicídio Seguido de Suicidio Em Itumbiara

Separação, disparos, agressão à filha e suicídio: violência doméstica volta a escancarar ferida aberta na cidade

Itumbiara voltou a registrar, na tarde deste sábado (14), mais um episódio brutal de violência contra a mulher.

Por volta das 16h, no bairro Jardim Europa, Rua R, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência que, segundo relatos preliminares, terminou em feminicídio seguido de suicídio.

De acordo com informações repassadas por vizinhos — que serão formalmente apuradas pelas autoridades — o casal estaria separado, embora ainda residisse na mesma casa. Moradores relataram ter ouvido disparos de arma de fogo. Ao tentarem intervir, encontraram o homem armado.

Segundo testemunhas, ele teria ordenado que todos se afastassem, afirmando que “o problema era dele eA frase, se confirmada pela investigação, sintetiza um padrão recorrente: a crença distorcida de que a mulher é propriedade, de que conflitos afetivos autorizam domínio, controle ou violência.

Ainda conforme os relatos iniciais, a filha da vítima teria sido agredida com uma coronhada na cabeça, sofrendo ferimentos. Em seguida, o autor tirou a própria vida com um disparo.

O SAMU foi acionado e, ao chegar ao local, constatou os dois óbitos. A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia técnica, que agora ficará responsável por esclarecer a dinâmica exata dos fatos.

O que é juridicamente relevante

No ordenamento jurídico brasileiro, feminicídio é o homicídio praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, especialmente em contexto de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher (art. 121, §2º-A do Código Penal).

A confirmação dessa tipificação depende da investigação formal. No entanto, quando há histórico de separação, convivência forçada sob o mesmo teto e violência direcionada à mulher no âmbito doméstico, a linha de enquadramento costuma seguir essa natureza penal.

É importante registrar: a responsabilidade penal do autor, em razão do suicídio, se extingue. O que permanece é a necessidade de apuração completa para fins estatísticos, administrativos e para eventual responsabilização civil decorrente dos danos causados à família.

Um padrão que se repete

Separação mal resolvida.

Controle.

Ameaça.

Arma de fogo.

E a frase clássica: “é problema meu”.

Não é.

Violência doméstica não é questão privada. É crime.

Quando alguém diz que o “problema é dele e dela”, geralmente o que está sendo anunciado é a exclusão do Estado, da lei e da sociedade. E é exatamente aí que a tragédia acontece.

Itumbiara já viveu traumas recentes que marcaram sua história. Cada novo episódio aprofunda uma sensação coletiva de falha: falha na prevenção, na proteção e na ruptura do ciclo de violência.

O que ainda precisa ser esclarecido

A investigação deverá apurar:

  • Se havia registros anteriores de ameaça ou violência.
  • Se existiam medidas protetivas.
  • A origem da arma utilizada.
  • O histórico recente da convivência do casal.
  • O estado de saúde da filha agredida.

Até que o inquérito seja concluído, todas as informações são consideradas preliminares e baseadas em relatos colhidos no local. Mais uma tarde que não deveria ter acontecido.

Mais uma mulher que não deveria ter morrido.

E mais uma família destruída por algo que nunca é “só deles”.


Bolsonaro bate o martelo Wilder é o candidato a governador do PL em Goiás

Aval dado na Papuda reorganiza o tabuleiro, expõe divisão interna e coloca fim — ao menos por ora — à tese de aliança com o grupo governista

A política goiana acordou com um recado claro vindo de Brasília.

Em visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Wilder Morais recebeu aval para seguir como pré-candidato ao Governo de Goiás pelo PL. A informação, divulgada por O Popular, não é apenas um gesto protocolar. É movimento estratégico. E dos que produzem efeitos.

Nos bastidores, aliados relatam que Bolsonaro destacou o perfil conservador do eleitorado goiano e a necessidade de palanques fortes nos estados com vistas à disputa presidencial — cenário que envolve o senador Flávio Bolsonaro.

Traduzindo: Goiás não é detalhe regional. É peça nacional.

O RECADO INTERNO

O aval não atinge apenas adversários externos. Ele atinge, sobretudo, o próprio PL.

Havia, dentro da legenda em Goiás, movimentação para aproximação com o grupo do governador Ronaldo Caiado. A tese defendia composição com o vice-governador Daniel Vilela (MDB), incluindo articulações para a segunda vaga ao Senado

Entre os nomes citados como defensores dessa linha estavam os deputados federais Magda Mofatto e Gustavo Gayer.

O gesto de Bolsonaro, segundo a análise de aliados, encerra essa discussão.

Se o ex-presidente diz que o candidato é Wilder, qualquer outro caminho passa a ser dissidência — ainda que elegante.

O QUE ESTÁ EM JOGO

Não se trata apenas de candidatura.

Trata-se de identidade partidária.

O PL em Goiás estava diante de duas escolhas:

  1. Ter candidatura própria, com discurso ideológico alinhado ao bolsonarismo raiz.
  2. Compor com o grupo governista, ampliando espaço institucional e poder de negociação.

O aval inclina o partido para o primeiro caminho.

Isso preserva coerência ideológica? Sim.

Mas também aumenta o risco de isolamento político municipal, caso parte da base prefira pragmatismo a fidelidade.


A POLÍTICA NÃO É INOCENTE


Aval político nunca é gesto isolado. É cálculo.

Ao consolidar Wilder como nome, Bolsonaro:

  • Mantém o controle da narrativa no estado.
  • Impede que o PL goiano se dilua em alianças amplas.
  • Sinaliza que Goiás será trincheira eleitoral nacional.

Resta saber se todos dentro do partido aceitarão essa definição sem resistência.

Porque em política, silêncio não significa concordância. Muitas vezes significa espera.

A PERGUNTA QUE FICA

O PL de Goiás seguirá unido em torno de Wilder?

Ou veremos uma reconfiguração silenciosa, com movimentos paralelos nos bastidores?

O que está claro é que a disputa deixou de ser apenas externa.

Agora é também interna.

E, em política, racha interno costuma doer mais que oposição declarada.

Esta análise baseia-se em informações publicadas pela imprensa e em movimentações políticas públicas e notórias. Não há imputação de ilícito a qualquer agente político citado, mas interpretação crítica de fatos políticos divulgados.


Exclusivo: Amante de Sarah é Casado e Mora no Mesmo Condomínio

Reportagem confirma identidade do empresário que aparece nos vídeos produzidos por detetive particular.  Jhonathan Ribeiro é casado, pai de dois filhos, mora no mesmo condomínio que Sarah e tinha relacionamento de amizade com Thales.

Itumbiara não vive apenas uma tragédia. Vive uma tentativa coletiva de entender o que a antecedeu.

A reportagem apurou que o homem que aparece nas imagens registradas por detetive particular ao lado de Sarah Tinoco é o empresário Jhonathan Ribeiro, proprietário do reboque Nova Opção.

As imagens mostram os dois em momento íntimo dentro do restaurante, Insalata, na cidade de São Paulo. O material foi produzido ao longo de dias de acompanhamento profissional contratado para monitoramento.

A identidade do empresário foi confirmada por fontes ouvidas pela reportagem, incluindo pessoa diretamente ligada ao núcleo familiar envolvido na descoberta dos encontros

O QUE A REPORTAGEM APUROU

Segundo levantamento feito:

  • Jhonathan Ribeiro é casado e tem dois filhos.
  • Ele reside no mesmo condomínio que Sarah, em Itumbiara.
  • A esposa de Jhonathan teria sido a primeira a comunicar a Thales que desconfiava das viagens coincidentes a São Paulo.
  • As viagens ocorreram em datas que chamaram atenção por coincidirem com deslocamentos semelhantes.
  • Sarah e Jhonathan possuem embarcações, informação confirmada por moradores do condomínio.
  • O casal Sarah e Thales já estaria em processo de separação desde dezembro, segundo fontes ouvidas pela reportagem.
  • Após ter acesso às imagens, Thales teria comunicado a Sarah que já tinha conhecimento do encontro.
  • Sarah teria informado que providenciaria o divórcio ao retornar para Itumbiara

Essas informações foram confirmadas por múltiplas fontes consultadas sob reserva

A CONFIRMAÇÃO VISUAL

Há uma diferença brutal entre suspeitar e assistir.

Quando uma relação é questionada, há margem para dúvida.

Quando há imagem, a dúvida deixa de existir.

As gravações mostram contato íntimo inequívoco em ambiente público.

Não se trata de rumor.

Não se trata de suposição.

Trata-se de registro.

O QUE É JURIDICAMENTE RELEVANTE

Adultério não é crime no Brasil desde 2005.

Não cabe julgamento moral nem criminalização da vida privada.

Também não cabe à imprensa atribuir responsabilidade penal por desfechos que estão sob apuração oficial.

Mas cabe à imprensa organizar os fatos.

E os fatos incluem monitoramento, imagens, confirmação de identidade e comunicação prévia entre as partes envolvidas.

FECHAMENTO — A CIDADE NÃO É CEGA


Não é uma cidade que vive de fantasia.

É uma cidade que viu as imagens.

Que conhece os nomes.

Que conhece os endereços.


O silêncio oficial pode existir.

Mas o silêncio social não existe mais.


O jornalismo não está aqui para fazer tribunal moral.

Mas também não está aqui para fingir que a realidade é invisível.


Quando fatos são confirmados por apuração séria, múltiplas fontes e material audiovisual, o dever da imprensa é publicar — com responsabilidade, mas sem covardia.

Porque a pior forma de omissão não é o erro.

É o fingimento.

E fingir que não houve imagens, que não houve encontro, que não houve confirmação, seria tratar a inteligência da cidade como descartável.

A tragédia será investigada pelas autoridades.

Mas o contexto — este — já está documentado.

E documentar é o que resta quando o silêncio tenta ocupar o lugar da verdade.