quarta-feira, 19 de agosto de 2026

QUATRO TÊM MANDATO, MAS ROMÁRIO, MAGAL E WESLEY ENTRAM NA BRIGA: QUEM SOBREVIVE À MATEMÁTICA DO PSDB?

ELEIÇÕES 2026 | Com 42 candidatos a deputado estadual e projeções de bastidores indicando possibilidade de eleger cinco a seis nomes, Federação PSDB-Cidadania reúne quatro deputados em busca da reeleição e adversários internos com potencial para embaralhar completamente a disputa pelas últimas cadeiras.

Se na eleição para deputado federal a matemática do PSDB é cruel, na disputa pela Assembleia Legislativa de Goiás ela é diferente — mas não menos interessante.

A Federação PSDB-Cidadania colocou 42 candidatos a deputado estadual na urna. Entre eles estão quatro parlamentares que já ocupam cadeiras na Alego: Gustavo Sebba, Clécio Alves, José Machado e Gugu Nader.

A projeção que circula nos bastidores é de que a chapa tenha condições de conquistar cinco ou seis das 41 cadeiras da Assembleia.

Se essa previsão se confirmar, surge a pergunta que pode transformar a disputa proporcional tucana numa das mais interessantes da eleição:

quem ficará com a quinta e a sexta vagas?

E existe uma segunda pergunta ainda mais incômoda: os quatro atuais deputados conseguirão necessariamente permanecer entre os seis primeiros?

A resposta não é automática.

OS QUATRO DEPUTADOS PARTEM COM VOTO COMPROVADO

O ponto de partida são as urnas de 2022.

Clécio Alves conquistou 28.322 votos. Gustavo Sebba, 27.973. José Machado, 22.928. E Gugu Nader, 21.743.

Os quatro conseguiram mandato, embora tenham terminado aquela eleição dentro de uma faixa relativamente estreita de votação.

Gustavo possui ainda um histórico importante de regularidade eleitoral. Foi eleito deputado estadual pela primeira vez com 33.760 votos, conseguiu 29.286 na eleição seguinte e chegou ao terceiro mandato com 27.973 votos em 2022.

É uma estrutura eleitoral testada em três eleições consecutivas.

Clécio também chega protegido pelo mandato e pela exposição política acumulada na Assembleia.

José Machado tenta consolidar sua força principalmente no Vale do São Patrício, enquanto Gugu Nader possui uma estrutura regional historicamente ligada a Itumbiara e municípios do Sul de Goiás.

Mandato, entretanto, oferece vantagem. Não imunidade.

ROMÁRIO POLICARPO PODE MEXER NA PARTE DE CIMA

Talvez a maior novidade da chapa seja Romário Policarpo.

Presidente da Câmara Municipal de Goiânia e um dos vereadores mais conhecidos da capital, Romário deixa uma eleição municipal para tentar transformar sua estrutura política em votação estadual.

Nos bastidores, aliados trabalham com expectativa de uma votação acima dos 50 mil votos.

É uma projeção, evidentemente, que somente as urnas poderão confirmar.

Mas o número chama atenção por uma razão simples: se Romário efetivamente chegar perto desse patamar, estará muito acima da votação obtida em 2022 pelos quatro atuais deputados da chapa.

Sua entrada, portanto, altera a matemática interna.

Romário não estaria simplesmente disputando uma eventual quinta cadeira. Dependendo de seu desempenho, poderia entrar diretamente no bloco superior da nominata.

EVANDRO MAGAL CARREGA HISTÓRIA E BASE REGIONAL

Outro candidato que não pode ser tratado como simples integrante da chapa é Evandro Magal.

Ex-prefeito de Caldas Novas por quatro mandatos e ex-deputado estadual, Magal possui algo fundamental numa eleição proporcional: histórico político, reconhecimento eleitoral e território.

Caldas Novas é uma das cidades mais importantes do Sul goiano, e a candidatura tenta transformar essa base municipal em uma estrutura regional.

A questão será descobrir quanto da força construída ao longo de décadas permanece eleitoralmente disponível em 2026.

Se conseguir reconstruir uma votação competitiva em Caldas Novas e avançar pelas cidades vizinhas, Magal entra naturalmente na batalha pelas cadeiras projetadas para a federação.

WESLEY SUSPENCAR É A APOSTA DE RIO VERDE

Outro nome observado dentro da nominata é Wesley Suspencar.

Sua principal construção política ocorre em Rio Verde, uma das maiores cidades de Goiás e um dos centros econômicos mais importantes do Estado.

Essa localização oferece uma vantagem estratégica.

Um candidato que consiga consolidar uma votação relevante em Rio Verde e expandir sua presença pelo Sudoeste pode construir rapidamente uma votação estadual competitiva.

Wesley, entretanto, ainda precisa transformar expectativa política em voto.

Sua campanha será uma das que merecem acompanhamento justamente para medir até onde a força de Rio Verde conseguirá irradiar pelo Sudoeste.

25 MIL VOTOS: A LINHA PSICOLÓGICA DA DISPUTA

Nos bastidores da eleição proporcional, existe uma referência recorrente: 25 mil votos.

Não se trata de uma nota de corte oficial.

O sistema proporcional depende da votação total da federação, do quociente eleitoral, das sobras e da posição individual de cada candidato.

A própria eleição de 2022 demonstra isso: José Machado e Gugu Nader conquistaram mandato com menos de 25 mil votos.

Ainda assim, olhando para a competitividade interna da chapa, chegar ou ultrapassar essa faixa pode colocar um candidato diretamente na batalha pelas primeiras posições.

E é justamente aí que a disputa começa a ficar apertada.

A QUINTA E A SEXTA CADEIRAS PODEM VIRAR UMA GUERRA

Faça-se a hipótese projetada nos bastidores.

Se o PSDB-Cidadania fizer cinco deputados, haverá 42 candidatos disputando cinco lugares.

Se fizer seis, haverá uma cadeira adicional — mas isso não significa tranquilidade.

Porque quatro nomes já possuem mandato.

Romário chega cercado de expectativa.

Evandro Magal possui currículo eleitoral.

Wesley tenta construir uma grande votação no Sudoeste.

E ainda existem nomes como Hélio de Sousa, ex-presidente da Assembleia e político tradicional; Nédio Leite; Matheus Ribeiro; Professor Zenilton e outros candidatos capazes de produzir votos importantes em suas respectivas regiões.

A chapa, portanto, possui uma segunda camada de competitividade que não pode ser ignorada.

OS CANDIDATOS MENORES TAMBÉM DECIDEM A ELEIÇÃO

Existe ainda uma ironia própria do sistema proporcional.

Os candidatos que não estiverem brigando individualmente pelas primeiras posições podem ser justamente aqueles que ajudarão a eleger quem estiver.

Cada votação de mil, dois mil, cinco mil ou dez mil votos entra na soma da federação.

Por isso, para que existam cinco ou seis eleitos, a nominata inteira precisa produzir votos.

É possível que candidatos sem possibilidade individual de chegar à Assembleia sejam decisivos para entregar à federação justamente a cadeira ocupada por outro candidato.

MARCONI É OUTRA PEÇA DA EQUAÇÃO

Há ainda uma variável majoritária.

Marconi Perillo disputa novamente o Governo de Goiás e sua capacidade de puxar voto partidário pelo Estado pode influenciar diretamente o desempenho das chapas proporcionais.

Quanto maior a capilaridade da campanha de Marconi nos municípios, maior a possibilidade de os candidatos estaduais utilizarem essa estrutura para ampliar suas próprias campanhas.

Mas também existe competição territorial.

Em algumas regiões, dois ou três candidatos da própria federação estarão procurando exatamente os mesmos prefeitos, vereadores, lideranças e eleitores.

É uma eleição contra os adversários externos — e também uma disputa interna pela sobrevivência.

QUATRO MANDATOS NÃO SIGNIFICAM QUATRO CADEIRAS GARANTIDAS

A fotografia inicial permite uma conclusão política importante.

Gustavo Sebba, Clécio Alves, José Machado e Gugu Nader começam com a vantagem objetiva do mandato e de uma votação estadual comprovada.

Mas Romário Policarpo, Evandro Magal e Wesley Suspencar introduzem novas variáveis na disputa.

Se Romário confirmar uma votação próxima ou superior aos 50 mil projetados por seus aliados, muda completamente a ordem interna da chapa.

Se Magal recuperar sua força regional, entra na disputa.

Se Wesley transformar Rio Verde e o Sudoeste numa base eleitoral consistente, também poderá entrar nesse grupo.

E aí surge o cenário mais interessante.

Se forem cinco cadeiras, sete ou mais candidaturas competitivas estarão potencialmente brigando por apenas cinco lugares.

Mesmo com seis vagas, alguém forte ficará de fora.

A eleição do PSDB para deputado estadual, portanto, pode produzir uma disputa ainda mais imprevisível que a corrida federal.

Na Câmara dos Deputados, a pergunta é quem conseguirá sobreviver a uma chapa projetada para apenas uma ou duas cadeiras.

Na Assembleia, a pergunta é diferente:

quem ficará com a quinta e a sexta vagas — e qual dos favoritos poderá descobrir, somente na abertura das urnas, que a matemática do PSDB não fechou para ele?


ALCIDES, JEFERSON, FLÁVIA E LEOZÃO: QUEM SOBREVIVE À MATEMÁTICA DO PSDB?

ELEIÇÕES 2026 | Com 18 candidatos a deputado federal e projeções apontando para apenas uma ou duas cadeiras, PSDB coloca nomes de peso numa disputa interna em que votos, bases regionais e capacidade de puxar a chapa podem decidir quem chegará a Brasília.

ELEIÇÕES 2026 | Federação PSDB-Cidadania registra 18 candidatos à Câmara dos Deputados e reúne dois deputados federais em busca da reeleição, ex-prefeitos e nomes tradicionais. Com projeções de bastidores apontando para uma ou, no melhor cenário, duas cadeiras, a disputa promete ser acirrada dentro da própria chapa.

Com Marconi Perillo novamente candidato ao Governo de Goiás, o PSDB tenta reconstruir também sua representação na Câmara dos Deputados. A Federação PSDB-Cidadania registrou 18 candidatos a deputado federal, dentro de uma chapa que soma 68 candidaturas entre todos os cargos. (Folha Z⁠)

O desafio é matemático.

Goiás elegerá 17 deputados federais em outubro. Dentro da chapa tucana, porém, avaliações de analistas e interlocutores ouvidos nos bastidores projetam um cenário muito mais apertado: uma cadeira como hipótese mais conservadora e duas em um desempenho mais forte da federação.

Se essa projeção se confirmar, a eleição poderá produzir uma verdadeira disputa voto a voto entre os principais puxadores da nominata.

PROFESSOR ALCIDES PARTE COM VOTO COMPROVADO

Professor Alcides aparece naturalmente entre os nomes de maior peso eleitoral da chapa.

Ele busca a terceira eleição consecutiva para a Câmara. Em 2018, conquistou 88.545 votos e, em 2022, aumentou ligeiramente sua votação, chegando a 90.162 votos.

Há, portanto, um ativo que nenhum cálculo pode ignorar: Alcides já demonstrou capacidade de alcançar aproximadamente 90 mil votos em duas eleições consecutivas.

Sua principal fortaleza continua sendo Aparecida de Goiânia, município onde construiu sua trajetória política.

Existe, entretanto, uma diferença fundamental: em 2022 ele estava no PL. Agora disputa pelo PSDB, em uma estrutura partidária diferente e contra concorrentes fortes dentro da própria federação. (Wikipédia⁠)

JEFERSON RODRIGUES TAMBÉM DEFENDE MANDATO

Outro nome que começa a campanha com vantagem objetiva é Jeferson Rodrigues.

O parlamentar também tenta renovar o mandato e integra, ao lado de Alcides, a dupla de deputados federais atualmente na chapa tucana. A própria relação oficial da federação destaca os dois como candidatos à reeleição. (Folha Z⁠)

Jeferson chegou à Câmara depois de obter 56.026 votos em 2022.

Sua vantagem está justamente na existência de uma estrutura eleitoral estadual já testada. Seu desafio será conservar essa rede depois da mudança partidária e, simultaneamente, enfrentar uma chapa em que outro parlamentar busca exatamente o mesmo eleitor necessário para conquistar uma das poucas cadeiras projetadas.

FLÁVIA DO MAGUITO É A GRANDE INCÓGNITA

Se Alcides e Jeferson possuem votos anteriores que podem ser colocados sobre a mesa, Flávia Teles, a Flávia do Maguito, representa uma aposta diferente.

Ela carrega um dos sobrenomes politicamente mais conhecidos de Goiás.

Viúva do ex-governador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela, Flávia tenta transformar esse capital político em voto próprio.

Sua candidatura também vem construindo alianças regionais. Em Goianésia, por exemplo, formou dobradinha com o deputado estadual José Machado.

O ponto central é que Flávia ainda precisa demonstrar nas urnas quanto desse patrimônio político será convertido em voto nominal.

Se conseguir construir uma votação expressiva em Aparecida, Goiânia e avançar pelo interior, pode entrar diretamente na disputa pelas primeiras posições da chapa.

HENRIQUE ARANTES TEM HISTÓRICO ELEITORAL

Outro nome que não pode ser desprezado é Henrique Arantes.

Ex-deputado estadual, Henrique possui experiência eleitoral e estrutura política. Em 2022 recebeu 25.694 votos para deputado estadual e ficou na suplência.

Já teve desempenho superior em eleições anteriores e conhece uma disputa proporcional em escala estadual.

A dificuldade agora é outra: eleição para deputado federal exige ampliar significativamente essa votação.

LEOZÃO APOSTA EM GOIANÉSIA E NA REGIÃO

O ex-prefeito de Goianésia Leozão, Leonardo Silva Menezes, também merece atenção.

Ele foi eleito prefeito em 2020 com 17.646 votos e, mesmo derrotado na eleição municipal de 2024, recebeu 16.790 votos.

É uma demonstração concreta de força municipal.

A pergunta é até onde essa votação consegue viajar.

Para entrar na briga pelas primeiras posições da chapa, Leozão precisará sair de Goianésia e transformar sua influência no Vale do São Patrício em uma candidatura regional e estadual.

OUTROS NOMES TENTAM SURPREENDER

A nominata inclui ainda Rebeca Romero, Gláucia Melo, Adair Henrique, Felipe Cecílio, Itamar Leão, Alexandre Tocantins, Rodolfo Valente, Osmar Lisboa, Eliete Paixão, João da Luz, Tenente Eglai, Ariana Fidelis e Cepita, entre outros registrados pela federação. A lista oficial confirma 18 postulantes à Câmara. (Portal do Holandа⁠)

Alguns podem desempenhar papel importante na soma dos votos da legenda mesmo sem aparecer inicialmente entre os candidatos de maior estrutura.

E esse detalhe é fundamental.

NÃO BASTA SER UM DOS MAIS VOTADOS

A eleição proporcional não é simplesmente uma corrida individual.

Primeiro, a Federação PSDB-Cidadania precisa produzir votos suficientes para conquistar cadeiras através das regras do quociente eleitoral e das sobras. Somente depois entra decisivamente a classificação nominal dos candidatos.

Por isso, a eventual força de Marconi na disputa pelo governo pode ser importante para dar visibilidade à chapa proporcional.

O problema é que o PSDB chega a esta eleição com uma coligação majoritária bem mais enxuta do que as grandes estruturas partidárias que já cercaram Marconi em eleições anteriores. Há avaliações publicadas de que essa composição reduzida também limita seu espaço no horário eleitoral. (Poder Goiás⁠)

UMA CADEIRA MUDA TUDO; DUAS MUDAM O JOGO

É justamente aqui que está o ponto central da eleição tucana para deputado federal.

Se a federação conquistar apenas uma cadeira, a disputa interna será extremamente dura. Dois deputados federais defendem mandato enquanto nomes como Flávia do Maguito, Henrique Arantes e Leozão tentam romper a barreira.

Com duas cadeiras, o cenário muda substancialmente, mas continua longe de confortável.

A fotografia inicial coloca Professor Alcides e Jeferson Rodrigues com a vantagem objetiva de já terem votação federal comprovada. Flávia aparece como candidatura com elevado potencial político, porém ainda sem uma votação própria anterior que permita dimensionar seu tamanho eleitoral. Henrique possui experiência estadual e Leozão apresenta uma base municipal mensurável.

Ainda é cedo para transformar essa fotografia em resultado.

Mas uma coisa já está clara: se a projeção de apenas uma ou duas cadeiras estiver correta, alguns nomes politicamente fortes ficarão de fora.

E talvez uma das disputas mais interessantes da campanha de Marconi não esteja apenas no Palácio das Esmeraldas.

Estará dentro da própria chapa tucana, na corrida para saber quem sobreviverá à matemática das urnas para chegar a Brasília.


terça-feira, 18 de agosto de 2026

MÃE DENUNCIA FALTA DE ESTRUTURA PARA ATENDER AUTISTA EM CRISE EM MORRINHOS E COBRA PREFEITO:

SAÚDE | O relato de uma mãe expõe uma situação que exige respostas da Prefeitura de Morrinhos. Rosângela afirma que tentou atendimento para o filho autista nível 3, que estava em crise, mas encontrou dificuldades até para retirá-lo do veículo e levá-lo ao consultório.

Segundo ela, inicialmente foi solicitada uma ambulância, mas o atendimento não teria sido disponibilizado. Já na Saúde Integra/Clínica da Mulher, a mãe relata que pediu auxílio para que o filho fosse avaliado, diante da dificuldade de conduzi-lo para dentro da unidade.

“Sem estrutura nenhuma, nem sequer enfermeira para nos ajudar”, denuncia.

O caso levanta perguntas que precisam ser respondidas pelo prefeito Maycllyn Carreiro e pela Secretaria Municipal de Saúde: por que a ambulância não realizou o atendimento? Qual protocolo existe para autistas nível 3 em crise? Há equipe preparada para auxiliar essas famílias? Existe ambiente adequado para desregulação sensorial? O que fazer quando o paciente não consegue entrar no consultório?

A situação chama ainda mais atenção diante de outra apuração recente do Blog do Cleuber Carlos.

O Blog questionou uma licitação da Prefeitura de Morrinhos, na área da saúde, com valor estimado em aproximadamente R$ 42 milhões.

A pergunta agora é inevitável: como uma Prefeitura movimenta uma licitação desse tamanho para a saúde enquanto uma mãe denuncia não encontrar estrutura básica para atender o filho autista em crise?

Uma coisa não comprova irregularidade na outra. Mas o contraste exige explicações.

Onde estão sendo aplicados os recursos? Quais serviços estão sendo contratados? Quanto Morrinhos investe especificamente no atendimento às pessoas com TEA?

Rosângela encerrou seu apelo com indignação e direcionou a cobrança ao prefeito: “Vai para você, Maycllyn Carreiro.”

O Blog do Cleuber Carlos abre espaço para a Prefeitura explicar o atendimento e mostrar qual estrutura oferece aos autistas em crise.


EXCLUSIVO: PEDRO SALES TERIA DESISTIDO APÓS SE IRRITAR COM CONCENTRAÇÃO DE FUNDO ELEITORAL NA CAMPANHA DE GRACINHA CAIADO

EXCLUSIVO: PEDRO SALES TERIA DESISTIDO APÓS SE IRRITAR COM CONCENTRAÇÃO DE FUNDO ELEITORAL NA CAMPANHA DE GRACINHA CAIADO

BASTIDORES | Fonte ligada à campanha afirma ao Blog do Cleuber Carlos que ex-presidente da Goinfra decidiu abandonar disputa depois de ser informado sobre a destinação dos recursos eleitorais. Sales já havia registrado candidatura, lançado campanha, participado de adesivaço e colocado material nas ruas. Oficialmente, ele atribui saída a uma “decisão particular”.

A surpreendente desistência de Pedro Sales (PSD) da disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados pode ter uma explicação bem diferente daquela apresentada publicamente.

Fonte de dentro da campanha revelou ao Blog do Cleuber Carlos que o verdadeiro motivo da retirada teria sido uma forte insatisfação de Sales com a distribuição do fundo eleitoral do PSD.

Segundo o relato recebido pelo Blog, Pedro Sales teria sido informado de que a maior parte dos recursos disponíveis estaria sendo direcionada para a candidatura de Gracinha Caiado ao Senado, deixando recursos muito abaixo do esperado para sua campanha a deputado federal.

A informação ainda precisa ser confrontada com a direção do PSD e com o próprio Pedro Sales. O Blog também busca levantar os valores efetivamente destinados pelo partido a cada candidatura.

Mas há um componente que aumenta o peso político da revelação.

SALES JÁ ESTAVA EM CAMPANHA

Pedro Sales não desistiu durante uma fase preliminar de articulações.

Ele registrou sua candidatura, participou do lançamento da campanha, realizou adesivaço, produziu material eleitoral e já estava efetivamente nas ruas em busca de votos.

Ou seja: alguma coisa aconteceu depois que a candidatura já estava estruturada.

E, segundo a fonte ouvida pelo Blog, o problema foi dinheiro.

INSATISFAÇÃO COM O FUNDO

A versão relatada nos bastidores é que Sales teria ficado contrariado ao perceber que os recursos eleitorais que esperava para construir uma candidatura competitiva à Câmara Federal não estariam disponíveis na proporção imaginada.

O motivo seria a prioridade financeira dada à candidatura ao Senado de Gracinha Caiado, esposa de Ronaldo Caiado.

Se confirmada, a informação transforma uma desistência aparentemente pessoal em um problema político dentro do grupo governista.

Pedro Sales não era um candidato qualquer.

Ex-presidente da Goinfra, foi durante anos um dos homens de confiança de Ronaldo Caiado e aparecia como uma das apostas do PSD para deputado federal.

BAIXA PARA DANIEL VILELA

A retirada também representa uma baixa importante para Daniel Vilela, candidato do grupo ao Governo de Goiás.

Candidatos competitivos à Câmara ajudam a carregar a campanha majoritária pelo interior, mobilizando prefeitos, vereadores, lideranças e estruturas locais.

Sales declarou que continuará apoiando Caiado e Daniel. Mas apoiar sem ser candidato é muito diferente de percorrer Goiás diariamente com uma campanha federal nas ruas.

AS PERGUNTAS QUE O PSD PRECISA RESPONDER

A revelação abre questões objetivas.

Quanto o PSD reservou de fundo eleitoral para Pedro Sales? Quanto está sendo destinado à candidatura de Gracinha Caiado? Sales foi informado de redução ou mudança nos recursos inicialmente previstos? A distribuição do fundo provocou sua desistência?

O Blog do Cleuber Carlos tratará a informação como aquilo que ela é neste momento: uma revelação de bastidor feita por fonte ligada à campanha que precisa ser confrontada com os envolvidos e, principalmente, com os números oficiais do fundo eleitoral.

Mas uma coisa já está comprovada: Pedro Sales colocou a candidatura na rua e, poucos dias depois, abandonou a disputa.

Descobrir o que aconteceu nesse intervalo é agora uma questão política relevante — e pode revelar uma disputa por recursos dentro do próprio grupo de Ronaldo Caiado.