ELEIÇÕES 2026 | Primeiro encontro com os quatro principais candidatos ao Governo de Goiás frente a frente teve embate sobre Serra Dourada, acusações de corrupção e estratégias bem diferentes para conquistar o eleitor
O debate promovido pela PUC TV Goiás, Rádio Difusora e Diário de Goiás, neste domingo (30), colocou pela primeira vez na campanha os quatro principais candidatos ao Governo de Goiás no mesmo palco — e deixou mais claras as estratégias de cada um na disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB) protagonizaram os momentos de maior tensão e também concentraram a maior parte da repercussão imediata na imprensa.
Marconi entrou disposto a confrontar o atual governo, resgatar realizações de seus quatro mandatos e colocar Daniel na defensiva. O tucano atacou a situação fiscal do Estado e transformou a concessão do Serra Dourada em uma das principais batalhas da noite.
Chamou a operação de privatização e prometeu revertê-la.
Daniel reagiu.
O governador afirmou que Marconi confundia privatização com concessão, explicou que o contrato tem duração de 30 anos e prevê cerca de R$ 500 milhões em investimentos privados no complexo.
Foi então que o debate esquentou.
Marconi acusou o atual governo de crimes contra a administração pública. Daniel respondeu afirmando que, em 18 anos de vida pública, nunca respondeu a processo por corrupção e disse que o adversário o estava medindo pela própria régua.
No encerramento, Marconi ainda desafiou Daniel a quebrar o sigilo bancário dos dois.
O confronto acabou se tornando o principal assunto da cobertura jornalística imediatamente após o debate.
Daniel adotou uma estratégia clara: defender os resultados dos governos Ronaldo Caiado e apresentar sua candidatura como continuidade do atual ciclo político. Diferentemente do debate anterior da Band, do qual não participou, desta vez enfrentou diretamente o principal adversário.
Marconi fez praticamente o movimento inverso: apresentou seu legado administrativo e tentou transformar o debate numa comparação entre seus governos e a atual gestão.
Wilder Morais (PL) seguiu outro caminho.
Com postura mais moderada, apareceu mais associado à apresentação de propostas. Uma delas foi a defesa de acompanhamento das forças de segurança às mulheres vítimas de violência após o primeiro atendimento policial.
Já Luis Cesar Bueno (PT) deixou evidente sua estratégia de nacionalizar a eleição. Citou repetidamente o presidente Lula e procurou vincular sua candidatura ao governo federal.
O debate não produziu um nocaute.
Mas deixou uma constatação política: Daniel e Marconi conseguiram ocupar o centro do ringue






