quarta-feira, 30 de setembro de 2026

LULA FORA DO DEBATE: O QUE O PRESIDENTE GANHA — E O QUE ARRISCA PERDER

ELEIÇÕES 2026 | Presidente decide não participar do último debate antes do primeiro turno e troca o confronto na Globo por entrevista no Flow. Estratégia reduz exposição a ataques e eventuais erros, mas entrega aos adversários uma vitrine nacional para criticá-lo sem resposta direta.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não participar do debate presidencial da TV Globo desta quinta-feira (1º), o último antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). Em vez do confronto com os adversários, o presidente participará de uma entrevista no Flow Podcast. A ausência foi comunicada à Globo nesta quarta-feira (30). (Folha de S.Paulo⁠)

A decisão revela um cálculo eleitoral de risco e benefício na reta final da campanha.

O QUE LULA GANHA

O primeiro ganho potencial é reduzir sua exposição ao risco.

Segundo relatos publicados pela imprensa, aliados de Lula avaliam que, no formato do debate, o presidente poderia se transformar no principal alvo dos adversários. Estão confirmados Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). (Folha de S.Paulo⁠)

Ao ficar fora, Lula evita entrar em um ambiente de confronto a apenas três dias da eleição, no qual uma frase mal colocada, uma resposta ruim ou um momento de tensão poderia ganhar enorme repercussão nas redes sociais. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontaram justamente a redução desse risco como uma das possíveis razões estratégicas da ausência. (Terra⁠)

Existe ainda outra vantagem: Lula troca um ambiente que não controla por outro no qual terá mais espaço para desenvolver sua própria mensagem.

No Flow, poderá falar por mais tempo, apresentar argumentos e propostas sem precisar dividir cada intervenção entre ataques, réplicas e tréplicas. É uma estratégia que sua campanha já utilizou neste primeiro turno: quando ocorreu o debate da Band, Lula concedeu entrevista à Record. (Exame⁠)

O QUE LULA PODE PERDER

A ausência, entretanto, também produz riscos.

O principal deles é deixar o palco da maior emissora do país para seus adversários justamente na reta final da campanha.

E existe um detalhe particularmente importante: Lula poderá continuar presente no debate — mesmo estando ausente fisicamente.

As regras divulgadas pela Globo permitem que candidatos façam perguntas destinadas a um adversário ausente. Além disso, o lugar reservado ao candidato que não comparecer poderá aparecer vazio e identificado. (Folha de S.Paulo⁠)

Ou seja: Lula pode ser criticado durante o programa sem estar no estúdio para responder imediatamente.

Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Cury terão a oportunidade de apresentar críticas ao governo e à candidatura petista diante de uma audiência nacional. A campanha de Lula aposta que a ausência transfira parte da pressão para Flávio Bolsonaro, avaliação relatada por aliados à imprensa. (Folha de S.Paulo⁠)

Há ainda um segundo risco: a construção da narrativa da ausência.

Os adversários poderão explorar politicamente a decisão e questionar por que um presidente que busca a reeleição não participou dos debates do primeiro turno. Segundo a Folha, Lula não compareceu aos encontros anteriores da campanha, embora tenha participado de entrevistas e sabatinas. (Folha de S.Paulo⁠)

UMA APOSTA DE CONTROLE DE RISCO

A decisão de Lula pode ser entendida, portanto, como uma escolha entre dois tipos de exposição.

Comparecer significaria enfrentar adversários diretamente, responder às críticas e ocupar o palco do principal debate do primeiro turno — assumindo também o risco de ataques simultâneos e erros com repercussão imediata.

Não comparecer reduz esse risco e permite ao presidente escolher outro ambiente para falar ao eleitor, mas deixa seus adversários livres para atacá-lo durante horas em rede nacional.

É uma estratégia defensiva de campanha cuja consequência eleitoral dependerá de fatores como a audiência do debate, a repercussão dos cortes nas redes sociais e a capacidade do Flow de oferecer a Lula uma audiência alternativa relevante.

A resposta sobre o resultado dessa escolha começará a aparecer não apenas durante o debate desta quinta-feira, mas principalmente na repercussão das horas seguintes — justamente às vésperas da votação.

O ponto jornalisticamente mais forte, para mim, é o púlpito vazio e a possibilidade de perguntas dirigidas a Lula mesmo ausente: isso materializa muito bem o risco que ele assume. 


​CRISTIANO E HÉLITON DISPUTAM PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DE MORRINHOS

POLÍTICA | Duas chapas foram registradas e colocam frente a frente Cristiano Cardoso e Héliton de Ávila, o Nenê da Olé, na eleição que definirá o comando do Legislativo no biênio 2027/2028. Nos bastidores, disputa entrou nas últimas horas em intensa articulação por votos.

A Câmara Municipal de Morrinhos terá uma disputa direta pelo comando do Legislativo. Os vereadores Cristiano Cardoso Pereira e Héliton de Ávila Silva, o Nenê da Olé, encabeçam as chapas inscritas para a eleição da Mesa Diretora.

A votação acontece nesta quinta-feira, 1º de outubro, às 10h, em sessão específica no Gabinete da Presidência. Pelo edital, será eleita a chapa que alcançar maioria simples dos votos dos vereadores. A posse ocorrerá em 1º de janeiro de 2027. 

Na Chapa 01, Cristiano Cardoso concorre à Presidência e José Ricardo Ribeiro Pantaleão aparece como candidato a vice-presidente.

Na outra composição, Héliton de Ávila disputa a Presidência.

Com 15 vereadores na Câmara, cada voto ganhou peso decisivo nas últimas horas. O próprio portal oficial relaciona os 15 parlamentares atualmente em exercício. 

BASTIDORES PEGAM FOGO

Informações obtidas pelo Blog do Cleuber Carlos apontam que a disputa sofreu uma reviravolta nas horas que antecedem a votação.

Uma fonte ouvida pelo Blog afirma que havia articulações anteriores para uma composição em torno de Héliton, mas que o surgimento da candidatura de Cristiano alterou o cenário. Segundo essa fonte, vereadores passaram a ser procurados diretamente em busca de apoio.

A mesma fonte afirma que Cristiano teria hoje oito votos e Héliton sete. O Blog ressalta que essa contagem representa uma fotografia dos bastidores e não é possível assegurar que os votos permanecerão dessa forma até a votação.

Outro movimento documentado ocorreu com o vereador Alex de Souza Soares. Em requerimento datado de 29 de setembro, Alex pediu formalmente a retirada de seu nome de uma chapa para a eleição da Mesa. O documento, contudo, não informa as razões políticas da decisão.

Nos bastidores também circulam acusações envolvendo suposta oferta de cargos e até vantagem financeira em troca de apoio. Até o momento, o Blog não obteve documentação que comprove essas acusações e, por isso, não as apresenta como fatos. Os envolvidos devem ser procurados para manifestação antes de eventual publicação dessas alegações.

NOVA REGRA MUDA O JOGO

A eleição ocorre sob regras modificadas. A Câmara confirmou que o mandato da atual Mesa foi fixado em dois anos e termina em 31 de dezembro de 2026. 

Em abril, o Legislativo também aprovou mudança proibindo a recondução consecutiva de integrante da Mesa ao mesmo cargo dentro da mesma legislatura.  O Ministério Público já havia recomendado expressamente a vedação da recondução para o mesmo posto no biênio seguinte. 

A regra não impede Cristiano ou Héliton de concorrerem à Presidência: atualmente, Cristiano ocupa a Vice-Presidência e Héliton é 2º secretário. 

Assim, 15 vereadores decidirão nesta quinta-feira quem comandará a Câmara de Morrinhos nos dois últimos anos da atual legislatura.


CASO DAVI SEBBA: CRIMINALISTA DE RENOME NACIONAL, CLEBER LOPES VEM A GOIÂNIA PELA ABSOLVIÇÃO DE JORDÃO

JUSTIÇA | Após 14 anos, ex-policial militar e empresário enfrentará julgamento em Goiânia com defesa conduzida por criminalista de atuação nacional. Defesa sustenta que abordagem ocorreu após solicitação da Polícia Federal e aponta testemunhos e elementos periciais para defender legítima defesa.


Depois de 14 anos, o caso Davi Sebba Ramalho chega ao Tribunal do Júri com uma disputa central: o disparo ocorreu em uma reação de legítima defesa, como sustenta a defesa de Jonathas Jordão, ou configurou crime, conforme a acusação levada a julgamento?


Jordão será defendido pelo criminalista Cleber Lopes Oliveira, de Brasília, no julgamento previsto para começar nesta quinta-feira, 1º de outubro, às 8h30, em Goiânia. A sessão será presidida pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira, com programação para os dias 1 e 2.


Às vésperas do júri, a defesa informou ao Blog do Cleuber Carlos alguns pontos  para o julgamento: a investigação da Polícia Federal que antecedeu a abordagem, a razão da presença dos policiais militares no local, os relatos de testemunhas e as circunstâncias do disparo.


Jordão reconhece ter efetuado um único disparo que alvejou Davi, mas contesta a responsabilidade criminal e sustenta que agiu em legítima defesa, diante do estrito cumprimento do dever legal.


CLEBER LOPES NO CENTRO DA DEFESA


A defesa de Jonathas Jordão será conduzida por um criminalista com atuação em processos de repercussão nacional. Inclusive com atuação em mais de 300 tribunais do júri. 


Cleber Lopes representou Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, inclusive durante seu depoimento à CPMI do INSS, em 2025. Na ocasião, episódios envolvendo o exercício da advocacia levaram a OAB do Distrito Federal a se manifestar em defesa das prerrogativas profissionais do advogado.


Cleber também exerceu funções na OAB-DF, entre elas a de secretário-geral adjunto e presidente da Comissão de Prerrogativas.


Agora, estará à frente da defesa de Jordão no julgamento sobre as circunstâncias da abordagem policial que terminou com a morte de Davi.


“DAVI SACOU A ARMA”, SUSTENTA A DEFESA


Davi Sebba Ramalho morreu em 5 de julho de 2012, às 19h10, aos 38 anos, no estacionamento do Hipermercado Carrefour da Avenida T-9, em Goiânia.


Segundo a versão apresentada pela defesa, a Polícia Militar não chegou ao local por iniciativa própria ou depois de receber uma informação informal. Os policiais teriam sido solicitados pela Polícia Federal para realizarem a abordagem e prisão, em seguida realizarem a condução do Davi à sede da PF.


A defesa afirma ainda que, antes de seguirem para o Carrefour, os policiais receberam determinação do então chefe da unidade, capitão PM Câmara, para que deslocassem até a sede da Polícia Federal, onde tiveram contato com os agentes federais e receberam informações e orientações sobre o abordagem que seria realizada.


Jordão acompanhava o oficial de dia, tenente Edinailton Pereira de Souza. Segundo a defesa, ambos estavam em serviço e utilizavam uma viatura oficial da Polícia Militar. E todo o procedimento antes da abordagem, foi direcionado em tempo real pelos agentes da PF que estavam monitorando Davi em tempo real.


A tese defensiva é que, durante a abordagem, Davi teria sacado uma arma e a apontado na direção de Jordão, provocando a reação, a qual foi presenciada pela testemunha 


A defesa menciona Ronaldo Cafiero, apontado como testemunha da abordagem, onde teria presenciado os fatos e sustenta que ele confirmou ter visto Davi sacar uma arma. Inclusive em depoimentos perante as audiências de instrução.


Também cita um segurança de uma joalheria existente no supermercado. Segundo a versão defensiva, após o veículo colidir contra um poste, o segurança teria se aproximado e constatado a presença de uma arma em cima do banco durante a retirada de Davi.


Para a defesa, esses relatos são relevantes tanto para sustentar a legítima defesa quanto para contestar a acusação relacionada à alteração da cena.



POLÍCIA FEDERAL INVESTIGAVA DAVI ANTES DA MORTE


A investigação federal integra o histórico documentado do caso.


Relatório e voto do Superior Tribunal de Justiça, produzido durante discussão sobre a competência para julgamento do processo, registra que Davi era alvo de interceptação telefônica autorizada pela Justiça Federal. Conversas anteriores à morte foram incorporadas à ação penal.


O documento menciona depoimento de agente da Polícia Federal que confirmou ter informado à Polícia Militar sobre uma entrega de aproximadamente 150 gramas de maconha que ocorreria no estacionamento.


A defesa sustenta que a colaboração entre forças de segurança é procedimento operacional possível e constante, e que, naquele episódio específico, a Polícia Federal solicitou apoio da Polícia Militar para realizar a abordagem e posterior condução de Davi à sede da PF.


A existência da investigação federal, entretanto, não equivale a uma condenação de Davi por tráfico e tampouco determina, por si só, se o disparo efetuado durante a abordagem foi juridicamente justificável. Essa será uma das controvérsias submetidas ao Tribunal do Júri.


THALES JAYME DEFENDERÁ OS OUTROS DOIS RÉUS


Além de Jonathas Jordão, serão julgados Edinailton Pereira de Souza e Luiz Frederico de Oliveira.


A defesa dos dois será conduzida pelo criminalista Thales José Jayme, vice-presidente da OAB-GO no triênio 2025–2027.


Thales possui trajetória na direção da Ordem, com passagem pela secretaria-geral e pelo Conselho Federal, além de ter exercido função na estrutura da Segurança Pública de Goiás.


JULGAMENTO COMEÇA NESTA QUINTA-FEIRA


O júri ocorrerá no Tribunal do Júri de Goiânia, na Avenida Olinda, nº 722, quadra G, lote 4, Park Lozandes, ao lado do Fórum Cível.


Com Cleber Lopes à frente da defesa, Jonathas Jordão sustentará em plenário que estava em serviço, participava de uma abordagem policial ordenada pelos seus superiores, mediante a solicitação formal pela Polícia Federal e efetuou um único disparo diante de uma ameaça que, segundo sua versão, era iminente.


A acusação e as defesas apresentarão aos jurados suas interpretações das provas e dos acontecimentos de 5 de julho de 2012.


Depois de 14 anos, caberá ao Conselho de Sentença decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.


O encaminhamento de um réu ao Tribunal do Júri não representa condenação.


terça-feira, 29 de setembro de 2026

ATAQUES DE CAIADO A FLÁVIO ACENDEM ALERTA NAS CAMPANHAS DE GRACINHA E DANIEL

ELEIÇÕES 2026 | Trackings internos que circulam nesta terça-feira (29) entre grupos políticos em Goiás apontam perda de terreno de Gracinha Caiado na disputa pelo Senado. Nos mesmos levantamentos, segundo informações obtidas pelo Blog do Cleuber Carlos, Daniel Vilela também apresenta sinais de recuo. A movimentação ocorre depois da escalada dos ataques de Ronaldo Caiado contra Flávio Bolsonaro.

A estratégia nacional de Ronaldo Caiado (PSD) de elevar o tom contra Flávio Bolsonaro (PL) abriu uma nova variável na reta final da eleição em Goiás.

Trackings internos aos quais o Blog do Cleuber Carlos teve acesso nesta terça-feira indicam deterioração dos números de Gracinha Caiado na corrida pelo Senado e começam a apontar também perda de terreno de Daniel Vilela na disputa pelo Governo.

Por se tratar de levantamentos internos, sem divulgação pública de metodologia, amostra e registro, os números não podem ser tratados como pesquisa eleitoral publicada nem permitem, isoladamente, estabelecer relação de causa e efeito. Mas o movimento acendeu o sinal de alerta nos bastidores.

O momento coincide com a ofensiva de Caiado contra Flávio Bolsonaro.

Nos últimos dias, o candidato do PSD à Presidência passou a questionar publicamente Flávio sobre sua relação com Daniel Vorcaro e o uso de uma aeronave ligada ao empresário. Em declaração divulgada nacionalmente, Caiado chegou a falar em “cumplicidade” e cobrou explicações do adversário. (UOL Notícias⁠)

O PESO DO BOLSONARISMO EM GOIÁS

O risco político para o grupo caiadista está na força eleitoral que Jair Bolsonaro demonstrou em Goiás.

Na eleição presidencial de 2022, Bolsonaro recebeu 2.193.041 votos no segundo turno no estado, equivalentes a 58,71% dos votos válidos, contra 41,29% de Lula. Em Goiânia, o percentual de Bolsonaro foi ainda maior: 63,95%. (Justiça Eleitoral⁠)

Isso não significa automaticamente que todo esse eleitorado transfira seu voto para Flávio Bolsonaro em 2026 ou que rejeite candidatos apoiados por Caiado. Mas mostra o tamanho do contingente eleitoral potencialmente sensível a um confronto aberto com o candidato do PL.

É justamente aí que surge o problema estratégico.

Caiado precisa confrontar Flávio para tentar abrir espaço para sua própria candidatura presidencial. Gracinha e Daniel, entretanto, disputam votos dentro de Goiás — inclusive entre eleitores que mantêm identificação política com Bolsonaro.

A estratégia nacional de Caiado, portanto, pode produzir efeitos diferentes no tabuleiro estadual.

GRACINHA NO CENTRO DO PROBLEMA

Gracinha é quem fica mais diretamente exposta a essa equação.

Se uma parcela do eleitorado bolsonarista interpretar os ataques a Flávio como um rompimento político definitivo, existe a possibilidade de esse sentimento alcançar também a disputa pelo Senado.

Os trackings internos relatados ao Blog nesta terça-feira sugerem exatamente esse movimento e, por isso, provocaram preocupação nos bastidores.

Mas será necessário observar pesquisas registradas e publicadas nos próximos dias para verificar se a tendência aparece também em levantamentos com metodologia conhecida.

DANIEL TAMBÉM ENTRA NO RADAR

O sinal mais novo está na disputa pelo Governo.

Segundo as informações de bastidores recebidas pelo Blog, Daniel Vilela também teria começado a apresentar perda de terreno nos levantamentos diários.

Nesse caso, porém, existe um importante contraponto público.

A pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro ainda mostrava Daniel Vilela com 42% das intenções de voto, contra 19% de Marconi Perillo e 15% de Wilder Morais. O levantamento anterior da Quaest, de agosto, apontava Daniel com 37%. Ou seja: a última pesquisa pública disponível mostrava crescimento, e não queda. (Folha de S.Paulo⁠)

Por isso, qualquer mudança posterior precisa ser confirmada por novos levantamentos registrados.

UMA ESTRATÉGIA COM REFLEXOS EM GOIÁS

A reta final deverá mostrar se o confronto presidencial permanecerá restrito à disputa entre Caiado e Flávio ou se produzirá efeitos mensuráveis sobre as candidaturas estaduais ligadas ao ex-governador.

O cenário nacional ajuda a explicar por que Caiado decidiu partir para o confronto. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira coloca Caiado com apenas 1,8% na disputa presidencial, enquanto Flávio aparece com 42,2%. Já a Palver registra Caiado com 1% e Flávio com 44%. (UOL Notícias⁠)

Caiado, portanto, enfrenta a necessidade política de tentar alterar uma disputa presidencial na qual, pelos levantamentos publicados nesta terça-feira, permanece distante dos dois primeiros colocados.

A questão é quanto essa estratégia nacional pode custar ao seu grupo político em Goiás.

Os primeiros sinais relatados pelos trackings internos levantam essa hipótese. A confirmação — ou não — deverá vir das próximas pesquisas públicas.

Na reta final, Caiado joga simultaneamente em dois tabuleiros: tenta crescer nacionalmente contra Flávio Bolsonaro enquanto seu grupo precisa preservar, em Goiás, votos de um eleitorado que deu 58,71% a Jair Bolsonaro há quatro anos.

Se os próximos levantamentos confirmarem a perda de terreno de Gracinha e Daniel, o confronto entre Caiado e Flávio deixará de ser apenas uma batalha presidencial e passará a ser uma das principais variáveis da eleição em Goiás.