quarta-feira, 4 de novembro de 2026

SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA: RELATOR DO TJGO SE MANIFESTA CONTRA VOLTA DE JERONYMO SIQUEIRA À PREFEITURA; JULGAMENTO SERÁ DIA 17

Informação obtida pelo Blog do Cleuber Carlos diretamente no gabinete do desembargador Rodrigo de Silveira aponta manifestação contrária ao retorno do prefeito cassado. Recurso será analisado pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás.

Por Blog do Cleuber Carlos | 4 de novembro de 2026

O ex-prefeito de São Miguel do Araguaia, Jeronymo José de Siqueira Neto, cassado pela Câmara Municipal em 26 de outubro, enfrenta uma nova etapa na disputa judicial para tentar reverter os efeitos da perda de seu mandato.

O Blog do Cleuber Carlos apurou, nesta quarta-feira (4), diretamente com o gabinete do desembargador Rodrigo de Silveira, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), que o relator do recurso apresentou manifestação contrária ao retorno de Jeronymo Siqueira ao comando da Prefeitura.

Segundo as informações repassadas ao blog durante contato telefônico com o gabinete, o recurso não foi julgado na sessão realizada na terça-feira (3) e está pautado para 17 de novembro de 2026, quando deverá ser apreciado pela 2ª Câmara Cível.

A informação representa um novo capítulo na disputa judicial envolvendo a cassação do prefeito, aprovada por nove votos a dois pelos vereadores de São Miguel do Araguaia.

RELATOR JÁ HAVIA NEGADO LIMINAR

O processo tramita no TJGO sob o número 5973854-39.2026.8.09.0143, tendo como relator o desembargador Rodrigo de Silveira.

Antes da cassação, a defesa de Jeronymo Siqueira já havia recorrido ao Judiciário para questionar a legalidade do procedimento político-administrativo conduzido pela Câmara Municipal.

Em 24 de setembro, a Justiça de primeira instância rejeitou o pedido de liminar apresentado pela defesa.

Posteriormente, em 30 de setembro, o desembargador Rodrigo de Silveira também negou a tutela recursal solicitada ao Tribunal de Justiça, permitindo a continuidade dos trabalhos da comissão processante.

Agora, segundo a informação obtida pelo blog, o relator também se manifestou contrariamente à pretensão de retorno do ex-prefeito ao cargo.

O conteúdo integral dessa manifestação ainda não foi obtido pela reportagem.

JULGAMENTO MARCADO PARA 17 DE NOVEMBRO

A análise colegiada está prevista para terça-feira, 17 de novembro, na 2ª Câmara Cível do TJGO.

É importante destacar que a manifestação do relator não representa, isoladamente, uma decisão definitiva do Tribunal.

Durante o julgamento, os demais integrantes do colegiado poderão acompanhar o entendimento do desembargador, apresentar divergência ou solicitar vista dos autos.

A confirmação do resultado dependerá da deliberação judicial.

A data informada pelo gabinete também deverá ser acompanhada na pauta oficial, pois poderá sofrer alterações.

CASSAÇÃO FOI APROVADA POR NOVE VOTOS A DOIS

Jeronymo Siqueira perdeu o mandato em 26 de outubro de 2026, após votação realizada pela Câmara Municipal de São Miguel do Araguaia.

O resultado foi de nove votos favoráveis à cassação e dois contrários.

Com a decisão do Legislativo, o vice-prefeito, Dr. Natanael Martins Coelho, assumiu a administração municipal.

Desde então, a discussão judicial sobre a validade do procedimento de cassação passou a ter consequências diretas para a continuidade da atual administração.

Caso o Tribunal reconheça nulidades capazes de atingir a cassação, os efeitos dependerão do alcance da decisão judicial.

Por outro lado, eventual rejeição do recurso manterá, quanto às questões nele examinadas, os efeitos da deliberação legislativa, sem impedir necessariamente a utilização de outros instrumentos judiciais cabíveis.

INFORMAÇÃO EXCLUSIVA OBTIDA PELO BLOG

A informação sobre a manifestação contrária ao retorno de Jeronymo Siqueira e a previsão de julgamento para 17 de novembro foi obtida pelo Blog do Cleuber Carlos diretamente no gabinete do desembargador Rodrigo de Silveira.

A reportagem ressalta que ainda não teve acesso à íntegra do voto ou manifestação do relator, documento necessário para identificar precisamente os fundamentos jurídicos apresentados.

O julgamento será uma etapa importante na discussão sobre a legalidade do processo político-administrativo que resultou na perda do mandato.

Até que haja decisão colegiada capaz de modificar a situação jurídica atual, permanece em vigor a cassação aprovada pela Câmara Municipal, e Dr. Natanael continua à frente da Prefeitura de São Miguel do Araguaia.

O Blog do Cleuber Carlos acompanhará a sessão de 17 de novembro e seus desdobramentos.

Blog do Cleuber Carlos — Jornalismo investigativo e informação.


ISSY QUINAN GANHA FORÇA NA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEGO E ENTRA NO DEBATE SOBRE A SUCESSÃO DE DANIEL VILELA

Apoio de deputados do PL amplia articulação política. A conquista do comando da Assembleia Legislativa poderá colocar o parlamentar em posição estratégica no cenário da sucessão estadual de 2030.

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) começa a ganhar uma dimensão que ultrapassa os limites do Poder Legislativo. No centro das articulações está o deputado estadual Issy Quinan, que, segundo informações recebidas pelo Blog do Cleuber Carlos, acaba de conquistar o apoio de parlamentares do Partido Liberal (PL).

O movimento representa uma ampliação de sua base de sustentação política e acrescenta um elemento importante à disputa pelo comando do Legislativo goiano.

Quinan também conta, conforme informações de bastidores, com a confiança política do governador Daniel Vilela. Reconhecido nos meios políticos por sua capacidade de diálogo e articulação, o deputado trabalha na construção de uma composição que ultrapassa as fronteiras partidárias.

Mas existe uma questão ainda maior por trás dessa movimentação: a presidência da Alego poderá funcionar como plataforma de projeção política para a sucessão de Daniel Vilela no governo de Goiás.

A presidência da Alego como caminho para 2030

O cenário político ganha relevância diante de uma circunstância constitucional: Daniel Vilela, reeleito governador em outubro de 2026, não poderá disputar uma nova reeleição consecutiva em 2030.

Isso significa que a base governista precisará construir uma nova liderança para disputar a sucessão estadual.

É nesse contexto que a eventual eleição de Issy Quinan para a presidência da Assembleia assume importância estratégica.

O comando do Legislativo proporciona interlocução permanente com os 41 deputados estaduais, participação nas grandes negociações políticas e visibilidade institucional. São condições que podem contribuir para a construção de uma candidatura ao governo, embora não representem garantia de indicação partidária ou vitória eleitoral.

A proximidade com Daniel Vilela acrescenta outra dimensão a essa possibilidade. Uma eventual candidatura de Quinan em 2030 dependeria, entre outros fatores, da continuidade dessa relação, da composição da base governista e da disposição do próprio parlamentar.

Apoio do PL demonstra capacidade de articulação

A movimentação mais recente ocorreu nesta terça-feira, 3 de novembro, quando Coronel Urzêda e Marquinho do Gayer, ambos do PL, anunciaram apoio a Issy Quinan.

Com a adesão anterior de Amauri Ribeiro, o emedebista passou a reunir três dos cinco integrantes da futura bancada liberal.

A informação foi divulgada pela coluna Giro, de O Popular. O Popular +1

O movimento chama atenção porque o PL possui identidade partidária distinta do MDB, demonstrando que a articulação pela presidência da Assembleia não está limitada aos aliados tradicionais do governador.

Nesta quarta-feira, 4 de novembro, levantamento divulgado pelo Jornal Hora Extra aponta que Quinan já reúne 21 apoios entre os 41 deputados da próxima legislatura. A contagem ainda depende da confirmação dos compromissos no momento da votação. Jornal Hora Extra +1

Uma disputa que vai além de 2027

A eleição para presidente da Alego também envolve outros parlamentares. Lissauer Vieira mantém a intenção de disputar o cargo, enquanto um grupo de deputados trabalha na construção de uma candidatura alternativa. O Popular +1

Por isso, seria prematuro considerar a eleição definida.

Entretanto, há uma leitura política que merece atenção: quem conquistar a presidência da Assembleia em 2027 poderá participar diretamente da reorganização das forças políticas que disputarão o governo de Goiás em 2030.

No caso de Issy Quinan, essa perspectiva ganha significado pela combinação de três fatores: sua proximidade com Daniel Vilela, a capacidade de reunir apoios de diferentes partidos e a possibilidade de assumir uma das posições institucionais mais relevantes do Estado.

O próprio deputado ainda não anunciou qualquer projeto de candidatura ao governo em 2030. Também não existe definição oficial do MDB sobre a sucessão de Daniel Vilela.

A questão, portanto, permanece aberta.

Para Issy Quinan, a eleição da Assembleia poderá representar muito mais que a conquista de um cargo: poderá ser o início de uma nova etapa de projeção estadual, colocando seu nome no centro das futuras discussões sobre a sucessão do Palácio das Esmeraldas.

Blog do Cleuber Carlos — Análise política | 4 de novembro de 2026


terça-feira, 3 de novembro de 2026

FORMOSA: TRÊS PROCESSOS DE IMPEACHMENT AVANÇAM CONTRA PREFEITA EM MEIO A ROMBO PREVIDENCIÁRIO DE R$ 27,9 MILHÕES

Câmara Municipal instaura três comissões processantes para investigar denúncias contra Simone Ribeiro. Dívida previdenciária, irregularidades apontadas pela CPI das Máquinas e suspeitas de descumprimento de obrigações legais estão entre os principais questionamentos.

Por Blog do Cleuber Carlos

A prefeita de Formosa, Simone Dias Ribeiro de Melo, enfrenta três processos político-administrativos que podem resultar na cassação de seu mandato. As denúncias envolvem a situação financeira da previdência municipal, a administração do patrimônio público e supostas irregularidades na condução de serviços essenciais.

Em 21 de outubro de 2026, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a admissibilidade de três denúncias e determinou a instalação de comissões processantes para apurar os fatos.

Um dos pontos centrais é o passivo previdenciário de aproximadamente R$ 27,9 milhões, apontado em informações atribuídas ao FORMOSAPREVI, instituto responsável pela previdência dos servidores municipais.

DÍVIDA PREVIDENCIÁRIA SOB INVESTIGAÇÃO

Segundo os dados divulgados pelo Legislativo, aproximadamente R$ 14,98 milhões correspondem a obrigações do período de 2022 a 2024, enquanto outros R$ 12,92 milhões dizem respeito ao intervalo de 2025 a fevereiro de 2026.

A divisão dos valores é fundamental para determinar a origem do passivo e individualizar eventuais responsabilidades, inclusive de administrações anteriores.

A denúncia sustenta que o descumprimento de obrigações previdenciárias pode comprometer o equilíbrio financeiro do instituto e gerar consequências para os servidores públicos.

A Prefeitura, por sua vez, já declarou publicamente que adotou medidas de parcelamento dos débitos e que os pagamentos de aposentados e pensionistas estavam em dia.

CPI DAS MÁQUINAS APONTA IRREGULARIDADES

Outro eixo das investigações envolve a CPI das Máquinas, concluída pela Câmara em agosto.

O relatório parlamentar apontou problemas na classificação, movimentação e alienação de equipamentos públicos, incluindo ausência de laudos formais, divergências documentais e questionamentos sobre a venda de bens municipais.

As conclusões foram encaminhadas a órgãos de fiscalização e investigação, entre eles o Ministério Público de Goiás, a Polícia Civil e o Tribunal de Contas dos Municípios.

Os achados da CPI não representam, por si só, comprovação de responsabilidade pessoal da prefeita, que deverá ser examinada no procedimento próprio.

DENÚNCIA APRESENTADA POR CINCO CIDADÃOS

Um dos documentos analisados pelo Blog do Cleuber Carlos é uma denúncia datada de 15 de junho de 2026 e apresentada por cinco cidadãos.

A peça, com nove páginas de argumentação e documentos complementares, aponta supostas irregularidades relacionadas ao piso nacional do magistério, ao patrimônio público, à infraestrutura urbana, à previdência e a despesas com serviços jurídicos externos.

Os denunciantes pediram o afastamento cautelar da prefeita e a abertura de processo que poderia resultar na cassação de seu mandato.

A Câmara admitiu a denúncia, mas não determinou o afastamento cautelar. Simone Ribeiro permanece no exercício do cargo.

TRÊS COMISSÕES E DIREITO DE DEFESA

As três denúncias foram recebidas separadamente, dando origem a procedimentos específicos de apuração.

A legislação assegura à prefeita o direito de apresentar defesa, indicar provas e contestar as acusações.

Para eventual cassação, será necessária a aprovação de pelo menos dois terços dos integrantes da Câmara Municipal, observados os requisitos e procedimentos legais.

A instauração das comissões não significa condenação nem comprovação automática das irregularidades.

NOVA ETAPA DO PROCESSO

Informações jornalísticas divulgadas em 3 de novembro indicam que a prefeita compareceu à Câmara para assinar as notificações referentes aos processos. A confirmação documental da ciência formal é necessária para estabelecer os prazos processuais.

Em manifestações públicas anteriores, a administração municipal contestou irregularidades e afirmou que colaboraria com as investigações.

O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando os três processos, os documentos previdenciários e os desdobramentos da CPI das Máquinas, com atenção à identificação das responsabilidades e ao direito de defesa dos envolvidos.


domingo, 1 de novembro de 2026

ALERTA INTERNACIONAL: 33 PAÍSES ORIENTAM POPULAÇÃO A MANTER ESTOQUES DE EMERGÊNCIA EM MEIO ÀS TENSÕES MUNDIAIS

Guerra na Ucrânia, ameaças de ataques cibernéticos, sabotagens e risco de interrupção de serviços essenciais estão por trás de uma mobilização internacional. Governos reforçam orientações para que famílias consigam sobreviver por vários dias sem abastecimento externo.

Por Blog do Cleuber Carlos | 1º de novembro de 2026

O que está acontecendo no mundo para que dezenas de países estejam orientando suas populações a armazenar água, alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais dentro de casa?

A pergunta ganhou relevância após um levantamento divulgado pela revista norte-americana Newsweek, em 28 de outubro de 2026, identificar recomendações de preparação doméstica em 33 países.

Entre eles estão Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Suécia e Japão. As orientações variam de três a dez dias de autonomia, dependendo do país.

O Blog do Cleuber Carlos aprofundou a investigação sobre os motivos dessa mobilização internacional e identificou que, principalmente na Europa, as medidas estão diretamente relacionadas à deterioração do ambiente de segurança e ao temor de crises capazes de paralisar serviços essenciais.

A GUERRA DA RÚSSIA CONTRA A UCRÂNIA MUDOU O CENÁRIO

O principal fator geopolítico por trás do reforço da preparação civil europeia é a guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O conflito expôs vulnerabilidades que ultrapassam os campos de batalha: instalações de energia podem ser destruídas, redes de comunicação interrompidas, sistemas de abastecimento comprometidos e populações inteiras obrigadas a enfrentar longos períodos sem serviços básicos.

Em documento oficial publicado em 26 de março de 2025, a Comissão Europeia reconheceu que a Europa enfrenta uma nova realidade, marcada pela guerra russa, pelo crescimento das tensões geopolíticas, por ataques cibernéticos patrocinados por Estados e por sabotagens contra instalações estratégicas.

A conclusão é preocupante: conflitos modernos podem atingir diretamente a população civil, mesmo em regiões distantes das operações militares.

EUROPA SE PREPARA PARA ATAQUES QUE NÃO DEPENDEM DE UMA INVASÃO MILITAR

Outro motivo central é o avanço das chamadas guerras híbridas.

Nesse modelo de confronto, países podem sofrer ataques contra redes elétricas, sistemas bancários, telecomunicações, infraestrutura digital e instalações de transporte sem que exista uma declaração formal de guerra.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reconhece que essas ameaças combinam instrumentos militares, econômicos, tecnológicos e operações clandestinas.

A preocupação é que um ataque coordenado consiga provocar apagões, interromper pagamentos eletrônicos, comprometer hospitais e dificultar o abastecimento de alimentos e combustíveis.

Em outubro de 2026, novas reportagens internacionais voltaram a destacar a intensificação das medidas europeias contra sabotagens e outras ameaças híbridas relacionadas à Rússia.

SUÉCIA ADMITE POSSIBILIDADE DE ATAQUE ARMADO

Um dos exemplos mais contundentes vem da Suécia.

O governo sueco atualizou e distribuiu à população um manual de preparação intitulado Em Caso de Crise ou Guerra.

O documento aborda procedimentos diante de ataques militares, sabotagens, interrupções de energia, desinformação e emergências de grandes proporções.

A autoridade sueca de defesa civil afirma que a situação de segurança é a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial e reconhece que um ataque armado contra o país não pode ser descartado.

Por essa razão, recomenda que as famílias tenham condições de sobreviver durante pelo menos uma semana sem assistência externa.

A orientação integra uma política de defesa civil fortalecida após a invasão da Ucrânia e a entrada da Suécia na OTAN, em 2024.

ALEMANHA RECOMENDA RESERVAS PARA DEZ DIAS

Na Alemanha, o Escritório Federal de Proteção Civil e Assistência em Desastres orienta os cidadãos a manter alimentos e bebidas suficientes para aproximadamente dez dias.

A instituição reconhece que a guerra na Ucrânia provocou preocupações entre os alemães e aumentou a procura por informações sobre preparação para conflitos.

O objetivo é reduzir a dependência imediata da população em situações nas quais supermercados, transportes e serviços públicos deixem de funcionar normalmente.

UNIÃO EUROPEIA ESTABELECE META DE 72 HORAS

A Comissão Europeia lançou, em março de 2025, uma estratégia que prevê o desenvolvimento de orientações para que a população consiga manter autonomia por pelo menos 72 horas durante emergências.

A iniciativa considera cenários como conflitos armados, ataques cibernéticos, sabotagens, pandemias e desastres climáticos.

A lógica é permitir que os serviços de emergência concentrem seus recursos nas pessoas mais vulneráveis durante as primeiras horas de uma crise.

Não se trata, portanto, apenas de armazenar alimentos. A estratégia envolve proteção da infraestrutura, segurança energética, comunicação, saúde e coordenação entre autoridades civis e militares.

REINO UNIDO REFORÇOU ALERTA EM OUTUBRO DE 2026

A preocupação não está restrita aos países próximos da Rússia.

Em 22 de outubro de 2026, o governo britânico anunciou uma campanha nacional de três anos para ampliar a preparação doméstica diante de emergências.

A iniciativa recomenda pequenas reservas de alimentos não perecíveis e água, além de planejamento para interrupções de energia, comunicação e abastecimento.

O governo britânico destacou especialmente os efeitos de tempestades, incêndios florestais e outros eventos capazes de comprometer serviços essenciais.

Isso demonstra que as recomendações internacionais não têm uma causa única: enquanto alguns governos priorizam riscos militares, outros enfatizam desastres naturais e falhas de infraestrutura.

ESTADOS UNIDOS TAMBÉM REFORÇAM PREPARAÇÃO

Nos Estados Unidos, a preparação para emergências faz parte das orientações tradicionais de segurança civil.

Entretanto, uma reportagem publicada pela revista Fortune, em 26 de outubro de 2026, revelou uma iniciativa do Pentágono para ampliar a capacidade de grandes bases militares funcionarem por até 90 dias sem depender de redes externas de energia e abastecimento.

A medida está relacionada à necessidade de preservar operações militares diante de conflitos ou interrupções prolongadas de infraestrutura.

A preparação das instalações militares não significa que o governo tenha determinado que a população civil armazene suprimentos por 90 dias.

O QUE REALMENTE ESTÁ POR TRÁS DOS ALERTAS?

A análise dos documentos e das medidas adotadas por diferentes governos aponta para uma combinação de fatores.

O primeiro é a guerra na Ucrânia, que demonstrou a vulnerabilidade de instalações estratégicas e a possibilidade de conflitos prolongados.

O segundo é o crescimento das ameaças cibernéticas e das operações de sabotagem, capazes de comprometer serviços essenciais sem uma invasão convencional.

O terceiro é a preocupação com a segurança energética e a dependência de cadeias internacionais de fornecimento.

O quarto envolve os efeitos das mudanças climáticas, incluindo enchentes, tempestades, secas e incêndios de grandes proporções.

Finalmente, a experiência da pandemia de Covid-19 demonstrou como uma emergência internacional pode interromper transportes, provocar escassez de produtos e comprometer sistemas de saúde.

A principal mudança é que governos passaram a tratar a preparação da população como parte integrante da segurança nacional.

E O BRASIL? ESTAMOS PREPARADOS?

Embora esteja geograficamente distante dos principais focos de tensão militar europeus, o Brasil não estaria necessariamente protegido das consequências de uma crise internacional.

Uma interrupção prolongada do comércio mundial poderia afetar o fornecimento de fertilizantes, combustíveis, medicamentos, componentes industriais e outros produtos estratégicos.

O país também enfrenta riscos internos relacionados a apagões, enchentes, secas e interrupções de abastecimento.

Entretanto, não há indicação, nas informações oficiais examinadas nesta reportagem, de que o governo brasileiro tenha emitido um alerta nacional equivalente em razão de uma ameaça militar internacional iminente.

O MUNDO ESTÁ ÀS VÉSPERAS DE UMA GUERRA?

As medidas adotadas por diferentes países demonstram preocupação crescente com a possibilidade de crises graves, inclusive conflitos militares.

Mas existe uma diferença fundamental entre preparar a população para situações extremas e anunciar que uma guerra mundial está prestes a começar.

Até o momento, as recomendações analisadas não comprovam a existência de uma ameaça global imediata ou de uma decisão coordenada dos 33 países diante de um único acontecimento.

O levantamento internacional reúne orientações emitidas em momentos diferentes, algumas anteriores a 2026.

Ainda assim, o cenário revela uma transformação importante: governos que durante décadas priorizaram a estabilidade econômica e a integração internacional agora reforçam políticas de defesa civil, proteção de infraestrutura e preparação doméstica.

A mensagem transmitida pelas autoridades é que uma crise moderna pode começar longe das fronteiras de um país, mas seus efeitos podem chegar rapidamente às residências de milhões de pessoas.

O alerta não é uma previsão de guerra mundial. É o reconhecimento de que o mundo atravessa um período de instabilidade no qual até os serviços mais básicos podem ser comprometidos.