segunda-feira, 12 de outubro de 2026

ALAGOAS NO CENTRO DO PODER: MACEIÓ PODE GANHAR PROTAGONISMO NACIONAL COM JHC E UMA EVENTUAL VITÓRIA DE FLÁVIO BOLSONARO


Vitória de JHC sobre Renan Filho, derrota de Renan Calheiros para o Senado, eleição de Marina JHC e Arthur Lira redesenham o poder em Alagoas. Vitória de Flávio Bolsonaro ampliaria a influência em Brasília.

As urnas de 4 de outubro mudaram a configuração política alagoana. João Henrique Caldas, o JHC, venceu Renan Filho na disputa pelo governo, enquanto Renan Calheiros, após quatro mandatos consecutivos no Senado, não conquistou a reeleição. O resultado interrompe uma longa sequência de protagonismo da família Calheiros, sem eliminar sua presença política.

JHC chega ao Palácio República dos Palmares com forte representação familiar. Sua esposa, Marina JHC, foi eleita senadora. Sua mãe, Dra. Eudócia, permanece no Senado nesta legislatura e foi eleita primeira suplente de Marina. Seu pai, João Caldas, ex-deputado federal, preside nacionalmente o Democracia Cristã. Sua tia, Marluce Caldas, é ministra do Superior Tribunal de Justiça, não do Ministério da Justiça.

Outro personagem decisivo é Arthur Lira. Ex-presidente da Câmara dos Deputados e agora eleito senador, ele participou da articulação política que sustentou JHC. Sua experiência poderá fortalecer a interlocução de Alagoas com Brasília.

Mas a hipótese de maior repercussão envolve Alfredo Gaspar de Mendonça. Alagoano, ex-procurador-geral de Justiça, ex-secretário de Segurança Pública e deputado federal, ele integra como candidato a vice-presidente a chapa de Flávio Bolsonaro. Caso a candidatura vença, o estado terá um representante na Vice-Presidência da República e ligação direta com o Planalto.

Nesse cenário, Maceió poderia ampliar seu papel como polo de articulação política do Nordeste. Um governador recém-eleito, dois senadores da aliança vencedora, um ex-presidente da Câmara e, eventualmente, um vice-presidente da República nascido em Alagoas formariam uma combinação expressiva.

Isso, porém, não tornaria Maceió automaticamente a capital política do Nordeste. Bahia, Pernambuco e Ceará possuem lideranças, bancadas e estruturas econômicas de peso. A expressão traduz uma possibilidade de protagonismo, não um título conquistado nas urnas.

Para JHC, a principal prova será transformar capital eleitoral em resultados. Reeleito prefeito de Maceió em 2024 com mais de 83% dos votos válidos, ele agora terá de responder às necessidades de todo o estado, no interior, em saúde, educação, segurança e infraestrutura. A projeção nacional dependerá também da qualidade de sua administração.

A própria aliança exige atenção. JHC, Lira e Gaspar tiveram aproximações e divergências durante o processo político. A convergência eleitoral não elimina diferenças de interesses nem garante unidade nas decisões futuras. Governar e negociar em Brasília exigirão capacidade de construir consensos duradouros.

Mesmo com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, o peso político de Alagoas dependerá da participação efetiva de Gaspar nas decisões federais, da relação do governador com o Planalto e, sobretudo, da conversão de influência em investimentos e políticas públicas.

O futuro de JHC também entra no debate. A vitória estadual amplia sua visibilidade e pode alimentar projetos nacionais, mas qualquer candidatura presidencial futura dependerá do desempenho no governo, de alianças mais amplas e do cenário político.

A mudança de outubro é concreta: Renan Filho perdeu o governo, Renan Calheiros ficou fora do Senado, JHC venceu, Marina e Arthur Lira foram eleitos e Alfredo Gaspar disputa a Vice-Presidência. O alcance nacional dessa nova configuração, entretanto, ainda será decidido.

Alagoas ganhou uma oportunidade de influência. Os próximos quatro anos mostrarão se a força das urnas se converterá em resultados para a população e em protagonismo além de suas fronteiras.

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CIÊNCIA AVANÇA CONTRA O ENVELHECIMENTO: PESQUISADORES LIGADOS A HARVARD INICIAM TESTES EM HUMANOS PARA REJUVENESCER CÉLULAS

INVESTIGAÇÃO | BLOG DO CLEUBER CARLOS — 12 DE OUTUBRO DE 2026

Tecnologia desenvolvida a partir de pesquisas sobre reprogramação celular promete abrir uma nova fronteira na medicina. Experimentos em animais conseguiram recuperar funções visuais, enquanto os primeiros testes em seres humanos procuram avaliar a segurança e a eficácia do tratamento. Apesar dos avanços, a afirmação de que cientistas já reverteram o envelhecimento em 75% não possui comprovação clínica.

A possibilidade de a ciência conseguir interromper ou até reverter determinados processos do envelhecimento humano, durante décadas restrita à ficção científica, começa a ganhar contornos de realidade nos laboratórios de algumas das mais importantes instituições de pesquisa do mundo. Nos Estados Unidos, estudos associados ao geneticista David Sinclair, professor da Universidade Harvard, avançaram para uma etapa considerada histórica: a investigação clínica de uma tecnologia destinada a recuperar características e funções de células que sofreram alterações relacionadas ao envelhecimento.

O assunto ganhou repercussão nas redes sociais depois que um vídeo passou a anunciar que pesquisadores de Harvard teriam conseguido reverter o envelhecimento em 75% no período de apenas seis semanas. A publicação também afirma que a agência reguladora americana, a FDA, autorizou os primeiros testes em seres humanos em janeiro de 2026 e que o primeiro paciente recebeu o tratamento em junho. O Blog do Cleuber Carlos analisou as informações e constatou que, embora a pesquisa científica seja verdadeira e represente um avanço relevante, parte das afirmações divulgadas extrapola aquilo que os estudos efetivamente demonstraram.

A investigação envolve uma tecnologia conhecida como reprogramação epigenética parcial. Para compreender sua importância, é necessário entender que o envelhecimento não ocorre apenas pelo desgaste físico dos órgãos. Ao longo dos anos, as células acumulam alterações nos mecanismos que controlam a atividade dos genes, comprometendo progressivamente determinadas funções. A proposta dos pesquisadores consiste em modificar parte dessas instruções celulares para tentar recuperar características associadas a um estado biologicamente mais jovem, sem necessariamente transformar a identidade da célula.

O princípio científico é revolucionário. Em vez de simplesmente combater doenças que aparecem com o avanço da idade, a medicina poderia, no futuro, atuar sobre alguns dos mecanismos celulares que contribuem para seu desenvolvimento.

ANIMAIS RECUPERARAM FUNÇÕES VISUAIS EM EXPERIMENTOS

Um dos resultados mais importantes dessa linha de investigação foi publicado em 2020 na revista científica Nature. Pesquisadores demonstraram que a utilização de três fatores de reprogramação celular, conhecidos como OCT4, SOX2 e KLF4, conseguiu promover alterações associadas ao rejuvenescimento celular e melhorar funções visuais em modelos experimentais com camundongos.

Os experimentos envolveram situações específicas de lesão e comprometimento visual. Os resultados indicaram que determinadas células poderiam recuperar parte de sua capacidade funcional após intervenções sobre mecanismos epigenéticos. Entretanto, isso não significa que os animais tiveram todo o organismo rejuvenescido ou que a técnica tenha demonstrado capacidade de restaurar integralmente a visão humana.

A diferença é fundamental. Recuperar funções de células específicas constitui uma descoberta científica importante, mas está distante de comprovar a reversão generalizada do envelhecimento.

PRIMEIRO TESTE EM HUMANOS FOI AUTORIZADO EM 2026

O avanço mais significativo ocorreu em janeiro de 2026, quando a empresa americana de biotecnologia Life Biosciences anunciou a autorização da FDA para iniciar um estudo clínico envolvendo a terapia experimental ER-100, desenvolvida a partir de pesquisas em reprogramação epigenética.

A investigação tem como foco inicial doenças que afetam o nervo óptico, incluindo glaucoma e neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica. O objetivo é verificar se a tecnologia pode ser aplicada com segurança e se apresenta potencial para recuperar funções celulares comprometidas.

Em junho, a empresa anunciou que o primeiro paciente havia recebido a terapia experimental, inaugurando uma etapa decisiva para avaliar a aplicação da tecnologia em seres humanos.

A autorização concedida pela FDA, entretanto, não representa a aprovação de um medicamento contra o envelhecimento. Trata-se de uma permissão para realizar estudos clínicos controlados, destinados inicialmente à avaliação da segurança e de possíveis efeitos terapêuticos.

PRIMEIROS RESULTADOS EM HUMANOS AINDA EXIGEM CAUTELA

Em outubro de 2026, informações preliminares divulgadas pela empresa responsável pelo desenvolvimento da tecnologia indicaram sinais iniciais considerados encorajadores. Segundo a comunicação da companhia, três participantes haviam sido acompanhados durante 56 dias, sem registro de eventos adversos graves nesse grupo, e dois apresentaram sinais de melhora em avaliações visuais.

Os resultados, embora promissores, envolvem um número extremamente reduzido de pacientes e ainda não permitem concluir que a terapia seja eficaz, segura no longo prazo ou capaz de produzir rejuvenescimento generalizado.

Também não demonstram que pessoas submetidas ao tratamento tenham recuperado décadas de juventude biológica.

É justamente nesse ponto que a informação científica se distancia da narrativa apresentada nas redes sociais.

A VERDADE SOBRE A SUPOSTA REVERSÃO DE 75% DO ENVELHECIMENTO

A afirmação de que cientistas de Harvard conseguiram reverter o envelhecimento em 75% durante seis semanas não pode ser interpretada como prova de que seres humanos estejam ficando biologicamente mais jovens nessa proporção.

Pesquisas sobre rejuvenescimento celular podem utilizar indicadores moleculares, padrões de expressão genética e outras medidas experimentais para avaliar alterações associadas à idade biológica. Esses parâmetros, entretanto, não equivalem automaticamente ao rejuvenescimento de órgãos, tecidos ou de um organismo inteiro.

Também não existe, até o momento, demonstração clínica de que a tecnologia consiga transformar uma pessoa de 70 anos em alguém com características biológicas equivalentes às de uma pessoa de 20 ou 30 anos.

O desafio científico continua sendo descobrir se os resultados observados em condições experimentais poderão ser reproduzidos de maneira segura, consistente e duradoura em seres humanos.

Há ainda preocupações relacionadas aos riscos de intervenções nos mecanismos de programação celular, incluindo alterações indesejadas no comportamento das células e possíveis consequências de longo prazo.

UMA NOVA FRONTEIRA PARA A MEDICINA

Apesar das limitações, o início dos testes clínicos representa uma mudança importante na trajetória das pesquisas sobre envelhecimento. Durante muito tempo, a medicina concentrou esforços no tratamento das consequências do avanço da idade. Agora, pesquisadores investigam a possibilidade de interferir diretamente em determinados processos biológicos associados à deterioração celular.

Caso os resultados sejam confirmados em estudos maiores e mais prolongados, a tecnologia poderá abrir caminhos para o tratamento de doenças degenerativas e de condições relacionadas ao envelhecimento.

Mas ainda existe uma distância considerável entre recuperar funções de determinadas células e desenvolver uma terapia capaz de prolongar significativamente a vida humana.

A própria aplicação clínica em doenças oculares precisará superar diversas etapas de avaliação antes que sua eficácia possa ser considerada comprovada.

O QUE A CIÊNCIA REALMENTE CONSEGUIU?

A conclusão da investigação do Blog do Cleuber Carlos é que existe uma descoberta científica verdadeira por trás das publicações que viralizaram nas redes sociais. Pesquisadores conseguiram resultados relevantes em experimentos com animais, uma terapia experimental avançou para testes humanos e a investigação de mecanismos de rejuvenescimento celular entrou em uma fase inédita.

O que ainda não existe é comprovação de que o envelhecimento humano tenha sido revertido em 75%, tampouco de que esteja disponível um tratamento capaz de devolver décadas de juventude às pessoas.

A ciência ainda não descobriu a fórmula da juventude eterna. Mas começa a investigar, em seres humanos, uma possibilidade que até poucos anos atrás parecia distante: recuperar funções celulares comprometidas por processos associados ao envelhecimento.

Se essa tecnologia conseguirá transformar a medicina, prolongar a vida saudável e modificar a maneira como a humanidade envelhece, somente os próximos anos de investigação poderão responder.

O fato mais importante não é que a ciência tenha vencido o envelhecimento. É que pesquisadores começaram a testar em seres humanos uma tecnologia que poderá, no futuro, mudar a maneira como determinadas consequências do envelhecimento são tratadas.

Fontes científicas: Harvard Medical School; estudo publicado na Nature em 2020 sobre reprogramação epigenética e recuperação de funções visuais; comunicados da Life Biosciences de 2026; registro do ensaio clínico NCT07290244 na plataforma ClinicalTrials.gov.


ALAGOAS NO CENTRO DO PODER: MACEIÓ PODE GANHAR PROTAGONISMO NACIONAL COM JHC E UMA EVENTUAL VITÓRIA DE FLÁVIO BOLSONARO

Vitória de JHC sobre Renan Filho, derrota de Renan Calheiros para o Senado, eleição de Marina JHC e Arthur Lira e presença de Alfredo Gaspar na chapa presidencial desenham uma nova configuração de poder. O resultado da disputa pelo Planalto poderá ampliar a influência de Alagoas nas decisões nacionais.

O mapa político do Nordeste começou a ser redesenhado pelas urnas de 4 de outubro. E Alagoas, um estado que durante décadas teve sua representação nacional associada principalmente à família Calheiros, tornou-se o cenário de uma mudança expressiva na distribuição do poder. A eleição de João Henrique Caldas, o JHC, para governador, acompanhada da vitória de sua esposa, Marina JHC, e de Arthur Lira para o Senado, colocou Maceió no centro de uma articulação política que poderá alcançar dimensões nacionais, especialmente na hipótese de vitória de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.

Não se trata apenas de uma alternância no comando do Palácio República dos Palmares. JHC derrotou Renan Filho, ex-governador e ex-ministro dos Transportes, enquanto Renan Calheiros, depois de quatro mandatos consecutivos no Senado, ficou fora das duas vagas em disputa. A eleição não encerra a trajetória política dos Calheiros, mas interrompe sua continuidade no governo estadual e retira do patriarca uma posição que ocupava havia 32 anos.

O novo governador chega ao poder acompanhado de uma estrutura política significativa. Sua esposa ocupará uma cadeira no Senado. Sua mãe, Dra. Eudócia, permanece senadora nesta legislatura e foi eleita primeira suplente de Marina. Seu pai, João Caldas, é ex-deputado federal e presidente nacional do Democracia Cristã. Sua tia, Marluce Caldas, ocupa uma cadeira de ministra do Superior Tribunal de Justiça, e não do Ministério da Justiça. São posições distintas, mas que demonstram a presença da família em diferentes instituições nacionais.

Há ainda Arthur Lira. Ex-presidente da Câmara dos Deputados, parlamentar com extensa experiência nas negociações de Brasília e agora eleito senador, Lira participou da articulação que sustentou a candidatura de JHC. Sua capacidade de interlocução com diferentes partidos representa um elemento importante para compreender como Alagoas poderá se posicionar diante do próximo governo federal.

Mas existe um personagem que pode alterar substancialmente essa equação: Alfredo Gaspar de Mendonça.

Natural de Alagoas, ex-procurador-geral de Justiça, ex-secretário estadual de Segurança Pública e deputado federal, Gaspar foi escolhido candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro. Se essa chapa vencer, Alagoas terá um representante na Vice-Presidência, criando uma conexão institucional direta entre o estado e o Palácio do Planalto.

É nesse cenário que surge a possibilidade de Maceió ampliar sua projeção como centro de articulação política do Nordeste. Um governador recém-eleito, dois senadores vitoriosos ligados à mesma aliança, um ex-presidente da Câmara com influência nacional e, eventualmente, um vice-presidente da República originário do estado formariam uma combinação relevante para a interlocução entre Brasília e a região.

Essa concentração de representação, entretanto, não significaria automaticamente que Maceió passaria a comandar politicamente o Nordeste. Pernambuco, Bahia e Ceará, entre outros estados, possuem estruturas econômicas, bancadas parlamentares e lideranças com influência própria. A expressão capital política do Nordeste seria, portanto, uma interpretação sobre o alcance das articulações, não um título institucional ou uma condição já conquistada.

Para JHC, o desafio será transformar o resultado eleitoral em capacidade de governo. Sua passagem pela Prefeitura de Maceió, onde foi reeleito em 2024 com mais de 83% dos votos válidos, constitui parte importante de sua trajetória. Mas administrar todo o território alagoano exigirá resultados também nos municípios do interior, na saúde, na educação, na segurança pública e na infraestrutura.

Também não se pode ignorar que a aliança vitoriosa reúne interesses e trajetórias diferentes. As relações entre JHC, Arthur Lira e Alfredo Gaspar tiveram aproximações e divergências ao longo do processo eleitoral. A unidade demonstrada nas urnas precisará ser sustentada nas decisões administrativas e nas negociações políticas que virão.

A eventual eleição de Flávio Bolsonaro acrescentaria uma nova dimensão a esse quadro, mas a influência de Alagoas dependeria da participação efetiva de Alfredo Gaspar nas decisões federais, da relação entre o futuro presidente e o governador e da capacidade de converter acesso político em investimentos e políticas públicas.

Quanto ao futuro nacional de JHC, sua trajetória passa a despertar uma questão legítima: poderá o governador eleito construir, nos próximos anos, uma presença política que ultrapasse as fronteiras de Alagoas? O resultado de outubro lhe deu visibilidade, mas qualquer projeto presidencial dependeria de fatores que ainda não estão definidos, incluindo o desempenho de sua administração, a formação de alianças nacionais e o cenário político das eleições futuras.

A mudança ocorrida em Alagoas é concreta. Renan Filho foi derrotado, Renan Calheiros não conquistou a reeleição, JHC assumirá o governo, Marina e Arthur Lira chegarão ao Senado e Alfredo Gaspar disputa a Vice-Presidência da República.

O que ainda está em aberto é a dimensão nacional dessa nova configuração.

Maceió poderá tornar-se um importante polo de articulação política nordestina. Para isso, porém, a força demonstrada nas urnas terá de se traduzir em influência institucional, resultados administrativos e capacidade de construir consensos para além de Alagoas.

A eleição de outubro mudou quem ocupa o poder estadual. Os próximos quatro anos mostrarão até onde essa mudança poderá alcançar.

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GOVERNO JHC COMEÇA A GANHAR FORMA: ARTHUR LIRA ARTICULA ESPAÇOS, EX-AUXILIARES SÃO COTADOS E SECRETARIADO MOVIMENTA BASTIDORES DE ALAGOAS

POLÍTICA | A poucos dias da vitória de João Henrique Caldas, o JHC, na eleição para governador de Alagoas, a formação do futuro secretariado já movimenta os bastidores políticos do estado. Nomes ligados ao senador eleito Arthur Lira, antigos auxiliares da Prefeitura de Maceió e lideranças que participaram da campanha aparecem nas articulações para ocupar posições estratégicas da administração estadual.

A eleição terminou, mas outra disputa começa a ganhar espaço nos corredores da política alagoana: a composição do governo que assumirá o comando do estado em janeiro de 2027. Eleito no primeiro turno, JHC terá pela frente não apenas o desafio de administrar Alagoas, mas também a tarefa de acomodar diferentes forças políticas que contribuíram para sua vitória, sem comprometer o discurso de eficiência administrativa apresentado durante a campanha.

O Blog do Cleuber Carlos inicia um acompanhamento especial da montagem do secretariado, identificando os nomes cotados, suas ligações políticas, os possíveis acordos de indicação e, principalmente, quem deverá assumir o controle das estruturas administrativas responsáveis pelos maiores volumes de recursos públicos.

ARTHUR LIRA PODE TER INFLUÊNCIA SOBRE SAÚDE E INFRAESTRUTURA

Uma das principais articulações envolve o senador eleito Arthur Lira, ex-presidente da Câmara dos Deputados e liderança do Progressistas em Alagoas. Informações publicadas pela imprensa alagoana apontam que um entendimento político com JHC poderá garantir a Lira influência na escolha dos titulares de duas secretarias estratégicas: Saúde e Infraestrutura.

Para a Saúde, o nome mais frequentemente mencionado é o do médico Luiz Romero Farias, ex-secretário municipal de Saúde de Maceió e primeiro suplente de Arthur Lira no Senado. Romero conhece a estrutura administrativa de JHC e participou de sua gestão na capital.

Entretanto, a indicação não está oficialmente confirmada. Outros dois nomes aparecem nas conversas: Izabelle Alcântara, que comandou a Saúde de Teotônio Vilela durante dez anos, e Claydson Moura, conhecido como Mourinha, também ex-secretário municipal de Saúde de Maceió.

A definição será especialmente relevante porque JHC declarou, após a eleição, que a saúde pública estará entre as primeiras prioridades de seu governo.

JÚNIOR LEÃO APARECE PARA O CENTRO DAS DECISÕES

Outro nome que se destaca nas articulações é o de Júnior Leão, ex-deputado estadual e ex-secretário municipal de Governo de Maceió. Considerado um dos articuladores políticos de JHC, ele é apontado como possível titular do Gabinete Civil ou da Secretaria de Governo.

Caso seja confirmado, poderá assumir uma função central na interlocução com deputados estaduais, prefeitos, partidos e integrantes da administração.

A escolha ganha importância diante da necessidade de JHC construir uma relação institucional com a Assembleia Legislativa, onde o MDB, partido do atual governador Paulo Dantas, continuará exercendo influência.

SEGURANÇA PÚBLICA ENVOLVE ARTICULAÇÕES COM ALFREDO GASPAR

A Secretaria de Segurança Pública também aparece nas negociações políticas. Reportagens apontam que Alfredo Gaspar de Mendonça, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, poderá participar diretamente da indicação do futuro secretário.

Entre os nomes mencionados está o deputado estadual Cabo Bebeto. Também circulam referências à coronel Danielli para o comando-geral da Polícia Militar, ao delegado Thiago Prado para a direção da Polícia Civil e ao vereador Kelmann Vieira para a Secretaria de Prevenção à Violência.

Nenhuma dessas indicações foi oficialmente confirmada.

JOÃO CALDAS, JÓ PEREIRA E OUTROS NOMES ENTRAM NO RADAR

João Caldas, pai do governador eleito e presidente nacional do Democracia Cristã, aparece nas especulações para a Secretaria de Relações Federativas e Internacionais, responsável pela interlocução do governo estadual com instituições sediadas em Brasília.

Na Educação, um dos nomes mencionados é o da ex-deputada estadual Jó Pereira, politicamente próxima de Arthur Lira. Rogério Lima também aparece nas conversas sobre a pasta.

Para a Fazenda, é citado Claydson Moura, enquanto Francisco Salles surge nas articulações para a área de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Marina Cintra é mencionada para a Secretaria da Mulher, e o ex-prefeito Kill Freitas aparece entre os possíveis indicados para o Departamento de Estradas de Rodagem.

São informações de bastidores, ainda sujeitas a mudanças.

RONALDO LESSA JÁ TEM PARTICIPAÇÃO ANUNCIADA

Entre os nomes associados ao futuro governo, Ronaldo Lessa apresenta uma situação diferente. Ex-governador de Alagoas, ele renunciou ao cargo de vice-governador na sexta-feira, 9 de outubro, após romper politicamente com o grupo do MDB e apoiar JHC.

O governador eleito anunciou que Lessa coordenará o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza, o Fecoep. A participação foi anunciada, embora sua formalização administrativa dependa dos atos próprios do novo governo.

A presença de Lessa demonstra que a futura administração deverá incorporar lideranças de diferentes trajetórias partidárias.

QUEM VAI CONTROLAR AS SECRETARIAS COM MAIORES ORÇAMENTOS?

Essa será uma das principais questões acompanhadas pelo Blog do Cleuber Carlos.

Mais importante do que descobrir antecipadamente os nomes dos futuros secretários será identificar quais grupos políticos participarão da administração dos recursos estaduais, especialmente nas áreas de Saúde, Educação, Infraestrutura, Segurança Pública e Fazenda.

O levantamento também buscará identificar a trajetória dos indicados, experiências anteriores na gestão pública, vínculos partidários e eventuais relações com empresas contratadas pelo poder público, sempre com base em documentos e informações verificáveis.

JHC prometeu uma transição institucional, diálogo com a Assembleia Legislativa e avaliação da situação financeira do estado. A imprensa alagoana informou que os primeiros nomes da equipe de transição deverão ser apresentados neste início de semana.

Até o momento, porém, não há uma lista oficial completa que permita tratar os nomes ventilados como integrantes confirmados do futuro secretariado.

O Blog do Cleuber Carlos acompanhará cada movimentação, convite, confirmação e nomeação. A eleição definiu quem governará Alagoas. Agora começa a definição de quem efetivamente participará das decisões administrativas, políticas e financeiras do novo governo.

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sábado, 10 de outubro de 2026

TAQUARAL: EM APENAS TRÊS MESES, SAÚDE DESTINA QUASE R$ 375 MIL AO INSTITUTO PROJETO RONDON. MAS O QUE FOI ENTREGUE?

EXCLUSIVO | Contrato iniciado em junho já apresentava R$ 374.836,25 em ordens de pagamento em setembro. Enquanto isso, a Prefeitura também mantém contratação com a Fabermed para procedimentos de saúde. Blog do Cleuber Carlos investiga se os serviços se complementam ou se o município está pagando duas vezes por obrigações semelhantes.

Quase R$ 375 mil em apenas três meses. Esse é o valor que aparece nos registros de pagamento da Prefeitura de Taquaral de Goiás ao Instituto Projeto Rondon, instituição contratada para atuar na estrutura da saúde municipal. O dinheiro foi movimentado em poucos dias de setembro, mas uma pergunta permanece sem resposta na documentação examinada pelo Blog do Cleuber Carlos: o que exatamente foi entregue à população em troca desse montante?

O contrato nº 91/2026 teve início em 8 de junho. Exatamente 92 dias depois, em 8 de setembro, o Fundo Municipal de Saúde liquidou uma despesa de R$ 374.836,25. Até 11 de setembro, cinco ordens de pagamento já haviam sido emitidas. Somente uma delas, datada de 10 de setembro, alcançou R$ 267.392,98.

O que chama a atenção não é apenas a velocidade da movimentação financeira. É a necessidade de compreender por que o município destina recursos ao Instituto Projeto Rondon para serviços de apoio administrativo, técnico e operacional na saúde e, paralelamente, contrata a Fabermed para determinados procedimentos.

A Prefeitura está pagando por serviços diferentes ou existem atividades que aparecem nas obrigações das duas instituições?

Essa é a questão que precisa ser esclarecida.

O documento obtido pela reportagem comprova a liquidação da despesa e a emissão das ordens de pagamento, mas não apresenta a relação dos serviços executados, os profissionais envolvidos ou os resultados efetivamente entregues à população.

Também não permite concluir que houve pagamento duplicado. Entretanto, diante da existência de diferentes contratações na mesma área, cabe à administração municipal demonstrar com clareza onde termina a responsabilidade de uma instituição e começa a da outra.

O dinheiro público tem destino, finalidade e precisa produzir resultados verificáveis. Não basta apresentar contratos e valores. É necessário demonstrar o serviço realizado.

A pergunta que o Blog do Cleuber Carlos dirige à Prefeitura de Taquaral é objetiva: quais serviços justificaram os R$ 374.836,25 destinados ao Instituto Projeto Rondon em setembro e quais desses serviços não estavam contemplados na contratação da Fabermed?

A resposta está nos contratos, nos relatórios de execução e nos comprovantes dos serviços prestados. Documentos que poderão esclarecer se a população recebeu exatamente aquilo pelo qual o município comprometeu seus recursos.