domingo, 16 de agosto de 2026

PABLO MARÇAL ENTRA NO JOGO E PODE EMBARALHAR ELEIÇÃO EM GOIÁS: ALIANÇA COM MARCONI SERIA BOM NEGÓCIO PARA OS DOIS

XADREZ ELEITORAL | Entrada do goiano na corrida presidencial cria uma variável inesperada no cenário nacional e pode produzir reflexos diretos em Goiás. Uma eventual dobradinha entre Pablo Marçal e Marconi Perillo daria ao presidenciável um palanque competitivo no Estado e permitiria ao tucano construir uma alternativa à polarização nacional.

A entrada de Pablo Marçal (PRTB) na disputa pela Presidência da República acrescentou uma peça imprevisível ao tabuleiro eleitoral de 2026.

O PRTB protocolou no sábado (15) o pedido de registro da candidatura de Marçal, tendo Leonardo Avalanche como vice. O movimento aconteceu depois de uma decisão provisória da Justiça Eleitoral permitir sua refiliação ao partido com efeitos retroativos. Existe, entretanto, uma enorme batalha jurídica pela frente: Marçal permanece atingido por decisões de inelegibilidade e precisará superar esse obstáculo para efetivamente disputar a eleição. (Correio Braziliense)

Politicamente, porém, sua entrada já abre novas possibilidades.

E Goiás pode ser um dos Estados onde essa movimentação terá maior impacto.

Goiano, Marçal possui forte presença nas redes sociais e capacidade própria de mobilização. Ao mesmo tempo, o PRTB em Goiás está no campo político de apoio à candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao governo.

É justamente aí que surge uma combinação eleitoral potencialmente interessante para os dois lados.

MARÇAL PRECISA DE PALANQUE. MARCONI PODE GANHAR UMA TERCEIRA VIA

Uma eventual aproximação permitiria a Marconi oferecer a Marçal estrutura e palanque político em seu Estado natal. Em contrapartida, Marçal poderia acrescentar à campanha tucana um eleitorado digital e uma parcela do voto conservador que não necessariamente se identifica integralmente com o bolsonarismo.

Para Marconi, haveria ainda outra vantagem estratégica: escapar da obrigação política de escolher um dos polos nacionais.

Em vez de ficar comprimido entre Lula e Flávio Bolsonaro, poderia construir uma campanha estadual associada a uma candidatura presidencial própria de seu campo de alianças.

Para Marçal, Marconi representaria algo igualmente valioso: um candidato competitivo ao governo de Goiás e uma estrutura política estadual capaz de transformar popularidade digital em palanque eleitoral.

MARÇAL PODE TIRAR VOTOS DE FLÁVIO?

No cenário nacional, essa é uma das grandes perguntas abertas.

Marçal chegou a declarar apoio a Flávio Bolsonaro em dezembro de 2025. Agora, porém, os dois podem acabar disputando parcelas semelhantes do eleitorado. (CNN Brasil)

Isso não significa que Marçal já possa ser apontado como favorito ao segundo turno. As pesquisas nacionais anteriores à sua entrada mostravam Lula e Flávio Bolsonaro muito à frente dos demais candidatos. Na CNT/MDA divulgada em 11 de agosto, por exemplo, Lula aparecia com 42,4% e Flávio com 28,7%; os demais nomes estavam abaixo de 5%. (Reuters)

A incógnita agora é medir quanto Marçal consegue capturar depois de oficialmente entrar no tabuleiro.

Sua candidatura pode disputar votos especialmente no campo conservador, alterar estratégias de campanha e obrigar Flávio Bolsonaro a defender um eleitorado que até agora aparecia relativamente concentrado.

E GOIÁS PODE SENTIR O EFEITO

Marconi também precisa crescer. Pesquisa Quaest divulgada em 30 de julho colocou Daniel Vilela com 37% e Marconi com 21% no primeiro turno. (UOL Notícias)

Por isso, uma associação com um presidenciável goiano de grande alcance digital poderia criar um fato novo na campanha estadual.

O acordo teria uma lógica simples: Marçal ganharia palanque em Goiás; Marconi ganharia um presidenciável para chamar de seu.

Se essa convergência realmente ocorrer e sobreviver às decisões da Justiça Eleitoral, a candidatura de Pablo Marçal poderá deixar de ser apenas uma novidade nacional.

Ela poderá mexer diretamente na eleição de Goiás — e oferecer a Marconi Perillo uma oportunidade de reposicionamento justamente na reta decisiva da disputa pelo Palácio das Esmeraldas.


MARCONI LANÇA CAMPANHA EM GOIANÉSIA, TERRA DE JOSÉ MACHADO E HISTÓRICO REDUTO DA FAMÍLIA LAGE

POLÍTICA | Marconi Perillo escolhe Goianésia, município historicamente ligado ao deputado José Machado e à família Lage, para lançar sua campanha. Evento também consolida a dobradinha de Machado com Flávia Teles, viúva do ex-governador Maguito Vilela, que terá Charle Antônio como coordenador-geral de sua campanha.

O lançamento da campanha de Marconi Perillo (PSDB) em Goianésia neste domingo (16) carrega uma simbologia que vai além de mais uma agenda eleitoral pelo interior de Goiás.

Marconi chega a uma cidade historicamente marcada pela força política do deputado estadual José Machado e da família Lage, grupo com profundas raízes políticas e econômicas no município.

É justamente nesse território que o PSDB monta uma composição para transformar Goianésia em uma importante base da campanha tucana no Vale do São Patrício.

Ao lado de sua candidata a vice-governadora, Jacqueline Zaiden, Marconi reúne lideranças e apresenta seu projeto para retornar ao Palácio das Esmeraldas.

FLÁVIA TELES, VIÚVA DE MAGUITO, FAZ DOBRADINHA COM JOSÉ MACHADO

Um dos movimentos de maior peso político no evento é a consolidação da dobradinha entre José Machado, que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa, e Flávia Teles, candidata a deputada federal pelo PSDB.

Flávia é viúva do ex-governador de Goiás e ex-prefeito de Goiânia Maguito Vilela, uma das figuras mais importantes da história política recente do Estado. Agora, entra diretamente na disputa eleitoral e desponta como uma das candidaturas competitivas da chapa tucana para a Câmara dos Deputados.

Em Goianésia, Flávia terá ao seu lado justamente José Machado, que disputa a reeleição em sua terra natal e possui uma estrutura política construída ao longo de décadas na região.

A composição oferece ao eleitor uma sequência praticamente completa dentro do mesmo projeto: Marconi para governador, Jacqueline para vice, José Machado para deputado estadual e Flávia Teles para deputada federal.

CHARLE ANTÔNIO COMANDARÁ CAMPANHA DE FLÁVIA

Outro anúncio importante feito em Goianésia é a definição de Charle Antônio como coordenador-geral da campanha de Flávia Teles.

Charle terá, portanto, a responsabilidade de comandar a organização e a articulação política da candidatura de Flávia, trabalhando na construção das bases e alianças necessárias para levá-la à Câmara Federal.

A escolha reforça a importância atribuída à organização política da candidatura, especialmente no interior, onde a formação de dobradinhas com candidatos a deputado estadual e o apoio de lideranças municipais podem ser decisivos.

GOIANÉSIA NO MAPA ESTRATÉGICO DE MARCONI

A escolha de Goianésia para o lançamento não é casual.

Ao abrir a campanha em um município historicamente ligado a José Machado e à família Lage, Marconi sinaliza que pretende reconstruir sua força no interior apoiado em lideranças tradicionais e estruturas políticas consolidadas.

O evento deste domingo, portanto, representa mais que uma festa partidária. É a montagem de um palanque que reúne Marconi e Jacqueline na disputa pelo Governo de Goiás, José Machado buscando renovar seu mandato na Assembleia e Flávia Teles, viúva de Maguito Vilela, tentando conquistar uma cadeira em Brasília, sob a coordenação-geral de Charle Antônio.

Goianésia volta, assim, a ocupar posição de destaque no tabuleiro político de Goiás.


Goiás volta ao centro das grandes decisões do TSE

JUSTIÇA ELEITORAL | Dias depois de uma decisão do ministro Dias Toffoli provocar uma reviravolta no caso envolvendo o goiano Robson Rios e três vereadores de Acreúna, outro personagem nascido em Goiás coloca seu futuro político diante da Justiça Eleitoral: Pablo Marçal. Desta vez, a disputa pode chegar ao cargo mais poderoso da República.

Goiás acaba de acompanhar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral capaz de virar de cabeça para baixo o tabuleiro político de Acreúna.

Agora, outro goiano entra no centro de uma batalha eleitoral de dimensão nacional.

De um lado está Robson Rios, personagem central do processo em que o ministro Dias Toffoli suspendeu integralmente os efeitos de um acórdão do TRE-GO, atingindo consequências como cassações de mandatos e inelegibilidade.

Do outro está Pablo Marçal, goiano de Goiânia e personagem nacional da política, cujo futuro eleitoral depende da análise de sua situação jurídica pela Justiça Eleitoral.

Os processos são diferentes, envolvem fatos distintos e não devem ser confundidos juridicamente.

Politicamente, entretanto, existe uma coincidência impossível de ignorar:

dois goianos, duas batalhas eleitorais de enorme repercussão e a Justiça Eleitoral como peça decisiva para definir o futuro de ambos.

ROBSON CONSEGUIU A VIRADA

No caso de Acreúna, a mudança já aconteceu.

Depois de sofrer uma derrota que provocou consequências políticas profundas, o grupo ligado a Robson Rios conseguiu levar a discussão às instâncias superiores.

Dias Toffoli identificou, em análise preliminar, questionamentos relevantes envolvendo a confiabilidade de parte da prova e determinou a suspensão integral dos efeitos do acórdão regional enquanto o recurso é analisado.

A decisão abriu caminho para o retorno de Julinho de Arantina, Paraibinha e Diego Smith à Câmara e suspendeu os efeitos da inelegibilidade decorrente daquele processo contra Robson.

Não houve absolvição definitiva.

Mas houve uma vitória jurídica suficientemente importante para recolocar Robson no jogo político.

AGORA OS HOLOFOTES SE VOLTAM PARA PABLO MARÇAL

Se a batalha de Robson mexeu com Acreúna e repercutiu na política goiana, a de Pablo Marçal possui dimensão nacional.

Marçal pretende disputar a Presidência da República em 2026, mas o protocolo de um pedido de registro, por si só, não representa autorização definitiva para concorrer.

A Justiça Eleitoral precisa examinar as condições do registro e eventuais impedimentos jurídicos.

É justamente aí que começa uma batalha capaz de repercutir em toda a eleição presidencial.

Se Robson Rios conseguiu transformar uma situação eleitoral adversa em uma reviravolta nas instâncias superiores, Pablo Marçal busca agora superar seus próprios obstáculos jurídicos para chegar às urnas.

DOIS GOIANOS, DUAS HISTÓRIAS E UMA CORTE DECISIVA

Não existe relação jurídica entre os processos.

Também não existe qualquer fundamento para afirmar que a decisão favorável a Robson antecipe o que acontecerá com Marçal.

Mas os dois casos revelam a dimensão que a Justiça Eleitoral assumiu na eleição de 2026.

No primeiro, uma decisão superior foi capaz de alterar novamente a composição de forças de uma cidade inteira.

No segundo, o que está em discussão pode interferir diretamente na composição da disputa pela Presidência da República.

E existe ainda uma curiosidade política poderosa:

Goiás está nos dois lados dessa história.

Robson Rios, no interior goiano, acaba de conquistar uma importante vitória jurídica.

Pablo Marçal, nascido em Goiânia e projetado nacionalmente, enfrenta uma batalha que poderá definir se seu nome estará ou não na disputa pelo Palácio do Planalto.

A PERGUNTA AGORA É OUTRA

A vitória de Robson mostrou algo elementar no Direito Eleitoral: uma condenação regional não significa necessariamente que a última palavra já tenha sido dada.

Recursos existem, decisões podem ser revistas e situações aparentemente consolidadas podem sofrer mudanças nas instâncias superiores.

Foi exatamente o que ocorreu em Acreúna.

Mas isso não significa que o mesmo resultado acontecerá com Pablo Marçal.

Cada processo possui provas, fundamentos e circunstâncias próprias.

A comparação é política, não jurídica.

Ainda assim, depois da reviravolta protagonizada por Robson Rios, Goiás volta seus olhos novamente para a Justiça Eleitoral.

Desta vez, não para saber quem ocupará cadeiras na Câmara de Acreúna.

Mas para responder a uma pergunta de dimensão nacional:

Pablo Marçal conseguirá superar sua batalha jurídica e disputar a Presidência da República em 2026?

De Acreúna ao Palácio do Planalto, dois goianos colocam a Justiça Eleitoral no centro do jogo político.

Robson Rios já conseguiu sua primeira grande virada.

Agora, o Brasil espera para saber qual será o destino eleitoral de Pablo Marçal.


MARCONI ESCOLHE GOIANÉSIA PARA DAR LARGADA À CAMPANHA E REPETE RITUAL QUE COMEÇOU NA VITÓRIA DE 1998

ELEIÇÕES 2026 | Ao lado da candidata a vice-governadora Jaqueline Zaiden, ex-governador volta ao Vale do São Patrício neste domingo para lançar oficialmente sua campanha ao Governo de Goiás. Escolha de Goianésia repete uma tradição eleitoral iniciada há 28 anos.

Marconi Perillo (PSDB) escolheu um território carregado de simbolismo político para colocar oficialmente sua campanha de 2026 nas ruas. Neste domingo, 16 de agosto, o tucano lança em Goianésia sua candidatura ao Governo de Goiás, ao lado da vice Jaqueline Zaiden.

O ato está marcado para as 17 horas, na Rua 34, entre as ruas 11 e 9, no Setor Nova Aurora, conforme o material de divulgação da campanha. A programação publicada pela imprensa também confirma Goianésia como palco do lançamento oficial. (Jornal Opção⁠)

Não se trata, porém, de uma cidade escolhida ao acaso.

O SIMBOLISMO DE GOIANÉSIA

Foi em Goianésia que Marconi iniciou, em 1998, a campanha que terminaria com sua primeira eleição para governador de Goiás.

Desde então, a cidade transformou-se numa espécie de ponto de partida eleitoral do grupo político ligado ao tucano. Com a disputa de 2026, serão oito eleições consecutivas em que Marconi inicia sua caminhada eleitoral no município. (Mais Goiás⁠)

A escolha, portanto, carrega uma mensagem evidente: Marconi tenta conectar a campanha atual à trajetória política que começou justamente com a surpreendente vitória de 1998.

Naquele momento, ele chegou ao governo aos 35 anos. Depois, construiria uma carreira que inclui quatro mandatos como governador de Goiás.

Agora, quase três décadas depois daquela primeira arrancada, retorna ao mesmo território tentando construir uma nova volta ao Palácio das Esmeraldas.

JAQUELINE ENTRA EM CAMPO AO LADO DE MARCONI

A largada também coloca a vice Jaqueline Zaiden definitivamente no centro da campanha.

Antes de Goianésia, Marconi cumpre compromissos em Rio Verde, cidade ligada politicamente a Jaqueline. A agenda divulgada prevê participação em culto de Ação de Graças e encontro com idosos antes da viagem para o Vale do São Patrício. (Portal Go 020⁠)

A estratégia permite que a chapa comece o domingo passando por dois territórios com significados diferentes: Rio Verde fortalece a apresentação da vice e a presença no Sudoeste; Goianésia resgata a história eleitoral de Marconi.

UMA CAMPANHA COM O DESAFIO DE RECONSTRUIR ALIANÇAS

Se Goianésia traz boas lembranças para o tucano, o cenário de 2026 é diferente daquele encontrado em outras disputas.

Marconi inicia a campanha tentando transformar seu peso político e sua memória administrativa em estrutura eleitoral suficiente para enfrentar adversários que também colocam suas máquinas nas ruas.

Enquanto o tucano lança a candidatura em Goianésia, Daniel Vilela inicia sua movimentação pelo Entorno do Distrito Federal ao lado de Ronaldo Caiado. Wilder Morais também programou atos para a abertura da campanha. (Jornal Opção⁠)

A disputa pelo Governo de Goiás, portanto, entra oficialmente em uma nova fase.

Acabou o período das articulações de bastidores, das convenções e das pré-candidaturas.

Agora é voto.

GOIANÉSIA SERÁ O PRIMEIRO TESTE

O lançamento deste domingo também terá uma leitura inevitável nos bastidores: o tamanho da mobilização que Marconi conseguirá produzir.

Número de lideranças, presença de candidatos proporcionais, participação popular e capacidade de reunir antigos e novos aliados serão observados pelos adversários.

Para Marconi, Goianésia não representa apenas o primeiro comício de uma campanha.

Representa uma tentativa de recuperar o ambiente político de onde saiu uma das maiores viradas eleitorais da história recente de Goiás.

Em 1998, a caminhada começou em Goianésia e terminou no Palácio das Esmeraldas.

Em 2026, 28 anos depois, Marconi volta ao mesmo ponto de partida.

A pergunta que começa a ser respondida neste domingo é outra:

Goianésia ainda tem força para ser, mais uma vez, o começo de uma caminhada de Marconi rumo ao Governo de Goiás?