segunda-feira, 26 de outubro de 2026

CASSAÇÃO DE JERONYMO: FALTA DE VEREADOR NÃO REDUZ QUÓRUM; OITO VOTOS SÃO OBRIGATÓRIOS PARA DERRUBAR PREFEITO

Legislação federal determina que cassação exige dois terços dos integrantes da Câmara, independentemente do número de presentes. Com 11 vereadores, ausência pode favorecer prefeito, mas não altera os oito votos necessários.

Uma questão jurídica pode ser decisiva no julgamento do prefeito Jeronymo Siqueira (MDB), marcado para esta segunda-feira (26), em São Miguel do Araguaia: o que acontece se um ou mais vereadores não comparecerem à sessão?

O Blog do Cleuber Carlos consultou o Decreto-Lei Federal nº 201/1967 e informações oficiais do Regimento Interno da Câmara Municipal. A conclusão é objetiva: a ausência de parlamentares não reduz os votos exigidos para a cassação.

O artigo 5º, inciso VI, do decreto estabelece que a perda do mandato depende do voto favorável de pelo menos dois terços dos membros da Câmara, e não apenas dos presentes.

Como o Legislativo municipal possui 11 vereadores, são necessários oito votos favoráveis.

A MATEMÁTICA QUE PODE DECIDIR O JULGAMENTO

Se os 11 comparecerem, serão necessários oito votos. Com dez presentes, a exigência permanece em oito. Se apenas nove participarem, também serão necessários oito votos.

Com oito presentes, todos precisarão votar pela cassação. Com sete, não haverá votos suficientes para retirar o prefeito do cargo.

Isso não significa que qualquer número de presentes autorize a realização do julgamento. O quórum para instalar e conduzir a sessão deve ser observado separadamente.

PRESIDENTE TAMBÉM PODE VOTAR

O artigo 29 do Regimento Interno de São Miguel do Araguaia prevê expressamente que o presidente da Câmara vota quando a matéria exige aprovação por dois terços.

Portanto, o voto do presidente também pode ser decisivo.

Informações de bastidores obtidas pelo Blog do Cleuber Carlos apontam nove vereadores favoráveis à cassação, cenário ainda dependente da votação oficial.

A regra jurídica é inequívoca: não basta conquistar dois terços dos presentes. É indispensável alcançar oito votos favoráveis.

Nesta segunda-feira, cada ausência, abstenção ou voto contrário poderá influenciar diretamente o destino político de Jeronymo Siqueira.

O Blog do Cleuber Carlos acompanhará o julgamento ao vivo.

Fundamentação jurídica: artigo 5º, inciso VI, do Decreto-Lei nº 201/1967, disponível no Tribunal Superior Eleitoral⁠, e artigo 29 do Regimento Interno, publicado pela Câmara Municipal⁠.


DIA D EM SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA: JERONYMO SIQUEIRA À BEIRA DA CASSAÇÃO; OITO VOTOS PODEM DERRUBAR O PREFEITO HOJE

Acusado de atrasar salários de servidores e deixar de repassar R$ 916 mil à Câmara, prefeito enfrenta julgamento decisivo nesta segunda-feira (26). Informações de bastidores apontam nove vereadores favoráveis à cassação, um a mais que o necessário. Blog do Cleuber Carlos acompanhará a sessão ao vivo.

Chegou o dia do acerto de contas político em São Miguel do Araguaia. Nesta segunda-feira, 26 de outubro, às 10 horas, os 11 vereadores do município estarão diante de uma decisão que poderá encerrar antecipadamente o mandato do prefeito Jeronymo Siqueira (MDB).

Depois de meses de denúncias, investigações, conflitos institucionais e disputas judiciais, o processo de cassação chega ao plenário da Câmara Municipal. O que antes movimentava os bastidores da política agora será decidido em votação nominal, diante da população.

O cenário é extremamente desfavorável ao prefeito. Informações anteriormente obtidas pelo Blog do Cleuber Carlos apontam que nove dos 11 vereadores estariam favoráveis à cassação. Pela legislação, são necessários apenas oito votos para retirar Jeronymo do cargo.

Se essa tendência se confirmar, o prefeito perderá o mandato.

SALÁRIOS ATRASADOS E R$ 916 MIL EM REPASSES QUESTIONADOS

As acusações que serão julgadas não se limitam a divergências políticas. Envolvem obrigações fundamentais da administração pública.

A denúncia aponta atrasos reiterados nos salários dos servidores municipais durante 2025 e 2026. Documentos apresentados pelo sindicato da categoria indicam que, em um dos episódios, os vencimentos referentes a março foram pagos somente em 22 de abril, ultrapassando em 17 dias o prazo previsto na Lei Orgânica Municipal.

A situação motivou, inclusive, recomendação do Ministério Público de Goiás para a regularização dos pagamentos.

Outro ponto grave envolve os repasses financeiros obrigatórios ao Poder Legislativo, conhecidos como duodécimos.

Segundo documentos da tesouraria da Câmara, entre janeiro e julho de 2026 deveriam ter sido transferidos aproximadamente R$ 4,39 milhões. Entretanto, os pagamentos teriam alcançado apenas R$ 3,47 milhões, deixando uma diferença acumulada de R$ 916,1 mil.

A Câmara afirma ter encaminhado quatro ofícios cobrando a regularização dos valores, sem receber resposta formal.

São acusações acompanhadas de documentos e que agora exigirão uma decisão dos vereadores. A responsabilidade do prefeito, entretanto, dependerá do julgamento.

NOVE VEREADORES CONTRA O PREFEITO?

A matemática política pode ser o maior problema de Jeronymo Siqueira.

A Câmara de São Miguel do Araguaia possui 11 vereadores. O Decreto-Lei nº 201/1967 exige o voto favorável de dois terços dos integrantes da Casa para a cassação por infração político-administrativa.

Portanto, oito votos são suficientes.

O Blog do Cleuber Carlos já havia revelado informações de bastidores indicando nove parlamentares inclinados a votar pela cassação.

Se esse alinhamento permanecer até a votação, Jeronymo poderá enfrentar uma derrota por margem superior à exigida pela legislação.

Mas existe uma diferença entre declarações de bastidores e votos efetivamente registrados. Hoje, cada vereador terá de assumir sua decisão publicamente.

PREFEITO ENFRENTA CERCO POLÍTICO E JUDICIAL

O julgamento acontece em meio a uma sucessão de procedimentos político-administrativos instaurados contra Jeronymo.

Reportagens apontam a existência de quatro comissões processantes envolvendo denúncias contra a administração municipal.

O prefeito também recorreu à Justiça para questionar procedimentos adotados pela Câmara. Em uma das disputas, chegou ao Supremo Tribunal Federal, onde não conseguiu impedir o prosseguimento do processo questionado.

A decisão judicial não estabelece culpa, mas evidencia o grau de conflito institucional instalado entre os poderes Executivo e Legislativo.

OITO VOTOS E UMA DECISÃO HISTÓRICA

A sessão desta segunda-feira poderá representar uma mudança profunda no comando político de São Miguel do Araguaia.

Os vereadores terão de examinar as acusações, ouvir a defesa e decidir, nominalmente, sobre a responsabilidade do prefeito.

O julgamento deve respeitar todas as garantias legais, inclusive o contraditório e a ampla defesa. A comissão processante já aprovou parecer favorável às acusações, mas a palavra final pertence ao plenário.

A decisão não será apenas sobre a permanência de um prefeito no cargo. Será também uma resposta institucional às denúncias relacionadas ao pagamento dos servidores e ao cumprimento das obrigações financeiras da Prefeitura.

BLOG DO CLEUBER CARLOS FARÁ COBERTURA AO VIVO

O Blog do Cleuber Carlos acompanhará diretamente de São Miguel do Araguaia todos os acontecimentos da sessão, desde sua abertura até a proclamação do resultado.

A cobertura trará informações sobre a manifestação da defesa, os debates, o posicionamento dos parlamentares e a votação que poderá definir o futuro do município.

Para Jeronymo Siqueira, a segunda-feira representa o momento mais delicado de sua trajetória à frente da Prefeitura.

Para os vereadores, chegou a hora de decidir.

E para São Miguel do Araguaia, chegou o dia de conhecer o destino político de seu prefeito.

A sessão das 10h, os detalhes das acusações e o parecer da comissão constam de reportagens publicadas em 22 e 23 de outubro. O cálculo de oito votos considera a composição de 11 vereadores, também registrada em publicação anterior do próprio blog.


BOMBA EM BRASÍLIA! SILVYE ALVES AMEAÇA REVELAR “SUJEIRA” DE DEPUTADOS E LEVANTA SUSPEITAS SOBRE BASTIDORES DO CONGRESSO

Deputada federal por Goiás afirma que pretende expor o que fizeram contra ela. Declaração provoca questionamentos: quem são os parlamentares envolvidos, o que aconteceu e quais provas Silvye estaria disposta a apresentar?

Uma declaração atribuída à deputada federal Silvye Alves (União Brasil-GO), divulgada em uma imagem de suas redes sociais, coloca os bastidores da política sob uma nova interrogação. Em tom de revolta, a parlamentar anuncia que pretende revelar acontecimentos envolvendo outros deputados.

“Vou entregar toda sujeira que fizeram comigo, srs deputados”, diz a mensagem reproduzida na publicação.

A frase é curta, mas seu conteúdo é explosivo. Ao mencionar diretamente deputados e falar em revelar uma suposta sujeira, Silvye abre espaço para questionamentos sobre possíveis conflitos, pressões e episódios ocorridos nos bastidores do Congresso Nacional.

A parlamentar, entretanto, não identifica os deputados aos quais estaria se referindo, tampouco apresenta, na mensagem divulgada, documentos ou detalhes dos acontecimentos que motivaram sua manifestação.

O episódio ganha relevância diante de declarações anteriores de Silvye. Em setembro de 2026, durante entrevista ao G5News, a deputada afirmou ter sofrido pressões de integrantes de uma estrutura que classificou como de “hierarquia máxima” antes de votar favoravelmente à chamada PEC da Blindagem. Na ocasião, reconheceu que havia cedido à pressão e manifestou arrependimento.

Não há, contudo, elementos que permitam relacionar diretamente aquele episódio à nova mensagem atribuída à parlamentar.

A pergunta que precisa ser respondida é simples: o que Silvye Alves sabe e quem são os deputados mencionados?

Se existem fatos graves envolvendo integrantes do Congresso Nacional, a sociedade tem o direito de conhecê-los. E, caso a parlamentar disponha de provas de irregularidades, o caminho institucional é apresentá-las aos órgãos competentes.

Também é necessário distinguir conflitos políticos e pessoais de eventuais práticas ilícitas. A declaração, isoladamente, não comprova qualquer crime ou irregularidade.

O Blog do Cleuber Carlos considera que o episódio exige esclarecimentos. Silvye Alves precisa explicar a quem se refere, quais acontecimentos pretende revelar e se pretende formalizar alguma denúncia.

Afinal, uma representante eleita pelo povo, ao anunciar publicamente que poderá expor a conduta de outros parlamentares, transforma uma questão aparentemente pessoal em assunto de interesse público.

Silvye vai revelar nomes, apresentar provas e levar o caso adiante ou a declaração ficará apenas no campo das advertências políticas?

A resposta poderá determinar se o episódio terá consequências concretas ou permanecerá como mais um capítulo das disputas internas do Congresso Nacional.


domingo, 25 de outubro de 2026

EMPRESA CONTRATADA PARA CIRURGIAS DE CATARATA EM TAQUARAL REAPARECE EM CONTRATO DE R$ 3,1 MILHÕES APÓS MUDANÇAS SOCIETÁRIAS

Investigação do Blog do Cleuber Carlos identifica o mesmo CNPJ em contratações de 2025 e 2026. Nova composição societária foi registrada apenas 18 dias antes da assinatura do contrato milionário. Pagamentos e procedimentos efetivamente realizados ainda precisam ser esclarecidos.


Uma investigação do Blog do Cleuber Carlos identificou uma conexão empresarial entre dois contratos firmados pelo Fundo Municipal de Saúde de Taquaral de Goiás, envolvendo cirurgias de catarata, exames e serviços médicos especializados.


Em novembro de 2025, a FMC Procedimentos Médicos Ltda., CNPJ 41.063.390/0001-26, foi contratada por R$ 49.999,95 para a realização de cirurgias de catarata. A contratação estava vinculada à emenda parlamentar nº 1326.13, de R$ 50 mil, destinada pelo deputado estadual Veter Martins.


Nove meses depois, em 23 de agosto de 2026, o mesmo CNPJ aparece no contrato nº 106/2026, agora sob a denominação Fabermed Soluções em Saúde Ltda., no valor de R$ 3.119.900.


Somados, os dois contratos alcançam R$ 3.169.899,95.


O levantamento também identificou alterações societárias próximas à contratação milionária. Em 5 de agosto de 2026, apenas 18 dias antes da assinatura do contrato com a Prefeitura, houve o ingresso de JVGF Participações Ltda., Unisen Holding de Participações Ltda. e Lucas Nogueira Taveira Adorno na composição empresarial.


A cronologia das alterações chama atenção e exige esclarecimentos sobre a estrutura societária e administrativa da empresa no momento da contratação.


O credenciamento municipal de 2026 também apresenta valores de referência para procedimentos oftalmológicos: 50 cirurgias de catarata, a R$ 3.333 por olho, e 50 cirurgias de pterígio, a R$ 2.800 por olho. Juntos, esses itens representam R$ 306.650 em serviços previstos no edital.


Entretanto, ainda é necessário confirmar quais procedimentos foram efetivamente contratados à Fabermed, quantos foram realizados e quais valores foram pagos.


Outro ponto da investigação envolve a emenda parlamentar de R$ 800 mil destinada pelo deputado Eduardo Prado ao custeio da saúde de Taquaral, registrada como paga no relatório estadual. Até o momento, não foi comprovado que esses recursos tenham financiado pagamentos à Fabermed.


A existência de contratos sucessivos com o mesmo CNPJ e as alterações societárias identificadas não comprovam irregularidades. Mas a documentação levanta questões legítimas sobre a execução dos serviços e a aplicação dos recursos públicos.


O Blog do Cleuber Carlos busca esclarecer quantas cirurgias foram realizadas, quais pacientes foram atendidos, preservado o sigilo de seus dados pessoais, e quanto o município efetivamente desembolsou à empresa.


A investigação continua.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

BOMBA! REVIRAVOLTA PODE TIRAR CAROL DO AMILTON FILHO E PAULO CEZAR MARTINS DA ALEGO; GUGU NADER E MAURO RUBEM ENTRAM NA DISPUTA POR VAGAS

Anulação de 109 mil votos pode modificar o quociente eleitoral e provocar uma redistribuição de cadeiras na Assembleia Legislativa de Goiás. Informação obtida pelo Blog do Cleuber Carlos aponta possível perda de duas vagas pelo MDB, com reflexos para PSDB e PT.

Uma reviravolta judicial envolvendo a filiação partidária de Carol do Amilton Filho pode alterar profundamente a composição da Assembleia Legislativa de Goiás. A possível anulação dos 109.002 votos recebidos pela candidata do MDB abre caminho para uma retotalização capaz de atingir outros parlamentares eleitos.

O Blog do Cleuber Carlos apurou, com uma fonte que acompanha os cálculos eleitorais, a possibilidade de o MDB perder duas cadeiras. Nesse cenário, Carol e Paulo Cezar Martins ficariam fora da Assembleia, enquanto Gugu Nader (PSDB) e Mauro Rubem (PT) poderiam assumir.

A informação coincide com uma hipótese examinada anteriormente pelo blog, mas ainda não foi confirmada por retotalização oficial.

OS NÚMEROS QUE PODEM MUDAR A ALEGO

Nas eleições de 4 de outubro, Goiás registrou 3.637.985 votos válidos para deputado estadual. Dividido pelas 41 cadeiras da Assembleia, o total produziu um quociente eleitoral de 88.731 votos.

O MDB recebeu 565.563 votos e conquistou sete cadeiras, sendo seis pelo quociente partidário e uma pelas sobras.

Com a exclusão hipotética dos 109.002 votos de Carol, a votação do MDB cairia para 456.561 votos, uma redução de 19,27%.

O total de votos válidos passaria para 3.528.983, reduzindo o quociente eleitoral para 86.073 votos.

Com isso, o MDB teria cinco cadeiras pelo quociente partidário, passando a depender da distribuição das sobras para conquistar outras vagas.

A federação PSDB/Cidadania, com 291.610 votos, garantiria três cadeiras pelo novo quociente. Sua média inicial para disputar uma quarta vaga seria de 72.902,50 votos. Gugu Nader, que recebeu 26.050 votos, seria o próximo nome da federação na hipótese de conquista dessa cadeira.

Já a federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, somou 334.747 votos. Garantiria três cadeiras diretamente e disputaria a quarta com média de 83.686,75 votos, superior à média de 76.093,50 do MDB para disputar sua sexta cadeira.

POR QUE MAURO RUBEM PODE ENTRAR?

Mauro Rubem recebeu 38.206 votos e ficou na primeira suplência da federação do PT. Sua entrada dependeria de a legenda conquistar uma quinta cadeira na redistribuição.

A média para essa quinta vaga seria de 66.949,40 votos. Portanto, a simples comparação entre a primeira média do PT e a do MDB não comprova, isoladamente, a conquista dessa cadeira adicional.

A hipótese de entrada de Mauro Rubem e saída de Paulo Cezar Martins integra a informação extraoficial recebida pelo blog e ainda exige confirmação do cálculo completo.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

A discussão ganhou novos contornos após manifestação do promotor eleitoral Lucas Danilo Vaz Costa Júnior, que apontou fortes indícios de falsidade material e ideológica na documentação apresentada para comprovar a filiação de Carol ao MDB.

O Ministério Público Eleitoral pediu a improcedência do reconhecimento da filiação, a exclusão do registro provisório no sistema FILIA, a revogação da liminar e a remessa dos autos à Polícia Federal para investigação de possíveis crimes eleitorais.

Em 22 de outubro, o TRE-GO manteve o registro da candidatura de Carol, mas esclareceu que a liminar utilizada para comprovar sua filiação permanece provisória e pode ser revista pelo juiz de origem.

O QUE ESTÁ EM JOGO

A controvérsia deixou de envolver apenas a situação individual de Carol do Amilton Filho. Uma eventual decisão judicial que determine a anulação de seus votos poderá alterar o quociente eleitoral, a distribuição das sobras e a composição da Assembleia Legislativa.

A simulação matemática independente, considerando exclusivamente a retirada dos 109.002 votos, indica seis cadeiras para o MDB, quatro para PSDB/Cidadania e quatro para PT/PCdoB/PV. Nesse cálculo, Gugu Nader ocuparia a vaga adicional do PSDB/Cidadania, enquanto Paulo Cezar Martins permaneceria entre os seis eleitos do MDB.

A informação extraoficial sobre duas substituições, entretanto, aponta um cenário diferente e continua sob apuração.

O Blog do Cleuber Carlos acompanha o caso desde as primeiras denúncias e seguirá investigando os possíveis desdobramentos eleitorais.

A anulação dos votos não foi determinada, e nenhuma alteração na composição da Assembleia está confirmada.

Os dados de votação e a composição original das bancadas foram conferidos com a apuração eleitoral e a relação de eleitos divulgada pelo TRE-GO.

Nota de apuração: mantive em destaque a informação exclusiva sobre a possível saída de Paulo Cezar Martins e entrada de Mauro Rubem, mas distingui essa hipótese do resultado que os cálculos disponíveis efetivamente demonstram. Isso é importante para que a matéria não apresente como matematicamente comprovada uma segunda troca de cadeiras que ainda precisa ser esclarecida.


BOMBA! MINISTÉRIO PÚBLICO APONTA FORTES INDÍCIOS DE FRAUDE NA FILIAÇÃO DE CAROL DO AMILTON FILHO E PEDE INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

Parecer de 16 páginas, obtido pelo Blog do Cleuber Carlos, aponta suspeitas de falsidade documental, irregularidades em atas do MDB e alterações em reportagens utilizadas como provas. Promotor pede cancelamento da filiação provisória da candidata e investigação de possíveis crimes eleitorais.

O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça o cancelamento da filiação partidária provisória de Ana Caroline Guimarães de Oliveira Faria, conhecida como Carol do Amilton Filho, ao MDB de Anápolis, além da abertura de investigação pela Polícia Federal.

A manifestação, assinada pelo promotor eleitoral Lucas Danilo Vaz Costa Júnior em 22 de outubro de 2026, aponta fortes indícios de falsidade material e ideológica na documentação apresentada para comprovar a filiação da viúva do deputado estadual Amilton Filho, falecido em 26 de setembro.

O Blog do Cleuber Carlos teve acesso à íntegra do parecer, juntado ao processo nº 0600109-61.2026.6.09.0141, em tramitação na 141ª Zona Eleitoral de Anápolis.

Carol sustenta que se filiou ao MDB em 17 de novembro de 2025. Entretanto, segundo o Ministério Público, não foi localizada no livro original do partido a ata da reunião em que a filiação teria ocorrido.

O promotor também questiona documentos assinados pelo tesoureiro do MDB de Anápolis, Vanderley Cezario de Lima, incluindo a ficha de filiação, ofícios partidários e uma ata de setembro de 2026.

A análise do livro original revelou, segundo o parecer, diferenças de formatação e sinais de que uma página teria sido arrancada ou substituída.

Outro ponto considerado grave envolve reportagens apresentadas como provas da participação partidária de Carol.

O Ministério Público identificou alterações em publicações jornalísticas nos dias 29 de setembro e 6 de outubro, ambas posteriores à morte de Amilton Filho. Uma das reportagens ainda relacionava informações de uma solenidade realizada em março de 2025 a uma publicação datada de março de 2026.

Para o promotor, o conjunto desses elementos indica possível tentativa de conferir aparência de anterioridade à filiação.

Na conclusão, o Ministério Público pede a improcedência do reconhecimento da filiação, a exclusão do registro provisório no sistema FILIA, a revogação da liminar e a comunicação ao TRE-GO.

Também solicita o envio integral dos autos à Polícia Federal para instauração de inquérito sobre possíveis crimes previstos nos artigos 349, 350, 351 e 353 do Código Eleitoral.

ONDE ESTÃO OS HATERS AGORA?

O Blog do Cleuber Carlos foi, segundo seus próprios registros de cobertura, o único veículo de comunicação a denunciar, desde o primeiro momento e com exclusividade, as suspeitas envolvendo a filiação de Carol do Amilton Filho. Na ocasião, a reportagem foi duramente atacada por haters e até por integrantes da imprensa, que classificaram as denúncias como fake news. Agora, com o Ministério Público Eleitoral apontando formalmente fortes indícios de irregularidades e pedindo investigação da Polícia Federal, fica a pergunta: onde estão aqueles que tentaram desacreditar o trabalho jornalístico? Terão a mesma disposição para reconhecer que os questionamentos tinham fundamento e pedir desculpas? O parecer não representa condenação, mas demonstra que as suspeitas levantadas mereciam investigação, e não ataques ou tentativas de desqualificação.

Apesar da gravidade dos apontamentos, o TRE-GO havia deferido por unanimidade o registro da candidatura de Carol em 7 de outubro.

O parecer ministerial ainda depende de decisão judicial e não representa comprovação definitiva de fraude ou cancelamento automático da candidatura.

O caso coloca sob questionamento a documentação que fundamentou o reconhecimento provisório da filiação e poderá produzir novos desdobramentos na Justiça Eleitoral.