domingo, 4 de outubro de 2026

SÃO SIMÃO ABRE PPP DE R$ 105,8 MILHÕES PARA ILUMINAÇÃO, INTELIGÊNCIA URBANA E ENERGIA SOLAR

CONCESSÃO | Prefeitura reúne três serviços em uma única parceria com a iniciativa privada. Concorrência será presencial, com prazo para propostas até 12 de novembro.

A Prefeitura de São Simão abriu uma licitação com valor estimado de R$ 105.777.477,82 para contratar uma parceria público-privada (PPP) voltada à modernização da infraestrutura municipal. A proposta reúne iluminação pública, sistema de inteligência urbana e usinas solares fotovoltaicas em uma concessão administrativa. 

Publicada em 2 de outubro, a Concorrência Presencial nº 1/2026 prevê o recebimento de propostas até 12 de novembro, às 9 horas. O processo aparece no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) sob o número 02056778000148-1-000060/2026. 

A futura concessionária deverá modernizar, operar e manter a rede municipal de iluminação, implantar e manter o sistema de inteligência urbana e assumir a implantação, operação, manutenção e gestão das usinas solares. O escopo, portanto, vai além da troca de lâmpadas: inclui tecnologia e geração de energia. 

O valor de R$ 105,8 milhões é a estimativa registrada para a contratação. Não representa pagamento mensal, despesa já realizada ou contrato assinado. A abertura da concorrência inicia a seleção da empresa, cujo resultado ainda está pendente.

O tamanho da operação exige atenção ao compromisso financeiro que São Simão poderá assumir. O prazo exato da concessão, o valor das parcelas, os reajustes e as garantias municipais são informações centrais para avaliar o impacto sobre as próximas administrações. Esses pontos ainda não foram confirmados nesta apuração por meio da leitura integral dos anexos financeiros.

Também será necessário acompanhar as metas de atendimento e a forma de fiscalização. A população precisa conseguir verificar quais melhorias serão entregues, em quanto tempo e como o desempenho da concessionária afetará os pagamentos.

A contratação pode ampliar a infraestrutura e a eficiência dos serviços, mas seus resultados dependerão das obrigações estabelecidas no contrato e da capacidade municipal de exigir seu cumprimento. A publicação da licitação, por si só, não comprova irregularidade, direcionamento ou economia futura.

O próximo passo será acompanhar as propostas, a escolha da concessionária e as condições definitivas da parceria.


sábado, 3 de outubro de 2026

PESQUISA EXATA APONTA 2º TURNO EM GOIÁS ENTRE MARCONI E DANIEL

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NOVA PESQUISA MOSTRA EMPATE TÉCNICO ENTRE DANIEL VILELA E MARCONI PERILLO EM GOIÁS

ELEIÇÕES 2026 | Levantamento da Exata.GO coloca Daniel com 35,42% e Marconi com 34,08%. Diferença é de apenas 1,34 ponto percentual. Wilder Morais aparece em terceiro, com 15,42%. No Senado, quatro candidatos estão separados por menos de dois pontos.

Uma nova pesquisa eleitoral divulgada neste sábado (3) coloca fogo na reta final da disputa pelo Governo de Goiás. Levantamento da Exata.GO aponta Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB) em empate técnico, separados por apenas 1,34 ponto percentual.

Na pesquisa estimulada, Daniel aparece com 35,42%, enquanto Marconi registra 34,08%. Como a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. 

ESTADO DE GOIÁS PUBLICAÇÃO 03-10-2026.pdf

O senador Wilder Morais (PL) ocupa a terceira posição, com 15,42%. Luís César Bueno (PT) tem 8,50%; Luciana Amorim (UP), 1,50%; e Danilo da Silva (PCO), 1,33%. Brancos e nulos representam 1,17%, enquanto 2,58% não souberam ou não responderam. 

ESTADO DE GOIÁS PUBLICAÇÃO 03-10-2026.pdf

DISPUTA FICA ABERTA

O resultado chama atenção principalmente pela distância mínima entre os dois primeiros colocados. Numericamente, apenas 16 entrevistas separam Daniel e Marconi: foram 425 indicações para o candidato do MDB e 409 para o tucano. 

ESTADO DE GOIÁS PUBLICAÇÃO 03-10-2026.pdf

Considerando exclusivamente os números apresentados pela Exata.GO, não há possibilidade de apontar um favorito isolado dentro da margem de erro. O cenário retratado pelo instituto é de uma disputa extremamente apertada pela liderança.

Wilder, embora distante dos dois primeiros, mantém uma fatia expressiva do eleitorado e aparece como terceiro nome na corrida.

SENADO TEM QUATRO NOMES EMBOLADOS

A pesquisa revela uma disputa ainda mais congestionada pelo Senado no primeiro voto.

Gustavo Gayer (PL) aparece numericamente na frente, com 16,17%. Logo atrás estão Zacharias Calil (MDB), com 15,50%; Gracinha Caiado (União Brasil), com 15,33%; e Gustavo Mendanha (PRD), com 14,33%. Os quatro estão separados por apenas 1,84 ponto percentual. 

ESTADO DE GOIÁS PUBLICAÇÃO 03-10-2026.pdf

Vanderlan Cardoso (PSD) registra 9,17%, Oséias Varão (PL), 4,17%, Ernesto Roller (PSDB), 2,83%, e Isaura Lemos (PSB), 2,17%. Outros candidatos aparecem abaixo desse patamar.

ZACHARIAS LIDERA NO SEGUNDO VOTO

Quando o eleitor é questionado sobre o segundo voto para senador, o cenário muda.

Zacharias Calil assume a liderança numérica com 13,83%, seguido por Gayer, com 12,58%; Mendanha, 12,33%; Gracinha, 11,17%; e Vanderlan, 8,50%. 

ESTADO DE GOIÁS PUBLICAÇÃO 03-10-2026.pdf

Há, porém, um componente decisivo: 24,75% ainda não sabem em quem votar para a segunda vaga do Senado. Outros 7,50% responderam “nenhum”. Isso mostra que uma parcela relevante desse segundo voto permanece aberta. 

ESTADO DE GOIÁS PUBLICAÇÃO 03-10-2026.pdf

PESQUISA OUVIU 1.200 ELEITORES

A Exata.GO informa que realizou 1.200 entrevistas com eleitores do Estado de Goiás, entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios e está registrado sob o número GO-01392/2026. 

ESTADO DE GOIÁS PUBLICAÇÃO 03-10-2026.pdf

A fotografia apresentada pela pesquisa é clara: Daniel e Marconi chegam tecnicamente empatados na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, enquanto a corrida pelas duas cadeiras de Goiás no Senado permanece completamente aberta.


​AMEAÇA: EUA FECHA EMBAIXADA NO BRASIL

SEGURANÇA | Austrália também fechou sua embaixada em Brasília na sexta-feira. Outros governos emitiram orientações de cautela para o período eleitoral, mas os avisos não comprovam a existência de um ataque iminente.

A suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos no Brasil e o fechamento temporário da embaixada da Austrália colocaram a segurança das representações diplomáticas em evidência às vésperas das eleições. Apesar das medidas, a Polícia Federal informou que não encontrou, até a atualização de sua nota na tarde de sexta-feira, 2 de outubro, elementos que confirmassem os riscos inicialmente apontados. A investigação permanece em andamento. (gov.br⁠, brazil.embassy.gov.au⁠, travel.gc.ca⁠)

Os Estados Unidos anunciaram a interrupção dos serviços consulares a partir de sexta-feira, alegando preocupações com a segurança. A medida atingiu a embaixada em Brasília e os consulados em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Cidadãos americanos que precisassem de assistência emergencial foram orientados a procurar os canais de plantão, evitando comparecer às instalações. (agenciabrasil.ebc.com.br⁠)

O Departamento de Estado afirmou que trabalha em cooperação com as autoridades brasileiras, mas não detalhou publicamente a ameaça nem vinculou expressamente a suspensão às eleições. Também não anunciou prazo para a retomada do atendimento. (reuters.com⁠)

AMEAÇA DE BOMBA EM REDE SOCIAL

Segundo reportagem de Patrícia Campos Mello, publicada pela Folha de S.Paulo, uma mensagem em rede social ameaçando colocar uma bomba na embaixada americana teria motivado a decisão. A informação foi atribuída a autoridades envolvidas na investigação.

A reportagem afirma que uma operação policial chegou ao autor da ameaça, mas não encontrou elementos que comprovassem o plano. Diplomatas americanos ouvidos pelo jornal relataram que ameaças pela internet são frequentes e precisam ser avaliadas, embora nem sempre provoquem a suspensão de atendimento em todas as unidades de um país. (www1.folha.uol.com.br⁠)

PF FEZ BUSCAS EM SÃO PAULO E NO ENTORNO DO DF

Em nota oficial, a Polícia Federal confirmou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão para apurar o suposto planejamento de atos contra instalações diplomáticas americanas.

A corporação classificou a operação como preventiva, realizada no âmbito de investigação sigilosa e com cooperação de agências estrangeiras de inteligência. Informou ainda que não foram identificados suspeitos envolvidos com organizações criminosas.

Equipamentos de comunicação e mídias foram apreendidos e serão analisados. A ausência de confirmação do risco, portanto, não representa o encerramento da investigação. (gov.br⁠)

AUSTRÁLIA FECHOU EMBAIXADA; OUTROS PAÍSES EMITIRAM AVISOS

O comunicado oficial australiano confirmou o fechamento da embaixada em Brasília especificamente no dia 2 de outubro, mantendo assistência consular emergencial por telefone. Também recomendou que australianos evitassem as instalações diplomáticas americanas e suas proximidades. (brazil.embassy.gov.au⁠)

Canadá, Reino Unido, Alemanha e Irlanda divulgaram orientações sobre manifestações, aglomerações políticas e possíveis alterações na segurança durante o período eleitoral. Esses avisos, porém, não anunciam o fechamento de suas representações. (travel.gc.ca⁠, gov.uk⁠, auswaertiges-amt.de⁠, api.ireland.ie⁠)

Quanto à Nova Zelândia, a página oficial consultada mantém recomendações de cautela por criminalidade e protestos, com atualização indicada em outubro de 2025. O conteúdo não confirma um novo fechamento relacionado às eleições brasileiras. (safetravel.govt.nz⁠)

ALERTA SOBRE TERRORISMO NÃO CONFIRMA ATENTADO

O aviso australiano menciona o terrorismo como ameaça mundial e recomenda atenção em locais públicos. Também cita a possibilidade de manifestações antes, durante e depois das eleições. Entretanto, não descreve um plano terrorista identificado nem anuncia um ataque iminente no Brasil. (smartraveller.gov.au⁠)

O episódio exige acompanhamento e explicações sobre a abrangência das medidas. Até agora, o quadro documental é de suspensão de serviços, orientações preventivas e uma investigação que ainda não confirmou os riscos apontados. Transformar esses fatos em anúncio de um atentado inevitável vai além do que as autoridades divulgaram. (gov.br⁠, travel.gc.ca⁠, smartraveller.gov.au⁠)


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

DECISÃO JUDICIAL ABRE BOMBA JURÍDICA SOBRE FILIAÇÕES DO PSB E COLOCA RUBENS MARQUES SOB RISCO ELEITORAL

ELEIÇÕES 2026 | Justiça reconhece existência de pedidos de filiação pendentes de deliberação, manda PSB julgá-los e exige registro em ata. Rubens Marques entrou no partido no limite do prazo, teve filiação contestada e chegou a aparecer como “sub judice”. Se o pedido dele estiver entre os não apreciados e não houver filiação válida no prazo legal, discussão poderá atingir sua candidatura.

A três dias da eleição, uma decisão da Justiça de Goiás joga luz sobre uma pergunta potencialmente explosiva para a candidatura do deputado estadual Rubens Marques (PSB):

a filiação que sustenta sua candidatura foi efetivamente aprovada pelo órgão competente do partido, na forma exigida pelo Estatuto do PSB?

Não se trata mais apenas de guerra política, reclamação de adversário interno ou bate-boca partidário.

Existe uma ordem judicial.

No processo nº 5705729-85.2026.8.09.0051, da 3ª Vara Cível de Goiânia, o juiz Cláudio Henrique Araújo de Castro deferiu parcialmente tutela de urgência e determinou que o PSB adotasse, em cinco dias, as providências necessárias para a apreciação dos pedidos de filiação abonados até 4 de abril de 2026 “que se encontrem pendentes de deliberação”.

E foi além: determinou que o resultado seja formalizado na respectiva ata.

Para o descumprimento, estabeleceu multa diária de R$ 2 mil, inicialmente limitada a R$ 60 mil.

A PERGUNTA DE R$ 1 MILHÃO: CADÊ A ATA?

É aqui que o caso de Rubens Marques ganha enorme relevância.

Sua chegada ao PSB foi contestada praticamente desde o primeiro momento.

Em 5 de abril, o sistema eleitoral mostrava Rubens com registros no União Brasil e PSB e situação de filiação “sub judice”. Segundo os dados publicados à época, os registros haviam sido assinados em 3 de abril e inseridos no sistema no dia 4. 

A Assembleia Legislativa, por sua vez, registra oficialmente Rubens Marques no PSB a partir de 4 de abril de 2026. 

Ou seja: estamos falando exatamente do universo temporal alcançado pela decisão — pedidos de filiação abonados até 4 de abril.

Isso não prova, sozinho, que Rubens esteja entre os pedidos que permaneciam pendentes.

Mas torna inevitável uma pergunta:

onde está a deliberação estatutária sobre a filiação de Rubens Marques?

JUSTIÇA NÃO TRATOU A FORMALIDADE COMO ENFEITE

A decisão é particularmente incômoda para o PSB porque o juiz foi buscar justamente o Estatuto da legenda.

O magistrado registra que o artigo 4º estabelece procedimento específico para os pedidos de filiação e destaca que o julgamento deve constar da ata da reunião do órgão partidário responsável pela decisão.

Portanto, não basta simplesmente dizer que Rubens entrou no PSB.

Não basta apontar que a presidente estadual o convidou.

E não basta que seu nome tenha sido lançado nos sistemas partidários.

A questão levantada judicialmente é outra: o procedimento exigido pelo próprio Estatuto foi cumprido?

RUBENS JÁ ESTAVA NO CENTRO DA GUERRA

Não estamos relacionando Rubens ao processo por mera coincidência de datas.

A filiação dele foi objeto explícito da disputa interna.

Karlos Cabral anunciou publicamente que buscaria sua anulação. Rubens afirmou que havia sido convidado pela presidente estadual Aava Santiago e disse que judicializaria a questão caso sua filiação fosse anulada. 

Depois, a ofensiva avançou.

Um grupo do PSB tentou barrar a filiação de Rubens na convenção estadual, utilizando requerimento apresentado por Leandro Dias Barbosa — justamente o autor da ação que resultou na decisão agora analisada. O requerimento sustentava que o ingresso de Rubens teria ocorrido em desacordo com as normas partidárias. Trata-se de alegação dos contestadores, não de conclusão judicial. 

Aava Santiago apresentou a versão oposta: afirmou ter respaldo da direção nacional para montar as chapas e Rubens sustentou que ingressou no PSB após convite da presidente estadual. 

SE RUBENS ESTIVER ENTRE OS PENDENTES, O PROBLEMA MUDA DE PATAMAR

Aqui está o ponto jurídico mais delicado.

A decisão não declarou a filiação de Rubens irregular. Também não cassou seu registro, não o declarou inelegível e nem sequer individualizou, nas quatro páginas apresentadas, quais filiações permaneciam pendentes.

Mas determinou que os pedidos pendentes fossem efetivamente submetidos ao órgão competente.

Se ficar documentalmente comprovado que a filiação específica de Rubens estava entre aquelas sem deliberação, será necessário responder como foi satisfeita a condição de filiação partidária utilizada para sustentar sua candidatura.

E existe uma consequência potencialmente muito mais séria.

Caso a instância competente venha a concluir que Rubens não possuía filiação partidária juridicamente válida no prazo exigido, a controvérsia poderá migrar definitivamente para a Justiça Eleitoral e alcançar seu registro.

CANDIDATURA ESTÁ DEFERIDA — HOJE

Este é o limite que os documentos não permitem ultrapassar.

Rubens Marques não está inelegível.

Sua candidatura a deputado estadual, número 40555, aparece nesta quinta-feira, 2 de outubro, como DEFERIDA, em carga de dados eleitorais processada às 11h07. 

Portanto, qualquer afirmação de que sua candidatura já caiu seria falsa.

Mas o deferimento também não apaga a pergunta produzida pelos documentos.

Se a filiação estava regularmente aprovada, onde está a ata exigida pelo Estatuto?

E, se não estava aprovada, qual foi exatamente o ato partidário que deu validade à filiação utilizada para sustentar o registro eleitoral?

O DOCUMENTO QUE PODE ENCERRAR — OU INCENDIAR — O CASO

Agora existe uma peça capaz de resolver praticamente toda a controvérsia:

a ata do órgão partidário competente.

Se o PSB apresentar ata demonstrando que a filiação de Rubens foi regularmente apreciada e aprovada conforme o Estatuto, terá uma resposta documental poderosa para a controvérsia.

Se essa ata não existir, ou se a filiação dele permanecer entre aquelas que ainda aguardavam deliberação quando a Justiça proferiu a decisão, o problema assume outra dimensão.

A discussão deixa de ser:

“Rubens foi convidado para entrar no PSB?”

E passa a ser:

“Rubens estava juridicamente filiado ao PSB da forma e no prazo necessários para disputar a eleição?”

Essa pergunta ainda precisa de resposta documental.

E, faltando apenas três dias para os goianos irem às urnas, ela pode valer muito mais do que uma simples briga interna do PSB.


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ÀS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO, MAYCLLYN E LEANDRO VENTURA SOFREM DERROTA POLÍTICA NA CÂMARA DE MORRINHOS

POLÍTICA | Grupo ligado ao prefeito perde o comando da Câmara para Cristiano Cardoso, da oposição. Resultado ocorre na reta final da campanha de Leandro Ventura para deputado estadual e sessão termina em confusão.

A poucos dias das urnas, o prefeito Maycllyn Carreiro (PL) e seu candidato a deputado estadual, Leandro Ventura (Novo), sofreram um importante revés dentro de casa.

A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Morrinhos terminou nesta quinta-feira (1º) com a vitória da chapa encabeçada por Cristiano Cardoso (Novo), apontado como integrante da oposição ao prefeito. A nova Mesa comandará o Legislativo no biênio 2027/2028. 

O resultado ganha peso político pelo momento em que acontece.

Leandro Ventura vinha comandando a Câmara e se afastou da Presidência durante sua campanha para deputado estadual. O próprio portal oficial da Casa ainda o identifica como presidente, enquanto Cristiano aparece exercendo a Presidência em substituição legal nos documentos relativos à eleição. 

Além disso, Leandro integrava formalmente a Chapa 2, encabeçada por Héliton de Ávila, aparecendo como suplente de tesoureiro. Ou seja: não se trata apenas de uma disputa distante do candidato. Seu nome constava da composição derrotada. 

REVÉS EM MOMENTO DELICADO

A derrota ocorre justamente quando Maycllyn tenta transformar sua força política em Morrinhos em votos para Leandro Ventura.

Há apenas dois dias, o prefeito declarou publicamente acreditar que Leandro poderia ser uma “surpresa” na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa e destacou seu apoio à candidatura. 

Agora, às vésperas da votação estadual, o grupo perde uma disputa relevante dentro do próprio Legislativo municipal.

Politicamente, o episódio oferece à oposição um argumento: mesmo com a Prefeitura sob comando de Maycllyn e com Leandro vindo da Presidência da Câmara, vereadores adversários conseguiram construir maioria suficiente para assumir o comando da Casa.

Isso não permite concluir, por si só, qual será o comportamento do eleitor de Morrinhos nas urnas. Eleição interna de Câmara e eleição popular são disputas diferentes. Mas o timing transforma o episódio em um revés político particularmente incômodo para o grupo governista.

DERROTA TERMINA EM CONFUSÃO

A temperatura subiu depois do resultado.

Segundo relato publicado pelo Jornal Opção, a confusão teria começado com o empresário Conrado Raphael Bohrer Diedam, marido da vereadora Náryma Rabello (PL), integrante da base do prefeito. Vídeo registra o momento em que ele é retirado do local. 

A derrota que deveria ficar restrita aos votos dos vereadores, portanto, acabou extrapolando o plenário.

Para Maycllyn e Leandro, o episódio chega no pior momento possível do calendário político: na reta final de uma eleição em que o grupo tenta demonstrar força eleitoral justamente a partir de Morrinhos.

A Câmara deu um sinal diferente nesta quinta-feira.