sábado, 12 de setembro de 2026

​CANDIDATO MILIONÁRIO PAGA “CORRENTE DE CARANGUEJO” E DEIXA SEM HONORÁRIOS ADVOGADO QUE VENCEU CAUSA

BASTIDORES | Cadeia incomum de procurações e substabelecimentos terminou justamente no primeiro advogado contratado, que teria conduzido a estratégia vitoriosa, mas não recebeu pelo trabalho.

Um episódio envolvendo um candidato milionário e pelo menos quatro advogados levanta questionamentos sobre contratação, pagamento de honorários e possível violação das regras éticas da advocacia.

O candidato enfrentava um grave problema na Justiça Eleitoral e inicialmente concedeu procuração a um advogado para conduzir sua defesa. Paralelamente, porém, também constituiu um segundo profissional.

A partir daí surgiu uma verdadeira “corrente caranguejo”: o segundo advogado substabeleceu poderes para outros dois profissionais. Esses dois, posteriormente, substabeleceram novamente para quem? Justamente para o primeiro advogado, aquele que já havia recebido diretamente a procuração original do candidato.

Ao final, a decisão judicial foi favorável. Segundo informações recebidas pelo Blog do Cleuber Carlos, a tese e o trabalho decisivo teriam sido conduzidos pelo advogado inicialmente contratado. O pagamento, entretanto, teria seguido outro caminho: foi destinado aos integrantes da cadeia de substabelecimentos, enquanto o profissional apontado como responsável pela vitória ficou sem receber.

A situação precisa ser esclarecida documentalmente. Quem celebrou contrato de honorários com o candidato? Qual advogado elaborou a tese acolhida pela Justiça? Quem assinou e protocolou as peças decisivas? Qual valor foi pago, a quem e por qual serviço?

O primeiro advogado poderá reunir procurações, contratos, mensagens, minutas e registros processuais para cobrar judicialmente os honorários. Mesmo sem contrato escrito, a legislação permite o arbitramento do valor conforme o trabalho efetivamente prestado.

Também poderá existir repercussão ética caso profissionais tenham ingressado na causa sem comunicar ao advogado anteriormente constituído ou recebido valores em desacordo com os ajustes firmados.

Se o pagamento estiver relacionado diretamente à campanha eleitoral, a despesa ainda deverá aparecer regularmente na prestação de contas do candidato.

A decisão foi favorável. Agora falta esclarecer quem realmente trabalhou, quem recebeu — e por que o advogado apontado como responsável pelo resultado ficou de fora.


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

​MESMO COM VOTAÇÃO EXPRESSIVA, PAULO DO VALE PODE FICAR SEM MANDATO PELO PSD


ELEIÇÕES 2026 | Ex-prefeito pode conquistar até 60 mil votos e não ser eleito. Chapa reduzida, desistência já registrada e candidatos com pouca capacidade eleitoral ameaçam o projeto do principal nome do partido.

Paulo do Vale pode estar caminhando para uma das situações mais cruéis do sistema proporcional: receber uma votação expressiva e, ainda assim, ficar fora da Assembleia Legislativa.

Isso ocorre porque deputado estadual não é eleito apenas pelos próprios votos. Paulo depende da soma de toda a chapa do PSD para que o partido conquiste uma cadeira pelo quociente partidário ou pelas sobras.

O PSD anunciou 18 candidatos, mas a relação oficial já encolheu. Raimundo da Casa da Saúde renunciou, enquanto o coronel Hemerson, apresentado durante a formação da nominata, não aparece entre os atuais candidatos do partido.

Além de Paulo, permanecem concorrendo: Adriano Guimarães, Bia, coronel Edson Raiado, Foguinho, Léo de Oliveira, Luciana Gouveia, Márcio Gordo, Mariana Arruda, Rafael Rodrigues, Ralil Buzaim, Regina Alice, Samuel Almeida, sargento Ana Paula, sargento Sara e tenente Ana Paula.

A lista parece numerosa no papel, mas não demonstra a mesma força nas ruas. A maior parte dos candidatos possui baixa visibilidade estadual, pouca estrutura conhecida e reduzida movimentação pública de campanha. Efetivamente, apenas Raiado e Samuel Almeida apresentam condições aparentes de acrescentar mais de 20 mil votos cada à votação de Paulo.

Esse é o perigo. Se Paulo alcançar 55 mil votos, Raiado fizer 25 mil e Samuel somar 20 mil, os três chegarão a 100 mil votos e poderão colocar o PSD na disputa por uma cadeira. Entretanto, se Raiado ou Samuel desistir, tiver a candidatura inviabilizada ou simplesmente não confirmar a votação esperada, a conta poderá desabar.

Não existe informação de que Raiado ou Samuel pretendam abandonar a eleição. A hipótese serve para revelar a fragilidade matemática da chapa: a saída ou o fracasso eleitoral de apenas um deles pode retirar entre 20 mil e 30 mil votos da nominata.

Paulo poderá, portanto, receber 50 mil ou 60 mil votos e ficar sem mandato porque os demais candidatos não entregaram a votação necessária. O PSD não tem uma chapa competitiva; tem três candidaturas tentando carregar quase todos os outros nomes.

O risco é objetivo: se a cauda não reagir, Paulo do Vale poderá ser o mais votado do PSD, comemorar uma grande votação individual e assistir de fora à posse da próxima Assembleia.


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

​EXONERAÇÃO SÓ NO PAPEL: TRE-GO BARRA CANDIDATURA DE RAFAEL MARRA

ELEIÇÕES 2026 | Por unanimidade, Tribunal conclui que sobrinho do prefeito de Caldas Novas continuou atuando nos bastidores da administração municipal mesmo após deixar oficialmente o cargo.

A Justiça Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de Rafael Marra e Silva, do Podemos, a deputado estadual. Sobrinho do prefeito de Caldas Novas, Rafael deixou formalmente o cargo de secretário-geral de Governo em 1º de abril, dentro do prazo legal de desincompatibilização. Para o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, entretanto, o afastamento existiu apenas no papel.

O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (9), com decisão unânime. O relator foi o juiz federal Mark Yshida Brandão.

Vídeos, publicações e outros elementos apresentados no processo indicaram que Rafael teria continuado exercendo atividades de articulação e interlocução ligadas à Prefeitura. Entre os episódios citados estão a retomada da Feira de Santa Efigênia, a apresentação e entrega de 95 casas do Loteamento Avança I e o acompanhamento de demandas administrativas.

O acórdão também menciona uma declaração de Daniel Vilela, que apresentou Rafael como ex-secretário que estaria “constantemente fazendo a interlocução com o Governo do Estado”.

A defesa sustentou que Rafael participava apenas de atividades políticas, sociais e comunitárias. Também apresentou documentos para demonstrar que ele não assinou atos administrativos depois da exoneração. A própria Procuradoria Regional Eleitoral manifestou-se favoravelmente ao deferimento do registro.

O TRE-GO adotou entendimento diferente: a ausência de assinatura não afasta a possibilidade de atuação administrativa informal. Para a Corte, o conjunto das provas demonstrou que Rafael permaneceu inserido na dinâmica da Prefeitura.

A decisão deixa um recado direto aos agentes públicos: não basta publicar uma exoneração. A desincompatibilização precisa ser real. Quando o candidato sai oficialmente do cargo, mas continua exercendo influência e atribuições nos bastidores, a Justiça Eleitoral pode enxergar uma exoneração de fachada — e barrar a candidatura.


​MARCONI RESGATA OPERAÇÃO MIQUEIAS E EXPÕE ANTIGA LIGAÇÃO DE DANIEL COM MULHER PRESA PELA PF


ELEIÇÕES 2026 | Vídeo recupera reportagem sobre esquema que teria movimentado R$ 300 milhões e causado prejuízos a fundos de pensão municipais. Daniel sempre negou qualquer participação criminosa.

A temperatura da disputa pelo Governo de Goiás subiu após Marconi Perillo (PSDB) confrontar Daniel Vilela (MDB) durante debate e recordar a Operação Miqueias, deflagrada pela Polícia Federal em 2013.

O vídeo que circula nas redes combina o embate atual com uma reportagem da época. Segundo o material, a operação desarticulou um grupo acusado de lavagem de dinheiro e de causar prejuízos milionários a fundos de pensão municipais.

A reportagem afirmava que mulheres jovens eram usadas para se aproximar de prefeitos e gestores públicos. Uma delas era Luciane Hoepers, presa pela Polícia Federal. Registros da investigação indicaram telefonemas e encontros dela com três políticos goianos do então PMDB: Daniel Vilela, Samuel Belchior e Leandro Vilela.

O nome de Daniel, portanto, apareceu no contexto da investigação, mas isso não significa que ele tenha sido acusado ou condenado por participação no esquema.

Em entrevista concedida em setembro de 2013, Daniel confirmou que esteve em um almoço com Luciane, mas negou qualquer envolvimento criminoso. Afirmou que nunca a apresentou a prefeitos ou gestores públicos e que “nenhum dos fatos denunciados se consumou”. Também declarou que não era investigado pela Polícia Federal e que apenas havia conhecido a mulher durante um encontro político. A versão está registrada oficialmente no portal da Assembleia Legislativa de Goiás⁠.

Treze anos depois, Marconi leva o episódio novamente ao centro da eleição. O caso não autoriza afirmar que Daniel participou do esquema, mas recoloca uma pergunta política incômoda: qual foi, exatamente, a extensão do contato entre o atual governador e uma das principais personagens da Operação Miqueias?


R$ 40 MIL PARA “DERRUBAR” AVALANCHE: DOCUMENTO EXPÕE GUERRA NO PRTB

INVESTIGAÇÃO | Denunciados por supostas irregularidades reaparecem em mensagem atribuída a Amauri Pinho.

A guerra pelo controle do PRTB ganhou novo capítulo. Uma peça de 13 páginas, de 14 de julho de 2025, acusa Santana Pires, Vanessa Barros Machado, Júnior Café e outros de possíveis irregularidades envolvendo fundo eleitoral, cargos públicos, “rachadinha”, corrupção e lavagem de dinheiro.

O documento foi apresentado pelo advogado Guilherme do Amaral Pereira, em nome de denunciante sigiloso, e endereçado ao Ministério Público, à Polícia Federal e à DECCOR. A cópia pública, porém, não apresenta protocolo, inquérito ou decisão judicial. É, até aqui, uma peça acusatória.

O ponto central é a ligação com mensagens obtidas pelo Blog do Cleuber Carlos. Em texto atribuído ao advogado Amauri Pinho, ele afirma ter recebido R$ 20 mil de Chanter Lane Pereira de Almeida e R$ 20 mil de Júnior Café para “ajudar na derrubada do Leonardo em junho”.

Chanter aparece na peça como segundo-vice-presidente do PRTB-GO em 2024. Júnior Café é apontado como personagem do suposto esquema. A coincidência impõe a pergunta: por que teriam destinado R$ 40 mil a uma articulação contra Leonardo Avalanche?

A peça sustenta ainda que Vanessa, então presidente estadual, teria distribuído recursos eleitorais sob influência de Santana. Baixa votação não comprova desvio, mas extratos e prestações de contas podem confirmar ou desmontar a acusação.

Outro áudio atribuído a Santana menciona a entrega de R$ 60 mil a um candidato. A peça chama o episódio de caixa dois, mas a gravação e a origem do dinheiro precisam ser verificadas.

O Blog cobrará protocolos, comprovantes dos R$ 40 mil e a versão dos citados. A guerra deixou de ser apenas política: agora é preciso seguir o rastro do dinheiro.


GUERRA PELO PRTB EXPÕE ÁUDIOS, AMEAÇAS E PAGAMENTOS PARA “DERRUBAR” AVALANCHE

BASTIDORES | Mensagens mencionam R$ 40 mil em repasses, promessa de R$ 200 mil e misteriosa “entrada de R$ 1 milhão”.

A guerra pelo comando do PRTB revela bastidores que vão além de uma divergência política. Áudios e mensagens enviados ao Blog do Cleuber Carlos expõem acusações envolvendo Leonardo Avalanche, presidente da legenda, o advogado Amauri Pinho e Santana Pires, ex-dirigente do partido em Goiás.

Em mensagem cuja autoria será confirmada, o interlocutor afirma ter recebido R$ 20 mil de uma pessoa identificada como Chanter e outros R$ 20 mil de Júnior Café para “ajudar na derrubada do Leonardo em junho”. O texto acrescenta que Santana teria prometido R$ 200 mil “apenas para as despesas”, mas não teria pagado.

Outra passagem levanta uma pergunta ainda mais grave: Santana “não pagou a entrada de 1 milhão”. O material não explica a finalidade do valor, o destinatário ou a operação negociada. Esse será um ponto central da investigação.

Áudios atribuídos a Santana têm tom agressivo. Em um deles, o interlocutor diz saber onde Amauri mora, afirma que irá à residência e o acusa de passar para o lado de Avalanche. Em resposta à advogada Vanessa Barros, identificada como esposa de Santana, Amauri diz não admitir ameaças.

A disputa também alcança Goiás. Amauri afirma que Avalanche teria entregado o comando estadual a Santana, apesar de ele não ter recebido voto na convenção nacional de 23 de fevereiro de 2024. A mensagem cita o sargento Novandir como presidente estadual.

O Blog inicia uma série investigativa sobre essa guerra. Os envolvidos terão espaço para apresentar documentos e versões. Valores, áudios e decisões judiciais serão confrontados. Acusação não será tratada como sentença — mas pergunta sem resposta também não será enterrada.


​AÇÃO POR TRÊS MORTES É TRANCADA E CORONEL EDSON RAIADO DISPARA: “A FARSA CAIU”

DECISÃO UNÂNIME | TJGO derruba reabertura de investigação e restabelece arquivamento que reconheceu legítima defesa em operação policial de 2023.

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás decidiu, por unanimidade, trancar a ação penal contra o coronel Edson Raiado e o tenente-coronel Renyson Castanheira. Os dois haviam sido denunciados por homicídio qualificado pela morte de três homens durante uma operação policial realizada em fevereiro de 2023, no Residencial Buena Vista III, em Goiânia.

O colegiado concluiu que o caso, arquivado em agosto de 2023 após o reconhecimento da legítima defesa, não poderia ter sido reaberto sem a apresentação de prova realmente nova. A decisão derruba as diligências posteriores e o processo criminal originado da retomada da investigação em setembro de 2024.

O relator, desembargador Fernando César Rodrigues Salgado, acolheu a tese da defesa e o parecer ministerial. Também votaram pelo trancamento os desembargadores Sival Guerra Pires e Linhares de Camargo, além do juiz substituto Sebastião José de Assis Neto.

Após a vitória judicial, Raiado publicou um duro desabafo. Disse ter sido vítima de perseguição política, acusou setores da imprensa e adversários de tentarem destruir sua reputação e afirmou que sua família sofreu com as acusações.

“E ontem veio a resposta: a Justiça trancou a ação. A farsa caiu”, escreveu. O coronel ainda questionou o silêncio daqueles que repercutiram o caso quando a denúncia foi apresentada.

A decisão não reconhece formalmente a existência de perseguição política, como sustenta Raiado. O fundamento jurídico foi a impossibilidade de reabrir um caso já decidido no mérito sem fatos novos substanciais. Na prática, prevalece o arquivamento de 2023 e deixam de produzir efeitos a reabertura do inquérito e a ação penal dela decorrente. Raiado foi defendido por Demóstenes Torres, Caio Alcântara e Nathália Lemes. 


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

CARTÃO CORPORATIVO DA COMPLEM FOI USADO EM HOTEL DE LAZER DE RIO QUENTE: DESPESA CHEGOU A R$ 1.761

DINHEIRO DA COOPERATIVA | Despesa no Park Veredas foi atribuída à Diretoria Comercial, comandada por Antônio José da Silva. Planilha não revela beneficiário, finalidade nem apresenta prestação de contas.

Uma despesa de R$ 1.761,00 no Park Veredas, empreendimento de hospedagem e lazer em Rio Quente, acende um novo alerta sobre o uso dos cartões corporativos da Complem.

O lançamento aparece na prestação de contas com data contábil de 1º de março de 2023 e foi debitado ao centro de custo “01.02.02 — Diretor Comercial”. Na época, a área era comandada por Antônio José da Silva, que atualmente acumula os cargos de primeiro vice-presidente e diretor comercial da cooperativa.

O Park Veredas não é apenas um restaurante. É um complexo voltado a hospedagem e lazer, com apartamentos, piscinas, estrutura aquática, sauna, academia, bar e restaurante.

Apesar disso, a Complem classificou os R$ 1.761 como despesa do “Programa de Alimentação, Lanches e Refeições”.

A pergunta é inevitável: por que um gasto realizado em um hotel de lazer foi contabilizado como alimentação?

A planilha não informa quem esteve no local, quantas pessoas foram beneficiadas, qual compromisso institucional justificou a despesa nem se o valor corresponde a hospedagem, alimentação, acesso à área de lazer ou outro serviço.

Também não apresenta nota fiscal, comprovante da transação, relatório de viagem ou autorização para o pagamento.

O documento permite afirmar que o gasto foi atribuído ao cartão corporativo da Diretoria Comercial. Entretanto, sem a fatura original, ainda não é possível confirmar quem passou pessoalmente o cartão.

É justamente essa documentação que a direção da Complem precisa apresentar.

Quem utilizou o Park Veredas? Houve hospedagem? Quem acompanhava o portador do cartão? Qual negócio da cooperativa foi tratado no local? Onde estão a nota fiscal e a prestação de contas?

Cartão corporativo não é passaporte para o lazer. Cada centavo gasto pertence à cooperativa e exige finalidade institucional, transparência e comprovação.

Até que os documentos apareçam, permanece uma pergunta incômoda:

o que a Complem pagou no Park Veredas — e para quem?


PETROLINA: PARECER APROVA LICITAÇÃO DE R$ 1,3 MILHÃO, MAS CONFUNDE CONTRATAÇÃO DE 40 TRABALHADORES COM COMPRA DE MERCADORIAS

PETROLINA DE GOIÁS | Documento jurídico declara regularidade do pregão, mas não enfrenta contradições graves do edital e utiliza expressões incompatíveis com a contratação de 40 trabalhadores.

Um parecer jurídico aprovado pela Prefeitura de Petrolina de Goiás para sustentar uma licitação de R$ 1.313.647,55 levanta questionamentos sérios sobre a qualidade do controle de legalidade realizado antes da publicação do edital.

O Pregão Eletrônico nº 019/2026 prevê a contratação, por cinco meses, de 40 profissionais terceirizados para atuar nas áreas administrativa, educacional e de saúde. Entretanto, o parecer assinado pelo advogado Guilherme Parrião, OAB-GO nº 58.909, parece analisar uma compra de mercadorias — e não um contrato de mão de obra.

O documento fala em “bens comuns”, “fornecimento dos bens”, “entrega e recebimento do objeto” e afirma que o fornecimento ocorreria parceladamentete conforme a necessidade da Prefeitura. O objeto verdadeiro, porém, envolve postos permanentes de auxiliares de serviços gerais e cozinheiras, com jornada semanal de 44 horas.

A análise jurídica também não menciona a anunciada inversão de fases, apesar de o edital prever que a habilitação ocorrerá antes do julgamento das propostas. Pior: o próprio edital, em capítulos posteriores, descreve o procedimento convencional — primeiro a disputa e a análise dos preços, depois a habilitação.

Outras contradições igualmente graves passaram sem qualquer pelo parecer.

O Termo de Referência exige garantia contratual de 5%, destinada inclusive à proteção das obrigações trabalhistas. A minuta do contrato afirma exatamente o contrário: “Não haverá exigência de garantia contratual da execução.”

O Termo de Referência também proíbe qualquer subcontratação, enquanto a minuta autoriza expressamente a subcontratação parcial. Há ainda divergências sobre vigência, prorrogação, reajuste, repactuação, prazo de pagamento e índice de correção por atraso.

Apesar disso, o parecer concl que o edital estaria “definido de forma clara” e que a minuta contratual possuiria todas as cláusulas necessárias. Afirma ainda ter recebido apenas dois anexos, embora o edital publicado apresente três: Termo de Referência, modelo de proposta e minuta do contrato.

As inconsistências sugerem que o controle jurídico pode ter sido realizado com base em documento padronizado ou em versão diferente daquela efetivamente publicada. Isso precisa ser esclarecido.

O Blog do Cleuber Carlos não afirma, neste momento, a existência de fraude, direcionamento ou superfaturamento. Mas os documentos revelam falhas concretas capazes de interferir nos preços, na participação das empresas e na futura execução do contrato.

A pergunta é inevitável: como uma licitação milionária, envolvendo direitos de 40 trabalhadores, recebeu parecer favorável sem que contradições tão evidentes fossem identificadas?

A Prefeitura de Petrolina de Goiás e o responsável pelo parecer devem ser ouvidos. Diante da gravidade dos conflitos, o caminho prudente seria suspender o pregão, corrigir os documentos e reabrir o prazo aos interessados.


ACIDENTE COM SERVIDORES DE TAQUARAL TEM VERSÕES CONFLITANTES SOBRE QUEM DIRIGIA CAMINHONETE

INVESTIGAÇÃO | Colisão envolvendo uma Ford Ranger e um Corolla deixou uma criança de três anos ferida. Relatos divergem sobre quem estava ao volante da caminhonete.

Um grave acidente registrado na madrugada de domingo (6), no trevo entre Itaguari e Taquaral de Goiás, envolve três funcionários da Prefeitura de Taquaral e levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos pelas autoridades.

Na Ford Ranger estavam o advogado Lucas, sua namorada Joyce e a secretária municipal Marianna Mourão. Segundo informações encaminhadas ao Blog do Cleuber Carlos, o grupo teria participado de uma confraternização em uma chácara particular antes de deixar o local por volta das 3 horas.

A caminhonete colidiu violentamente com um Corolla que seguia no sentido Itaguari–Taquaral. No automóvel estava uma criança de três anos, que, de acordo com o relato recebido, sofreu fraturas na face e em um dos braços.

Lucas e Joyce não teriam apresentado ferimentos graves. Marianna Mourão, entretanto, sofreu diversas lesões na coluna e encontra-se afastada para recuperação.

O ponto central da apuração é saber quem realmente conduzia a Ranger. Uma fonte afirma que Lucas teria assumido ser o motorista. Entretanto, familiares da criança teriam declarado no local que Joyce estava ao volante. Também existe informação, ainda não confirmada, de que ela poderia não possuir Carteira Nacional de Habilitação.

Há ainda relatos de consumo de bebida alcoólica durante a confraternização. Até o momento, porém, não foi possível confirmar se algum dos envolvidos realizou teste do bafômetro ou qual versão consta oficialmente no boletim de ocorrência.

O caso exige respostas objetivas: quem dirigia a caminhonete? Houve avanço da sinalização no cruzamento? Foi feito teste de alcoolemia? Joyce possui habilitação válida? A Ranger é particular ou pertence ao poder público?

O Blog do Cleuber Carlos ressalta que as informações sobre consumo de álcool e identidade do motorista são relatos de fontes e ainda dependem de confirmação oficial. O espaço permanece aberto para manifestação de Lucas, Joyce, Marianna Mourão, da Prefeitura de Taquaral e das autoridades responsáveis pela investigação.