segunda-feira, 7 de setembro de 2026

​ZÉ FELIPE ANUNCIA VOLTA COM ANA CASTELA: “ESCOLHEMOS UM AO OUTRO MAIS UMA VEZ”

FAMOSOS | Depois de meses de rumores, encontros e sinais de reaproximação, cantor confirma reconciliação com a Boiadeira em uma longa declaração nas redes sociais.

Acabou o mistério. Zé Felipe e Ana Castela estão juntos novamente.

Na madrugada desta segunda-feira (7), Zé Felipe usou seu perfil no Instagram para tornar pública a reconciliação com Ana Castela. A publicação traz os dois juntos e uma longa declaração sobre o relacionamento, o término e a decisão de tentar novamente.

“Talvez a nossa história nunca tenha sido perfeita”, escreveu o cantor, reconhecendo que os dois se perderam pelo caminho, se machucaram e chegaram a acreditar que a separação seria definitiva.

O anúncio encerra meses de especulações. Zé Felipe e Ana assumiram o primeiro namoro em outubro de 2025, mas, em 29 de dezembro, anunciaram a separação, depois de cerca de dois meses juntos. 

Desde então, porém, os sinais de que a história poderia não ter terminado se multiplicaram. Em março, os dois voltaram a aparecer juntos na casa de Leonardo, encontro que já havia provocado rumores de reconciliação.  Nos últimos dias, Ana voltou a estar com Zé Felipe e familiares dele, reacendendo as especulações. 

Agora não é mais rumor.

Na mensagem publicada por Zé Felipe, o cantor afirma que voltar não significa apagar o que aconteceu, mas reconhecer os erros e tentar fazer diferente. Ele diz que os dois querem construir uma nova relação, com “mais maturidade, diálogo, respeito e vontade de fazer dar certo”.

A declaração termina praticamente como uma nova oficialização do namoro: “Nós escolhemos um ao outro mais uma vez. E, dessa vez, eu espero que seja para ficar.”

Depois de um término, meses de distância e sucessivas reaproximações, Zé Felipe e Ana Castela decidiram escrever mais um capítulo da história — agora, novamente como casal.


domingo, 6 de setembro de 2026

​ADVOGADO DA COMPLEM MANDA RECADO A JORNALISTA: “VAI BATER RECORDE ESSE ANO”

 

Murilo Falone Rocha destaca condenação antiga de Cleuber Carlos justamente durante série de reportagens sobre a cooperativa. Blog começa agora a levantar também a atuação do próprio advogado e encontra processo que terminou em condenação da Complem.

A frase tem apenas cinco palavras, mas o contexto fala muito mais:

“Vai bater recorde esse ano.”

Foi o que escreveu o advogado Murilo Falone Rocha, historicamente ligado à defesa da Complem, ao compartilhar no Instagram notícia sobre uma condenação de Cleuber Carlos e outro jornalista por fatos de 2019. No próprio story, o nome de Cleuber foi destacado em amarelo.

É ameaça? Intimidação? Deboche? Ou apenas coincidência justamente quando este Blog coloca sob lupa a administração da cooperativa?

Não cabe ao jornalista fabricar a resposta. Cabe mostrar os fatos.

Murilo não é um espectador dessa investigação. Documentos judiciais comprovam sua atuação recorrente representando a Complem, inclusive perante tribunais superiores.

E, diante do “recado”, o Blog decidiu fazer aquilo que jornalista faz: investigar.

Um dos processos já localizado merece atenção. Em 2018, a Distribuidora de Laticínios Mariano Ltda. ajuizou ação contra a Complem no Distrito Federal envolvendo uma relação de representação comercial que teria durado 14 anos. A Justiça condenou a cooperativa ao pagamento de indenizações, incluindo 1/12 das retribuições recebidas durante o período contratual e verba decorrente da ausência de pré-aviso.

Posteriormente, a Complem tentou derrubar a decisão por meio de ação rescisória. Nos registros públicos dessa nova ação aparece justamente Murilo Falone Rocha, OAB/GO 49.308, representando a cooperativa.

Isso não autoriza afirmar que Murilo tenha provocado a condenação ou cometido qualquer negligência. Até aqui não existe prova disso. Mas o processo passa a integrar o levantamento jornalístico sobre sua atuação na cooperativa.

O Blog continuará examinando processos, decisões, recursos e resultados dessa relação profissional.

Quanto ao “vai bater recorde”, uma coisa pode ser dita desde já:

Se a intenção era anunciar processos, o advogado tem todo o direito de ajuizá-los. Se era intimidar, escolheu o jornalista errado.

Depois da postagem, em vez de parar a investigação, vamos ampliá-la.


EXPO PEÇAS CELEBRA 10 ANOS E TRANSFORMA GOIÂNIA NA CAPITAL DO SETOR AUTOMOTIVO

NEGÓCIOS E TECNOLOGIA | Maior feira de reparação automotiva do Centro-Oeste acontece de 10 a 12 de setembro, reúne mais de 150 expositores, 300 estandes e grandes marcas nacionais e internacionais.

Goiânia será, durante três dias, ponto de encontro de uma das cadeias econômicas mais importantes do país. A Expo Peças 2026 chega à sua 10ª edição nos dias 10, 11 e 12 de setembro, ocupando os pavilhões Azul e Verde do Centro de Convenções de Goiânia. 

Criada em Goiânia em 2015, a feira completa uma década consolidada como referência no mercado de reposição e reparação automotiva. A edição deste ano terá mais de 150 expositores e mais de 300 estandes, reunindo indústria, distribuidores, varejistas, oficinas, mecânicos, empresários e profissionais de diferentes regiões do Brasil. 

Entre as marcas confirmadas estão Gates, Delphi, Dana, Tecfil, Sabó, Cobreq, Textar, UFI Filters, Hella, Elring, Wega, MTE-Thomson, Gauss, Tudor, Hengst, Viemar e Petronas. A feira apresentará novidades em freios, suspensão, motores, filtros, lubrificantes, ferramentas, elétrica, eletrônica e acessórios, além de ampliar o espaço destinado à eletrificação veicular e à linha pesada

Mas a Expo Peças vai além dos negócios. Serão mais de 30 palestrantes e mais de 20 cursos gratuitos, com conteúdo técnico, gestão, inovação e empreendedorismo. Um dos destaques será Geraldo Rufino, fundador da JR Diesel, que sobe ao palco na quinta-feira (10), às 19h40. 

A programação também abre espaço para o protagonismo feminino, com o Expo Peças Mulher, além de exposição de veículos clássicos e esportivos, Espaço Kids e praça de alimentação. Empreendedores poderão ainda conhecer linhas de crédito da GoiásFomento de até R$ 400 mil

A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível. Quinta e sexta, a feira funciona das 15h às 21h; sábado, das 13h às 20h.

Credenciamento gratuito – Expo Peças 2026⁠


CAIADO VIROU COADJUVANTE: O QUE DEU ERRADO NA CANDIDATURA QUE PROMETIA DISPUTAR O PLANALTO?

ELEIÇÕES 2026 | Ex-governador de Goiás entrou na corrida presidencial cercado de expectativas, mas não consegue decolar, permanece em um dígito e assiste Augusto Cury ocupar o espaço de terceira força.

Ronaldo Caiado chegou à eleição presidencial carregando um currículo que poucos adversários possuem: ex-governador por dois mandatos, ex-senador, cinco vezes deputado federal, forte ligação com o agronegócio e a segurança pública e uma estrutura partidária nacional.

Era apresentado como um dos nomes capazes de romper a polarização.

Até agora, porém, as urnas eletrônicas ainda nem foram ligadas e as pesquisas contam uma história bem diferente.

Caiado simplesmente não decola.

Na pesquisa Veritá, aparece com apenas 3,3% das intenções de voto, muito distante dos líderes. E o problema não está isolado em um levantamento.

No Datafolha mais recente, Caiado registra 4%, enquanto Augusto Cury alcança 8%. No BTG/Nexus, o goiano aparece com 5%, enquanto Cury dispara para 11%. (Folha de S.Paulo⁠)

A comparação é inevitável.

Cury entrou na política praticamente agora e conseguiu ocupar justamente o espaço que Caiado buscou durante anos: o de alternativa à polarização.

Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro concentram a disputa principal, Caiado corre o risco de deixar de ser protagonista para virar mero coadjuvante.

E isso levanta uma pergunta incômoda: o que deu errado?

Faltou comunicação? Estratégia? Capacidade de transformar os resultados de Goiás em discurso nacional? Ou o eleitor simplesmente não enxergou em Caiado a terceira via que sua campanha imaginava representar?

Ainda existe campanha pela frente. Mas, neste momento, para quem entrou na disputa presidencial cercado de grandes expectativas, permanecer entre 3% e 5% está muito abaixo do tamanho político que Caiado pretendia apresentar ao Brasil. (BOL⁠)


CURY EXPLODE, LULA E FLÁVIO EMPATAM — MAS FLÁVIO ABRE VANTAGEM NO SEGUNDO TURNO

ELEIÇÕES 2026 | Levantamento do Instituto Veritá mostra Augusto Cury saltando de 2,2% para 12,2%, enquanto Flávio Bolsonaro e Lula aparecem separados por apenas meio ponto no primeiro turno

A nova pesquisa nacional do Instituto Veritá confirma uma disputa presidencial polarizada, mas revela uma mudança importante no bloco dos candidatos alternativos. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 38,9%, contra 38,4% do presidente Lula (PT). A diferença de apenas 0,5 ponto percentual configura empate técnico.

O movimento mais expressivo, porém, é protagonizado por Augusto Cury (Avante). O escritor chegou a 12,2%, dez pontos acima dos 2,2% registrados pelo próprio Veritá em agosto. Em poucas semanas, Cury deixou a condição de candidato periférico e passou a ocupar isoladamente o terceiro lugar.

Na sequência aparecem Renan Santos, com 3,7%; Ronaldo Caiado, com 1,9%; e Pablo Marçal, com 1,4%. Os demais candidatos têm menos de 1%. Brancos e nulos somam 1,1%, enquanto 0,9% não souberam responder.

A pesquisa não permite afirmar que os eleitores dos demais candidatos migraram diretamente para Cury, pois se trata de uma nova amostra. Entretanto, o crescimento dele coincide com quedas de Marçal, Caiado e Romeu Zema. A tendência também apareceu em outros institutos, embora com intensidade menor: Cury alcançou 8% no Datafolha e 9,9% na Futura/Apex.

FLÁVIO ABRE 5,4 PONTOS NO SEGUNDO TURNO

No confronto direto que hoje reúne os dois líderes, Flávio Bolsonaro registra 48,5%, contra 43,1% de Lula. A vantagem é de 5,4 pontos percentuais, superior à margem de erro declarada pelo instituto.

Brancos e nulos representam 4,9%, e 3,6% não responderam. Considerados somente os votos válidos, o resultado corresponderia a aproximadamente 53% para Flávio e 47% para Lula.

O levantamento também mostra que Lula ainda lidera os demais confrontos testados: vence Augusto Cury por 35,6% a 27%, Pablo Marçal por 38,4% a 28,6%, Ronaldo Caiado por 36,8% a 24,9% e Renan Santos por 37,8% a 19,3%. Nesses cenários, contudo, o número de indecisos, brancos e nulos é significativamente maior.

A rejeição continua sendo uma fragilidade para o presidente. Lula é citado por 35% dos entrevistados como candidato em quem não votariam de jeito nenhum. Flávio aparece com 25,8%. Outros 35,5% não indicaram nenhum nome.

O Veritá ouviu 3.840 eleitores em 170 municípios, entre 1º e 4 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas por telefone, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09426/2026.

O cenário é claro: Lula e Flávio permanecem praticamente empatados na largada, Cury rompe a barreira dos dois dígitos e pode redesenhar o primeiro turno, mas, no confronto decisivo entre os líderes, o senador do PL abre uma vantagem que já não cabe dentro da margem declarada.

Pesquisa eleitoral é fotografia do momento, não previsão do resultado. Ainda assim, o retrato atual entrega duas manchetes politicamente incontornáveis: Augusto Cury entrou no jogo e Flávio Bolsonaro passou à frente de Lula no segundo turno.

Fontes: relatório integral do Instituto Veritá⁠, consulta oficial de pesquisas do TSE⁠, CNN Brasil⁠, Datafolha⁠ e Futura/Apex⁠.


ENQUANTO O GELO DERRETE

CRÔNICA | Cleuber Carlos

O gelo derrete.

Parece uma constatação banal. Dessas coisas tão óbvias que a gente nem percebe. Mas talvez exista nela uma das maiores verdades sobre a vida.

Não importa se o gelo está dentro de um copo, sustentando uma taça ou simplesmente esquecido sobre a mesa. Durante algum tempo ele parece sólido, resistente, quase definitivo.

Até desaparecer.

Nós também somos um pouco assim.

Passamos boa parte da vida acreditando que ainda haverá tempo. Tempo para viajar. Para procurar alguém. Para reunir a família. Para abrir aquele vinho guardado esperando uma ocasião especial. Tempo para dizer “eu te amo”, “estou com saudade”, “me perdoe” ou simplesmente “fica mais um pouco”.

E assim vamos adiando a vida enquanto tentamos organizar a própria vida.

Esperamos o momento certo. O dinheiro sobrar. O trabalho diminuir. Os problemas acabarem. A situação ficar perfeita.

Só esquecemos de combinar tudo isso com o relógio.

Porque ele continua andando.

Enquanto esperamos, os filhos crescem. Os pais envelhecem. Os amigos seguem seus caminhos. Alguns amores chegam, outros vão embora. Pessoas que imaginávamos eternas tornam-se lembranças.

E nós também mudamos.

Talvez seja por isso que os melhores momentos quase nunca tenham hora marcada.

São aquela conversa que começou sem assunto e atravessou a madrugada. O almoço simples que virou uma tarde inteira. A gargalhada inesperada. O café sem pressa. A música tocando enquanto ninguém prestava atenção. O abraço que durou alguns segundos além do necessário.

A felicidade tem dessas coisas.

Muitas vezes entra pela porta dos fundos enquanto ficamos esperando que ela toque a campainha da frente.

Durante anos imaginamos que seremos felizes quando conquistarmos alguma coisa: quando tivermos mais dinheiro, mais segurança, mais tempo, mais certezas.

Até descobrirmos que talvez felicidade seja muito menos sobre conquistar e muito mais sobre perceber.

Perceber enquanto ainda está acontecendo.

Então abra o vinho.

Faça a viagem possível, mesmo que não seja a viagem perfeita. Sente-se à mesa com quem importa. Telefone sem precisar de motivo. Diga o que sente enquanto ainda existe alguém para ouvir. Peça desculpas. Perdoe quando puder. Ria alto. Abrace demoradamente.

Não espere uma ocasião especial.

A ocasião especial é estar aqui.

Porque um dia aquela cadeira poderá estar vazia. Aquela voz poderá existir apenas na memória. E aquela tarde absolutamente comum, que parecia não ter importância nenhuma, poderá ser justamente o momento que você daria tudo para viver outra vez.

O gelo derrete porque o tempo não pede licença.

Nós também estamos passando por ele, silenciosamente, todos os dias.

Mas existe uma diferença entre nós e o gelo.

O gelo simplesmente derrete.

Nós podemos escolher viver antes que o tempo nos transforme em lembrança.


​QUANDO A RESPOSTA AOS NÚMEROS É CULPAR QUEM OS DIVULGA

COMPLEM | Defesa da atual gestão afirma que críticas prejudicam a cooperativa. Mas deixa uma pergunta: os números publicados são falsos?

Uma mensagem que circula em defesa da direção da Complem sustenta que críticas ao presidente atingem toda a cooperativa, podendo abalar negócios, parceiros e sua reputação.

Este Blog não publicou ataques pessoais. Publicou números, documentos e questionamentos sobre a administração de uma cooperativa que pertence aos cooperados.

A Complem encerrou 2025 com R$ 290,2 milhões em empréstimos e financiamentos, sendo R$ 187 milhões no curto prazo. Também registrou R$ 33,6 milhões em juros de empréstimos e financiamentos. São dados do próprio balanço, auditado e aprovado sem ressalvas. 

Então a pergunta é simples: onde está a mentira?

Se algum número publicado estiver errado, que a direção apresente o documento, aponte o erro e este Blog fará a correção. O que não cabe é transformar a divulgação de informações documentadas em ameaça à instituição.

Se a exposição desses dados pode preocupar bancos e fornecedores, surge outra pergunta: quem cria eventual preocupação — quem administra e produz os números ou quem os torna públicos?

A própria defesa afirma que “a Complem não pertence ao presidente” e pertence aos cooperados. Concordamos. Exatamente por isso o cooperado tem direito de saber como seu patrimônio é administrado.

Fiscalização não destrói cooperativa. Transparência não enfraquece patrimônio. Pergunta não é ataque.

A melhor forma de proteger a reputação da Complem não é pedir silêncio sobre números. É responder aos números.

Este Blog continuará perguntando e oferecendo espaço para respostas e documentos.

Porque reputação sólida não precisa ser protegida da verdade. Precisa ser construída com ela.


QUEM SEMPRE RECEBEU ORDENS DA POLÍTICA AGORA QUER TER VOZ NELA

EDITORIAL | Coronel Edson Raiado troca o comando dos quartéis por uma nova missão: disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mais do que uma candidatura, sua trajetória provoca uma reflexão sobre quem representa aqueles que passam a vida protegendo a sociedade.

Por trás da farda existe um homem.

Existe um pai, um marido, um cidadão. Existe alguém que conhece o medo de uma família esperando o policial voltar para casa depois de mais uma noite de serviço.

Edson Raiado conhece os dois lados dessa porta.

Por mais de 20 anos, construiu sua trajetória na linha de frente da segurança pública. Viveu a rua, conheceu a tropa, assumiu responsabilidades e chegou ao posto de coronel da Polícia Militar.

Não conheceu a segurança pública em discursos ou gabinetes. Conheceu trabalhando.

Agora, apresenta-se ao eleitor para uma missão completamente diferente: ser deputado estadual.

E sua candidatura carrega uma simbologia que vai muito além de um nome e de um número na urna.

Historicamente, a Polícia Militar sempre esteve submetida às decisões da política. É a política que decide orçamento, salário, promoções, estrutura, efetivo, equipamentos e grande parte das condições enfrentadas diariamente pelos policiais.

A política sempre entrou no quartel. Talvez esteja na hora de o quartel, democraticamente, entrar na política.

Não para mandar sobre a sociedade. Não para transformar a Assembleia em extensão da caserna. Mas para participar, pelo voto, da mesa onde são tomadas as decisões que depois chegam prontas aos policiais.

É aí que a candidatura de Raiado ganha dimensão institucional.

Para milhares de homens e mulheres da segurança pública, existe uma pergunta que merece ser feita: quem conhece melhor as dores de um policial do que alguém que passou a vida usando a mesma farda?

Mas existe também uma dimensão humana.

Debaixo das estrelas de coronel está o homem que construiu família, criou filho, enfrentou plantões, riscos e responsabilidades e chegou ao topo da carreira carregando uma história construída dentro da instituição que hoje pretende representar politicamente.

Por isso, essa eleição pode ser analisada pela razão e pelo coração.

Pela razão, porque representação política significa participar das decisões sobre segurança pública.

Pelo coração, porque cada policial sabe quanto custa vestir uma farda e sair de casa sem a certeza absoluta de como terminará o serviço.

Durante décadas, policiais dependeram de políticos para defender suas pautas.

Agora existe a possibilidade de uma voz saída da própria corporação ocupar uma cadeira na Assembleia.

E talvez seja essa a grande mensagem da candidatura de Edson Raiado:

não se trata de a Polícia Militar comandar a política. Trata-se de a Polícia Militar deixar de assistir de fora enquanto outros decidem o seu futuro.

A farda não vota.

Mas quem está dentro dela, sim.