terça-feira, 8 de setembro de 2026

​FLÁVIA TELES DEIXA DISPUTA POR VAGA NA CÂMARA APÓS AGRAVAMENTO DE QUADRO DE SAÚDE

ELEIÇÕES 2026 | Internada em São Paulo com quadro grave de hipotireoidismo, a viúva de Maguito Vilela suspende a campanha por recomendação médica e passa a dedicar-se integralmente ao tratamento.

Flávia Teles não seguirá como candidata a deputada federal nas eleições deste ano. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (8) pela coordenação-geral de sua campanha e ocorre após o agravamento de seu estado de saúde.

De acordo com a nota divulgada à imprensa, Flávia está internada em São Paulo, sob os cuidados da médica clínica e cardiologista Ludhmila Hajjar, depois de ser diagnosticada com um quadro grave de hipotireoidismo.

A orientação médica é para que ela evite qualquer atividade que possa provocar desgaste físico ou emocional. Por recomendação expressa da médica, Flávia deverá permanecer hospitalizada, recebendo tratamento e acompanhamento contínuo, com dedicação integral ao restabelecimento de sua saúde.

Esta não é a primeira internação da ex-candidata em razão do problema. Há aproximadamente 15 dias, ela já havia sido hospitalizada em São Paulo para tratar o quadro. Na última semana, retornou a Goiás na tentativa de retomar as atividades de campanha.

Entretanto, segundo a coordenação, houve agravamento de seu estado de saúde, tornando necessária uma nova internação e a continuidade do tratamento intensivo. Diante da impossibilidade de enfrentar a rotina e o desgaste próprios de uma campanha eleitoral, Flávia decidiu interromper sua candidatura à Câmara dos Deputados.

Conhecida politicamente como Flávia do Maguito, ela é viúva do ex-governador e ex-prefeito de Goiânia Maguito Vilela, falecido em janeiro de 2021.

Na nota, Flávia agradeceu as manifestações de carinho, o apoio e a compreensão recebidos. Ela espera, após sua recuperação, retomar suas atividades e seus projetos. Neste momento, porém, a prioridade será exclusivamente o tratamento e a recuperação de sua saúde.


​DENÚNCIA SOBRE BASTIDORES DA COMPLEM CHEGA AO DELEGADO-GERAL DA POLÍCIA CIVIL


DESDOBRAMENTO | Secretaria de Segurança Pública encaminha manifestação apresentada pelo Blog do Cleuber Carlos ao comando da Polícia Civil e estabelece prazo de até 15 dias para resposta.

A denúncia protocolada pelo Blog do Cleuber Carlos após informações envolvendo os bastidores da Complem avançou oficialmente na estrutura do Governo de Goiás.

A manifestação nº 2026.0906.095027-52, cadastrada no Sistema de Ouvidoria-Geral do Estado, foi encaminhada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública diretamente ao delegado-geral da Polícia Civil, André Gustavo Corteze Ganga.

O encaminhamento consta no Ofício nº 24331/2026/SSP, expedido em 8 de setembro. No documento, a Ouvidoria Setorial da SSP solicita a adoção das providências cabíveis e determina o envio de resposta sobre os fatos narrados.

A manifestação foi apresentada depois que uma fonte interna da Complem relatou conversas nas quais o nome de um delegado identificado como Fernando teria aparecido após a publicação de reportagens sobre as contas, despesas e atos administrativos da cooperativa.

Segundo o relato recebido pelo Blog, teriam sido feitas afirmações de que o delegado “descobriria tudo”, que este jornalista seria chamado para depor e que um advogado ligado ao presidente da cooperativa teria conversado com a autoridade policial.

Diante da gravidade das informações, o Blog encaminhou preventivamente a documentação aos órgãos responsáveis. O objetivo é esclarecer se houve realmente alguma conversa, em qual contexto ela ocorreu ou se o nome do delegado foi utilizado indevidamente por terceiros para transmitir a impressão de que a Polícia Civil estaria agindo contra o trabalho jornalístico.

Um ponto importante do ofício é a determinação de que a resposta não seja elaborada pelo próprio denunciado ou reclamado. Conforme orientação da Controladoria-Geral do Estado, deverá haver manifestação do superior imediato acerca dos fatos narrados.

O órgão técnico terá até 15 dias, contados do recebimento da manifestação, para apresentar resposta, salvo a existência de prazo inferior. A Polícia Civil também deverá informar à Ouvidoria os andamentos e as providências adotadas.

O encaminhamento não significa reconhecimento antecipado de irregularidade ou acusação contra qualquer delegado. Significa, porém, que o relato foi formalmente recebido, considerado apto a tramitar e encaminhado ao comando da Polícia Civil para esclarecimentos.

O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando o procedimento e publicará integralmente os esclarecimentos apresentados pelas autoridades e pelos demais citados.


CRISE EXPLODE NO STF: MENDONÇA AFASTA CHEFE DA PF E GILMAR TENTA LEVAR CASO AO PLENÁRIO

JUDICIÁRIO | Segunda Turma forma maioria para confirmar afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF. Pedido de vista de Gilmar Mendes suspende julgamento, mas não devolve os delegados aos cargos.

A maior crise interna dos últimos anos no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo e explosivo capítulo nesta terça-feira (8). O ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada.

A decisão permanece válida. Na Segunda Turma, Mendonça recebeu os votos de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, formando maioria de três votos pela manutenção da medida. Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a conclusão formal do julgamento, mas o pedido não suspende o afastamento imediato. Dias Toffoli ainda não votou e poderá declarar-se impedido em razão de sua participação anterior em processos relacionados ao Banco Master. UOL

Gilmar pretende defender que o caso seja retirado da Segunda Turma e analisado pelos dez ministros do plenário. A decisão caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, que, pressionado a pautar o assunto, afirmou que avaliará o pedido.

O afastamento foi determinado depois que Mendonça identificou a produção de pelo menos seis relatórios de inteligência da PF, elaborados entre 3 e 31 de agosto, contendo análises sobre sua atuação e a do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo o ministro, os documentos eram apócrifos, classificados como material de baixa confiança e sem valor probatório, mas acabaram utilizados por Alexandre de Moraes para pedir a investigação de Mendonça por supostos crimes de abuso de autoridade, improbidade e responsabilidade.

Mendonça afirma ter sido alvo de monitoramento ilegal e classificou os relatórios como uma espécie de “arapongagem institucional”. Um deles teria utilizado até a religião evangélica compartilhada por Mendonça e Messias para levantar suspeitas sobre decisões institucionais da AGU. O ministro também apontou possível vazamento de informações sigilosas e determinou que a Corregedoria da PF investigue a origem, a autorização e o compartilhamento dos documentos. Folha de S.Paulo

A cúpula da Polícia Federal reagiu com indignação e considera a decisão política. O diretor-executivo William Murad, número dois da instituição, manifestou publicamente “total confiança” em Andrei. A Advocacia-Geral da União anunciou que recorrerá, sustentando que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuições do presidente da República.

Mendonça, entretanto, não exonerou Andrei: impôs um afastamento cautelar sob o argumento de impedir interferências nas investigações. A legalidade da medida deverá se tornar um dos principais pontos do recurso da AGU.

A crise começou com a divulgação de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, envolvendo Alexandre de Moraes e referências a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Moraes reagiu pedindo que Mendonça fosse investigado. Fachin retirou o pedido do inquérito das fake news e abriu um procedimento específico, determinando que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei apresentem explicações até 11 de setembro. Poder360

A dimensão do abalo ficou evidente quando 13 ex-ministros e ex-presidentes do STF, entre eles Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie e Rosa Weber, enviaram uma carta a Fachin classificando o momento como a “mais aguda crise” da história da Corte. O grupo pediu sessão pública urgente e apuração rigorosa dos fatos. UOL

Até o fechamento desta matéria, Andrei Rodrigues e Leandro Almada continuavam afastados. Gilmar conseguiu paralisar o julgamento, mas Mendonça venceu o primeiro confronto: obteve maioria na Segunda Turma e colocou a direção da Polícia Federal no centro de uma guerra que agora ameaça a credibilidade do próprio Supremo.


​CALDAZINHA DÁ EXEMPLO DE ATENÇÃO À ZONA RURAL E INVESTE NA INFRAESTRUTURA

GESTÃO | Administração da prefeita Solange demonstra atenção permanente às estradas rurais e avança agora na reconstrução da ponte sobre o Rio Sozinha, na divisa com Senador Canedo.

Enquanto muitos municípios enfrentam reclamações constantes sobre estradas abandonadas e dificuldades de acesso na zona rural, Caldazinha vem seguindo um caminho diferente. A gestão da prefeita Solange tem dedicado atenção especial às famílias que vivem e produzem no campo, mantendo as estradas vicinais em boas condições e realizando intervenções importantes na infraestrutura municipal.

O trabalho mais recente divulgado pela Prefeitura é a reconstrução da ponte sobre o Rio Sozinha, localizada na divisa com Senador Canedo. Segundo a administração municipal, a obra está sendo executada integralmente com recursos do próprio município.

Mais do que concreto, máquinas e uma nova ponte, investimentos dessa natureza significam segurança e mobilidade. Para quem vive na zona rural, estrada conservada e ponte em condições adequadas representam acesso à cidade, transporte escolar, escoamento da produção, atendimento de saúde e qualidade de vida.

E aqui cabe também a opinião deste jornalista.

Tenho acompanhado administrações municipais em Goiás há décadas e considero que Solange realiza hoje um dos melhores trabalhos entre os prefeitos da Região Metropolitana de Goiânia. É uma avaliação baseada principalmente na presença da administração onde muitas vezes o poder público é esquecido: na zona rural.

Caldazinha é um município pequeno, com limitações orçamentárias muito diferentes das grandes cidades vizinhas. Justamente por isso, chama atenção conseguir manter serviços, cuidar das estradas e executar obras que chegam diretamente à população.

Gestão pública precisa ser fiscalizada e cobrada quando erra. Mas o jornalismo também deve reconhecer quando o trabalho aparece e produz resultados.

Nesse aspecto, a Prefeitura de Caldazinha e a prefeita Solange merecem elogios e reconhecimento. É uma administração que, pelo trabalho que vem apresentando, merece ser destacada como exemplo de cuidado com o município e, principalmente, de respeito com quem vive e produz na zona rural.


​BOMBA NO STF: ANDRÉ MENDONÇA AFASTA DIRETOR-GERAL DA PF EM MEIO AO CASO MASTER

CRISE INSTITUCIONAL | Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da Polícia Federal são afastados preventivamente. Decisão ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. O delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, também foi afastado. 

A decisão aumenta a temperatura de uma crise que já ultrapassou os limites da Polícia Federal e chegou ao coração do Supremo.

Andrei passou a ocupar posição delicada após seu nome aparecer em material relacionado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em mensagens atribuídas ao banqueiro, Vorcaro teria mencionado Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao tratar de possíveis ações relacionadas às investigações que atingiam o Master. O material, entretanto, não comprova que eventuais pedidos tenham sido atendidos. 

A situação ganhou um ingrediente ainda mais explosivo nos últimos dias. Segundo a CNN Brasil, Vorcaro sinalizou ao gabinete de Mendonça disposição para citar Andrei em uma eventual nova proposta de colaboração premiada. Trata-se, até aqui, de alegação que ainda precisa ser investigada e submetida ao contraditório. 

Ao determinar o afastamento, Mendonça afirmou que a medida busca evitar “constrangimentos ilegais” e preservar a atuação independente de autoridades e servidores. 

O ministro também determinou medidas envolvendo relatórios de inteligência da PF e submeteu sua decisão à análise da Segunda Turma do Supremo. 

O afastamento preventivo não representa condenação nem comprovação de participação de Andrei Rodrigues em ilícitos. Mas a retirada do diretor-geral da PF em pleno avanço do caso Banco Master transforma o episódio em uma das mais graves crises institucionais envolvendo a cúpula da Polícia Federal e do STF nos últimos anos.

A pergunta agora é inevitável: até onde chegam as ramificações do caso Master?


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

FAZENDA ENTREGA MAIS DE 40 CASOS AO MPGO E ABRE CERCO A GRANDES DEVEDORES


FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA | Lista dos 100 maiores devedores de Goiânia contém infrações consideradas graves e situações com possíveis indícios criminais. Prefeitura, entretanto, não revela nomes nem valores envolvidos.

O cerco aos grandes devedores de Goiânia ganhou uma nova e delicada frente.

A Secretaria Municipal da Fazenda apresentou ao Ministério Público de Goiás mais de 40 representações fiscais que poderão resultar na apuração de possíveis crimes contra a ordem tributária.

A entrega ocorreu durante reunião realizada na sexta-feira, 4 de setembro, entre o secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, auditores fiscais e os promotores Denis Augusto Bimbati Marques e Reuder Cavalcante Motta, que atuam na defesa da ordem tributária.

Segundo informação oficial do MPGO, a lista dos 100 maiores devedores do município contém dívidas decorrentes de infrações tributárias graves. Algumas delas apresentariam indícios de crimes fiscais e deverão ser analisadas pelos promotores após a comunicação formal realizada pelo Fisco.

O ponto central agora é saber quem são os envolvidos e quanto dinheiro está em jogo.

A Prefeitura não divulgou os nomes dos contribuintes representados, o valor total das dívidas, os tributos supostamente sonegados nem quanto pretende recuperar para os cofres públicos. Parte dessas informações pode estar protegida pelo sigilo fiscal, mas os resultados institucionais da cobrança precisam ser apresentados à sociedade.

Também está em discussão um acordo de cooperação técnica para criar um fluxo permanente de comunicação entre a Fazenda e o Ministério Público. O instrumento deverá permitir ao MPGO acesso a dados tributários não sigilosos e acelerar a análise de situações com possível repercussão criminal.

É fundamental fazer uma distinção jurídica: representação fiscal não significa condenação. A existência de dívida, isoladamente, também não comprova crime. Cada caso deverá ser investigado individualmente, com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

Politicamente, a gestão Sandro Mabel tenta demonstrar que pode aumentar a arrecadação combatendo a sonegação, sem criar novos impostos. O discurso, porém, terá de ser confirmado por resultados: valores recuperados, procedimentos instaurados e tratamento igualitário aos devedores, independentemente do poder econômico ou político.

As Promotorias também cobram da Prefeitura a realização de concurso para auditores municipais de tributos, medida considerada necessária para ampliar a capacidade de fiscalização e enfrentar as mudanças provocadas pela reforma tributária.

O cerco foi anunciado. Agora falta abrir a caixa-preta dos números e mostrar se os grandes devedores realmente serão cobrados — ou se a iniciativa terminará apenas em mais uma reunião institucional.

Fonte: Ministério Público de Goiás⁠.


domingo, 6 de setembro de 2026

​ADVOGADO DA COMPLEM MANDA RECADO A JORNALISTA: “VAI BATER RECORDE ESSE ANO”

 

Murilo Falone Rocha destaca condenação antiga de Cleuber Carlos justamente durante série de reportagens sobre a cooperativa. Blog começa agora a levantar também a atuação do próprio advogado e encontra processo que terminou em condenação da Complem.

A frase tem apenas cinco palavras, mas o contexto fala muito mais:

“Vai bater recorde esse ano.”

Foi o que escreveu o advogado Murilo Falone Rocha, historicamente ligado à defesa da Complem, ao compartilhar no Instagram notícia sobre uma condenação de Cleuber Carlos e outro jornalista por fatos de 2019. No próprio story, o nome de Cleuber foi destacado em amarelo.

É ameaça? Intimidação? Deboche? Ou apenas coincidência justamente quando este Blog coloca sob lupa a administração da cooperativa?

Não cabe ao jornalista fabricar a resposta. Cabe mostrar os fatos.

Murilo não é um espectador dessa investigação. Documentos judiciais comprovam sua atuação recorrente representando a Complem, inclusive perante tribunais superiores.

E, diante do “recado”, o Blog decidiu fazer aquilo que jornalista faz: investigar.

Um dos processos já localizado merece atenção. Em 2018, a Distribuidora de Laticínios Mariano Ltda. ajuizou ação contra a Complem no Distrito Federal envolvendo uma relação de representação comercial que teria durado 14 anos. A Justiça condenou a cooperativa ao pagamento de indenizações, incluindo 1/12 das retribuições recebidas durante o período contratual e verba decorrente da ausência de pré-aviso.

Posteriormente, a Complem tentou derrubar a decisão por meio de ação rescisória. Nos registros públicos dessa nova ação aparece justamente Murilo Falone Rocha, OAB/GO 49.308, representando a cooperativa.

Isso não autoriza afirmar que Murilo tenha provocado a condenação ou cometido qualquer negligência. Até aqui não existe prova disso. Mas o processo passa a integrar o levantamento jornalístico sobre sua atuação na cooperativa.

O Blog continuará examinando processos, decisões, recursos e resultados dessa relação profissional.

Quanto ao “vai bater recorde”, uma coisa pode ser dita desde já:

Se a intenção era anunciar processos, o advogado tem todo o direito de ajuizá-los. Se era intimidar, escolheu o jornalista errado.

Depois da postagem, em vez de parar a investigação, vamos ampliá-la.


EXPO PEÇAS CELEBRA 10 ANOS E TRANSFORMA GOIÂNIA NA CAPITAL DO SETOR AUTOMOTIVO

NEGÓCIOS E TECNOLOGIA | Maior feira de reparação automotiva do Centro-Oeste acontece de 10 a 12 de setembro, reúne mais de 150 expositores, 300 estandes e grandes marcas nacionais e internacionais.

Goiânia será, durante três dias, ponto de encontro de uma das cadeias econômicas mais importantes do país. A Expo Peças 2026 chega à sua 10ª edição nos dias 10, 11 e 12 de setembro, ocupando os pavilhões Azul e Verde do Centro de Convenções de Goiânia. 

Criada em Goiânia em 2015, a feira completa uma década consolidada como referência no mercado de reposição e reparação automotiva. A edição deste ano terá mais de 150 expositores e mais de 300 estandes, reunindo indústria, distribuidores, varejistas, oficinas, mecânicos, empresários e profissionais de diferentes regiões do Brasil. 

Entre as marcas confirmadas estão Gates, Delphi, Dana, Tecfil, Sabó, Cobreq, Textar, UFI Filters, Hella, Elring, Wega, MTE-Thomson, Gauss, Tudor, Hengst, Viemar e Petronas. A feira apresentará novidades em freios, suspensão, motores, filtros, lubrificantes, ferramentas, elétrica, eletrônica e acessórios, além de ampliar o espaço destinado à eletrificação veicular e à linha pesada

Mas a Expo Peças vai além dos negócios. Serão mais de 30 palestrantes e mais de 20 cursos gratuitos, com conteúdo técnico, gestão, inovação e empreendedorismo. Um dos destaques será Geraldo Rufino, fundador da JR Diesel, que sobe ao palco na quinta-feira (10), às 19h40. 

A programação também abre espaço para o protagonismo feminino, com o Expo Peças Mulher, além de exposição de veículos clássicos e esportivos, Espaço Kids e praça de alimentação. Empreendedores poderão ainda conhecer linhas de crédito da GoiásFomento de até R$ 400 mil

A entrada é gratuita, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível. Quinta e sexta, a feira funciona das 15h às 21h; sábado, das 13h às 20h.

Credenciamento gratuito – Expo Peças 2026⁠


CAIADO VIROU COADJUVANTE: O QUE DEU ERRADO NA CANDIDATURA QUE PROMETIA DISPUTAR O PLANALTO?

ELEIÇÕES 2026 | Ex-governador de Goiás entrou na corrida presidencial cercado de expectativas, mas não consegue decolar, permanece em um dígito e assiste Augusto Cury ocupar o espaço de terceira força.

Ronaldo Caiado chegou à eleição presidencial carregando um currículo que poucos adversários possuem: ex-governador por dois mandatos, ex-senador, cinco vezes deputado federal, forte ligação com o agronegócio e a segurança pública e uma estrutura partidária nacional.

Era apresentado como um dos nomes capazes de romper a polarização.

Até agora, porém, as urnas eletrônicas ainda nem foram ligadas e as pesquisas contam uma história bem diferente.

Caiado simplesmente não decola.

Na pesquisa Veritá, aparece com apenas 3,3% das intenções de voto, muito distante dos líderes. E o problema não está isolado em um levantamento.

No Datafolha mais recente, Caiado registra 4%, enquanto Augusto Cury alcança 8%. No BTG/Nexus, o goiano aparece com 5%, enquanto Cury dispara para 11%. (Folha de S.Paulo⁠)

A comparação é inevitável.

Cury entrou na política praticamente agora e conseguiu ocupar justamente o espaço que Caiado buscou durante anos: o de alternativa à polarização.

Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro concentram a disputa principal, Caiado corre o risco de deixar de ser protagonista para virar mero coadjuvante.

E isso levanta uma pergunta incômoda: o que deu errado?

Faltou comunicação? Estratégia? Capacidade de transformar os resultados de Goiás em discurso nacional? Ou o eleitor simplesmente não enxergou em Caiado a terceira via que sua campanha imaginava representar?

Ainda existe campanha pela frente. Mas, neste momento, para quem entrou na disputa presidencial cercado de grandes expectativas, permanecer entre 3% e 5% está muito abaixo do tamanho político que Caiado pretendia apresentar ao Brasil. (BOL⁠)


CURY EXPLODE, LULA E FLÁVIO EMPATAM — MAS FLÁVIO ABRE VANTAGEM NO SEGUNDO TURNO

ELEIÇÕES 2026 | Levantamento do Instituto Veritá mostra Augusto Cury saltando de 2,2% para 12,2%, enquanto Flávio Bolsonaro e Lula aparecem separados por apenas meio ponto no primeiro turno

A nova pesquisa nacional do Instituto Veritá confirma uma disputa presidencial polarizada, mas revela uma mudança importante no bloco dos candidatos alternativos. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 38,9%, contra 38,4% do presidente Lula (PT). A diferença de apenas 0,5 ponto percentual configura empate técnico.

O movimento mais expressivo, porém, é protagonizado por Augusto Cury (Avante). O escritor chegou a 12,2%, dez pontos acima dos 2,2% registrados pelo próprio Veritá em agosto. Em poucas semanas, Cury deixou a condição de candidato periférico e passou a ocupar isoladamente o terceiro lugar.

Na sequência aparecem Renan Santos, com 3,7%; Ronaldo Caiado, com 1,9%; e Pablo Marçal, com 1,4%. Os demais candidatos têm menos de 1%. Brancos e nulos somam 1,1%, enquanto 0,9% não souberam responder.

A pesquisa não permite afirmar que os eleitores dos demais candidatos migraram diretamente para Cury, pois se trata de uma nova amostra. Entretanto, o crescimento dele coincide com quedas de Marçal, Caiado e Romeu Zema. A tendência também apareceu em outros institutos, embora com intensidade menor: Cury alcançou 8% no Datafolha e 9,9% na Futura/Apex.

FLÁVIO ABRE 5,4 PONTOS NO SEGUNDO TURNO

No confronto direto que hoje reúne os dois líderes, Flávio Bolsonaro registra 48,5%, contra 43,1% de Lula. A vantagem é de 5,4 pontos percentuais, superior à margem de erro declarada pelo instituto.

Brancos e nulos representam 4,9%, e 3,6% não responderam. Considerados somente os votos válidos, o resultado corresponderia a aproximadamente 53% para Flávio e 47% para Lula.

O levantamento também mostra que Lula ainda lidera os demais confrontos testados: vence Augusto Cury por 35,6% a 27%, Pablo Marçal por 38,4% a 28,6%, Ronaldo Caiado por 36,8% a 24,9% e Renan Santos por 37,8% a 19,3%. Nesses cenários, contudo, o número de indecisos, brancos e nulos é significativamente maior.

A rejeição continua sendo uma fragilidade para o presidente. Lula é citado por 35% dos entrevistados como candidato em quem não votariam de jeito nenhum. Flávio aparece com 25,8%. Outros 35,5% não indicaram nenhum nome.

O Veritá ouviu 3.840 eleitores em 170 municípios, entre 1º e 4 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas por telefone, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09426/2026.

O cenário é claro: Lula e Flávio permanecem praticamente empatados na largada, Cury rompe a barreira dos dois dígitos e pode redesenhar o primeiro turno, mas, no confronto decisivo entre os líderes, o senador do PL abre uma vantagem que já não cabe dentro da margem declarada.

Pesquisa eleitoral é fotografia do momento, não previsão do resultado. Ainda assim, o retrato atual entrega duas manchetes politicamente incontornáveis: Augusto Cury entrou no jogo e Flávio Bolsonaro passou à frente de Lula no segundo turno.

Fontes: relatório integral do Instituto Veritá⁠, consulta oficial de pesquisas do TSE⁠, CNN Brasil⁠, Datafolha⁠ e Futura/Apex⁠.