quarta-feira, 4 de novembro de 2026

ESCÂNDALO DO ASFALTO EM SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA: NOTAS FISCAIS INEXISTENTES, PAGAMENTOS SUSPEITOS E INVESTIGAÇÃO DE SERVIDORES

Decreto assinado pelo prefeito Natanael Martins Coelho revela que a Secretaria da Economia de Goiás encontrou irregularidades em documentos fiscais apresentados por empresa contratada para fornecer massa asfáltica. Polícia Civil e Ministério Público foram acionados.

A Prefeitura de São Miguel do Araguaia, no norte de Goiás, oficializou nesta quarta-feira, 4 de novembro, uma série de medidas administrativas após a identificação de graves inconsistências em notas fiscais apresentadas para pagamento pela empresa AGROMIL ANCKLIN LTDA., CNPJ 05.485.997/0001-30, contratada para o fornecimento de massa asfáltica ao município.

O caso envolve o Contrato nº 113/2026 e recursos do Convênio nº 111/2026 SERINT/GECEI, celebrado com o Governo de Goiás.

O Decreto nº 455/2026, assinado pelo prefeito Natanael Martins Coelho, determina a suspensão de pagamentos, a preservação de documentos, a instauração de sindicância investigativa, a abertura de processo de responsabilização da empresa e a realização de auditoria técnica para verificar a efetiva execução dos serviços.

Secretaria da Economia identifica notas fiscais inexistentes

A revelação mais grave consta do Ofício nº 28493/2026/ECONOMIA, expedido pela Delegacia Regional de Fiscalização de Porangatu, da Secretaria de Estado da Economia.

Segundo o documento, das dez notas fiscais eletrônicas apresentadas ao município para pagamento, três não existem na base oficial de dados da Secretaria da Economia e outras cinco apresentam divergências de datas ou valores.

Apenas duas foram identificadas como coincidentes com os registros fiscais.

O conjunto dos dez lançamentos relacionados no anexo do decreto alcança R$ 654.869,00. Desse total, R$ 574.885,00 correspondem aos oito registros com inconsistências apontadas.

A existência dessas irregularidades levanta questionamentos sobre a origem dos documentos, a regularidade das operações comerciais e os procedimentos utilizados para autorizar pagamentos com dinheiro público.

É importante esclarecer que o valor dos documentos questionados não representa, necessariamente, o prejuízo aos cofres públicos. A quantificação de eventual dano dependerá das investigações.

Prefeitura determina suspensão de pagamentos

Diante das informações recebidas da fiscalização estadual, o prefeito determinou a suspensão imediata de qualquer pagamento à AGROMIL ANCKLIN LTDA. relacionado ao Contrato nº 113/2026, inclusive do saldo associado à Nota Fiscal nº 4346.

O decreto também estabelece restrições à movimentação da conta específica do convênio, mantida na Caixa Econômica Federal, agência 0794, condicionando novas operações à autorização expressa do prefeito, precedida de manifestação do controle interno.

A Secretaria Municipal de Finanças deverá apresentar os processos originais e providenciar extratos bancários completos, comprovantes oficiais de pagamentos e registros dos operadores e autorizadores das movimentações financeiras.

Essas informações poderão permitir identificar quem participou das diferentes etapas das despesas públicas.

Servidores ficam impedidos de atuar nos processos investigados

Outra medida relevante está no artigo 3º do decreto.

Servidores e agentes públicos que participaram da solicitação, recebimento, atesto, liquidação ou pagamento dos processos relacionados foram impedidos de manusear os respectivos documentos e participar das apurações.

A medida busca preservar as provas e evitar interferências na investigação, sem representar antecipação de culpa ou aplicação de penalidade.

Uma sindicância investigativa deverá identificar eventuais responsáveis e verificar se houve prejuízo ao patrimônio público.

Auditoria vai verificar se o asfalto foi realmente aplicado

A investigação não ficará restrita aos documentos fiscais.

O decreto determina uma auditoria técnica de engenharia para verificar a execução dos serviços realizados com os materiais adquiridos.

A fiscalização deverá examinar as vias contempladas, a área efetivamente recuperada, a espessura e a qualidade do revestimento asfáltico, além da compatibilidade entre o volume de massa adquirido e os serviços executados.

O trabalho deverá resultar em laudo técnico acompanhado de fotografias georreferenciadas e Anotação de Responsabilidade Técnica.

A determinação abre uma frente decisiva de investigação: a quantidade de massa asfáltica apresentada nas notas fiscais corresponde ao material efetivamente utilizado nas ruas do município?

O decreto não afirma que os serviços deixaram de ser executados. Determina justamente a realização de exames para esclarecer essa questão.

Empresa terá que apresentar documentos de transporte e produção

A AGROMIL ANCKLIN LTDA. também será submetida a processo administrativo de responsabilização, fundamentado na Lei nº 14.133/2021 e na Lei Anticorrupção.

A empresa deverá apresentar, no prazo de dez dias úteis, documentos como tickets de pesagem, ordens de expedição, identificação dos veículos e motoristas utilizados nas entregas, notas fiscais de aquisição dos insumos e licença ambiental de operação da usina.

Esses registros serão importantes para confrontar as quantidades faturadas com a produção, o transporte e o recebimento do material.

A empresa terá assegurado o direito de defesa, conforme a legislação.

Ministério Público e Polícia Civil são comunicados

O artigo 8º do decreto informa que o Ministério Público de Goiás e a Polícia Civil foram cientificados dos fatos em 3 de novembro de 2026.

O documento também determina o encaminhamento de informações ao Tribunal de Contas do Estado, ao Tribunal de Contas dos Municípios e a órgãos do Governo de Goiás.

A comunicação aos órgãos de fiscalização e investigação amplia a dimensão institucional do caso, embora o decreto não informe a abertura de inquérito policial nem a apresentação de denúncia criminal.

Quem autorizou os pagamentos?

O caso apresenta questões que exigem esclarecimentos.

Quem conferiu as notas fiscais antes da liquidação das despesas? Quem atestou o recebimento da massa asfáltica? Quais servidores autorizaram as movimentações financeiras? Houve efetiva entrega de todo o material faturado? Os serviços executados correspondem às quantidades registradas?

O próprio decreto reconhece a necessidade de reconstruir essa cadeia de procedimentos administrativos.

A apuração deverá estabelecer se as divergências decorreram de erros documentais, irregularidades administrativas ou possíveis condutas fraudulentas.

Uma investigação que pode revelar a dimensão do problema

A decisão do prefeito Natanael Martins Coelho representa uma iniciativa formal de apuração de possíveis irregularidades envolvendo recursos estaduais destinados à infraestrutura urbana.

O ponto central agora será descobrir se os documentos fiscais inconsistentes resultaram em pagamentos indevidos e se houve dano ao erário.

A gravidade dos achados da Secretaria da Economia exige uma investigação rigorosa, transparente e tecnicamente fundamentada, com respeito ao direito de defesa dos envolvidos.

O Blog do Cleuber Carlos acompanhará os desdobramentos do caso, especialmente a identificação dos responsáveis pelos procedimentos de pagamento, os resultados da auditoria de engenharia e as providências adotadas pelos órgãos de investigação e controle.

A empresa e os agentes públicos envolvidos devem ter assegurado espaço para apresentar seus esclarecimentos.

Fonte documental: Decreto Municipal nº 455/2026, de 4 de novembro de 2026, páginas 1 a 6, incluindo Anexo Único; referência ao Ofício nº 28493/2026/ECONOMIA, de 29 de outubro de 2026. Os valores foram somados a partir dos lançamentos constantes do anexo. A reportagem não pressupõe culpa ou fraude comprovada.


SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA: RELATOR DO TJGO SE MANIFESTA CONTRA VOLTA DE JERONYMO SIQUEIRA À PREFEITURA; JULGAMENTO SERÁ DIA 17

Informação obtida pelo Blog do Cleuber Carlos diretamente no gabinete do desembargador Rodrigo de Silveira aponta manifestação contrária ao retorno do prefeito cassado. Recurso será analisado pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás.

Por Blog do Cleuber Carlos | 4 de novembro de 2026

O ex-prefeito de São Miguel do Araguaia, Jeronymo José de Siqueira Neto, cassado pela Câmara Municipal em 26 de outubro, enfrenta uma nova etapa na disputa judicial para tentar reverter os efeitos da perda de seu mandato.

O Blog do Cleuber Carlos apurou, nesta quarta-feira (4), diretamente com o gabinete do desembargador Rodrigo de Silveira, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), que o relator do recurso apresentou manifestação contrária ao retorno de Jeronymo Siqueira ao comando da Prefeitura.

Segundo as informações repassadas ao blog durante contato telefônico com o gabinete, o recurso não foi julgado na sessão realizada na terça-feira (3) e está pautado para 17 de novembro de 2026, quando deverá ser apreciado pela 2ª Câmara Cível.

A informação representa um novo capítulo na disputa judicial envolvendo a cassação do prefeito, aprovada por nove votos a dois pelos vereadores de São Miguel do Araguaia.

RELATOR JÁ HAVIA NEGADO LIMINAR

O processo tramita no TJGO sob o número 5973854-39.2026.8.09.0143, tendo como relator o desembargador Rodrigo de Silveira.

Antes da cassação, a defesa de Jeronymo Siqueira já havia recorrido ao Judiciário para questionar a legalidade do procedimento político-administrativo conduzido pela Câmara Municipal.

Em 24 de setembro, a Justiça de primeira instância rejeitou o pedido de liminar apresentado pela defesa.

Posteriormente, em 30 de setembro, o desembargador Rodrigo de Silveira também negou a tutela recursal solicitada ao Tribunal de Justiça, permitindo a continuidade dos trabalhos da comissão processante.

Agora, segundo a informação obtida pelo blog, o relator também se manifestou contrariamente à pretensão de retorno do ex-prefeito ao cargo.

O conteúdo integral dessa manifestação ainda não foi obtido pela reportagem.

JULGAMENTO MARCADO PARA 17 DE NOVEMBRO

A análise colegiada está prevista para terça-feira, 17 de novembro, na 2ª Câmara Cível do TJGO.

É importante destacar que a manifestação do relator não representa, isoladamente, uma decisão definitiva do Tribunal.

Durante o julgamento, os demais integrantes do colegiado poderão acompanhar o entendimento do desembargador, apresentar divergência ou solicitar vista dos autos.

A confirmação do resultado dependerá da deliberação judicial.

A data informada pelo gabinete também deverá ser acompanhada na pauta oficial, pois poderá sofrer alterações.

CASSAÇÃO FOI APROVADA POR NOVE VOTOS A DOIS

Jeronymo Siqueira perdeu o mandato em 26 de outubro de 2026, após votação realizada pela Câmara Municipal de São Miguel do Araguaia.

O resultado foi de nove votos favoráveis à cassação e dois contrários.

Com a decisão do Legislativo, o vice-prefeito, Dr. Natanael Martins Coelho, assumiu a administração municipal.

Desde então, a discussão judicial sobre a validade do procedimento de cassação passou a ter consequências diretas para a continuidade da atual administração.

Caso o Tribunal reconheça nulidades capazes de atingir a cassação, os efeitos dependerão do alcance da decisão judicial.

Por outro lado, eventual rejeição do recurso manterá, quanto às questões nele examinadas, os efeitos da deliberação legislativa, sem impedir necessariamente a utilização de outros instrumentos judiciais cabíveis.

INFORMAÇÃO EXCLUSIVA OBTIDA PELO BLOG

A informação sobre a manifestação contrária ao retorno de Jeronymo Siqueira e a previsão de julgamento para 17 de novembro foi obtida pelo Blog do Cleuber Carlos diretamente no gabinete do desembargador Rodrigo de Silveira.

A reportagem ressalta que ainda não teve acesso à íntegra do voto ou manifestação do relator, documento necessário para identificar precisamente os fundamentos jurídicos apresentados.

O julgamento será uma etapa importante na discussão sobre a legalidade do processo político-administrativo que resultou na perda do mandato.

Até que haja decisão colegiada capaz de modificar a situação jurídica atual, permanece em vigor a cassação aprovada pela Câmara Municipal, e Dr. Natanael continua à frente da Prefeitura de São Miguel do Araguaia.

O Blog do Cleuber Carlos acompanhará a sessão de 17 de novembro e seus desdobramentos.

Blog do Cleuber Carlos — Jornalismo investigativo e informação.


ISSY QUINAN GANHA FORÇA NA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA ALEGO E ENTRA NO DEBATE SOBRE A SUCESSÃO DE DANIEL VILELA

Apoio de deputados do PL amplia articulação política. A conquista do comando da Assembleia Legislativa poderá colocar o parlamentar em posição estratégica no cenário da sucessão estadual de 2030.

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) começa a ganhar uma dimensão que ultrapassa os limites do Poder Legislativo. No centro das articulações está o deputado estadual Issy Quinan, que, segundo informações recebidas pelo Blog do Cleuber Carlos, acaba de conquistar o apoio de parlamentares do Partido Liberal (PL).

O movimento representa uma ampliação de sua base de sustentação política e acrescenta um elemento importante à disputa pelo comando do Legislativo goiano.

Quinan também conta, conforme informações de bastidores, com a confiança política do governador Daniel Vilela. Reconhecido nos meios políticos por sua capacidade de diálogo e articulação, o deputado trabalha na construção de uma composição que ultrapassa as fronteiras partidárias.

Mas existe uma questão ainda maior por trás dessa movimentação: a presidência da Alego poderá funcionar como plataforma de projeção política para a sucessão de Daniel Vilela no governo de Goiás.

A presidência da Alego como caminho para 2030

O cenário político ganha relevância diante de uma circunstância constitucional: Daniel Vilela, reeleito governador em outubro de 2026, não poderá disputar uma nova reeleição consecutiva em 2030.

Isso significa que a base governista precisará construir uma nova liderança para disputar a sucessão estadual.

É nesse contexto que a eventual eleição de Issy Quinan para a presidência da Assembleia assume importância estratégica.

O comando do Legislativo proporciona interlocução permanente com os 41 deputados estaduais, participação nas grandes negociações políticas e visibilidade institucional. São condições que podem contribuir para a construção de uma candidatura ao governo, embora não representem garantia de indicação partidária ou vitória eleitoral.

A proximidade com Daniel Vilela acrescenta outra dimensão a essa possibilidade. Uma eventual candidatura de Quinan em 2030 dependeria, entre outros fatores, da continuidade dessa relação, da composição da base governista e da disposição do próprio parlamentar.

Apoio do PL demonstra capacidade de articulação

A movimentação mais recente ocorreu nesta terça-feira, 3 de novembro, quando Coronel Urzêda e Marquinho do Gayer, ambos do PL, anunciaram apoio a Issy Quinan.

Com a adesão anterior de Amauri Ribeiro, o emedebista passou a reunir três dos cinco integrantes da futura bancada liberal.

A informação foi divulgada pela coluna Giro, de O Popular. O Popular +1

O movimento chama atenção porque o PL possui identidade partidária distinta do MDB, demonstrando que a articulação pela presidência da Assembleia não está limitada aos aliados tradicionais do governador.

Nesta quarta-feira, 4 de novembro, levantamento divulgado pelo Jornal Hora Extra aponta que Quinan já reúne 21 apoios entre os 41 deputados da próxima legislatura. A contagem ainda depende da confirmação dos compromissos no momento da votação. Jornal Hora Extra +1

Uma disputa que vai além de 2027

A eleição para presidente da Alego também envolve outros parlamentares. Lissauer Vieira mantém a intenção de disputar o cargo, enquanto um grupo de deputados trabalha na construção de uma candidatura alternativa. O Popular +1

Por isso, seria prematuro considerar a eleição definida.

Entretanto, há uma leitura política que merece atenção: quem conquistar a presidência da Assembleia em 2027 poderá participar diretamente da reorganização das forças políticas que disputarão o governo de Goiás em 2030.

No caso de Issy Quinan, essa perspectiva ganha significado pela combinação de três fatores: sua proximidade com Daniel Vilela, a capacidade de reunir apoios de diferentes partidos e a possibilidade de assumir uma das posições institucionais mais relevantes do Estado.

O próprio deputado ainda não anunciou qualquer projeto de candidatura ao governo em 2030. Também não existe definição oficial do MDB sobre a sucessão de Daniel Vilela.

A questão, portanto, permanece aberta.

Para Issy Quinan, a eleição da Assembleia poderá representar muito mais que a conquista de um cargo: poderá ser o início de uma nova etapa de projeção estadual, colocando seu nome no centro das futuras discussões sobre a sucessão do Palácio das Esmeraldas.

Blog do Cleuber Carlos — Análise política | 4 de novembro de 2026


terça-feira, 3 de novembro de 2026

FORMOSA: TRÊS PROCESSOS DE IMPEACHMENT AVANÇAM CONTRA PREFEITA EM MEIO A ROMBO PREVIDENCIÁRIO DE R$ 27,9 MILHÕES

Câmara Municipal instaura três comissões processantes para investigar denúncias contra Simone Ribeiro. Dívida previdenciária, irregularidades apontadas pela CPI das Máquinas e suspeitas de descumprimento de obrigações legais estão entre os principais questionamentos.

Por Blog do Cleuber Carlos

A prefeita de Formosa, Simone Dias Ribeiro de Melo, enfrenta três processos político-administrativos que podem resultar na cassação de seu mandato. As denúncias envolvem a situação financeira da previdência municipal, a administração do patrimônio público e supostas irregularidades na condução de serviços essenciais.

Em 21 de outubro de 2026, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a admissibilidade de três denúncias e determinou a instalação de comissões processantes para apurar os fatos.

Um dos pontos centrais é o passivo previdenciário de aproximadamente R$ 27,9 milhões, apontado em informações atribuídas ao FORMOSAPREVI, instituto responsável pela previdência dos servidores municipais.

DÍVIDA PREVIDENCIÁRIA SOB INVESTIGAÇÃO

Segundo os dados divulgados pelo Legislativo, aproximadamente R$ 14,98 milhões correspondem a obrigações do período de 2022 a 2024, enquanto outros R$ 12,92 milhões dizem respeito ao intervalo de 2025 a fevereiro de 2026.

A divisão dos valores é fundamental para determinar a origem do passivo e individualizar eventuais responsabilidades, inclusive de administrações anteriores.

A denúncia sustenta que o descumprimento de obrigações previdenciárias pode comprometer o equilíbrio financeiro do instituto e gerar consequências para os servidores públicos.

A Prefeitura, por sua vez, já declarou publicamente que adotou medidas de parcelamento dos débitos e que os pagamentos de aposentados e pensionistas estavam em dia.

CPI DAS MÁQUINAS APONTA IRREGULARIDADES

Outro eixo das investigações envolve a CPI das Máquinas, concluída pela Câmara em agosto.

O relatório parlamentar apontou problemas na classificação, movimentação e alienação de equipamentos públicos, incluindo ausência de laudos formais, divergências documentais e questionamentos sobre a venda de bens municipais.

As conclusões foram encaminhadas a órgãos de fiscalização e investigação, entre eles o Ministério Público de Goiás, a Polícia Civil e o Tribunal de Contas dos Municípios.

Os achados da CPI não representam, por si só, comprovação de responsabilidade pessoal da prefeita, que deverá ser examinada no procedimento próprio.

DENÚNCIA APRESENTADA POR CINCO CIDADÃOS

Um dos documentos analisados pelo Blog do Cleuber Carlos é uma denúncia datada de 15 de junho de 2026 e apresentada por cinco cidadãos.

A peça, com nove páginas de argumentação e documentos complementares, aponta supostas irregularidades relacionadas ao piso nacional do magistério, ao patrimônio público, à infraestrutura urbana, à previdência e a despesas com serviços jurídicos externos.

Os denunciantes pediram o afastamento cautelar da prefeita e a abertura de processo que poderia resultar na cassação de seu mandato.

A Câmara admitiu a denúncia, mas não determinou o afastamento cautelar. Simone Ribeiro permanece no exercício do cargo.

TRÊS COMISSÕES E DIREITO DE DEFESA

As três denúncias foram recebidas separadamente, dando origem a procedimentos específicos de apuração.

A legislação assegura à prefeita o direito de apresentar defesa, indicar provas e contestar as acusações.

Para eventual cassação, será necessária a aprovação de pelo menos dois terços dos integrantes da Câmara Municipal, observados os requisitos e procedimentos legais.

A instauração das comissões não significa condenação nem comprovação automática das irregularidades.

NOVA ETAPA DO PROCESSO

Informações jornalísticas divulgadas em 3 de novembro indicam que a prefeita compareceu à Câmara para assinar as notificações referentes aos processos. A confirmação documental da ciência formal é necessária para estabelecer os prazos processuais.

Em manifestações públicas anteriores, a administração municipal contestou irregularidades e afirmou que colaboraria com as investigações.

O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando os três processos, os documentos previdenciários e os desdobramentos da CPI das Máquinas, com atenção à identificação das responsabilidades e ao direito de defesa dos envolvidos.