sexta-feira, 21 de agosto de 2026

MARÇAL ENTRA NA DISPUTA, DOMINA AS REDES E VIRA ALVO DO METRÓPOLES

ELEIÇÕES 2026 | Em menos de uma semana, Pablo Marçal saiu de uma candidatura improvável para o centro da disputa presidencial. Enquanto domina parte da conversa nas redes sociais, enfrenta ofensiva jurídica e uma sequência de reportagens negativas, principalmente sobre seu vice, Leonardo Avalanche. Coincidência de agendas ou reação política à entrada de um personagem capaz de embaralhar a eleição?

A entrada de Pablo Marçal (PRTB) na corrida pela Presidência da República produziu um fenômeno que dificilmente passa despercebido: em poucos dias, o empresário e influenciador conseguiu novamente fazer aquilo que demonstrou saber fazer na eleição municipal de São Paulo — capturar atenção.

Marçal obteve uma liminar e protocolou sua candidatura em 15 de agosto, embora ainda enfrente uma condenação eleitoral que o mantém inelegível e pode impedir definitivamente seu registro. (Folha de S.Paulo⁠)

Mas, desde então, a discussão deixou de ser apenas jurídica.

Marçal entrou no centro da guerra política.

UMA EXPLOSÃO NAS REDES

Um levantamento da consultoria Datrix, divulgado pelo UOL, dimensiona o tamanho do fenômeno.

Entre 15 e 18 de agosto, 73,4% das interações digitais envolvendo Marçal foram provocadas por publicações relacionadas a outros presidenciáveis, alcançando aproximadamente 2,18 bilhões de impressões.

Mais revelador ainda: os confrontos de Marçal com candidatos da própria direita produziram proporcionalmente mais engajamento do que seus ataques ao presidente Lula.

Os embates envolvendo Renan Santos e Flávio Bolsonaro estiveram entre os principais motores dessa repercussão. (UOL Notícias⁠)

Marçal, portanto, não entrou apenas na eleição.

Entrou disputando diretamente o ativo mais valioso de uma campanha moderna: atenção.

E atenção pode virar voto.

E ENTÃO COMEÇARAM AS BOMBADAS

Paralelamente à explosão digital, uma sequência de notícias negativas passou a cercar a candidatura.

O Metrópoles direcionou parte importante dessa cobertura para Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa.

Nesta sexta-feira (21), a coluna de Demétrio Vecchioli publicou que um advogado que afirma ter sido vítima de um atentado a tiros em Brasília acusa Avalanche de ter sido o mandante.

A gravidade da acusação exige uma ressalva fundamental: a Polícia Civil do Distrito Federal ainda não concluiu o inquérito e, segundo a própria reportagem, até agora não encontrou evidências que sustentem a acusação contra Avalanche. (Metrópoles⁠)

Existem, porém, investigações e acusações anteriores envolvendo o dirigente partidário. Meses antes da candidatura presidencial, o próprio Metrópoles já havia noticiado denúncia contra Avalanche e outras pessoas por suposta falsificação de documentos e violência política de gênero. (Metrópoles⁠)

A JUSTIÇA TAMBÉM APERTOU O CERCO

Ao mesmo tempo, Marçal enfrenta uma batalha que pode ser ainda mais perigosa do que as reportagens.

Nesta quinta-feira (20), o Tribunal Superior Eleitoral decidiu por unanimidade conceder tutela de urgência requerida pelo Ministério Público Eleitoral.

Enquanto seu registro é discutido, Marçal ficou impedido de acessar recursos públicos de campanha, utilizar Fundo Eleitoral e Fundo Partidário, participar da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e praticar outros atos de propaganda, inclusive participar de debates. (Justiça Eleitoral⁠)

É um cerco jurídico significativo.

Mas existe uma particularidade.

Marçal talvez seja justamente o candidato menos dependente dessas estruturas tradicionais.

Sua principal máquina eleitoral está no celular.

A PERGUNTA É: A QUEM INTERESSA?

É neste ponto que a análise política fica mais interessante.

Não há, até agora, elemento público suficiente para afirmar que exista uma operação coordenada entre imprensa, adversários políticos e instituições para retirar Marçal da disputa.

Fazer essa afirmação como fato seria irresponsável.

Mas também seria ingenuidade analisar a sucessão dos acontecimentos ignorando os interesses eleitorais envolvidos.

Marçal ameaça diferentes grupos por razões diferentes.

Para Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e demais candidaturas que disputam o eleitorado de direita, significa um concorrente com enorme capacidade de comunicação digital entrando inesperadamente na eleição.

E os primeiros números das redes indicam justamente que Marçal produz enorme repercussão quando confronta esse campo político. (UOL Notícias⁠)

Para Lula e a esquerda, Marçal também pode representar ameaça caso consiga transformar audiência digital em crescimento eleitoral.

Mas existe um paradoxo.

Quanto mais Marçal fragmentar o eleitorado de direita, mais poderá dificultar o surgimento de um adversário único capaz de enfrentar Lula.

Ou seja:

Marçal pode ameaçar Lula e, simultaneamente, beneficiar Lula ao dividir seus adversários.

EXISTE UMA OPERAÇÃO CONTRA MARÇAL?

Essa é a pergunta que provavelmente será feita cada vez mais daqui para frente.

A resposta responsável, neste momento, é:

não há prova pública de uma ação coordenada.

Há, entretanto, algo perfeitamente identificável.

Existe uma disputa para construir a imagem pública de Pablo Marçal antes que sua candidatura se consolide.

De um lado, Marçal tenta utilizar as redes para apresentar-se como outsider capaz de romper a polarização tradicional.

Do outro, adversários, processos judiciais e reportagens colocam sobre a mesa sua inelegibilidade, problemas envolvendo o PRTB e acusações contra seu candidato a vice.

É uma batalha pelo chamado framing político: definir antecipadamente como milhões de brasileiros enxergarão determinado candidato.

E existe uma diferença gigantesca entre dizer:

“Marçal entrou e explodiu nas redes”

e dizer:

“Marçal entrou cercado por inelegibilidade, suspeitas e acusações envolvendo seu vice.”

As duas afirmações podem coexistir.

Mas produzem imagens completamente diferentes.

O TIMING É O QUE CHAMA ATENÇÃO

Talvez o aspecto mais relevante não seja cada reportagem isoladamente.

É a velocidade dos acontecimentos.

Marçal registra a candidatura.

Explode nas redes.

Passa a confrontar candidatos importantes.

O Ministério Público Eleitoral reage ao registro.

O TSE impõe restrições.

E Avalanche passa ao centro de uma sequência de reportagens de enorme potencial destrutivo para a chapa.

Pode ser simplesmente consequência natural da entrada de um candidato presidencial sob forte controvérsia.

Mas politicamente existe uma pergunta inevitável:

quem perde espaço quando Pablo Marçal cresce?

Porque, numa eleição presidencial, quando alguém ocupa bilhões de impressões nas redes sociais em poucos dias, outra pessoa necessariamente deixa de ocupar aquele espaço.

E talvez esteja exatamente aí a pista para compreender por que Pablo Marçal, em menos de uma semana, deixou de ser apenas uma candidatura improvável e passou a ser um dos personagens mais atacados — e comentados — da eleição presidencial de 2026.


quinta-feira, 20 de agosto de 2026

CABO SENNA LANÇA CAMPANHA COM MARCONI E MAGDA MOFATTO

ELEIÇÕES 2026 | Vereador por Goiânia oficializou sua arrancada rumo à Assembleia Legislativa em evento no SGPA. Marconi Perillo participou do lançamento ao lado da deputada federal Magda Mofatto. Movimento chama atenção porque o Mobiliza declarou apoio à reeleição de Daniel Vilela.

O vereador por Goiânia Cabo Senna (Mobiliza) lançou sua candidatura a deputado estadual em evento realizado no SGPA, em Goiânia, reunindo apoiadores e duas presenças de peso na disputa eleitoral de 2026: o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB) e a deputada federal Magda Mofatto, candidata à reeleição.

Senna disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás com o número 33190. Seu nome completo é Nataniel de Sena Soares e ele exerce atualmente mandato na Câmara Municipal de Goiânia. (Nexo Jornal⁠)

Mas o principal componente político do lançamento está no palanque montado pelo vereador.

A presença de Marconi não parece ser um episódio isolado. Cabo Senna já havia declarado publicamente apoio ao tucano. Em encontro com policiais militares veteranos, o vereador foi taxativo ao definir sua posição na disputa pelo governo: “Eu fico com o Marconi”. (Jornal Primeira Edição⁠)

SENNA SEGUE MARCONI; PARTIDO ESTÁ COM DANIEL

A escolha cria uma situação peculiar dentro do Mobiliza.

Em julho, o presidente estadual da legenda, Reginaldo Melo, anunciou que o partido havia decidido apoiar a reeleição do governador Daniel Vilela (MDB). Antes da decisão, o Mobiliza chegou a negociar uma aproximação justamente com Marconi. Naquele período, o próprio Cabo Senna chegou a ser citado nos bastidores como possível candidato a vice na chapa tucana. (Jornal Opção⁠)

A composição não prosperou, o Mobiliza seguiu com Daniel, mas Senna tomou outro caminho.

Agora, ao colocar Marconi em seu próprio lançamento de campanha, o vereador transforma em imagem pública uma dissidência que já vinha sendo desenhada: o partido está formalmente no campo de Daniel, enquanto um de seus candidatos à Alego faz campanha ao lado do principal adversário tucano.

MAGDA COMPLETA O PALANQUE

A participação de Magda Mofatto, candidata à reeleição para a Câmara Federal, acrescenta outro elemento à estratégia eleitoral.

O evento apresenta ao eleitor uma composição prática de campanha: Cabo Senna para estadual, Magda para federal e Marconi para governador.

Para Senna, a eleição de 2026 representa uma nova tentativa de chegar à Alego. Em 2022, ele recebeu 12.990 votos para deputado estadual e ficou na suplência. Em 2024, conquistou 6.306 votos e foi eleito vereador por Goiânia. (Apuração Política⁠)

Agora, tenta transformar sua base na capital, sua ligação histórica com os militares e a aproximação com Marconi em votos suficientes para conquistar uma cadeira no Legislativo estadual.

O lançamento no SGPA deixou uma mensagem política difícil de ignorar: Cabo Senna está no Mobiliza, mas seu palanque para governador tem nome e sobrenome — Marconi Perillo.


SERTÕES VAI ALÉM DA VELOCIDADE: AÇÃO LEVA PREVENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA E COLO DO ÚTERO À POPULAÇÃO

SERTÕES 2026 | Enquanto pilotos e equipes se preparam para enfrentar quase 4 mil quilômetros em uma das provas mais duras do país, outra estrutura montada dentro do Sertões Petrobras trabalha em uma corrida diferente: levar atendimento especializado de saúde a quem mais precisa. Em Goiânia, ação da SAS Brasil oferece exames preventivos e consultas, com atenção especial à saúde da mulher.

O ronco dos motores é apenas uma parte do que movimenta o Sertões Petrobras 2026. A 34ª edição do maior rally das Américas também funciona como plataforma para iniciativas sociais e ambientais nas cidades por onde passa.

Uma delas é realizada pela SAS Brasil, organização que acompanha o rally levando atendimento especializado de saúde à população. Em entrevista ao Blog do Cleuber Carlos, Bela explicou que a participação no Sertões representa um dos principais momentos de atuação da instituição.

“Nós não corremos só o rally. Levamos a expedição por vários outros lugares do Brasil, mas o Rally dos Sertões é um dos nossos principais momentos de entrega da saúde especializada”, explicou.

ATÉ 80 ATENDIMENTOS POR DIA

Em Goiânia, há disponibilidade para exames preventivos de câncer do colo do útero, prevenção do câncer de mama e consultas em neurologia.

O acesso é por livre demanda. Segundo Bela, quem necessita do atendimento pode procurar diretamente o estande da SAS Brasil na Vila Sertões, retirar uma senha e realizar o credenciamento.

A capacidade é de até 80 pessoas por dia. Para pessoas com mais de 40 anos, o atendimento pode ser procurado diretamente. Abaixo dessa idade, é necessário apresentar encaminhamento.

A iniciativa ganha relevância justamente por aproveitar a gigantesca estrutura e a capacidade de mobilização do rally para aproximar serviços especializados de saúde da população.

A SAS Brasil estabeleceu para esta edição a meta de realizar 10 mil atendimentos ao longo do Sertões, em parceria com os municípios e com o objetivo de fortalecer o SUS. A organização acompanha a caravana e leva os serviços aos territórios percorridos pela competição. (Portal Sertões)

GOIÂNIA É A CASA DO SERTÕES

A programação já movimenta Goiânia antes mesmo da largada oficial. A Vila Sertões, instalada em área externa do Autódromo Internacional de Goiânia, abriu ao público no dia 19 de agosto e permanece funcionando até sábado (22), com entrada gratuita. Além das equipes e máquinas da competição, o espaço reúne praça de alimentação, ativações dos patrocinadores e ações socioambientais, entre elas os atendimentos realizados pela SAS Brasil. (Portal Sertões)

No sábado (22), a competição começa efetivamente com o Prólogo, às 8 horas, e o Super Prime, às 14 horas, em circuito montado na região do Condomínio Citàge Santé, em Goiânia. A programação é aberta ao público. (Portal Sertões)

Será a 18ª vez que Goiânia recebe a largada do Sertões e a 21ª passagem da competição pela capital goiana. Em 2026, a cidade também receberá a chegada, repetindo algo que havia ocorrido em 2005 e 2013. (Portal Sertões)

QUASE 4 MIL QUILÔMETROS DE DESAFIO

Depois do Prólogo e do Super Prime, a disputa começa para valer no domingo, dia 23.

O roteiro definitivo soma 3.984 quilômetros, sendo 2.628 quilômetros de especiais cronometradas para carros, motos e UTVs. A nova modalidade Production terá 1.704 quilômetros cronometrados. Serão oito etapas, com estradas vicinais, serras, pedras, travessias de rios e as temidas areias do Jalapão. (Portal Sertões)

O roteiro será:

23/8 — Goiânia (GO) → Cavalcante (GO)

650 km

24/8 — Cavalcante (GO) → Luís Eduardo Magalhães (BA)

635 km

25/8 — Luís Eduardo Magalhães (BA) → Mateiros (TO)

544 km — início da etapa Maratona

26/8 — Mateiros (TO) → Porto Nacional (TO)

572 km — conclusão da Maratona

27/8 — Porto Nacional (TO) → Minaçu (GO)

563 km

28/8 — Minaçu (GO) → Niquelândia (GO)

419 km

29/8 — Niquelândia (GO) → Goianésia (GO)

321 km

30/8 — Goianésia (GO) → Goiânia (GO)

280 km e chegada dos campeões. (Portal Sertões)

Na etapa Maratona, um dos momentos mais difíceis da competição, os competidores não podem contar com suas equipes para realizar a manutenção dos veículos ao fim do primeiro dia: pilotos e navegadores precisam cuidar das próprias máquinas. (Portal Sertões)

UMA CORRIDA QUE DEIXA LEGADO

O Sertões reúne uma caravana que historicamente movimenta cerca de 2.500 pessoas, entre competidores, equipes, organização e imprensa. Ao longo de sua história, 124 cidades já receberam a competição e participantes de 27 países já estiveram envolvidos no evento. (Portal Sertões)

Mas é justamente fora das especiais cronometradas que aparece outra dimensão do evento.

Enquanto pilotos disputam segundos na pista, profissionais e voluntários utilizam a passagem da estrutura do rally para enfrentar problemas que permanecem quando os carros vão embora.

Em 2026, a prevenção ao câncer de mama e ao câncer do colo do útero e o acesso a consultas especializadas fazem parte desse percurso.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

QUATRO TÊM MANDATO, MAS ROMÁRIO, MAGAL E WESLEY ENTRAM NA BRIGA: QUEM SOBREVIVE À MATEMÁTICA DO PSDB?

ELEIÇÕES 2026 | Com 42 candidatos a deputado estadual e projeções de bastidores indicando possibilidade de eleger cinco a seis nomes, Federação PSDB-Cidadania reúne quatro deputados em busca da reeleição e adversários internos com potencial para embaralhar completamente a disputa pelas últimas cadeiras.

Se na eleição para deputado federal a matemática do PSDB é cruel, na disputa pela Assembleia Legislativa de Goiás ela é diferente — mas não menos interessante.

A Federação PSDB-Cidadania colocou 42 candidatos a deputado estadual na urna. Entre eles estão quatro parlamentares que já ocupam cadeiras na Alego: Gustavo Sebba, Clécio Alves, José Machado e Gugu Nader.

A projeção que circula nos bastidores é de que a chapa tenha condições de conquistar cinco ou seis das 41 cadeiras da Assembleia.

Se essa previsão se confirmar, surge a pergunta que pode transformar a disputa proporcional tucana numa das mais interessantes da eleição:

quem ficará com a quinta e a sexta vagas?

E existe uma segunda pergunta ainda mais incômoda: os quatro atuais deputados conseguirão necessariamente permanecer entre os seis primeiros?

A resposta não é automática.

OS QUATRO DEPUTADOS PARTEM COM VOTO COMPROVADO

O ponto de partida são as urnas de 2022.

Clécio Alves conquistou 28.322 votos. Gustavo Sebba, 27.973. José Machado, 22.928. E Gugu Nader, 21.743.

Os quatro conseguiram mandato, embora tenham terminado aquela eleição dentro de uma faixa relativamente estreita de votação.

Gustavo possui ainda um histórico importante de regularidade eleitoral. Foi eleito deputado estadual pela primeira vez com 33.760 votos, conseguiu 29.286 na eleição seguinte e chegou ao terceiro mandato com 27.973 votos em 2022.

É uma estrutura eleitoral testada em três eleições consecutivas.

Clécio também chega protegido pelo mandato e pela exposição política acumulada na Assembleia.

José Machado tenta consolidar sua força principalmente no Vale do São Patrício, enquanto Gugu Nader possui uma estrutura regional historicamente ligada a Itumbiara e municípios do Sul de Goiás.

Mandato, entretanto, oferece vantagem. Não imunidade.

ROMÁRIO POLICARPO PODE MEXER NA PARTE DE CIMA

Talvez a maior novidade da chapa seja Romário Policarpo.

Presidente da Câmara Municipal de Goiânia e um dos vereadores mais conhecidos da capital, Romário deixa uma eleição municipal para tentar transformar sua estrutura política em votação estadual.

Nos bastidores, aliados trabalham com expectativa de uma votação acima dos 50 mil votos.

É uma projeção, evidentemente, que somente as urnas poderão confirmar.

Mas o número chama atenção por uma razão simples: se Romário efetivamente chegar perto desse patamar, estará muito acima da votação obtida em 2022 pelos quatro atuais deputados da chapa.

Sua entrada, portanto, altera a matemática interna.

Romário não estaria simplesmente disputando uma eventual quinta cadeira. Dependendo de seu desempenho, poderia entrar diretamente no bloco superior da nominata.

EVANDRO MAGAL CARREGA HISTÓRIA E BASE REGIONAL

Outro candidato que não pode ser tratado como simples integrante da chapa é Evandro Magal.

Ex-prefeito de Caldas Novas por quatro mandatos e ex-deputado estadual, Magal possui algo fundamental numa eleição proporcional: histórico político, reconhecimento eleitoral e território.

Caldas Novas é uma das cidades mais importantes do Sul goiano, e a candidatura tenta transformar essa base municipal em uma estrutura regional.

A questão será descobrir quanto da força construída ao longo de décadas permanece eleitoralmente disponível em 2026.

Se conseguir reconstruir uma votação competitiva em Caldas Novas e avançar pelas cidades vizinhas, Magal entra naturalmente na batalha pelas cadeiras projetadas para a federação.

WESLEY SUSPENCAR É A APOSTA DE RIO VERDE

Outro nome observado dentro da nominata é Wesley Suspencar.

Sua principal construção política ocorre em Rio Verde, uma das maiores cidades de Goiás e um dos centros econômicos mais importantes do Estado.

Essa localização oferece uma vantagem estratégica.

Um candidato que consiga consolidar uma votação relevante em Rio Verde e expandir sua presença pelo Sudoeste pode construir rapidamente uma votação estadual competitiva.

Wesley, entretanto, ainda precisa transformar expectativa política em voto.

Sua campanha será uma das que merecem acompanhamento justamente para medir até onde a força de Rio Verde conseguirá irradiar pelo Sudoeste.

25 MIL VOTOS: A LINHA PSICOLÓGICA DA DISPUTA

Nos bastidores da eleição proporcional, existe uma referência recorrente: 25 mil votos.

Não se trata de uma nota de corte oficial.

O sistema proporcional depende da votação total da federação, do quociente eleitoral, das sobras e da posição individual de cada candidato.

A própria eleição de 2022 demonstra isso: José Machado e Gugu Nader conquistaram mandato com menos de 25 mil votos.

Ainda assim, olhando para a competitividade interna da chapa, chegar ou ultrapassar essa faixa pode colocar um candidato diretamente na batalha pelas primeiras posições.

E é justamente aí que a disputa começa a ficar apertada.

A QUINTA E A SEXTA CADEIRAS PODEM VIRAR UMA GUERRA

Faça-se a hipótese projetada nos bastidores.

Se o PSDB-Cidadania fizer cinco deputados, haverá 42 candidatos disputando cinco lugares.

Se fizer seis, haverá uma cadeira adicional — mas isso não significa tranquilidade.

Porque quatro nomes já possuem mandato.

Romário chega cercado de expectativa.

Evandro Magal possui currículo eleitoral.

Wesley tenta construir uma grande votação no Sudoeste.

E ainda existem nomes como Hélio de Sousa, ex-presidente da Assembleia e político tradicional; Nédio Leite; Matheus Ribeiro; Professor Zenilton e outros candidatos capazes de produzir votos importantes em suas respectivas regiões.

A chapa, portanto, possui uma segunda camada de competitividade que não pode ser ignorada.

OS CANDIDATOS MENORES TAMBÉM DECIDEM A ELEIÇÃO

Existe ainda uma ironia própria do sistema proporcional.

Os candidatos que não estiverem brigando individualmente pelas primeiras posições podem ser justamente aqueles que ajudarão a eleger quem estiver.

Cada votação de mil, dois mil, cinco mil ou dez mil votos entra na soma da federação.

Por isso, para que existam cinco ou seis eleitos, a nominata inteira precisa produzir votos.

É possível que candidatos sem possibilidade individual de chegar à Assembleia sejam decisivos para entregar à federação justamente a cadeira ocupada por outro candidato.

MARCONI É OUTRA PEÇA DA EQUAÇÃO

Há ainda uma variável majoritária.

Marconi Perillo disputa novamente o Governo de Goiás e sua capacidade de puxar voto partidário pelo Estado pode influenciar diretamente o desempenho das chapas proporcionais.

Quanto maior a capilaridade da campanha de Marconi nos municípios, maior a possibilidade de os candidatos estaduais utilizarem essa estrutura para ampliar suas próprias campanhas.

Mas também existe competição territorial.

Em algumas regiões, dois ou três candidatos da própria federação estarão procurando exatamente os mesmos prefeitos, vereadores, lideranças e eleitores.

É uma eleição contra os adversários externos — e também uma disputa interna pela sobrevivência.

QUATRO MANDATOS NÃO SIGNIFICAM QUATRO CADEIRAS GARANTIDAS

A fotografia inicial permite uma conclusão política importante.

Gustavo Sebba, Clécio Alves, José Machado e Gugu Nader começam com a vantagem objetiva do mandato e de uma votação estadual comprovada.

Mas Romário Policarpo, Evandro Magal e Wesley Suspencar introduzem novas variáveis na disputa.

Se Romário confirmar uma votação próxima ou superior aos 50 mil projetados por seus aliados, muda completamente a ordem interna da chapa.

Se Magal recuperar sua força regional, entra na disputa.

Se Wesley transformar Rio Verde e o Sudoeste numa base eleitoral consistente, também poderá entrar nesse grupo.

E aí surge o cenário mais interessante.

Se forem cinco cadeiras, sete ou mais candidaturas competitivas estarão potencialmente brigando por apenas cinco lugares.

Mesmo com seis vagas, alguém forte ficará de fora.

A eleição do PSDB para deputado estadual, portanto, pode produzir uma disputa ainda mais imprevisível que a corrida federal.

Na Câmara dos Deputados, a pergunta é quem conseguirá sobreviver a uma chapa projetada para apenas uma ou duas cadeiras.

Na Assembleia, a pergunta é diferente:

quem ficará com a quinta e a sexta vagas — e qual dos favoritos poderá descobrir, somente na abertura das urnas, que a matemática do PSDB não fechou para ele?