
O advogado Alan Araujo Dias, de 35 anos, foi preso nesta quinta-feira (3), em Goiânia, suspeito de descumprir medida protetiva de urgência. O flagrante foi encaminhado à Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher.
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A vítima é Carolina Rezende Calil, de 43 anos, ex-companheira de Alan. Em depoimento, ela afirmou que os dois foram casados por aproximadamente um ano, estão separados há cerca de um ano e têm uma filha de nove meses. Carolina relatou ainda episódios anteriores de violência e informou já possuir medidas protetivas concedidas judicialmente.
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Segundo Carolina, nesta quinta-feira ela estava nas proximidades de uma escola quando o sistema relacionado ao botão do pânico emitiu alerta. Ao perceber Alan a alguns metros, teria corrido para se proteger. Ela afirma que o ex-companheiro fez com a mão um gesto simulando uma arma. A PM foi acionada e Alan acabou conduzido à delegacia.
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A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante, atribuindo a Alan, em tese, o crime de descumprimento de medida protetiva previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha.
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Alan nega a acusação e apresenta outra versão.
Ele declarou que havia ido ao Conselho Tutelar para fazer uma denúncia relacionada à filha e que não sabia que Carolina estaria nas proximidades. Disse que sua tornozeleira eletrônica começou a apitar após deixar o local, negou ter feito gesto de arma e afirmou que pretende utilizar o mapa do monitoramento eletrônico para demonstrar sua versão.
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A defesa é acompanhada pela advogada criminalista Jordane Mota, profissional conhecida pela atuação em casos de repercussão e que ganhou projeção recente na defesa de Cleitin Mil Graus. Jordane também mantém forte presença nas redes sociais, com grande número de seguidores no Instagram.
O caso tramita sob o nº 5842815-98.2026.8.09.0051, como Auto de Prisão em Flagrante e com prioridade de réu preso.
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Agora caberá à Justiça analisar as circunstâncias da prisão, as versões conflitantes e os elementos técnicos, entre eles os registros do monitoramento eletrônico.
Alan contesta a imputação e permanece amparado pela presunção de inocência enquanto o caso é submetido ao Judiciário.



