Em Goiás, escândalos de corrupção não desaparecem por falta de fatos.
Desaparecem porque a imprensa foi comprada para não enxergá-los.
A realidade é dura e conhecida nos bastidores: a maior parte da imprensa goiana não denuncia o governo Caiado porque depende financeiramente dele. Recebe verba pública da Secretaria de Comunicação, sobrevive dela e, por isso, abre mão da independência editorial.
Essa imprensa é paga para silenciar.
É paga para não falar.
É paga para omitir.
É paga para não denunciar.
Não se trata de erro jornalístico. Trata-se de modelo de captura. Quem recebe publicidade oficial aprende rapidamente onde estão os limites do que pode — e do que não pode — ser publicado. Quem ultrapassa esses limites perde contrato, perde verba e perde espaço.
Sob o governo Ronaldo Caiado, a Secom deixou de ser instrumento de comunicação pública e passou a operar como mecanismo de controle narrativo. A verba não informa. Disciplina. O escândalo só vira notícia quando não atinge o núcleo do poder.
É por isso que, em Goiás, denúncias graves são tratadas como notas de rodapé, quando não são simplesmente ignoradas.
Quando a imprensa se cala, o problema não some — apodrece
É nesse ambiente de silêncio comprado que fatos gravíssimos deixam de ser explicados ao cidadão. E é exatamente por isso que este texto existe.
Porque, quando a imprensa tradicional escolhe calar, alguém precisa falar.
E o que se viu recentemente — e que a imprensa preferiu tratar com superficialidade ou omissão — foi a apreensão de R$ 800 mil em dinheiro vivo, transportados em uma mochila, ligados a uma empresa fornecedora da saúde pública de Goiás.
Aqui, o silêncio não é coincidência.
É método.
💣 Quando o dinheiro sai do banco e entra na mochila
Governador e Secretaria de Saúde precisam explicar R$ 800 mil em espécie ligados a fornecedora de hospitais públicos.
A apreensão de aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro vivo, durante abordagem da Polícia Federal e da Polícia Militar de Goiás, não é um detalhe administrativo. É um fato político que exige explicação do mais alto nível do Executivo estadual.
A pergunta não é se transportar dinheiro em espécie é crime — não é.
A pergunta é outra, e constrangedora para o poder:
👉 o que faz quase R$ 1 milhão circular fora do sistema bancário em um ambiente sustentado integralmente por recursos públicos?
O nome da empresa, o CNPJ e os contratos estão claros
Não há qualquer nebulosidade quanto à identificação do agente privado envolvido:
Razão social: Distribuidora de Medicamentos Guimarães e BRT LTDA
Nome fantasia: MGB Produtos Hospitalares
CNPJ: 01.989.652/0001-63
A empresa mantém contratos, credenciamentos e fornecimentos com unidades estratégicas da saúde estadual, entre elas:
- HUGOL – Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira
- HUGO – Hospital de Urgências de Goiânia
- HURSO – Hospital de Urgências de Santa Helena de Goiás
Estamos falando da espinha dorsal da urgência e emergência em Goiás. Estamos falando de dinheiro público.
Quem administra a empresa — e quem responde pelo sistema
Nos registros oficiais, a sócia-administradora da empresa é:
- Cejana Pires Guimarães
Do outro lado está o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde. Isso torna a responsabilidade inegociável: a empresa deve explicações, mas o Estado deve ainda mais — porque contrata, paga, fiscaliza e, até agora, se cala.
A pergunta que o governo evita responder
Governador. Secretário de Saúde. Gestores:
👉 para que finalidade concreta R$ 800 mil foram sacados em espécie?
Pagamento de quê?
A quem?
Por que fora do sistema bancário?
Com qual respaldo administrativo e contábil?
Até agora, nenhuma explicação oficial foi apresentada.
Governador e Secretaria de Saúde precisam explicar R$ 800 mil em espécie ligados a fornecedora de hospitais públicos
Este texto não é um pedido de esclarecimento.
É uma cobrança pública.
A apreensão de aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro vivo, transportados em uma mochila, atribuídos a uma empresa fornecedora da saúde pública de Goiás, deixou de ser um fato administrativo no instante em que o Governo do Estado escolheu o silêncio.
Silêncio, neste caso, é decisão política.
E decisões políticas têm responsáveis.
O nome da empresa, o CNPJ e os contratos estão claros
Não há qualquer nebulosidade quanto à identificação do agente privado envolvido:
Razão social: Distribuidora de Medicamentos Guimarães e BRT LTDA
Nome fantasia: MGB Produtos Hospitalares
CNPJ: 01.989.652/0001-63
A empresa mantém contratos, credenciamentos e fornecimentos com unidades estratégicas da saúde estadual, entre elas:
- HUGOL – Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira
- HUGO – Hospital de Urgências de Goiânia
- HURSO – Hospital de Urgências de Santa Helena de Goiás.
Estamos falando da espinha dorsal da urgência e emergência em Goiás.
Estamos falando de dinheiro público.
Quem administra a empresa — e quem administra o Estado
Nos registros oficiais, a sócia-administradora da empresa é:
- Cejana Pires Guimarães
Do outro lado do balcão, quem administra o sistema público de saúde é o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO).
Isso significa que a responsabilidade é compartilhada:
- a empresa precisa explicar a movimentação;
- o Estado precisa explicar por que contratou, fiscalizou e silenciou.
A pergunta que constrange o poder
Governador, secretário, gestores:
👉 para quê uma empresa fornecedora da saúde pública sacaria R$ 800 mil em dinheiro vivo?
Não se trata de criminalizar o saque.
Trata-se de explicar a finalidade.
Pagamento de quê?
A quem?
Por qual razão fora do sistema bancário?
Com qual respaldo administrativo?
Até agora, nenhuma explicação oficial foi dada.
A saúde pública não opera em dinheiro vivo — ou não deveria
O Governo de Goiás sabe disso.
Contratos públicos:
- são pagos por transferência bancária;
- exigem rastreabilidade;
- são auditados pelo TCM-GO, CGE, MP e órgãos federais;
- não admitem improviso financeiro.
Quando R$ 800 mil saem do banco e entram numa mochila, não estamos diante de um detalhe operacional. Estamos diante de um rompimento do padrão institucional.
E isso exige resposta do mais alto nível do Executivo.
O silêncio do governo é o verdadeiro escândalo
Até o momento, o Governo de Goiás e a Secretaria de Saúde:
- não informaram se o dinheiro tem relação com contratos públicos;
- não esclareceram se houve pagamento extraordinário;
- não anunciaram abertura de apuração administrativa;
- não comunicaram atuação dos órgãos de controle.
Esse silêncio não protege a saúde pública.
Ele protege o problema.
O governador precisa assumir a palavra
Governar não é apenas inaugurar obras e divulgar indicadores.
Governar é assumir responsabilidade quando surgem fatos incômodos.
E o fato é simples:
👉 R$ 800 mil em espécie circularam fora do sistema bancário em um ambiente sustentado por recursos públicos.
Ignorar isso não é prudência.
É omissão.
Não é acusação. É dever de explicação.
Este blog não sentencia.
Mas cobra.
E cobra porque a sociedade tem direito de saber:
- Qual a finalidade do saque de R$ 800 mil?
- Há vínculo direto com contratos dos hospitais HUGOL, HUGO ou HURSO?
- A Secretaria de Saúde autorizou ou tomou conhecimento dessa operação?
- O Governo de Goiás instaurou procedimento administrativo?
- Os órgãos de controle foram oficialmente acionados?
Enquanto essas respostas não forem dadas, o desgaste não é da empresa — é do Estado.
Quem governa precisa explicar
A saúde pública não pode funcionar como território de exceção financeira.
Não pode conviver com práticas que lembram informalidade.
Não pode normalizar dinheiro vivo em volumes incompatíveis com a gestão pública.
Se tudo é regular, que o governador venha a público e explique.
Se não é, que a Secretaria de Saúde aja.
O que não é aceitável é o silêncio institucional diante de um fato que compromete a credibilidade do sistema.
Porque quando o Estado se cala, o dinheiro fala.
E quem paga — como sempre — é o cidadão.

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