quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Goiás: 800 Mil na Mochila e a Imprensa Cega — Quando o Governo Paga Pelo Silêncio

Em Goiás, escândalos de corrupção não desaparecem por falta de fatos.

Desaparecem porque a imprensa foi comprada para não enxergá-los.

A realidade é dura e conhecida nos bastidores: a maior parte da imprensa goiana não denuncia o governo Caiado porque depende financeiramente dele. Recebe verba pública da Secretaria de Comunicação, sobrevive dela e, por isso, abre mão da independência editorial.

Essa imprensa é paga para silenciar.

É paga para não falar.

É paga para omitir.

É paga para não denunciar.

Não se trata de erro jornalístico. Trata-se de modelo de captura. Quem recebe publicidade oficial aprende rapidamente onde estão os limites do que pode — e do que não pode — ser publicado. Quem ultrapassa esses limites perde contrato, perde verba e perde espaço.

Sob o governo Ronaldo Caiado, a Secom deixou de ser instrumento de comunicação pública e passou a operar como mecanismo de controle narrativo. A verba não informa. Disciplina. O escândalo só vira notícia quando não atinge o núcleo do poder.

É por isso que, em Goiás, denúncias graves são tratadas como notas de rodapé, quando não são simplesmente ignoradas.

Quando a imprensa se cala, o problema não some — apodrece

É nesse ambiente de silêncio comprado que fatos gravíssimos deixam de ser explicados ao cidadão. E é exatamente por isso que este texto existe.

Porque, quando a imprensa tradicional escolhe calar, alguém precisa falar.

E o que se viu recentemente — e que a imprensa preferiu tratar com superficialidade ou omissão — foi a apreensão de R$ 800 mil em dinheiro vivo, transportados em uma mochila, ligados a uma empresa fornecedora da saúde pública de Goiás.

Aqui, o silêncio não é coincidência.

É método.

💣 Quando o dinheiro sai do banco e entra na mochila

Governador e Secretaria de Saúde precisam explicar R$ 800 mil em espécie ligados a fornecedora de hospitais públicos.

A apreensão de aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro vivo, durante abordagem da Polícia Federal e da Polícia Militar de Goiás, não é um detalhe administrativo. É um fato político que exige explicação do mais alto nível do Executivo estadual.

A pergunta não é se transportar dinheiro em espécie é crime — não é.

A pergunta é outra, e constrangedora para o poder:

👉 o que faz quase R$ 1 milhão circular fora do sistema bancário em um ambiente sustentado integralmente por recursos públicos?

O nome da empresa, o CNPJ e os contratos estão claros

Não há qualquer nebulosidade quanto à identificação do agente privado envolvido:

Razão social: Distribuidora de Medicamentos Guimarães e BRT LTDA

Nome fantasia: MGB Produtos Hospitalares

CNPJ: 01.989.652/0001-63

A empresa mantém contratos, credenciamentos e fornecimentos com unidades estratégicas da saúde estadual, entre elas:

  • HUGOL – Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira
  • HUGO – Hospital de Urgências de Goiânia
  • HURSO – Hospital de Urgências de Santa Helena de Goiás

Estamos falando da espinha dorsal da urgência e emergência em Goiás. Estamos falando de dinheiro público.

Quem administra a empresa — e quem responde pelo sistema

Nos registros oficiais, a sócia-administradora da empresa é:

  • Cejana Pires Guimarães

Do outro lado está o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde. Isso torna a responsabilidade inegociável: a empresa deve explicações, mas o Estado deve ainda mais — porque contrata, paga, fiscaliza e, até agora, se cala.

A pergunta que o governo evita responder

Governador. Secretário de Saúde. Gestores:

👉 para que finalidade concreta R$ 800 mil foram sacados em espécie?

Pagamento de quê?

A quem?

Por que fora do sistema bancário?

Com qual respaldo administrativo e contábil?

Até agora, nenhuma explicação oficial foi apresentada.

Governador e Secretaria de Saúde precisam explicar R$ 800 mil em espécie ligados a fornecedora de hospitais públicos

Este texto não é um pedido de esclarecimento.

É uma cobrança pública.

A apreensão de aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro vivo, transportados em uma mochila, atribuídos a uma empresa fornecedora da saúde pública de Goiás, deixou de ser um fato administrativo no instante em que o Governo do Estado escolheu o silêncio.

Silêncio, neste caso, é decisão política.

E decisões políticas têm responsáveis.

O nome da empresa, o CNPJ e os contratos estão claros

Não há qualquer nebulosidade quanto à identificação do agente privado envolvido:

Razão social: Distribuidora de Medicamentos Guimarães e BRT LTDA

Nome fantasia: MGB Produtos Hospitalares

CNPJ: 01.989.652/0001-63

A empresa mantém contratos, credenciamentos e fornecimentos com unidades estratégicas da saúde estadual, entre elas:

  • HUGOL – Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira
  • HUGO – Hospital de Urgências de Goiânia
  • HURSO – Hospital de Urgências de Santa Helena de Goiás.

Estamos falando da espinha dorsal da urgência e emergência em Goiás.

Estamos falando de dinheiro público.

Quem administra a empresa — e quem administra o Estado

Nos registros oficiais, a sócia-administradora da empresa é:

  • Cejana Pires Guimarães

Do outro lado do balcão, quem administra o sistema público de saúde é o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO).


Isso significa que a responsabilidade é compartilhada:


  • a empresa precisa explicar a movimentação;
  • o Estado precisa explicar por que contratou, fiscalizou e silenciou.

A pergunta que constrange o poder

Governador, secretário, gestores:

👉 para quê uma empresa fornecedora da saúde pública sacaria R$ 800 mil em dinheiro vivo?

Não se trata de criminalizar o saque.

Trata-se de explicar a finalidade.

Pagamento de quê?

A quem?

Por qual razão fora do sistema bancário?

Com qual respaldo administrativo?

Até agora, nenhuma explicação oficial foi dada.

A saúde pública não opera em dinheiro vivo — ou não deveria

O Governo de Goiás sabe disso.

Contratos públicos:

  • são pagos por transferência bancária;
  • exigem rastreabilidade;
  • são auditados pelo TCM-GO, CGE, MP e órgãos federais;
  • não admitem improviso financeiro.

Quando R$ 800 mil saem do banco e entram numa mochila, não estamos diante de um detalhe operacional. Estamos diante de um rompimento do padrão institucional.

E isso exige resposta do mais alto nível do Executivo.

O silêncio do governo é o verdadeiro escândalo

Até o momento, o Governo de Goiás e a Secretaria de Saúde:

  • não informaram se o dinheiro tem relação com contratos públicos;
  • não esclareceram se houve pagamento extraordinário;
  • não anunciaram abertura de apuração administrativa;
  • não comunicaram atuação dos órgãos de controle.

Esse silêncio não protege a saúde pública.

Ele protege o problema.

O governador precisa assumir a palavra

Governar não é apenas inaugurar obras e divulgar indicadores.

Governar é assumir responsabilidade quando surgem fatos incômodos.

E o fato é simples:

👉 R$ 800 mil em espécie circularam fora do sistema bancário em um ambiente sustentado por recursos públicos.

Ignorar isso não é prudência.

É omissão.

Não é acusação. É dever de explicação.

Este blog não sentencia.

Mas cobra.

E cobra porque a sociedade tem direito de saber:

  1. Qual a finalidade do saque de R$ 800 mil?
  2. Há vínculo direto com contratos dos hospitais HUGOL, HUGO ou HURSO?
  3. A Secretaria de Saúde autorizou ou tomou conhecimento dessa operação?
  4. O Governo de Goiás instaurou procedimento administrativo?
  5. Os órgãos de controle foram oficialmente acionados?

Enquanto essas respostas não forem dadas, o desgaste não é da empresa — é do Estado.

Quem governa precisa explicar

A saúde pública não pode funcionar como território de exceção financeira.

Não pode conviver com práticas que lembram informalidade.

Não pode normalizar dinheiro vivo em volumes incompatíveis com a gestão pública.


Se tudo é regular, que o governador venha a público e explique.

Se não é, que a Secretaria de Saúde aja.


O que não é aceitável é o silêncio institucional diante de um fato que compromete a credibilidade do sistema.


Porque quando o Estado se cala, o dinheiro fala.

E quem paga — como sempre — é o cidadão.




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