No tabuleiro atual, Wilder Moraes não lidera, não articula e não inspira. E, na política, quem não ocupa espaço é empurrado para fora dele.
Um candidato que não se comporta como candidato
O dado mais revelador não está nas pesquisas, mas nos bastidores: nem mesmo quadros do PL apostam na candidatura de Wilder ao governo. É difícil encontrar alguém disposto a colocar R$ 10 reais nessa aposta. Como analista político, arrisco dizer — sem exagero — que apostaria R$ 10 mil contra R$ 100 de qualquer interlocutor de que Wilder não será candidato a governador.
E a razão é simples: ele não trabalhou sua candidatura.
Enquanto outros nomes se movimentam, constroem discurso, base, alianças e presença pública — como Marconi Perillo e Daniel Vilela — Wilder permanece inerte, ausente, desconectado do jogo real.
Perda de lideranças, perda de espaço, perda de confiança
A política é uma arena de confiança. Wilder perdeu lideranças porque não inspira segurança nem firmeza. Não sustenta posições. Não aguenta embates. Diante de Ronaldo Caiado, recuou. Caiado bateu o pé, e Wilder arriou.
Esse padrão já havia ficado claro na eleição para a Prefeitura de Goiânia. O caminho natural estava posto. O espaço existia. O discurso poderia ser construído. Mas Wilder se acovardou. Recuou novamente. E agora repete o mesmo comportamento diante da possibilidade de disputar o governo do estado.
Na política, covardia estratégica não é prudência — é atestado de fraqueza.
A armadilha da aliança PL–MDB
A costura entre PL e MDB, se confirmada, sela o destino de Wilder Moraes. Ele perde o discurso, perde a narrativa e perde qualquer chance de protagonismo. Não sendo candidato a governador, não será mais nada relevante no jogo político estadual.
Sem candidatura majoritária, sem liderança interna e sem capacidade de enfrentamento, Wilder se torna um senador em fim de linha — alguém que ocupa cargo, mas não exerce poder.
Isso não afeta apenas o indivíduo. Afeta o partido.
O PL caminha para o mesmo erro do PSDB
O PL em Goiás dá sinais claros de repetir a trajetória trágica do PSDB: cresceu demais, concentrou poder, sufocou lideranças reais e agora começa a perder densidade política.
Ao abrir mão de lideranças competitivas, ao tolerar indecisão e ao se submeter a alianças que esvaziam seu próprio discurso, o PL caminha para se tornar um partido de terra arrasada — grande em estrutura, pequeno em rumo.
O veredito é duro, mas inevitável
A política não perdoa quem foge do confronto. Wilder Moraes não caiu porque foi atacado. Caiu porque não se levantou quando era a hora.
Se a aliança com o MDB se concretizar, o destino estará selado: Wilder estará politicamente morto, e o PL iniciará sua descida rumo ao mesmo fundo do poço que já engoliu outros gigantes.
Na política, liderança não se herda, não se terceiriza e não se improvisa.
Ou se exerce — ou se paga o preço da omissão.

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