sábado, 19 de abril de 2025

Turismo em expansão: Praia do Saco impulsiona desenvolvimento em Marechal Deodoro

 

A Praia do Saco, localizada no município de Marechal Deodoro, Alagoas, tem se destacado como um dos principais polos de crescimento turístico do estado. A região tem atraído investimentos significativos, especialmente com a construção de diversos condomínios de alto padrão, transformando a paisagem local e impulsionando a economia.

Condomínios impulsionam o setor imobiliário


Nos últimos anos, a área próxima à Praia do Saco tem experimentado um boom imobiliário, com a construção de condomínios residenciais e resorts. Esses empreendimentos têm atraído tanto investidores quanto turistas, interessados na beleza natural e na tranquilidade da região.

Geração de empregos e oportunidades

O crescimento do setor imobiliário e turístico tem impactado positivamente o mercado de trabalho local. A construção civil, por exemplo, tem demandado mão de obra para as obras dos novos empreendimentos. Além disso, a expectativa é que a expansão da rede hoteleira gere cerca de 1.300 novos empregos formais até 2028, conforme dados da Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas .​

Potencial para hotéis e restaurantes


Com o aumento do fluxo de turistas, a região apresenta um potencial significativo para a instalação de novos hotéis e restaurantes. A expansão da rede hoteleira no estado já é uma realidade, com a previsão de 19 novos empreendimentos até 2028, o que representa mais de 9 mil leitos em construção . Esse crescimento oferece oportunidades para investidores e empreendedores que desejam atuar no setor de hospitalidade e gastronomia.

Desenvolvimento sustentável e infraestrutura

Para acompanhar o crescimento turístico, é fundamental que haja investimentos em infraestrutura e planejamento urbano. A construção de novos empreendimentos deve ser acompanhada de políticas públicas que garantam o desenvolvimento sustentável da região, preservando o meio ambiente e promovendo a qualidade de vida dos moradores.

A Praia do Saco, com suas belezas naturais e crescente infraestrutura, consolida-se como um destino promissor no mapa turístico de Alagoas. O investimento em condomínios, hotéis e restaurantes não apenas impulsiona a economia local, mas também coloca Marechal Deodoro em destaque no cenário turístico nacional.

Condomínios em destaque na região

A seguir, relacionamos alguns dos principais empreendimentos na área:Booking.com

  • Saco da Pedra Beach Residence: Localizado entre a Prainha e a Praia do Francês, oferece lotes a partir de 455 m². O condomínio conta com infraestrutura completa, incluindo piscina, espaço fitness, churrasqueira, parque infantil, salão de festas, quadras esportivas e vista para o mar. A entrega está prevista para 18 meses após o lançamento.

  • Residence Saco da Pedra: Empreendimento com lotes a partir de 297 m², oferece piscina, churrasqueira, salão de festas, quadras esportivas e salão de jogos. A entrega está prevista para junho de 2024. 

  • Riviera da Lagoa: Localizado na Massagueira de Baixo, próximo à entrada da Praia do Saco, oferece terrenos de 298 m². O condomínio dispõe de piscina adulto com deck molhado, piscina infantil, espaço grill, salão de festas, sala de jogos, cinema, academia, campo de futebol, quadra de areia, playground e ampla área verde.

  • Condomínio Angatu: Situado na rodovia AL-101 Sul, na Barra Nova, entre os condomínios Laguna e Vista Lagoa, oferece lotes a partir de 240 m². O empreendimento conta com portaria principal, complexo esportivo, churrasqueira, clube, salão de festas, academia, salão de jogos, playground, praças e lagos.

  • Residencial Enseada da Lagoa: Localizado na Avenida Anatólio de Oliveira, na Massagueira de Baixo, oferece casas com área construída de 170 m² em lotes de 360 m². O condomínio possui clube com salão de festas, espaço gourmet, espaço fitness, piscina, churrasqueira, quadra poliesportiva e campo de futebol.

  • Airbnb de alto padrão: agilidade, flexibilidade e nicho de mercado

  • o investimento necessário para construir e manter um hotel de médio ou grande porte é elevado, e o retorno financeiro depende de um fluxo contínuo de turistas o ano inteiro — algo que nem sempre é garantido fora da alta temporada. Além disso, seria necessário um rigoroso planejamento ambiental e urbano, visto que a praia ainda mantém características de tranquilidade e preservação que poderiam ser impactadas por um grande empreendimento hoteleiro.



    Por outro lado, transformar suítes em uma hospedagem de luxo via Airbnb parece ser uma solução mais ágil, menos burocrática e altamente alinhada com o novo perfil do turista pós-pandemia: aquele que busca experiências mais personalizadas, exclusividade e conforto, longe das multidões. O imóvel, se bem estruturado, pode oferecer tudo o que um hotel boutique oferece — piscina, vista para o mar, café da manhã sob demanda, serviço de limpeza e até chef particular — mas com a vantagem de atender grupos familiares ou de amigos com total privacidade.

    A grande vantagem aqui é a escalabilidade: um investidor pode testar o modelo de forma rápida, sem grandes investimentos em licenciamento e estrutura, e adaptar o serviço conforme a demanda. Além disso, Marechal Deodoro tem demonstrado grande potencial para turismo de finais de semana e eventos — como casamentos, retiros e encontros corporativos — o que se encaixa perfeitamente com o modelo Airbnb de luxo.

    Qual o melhor caminho?

    A resposta não é simples. Para quem visa construir marca, gerar empregos em grande escala e consolidar um destino turístico estruturado, o hotel é o caminho ideal — desde que haja planejamento e apoio institucional. Já para investidores privados em busca de retorno mais rápido e flexível, o Airbnb de luxo, bem gerido e com estratégias digitais fortes, pode ser uma escolha extremamente lucrativa.

    Talvez o futuro da Praia do Saco passe não por uma escolha entre um ou outro, mas por uma convivência harmônica entre os dois modelos. Um turismo diversificado, que combine pousadas charmosas, hotéis sofisticados e experiências exclusivas via Airbnb, pode ser a chave para transformar a região em um dos destinos mais desejados do Nordeste.

    Seja qual for o caminho, uma coisa é certa: Marechal Deodoro, e especialmente a Praia do Saco, vive um momento de transformação. E quem souber ler bem esse cenário, terá a oportunidade de escrever um novo capítulo para o turismo alagoano.

Esses empreendimentos refletem o potencial de crescimento da região, atraindo investidores e turistas, e contribuindo para o desenvolvimento econômico de Marechal Deodoro.

Ronaldo Caiado mira o Planalto em 2026, mas enfrenta resistências internas e desafios à direita

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), tem manifestado interesse em concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026. No entanto, sua pretensão encontra obstáculos tanto dentro de seu partido quanto no cenário político nacional.

Divisões internas no União Brasil

O União Brasil, partido resultante da fusão entre DEM e PSL, ocupa atualmente três ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Turismo, Comunicações e Integração e Desenvolvimento Regional. Essa participação no governo federal tem gerado divergências internas sobre a possibilidade de lançar uma candidatura própria à Presidência.

Lideranças como o deputado federal Elmar Nascimento (UB-BA), líder do partido na Câmara, consideram que lançar um candidato próprio seria uma "traição", dado o envolvimento da sigla no governo Lula. Nascimento já declarou que estará ao lado de Lula nas eleições de 2026.

Por outro lado, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, apoia a pré-candidatura de Caiado, destacando sua experiência e gestão em Goiás como trunfos para uma eventual campanha presidencial. 

Desafios à direita e relação com Bolsonaro

Além das disputas internas, Caiado enfrenta o desafio de se posicionar como uma alternativa viável à direita, especialmente diante da influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista à CNN Brasil, Caiado afirmou que é possível ser um candidato de direita em 2026 sem o apoio de Bolsonaro, destacando a necessidade de pluralidade e debate no campo conservador. 

No entanto, a falta de apoio explícito de Bolsonaro e a possibilidade de candidaturas concorrentes dentro do espectro conservador podem dificultar a consolidação de Caiado como o principal nome da direita para as próximas eleições presidenciais.

Caminhos futuros

A viabilidade da candidatura de Ronaldo Caiado dependerá de sua capacidade de unir o União Brasil em torno de seu nome e de se posicionar como uma alternativa sólida à direita, capaz de atrair eleitores conservadores e moderados. Com o cenário político ainda em formação, os próximos meses serão decisivos para definir os rumos da pré-candidatura do governador goiano.

Justiça reconhece que acusação contra ex-diretores da SANEAGO era infundada, e defesa denuncia abusos da Operação Decantação



"Lava Jato do Cerrado" é alvo de críticas por violações de garantias e tentativa de criminalização da atividade política, segundo advogados de defesa

A Operação Decantação, conhecida como a "Lava Jato do Cerrado", voltou ao centro do debate jurídico em Goiás. Em nota à imprensa, o advogado Romero Ferraz Filho, representante do ex-presidente da SANEAGO, José Taveira Rocha (in memoriam), do ex-deputado estadual e ex-diretor da SANEAGO, Afrêni Gonçalves Leite, e de outros investigados, criticou com veemência a condução da operação e comemorou decisão recente da Justiça Federal que julgou improcedente a ação de improbidade administrativa movida contra os réus.

Deflagrada em 2016, a Operação Decantação contou com grande aparato midiático, prisões temporárias, buscas e apreensões, além de sequestro de bens, com base em alegações consideradas pela defesa como “manipuladas e abstratas”. Segundo Ferraz Filho, o próprio Supremo Tribunal Federal reconheceu a ilegalidade de provas utilizadas em alguns dos processos, incluindo o que levou ao trancamento da ação contra o deputado federal Giuseppe Vecci.

A Justiça Federal, em sentença recente, confirmou a improcedência da ação de improbidade administrativa, destacando a ausência de provas válidas que sustentassem as acusações. A decisão reforça o entendimento anterior da 11ª Vara Federal, que já havia rejeitado denúncia criminal contra os investigados, por considerar que os atos descritos diziam respeito ao exercício da atividade política e administrativa, e não a crimes.

A defesa aponta ainda que, mesmo após a rejeição da denúncia criminal, o Ministério Público Federal insistiu em ações civis com base nos mesmos fatos e provas anteriormente declaradas ilícitas. Para os advogados, trata-se de uma tentativa de manter viva uma narrativa acusatória “sem base legal ou fática”.

Romero Ferraz também ressaltou os danos causados aos investigados, em especial ao ex-presidente da SANEAGO, José Taveira Rocha, que faleceu em decorrência de um câncer. A defesa acredita que a exposição pública indevida e o desgaste emocional contribuíram significativamente para o agravamento do seu quadro de saúde.

“Nada poderá reparar integralmente os efeitos de uma atuação estatal pautada pelo excesso, pela parcialidade e pela espetacularização”, afirmou o advogado.


Investigados falam em perseguição política, exposição injusta e danos irreparáveis após anos de investigações que não resultaram em provas

A Operação Decantação, que ficou conhecida como a “Lava Jato do Cerrado”, voltou a ser assunto após uma importante decisão da Justiça Federal. Os ex-diretores da SANEAGO (companhia de saneamento de Goiás), entre eles o ex-deputado estadual Afrêni Gonçalves Leite e o ex-presidente da empresa, José Taveira Rocha (já falecido), foram inocentados na ação de improbidade administrativa que enfrentavam.

A Justiça concluiu que não havia provas válidas contra os acusados, reconhecendo que a acusação do Ministério Público se baseava em documentos irregulares e suposições sem fundamento.

Defesa aponta exageros e exposição indevida

O advogado dos investigados, Romero Ferraz Filho, divulgou nota criticando a forma como a operação foi conduzida. Segundo ele, desde o início, em 2016, houve exageros por parte das autoridades: prisões temporárias, busca e apreensão em casas e escritórios, bloqueio de bens e grande exposição na mídia.

Ele afirma que tudo isso foi feito com base em acusações genéricas, sem provas concretas, e que a própria Justiça já havia reconhecido que os atos apontados como crimes eram, na verdade, parte da atividade política e administrativa normal.

“O que aconteceu foi uma tentativa de criminalizar a política, o que é muito perigoso para a democracia”, disse Romero.

STF já tinha anulado provas e processos

O caso de Giuseppe Vecci, deputado federal também envolvido na investigação, foi citado como exemplo. O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia trancado o processo contra ele, por considerar que as provas usadas eram ilegais.

Mesmo assim, segundo a defesa, o Ministério Público tentou insistir nas acusações, transformando o processo criminal em ação civil, usando as mesmas provas. Agora, essa tentativa também foi derrubada pela Justiça Federal.

Consequências irreversíveis

Um dos pontos mais emocionantes da nota foi a lembrança do ex-presidente da SANEAGO, José Taveira Rocha, que faleceu após enfrentar um câncer. A defesa acredita que a doença foi agravada pelo estresse e pela exposição pública causada pela operação. “Ele sempre agiu com honestidade, e sofreu profundamente com as acusações injustas”, afirmou o advogado.

A nota termina dizendo que os acusados confiam na Justiça e defendem que investigações são importantes, mas precisam respeitar a lei e os direitos das pessoas. “Não se pode usar o sistema de justiça como ferramenta de perseguição”, conclui Romero Ferraz Filho. 

A nota termina reafirmando a confiança no Poder Judiciário e na necessidade de que investigações ocorram dentro dos limites legais e constitucionais. Segundo Ferraz Filho, é imprescindível que o Direito não seja utilizado como instrumento de perseguição política.


​Henrique & Juliano retornam a Goiânia com o festival "Em Casa" no dia 3 de maio


A dupla sertaneja Henrique & Juliano está de volta a Goiânia com o aguardado festival "Em Casa", marcado para o dia 3 de maio de 2025. O evento acontecerá no estacionamento do Estádio Serra Dourada e promete ser uma das maiores celebrações da música sertaneja do ano.


🎤 Atrações Confirmadas

Além de Henrique & Juliano, o festival contará com um line-up diversificado que inclui:

  • Israel & Rodolffo

  • Rayane & Rafaela

  • Grelo

  • Natanzinho Lima

  • Vinícius Cavalcante

Essa combinação de artistas promete agradar a todos os fãs de música sertaneja e forró.


🕒 Horários e Local

  • Data: 03 de maio de 2025 (sábado)

  • Local: Estacionamento do Estádio Serra Dourada, Goiânia/GO

  • Abertura dos portões: 14h00

  • Previsão de encerramento: 00h00

  • Classificação etária: 18 anos (menores não serão permitidos, mesmo acompanhados)


🎟️ Ingressos e Setores

Os ingressos estão disponíveis para compra online através do site Guichê Web. Os setores disponíveis são:

  • Premium: Open bar com gin, vodka, whisky 8 anos, cerveja, água e refrigerante.

  • Extra VIP: Open bar com cerveja, água e refrigerante.

  • Camarote Alô Inveja: Open bar premium com gin premium, vodka premium, whisky 12 anos, cerveja, água, refrigerante, campari, espumante e licor, além de open food com comidas típicas e petiscos.

  • ⚠️ ÚLTIMOS INGRESSOS “ÁREA PREMIUM” - ACORDO COMERCIAL @FestasGoiania

    *Disponíveis SOMENTE nas 2 lojas da Flávios e sujeitos à esgotarem sem aviso prévio

    Pontos de Vendas:
    📍@FlaviosCalcados
    (Flamboyant e Goiânia Shopping)

    🔸PREMIUM (Ingresso Individual):
    Acesso à frente do Palco
    Open Bar: Whisky 08 anos l Vodka l Gin l Cerveja l Refri l Água
    Valores referentes à Meia Entrada/Meia Solidária:
    🚺🚹 Unissex: R$640,00 (Dinheiro)
    🚺🚹 Unissex: R$653,00 (PIX e Débito)
    🚺🚹 Unissex: R$675,00 (Crédito 1x)
    🚺🚹 Unissex: R$725,00 (Crédito 2x e 3x)
    🚺🚹 Unissex: R$755,00 (Crédito 4x, 5x e 6x)

    *Meia Entrada:
    Compre Meia Entrada e no dia do evento, apresente Carteira de Estudante, Idosos, Professores, PCD, ID Jovem ou beneficiários previstos em Lei.

    *Meia Solidária:
    Compre Meia Solidária e no dia do evento, leve 1kg de alimento não perecível a ser entregue na portaria do evento
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    🔸EXTRA VIP: ESGOTADOS

    🔸CAMAROTE ALÔ INVEJA: ESGOTADOS

    🔸LOUNGES PARA 15 PESSOAS: ESGOTADOS

    *CENSURA DO EVENTO: 18 ANOS
    NÃO será permitida a entrada de menores de idade, mesmo que estejam acompanhados dos Pais ou responsáveis.

    *Cerveja Oficial do Evento: Brahma

    *Ordem dos Shows e Horário de Início do Primeiro Show serão divulgados no dia do evento, pela manhã!
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    ➛ Catálogo no Whatsapp com as informações do evento: (62)98409-6563 (WhatsApp)

Observação: Alguns setores já estão esgotados. Recomenda-se verificar a disponibilidade atual no site de vendas.


🛠️ Estrutura e Serviços

O festival contará com uma infraestrutura completa para garantir o conforto e a segurança do público:​

  • Palco com telões de alta definição e iluminação especial.

  • Áreas VIP com serviços exclusivos.

  • Espaços acessíveis para pessoas com deficiência (PCD) e seus acompanhantes.

  • Estacionamento terceirizado disponível.​


ℹ️ Informações Adicionais

  • Meia-entrada: Disponível para estudantes, idosos, professores, PCDs e beneficiários previstos em lei.

  • Meia solidária: Mediante a doação de 1kg de alimento não perecível na portaria do evento.

  • Proibição: Não será permitida a entrada de menores de 18 anos, mesmo acompanhados dos pais ou responsáveis.​


Para mais informações e atualizações sobre o evento, acompanhe o perfil oficial no Instagram: @henriqueejulianoemgoiania.​

Prepare-se para uma noite inesquecível ao som de grandes sucessos da música sertaneja!​

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Cadê o afeto? Crianças de Acreúna ficam sem ovos de Páscoa e decisão gera questionamentos

 

Nesta Páscoa, os corredores das escolas de Acreúna ficaram mais silenciosos, e os olhos curiosos das crianças não encontraram o brilho que esperavam. Pela primeira vez em muitos anos, os alunos da rede municipal não receberam sequer um pequeno ovo de Páscoa. A decisão, tomada pela Secretaria Municipal de Educação, causou desconforto em muitos pais, professores e cidadãos, que veem no gesto um retrocesso no cuidado com a infância.

A justificativa oficial, segundo nota divulgada pela própria secretaria, é baseada na Lei n° 11.947/2009 e na Resolução 06/2020 do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que de fato proíbem a oferta de chocolates e produtos ultraprocessados como parte da merenda escolar. No entanto, fica uma pergunta no ar: distribuir um pequeno ovo de chocolate na Páscoa é merenda ou é afeto?

Não se trata aqui de defender o consumo desenfreado de doces nas escolas. Todos sabemos da importância de hábitos alimentares saudáveis desde a infância. Mas também sabemos que educar vai além da alimentação: envolve acolhimento, simbolismo e pertencimento. Um ovo de Páscoa, ainda que simples, carrega um significado profundo — principalmente para aquelas crianças que talvez não tenham outra oportunidade de receber esse carinho.

A Páscoa é um momento que simboliza renovação, esperança e partilha. Negar essa experiência em nome de uma leitura rígida da lei é deixar de enxergar o que a educação tem de mais poderoso: a capacidade de tocar corações e criar memórias.

É possível, sim, seguir as normas e ainda oferecer esse gesto simbólico. Muitas cidades brasileiras encontraram soluções criativas: utilizaram recursos próprios, buscaram doações da comunidade ou entregaram os ovos em ações separadas da alimentação escolar. O que não falta é alternativa quando existe vontade de fazer diferente.

O que vimos em Acreúna foi uma decisão que, embora tecnicamente correta, falhou no cuidado com o sentimento das crianças. E isso, no fim das contas, é o que mais importa quando falamos em formar cidadãos sensíveis, humanos e conscientes.

Talvez o que tenhamos perdido nesta Páscoa não seja apenas o sabor do chocolate, mas o doce valor de um gesto simbólico de carinho.

Editorial – O ovo que faltou: quando a letra da lei se sobrepõe ao espírito da educação

Nesta Páscoa, as escolas da rede municipal de Acreúna não entregaram ovos de chocolate aos seus estudantes. A decisão, anunciada pela Secretaria Municipal de Educação, baseia-se em uma leitura criteriosa da legislação federal — mais especificamente, da Lei nº 11.947/2009 e da Resolução nº 06/2020 do PNAE, que proíbem a distribuição de chocolates e alimentos ultraprocessados como parte da merenda escolar.

O gesto, ou melhor, a ausência dele, nos obriga a refletir: educação é apenas o cumprimento de normas? Ou também é afeto, simbolismo e memória?

Ninguém contesta a importância de uma alimentação saudável nas escolas. Ao contrário: é essencial que nossas crianças sejam educadas com bons hábitos desde cedo. Mas não se pode confundir merenda com gesto simbólico. A entrega de um pequeno ovo de Páscoa não é uma prática alimentar — é uma tradição cultural, um ato de carinho, uma lembrança doce da infância.

Para as crianças, a Páscoa é um momento mágico. Os ovos de chocolate representam muito mais do que o doce em si: são símbolos de afeto, cuidado e pertencimento. Receber um ovo de Páscoa na escola reforça na criança a ideia de que ela é lembrada, valorizada e acolhida.

Neste caso específico, o impacto emocional da decisão da prefeitura é ainda mais sensível. Afinal, em anos anteriores, as crianças da rede municipal receberam os ovos. A expectativa foi criada. A ausência inesperada pode gerar frustração, tristeza e confusão, especialmente entre as mais novas, que não compreendem os argumentos legais ou nutricionais envolvidos.

Mais grave ainda é o efeito sobre crianças em situação de vulnerabilidade social — para muitas delas, o ovo de Páscoa dado pela escola era o único presente que receberiam na data. Tirar isso sem oferecer uma alternativa simbólica é reforçar a exclusão e negar um momento de alegria simples, mas marcante.

A escola é também o lugar das primeiras memórias afetivas, dos rituais que constroem o imaginário infantil. Quando isso é deixado de lado, em nome de uma rigidez técnica, perde-se um pouco da alma do que é ser educador.

Ao optar por seguir apenas o que a legislação permite, sem buscar alternativas ou interpretações mais humanas, a gestão pública perde a chance de fazer da escola um espaço de empatia, solidariedade e celebração. Afinal, é possível sim respeitar a lei e ainda assim manter viva a simbologia da Páscoa. Diversas cidades brasileiras conseguem isso — com doações, com recursos próprios, ou realizando ações fora do escopo da alimentação escolar.

Neste ano, Acreúna seguiu a letra da lei. Mas ficou devendo no espírito da educação. E, acima de tudo, faltou sensibilidade para reconhecer que a infância também se alimenta de afeto.

Claudiomar Portugal: O prefeito Que Tirou o Ovo de Pascóa das Crianças de Acreúna

Embora a Secretaria de Educação de Acreúna esteja respaldada na Lei n° 11.947/2009 e na Resolução 06/2020 do PNAE ao afirmar que chocolates e produtos ultraprocessados não podem fazer parte da merenda escolar, é possível contestar a decisão de forma ponderada, argumentando que a distribuição de ovos de Páscoa não precisa ser enquadrada como parte da alimentação escolar, mas sim como uma ação pedagógica, cultural e afetiva.

A Páscoa é uma data simbólica que vai muito além da alimentação: trata-se de um momento com forte significado cultural, religioso e social, especialmente para as crianças. A entrega simbólica de ovos de chocolate, em pequena quantidade, pode ser entendida não como merenda, mas como parte de uma ação comemorativa e educativa, promovida pela escola com outros objetivos que não apenas nutricionais.


Além disso, é importante lembrar que diversas escolas e redes municipais em todo o país realizam esse tipo de entrega fora do horário das refeições escolares, inclusive por meio de doações da comunidade ou de parceiros, sem utilizar recursos do PNAE, o que evita conflito com a legislação mencionada. Ou seja, há alternativas viáveis que respeitam a lei e ainda assim permitem que os estudantes vivenciem esse momento.


Negar essa ação simbólica — sobretudo para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de mimo — reforça desigualdades e distancia a escola de seu papel humanizador e acolhedor. A educação não se faz apenas com conteúdo e normas: também se constrói por meio do afeto, da empatia e do reconhecimento das tradições que fazem parte da infância.

Por fim, vale destacar que uma gestão pública sensível pode buscar formas legais e criativas de atender tanto às exigências normativas quanto às expectativas da comunidade escolar, promovendo um ambiente mais inclusivo e afetivo — sem comprometer a legalidade.

O prefeito Claudiomar Portugal entrará para história de Acreúna não apenas como sendo o prefeito que tirou o ovo de Pascóa das Crianças de Acreúna, mas principalmente por ser o prefeito que não sabe o que é o verdadeiro significado da Pascóa.


quinta-feira, 17 de abril de 2025

Contrato entre a Prefeitura de Acreúna e Empresa da Esposa do Filho do Prefeito Claudiomar Portugal Já Ultrapassa R$ 22 MILHÕES!

O prefeito de Acreúna Claudiomar Portugal pode ser alvo de uma nova CPI.

Uma CPI foi instalada na Câmara Municipal de Acreúna para investigar a construção de 22 casas populares  em ano eleitoral, sem autorização da Câmara Municipal, sem  dotação orçamentária, sem desafetação de área pública, sem observância do plano diretor da cidade e sem regras claras para distribuição das casas. Um cárdapio completo de irregularidades  de deixar qualquer pessoa mais esclarecida, com vergonha de ser amigo do prefeito.

A CPI mal iniciou seus trabalhos e a Câmara Municpal de Acreúna pode abrir uma nova CPI contra o prefeito Claudiomar Portugal, desta feita para investigar um contrato da prefeitura de Acreúna que já foi aditivado 7 vezes e ultrapassa 22 milhões de reais. O detalhe é que a esposa do filho do prefeito é uma das donas da empresa. 

O CONTRATO


O polêmico contrato nº 059/2022 firmado entre a Prefeitura de Acreúna e a empresa Castro Herenio Serviços Médicos LTDA, que tem como uma de suas sócias a médica Marília de Paula Freire — esposa de Danilo Contin Portugal, filho do prefeito —, ganhou mais um capítulo que reforça os indícios de irregularidades e possíveis favorecimentos.

O contrato original, no valor de R$ 3.678.012,00, já passou por sete aditivos, acumulando um total impressionante de R$ 22.029.096,30 — um aumento de quase 500% do valor inicial.

A empresa foi contratada para gerenciar a contratação de médicos, especialistas e plantonistas para atuação em unidades de saúde da cidade, incluindo o CAPS, ESF e atendimento em presídio. Contudo, a escalada rápida no valor contratado, somada ao grau de parentesco entre os donos da empresa e o prefeito, coloca a gestão municipal sob suspeita.


Embora a contratação tenha sido formalizada via Pregão Eletrônico nº 063/2021, os aditivos sucessivos e vultosos chamam atenção do ponto de vista da transparência e da moralidade administrativa. A Lei de Licitações (Lei 8.666/93) exige não apenas o cumprimento formal das etapas legais, mas também a observância aos princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade — o que está sendo fortemente questionado neste caso.

Vale lembrar que a cláusula sexta do contrato determina que todos os aditivos devem ser publicados no site oficial da Prefeitura, o que nem sempre ocorre de maneira tempestiva ou acessível ao cidadão comum, dificultando a fiscalização por parte da população e dos órgãos de controle.

É fundamental que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado acompanhem de perto a evolução deste contrato, dada a magnitude dos valores envolvidos e os indícios de possível favorecimento familiar.

A população de Acreúna merece uma gestão transparente, ética e comprometida com o interesse público — e não um cenário onde o orçamento da saúde municipal é canalizado para contratos que levantam dúvidas tão graves sobre sua lisura.




A seguir, apresentamos uma análise detalhada dos fatos, das possíveis ilegalidades cometidas e das implicações legais para os envolvidos.


O Caso: Relações Familiares e Contratos Públicos


Dra. Marilia de Paula Freire, nora do prefeito Claudiomar Portugal e esposa de Danilo Morais Contin Portugal, é sócia da empresa Castros Herenios Serviços Médicos (CNPJ 19.763.224/0001-83), cujo nome fantasia é MEDCLIN. Essa empresa firmou contrato com a Prefeitura de Acreúna, levantando questionamentos sobre a legalidade dessa relação comercial, dada a proximidade familiar com o chefe do executivo municipal.

Além disso, Danilo Portugal é proprietário da empresa de eventos registrada sob o CNPJ 52.686.007/0001-02, que anualmente recebe da prefeitura a autorização para instalar uma boate/bar dentro do Parque Agropecuário durante a Exposição Agropecuária. Esses eventos, como o show de Gusttavo Lima realizado no ano anterior, são custeados com recursos públicos, o que intensifica as suspeitas de favorecimento e uso indevido de verbas públicas.


Possíveis Ilegalidades e Implicações Legais

As ações descritas podem configurar as seguintes ilegalidades:

  • Nepotismo: A nomeação ou contratação de parentes para cargos públicos ou celebração de contratos com empresas de familiares pode violar os princípios da administração pública, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme estabelecido no artigo 37 da Constituição Federal e na Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF).

  • Conflito de Interesses: A participação de familiares diretos do prefeito em empresas contratadas pela prefeitura pode configurar conflito de interesses, prejudicando a imparcialidade nas decisões administrativas.

  • Improbidade Administrativa: O uso indevido de recursos públicos para promover interesses pessoais ou familiares pode resultar em ações por improbidade administrativa, sujeitando os envolvidos a sanções como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, multa e proibição de contratar com o poder público.

  • NOVA CPI

  • Câmara Municipal pode instalar duas CPIs simultaneamente para investigar o prefeito, desde que cada CPI esteja focada em um fato determinado e distinto, como exige a legislação.

    A base legal está principalmente no que diz o art. 58, §3º da Constituição Federal, aplicado por analogia ao âmbito municipal:

    "As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo."

    Então, resumindo:

    • ✅ É possível haver mais de uma CPI ao mesmo tempo.

    • ✅ Cada CPI precisa investigar um fato determinado, ou seja, temas distintos.

    • ✅ Ambas devem respeitar os requisitos formais (requerimento com apoio de um terço dos vereadores, prazo certo, etc.).


Ações Recomendadas pelo Ministério Público

O Ministério Público tem atuado ativamente para combater práticas de nepotismo e uso indevido de recursos públicos. Em casos semelhantes, como o ocorrido em Coari (AM), o MP recomendou a exoneração de parentes de autoridades públicas de cargos comissionados ou temporários, além de exigir a implementação de mecanismos internos de fiscalização e a assinatura de declarações pelos servidores nomeados, atestando a ausência de vínculo de parentesco proibido pela legislação.

No caso específico de Acreúna, é fundamental que o Ministério Público investigue a legalidade dos contratos firmados entre a prefeitura e as empresas dos familiares do prefeito, verificando possíveis irregularidades e tomando as medidas cabíveis para assegurar a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.


Implicações para os Envolvidos

Caso sejam confirmadas as irregularidades, as seguintes implicações legais podem recair sobre os envolvidos:

  • Prefeito Claudiomar Contin Portugal: Responsável pela administração municipal, pode ser responsabilizado por atos de improbidade administrativa e violação dos princípios constitucionais da administração pública.

  • Dra. Marilia de Paula Freire: Como sócia de empresa contratada pela prefeitura, pode ser responsabilizada por participação em ato ilícito e enriquecimento ilícito.

  • Danilo Morais Contin Portugal: Proprietário de empresa beneficiada por recursos públicos, pode ser responsabilizado por favorecimento ilícito e uso indevido de recursos públicos.


Conclusão

A investigação sobre as práticas de nepotismo e uso indevido de recursos públicos na Prefeitura de Acreúna é essencial para garantir a integridade da administração pública e a confiança da população nas instituições. É imperativo que o Ministério Público atue com diligência para apurar os fatos, responsabilizar os envolvidos e adotar medidas que previnam a repetição de tais práticas, assegurando a correta aplicação dos recursos públicos e o respeito aos princípios constitucionais da administração pública.


quinta-feira, 10 de abril de 2025

EXCLUSIVO | Grupo Criminoso Usa Documentos Falsos e Intimidação Para Tomar Imóveis em Alagoas

 

Por Cleuber Carlos – Blog Cleuber Carlos

Marechal Deodoro – AL | 10 de abril de 2025

Um grupo criminoso estruturado, com atuação em várias cidades de Alagoas, está sendo investigado por fraudes envolvendo a falsificação de documentos públicos e uso de força policial para intimidar moradores em disputas por imóveis. A denúncia, inicialmente revelada por este blog no mês passado, acaba de ganhar novos desdobramentos com a abertura de uma investigação oficial pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Segundo apurações feitas por nossa reportagem, o grupo é liderado por empresários com fortes vínculos políticos e atua há anos fraudando escrituras, registros de imóveis e outros documentos cartoriais, com o objetivo de se apropriar indevidamente de propriedades — muitas delas habitadas por famílias de baixa renda ou localizadas em áreas valorizadas do litoral alagoano.

Mas o que mais preocupa é a ligação direta do esquema com agentes da própria segurança pública. Policiais civis, supostamente agindo fora dos protocolos legais, estariam atuando como verdadeiros milicianos a serviço dos interesses do grupo criminoso. Esses agentes seriam utilizados para intimidar, ameaçar e até retirar à força os moradores que resistem à perda de suas casas.

Nome de empresário de Maceió aparece nas denúncias

Nos bastidores do caso, surgem nomes que podem ser peças-chave no quebra-cabeça. Um dos citados pelas vítimas é Gustavo Malta, empresário de Maceió. De acordo com relatos de moradores e mensagens obtidas pelo blog, Gustavo seria o suposto “novo dono” de um dos terrenos tomados em Marechal Deodoro. Ele teria contratado diretamente os policiais civis que executaram a reintegração forçada — policiais que, segundo denúncias, já estariam a serviço particular do empresário.

“Quando falaram lá no terreno que o dono era um tal de Malta, desconfiei de um tal de Gustavo Malta. E é realmente ele quem está por cima de tudo. Contratou os policiais etc. Na verdade, esses policiais civis já trabalham para ele”, afirmou uma fonte local, em mensagem enviada ao blog.

Ex-tabelião expulso de cartório após registro suspeito

Outro nome que surgiu nas apurações foi o do ex-tabelião Vitor Sarmento, que atuava no cartório de Matriz de Camaragibe. Segundo relatos de moradores, foi ele quem registrou um dos documentos usados para legitimar a posse de um imóvel envolvido no esquema. Poucos meses após esse registro, Sarmento teria sido expulso do cartório por desaparecer com documentos públicos.

“O registro foi feito em setembro, e ele foi expulso do cartório em dezembro. Depois disso, ninguém mais conseguiu saber onde estão os papéis originais. Sumiram”, relatou uma moradora sob anonimato.

O caso levanta suspeitas sobre a participação ou conivência de agentes do sistema cartorial em fraudes documentais. Até o momento, o cartório de Matriz de Camaragibe não se pronunciou oficialmente.

Mídia local também é usada para legitimar fraudes, aponta denúncia

O Blog do Cleuber Carlos apurou ainda que a página oficial da Rádio Jovem Pan Alagoas, no Instagram, tem sido utilizada para publicar matérias de interesse direto do empresário Gustavo Malta, atualmente citado nas investigações sobre grilagem e uso indevido de policiais civis.

De acordo com relatos e prints recebidos por nossa redação, a página da rádio vem divulgando conteúdos com o objetivo de conferir uma aparência de legalidade a documentos e ações que estão sob investigação por falsificação e coação. Essas publicações — que se apresentam como notícias — estariam servindo para apoiar juridicamente ações de reintegração e pressionar a opinião pública contra os verdadeiros proprietários ou ocupantes dos imóveis.

“A Jovem Pan Alagoas passou a publicar, sem qualquer checagem, versões de um dos lados interessados — justamente o lado investigado. Quando questionei nos comentários sobre a veracidade dos documentos, fui bloqueado pela conta oficial da rádio, impedido de contestar publicamente as informações”, relata Cleuber Carlos, autor desta reportagem.

A tentativa de silenciar vozes críticas nas redes sociais levanta questionamentos sobre a independência editorial da emissora em suas operações locais. A direção nacional da Jovem Pan, até o momento, não se pronunciou sobre o caso.

Investigação oficial em andamento

Após a publicação da matéria investigativa no dia 18 de março, que detalhou a atuação de policiais civis em ações de despejo forçado em Marechal Deodoro, o caso chegou ao conhecimento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas.

Em resposta oficial enviada ao blog, por meio do Ofício nº E:738/2025/SSP, o Secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva da Silva, confirmou a instauração da Investigação Preliminar nº 0074/2025-CPC R3, que visa apurar a conduta dos policiais envolvidos.

“A Polícia Civil de Alagoas, com o objetivo de apurar os fatos narrados, instaurou a investigação preliminar”, diz o ofício assinado pelo secretário.

O esquema

De acordo com fontes ouvidas sob condição de anonimato, o grupo opera de forma sofisticada: falsificadores produzem documentos que são inseridos em cartórios mediante corrupção de servidores. Uma vez de posse dos papéis "legais", entram com ações judiciais ou simplesmente usam da força para tomar posse dos imóveis.

Casos similares teriam sido registrados em Maceió, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel e Santa Luzia do Norte. Em todos os episódios, há relatos de violência, coerção psicológica e uso indevido de aparato policial.

Ligações com a política

O envolvimento de empresários com influência política agrava o cenário. Há suspeitas de que esses agentes públicos e privados estejam se beneficiando da lentidão da Justiça e da omissão de alguns órgãos fiscalizadores. Até o momento, os nomes dos suspeitos não foram oficialmente divulgados, mas fontes ligadas à investigação apontam que as conexões políticas podem dificultar o avanço do caso.

O silêncio dos cartórios

Apesar das evidências de falsificação, os cartórios envolvidos ainda não se pronunciaram publicamente. Especialistas consultados pelo blog afirmam que, em muitos casos, os próprios cartórios podem ser vítimas de fraudes externas, mas também não se descarta a hipótese de conluio entre servidores cartorários e criminosos.

O que dizem as vítimas

Moradores que tiveram seus imóveis invadidos ou ameaçados pelo grupo relatam traumas psicológicos, prejuízos financeiros e medo constante.

“Eles chegaram com documentos que eu nunca vi na vida, dizendo que a casa era deles. Tinha policial junto, armado, e mandaram a gente sair. Meus filhos ficaram em pânico”, contou uma moradora da Praia do Francês, que pediu para não ser identificada.

PRAIA DO SACO 

 Recentemente, a Praia do Saco, localizada em Marechal Deodoro, Alagoas, tem sido palco de atividades ilícitas relacionadas à grilagem de terras e falsificação de documentos. Um dos casos notórios envolve uma casa de praia que teve uma escritura falsifica por uma quadrilha bem estruturada de grilagem de imóveis de luxo.

 

 A quadrilha falsificou uma escritura  em um cartório e "vendeu" o imóvel  para um empresário que contrata milicianos para expulsar os moradores ou caseiros para tomar posse dos imóveis. Este caso específico  foi parar na Secretária de Segurança Pública do Estado de Alagoas que determinou que as pessoas envolvidas na grilhagem de terras eos policiais civis sejam investigados.

Ex-assessor de Collor é apontado como peça-chave em novo esquema de grilagem em Alagoas



As investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Arremate revelaram envolvimento de figuras conhecidas do cenário político alagoano. O nome de Tarso de Lima Sarmento, ex-assessor do ex-senador Fernando Collor de Mello, voltou ao centro de uma polêmica, agora por sua suposta participação em um esquema de grilagem de imóveis no litoral alagoano.

Tarso, que já havia sido apontado como laranja de Collor em investigações anteriores, é acusado de envolvimento direto na falsificação de uma escritura pública relacionada a um imóvel localizado na Praia do saco, em Marechal Deodoro. O imóvel, cuja posse legítima é questionada por Gustavo Malta que está de posse de uma escritura Falsificada em Cartório, provavelmente com a participação de Tarso, foi vendido ao empresário Gustavo Malta, em uma transação repleta de irregularidades. Na verdade Tarso e Gustavo Malta são "sócios" na grilagem de imóveis em Alagoas. Tarso falsifica documentos e Gustavo Malta de posse destes documentos usa milicianos para expulsar os moradores e proprietários dos imóveis.


Há fortes indícios de que Malta tinha conhecimento da falsificação da escritura, mas mesmo assim efetuou a compra. O que agrava ainda mais a situação é a utilização de policiais civis ligados ao grupo para realizar ações de intimidação e expulsão de moradores locais, prática típica de milícias urbanas, com o objetivo de consolidar a posse dos imóveis grilados.

O uso da força policial para fins privados levanta sérias suspeitas de corrupção e abuso de autoridade, o que já motivou o Ministério Público a solicitar o afastamento de alguns agentes envolvidos.

Fontes próximas à investigação afirmam que esse é apenas um dos vários imóveis envolvidos no esquema, que pode ter movimentado cifras milionárias e contar com o apoio de servidores públicos e empresários locais.

CASA KONG


Gustavo Malta tem um instagram https://www.instagram.com/casakong_bsm/ que é para locação e venda de imóveis de luxo. A suspeita é que alguns destes imóveis, podem ter sido adquiridos, da mesma forma que Gustavo Malta está tentando se apropriar de uma Casa na praia do saco com uso de escritura falsa e ação de policiais milicianos.

A reportagem segue acompanhando o caso e trará atualizações exclusivas sobre os próximos desdobramentos da determinação do Secretário de Segurança Pública de Alagoas para investigar o grupo criminoso. Esta investigação pode ser o inicio do fim de uma quadrilha e expor as raízes profundas da grilagem de terras em Alagoas e os nomes influentes por trás do esquema.

O blog tentou contanto com Tarso e Gustavo para que eles se manifestassem sobre os fatos e ainda não obtivemos. O blog está a disposição para a versão de ambos.

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Policiais Civis de Marechal Deodoro Atuam Como Milicianos, Para Se Apropriar Ilegalmente de Imóvel


O blog seguirá acompanhando cada passo da investigação e continuará dando voz às vítimas e cobrando respostas das autoridades. Se você tem informações sobre este ou outros casos semelhantes, envie para nosso e-mail: blogcleubercarlos@gmail.com. O sigilo é garantido.

Cleuber Carlos – Jornalismo Independente a Serviço da Verdade.