Procura-se pessoas de coragem em Rio Verde para enfrentar o sistema. Na imprensa, a maioria se acovardou. Muitos foram silenciados pelo som do abrir da porta do cofre público.
Eu não me acovardei diante de intimação de delegado. Não me calei quando tentaram deslocar o debate público para a esfera policial. Não recuei quando agentes políticos escolheram o caminho da judicialização em vez do enfrentamento público das ideias.
O direito de acionar a Justiça é constitucional.A crítica jornalística também é.
O que não é aceitável é utilizar o aparato judicial como ambiente de pressão contra quem exerce fiscalização política. Quando o debate sai da arena pública e migra para petições e liminares, a mensagem é clara: não querem discutir — querem constranger.
O atual prefeito Wellington Carrijo optou por me processar. Não por ausência de espaço para manifestação — este sempre esteve aberto. Nunca houve negativa de contraditório. Nunca houve bloqueio de direito de resposta.
O que nunca houve foi disposição para o debate direto.
Escolheu-se o processo.
E cada processo enfrentado foi respondido com aquilo que sustenta este blog desde o início: fatos documentados, opinião crítica protegida pela Constituição e transparência integral do que é publicado.
Se a intenção era intimidar, não funcionou.Se a intenção era silenciar, falhou.Se a intenção era desgastar, fortaleceu.
Porque cada tentativa de pressão apenas confirmou o que já vinha sendo denunciado: existe em Rio Verde uma cultura de judicialização da crítica como mecanismo de contenção política.
⚖️ MANIFESTO CONTRA A JUDICIALIZAÇÃO COMO FERRAMENTA DE CONTROLE
A judicialização da política virou atalho para quem não quer enfrentar questionamentos publicamente.Em vez de responder perguntas, protocola-se ação.Em vez de apresentar dados, apresenta-se processo.Em vez de debater, tenta-se intimidar.
Isso não é ilegal.
Mas é sintomático.
Quando agentes públicos recorrem reiteradamente ao Judiciário contra quem fiscaliza, o recado não é técnico — é político.
O objetivo não é necessariamente vencer.
É cansar.
É constranger.
É criar ambiente de medo.
Só que medo não produz silêncio quando há convicção.
Produz resistência.
🔥 O QUE NÃO ENTENDERAM
Não sou o único que conhece os bastidores dos desmandos que Rio Verde enfrentou nos últimos anos. Muitos sabiam. Muitos comentavam reservadamente. Muitos enxergavam o desequilíbrio institucional.
Mas fui o único que decidiu enfrentar publicamente um sistema que, durante anos, pressionou imprensa, acomodou instituições, condicionou políticos, influenciou empresários e tornou o silêncio uma regra informal de sobrevivência.
Não foi ignorância coletiva.
Foi conveniência coletiva.
E quando a conveniência virou regra, este blog escolheu romper.
🔥 A RESPOSTA
Não respondi à pressão com recuo.
Respondi com mais apuração.
Não respondi a processos com silêncio.
Respondi com mais publicação.
Não respondi a intimidações com medo.
Respondi com mais exposição institucional.
Porque jornalismo que recua diante do poder deixa de ser jornalismo.
Vira assessoria.
E este espaço nunca foi assessoria.
Quem em Rio Verde pode bater no peito e dizer que enfrentou o sistema?
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