A prefeitura não tem dinheiro próprio — apenas administra o que pertence ao povo. Quando o Legislativo fecha os olhos, o desvio de poder deixa de ser erro e passa a ser cumplicidade.
Prefeitura não tem dinheiro. Essa é uma verdade simples, mas que muita gente parece esquecer. Todo centavo que entra nos cofres municipais vem do contribuinte — do trabalhador, do comerciante, do produtor rural, do servidor que paga impostos. O papel do prefeito é administrar esse dinheiro com transparência, responsabilidade e ética.
Mas há outro papel tão importante quanto: o do vereador que fiscaliza.
A Constituição Federal, em seu artigo 31, é clara: a fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Executivo. Isso significa que o vereador não é um figurante — é o guardião do dinheiro público.
Quando ele não exerce essa função, não é apenas negligente; torna-se cúmplice da desordem administrativa.
Do bom político ao charlatão
Há uma linha tênue entre o bom vereador e o charlatão.
O primeiro estuda os contratos, visita obras, cobra relatórios, denuncia irregularidades, exige transparência.
O segundo prefere o silêncio conveniente: troca a fiscalização por favores, o voto técnico por amizade e o dever público por conveniência política.
Quando um vereador se omite, o prefeito governa sem freio — e o povo perde.
A omissão do Legislativo é o fertilizante da corrupção, o adubo do desvio e o anestésico da impunidade.
A responsabilidade compartilhada
Um município saudável depende de dois pilares: gestão honesta e fiscalização ativa.
Não há boa administração sem controle, nem democracia sem cobrança.
A cada contrato mal explicado, a cada obra superfaturada, a cada aditivo abusivo, é o dinheiro da merenda, do posto de saúde, da creche, da rua asfaltada que se esvai.
E quando o vereador se cala, não é apenas o Executivo que falha — é a própria democracia municipal que adoece.
Conclusão
O povo precisa entender: vereador não é empregado do prefeito, é fiscal do povo.
E quem não cumpre esse papel, como bem resume o post do Mais Brazil News, “deixa de ser bom pra ser um charlatão”.

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