Mas o que veio à tona depois do voto do vereador Thiaguinho ultrapassa o campo político — e entra no terreno do escândalo pessoal, da indecência e do abuso de poder.
Mensagens, prints e relatos escancararam o outro lado da moeda
Após a votação, o jornalista Messias da Gente publicou em seus stories uma série de mensagens enviadas por moradores da cidade, em especial mulheres, relatando atitudes vergonhosas atribuídas ao vereador.
Nos prints divulgados, há relatos de insinuações indecorosas, envio de fotos íntimas, conversas inapropriadas e assédio digital.
Em uma das mensagens, uma seguidora afirma que o parlamentar “mandou foto das partes íntimas para uma amiga minha”.
Outra diz que “vive mandando mensagens para mulheres no zap e no Facebook, pedindo pra apagar as conversas”.
E há ainda uma denúncia mais grave: uma mulher afirma que, quando o vereador atuava no transporte da saúde, tentou se aproveitar de sua posição para se aproximar de pacientes que viajavam sozinhas para tratamento em Goiânia.
Esses relatos, de natureza pessoal, revelam uma face oculta — e perigosamente comum — de políticos que se sentem intocáveis, confundindo poder público com poder sobre pessoas.
O vereador que votou contra a fiscalização agora precisa ser fiscalizado
É impossível ignorar a coincidência: o mesmo vereador que se recusou a abrir uma investigação contra o prefeito por suspeitas de corrupção agora é alvo de uma enxurrada de denúncias morais e éticas.
O voto que tentou calar uma Comissão Processante pode ter sido o gatilho para que o povo finalmente perdesse o medo de falar.
O comportamento relatado é inaceitável. Um homem público, eleito para representar o povo, não pode se valer do cargo para se aproximar de mulheres vulneráveis, tampouco usar redes sociais para constranger e desrespeitar cidadãs.
Chega de medo. É hora de denunciar.
Nenhuma mulher deve permanecer calada diante de atitudes como essas.
Seja assédio digital, verbal ou presencial, toda vítima tem o direito de ser ouvida e protegida.
As denúncias podem ser feitas:
- Na Delegacia da Mulher (DEAM) mais próxima;
- Pelo Disque 180, canal nacional de denúncia;
- Ou diretamente ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), que pode instaurar procedimento investigativo por improbidade e conduta incompatível com o decoro parlamentar.
O caso Thiaguinho não é isolado — é o retrato de uma cultura política onde alguns ainda acreditam que o poder lhes dá licença para tudo. Mas a sociedade está mudando, e São Miguel do Araguaia começa a dar sinais disso.
Opinião
O Blog do Cleuber Carlos repudia veementemente qualquer forma de assédio, abuso de poder e conduta antiética por parte de agentes públicos.
O vereador Thiaguinho precisa dar explicações públicas urgentes — não apenas sobre o voto que blindou o prefeito, mas também sobre as acusações que agora ecoam das ruas e das redes.
Enquanto isso, o silêncio das autoridades municipais ensurdece.
Mas o povo não vai mais se calar.
São Miguel acordou. E quem ainda acha que cargo público é escudo para a vergonha, vai descobrir que o tempo da impunidade está acabando.

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