Caso ocorreu na Praia do Saco, em Marechal Deodoro, e envolve denúncia de corrupção, abuso de autoridade e perseguição política.
Um grave episódio de abuso de autoridade e tentativa de manipulação da justiça foi registrado na Praia do Saco, em Marechal Deodoro, Alagoas, envolvendo agentes da Polícia Civil, um advogado influente e conexões diretas com a cúpula da Segurança Pública do Estado.
O jornalista Cleuber Carlos, conhecido por sua atuação firme em defesa dos direitos humanos e denúncias contra abusos de poder, foi novamente alvo de represália após impedir uma ação ilegal.
Cleuber Carlos vinha realizado uma série de reportagens sobre grilagem de terras e atuação de policiais civil a serviço de empresários que praticam este crime na região da praia do saco em Marechal Deodoro - Alagoas, tendo inclusive comunicado o fato a secretária de Seguranca Publica de Alagoas que respondeu ao que que havia determinado investigação. Veja a série de reportagens feitas pelo jornalista antes deste fato:
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A escritura lavrada supostamente em 14 de março de 2017, referente à transferência do imóvel da empresa Buriti Imóveis LTDA para a firma T de Lima Sarmento EIRELI, atribuída aos senhores Tarso Sarmento, em conluio com o empresário Gustavo Malta, foi apresentada como prova de posse. Contudo, após diligências no Cartório de Matriz de Camaragibe, local onde o documento teria sido registrado, foi revelado um fato alarmante: a página 46 do Livro 37, onde deveria constar a escritura, foi arrancada do livro cartorário.
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Ao tomar ciência do ocorrido, Cleuber acionou o 190, e com a chegada da Polícia Militar, deu voz de prisão aos policiais civis presentes, denunciando a invasão ilegal de domicílio. O Tenente Cláudio, comandante da guarnição, atendeu ao chamado e conduziu os envolvidos à delegacia para registro do Boletim de Ocorrência.
O policial indentificado como Glauco, foi o responsavel por dar um "mata leão" para obrigar a falar a senha. Após a ação de violência as fotos e vídeos foram apagados do celular. Em seguida o Escrivão Marcos ligou para o advogado Daniel Saraiva, para que ele ir a delegacia porque eles estavam precisando do apoio dele.
Após quase uma hora de espera na delegacia e cerca de duas horas e meia sobre o fato ocorrido na praia do saco, ja no periodo da noite, o advogado Daniel Saraiva chegou na delegacia. Ele se identificou como advogado do empresário Gustavo Malta e sobrinho e advogado do Secretário de Segurança Pública de Alagoas, Flávio Saraiva. Segundo Marcos Bartolomeu, seria o próprio Daniel quem “decidiria o que fazer com o jornalista”.
Daniel Saraiva apareceu na delegacia e afirmou que já havia conversado com seu tio — o Secretário — e que o jornalista deveria ser preso em flagrante. Para sustentar a narrativa, ele mentiu em depoimento, dizendo que havia acionado a Polícia Militar, mesmo não estando presente na cena da ocorrência. O advogado ainda tentou coagir o Tenente Cláudio a prestar falso testemunho, oferecendo a ele folgas na escala de trabalho, solicitando que ele incriminasse Cleuber Carlos com base em uma versão fabricada dos fatos.
O militar se recusou a compactuar com a tentativa de corrupção e a conversa pode ser ouvida na sala, pois a ligação foi feita do celular do escrivão Marcos que passou o telefone para o advogado conversar com o tenente Claúdio.
Diante da negativa do tenente, o advogado Daniel Saraiva disse: "Vamos ferrar esse cachorro" vou dar um depoimento que vai servir como base para dar flagrante nele, pode deixar que seguro as pontas com o meu tio (Flávio Saraiva) que está sabendo de tudo.
O caso ocorrido na Praia do Saco levanta sérias preocupações sobre o uso político das forças de segurança e o cerceamento à liberdade de imprensa em Alagoas.
Cleuber Carlos afirmou que irá levar o caso às instâncias federais, incluindo o Ministério Público Federal, a Corregedoria Nacional de Justiça e organismos internacionais de proteção aos direitos humanos.
Um dossiê com todas as provas já está sendo finalizado para ser apresentado na próxima semana a Polícia Federal e a Corregedoria Nacional de Justiça em Brasília.






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