terça-feira, 29 de abril de 2025

Advogado Daniel Saraiva, ligado ao Secretário de Segurança Flavio Saraiva é acusado de forjar flagrante contra jornalista em Alagoas

 


Caso ocorreu na Praia do Saco, em Marechal Deodoro, e envolve denúncia de corrupção, abuso de autoridade e perseguição política.

Um grave episódio de abuso de autoridade e tentativa de manipulação da justiça foi registrado na Praia do Saco, em Marechal Deodoro, Alagoas, envolvendo agentes da Polícia Civil, um advogado influente e conexões diretas com a cúpula da Segurança Pública do Estado.

O jornalista Cleuber Carlos, conhecido por sua atuação firme em defesa dos direitos humanos e denúncias contra abusos de poder, foi novamente alvo de represália após impedir uma ação ilegal. 

Cleuber Carlos vinha realizado uma série de reportagens sobre grilagem de terras e atuação de policiais civil a serviço de empresários que praticam este crime na região da praia do saco em Marechal Deodoro - Alagoas, tendo inclusive comunicado o fato a secretária de Seguranca Publica de Alagoas que respondeu ao que que havia determinado investigação.  Veja a série de reportagens feitas pelo jornalista antes deste  fato:

Policiais Civis de Marechal Deodoro Atuam Como Milicianos, Para Se Apropriar Ilegalmente de Imóvel

EXCLUSIVO | Grupo Criminoso Usa Documentos Falsos e Intimidação Para Tomar Imóveis em Alagoas



Após a repercussão da denúncia feita em nosso blog no último dia 18, onde foi exposto um esquema criminoso envolvendo o uso de documentos falsos e intimidação para a tomada de imóveis em Alagoas, novas e gravíssimas evidências vieram à tona, reforçando o grau de organização e ousadia do grupo envolvido.


A escritura lavrada supostamente em 14 de março de 2017, referente à transferência do imóvel da empresa Buriti Imóveis LTDA para a firma T de Lima Sarmento EIRELI, atribuída aos senhores Tarso Sarmento, em conluio com o empresário  Gustavo Malta, foi apresentada como prova de posse. Contudo, após diligências no Cartório de Matriz de Camaragibe, local onde o documento teria sido registrado, foi revelado um fato alarmante: a página 46 do Livro 37, onde deveria constar a escritura, foi arrancada do livro cartorário.

Essa revelação consta na certidão nº 91/2025, emitida pela própria titular do cartório, Mariana Piazentin Martinelli Poppi, em 14 de abril de 2025. No documento oficial, a tabeliã afirma que o ato assinado “NÃO foi localizado no acervo”, e que a folha 46 aparenta ter sido extraviada – termo jurídico que, nesse contexto, pode indicar destruição, ocultação ou falsificação de documento público, o que configura crime.

A Invasão do Imóvel Com Apoio de Policiais Civis

No dia 22 de Abril de 2025. por volta das 14:30m, Policiais civis  invadiram  uma residência, na rua Vila Paraiso, por volta do número 900 na Praia do Saco, sem qualquer ordem judicial, com o objetivo de apoiar a demolição do imóvel, em uma  ação orquestrada para favorecer interesses privados do empresário Gustavo Malta. Que pode ser visto na rede social posando ao lado do ex-governador Renan Calheiros Filho.

Os policiais civis presentes na invasão e uma pessoa chamada de André diziam que aquela area pertencia a Gustavo Malta e que eles trabalhavam para Gustavo Malta.

Antes da invasão os policiais destruiram as câmeras de segurança instaladas no imóvel, afim de evitar que o ato ilegal fosse registrado pelas camêras.

Um viatura utilizada da polícial civil, em que estavam os Policiais Marcos e Augusto foi utilizada para dar ar de "legalidade" a ação de invasão do imóvel dizendo que estavam investigando uma denúncia anônomima que havia alguém armado dentro o imóvel, assim abriram o portão para dar passagem para a retroescavadeira e demais invasores para derrubar as casas.

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Após usar a viatura e distintivos da policia civil para entrar no imóvel sem mandado, os dois policiais rapidamente deixaram o local, de forma que quando a Polícia Militar chegou, eles já não estavam mais no local. Sendo assim falso e forjado também o declaração do escrivão Marcos Alburquerque.

Ao tomar ciência do ocorrido, Cleuber acionou o 190, e com a chegada da Polícia Militar, deu voz de prisão aos policiais civis presentes, denunciando a invasão ilegal de domicílio. O Tenente Cláudio, comandante da guarnição, atendeu ao chamado e conduziu os envolvidos à delegacia para registro do Boletim de Ocorrência.

Contudo, ao chegar à delegacia, o jornalista se deparou com mais um desvio de conduta. O escrivão Marcos Bartolomeu se recusou a registrar a ocorrência contra os policiais civis e, em um ato de evidente quebra de imparcialidade. O jornalista foi ameaçado, coagido e sofreu violência fisica e piscologia para revelar a senha do celular que tinha as fotos e vídeos da ação ilegal dos políciais. 


O policial indentificado como Glauco, foi o responsavel por dar um "mata leão" para obrigar a falar a senha.  Após a ação de violência as fotos e vídeos foram apagados do celular. Em seguida o Escrivão Marcos ligou para o advogado Daniel Saraiva, para que ele ir a delegacia porque eles estavam precisando do apoio dele. 


Após quase uma hora de espera na delegacia e cerca de duas horas e meia sobre o fato ocorrido na praia do saco, ja no periodo  da noite, o advogado Daniel Saraiva chegou na delegacia. Ele  se identificou como advogado do empresário Gustavo Malta e sobrinho e advogado do Secretário de Segurança Pública de Alagoas, Flávio Saraiva. Segundo Marcos Bartolomeu, seria o próprio Daniel quem “decidiria o que fazer com o jornalista”.


Daniel Saraiva apareceu na delegacia
e afirmou que já havia conversado com seu tio — o Secretário — e que o jornalista deveria ser preso em flagrante. Para sustentar a narrativa, ele mentiu em depoimento, dizendo que havia acionado a Polícia Militar, mesmo não estando presente na cena da ocorrência. O advogado ainda tentou coagir o Tenente Cláudio a prestar falso testemunho, oferecendo a ele folgas na escala de trabalho,  solicitando que ele incriminasse Cleuber Carlos com base em uma versão fabricada dos fatos

O militar se recusou a compactuar com a tentativa de corrupção e a conversa pode ser ouvida na sala, pois a ligação foi feita do celular do escrivão Marcos que passou o telefone para o advogado conversar com o tenente Claúdio.

Diante da negativa do tenente, o advogado Daniel Saraiva disse: "Vamos ferrar esse cachorro" vou dar um depoimento que vai servir como base para dar flagrante nele, pode deixar que seguro as pontas com o meu tio (Flávio Saraiva) que está sabendo de tudo.



O caso ocorrido na Praia do Saco levanta sérias preocupações sobre o uso político das forças de segurança e o cerceamento à liberdade de imprensa em Alagoas.

Cleuber Carlos afirmou que irá levar o caso às instâncias federais, incluindo o Ministério Público Federal, a Corregedoria Nacional de Justiça e organismos internacionais de proteção aos direitos humanos. 

Um dossiê com todas as provas já está sendo finalizado para ser apresentado na próxima semana a Polícia Federal e a Corregedoria Nacional de Justiça em Brasília.

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