A escritura lavrada supostamente em 14 de março de 2017, referente à transferência do imóvel da empresa Buriti Imóveis LTDA para a firma T de Lima Sarmento EIRELI, atribuída aos senhores Tarso Sarmento, em conluio com o empresário Gustavo Malta, foi apresentada como prova de posse. Contudo, após diligências no Cartório de Matriz de Camaragibe, local onde o documento teria sido registrado, foi revelado um fato alarmante: a página 46 do Livro 37, onde deveria constar a escritura, foi arrancada do livro cartorário.
Associação criminosa (Art. 288 do Código Penal): quando três ou mais pessoas se associam com o fim específico de cometer crimes. Pena: 1 a 3 anos de reclusão.
Após a publicação da matéria investigativa no dia 18 de março, que detalhou a atuação de policiais civis em ações de despejo forçado em Marechal Deodoro, o caso chegou ao conhecimento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Alagoas.
Em resposta oficial enviada ao blog, por meio do Ofício nº E:738/2025/SSP, o Secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva da Silva, confirmou a instauração da Investigação Preliminar nº 0074/2025-CPC R3, que visa apurar a conduta dos policiais envolvidos.
“A Polícia Civil de Alagoas, com o objetivo de apurar os fatos narrados, instaurou a investigação preliminar”, diz o ofício assinado pelo secretário.
Complementando a reportagem investigativa sobre o esquema de grilagem de terras em Alagoas, é fundamental destacar o ofício emitido pelo Secretário de Segurança Pública do Estado, Flávio Saraiva. Este documento, datado de março de 2025, foi uma resposta direta às denúncias de que policiais civis lotados na Delegacia de Marechal Deodoro estariam envolvidos em práticas ilícitas relacionadas à apropriação indevida de imóveis.
No ofício, o Secretário solicita a abertura de uma investigação rigorosa para apurar as condutas dos agentes mencionados, enfatizando a gravidade das acusações e a necessidade de preservar a integridade das instituições de segurança pública. Ele também destaca a importância de medidas imediatas para coibir tais práticas e restaurar a confiança da população nas forças de segurança.
Diante da ausência de ações concretas até o momento, é imperativo que o Ministério Público Estadual e a Corregedoria da Polícia Civil tomem providências urgentes. A inércia diante de denúncias tão sérias compromete não apenas a justiça, mas também a segurança e os direitos dos cidadãos alagoanos.
Reiteramos o compromisso deste blog em acompanhar de perto o desenrolar dos fatos, mantendo a população informada e cobrando a devida responsabilização dos envolvidos. A sociedade alagoana merece transparência, justiça e a garantia de que seus direitos serão protegidos.






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