Às 23:15 horas da quinta-feira, o Palácio dos Bandeirantes divulgou uma nota com a confirmação da morte do filho caçula do governador: “O governo de São Paulo informa com imenso pesar que Thomaz Rodrigues Alckmin, o caçula dos três filhos do governador Geraldo Alckmin e de dona Lu Alckmin, é uma das cinco vítimas da queda do helicóptero EC 155 ocorrida na Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira. Thomaz tinha 31 anos e era piloto profissional de aeronave. Ele deixa esposa, Taís, duas filhas, Isabela e Júlia, e os irmãos Sophia e Geraldo Alckmin Neto. Sob o impacto dessa tragédia, a família Alckmin, inconsolável, agradece as manifestações de pesar e carinho e busca conforto na fé que sempre a alimentou. Seus pensamentos e preces se estendem às famílias das outras vítimas”, informou o texto.
Helicóptero cai sobre residência em São Paulo - TV Globo / Reprodução
O helicóptero pertencia à empresa Seripatri Participações, empresa de investimentos de José Seripieri Filho, fundador e principal acionista da Qualicorp, que administra planos de saúde coletivos. O empresário, não estava no voo. Trata-se de um modelo EC 155 B1, fabricado pela Eurocopter France, prefixo PPLLS, segundo registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Thomaz Alckmin era piloto profissional - Instagram / Tais Fantato
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, recebeu a notícia sobre a morte do filho quando cumpria agenda oficial de governo na região de Catanduva, a aproximadamente 400 quilômetros da capital paulista. Durante a manhã, a mulher do governador e mãe de Thomaz, Lu Alckmin, havia participado de visita a uma turma de qualificação profissional do Fundo Social de Solidariedade do Estado. À tarde, ela viajou a Campos do Jordão para passar o feriado de Páscoa, mas acabou retornando para São Paulo para receber do marido a notícia sobre o acidente.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Seripatri informou que um piloto da empresa, com “mais de 30 anos de experiência”, também estava na aeronave e morreu. Segundo a nota, foram vítimas, ainda, um mecânico da Seripatri e outros dois mecânicos do hangar Helipark. Os nomes dos outros mortos não tinham sido divulgados até 22h de ontem. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), na Zona Oeste de São Paulo, para posterior liberação para o funeral. O governador já esteve no local onde os corpos estão sendo reconhecidos. Ali encontrou-se com o senador José Serra (PSDB).
De acordo com a empresa Seripatri Participações, o helicóptero tinha quatro anos de uso e aproximadamente 600 horas de voo. A aeronave teria passado por manutenção preventiva horas antes do acidente, de acordo com nota oficial da empresa proprietária. Viaturas do Corpo de Bombeiros passariam a noite isolando o local do acidente, para preservar as investigações sobre o ocorrido.
“Neste momento de luto e enorme tristeza para todos, a Seripatri está prestando toda a assistência necessária aos familiares das vítimas, bem como já destacou profissionais para acompanhar junto às autoridades as investigações das causas do acidente”, informou a Seripatri, na nota.
Pelo menos oito carros de Bombeiros e Polícia Militar foram deslocadas para o local do acidente, bem como uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pela apuração das causas do ocorrido. (Com colaboração de Stella Borges, estagiária)
O Globo
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