- Ela disse que foi no embalo da torcida, que costuma usar essa expressão nos cânticos - contou o delagado Cleber Ferreira, da regional de Porto Alegre.
Segundo o delegado, a jovem não usou o termo "arrependida" e nem manifestou intenção de pedir desculpas ao goleiro Aranha. Patrícia também relatou as ameaças sofridas após o episódio, que motivaram um reforço no esquema de segurança da polícia para sua chegada na delegacia. As declarações da jovem serão adicionadas ao inquérito, que podem resultar no indiciamento de Patrícia pelo crime de injúria racial.
O depoimento de Patrícia, no entanto, é considerado o mais importante das investigações, cujo prazo para entrega do inquérito é de 30 dias.
Na saída da 4ª DP, Patrícia foi protegida pelo irmão, pelo chefe de investigações da 4ªDP e por policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil. Ela deixou o local sob gritos de protesto de jovens do movimento União de Negros pela Igualdade (unegro), que se manifestaram segurando uma faixa que dizia "Rebele-se contra o racismo".
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