quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Sandro Mabel Vira Rainha da Inglaterra na Prefeitura de Goiânia


Crise Institucional na Prefeitura de Goiânia: Sandro Mabel Vira Refém do Próprio Procurador


A Prefeitura de Goiânia vive uma das maiores crises institucionais de sua história recente. O desgaste político entre o prefeito Sandro Mabel e os vereadores, que já era motivo de tensão, mostra-se apenas como a ponta de um iceberg muito mais profundo: a paralisia administrativa provocada pela figura do procurador-geral do município, Wandir Alan Oliveira.


Nos bastidores, o apelido que corre solto é revelador: “embargador geral” ou “procurador de problemas”. Secretários relatam que Wandir atua como se fosse o verdadeiro dono da prefeitura, travando processos, dificultando decisões e ignorando até mesmo solicitações do prefeito. O resultado é um ambiente sufocante, onde projetos emperram e a máquina pública patina.


A crise é tamanha que há secretários dispostos a entregar os cargos, tamanha a dificuldade de relacionamento com o procurador. E o mais grave: o próprio Sandro Mabel estaria insatisfeito com a postura de Wandir, mas encontra-se refém de um jogo de bastidores.


Segundo apurações, a indicação de Wandir não foi decisão direta do prefeito. O nome teria sido levado por Diogo Crossara, advogado pessoal de Sandro, que para agradar ao presidente da OAB-GO, Rafael Lara, aceitou a sugestão. O problema é que, uma vez nomeado, Wandir teria assumido um protagonismo desmedido, ultrapassando limites administrativos e políticos, a ponto de reduzir o próprio prefeito à condição de “rainha da Inglaterra”, sem poder real.


Quando Sandro tentou reagir, reclamando a Diogo Crossara sobre a postura do procurador, a resposta foi desalentadora: Wandir estaria fora de controle, e demiti-lo significaria comprar briga com o presidente da OAB-GO.


Ou seja: o prefeito de Goiânia, eleito para governar a capital de Goiás, encontra-se prisioneiro de um arranjo político-jurídico que neutraliza sua autoridade.


O que isso revela? Que a prefeitura não sofre apenas de problemas de relacionamento com a Câmara, mas de uma crise de governabilidade interna, onde o chefe do Executivo não manda e não consegue se impor frente à sua própria equipe.


A pergunta que se impõe é direta: quem governa Goiânia — o prefeito eleito Sandro Mabel ou o procurador Wandir Alan Oliveira, sustentado pelo jogo político da OAB?


Enquanto a resposta não aparece, a cidade paga a conta: projetos emperrados, gestão travada e uma prefeitura que se transforma em palco de disputas de poder, onde o interesse público fica sempre em segundo plano


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