Cerca de 80% da maior parte da malha rodoviária em Goiás está em situação boa ou ótima. Os números positivos alcançam 80% do total de rodovias estaduais. "Não existe nenhum problema nas rodovias que foram reconstruídas ou feitas a partir de 2011”, garante o presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Rincón. Em entrevista ao jornal Diário da Manhã, informou ainda que o Centro de Excelência está com mais de 95% da obra concluída e que será inaugurado ainda neste semestre. A última etapa do Aeroporto de Cargas de Anápolis, que consiste no pátio de estacionamento e manobras de aeronaves, comentou, será concluída em 15 dias.
Confira a entrevista completa:
Em janeiro o governador Marconi Perillo lançou o Programa Rodovida Manutenção Fase II. Como está o trabalho de recuperação das estradas?
Jayme Rincón – O que tem sido noticiado constantemente pelos jornais e nas redes sociais pela oposição é que as estradas estão em uma situação de calamidade. Não é verdade. Quando nós assumimos o governo, em 2011, tínhamos quase 8 mil quilômetros de estradas em absoluta calamidade. Goiás estava à beira de um apagão. Desse total, nós já reconstruímos em torno de 5,3 mil quilômetros. As que estavam piores já foram reconstruídas e o restante também será reconstruído.
Qual critério está sendo adotado para a reconstrução das rodovias?
Começar a reconstrução pelas rodovias que estivessem em piores condições. Se vocês analisarem, nós vamos ver que antigamente se falava dos trechos entre Bela Vista a Catalão, Inhumas a São Miguel do Araguaia, São Miguel do Araguaia até Porangatu. São estradas que eram pauta naquela época. Como essas, outras várias que representavam 50% da malha foram reconstruídas. Mas ainda temos 2 mil quilômetros para resolver. Nós sabemos da situação dessas estradas que ainda estão com buracos. Já fizemos projeto, já licitamos e já contratamos.
Qual a realidade de hoje no Estado?
Nós temos hoje uma malha de quase 12 mil quilômetros de rodovia pavimentadas. Desse total, 9,5 mil estão em ótimas condições. É nossa obrigação fazer com que as estradas estejam em boas condições. Neste ano, vamos executar em torno de 1,4 mil quilômetros. E 1,1 mil quilômetros em 2017. A previsão é que entre abril e maio vamos reconstruir as rodovias mais problemáticas, que são os trechos entre Britânia e Santa Fé, Ipameri a Caldas Novas, Pires do Rio a Caldas Novas e Rio Verde a Montividiu. Temos as ferramentas para resolver. Não há nada que o governo possa fazer a não ser a reconstrução. Operação tapa buraco não vai resolver. É jogar dinheiro fora.
O Estado conseguiu recursos externos para a reconstrução das rodovias?
O processo de financiamento de R$ 400 milhões de reais está bastante adiantado. E esse valor será aplicado ainda neste primeiro semestre para resolvermos 1,4 mil quilômetros. Goiás tem hoje uma malha rodoviária de 21 mil quilômetros de estradas entre pavimentadas e não pavimentadas. Os problemas existem em apenas 20% desta malha, o que representa em torno de 4 mil quilômetros de estradas pavimentadas e não pavimentadas. Isso quer dizer que 80% da malha total do Estado está em situação boa ou ótima.
De onde virá este recurso de R$ 400 milhões para a reconstrução das rodovias?
É um financiamento do Banco Santander.
Nas mídias sócias, a oposição ataca diariamente a situação dessas estradas que estão ruins em Goiás.
Eles fizeram isso em 2011 e caíram do cavalo. Fizeram em 2012 e também caíram do cavalo. Eu quero que a oposição continue insistindo nessa situação de rodovias e vamos ver como estará no fim do ano. Eu repito que é um problema pontual. Nossa malha está em boas condições e os 2 mil quilômetros com problemas serão reconstruídos.
Alguma estrada que foi reconstruída no último governo do Marconi está sofrendo com buracos?
Não. Dos cinco mil quilômetros que foram reconstruídos e dos 1,5 mil quilômetros que nós fizemos de novas rodovias não há nenhum problema. Não existe nenhum problema nas rodovias que foram reconstruídas ou feitas a partir de 2011. São obras de excelente qualidade.
Esse é um ano de eleição municipal e estrada em Goiás é muito importante para os prefeitos do interior. Como isso está sendo debatido na Agetop e no governo?
Nós estamos cumprindo nosso papel. Nossas ações não seguem calendário político. É um cronograma técnico. E, em 2014 e 2015, também não ficamos parados. Fizemos muitas obras de novas rodovias. Rodovias que já foram entregues.
Os deputados estaduais da base sempre trazem seus prefeitos à Agetop para reivindicarem parcerias no asfalto urbano. O que tem sido feito de concreto para ajudar aos prefeitos goianos?
Asfalto urbano é responsabilidade da prefeitura. Mas o governador Marconi, por ser municipalista, sempre dá apoio aos prefeitos. Mesmo em época de dificuldades financeiras do Estado, o governador nunca deixou de atender as demandas dos prefeitos. No programa Rodovida, nós temos a expectativa de executar R$ 200 milhões de reais em asfalto entre recapeamento e asfalto novo para os municípios. Mas isso ainda está na dependência de recursos financeiros. Estamos fazendo os projetos, preparando todo o material para fazermos as licitações e contratar. Assim que garantirmos o recurso, o Estado entra para fazer os asfaltos para os municípios.
Em que estágio está o estudo ou a possibilidade de implantação de pedágio nas rodovias estaduais duplicadas?
Nós ainda estamos concluindo os estudos. Temos que adequar um possível valor de pedágio à realidade socioeconômica do Estado. É importante dizer que Goiás não tem uma extensão grande de rodovias que possam ser concedidas. De uma malha de 21 mil quilômetros, não temos 600 quilômetros que podem ser pedagiados. Portanto, é importante que cheguemos a um valor de pedágio que a população consiga pagar. Por isso que o assunto ainda não está finalizado.
Qual será o cronograma esperado para a reconstrução da pista que foi prejudicada pelo rompimento da Barragem de Itauçu?
Nós fomos informados no dia 20 sobre o rompimento da barragem. Os técnicos da Agetop passaram praticamente o dia todo no local fazendo os levantamentos preliminares. Todas as providências necessárias para que possamos fazer essa reconstrução no menor prazo possível já estão sendo tomadas. Nós já fizemos todas as sinalizações e informamos sobre os desvios. Realmente é um transtorno para quem passa na GO-070, mas estamos seguros que até a Procissão do Fogaréu, na Cidade de Goiás, pelo menos uma pista já esteja liberada. Mas vamos trabalhar para liberarmos as duas pistas até lá.
Quais são as alternativas para os motoristas?
Existem duas alternativas de desvios, mas na realidade nós estamos pedindo aos motoristas que usem o desvio da BR-070. A outra alternativa, que é saída de Itaberaí por Ordália, é uma rodovia que ainda não está concluída, não está sinalizada e não é para o tráfego de caminhões e veículos pesados.
Quando será entregue aos goianos a obra do Centro de Excelência?
Estamos em fase de finalização. Falta o assentamento de algumas cadeiras e equipamentos para a parte de atletismo. A parte interna está praticamente concluída. Em termo de percentual estamos com mais de 95% da obra concluída. Vamos inaugurá-lo ainda neste semestre.
A obra do Centro de Convenções de Anápolis foi retomada no último mês. Como está o andamento?
Nós temos recursos garantidos para continuar tocando a obra, mas não em um ritmo acelerado. A obra não será mais paralisada. Mas ainda precisamos de um valor considerável, em torno de R$ 60 milhões, para concluir o Centro de Convenções. Portanto, vamos continuar tocando a obra dentro da possibilidade de caixa do Estado.
E quanto ao Aeroporto de Cargas de Anápolis?
A última etapa, que consiste no pátio de estacionamento e manobras de aeronaves, devemos concluir em 15 dias. Recebemos as propostas e estamos na fase de licitação. Assim que terminarmos o julgamento, faremos a contratação para concluirmos esse restante da obra.

Um comentário:
Não adianta mentir. Tem que mostrar... Vai na GO que liga Morrinhos a Caldas Novas. Caldas Novas a Pires do Rio. BR até Pontalina... Mentirosos. E quem repercute uma mentira é mentiroso também. Por ação ou omissão.
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