segunda-feira, 28 de setembro de 2026

​RETA FINAL EM GOIÁS: 20 NOMES CONCENTRAM ATENÇÃO NA DISPUTA PELAS 41 CADEIRAS DA ALEGO

ELEIÇÕES 2026 | Cruzamento de pesquisas espontâneas, presença regional, mandato, composição das chapas e levantamentos de bastidores mostra um grupo recorrente de candidatos na disputa. Morte de Amilton Filho retira um dos nomes que apareciam nas primeiras posições, enquanto Gugu Nader chega à última semana sustentado por base eleitoral no Sul do Estado e presença nos levantamentos.

A disputa pelas 41 cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás entra na semana decisiva com um cenário ainda bastante aberto, mas com alguns nomes aparecendo repetidamente nos diferentes indicadores disponíveis. O Blog do Cleuber Carlos cruzou pesquisas espontâneas divulgadas nas últimas semanas, levantamentos de veículos especializados, situação das nominatas partidárias, presença regional e histórico eleitoral para identificar 20 candidaturas que merecem atenção especial nesta reta final. O levantamento não é uma previsão dos eleitos: como a eleição para deputado estadual é proporcional, a votação individual precisa ser combinada com o desempenho do partido ou federação para definir quem efetivamente conquistará uma cadeira.

A pesquisa Directa realizada entre 9 e 13 de setembro ajuda a dimensionar a disputa. Romário Policarpo apareceu com 2,7% das citações espontâneas, seguido por Sargento Novandir, com 2,2%, Paulo do Vale, com 2,1%, e Issy Quinan e José Machado, ambos com 1,9%. Entre os dez primeiros também estavam Amilton Filho, Amauri Ribeiro, Igor Franco, Adib Elias e George Morais. O levantamento ouviu 1.200 eleitores em 44 municípios e foi registrado no TSE sob o número GO-09444/2026. 

O quadro sofreu uma alteração dramática no último sábado, 26 de setembro. Amilton Filho, deputado estadual do MDB que disputava a reeleição e aparecia entre os candidatos mais lembrados, morreu aos 41 anos em um acidente na BR-050, nas proximidades de Cristalina, quando retornava de uma agenda eleitoral. A morte foi confirmada oficialmente pela Assembleia Legislativa. 

Retirado Amilton da análise, o cruzamento das informações coloca sob atenção, sem ordem de preferência ou previsão de resultado, Paulo do Vale, Romário Policarpo, Issy Quinan, José Machado, Amauri Ribeiro, George Morais, Cairo Salim, Antônio Gomide, Virmondes Cruvinel, Lincoln Tejota, Wilde Cambão, Talles Barreto, Henrique César, Gugu Nader, Jamil Calife, Vivian Naves, Delegado Eduardo Prado, Wagner Neto, Joscilene do Mangão e Adib Elias. São candidatos que aparecem em pesquisas, consultas de bastidores ou outros indicadores políticos examinados pela reportagem. Um levantamento do Jornal Opção, feito com 30 políticos, jornalistas e cientistas políticos, também colocou vários desses nomes entre os mais citados por seus entrevistados na disputa pelas cadeiras da Alego. 

O caso de Gugu Nader merece atenção particular pela combinação de votação territorial e presença nos levantamentos. O deputado foi eleito em 2022 com 21.743 votos, dos quais 20.640 foram conquistados em Itumbiara, segundo seu perfil oficial na Alego. Atualmente filiado ao PSDB, tem Itumbiara e a região Sul como principal base eleitoral.  Em levantamento estadual do Instituto Gazeta divulgado neste mês, Gugu apareceu com 1,2% das citações espontâneas, ao lado de Issy Quinan e Amauri Ribeiro. Naquela pesquisa, Paulo do Vale e Cairo Salim registraram 1,8%, enquanto mais de um terço dos entrevistados ainda não havia indicado candidato. 

A força das candidaturas, entretanto, não pode ser analisada apenas pela votação individual. Esse é o elemento que torna qualquer tentativa de antecipar 20 “já eleitos” tecnicamente arriscada. Deputado estadual é escolhido pelo sistema proporcional: primeiro, os votos recebidos pelos partidos e federações ajudam a determinar quantas cadeiras cada grupo político conquistará; depois, essas vagas são ocupadas conforme as regras eleitorais e a votação dos candidatos. Um nome muito votado pode enfrentar dificuldades dependendo do desempenho de sua chapa, enquanto outro com votação menor pode ser beneficiado pela força coletiva de sua legenda.

O MDB aparece com diversos nomes competitivos nos levantamentos, entre eles Issy Quinan, George Morais e Adib Elias. A morte de Amilton Filho altera a configuração interna da chapa justamente na reta final. Outro levantamento de bastidores, publicado pelo Poder Goiás, apontou Paulo do Vale, Romário Policarpo e Issy Quinan entre os nomes de maior destaque individual segundo analistas, dirigentes e estrategistas consultados pelo veículo. 

Goiânia também pode produzir mudanças importantes. Pesquisa Goiás Pesquisas/Mais Goiás realizada entre 13 e 15 de setembro mostrou Romário Policarpo e Paulin Vai Nele com 2,25% cada na capital. Clécio Alves apareceu com 1,29%; Fabrício Rosa e Coronel Urzêda, com 0,97%; Virmondes Cruvinel, Charles Bento e Amauri Ribeiro registraram 0,81%. O dado mais importante, porém, estava nos 72,79% de indecisos na pergunta espontânea, mostrando o tamanho do eleitorado ainda não capturado pelos candidatos naquele momento. 

Essa pulverização significa que a última semana pode ser decisiva. Além dos 20 nomes destacados pelo cruzamento, existem candidaturas como Sargento Novandir, Paulin Vai Nele, Fabrício Rosa, Major Araújo, Charles Bento, Pábio Mossoró, Gustavo Sebba, Clécio Alves, Rubens Marques e Igor Franco que aparecem em pesquisas ou levantamentos políticos e podem interferir diretamente na distribuição das 41 vagas. A própria Directa coloca Novandir entre os primeiros nomes de seu levantamento mais recente. 

Há ainda um componente histórico relevante. Levantamentos publicados durante a campanha apontam que a maioria dos deputados atuais está novamente nas urnas, enquanto especialistas consultados pelo Jornal Opção estimaram que algo entre 55% e 60% das cadeiras poderia permanecer com parlamentares em exercício. Trata-se de uma avaliação dos entrevistados pelo veículo, e não de resultado projetável automaticamente para as urnas. 

A fotografia desta segunda-feira, portanto, mostra uma disputa em que experiência, estrutura partidária e bases municipais convivem com candidaturas novas capazes de alterar a composição da Assembleia. Os 20 nomes identificados pelo Blog do Cleuber Carlos representam um núcleo recorrente nos indicadores pesquisados, não uma relação de eleitos antecipadamente. A matemática proporcional, o enorme contingente de indecisos registrado nas pesquisas espontâneas e o desempenho das nominatas impedem esse tipo de conclusão antes da abertura das urnas.

Faltando poucos dias para a eleição, a questão central passa a ser outra: quantos dos atuais deputados conseguirão sobreviver à disputa e quantas das 41 cadeiras mudarão de mãos? É nessa batalha, travada simultaneamente dentro das ruas, das redes sociais e das próprias chapas partidárias, que será definida a nova Assembleia Legislativa de Goiás.


Um comentário:

Freitas disse...

Igor franco é candidato a deputado federal...e não a Dep estadual como diz a matéria