
A morte do deputado estadual Amilton Filho (MDB), aos 41 anos, em acidente na BR-050, abre uma situação eleitoral que pode confundir milhares de eleitores de Goiás: mesmo após sua morte, o nome e a fotografia do parlamentar poderão continuar aparecendo na urna eletrônica no próximo domingo.
Amilton morreu no sábado (26), quando disputava a reeleição para a Assembleia Legislativa de Goiás. (UOL Notícias)
Isso não significa, porém, que os votos necessariamente serão perdidos.
A legislação eleitoral permite que o MDB substitua a candidatura mesmo a poucos dias da votação. O artigo 72 da Resolução nº 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral estabelece que, em caso de falecimento, o partido pode apresentar substituto mesmo dentro dos 20 dias anteriores à eleição. O pedido deve respeitar o prazo de dez dias contado do fato que provocou a substituição. (Justiça Eleitoral)
URNA PODE CONTINUAR MOSTRANDO AMILTON
Aqui está a situação mais curiosa.
Como as urnas já estão em fase avançada de preparação, a própria norma do TSE prevê que, quando a substituição ocorre depois da geração das tabelas utilizadas na preparação dos equipamentos, o novo candidato concorre utilizando o nome, o número e a fotografia do candidato substituído. (Justiça Eleitoral)
Na prática, o eleitor poderá digitar o número de Amilton, visualizar AMILTON FILHO, sua fotografia e a identificação partidária na tela, confirmar o voto — mas esse voto será destinado juridicamente ao candidato que tiver sido registrado regularmente para substituí-lo.
O próprio TSE esclareceu essa situação especificamente para as eleições de 2026: se a substituição ocorrer após o fechamento da carga das urnas, os dados do candidato substituído continuam na tela, mas os votos daquele número são destinados à nova candidatura regularmente registrada. (Justiça Eleitoral)
MDB PRECISA DIVULGAR A TROCA
A legislação também estabelece que cabe ao partido dar ampla publicidade à substituição para esclarecer o eleitorado.
Isso será especialmente importante no caso de Amilton Filho. O eleitor precisará saber que, embora esteja vendo o nome e o rosto do deputado falecido na urna, poderá estar escolhendo juridicamente outro candidato. (Justiça Eleitoral)
A morte de Amilton ocorreu apenas oito dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, tornando a definição do MDB uma decisão com consequências diretas para a disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa.
Agora, a pergunta que movimenta os bastidores do partido é objetiva:
quem herdará eleitoralmente a candidatura de Amilton Filho?
O Blog do Cleuber Carlos acompanha os registros da Justiça Eleitoral e a movimentação do MDB. Assim que houver pedido formal ou anúncio oficial de substituição, o nome será divulgado.
Um título ainda mais incisivo, sem perder a precisão jurídica, seria: “AMILTON ESTARÁ NA URNA MESMO APÓS A MORTE — MAS VOTO PODE IR PARA OUTRO CANDIDATO”. Esse enquadramento coloca imediatamente a peculiaridade eleitoral no centro da reportagem.
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