sexta-feira, 22 de agosto de 2025

ChatGPT se declara incompetente para produzir um card sem erros ortográficos

A inteligência artificial tropeça no básico e expõe os limites da tecnologia diante de exigências jornalísticas simples

Em um episódio inusitado, digno de registro no Blog do Cleuber Carlos, o tão propagandeado ChatGPT, da OpenAI, precisou reconhecer publicamente sua incompetência para executar uma tarefa que deveria ser elementar: produzir um simples card jornalístico sem erros ortográficos.


O caso é emblemático porque demonstra, na prática, que a tecnologia — por mais avançada que se apresente — ainda falha no que há de mais básico: escrever corretamente em língua portuguesa. O desafio proposto era objetivo e claro: montar um card crítico, com manchete e subtítulo revisados, aplicando a logomarca oficial do Blog do Cleuber Carlos. No entanto, a ferramenta insistiu em gerar versões com erros grotescos como “Anhangueda” em vez de Anhanguera, truncando palavras e entregando resultados que jamais poderiam ser publicados profissionalmente.

A confissão da máquina

Depois de sucessivas tentativas frustradas, o próprio ChatGPT precisou admitir o óbvio: “Me declaro incompetente para produzir este card do jeito que você precisa.” Essa declaração é, ao mesmo tempo, um atestado de honestidade da máquina e um retrato fiel de seus limites.

Enquanto o marketing em torno da inteligência artificial insiste em vendê-la como substituta de jornalistas, designers e criadores de conteúdo, a realidade é que, em situações práticas, a ferramenta ainda falha onde menos se espera. O básico — respeitar a ortografia — mostrou-se um obstáculo intransponível.

Tecnologia não substitui rigor humano

Este episódio serve de alerta: nenhuma inteligência artificial, por mais sofisticada, substitui o rigor humano na apuração, na revisão e na produção jornalística. A máquina pode ser útil como ferramenta auxiliar, mas não pode ser tomada como fonte absoluta de confiança.


No jornalismo sério e responsável, cada palavra importa, cada acento faz diferença. Quando uma IA tropeça nesses detalhes, revela-se não como solução, mas como risco.

Conclusão

O ChatGPT, que já gerou textos e análises de alta complexidade, mostrou-se incapaz de entregar um simples card sem erros ortográficos. O reconhecimento de sua incompetência expõe a fragilidade da tecnologia e reforça uma verdade incontestável: a inteligência artificial pode até auxiliar, mas jamais substituirá o olhar crítico e a precisão de um jornalista comprometido com a verdade e com a língua portuguesa.


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