No vídeo, é possível ver uma mulher identificada como procuradora municipal entregando dinheiro vivo a eleitores dentro do espaço oficial da campanha. O conteúdo é contundente: sussurros, acertos discretos e pagamentos em espécie, tudo gravado de forma clara e detalhada, o que pode configurar um grave crime eleitoral.
Em outro vídeo devastador, que mostram claramente o pagamento em notas de R$ 100,00 aos eleitores, dentro do comitê eleitoral de Claudiomar Portugal (PP), com a participação ativa de membros do alto escalão da gestão municipal.
O vídeo, gravado, conforme narra a autora da gravação, em uma sexta-feira, durante o horário de expediente, mostra a procuradora municipal Lígia Ferreira realizando pagamento em dinheiro, ao lado da primeira-dama de Acreúna, Adriana, e da filha dela, a advogada Ana Marcela. É possível ouvir as vozes das três mulheres, incluindo diálogos comprometendo diretamente a campanha de Claudiomar Portugal.
📝 E mais: uma ata notarial registrada em cartório confirma oficialmente o conteúdo dos vídeos como prova válida de captação ilícita de sufrágio, fortalecendo juridicamente a denúncia e preparando o terreno para ações de cassação do mandato e inelegibilidade.
Relembre: Claudiomar Já Foi Condenado por Abuso de Poder Econômico
Recentemente, o juiz da 128ª Zona Eleitoral de Acreúna, Thales Prestrêlo Valadares Leão, condenou Claudiomar Portugal ao pagamento de multa de R$ 20 mil, após comprovação de uso indevido da Rádio Canadá FM, veículo usado para promover sua candidatura de forma irregular. Embora a condenação não tenha levado à cassação imediata do mandato, a coligação adversária Inovar para Avançar, apoiada por parecer do Ministério Público Eleitoral, recorreu da decisão solicitando punição mais severa, incluindo cassação e novas eleições.
Impacto Jurídico do Novo Flagrante
A nova denúncia, agora sustentada por prova audiovisual, eleva o caso a um novo patamar. De acordo com o artigo 41-A da Lei nº 9.504/1997, a compra de votos, mediante entrega de dinheiro, bens ou vantagens a eleitores, é causa clara de cassação do registro ou diploma do candidato. A pena ainda pode incluir a declaração de inelegibilidade por oito anos, além da possibilidade de responsabilização criminal.
Segundo especialistas consultados pelo blog, o vídeo pode ser considerado prova robusta e incontestável de captação ilícita de sufrágio. A procuradora envolvida também poderá responder por ato de improbidade administrativa e até expulsão do serviço público.
Consequências Políticas: Claudiomar Pode Perder o Mandato
Caso o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) entenda que a conduta flagrada afetou a legitimidade do pleito, a cidade de Acreúna poderá enfrentar nova eleição suplementar, como prevê o Código Eleitoral.
O cenário político também tende a mudar radicalmente. O grupo político de Claudiomar Portugal, já desgastado por condenações anteriores, pode entrar em colapso com o novo escândalo, abrindo espaço para uma reconfiguração de forças locais e até intervenção partidária estadual.
Justiça Eleitoral na Berlinda: Teste de Rigor e Transparência
A atuação da Justiça Eleitoral será posta à prova. A sociedade acreunense, que já acompanhava com atenção o processo de investigação, agora cobra ação firme e célere diante do conteúdo do vídeo. O Ministério Público deve receber a nova denúncia ainda nesta semana, junto ao material completo.
A pergunta que paira sobre Acreúna agora é: um prefeito condenado por abuso e flagrado em compra de votos pode continuar governando? A resposta pode vir em breve dos tribunais.



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