O rádio esportivo em Goiás passa por um momento de dificuldade e transição, perdeu muita força nos últimos anos. O rádio esportivo goiano já foi um dos melhores do Brasil e um dos mais respeitados também. Houve um tempo em que o rádio goiano viajava com equipe completa, narrador, comentarista, repórter e técnico de som para a cobertura dos jogos dos times goianos, era respeitado até na cobertura da Copa do Mundo. Hoje a realidade é outra, nenhuma rádio do Estado de Goiás está credenciada para cobertura da Copa do Mundo aqui no Brasil.
A melhor geração do rádio esportivo em Goiás foi da década de 90. Na Brasil Central tínhamos: Evandro Gomes, Ledes Gonsalves, Jurandir Santos, Loureiro Neto, José Carlos Rangel, Levi de Assis, Amir Sabbag, Valério Luiz, Jota Risada, Romildo Silva, Luciano Rangel, José Calazans, Carlos Antônio, Washington Luiz, Romes Xavier. Rádio Clube - Mário Luiz, Amauri Garcia, Paulo Roberto Fidelis, Nilton Cezar, Nivaldo Carvalho, José Roberto Silva, Jaime Ramos, Vinicius Bonifácio. Na rádio Difusora de Goiânia - Mané de Oliveira, Draúlas Vaz, Edson Rodrigues, Cunha Filho, Túlio Isac, Luiz Gama, Joel Fraga, Cezar Rezende, Adolfo Campos, Jairo Rodrigues, Jorge Kajuru, Luiz Gercy de Araújo, Clomar Vieira, Leleco, Eni Aquino, Graça Torres, Barbosinha, Cid Ramos, João Campos, Alípio Nogueira, José Carlos Lopes, Cleuber Carlos, Weldon Paulo, Dante Keller, Kleber Ferreira, Ricardo Lima, Auvaro Maia, Júlio do Santos, Alair de Paula, Cleisson Teixeira, Edvaldo Barbosa e o matemático Roberto Sampaio, entre outros.
Nesta década de 90, o rádio esportivo goiano ainda contava com nomes nacionais como Juarez Soares, Galvão Bueno, José Luiz Datena, Sócrates e Téo José. De lá pra os dias de hoje, o rádio esportivo goiano não cresceu, só perdeu espaço.
Hoje o maior nome da imprensa esportiva em Goiás, Mané de Oliveira, parece que perdeu o entusiasmo, a motivação pelo rádio depois do assassinato do seu filho Valério Luiz.
O futebol goiano também perdeu o brilho e público. O estádio Serra Dourada está sempre vazio e o torcedor parece cada vez mais distante do estádio e do rádio.
Uma geração de cronista esportivos está saindo de cena, essa geração já deu sua parcela de contribuição na história do rádio esportivo em Goiás, já não faz mais história como fizera anteriormente, apenas ocupa espaço hoje em dia, praticamente não tem mais entusiasmo e nem disposição para fazer um rádio esportivo guerreiro e vencedor como outrora.
Resta, a uma nova geração de cronistas esportivos que está chegando, resgatar a história do rádio esportivo em Goiás. Essa nova geração terá que aprender que fazer história no rádio é diferente de trabalhar no rádio esportivo. Essa nova geração terá ainda que construir sua própria história para que um dia possa ser lembrada como a geração da década de 90.
Temos jovens talentosos que estão chegando no rádio esportivo em Goiás, se conseguirão escrever seus nomes na história do rádio esportivo goiano, somente o tempo dirá.


8 comentários:
muito bom
verdade muito o texto !
Vai ficar pior,enquanto a maioria destes cronistas não deixarem de comentar com o coração,e sim com a razão o radio esportivo tende a acabar ou cair no descredito.
cleuber nao vejo nehum jovem da nova geraçao trabalho de liderança comos antigos,,para mim nessa tuada radio esportivo de goias vai acabar infelizmente
Esse narrador Hugo é muito bom! Tem se destacado dos demais, excelente profissional. Tenho acompanhado o trabalho dele... narra com emoção, como poucos sabem fazer
Parabéns pelo testo....vc descreveu tudo certo...
Cleuber Carlos
Ótimo texto....descreveu tudo.
Parabéns Cleuber Carlos
Que bom ler estes nomes e lembrar de todos
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