sábado, 23 de agosto de 2025

Caldas Novas sob pressão: denúncias expõem fragilidade da gestão pública e cobram respostas

Caldas Novas, um dos principais destinos turísticos do país, voltou ao centro das atenções — não por suas águas termais, mas por uma lista extensa de denúncias e insatisfações populares relacionadas à atual administração municipal. A enxurrada de críticas vai de supostos esquemas de nepotismo a aumentos expressivos de impostos, passando por problemas de infraestrutura e saúde.

Mais do que acusações pontuais, o conjunto desses relatos aponta para uma fragilidade estrutural na gestão da cidade, que, se confirmada, compromete não apenas o presente, mas também o futuro do município.


Um rastro de descontentamento

Entre os pontos mais sensíveis levantados pela população e pela oposição política, destacam-se:


  • Aumento abusivo de impostos e taxas: moradores relatam insatisfação com reajustes no IPTU, na taxa de lixo e até na cobrança turística.
  • Nepotismo e cargos comissionados: denúncias sugerem uso político de secretarias e excesso de nomeações sem critérios técnicos claros.
  • Problemas de saúde e vigilância sanitária: relatos de caos no atendimento público e de fragilidades na fiscalização sanitária levantam dúvidas sobre a priorização do setor.
  • Infraestrutura e urbanismo: obras demoradas, asfaltos deteriorados e o “eterno buleiro e ponte” alimentam críticas sobre ineficiência e desperdício.
  • Endividamento municipal: a ampliação da dívida sem contrapartida proporcional em benefícios palpáveis desperta preocupação com a sustentabilidade financeira do município.

Efeitos colaterais no turismo

O turismo, principal motor econômico da cidade, é diretamente afetado por esse quadro. O aumento de taxas e a percepção de falta de organização podem impactar a atratividade do destino. Se o visitante não encontra ruas bem cuidadas, segurança sanitária e serviços públicos minimamente eficientes, a imagem de Caldas Novas como polo turístico nacional corre risco de desgaste.

A conta chega para a população

A questão central é que, independentemente de quem esteja certo ou errado nas disputas políticas, quem paga a conta é o cidadão comum. É o morador que sofre com aumento de impostos, é o turista que se decepciona com a infraestrutura, e é o comerciante local que vê seus custos crescerem enquanto a cidade perde competitividade.


A falta de transparência e de prestação de contas por parte da administração só amplia a percepção de distanciamento entre governo e sociedade.


O papel das instituições e da imprensa

Cabe ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Câmara Municipal averiguar a veracidade dessas denúncias. À imprensa independente, resta manter a lupa sobre contratos, despesas e nomeações, garantindo que o debate não se resuma a slogans políticos, mas avance em direção à responsabilização efetiva.


Caldas Novas não pode se tornar um exemplo de como o poder político se blinda, enquanto a população fica refém de taxas abusivas, obras intermináveis e serviços públicos precários.

Conclusão

As acusações que circulam em torno da gestão municipal de Caldas Novas precisam ser tratadas não como disputa eleitoral, mas como questão de governança e cidadania. O desafio da cidade é resgatar a confiança da população e garantir que sua vocação turística não seja manchada por práticas administrativas questionáveis.


Até lá, a pergunta que ecoa entre moradores e investidores continua sem resposta: quem, de fato, governa para o povo em Caldas Novas?


Sicoob na berlinda: quem vai pagar a conta do escândalo Thiago da Matta Fagundes?

O caso Thiago da Matta Fagundes, que já se tornou um dos maiores escândalos financeiros do agro em Goiás, chega agora a um ponto nevrálgico: a responsabilidade do Sicoob Unicentro Norte Brasileiro. Documentos do inquérito nº 269/2023 apontam que dirigentes da cooperativa tinham ciência de transações suspeitas, mas ainda assim permitiram renegociações milionárias. O resultado é um rombo que já ultrapassa R$ 100 milhões e que lança dúvidas sobre quem, afinal, arcará com o prejuízo.


O papel da diretoria e os indícios de conivência

A investigação revelou que Angélica Araújo Diniz, diretora operacional do Sicoob, admitiu em depoimento que a instituição tinha conhecimento da negociação entre Thiago da Matta e o comprador da Fazenda Cana Brava. Apesar disso, autorizou-se a renegociação dos débitos de Thiago, com uso dos mesmos imóveis já comprometidos como garantia.


Mais grave: o inquérito identificou manipulação de sistemas internos do Sicoob. Houve orientação para liberação de valores fora do horário bancário, simulação de bloqueios judiciais e autorizações sem ordens válidas. Elementos que configuram, segundo a própria Polícia Civil, fraude processual e lavagem de dinheiro.


Ou seja: não foi apenas descuido. Foi, no mínimo, uma permissividade estrutural que compromete a imagem da cooperativa e coloca seus dirigentes na linha de fogo.

O alcance dos prejuízos

O caso já soma perdas superiores a R$ 100 milhões. Produtores rurais, fundos de investimento e instituições financeiras aparecem como vítimas do esquema. Em outro episódio paralelo, uma escritura falsa de uma fazenda avaliada em R$ 100 milhões foi utilizada para buscar crédito junto ao Itaú.


Essas cifras mostram que não se trata de um golpe isolado, mas de um método recorrente de uso fraudulento de garantias e manipulação de contratos, envolvendo múltiplas operações e diferentes players do mercado.

Quem vai ressarcir os cooperados?

A questão central agora é: quem paga a conta?


  1. As vítimas diretas — compradores de terras e investidores lesados — podem acionar judicialmente tanto Thiago e seus sócios quanto o Sicoob, já que a cooperativa responde objetivamente por atos ilícitos de seus dirigentes e empregados. A jurisprudência do STJ (Súmula 479) é clara: instituições financeiras respondem até mesmo por fraudes internas, consideradas “fortuito interno”.
  2. Os cooperados — pequenos e médios produtores que mantêm depósitos no Sicoob — têm uma rede de proteção parcial. Em caso de intervenção ou liquidação, o FGCoop (Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito) cobre valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Mas fora desse cenário extremo, não há cobertura automática: os prejuízos entram no balanço da cooperativa.
  3. A própria cooperativa — se o rombo se confirmar, terá de absorver perdas com provisões e reservas. E, se isso não for suficiente, a Lei do Cooperativismo (5.764/71, art. 89) prevê a possibilidade de rateio dos prejuízos entre os associados, por deliberação assemblear. Em outras palavras: o pequeno cooperado, que deveria ser protegido, pode acabar pagando a conta do esquema.

O dilema do sistema cooperativo

Esse caso escancara a vulnerabilidade do modelo quando há dirigentes comprometidos ou falhas graves de governança. O Sicoob não é apenas vítima: é parte ativa de um mecanismo que liberou crédito com garantias sabidamente viciadas. A consequência é a erosão da confiança, o maior ativo de uma cooperativa.


Os desdobramentos jurídicos poderão responsabilizar individualmente os dirigentes e os beneficiários do esquema. Mas, até que a Justiça se pronuncie, a credibilidade do sistema cooperativo já está em xeque. Afinal, o agricultor que deposita suas economias no Sicoob quer segurança, não se tornar fiador involuntário de negociatas milionárias.

Conclusão

O escândalo Thiago da Matta Fagundes deixa claro: quando bilhões circulam sem controle, a tempestade recai sobre os mais frágeis. O Ministério Público e os órgãos de supervisão do Bacen terão de agir não apenas para punir indivíduos, mas para garantir que o prejuízo não seja socializado entre inocentes cooperados.


Se o cooperativismo goiano quiser sobreviver a esse abalo, terá de provar que não é conivente com seus próprios fantasmas. A sociedade, por sua vez, não pode aceitar que a conta seja paga por quem mais acreditou no sistema.


Bilhões do IFAG: poder, política e suspeitas”


IFAG no centro do furacão: repasses bilionários do governo de Goiás levantam suspeitas sobre vínculos políticos e controle dos recursos


O Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), presidido por Armando Leite Rollemberg Neto, se tornou peça-chave na engrenagem financeira do governo estadual. Sob o manto da modernização da infraestrutura rural e da aplicação dos recursos do Fundeinfra, o instituto assumiu, em tempo recorde, a gestão de valores que somam mais de R$ 1,1 bilhão. O volume impressiona — e acende alertas sobre os riscos de concentração de poder, fragilidade de fiscalização e proximidade política entre dirigentes do instituto e o próprio governo de Goiás.

Do crédito especial ao caixa bilionário

Em julho, a Assembleia Legislativa de Goiás aprovou a abertura de um crédito especial de R$ 1,163 milhão para estruturar o IFAG. O discurso oficial: custear salários e despesas administrativas, preparando a instituição para gerir os repasses do Fundeinfra.


Poucos dias depois, o governo estadual anunciou um pacote de obras de R$ 1,145 bilhão, incluindo pavimentações, duplicações de rodovias e construção de pontes — tudo sob coordenação e execução gerencial do IFAG. O Termo de Colaboração nº 001/2025, assinado com a Seinfra e a Goinfra, formalizou a transferência direta de recursos ao instituto.

Vínculos políticos sob a lupa


A nomeação de Armando Leite Rollemberg Neto como presidente do IFAG não é um detalhe menor. Ex-vice-prefeito de Alexânia, ligado a quadros políticos do interior e com passagens por cargos estratégicos no governo estadual, Rollemberg Neto agora lidera a entidade que concentra a execução de uma das maiores carteiras de investimentos da atual gestão.

A coincidência temporal entre o reforço administrativo e o anúncio de contratos bilionários desperta dúvidas: trata-se de eficiência e visão administrativa — ou de um atalho político para centralizar recursos sem o crivo rigoroso de processos licitatórios tradicionais?


Fiscalização prometida, mas insuficiente

O termo de colaboração prevê prestação de contas mensal, auditorias e acompanhamento por órgãos de controle como a CGE e o TCE-GO. No entanto, a prática mostra que muitas vezes a transparência fica no papel.


Deputados da oposição já questionam a opção de transferir a gestão a uma OS (Organização Social), em vez de fortalecer a própria Goinfra. A crítica central é clara: quando o Estado terceiriza sua capacidade operacional para um ente privado, corre-se o risco de criar um “Estado paralelo”, com menos controle social e maior margem para irregularidades.

O dinheiro e o poder

O fato de os recursos do Fundeinfra — um fundo alimentado diretamente pela produção agropecuária goiana — passarem pelas mãos de um instituto com vínculos políticos e atuação recente em obras de grande impacto coloca o IFAG no olho do furacão.


Mais do que uma questão técnica, trata-se de uma disputa política e econômica: quem controla o caixa, controla as obras, e quem controla as obras, controla influência regional e eleitoral.

Conclusão: o papel da imprensa e do controle social

O caso IFAG expõe um dilema recorrente em Goiás: a pressa em “inovar” na gestão pública frequentemente atropela a transparência e a fiscalização. A pergunta que fica é se a estrutura criada foi desenhada para agilizar a aplicação dos recursos ou para blindar interesses políticos e distribuir poder em ano pré-eleitoral.


No Blog do Cleuber Carlos, reafirmo: cabe à imprensa e à sociedade civil acompanhar de perto cada repasse, cada aditivo e cada execução de obra, para que bilhões não se transformem em mais um capítulo de desperdício ou suspeita de desvio no Estado de Goiás.


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Escândalo no Agro e no Sistema Cooperativo: Caso Thiago da Matta Fagundes expõe fragilidade do Sicoob e esquema milionário em Goiás

Inquérito revela uso de terras como garantia em dívidas impagáveis; produtores e dirigentes podem enfrentar até 30 anos de prisão

O interior de Goiás voltou a ser palco de um escândalo financeiro de grandes proporções. O agropecuarista Thiago da Matta Fagundes, preso desde outubro de 2024, e uma diretora operacional do Sicoob Unicentro Norte Brasileiro, além de familiares e sócios, foram indiciados por crimes que vão do estelionato à organização criminosa, passando por lavagem de dinheiro, fraude processual e falsificação de documentos.


Segundo o Inquérito Policial nº 269/2023, conduzido pela 4ª Delegacia Distrital de Polícia Civil de Goiânia, Thiago negociava glebas de terra já comprometidas por dívidas milionárias, utilizando os mesmos imóveis como garantia em operações financeiras com o Sicoob. Ou seja, vendia terras comprometidas, recebia recursos de empresários de boa-fé e, paralelamente, renegociava os débitos diretamente com a cooperativa, deixando os compradores em situação de prejuízo iminente.

O início da investigação

A apuração começou em dezembro de 2023, após denúncia do empresário que comprou a Fazenda Cana Brava, em Porangatu — área de 1.209 hectares avaliada em R$ 34 milhões. O acordo previa que parte do valor pago (cerca de R$ 6,9 milhões transferidos em junho de 2023) seria utilizado para amortizar dívida de Thiago com o Sicoob, avaliada em aproximadamente R$ 9 milhões. Contudo, o que se descobriu foi que o produtor rural renegociou a pendência com a própria cooperativa, sem cumprir o acerto firmado em contrato de compra e venda.

O silêncio da defesa e a omissão institucional


A defesa de Thiago afirmou que só irá se manifestar após a conclusão do inquérito, buscando preservar a lisura do processo. Já o Sicoob Unicentro Norte, peça central desse emaranhado de negócios suspeitos, mantém silêncio absoluto. Essa postura, no entanto, só amplia as desconfianças sobre a conivência de dirigentes que deveriam zelar pela saúde financeira da instituição, mas acabaram mergulhados em denúncias que comprometem a credibilidade do sistema cooperativo.

A ponta de um iceberg

O caso levanta questões graves: quantos outros produtores, empresários e cooperados podem ter sido lesados por operações semelhantes? O que deveria ser uma rede de apoio ao desenvolvimento rural transforma-se em um instrumento de manipulação financeira, onde a confiança do cooperado é corroída pelo conluio entre dirigentes e grandes devedores.


Se confirmadas as acusações, os envolvidos podem enfrentar até 30 anos de prisão, mas a sentença, por si só, não será suficiente para reparar os danos econômicos e institucionais. O episódio expõe uma ferida profunda: a fragilidade dos mecanismos de controle do Sicoob e a vulnerabilidade de todo o sistema cooperativo brasileiro quando submetido a práticas criminosas.


ChatGPT se declara incompetente para produzir um card sem erros ortográficos

A inteligência artificial tropeça no básico e expõe os limites da tecnologia diante de exigências jornalísticas simples

Em um episódio inusitado, digno de registro no Blog do Cleuber Carlos, o tão propagandeado ChatGPT, da OpenAI, precisou reconhecer publicamente sua incompetência para executar uma tarefa que deveria ser elementar: produzir um simples card jornalístico sem erros ortográficos.


O caso é emblemático porque demonstra, na prática, que a tecnologia — por mais avançada que se apresente — ainda falha no que há de mais básico: escrever corretamente em língua portuguesa. O desafio proposto era objetivo e claro: montar um card crítico, com manchete e subtítulo revisados, aplicando a logomarca oficial do Blog do Cleuber Carlos. No entanto, a ferramenta insistiu em gerar versões com erros grotescos como “Anhangueda” em vez de Anhanguera, truncando palavras e entregando resultados que jamais poderiam ser publicados profissionalmente.

A confissão da máquina

Depois de sucessivas tentativas frustradas, o próprio ChatGPT precisou admitir o óbvio: “Me declaro incompetente para produzir este card do jeito que você precisa.” Essa declaração é, ao mesmo tempo, um atestado de honestidade da máquina e um retrato fiel de seus limites.

Enquanto o marketing em torno da inteligência artificial insiste em vendê-la como substituta de jornalistas, designers e criadores de conteúdo, a realidade é que, em situações práticas, a ferramenta ainda falha onde menos se espera. O básico — respeitar a ortografia — mostrou-se um obstáculo intransponível.

Tecnologia não substitui rigor humano

Este episódio serve de alerta: nenhuma inteligência artificial, por mais sofisticada, substitui o rigor humano na apuração, na revisão e na produção jornalística. A máquina pode ser útil como ferramenta auxiliar, mas não pode ser tomada como fonte absoluta de confiança.


No jornalismo sério e responsável, cada palavra importa, cada acento faz diferença. Quando uma IA tropeça nesses detalhes, revela-se não como solução, mas como risco.

Conclusão

O ChatGPT, que já gerou textos e análises de alta complexidade, mostrou-se incapaz de entregar um simples card sem erros ortográficos. O reconhecimento de sua incompetência expõe a fragilidade da tecnologia e reforça uma verdade incontestável: a inteligência artificial pode até auxiliar, mas jamais substituirá o olhar crítico e a precisão de um jornalista comprometido com a verdade e com a língua portuguesa.


O Popular: jornalismo seletivo ou omissão deliberada?


Grupo Jaime Câmara expõe delegado, mas silencia sobre presidente da Câmara de Rio Verde

A cobertura da Operação Regra de Três pelo jornal O Popular e pela TV Anhanguera escancara uma contradição que não pode passar despercebida. Na nota oficial divulgada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), de fato, nenhum nome dos investigados foi mencionado. Caberia, portanto, à imprensa apurar os fatos e dar transparência ao cidadão.


Foi exatamente isso que aconteceu — mas de forma seletiva. A TV Anhanguera, que integra a mesma Organização Jaime Câmara do jornal O Popular, revelou que o delegado Dannilo Ribeiro Proto era um dos alvos, detalhando inclusive a sua prisão. O jornal, por sua vez, reproduziu essa informação e a publicou como se fosse “apuração externa”.


No entanto, quando se tratava do envolvimento do presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, igualmente alvo da operação, tanto o jornal quanto a TV optaram pelo silêncio.

A seletividade do Grupo Jaime Câmara

Aqui não se trata de incapacidade de apuração. O mesmo conglomerado que não hesitou em expor um delegado e sua esposa, preferiu omitir a identidade de um político poderoso da cidade. Isso não é falha jornalística: é escolha editorial.


O recado ao leitor é claro: quando o envolvido é um servidor ou delegado, o nome vai para a manchete. Mas quando o investigado é um político com força e influência, o grupo prefere abafar. Essa seletividade mina a credibilidade de qualquer veículo de comunicação.

O papel da imprensa

A função do jornalismo é escancarar os fatos, não escondê-los. A população de Rio Verde e de Goiás tem o direito de saber quem são todos os envolvidos em esquemas que desviam milhões da educação pública. Ao omitir nomes de políticos, o Grupo Jaime Câmara se distancia de seu dever cívico e se aproxima da cumplicidade com o poder.


Conclusão

Ou o O Popular e a TV Anhanguera assumem que praticaram jornalismo seletivo, ou terão de admitir que optaram por uma omissão deliberada para proteger um político influente. Nos dois casos, quem perde é a sociedade.

A pergunta que fica é simples: afinal, o grupo noticiou a verdade ou ajudou a esconder?