
O adesivo estava lá.
Agora, não está mais.
E a pergunta é direta: por que foi necessário apagá-lo?
O Blog do Cleuber Carlos publicou imagens do prefeito de Morrinhos, Maycllyn Carreiro, apresentando as obras do Complexo Esportivo enquanto carregava no peito propaganda eleitoral.
O registro provocou questionamentos justamente porque reunia, na mesma cena, prefeito, obra pública e propaganda de candidatos.
Agora surge um novo capítulo.
A página Morrinhos Agora publicou matéria sobre a mesma visita. O prefeito aparece no local, com a mesma camisa e no contexto da mesma obra. Mas existe uma diferença fundamental: o adesivo eleitoral foi retirado da imagem apresentada ao público.
Não estamos falando de corrigir iluminação, enquadramento ou qualidade.
Estamos falando de eliminar justamente o elemento que provocou a controvérsia.
E isso precisa ser explicado.
Quem decidiu retirar o adesivo? Por quê? A pedido de quem? Qual a razão jornalística para apresentar ao público uma imagem diferente daquela registrada originalmente?
A questão ultrapassa a edição de uma fotografia.
Quando um elemento politicamente relevante é deliberadamente suprimido de uma imagem jornalística, modifica-se a informação visual entregue ao leitor.
O Blog possui o registro original e continuará preservando o material.
O problema, portanto, já não é apenas o adesivo que estava no peito do prefeito.
Agora é também explicar por que alguém decidiu fazê-lo desaparecer.
No jornalismo, informação não pode ser maquiada para agradar prefeito, deputado, candidato ou qualquer grupo político. O fato tem que ser mostrado como aconteceu: nu e cru.
Apagar de uma imagem justamente o elemento que provocou questionamentos não muda o que aconteceu. Apenas muda aquilo que se pretende mostrar ao público.
E existe uma fronteira que não pode ser confundida.
Jornalista mostra o fato, inclusive quando ele desagrada o poder. Puxa-saco de político tenta deixar o fato mais bonito para quem está no poder.
Cada veículo escolhe de que lado dessa fronteira quer ficar.
O Blog do Cleuber Carlos já escolheu o seu: do lado da informação — sem maquiagem, sem retoque e sem apagar aquilo que o cidadão tem o direito de ver.
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