SINAL DE ALERTA | Perder faz parte do futebol. Ser atropelado por 5 a 0, sem reação e praticamente derrotado ainda no primeiro tempo, é outra história. A goleada sofrida diante do Athletic exige uma análise profunda dentro do Vila Nova.
Perder é absolutamente normal no futebol.
Perder de 5 a 0, da maneira como o Vila Nova perdeu, não é.
E aqui cabe uma correção importante: o jogo não foi em Goiânia. A goleada aconteceu no Estádio Joaquim Portugal, em São João del-Rei. Mas isso não diminui em nada o tamanho do vexame.
O Athletic não precisou enfrentar um Vila competitivo para construir a goleada. Aos 19 minutos fez 1 a 0. Aos 40, marcou o segundo. Antes mesmo do intervalo, já estava 3 a 0.
A partida estava praticamente liquidada em 45 minutos.
Guto Ferreira voltou para o segundo tempo fazendo quatro substituições. Nem assim apareceu reação. O Vila continuou desorganizado, vulnerável defensivamente, sem capacidade de criação e sem oferecer resistência compatível com uma equipe que luta na parte de cima da Série B.
Depois vieram a expulsão, o pênalti, o quarto gol e, aos 46 minutos, o quinto.
Por isso, simplesmente classificar o resultado como “uma noite ruim” é pouco.
O que aconteceu com o Vila Nova?
Foi apenas um colapso técnico? Houve erro na preparação? O ambiente interno está normal? O elenco está fisicamente inteiro? O treinador ainda tem o grupo nas mãos? Por que uma equipe que vinha de quatro partidas sem perder simplesmente desmoronou?
São perguntas legítimas. E precisam ser respondidas dentro do clube.
Não há qualquer elemento para transformar uma goleada, por si só, em suspeita sobre a lisura da partida. Mas existe material de sobra para cobrar uma profunda autópsia esportiva.
Porque derrota acontece.
Cinco a zero, sem reação, é humilhação. E humilhação desse tamanho não pode ser simplesmente varrida para debaixo do tapete.
Nenhum comentário:
Postar um comentário