quinta-feira, 23 de abril de 2026

MERENDA MILIONÁRIA, PRATO VAZIO: DENÚNCIA EXPÕE SILÊNCIO DA PREFEITURA E ESCANCARA CRISE EM APARECIDA

O que era para alimentar crianças virou um retrato brutal de descaso.Uma licitação de R$ 60 milhões está no centro de denúncias que colocam a merenda escolar de Aparecida de Goiânia sob suspeita — e o mais grave: a gestão simplesmente se cala.


O vereador Lipe Gomes levou o caso ao plenário. Felipe Cortez reforçou o alerta.
Mas do outro lado? Silêncio absoluto. Nem o prefeito Leandro Vilela, nem o secretário de comunicação Ozéias Laurentino apresentaram qualquer explicação pública.


Enquanto isso, relatos se acumulam:

👉 frutas estragadas
👉 comida sem padrão
👉 refeições indignas

E a pergunta que ecoa fora do gabinete é direta: onde foi parar o dinheiro? Não se trata apenas de falha administrativa.

Se confirmados os fatos, o cenário aponta para algo mais grave: descontrole, ausência de fiscalização e possível colapso na execução de um contrato milionário.


A denúncia também expõe outro problema: o abandono de critérios técnicos básicos. Merenda escolar não é improviso. Exige nutricionista, planejamento, qualidade.
Ignorar isso é comprometer o desenvolvimento de milhares de crianças.

E há um detalhe que pesa: para muitos alunos, essa é a principal refeição do dia.Ou seja, não é só comida ruim —

é impacto direto na saúde, no aprendizado e no futuro.


Nos bastidores, a pressão cresce. Pais cobram. A comunidade reage. O Legislativo começa a se mover.

Mas o Executivo… segue em silêncio. E quando milhões entram no sistema e dignidade não chega ao prato, não é só falha de gestão.

É responsabilidade que precisa ser explicada — ou assumida.

SILÊNCIO QUE PESA: SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO VIRA EPICENTRO DA INÉRCIA EM APARECIDA

Se há um elemento que atravessa gestões em Aparecida de Goiânia sem sofrer abalo, não é a qualidade do serviço público — é o silêncio institucional.


No centro desse silêncio, o nome se repete: Ozéias LaurentinoA crise da merenda escolar — que envolve uma licitação de aproximadamente R$ 60 milhões — escancarou um problema que já não pode mais ser tratado como episódio isolado, mas sim como padrão: a incapacidade crônica da comunicação oficial de responder à população.


Enquanto vereadores denunciam, pais reclamam e relatos de alimentos impróprios se acumulam, o que se vê da Secretaria de Comunicação é uma ausência que chama atenção. Não há explicação. Não há posicionamento. Não há transparência.

E isso, por si só, já é um fato político relevante.


A função institucional da comunicação pública não é ornamental. Ela existe para prestar contas, esclarecer, dar respostas — especialmente em momentos de crise.


Quando esse papel deixa de ser exercido, o problema deixa de ser apenas administrativo e passa a ser institucionalA permanência prolongada de um mesmo comando em uma área tão sensível, atravessando cenários distintos sem apresentar respostas efetivas em situações críticas, levanta uma pergunta legítima — e inevitável: até que ponto a estrutura está funcionando — ou apenas se mantendo?


Não se trata de ataque pessoal.
Se trata de responsabilidade pública. Porque quando a comunicação falha, o governo não apenas se cala, ele se afasta da sociedade. E no caso da merenda escolar, esse afastamento tem consequência direta:atinge crianças que dependem da escola para se alimentar.


O silêncio, nesse contexto, não é neutro. Ele amplifica a crise. E diante de um cenário onde milhões são investidos e respostas não são apresentadas, a cobrança deixa de ser política e passa a ser uma exigência básica de gestão pública: explicar, com transparência, o que está acontecendo — e o que será feito.


Se isso não ocorre, não é apenas uma falha de comunicação. É um vazio institucional que precisa ser enfrentado.

Relatos de frutas estragadas, refeições sem padrão e alimentação inadequada não surgem no vazio. Eles expõem, ao mesmo tempo, uma possível falha na execução do contrato e uma falha ainda mais evidente na forma como o poder público responde — ou deixa de responder — a esses questionamentos.


E aqui surge um ponto que não pode ser ignorado: a permanência prolongada de um mesmo comando na comunicação, atravessando diferentes momentos e crises sem apresentar respostas efetivas.


Isso levanta uma pergunta inevitável:


a estrutura está funcionando para informar — ou apenas se mantendo, independentemente dos resultados?


Não se trata de personalizar o debate, mas de reconhecer responsabilidade institucional. Quando uma secretaria responsável por comunicar deixa de cumprir seu papel justamente diante de uma crise sensível, o impacto não é apenas político — é social.


Porque, neste caso, o silêncio não recai sobre um tema qualquer. Recai sobre a alimentação de crianças. Para muitos alunos da rede municipal, a merenda escolar representa a principal refeição do dia. Quando surgem denúncias sobre qualidade, execução e fiscalização, o mínimo esperado é transparência imediata.


O que se vê, porém, é o oposto: uma gestão que não apresenta respostas e uma comunicação que não cumpre sua função de esclarecer. E o efeito disso é direto. A ausência de informação amplia a desconfiança.

O silêncio aprofunda a crise.
A falta de posicionamento fragiliza a credibilidade institucional. Diante de um contrato milionário, não basta executar — é preciso explicar.


Quando milhões entram no sistema e não se traduzem, de forma clara, em qualidade percebida pela população, a cobrança deixa de ser política e passa a ser estrutural: prestação de contas, transparência e responsabilidadeSe isso não ocorre, o problema deixa de ser apenas a merenda.


Passa a ser a forma como o poder público se relaciona com a verdade. E nesse cenário, o silêncio não protege.

O silêncio expõe.





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