O caso da confeiteira Kamila Santos expõe a falta de planejamento e respeito da gestão municipal com comerciantes locais, levantando questionamentos sobre a transparência e a prioridade dada aos pequenos negócios.
A festa de comemoração dos 77 anos de Nerópolis, que deveria ser um momento de alegria e celebração, tornou-se um verdadeiro pesadelo para pequenos empreendedores locais. O caso da confeiteira Kamila Santos, dona da empresa “Amor Doce”, viralizou nas redes sociais após ela relatar o prejuízo financeiro sofrido por ter sido impedida de vender seus produtos já produzidos para o evento.
Kamila investiu cerca de R$ 800 em infraestrutura para montar sua barraca, além de adquirir doces e bebidas suficientes para os quatro dias de festividades. Segundo ela, o investimento foi feito com base na experiência de anos anteriores, quando nunca houve qualquer restrição ou cobrança para a venda no evento.
“Fui pega de surpresa. Não houve nenhum aviso prévio. Produzi os doces com carinho, pensando no público, e só depois fui informada de que não poderia vendê-los”, desabafou Kamila em um vídeo que rapidamente ganhou repercussão na internet.
Além de perder o investimento em bebidas, a confeiteira ficou com boa parte dos doces encalhados, já que foram preparados exclusivamente para a festa.
Falta de Planejamento e Respeito ao Pequeno Empreendedor
O caso de Kamila expõe um grave problema de gestão e comunicação por parte da Prefeitura de Nerópolis. A decisão de impedir a venda de produtos no evento foi tomada sem aviso prévio, prejudicando não só Kamila, mas também outros comerciantes locais.
A falta de transparência e de um planejamento adequado levanta suspeitas sobre a organização dos eventos da prefeitura. Em vez de fortalecer o comércio local, a gestão municipal acabou sufocando quem depende dessas oportunidades para complementar a renda.
Silêncio da Prefeitura e Indignação Popular
Até o momento, a Prefeitura de Nerópolis não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, o que aumenta ainda mais a indignação da população. Nas redes sociais, internautas saíram em defesa da confeiteira, questionando a falta de comunicação clara e o despreparo da administração municipal em lidar com empreendedores locais.
O episódio reacendeu o debate sobre a falta de apoio aos pequenos comerciantes em eventos públicos e a prioridade que as prefeituras dão (ou deixam de dar) a quem realmente movimenta a economia da cidade.
Opinião: Um Retrato da Falta de Respeito ao Pequeno Negócio
O caso de Kamila não é um episódio isolado. Ele simboliza a realidade enfrentada diariamente por pequenos empreendedores que, sem apoio, enfrentam a burocracia e decisões arbitrárias de gestores públicos.
Em vez de estimular a geração de renda local, a Prefeitura de Nerópolis preferiu agir de forma autoritária e desorganizada, tirando o sustento de quem investiu com confiança no evento. É inadmissível que decisões que afetam diretamente a vida de cidadãos trabalhadores sejam tomadas sem diálogo, sem planejamento e sem respeito.
Cabe agora à gestão municipal dar explicações à população, rever suas práticas e criar regras claras e transparentes, para que situações como essa não se repitam. Nerópolis precisa valorizar seus empreendedores locais, e não jogá-los ao prejuízo por pura falta de gestão.
👉 E você, morador de Nerópolis, já viveu algo parecido? Sua voz também precisa ser ouvida!

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