A Defensoria Pública do Estado de Goiás remitiu uma resposta à repercussão sobre a matéria onde a DPE-GO divulga em sua página, um vídeo, tendo o prefeito de Acreuna, Claudiomar Portugal como garoto propaganda.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Defensoria Pública do Estado de Goiás esclarece que o reconhecimento de paternidade afetiva realizado pelo prefeito de Acreúna, Claudiomar Portugal, não foi efetuado por meio do programa “Meu Pai Tem Nome”.
O vídeo divulgado foi produzido a partir de parceria entre a DPE-GO e o Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social de Goiás (Coegemas-GO), entidade parceira na divulgação do programa em âmbito local.
A gravação teve como objetivo exemplificar a importância da paternidade socioafetiva e enaltecer a educação em direitos, reforçando a missão institucional de promover a conscientização e o acesso à cidadania.
Análise
O esclarecimento da Defensoria confirma que não houve atendimento jurídico individual ao prefeito via programa oficial, mas deixa lacunas sobre a escolha do personagem para ilustrar a campanha. A decisão de usar a imagem de um gestor municipal, e não de um cidadão anônimo em situação de vulnerabilidade, mantém aberto o debate sobre:
Critério de seleção para campanhas institucionais: por que um agente político e não um caso típico atendido pela DPE-GO?
Risco de uso político da imagem institucional: mesmo que não intencional, a presença do prefeito em um material oficial pode ser interpretada como endosso ou promoção pessoal.
Prioridade no foco institucional: enquanto famílias carentes aguardam atendimento, a produção de conteúdo com figuras políticas pode gerar percepção de afastamento da missão constitucional da Defensoria.
No campo jurídico, não há indícios de ilegalidade formal na ação, mas a escolha editorial de comunicação institucional continua passível de questionamentos éticos e de imagem — sobretudo em um cenário político polarizado e em ano eleitoral.
📌 Conclusão: A nota oficial esclarece o contexto, mas não elimina as dúvidas sobre critérios e prioridades da Defensoria Pública. Em comunicação institucional, a percepção pública é tão relevante quanto a intenção declarada.
Quem escolheu o vídeo para divulgar, fez uma péssima escolha. O prefeito como garoto propaganda de um programa voltado para atender pessoas que não tem condições de pagar advogado é uma aberração e tapa na cara da sociedade.
Melhor do que tentar justificar é reconhecer o erro e retirar o vídeo da página da defensoria pública.

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