O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob alegação de repetido descumprimento de medidas cautelares anteriores. A decisão incluiu a apreensão dos celulares dele, proibição de uso direto ou indireto de redes sociais, restrição de visitas — salvo advogados e pessoas autorizadas — e manutenção da tornozeleira eletrônica .
O STF entendeu que Bolsonaro continuava influenciando manifestantes por meio de vídeos e postagens feitas por seus filhos e aliados, o que, segundo o magistrado, equivalia a uma tentativa de coagir o Judiciário e instigar uma interferência estrangeira no Brasil .
Restrições impostas
- Permanência domiciliar, com monitoramento eletrônico;
- Proibição de uso de celular ou redes sociais, mesmo por intermediários;
- Visitas apenas de advogados e pessoas previamente autorizadas (como familiares);
- Aparelhos confiscados na residência;
- Caso haja descumprimento, pode ser revogada a medida domiciliar e decretada prisão preventiva imediata .
Impactos para Jair Bolsonaro
A prisão domiciliar limita severamente sua capacidade de atuar publicamente. Segundo analistas, medida semelhante à prisão de Lula tornou sua influência marginal, complicando sua participação nos próximos movimentos da direita ou centro-direita . Bolsonaro também já está inelegível para 2026 por condenação anterior .
Risco judicial
Como réu no STF por crimes graves – como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa –, ele continua sob risco de pena de até mais de 40 anos de prisão, especialmente se forem confirmadas acusações relativas à “Punhal Verde e Amarelo” e planos de violência política .
Mobilização popular
A proibição imposta tornou-se símbolo para apoiadores, que protestam nas ruas e evocam apoio de figuras como Donald Trump, aumentando tensão política e objetivando empoderar narrativas de perseguição

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