Enquanto a Câmara age diante de denúncias graves, o MP de Goiás permanece inerte e ignora sua missão constitucional
Por Cleuber Carlos
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A cidade de Acreúna (GO) vive uma tempestade política e institucional. A Câmara Municipal instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e, logo em seguida, uma Comissão Processante para apurar possíveis ilegalidades em contratos da prefeitura, como a construção de casas populares com indícios de fraudes e vínculos suspeitos com empresas ligadas ao poder. O foco principal recai sobre o prefeito Claudiomar Portugal, alvo de acusações de improbidade, favorecimento e crime de responsabilidade.
Diante de tamanha gravidade, seria de se esperar que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) atuasse com firmeza, como guardião da legalidade e fiscal da lei. No entanto, o que se vê em Acreúna é o oposto: uma omissão deliberada, covarde e institucionalmente preocupante.
📉 O Ministério Público sumiu
Desde que as denúncias vieram à tona, não há qualquer manifestação pública, investigação instaurada, ou sequer diligência do MP local. Mesmo após a abertura formal da CPI, com documentos, vídeos e depoimentos apontando para possíveis crimes administrativos e contratuais, o Ministério Público silenciou.
A Procuradoria-Geral de Justiça de Goiás também não se manifestou sobre o caso. A pergunta que não quer calar é: por que tamanha inércia diante de fatos tão graves?
⚖️ A missão ignorada
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 127, define o Ministério Público como instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbida de defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis.
Quando o Ministério Público se cala diante de denúncias que envolvem dinheiro público, fraudes contratuais, nepotismo e improbidade administrativa, ele trai a sua missão constitucional. Não investigar é permitir. Não agir é conivência.
📣 Quem fiscaliza o fiscal?
A ausência do MP em Acreúna é ainda mais preocupante porque deixa a população refém de um sistema político sem contrapesos reais. Ao contrário do que determina a lógica republicana, quem está cumprindo o papel de investigar o prefeito é a própria Câmara Municipal – instituição que, embora legítima, não tem os mesmos instrumentos e estrutura que o Ministério Público.
Enquanto isso, o prefeito segue livre, promovendo propaganda institucional inflada, ignorando o vice-prefeito, e fechando contratos com empresas sob suspeita, como revelado em reportagens recentes. E o MP? Nada vê, nada faz, nada fala.
🚨 O perigo da omissão
Essa postura do Ministério Público abre um precedente perigoso: se o órgão que deveria zelar pelo interesse coletivo se omite, quem protegerá o povo? Em tempos de vigilância sobre fake news e liberdade de expressão, o verdadeiro escândalo é o silêncio institucional diante da corrupção real e documentada.
O caso de Acreúna pode, e deve, ser denunciado às instâncias superiores do próprio Ministério Público e até ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A sociedade precisa cobrar explicações e, se necessário, a responsabilização dos promotores e procuradores omissos.
🧭 O Blog se posiciona
O Blog do Cleuber Carlos não se cala diante da omissão. É dever da imprensa livre denunciar não apenas os crimes, mas também os que se calam diante deles. O Ministério Público de Goiás precisa se explicar à população de Acreúna: por que está fingindo que não vê?
E mais: se não tem disposição para agir, que ceda espaço a quem esteja comprometido com a Justiça. O povo não pode esperar que a Justiça aconteça por milagre. Ela precisa ser provocada — e precisa ter coragem.
Acreúna clama por Justiça. E o Ministério Público? Cala-se.
Por Cleuber Carlos – Blog do Cleuber Carlos, onde a verdade tem nome e coragem tem endereço.

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