sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Bomba: Idelson Mendes, Presidente da Câmara de Rio Verde Foi Alvo de Operação do Gaeco Por Integrar Núcleo Criminoso

Idelson Mendes: documentos revelam vereador e presidente da Câmara no núcleo criminoso de esquema milionário em Rio Verde


A operação que abalou Rio Verde e revelou um esquema milionário de corrupção envolvendo contratos da educação estadual trouxe à tona um nome até agora tratado com silêncio seletivo: Idelson Mendes. Não se trata apenas de mais um vereador, mas do presidente da Câmara Municipal de Rio Verde e figura política conhecida por ser braço direito do ex-prefeito Paulo do Vale.

O que dizem os autos


Documentos da 2ª Vara das Garantias de Goiânia, no processo nº 5513196-36.2025.8.09.0051, dividem a organização criminosa em núcleos. Entre eles está o núcleo dos agentes públicos, composto por apenas dois nomes: Idelson Mendes e Felipe Cardoso Araújo Neiva.


Na decisão, o juiz determinou mandado de busca e apreensão na residência de Idelson e o bloqueio de R$ 415,4 mil em bens, reconhecendo que ele não era um coadjuvante, mas parte estrutural do esquema criminoso.


O que dizem os autos



O documento assinado pelo juiz da 2ª Vara das Garantias de Goiânia, datado de 14 de agosto de 2025, não deixa margem para dúvidas. A organização criminosa foi dividida em quatro núcleos:


  • Líderes: Danillo Ribeiro Proto e Karen de Souza Santos Proto
  • Núcleo operacional: Leonard Ferreira de Paulo, Taisa Souza Santos, Marco Aurélio Barbosa Marques, Júlio Furquim Goulart Júnior e João Gabriel Lima Costa
  • Núcleo “dos laranjas”: Valdir Antônio Braga, Luana Morais dos Santos e Hádamo Ferreira de Souza
  • Núcleo dos agentes públicos: Idelson Mendes e Felipe Cardoso Araújo Neiva

Em outras palavras: Idelson Mendes não era coadjuvante. Ele foi reconhecido como parte essencial do braço político-administrativo do esquema.


Além disso, contra ele foram expedidos mandado de busca e apreensão em sua residência e bloqueio de bens no valor de R$ 415,4 mil para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos.


O modus operandi revelado

O esquema consistia na manipulação de processos de dispensa de licitação. Empresas ligadas ao grupo, como Instituto Delta Proto Ltda., Proto Construções Ltda., Barbosa Terraplenagem Ltda., Braga Construtora Ltda., GYN Investimentos Ltda. e Focus do Saber Educacional Ltda., apresentavam orçamentos simulados para criar falsa competitividade.


Na prática, o resultado estava previamente decidido: os contratos eram direcionados, os preços superfaturados e os recursos públicos escoavam para o caixa paralelo do grupo.


O papel político de Idelson Mendes


O envolvimento de Idelson Mendes ganha peso especial pelo cargo que ocupa. Como presidente da Câmara Municipal, ele deveria zelar pela fiscalização do Executivo e pela defesa da legalidade. No entanto, segundo os autos, atuava justamente no sentido contrário: como sustentação política para um esquema que fraudava licitações e drenava recursos da educação pública.


Além disso, sua ligação estreita com o ex-prefeito Paulo do Vale lança sombras ainda mais densas sobre as articulações de poder em Rio Verde. O braço direito de um ex-prefeito, hoje à frente do Legislativo municipal, foi pego no coração de uma operação contra o crime organizado.

O silêncio que protege


Enquanto Danillo Proto e sua esposa Karen Proto foram expostos como líderes da organização, o nome de Idelson Mendes foi poupado em grande parte da cobertura midiática. Por que razão o presidente da Câmara, braço direito de um ex-prefeito influente, não é exposto com a mesma contundência?


Essa omissão, longe de ser inocente, é indicativa de um jogo político que busca preservar figuras estratégicas do poder local. O silêncio da imprensa sobre Idelson é, em si, um sintoma do apodrecimento institucional.


Corrupção institucionalizada


O caso mostra que o esquema não se limitava a empresários e servidores intermediários: alcançava a cúpula da política local. A presença de Idelson Mendes no núcleo criminoso é prova de que havia conivência e participação ativa de quem deveria representar a população.


Enquanto escolas precisavam de reformas e estudantes sofriam com estruturas precárias, vereadores como Idelson — já citado em decisão judicial — participavam de uma engrenagem que desviava recursos públicos para interesses privados.


Conclusão

A imagem de moralidade que parte da classe política tenta sustentar em Rio Verde ruiu diante dos autos. Idelson Mendes, presidente da Câmara e braço direito do ex-prefeito Paulo do Vale, foi formalmente incluído no núcleo criminoso que fraudava contratos públicos.

A pergunta que fica é: quem ganha com o silêncio que tenta blindá-lo?



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