quinta-feira, 5 de junho de 2014

O Maior Reforço Que Seu Time de Futebol Precisa Contratar


Psicólogo esportivo, João Ricardo Cozac 3 Livros relacionados ao tema
João Ricardo Cozac é psicólogo especialista no esporte, autor de vários livros sobre o tema, palestrante e referência na área de psicologia esportiva,  afirma que Trabalho de véspera não faz milagre.  O trabalho psicológico no esporte precisa de tempo, acompanhamento, aprofundamento e vínculo positivo (confiança) com os atletas. Isso tudo demanda tempo e dedicação. 

Para João Ricardo, o  psicólogo ainda é confundido com bombeiro ou curandeiro e ações ligadas a prevenção e promoção de saúde mental no futebol são raras ou praticamente inexistentes – salvo poucas exceções como nos times do Rio de Janeiro.

 Psicólogo não ganha jogo nem campeonato – mas sua ausência pode (e quase sempre é) funesta para um bom rendimento individual e coletivo dos times.


Segundo João Ricardo, o psicólogo deve traçar o mapeamento psicológico das relações internas (a chamada “sociometria”) – para que seja aferida a qualidade da convivência do grupo, os atletas que estão sendo excluídos, os que são potencialmente líderes e os que estão mais aptos para encarar o momento de crise e transmitir força e motivação ao demais.

Além disso, o mapeamento psicológico das características individuais é extremamente rico e valioso para que o treinador conheça melhor seus atletas e, assim, comandar e administrar – com propriedade, as dificuldades que o grupo certamente está vivendo.Afirma o psicólogo.

Em todo esse processo, haverá a possibilidade do psicólogo esportivo ampliar seu campo de interação não apenas com os atletas, mas com os demais integrantes da comissão técnica – abrindo, assim, a possibilidade de um trabalho multidisciplinar necessário para que os atletas tenham os benefícios que lhes são devidos. Finaliza João Ricardo.

Washington Rodrigues - O Apolinho

Apolinho, comentarista esportivo e ex-técnico
O comentarista esportivo Washington Rodrigues, o Apolinho, chegou a ser técnico do Flamengo na época que o clube tinha no mesmo time Romário e Edmundo. Apolinho está convicto que na opinião dele, o técnico precisa ser muito mais um "psicólogo" do que um conhecedor de táticas.


Segundo ele, pouco adianta entender de estratégias de jogo se não tiver habilidade no relacionamento pessoal. Muitas derrotas acontecem por falhas na percepção de problemas internos ao longo da semana.


"Anota aí: o grande segredo de um treinador é gerenciar conflitos. O mais fácil é a estratégia tática, até porque não se vê grandes invenções. A última grande novidade foi há 40 anos com a Holanda [Carrossel Holandês], e que não saiu daquela Copa. Veja o Barcelona. Não existe nenhuma novidade tática, mas sim um conjunto de excelentes jogadores", afirmou.


O trabalho psicológico com o elenco é muito maior do que se imagina, diz Apolinho. Ele relata que uma notícia ou avaliação negativa na imprensa costuma causar estrago no elenco.


"Vocês não têm ideia quando sai uma nota 3 no jornal. Alguns jogadores ficam arrasados. E aí entra todo um trabalho de recuperação do moral. Não digo que a imprensa está errada, mas muitas vezes não se chega ao público o que levou o atleta a jogar daquela maneira. Às vezes um familiar do atleta está internado". 


A produção de um jogador está extremamente ligada a fatores extracampo muitas vezes ignorados ou não percebidos por técnicos, ressalta o radialista e ex-treinador.

Apenas Uma profissional no Estado de Goiás

Patricia Oliveira, Psicóloga Esportiva
Para muitos dirigentes do futebol brasileiro, principalmente em Goiás, falar em psicologia esportiva é levar luz lá onde as trevas do preconceito preferem submergir os indivíduos em dor e sofrimento, ao invés de reconhecer a obvia importância do apoio psicológico na gestão de equipes de alta performance. 

Infelizmente nossos dirigentes acham que já nasceram com o dom de auto formação em psicologia e basta chamar um jogador para uma conversa de um 15 minutos que todos os problemas estarão resolvidos. Pobre almas penadas, esses dirigentes são os que mais precisam de um psicólogo esportivo.

Em Goiás existe apenas uma profissional especialista em psicologia esportiva, Patrícia de Oliveira Martins Pereira Dias, tem Graduação em Direito pela Faculdade Objetivo de Goiânia e Psicologia pela UNIP-Goiânia; Pós Graduação Lato Sensu em Psicologia do Esporte pela AVM Faculdade Integrada do Rio de Janeiro Ela no entanto nunca foi chamada para trabalhar nos três principais clubes goianos, o que demostra o despreparo dos clubes da capital para a importância da psicologia esportiva.

Patricia concedeu entrevista ao Blog do Cleuber Carlos para falar sobre o tema e explicou que não é qualquer psicólogo que serve para fazer este trabalho em clubes de futebol. Para Patricia os poucos clubes que trabalham com preparação psicológica  trabalham na sua maioria de forma errada. Ela argumenta que os clubes precisam inserir na sua grade de treinamento, o treinamento psicológico. Isso deve ser um rotina de trabalho tão importante como o treinamento físico, pois, os jogadores normalmente tem origem humilde e precisam aprender a  lidar com o sucesso e o fracasso.

Patricia afirma que o trabalho do psicólogo esportivo ainda enfrenta resistência dos técnicos que acha que profissional  pode interferir no seu comando. Alguns técnicos exerçam o psicólogo como ameaça. 

A grande maioria dos clubes utilizam o trabalho  o psicólogo de forma errada, pois procuram os profissionais em situação de emergência  para fazer trabalhos esporádicos, quando o correto e ter um trabalho   continuo, fazendo parte da grade de treinamento psicológico.


Psicologa esportivaPatrícia de Oliveira Martins Pereira Dias
Espaço Psico
Endereço: Avenida T-4 com T-13, N° 1478, Sala A, 146, 14° Andar - Ed.Absolut Business Style Setor Bueno, Goiânia



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