A apresentadora do SBT Brasil afirmou que a copa do Mundo seria dispensável para o Brasil que deveria ter outras prioridades.
"Lógico que a Copa vai trazer olhares do mundo para o Brasil. Ótimo, e dai? Acho que a gente tem que arrumar a casa primeiro, nosso povo está passando fome. Nossos hospitais sem leitos, sem médicos. A gente não pode andar na rua, não tem segurança pública. São tantos investimentos em estádios que depois se tornaram elefantes brancos porque o poder público não terá como manter estas estruturas caríssimas gigantescas. Porque não construir escolas, hospitais? Por que não investir e arrumar a nossa casa antes de receber a visita? Quando tiver tudo arrumadinho, transporte, saúde, segurança, educação, ai sim pode vir a Copa do Mundo. A gente não tem dinheiro sobrando não gente. Essa copa é feita com nossos impostos e está faltando dinheiro para algo que é essencial".
Raquel Sheherazade também falou sobre "justiça com as próprias mãos. "O justiçamento é diferente de justiça. Eu trabalhei 16 anos na justiça, eu sei o que é lei, eu sou uma pessoa legalista. Eu jamais defenderia a justiça com as próprias mãos. Eu sou uma cristã. O que aconteceu no caso do menino preso no poste foi o seguinte: Existe um dispositivo legal que diz, qualquer do povo pode e autoridade policial deve, prender em flagrante delito, ou seja, qualquer pessoa pode prender quem estiver cometendo crime, não pode torturar, mas pode prender.
A lei te faculta isso, está no código penal. A lei também diz que você pode defender sua vida. Então o que eu falei é que quando uma sociedade se vê desvalida, sem socorro, sem polícia, sem justiça, o quê que ela faz? Ela acha que tem o direito de tomar o lugar do policial, ela acha que tem o direito de tomar o lugar do juiz. Ela acha que tem o direito de ser o carrasco. Isso é justiçamento. Eu nunca coadunei com justiçamento.
O que eu falei que é compreensível a atitude de pessoas que prendem, que se unem para prender bandidos. que foi o caso, o bandido não foi morto. Falei que é compreensível que essas pessoas com medo, tomaram o lugar de um policial. Eu quiz chamar a atenção das autoridades para que tomem para si, os seus deveres. Dever de garantir a sociedade segurança pública. Dever de garantir ao cidadão de bem, o direito de ir e vir.
A violência acontece quando o estado falha. Não adianta querer colocar a culpa em uma apresentadora que chamou a atenção para o fato. Tomem para si governantes a sua responsabilidade. Desabafou a apresentadora
Há pouco tempo, o jornalista Ricardo Boechat disse que Sheherazade era imatura, fascista e suas opiniões eram perigosas. Na atração vespertina, Rachel comentou.
"Eu acho o Boechat um tremendo jornalista, sempre o ouço na rádio, mas acho que ele foi muito infeliz. Às vezes ele escorrega mesmo, mas não sou fascista. Ele, como jornalista bem informado, sabe o significado da palavra. Eu sou uma pessoa liberal. Eu acho que ele foi infeliz, profundamente infeliz. Não sei o que ele tem contra mim nessa perseguição. Gostaria de conversar com ele no 'tête-à-tête', cara a cara. Talvez, até possa mudar de opinião sobre mim", disse a Rachel à Eliana.
A jornalista participou do quadro Rede da Fama, em que tem que aceitar ou rejeitar personalidades como amigos e concordar ou discordar de frases de celebridades. Ela aceitou Boechat, mas com ressalvas: "Eu gostaria de aceitá-lo como colega, não como amigo". Das dez personalidades sugeridas pelo programa, Sheherazade só rejeitou o humorista Fábio Porchat, que também a criticou por defender os justiceiros.

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