sábado, 15 de agosto de 2026

CIABRA SOB PRESSÃO: clientes relatam saques travados após mudança no comando da fintech

INVESTIGAÇÃO | Meses depois de uma mudança relevante na administração da Ciabra Pagamentos, consumidores passaram a relatar dificuldades para retirar dinheiro, transferências pendentes e falta de atendimento. Fintech continua formalmente ativa e mantém oferta de serviços financeiros. Blog do Cleuber Carlos, que já investigava o grupo em 2025, volta ao caso.

A Ciabra Pagamentos S/A voltou ao radar do Blog do Cleuber Carlos. Desta vez, o sinal de alerta não vem apenas dos bastidores societários investigados anteriormente, mas de clientes que passaram a reclamar publicamente de um problema muito mais sensível: dificuldade para retirar dinheiro da plataforma.

A Ciabra, CNPJ 38.709.323/0001-21, continua formalmente ativa e seu próprio site oferece conta digital, Pix, transferências, crédito, investimentos e outros serviços. A empresa afirma atuar em conformidade com as normas do Banco Central. (Ciabra)

Mas o que aparece nos relatos recentes de consumidores contrasta com a imagem de normalidade apresentada ao mercado.

O COMANDO DA CIABRA MUDOU

Quando o Blog do Cleuber Carlos começou a investigar a Ciabra, em 2025, o quadro administrativo conhecido era outro.

Conrado Raphael Bohrer Diedam aparecia como presidente; Kesley Silveira de Albuquerque, como diretor; e Fábio Correa Martins, como diretor. Fábio havia ingressado na administração em abril de 2024. (Goiás da Gente)

O Blog chegou a publicar, em novembro de 2025, uma investigação específica sobre as conexões empresariais entre Conrado Diedam e Fábio Corrêa Martins. (Cleuber Carlos)

Agora, o cenário é diferente.

Cadastros empresariais atualizados apresentam:

Fábio Correa Martins — presidente
Herle Gleison Pereira de Oliveira Junior — diretor
Priscila Cordeiro Martins — diretora. (CNPJ.biz)

Uma das bases consultadas aponta 26 de maio de 2026 como data da última atualização cadastral da Ciabra. (B2B Leads)

A ata societária que poderá estabelecer com precisão quando cada mudança ocorreu e em quais circunstâncias ainda precisa ser confrontada com os registros arquivados na Junta Comercial.

Portanto, não há fundamento, neste momento, para afirmar que a mudança de comando tenha provocado os problemas posteriormente relatados pelos clientes.

Mas existe uma cronologia que precisa ser explicada.

DEPOIS, SURGEM RECLAMAÇÕES SOBRE DINHEIRO

A partir da segunda quinzena de julho, consumidores passaram a publicar uma sequência de reclamações envolvendo principalmente saques, transferências, valores que permaneceriam em processamento e dificuldade para obter atendimento.

Não se trata de prova de insolvência ou apropriação de recursos. São relatos públicos de consumidores que precisam ser esclarecidos pela empresa.

O ponto jornalisticamente relevante é a repetição de reclamações de natureza semelhante em curto espaço de tempo.

O Blog também recebeu diretamente informação sobre cliente que estaria com aproximadamente R$ 40 mil sem conseguir sacar. Esse caso está sendo tratado, por enquanto, como relato e dependerá da apresentação dos comprovantes para que o valor seja publicado como documentalmente confirmado.

A pergunta, porém, já está colocada:

o que está acontecendo com os saques dos clientes da Ciabra?

SITE SEGUE OFERECENDO SERVIÇOS

Enquanto consumidores reclamam, a estrutura pública da Ciabra permanece funcionando na internet.

A própria empresa divulga canais de atendimento, WhatsApp, SAC e ouvidoria e informa que esta última oferece retorno em até dez dias úteis. (Ciabra)

O site também apresenta a Ciabra como uma instituição voltada ao empresário, oferecendo serviços financeiros e afirmando atuar em conformidade com o Banco Central. (Ciabra)

A empresa permanece com situação cadastral ativa. (Econodata)

Até o momento, portanto, não há elemento suficiente para afirmar que a Ciabra fechou ou encerrou oficialmente suas atividades.

A questão é outra: por que clientes estão relatando dificuldades para movimentar ou retirar recursos?

QUEM É FÁBIO CORREA MARTINS?

O novo presidente não é um personagem desconhecido das investigações anteriores do Blog.

Fábio possui histórico empresarial no setor de tecnologia, pagamentos e participações. Bases societárias o relacionam, entre outras empresas, à AZ Pagamentos, Elefas Sistemas Integrados, The Hunter AI, Ciabra Capital Participações e Alpha Venture Participações. (Adv Dinâmico)

Dois vínculos merecem atenção.

Na AZ Pagamentos, Fábio aparece ao lado de Priscila Cordeiro Martins, que hoje integra também a administração da Ciabra.

Já na Ciabra Capital Participações, Fábio dividiu sociedade com Conrado Raphael Bohrer Diedam, antigo presidente da Ciabra Pagamentos. E Fábio e Conrado também aparecem juntos na Alpha Venture Participações. (Adv Dinâmico)

Ou seja: apesar da mudança formal no comando da Ciabra Pagamentos, existem relações empresariais anteriores entre personagens da antiga e da atual administração.

E O BANCO CENTRAL?

Há outra questão que o Blog considera fundamental esclarecer.

A Ciabra afirma publicamente estar em conformidade com as normas do Banco Central. Entretanto, é necessário esclarecer qual é exatamente o enquadramento regulatório da operação e quais instituições autorizadas são responsáveis pela infraestrutura financeira, custódia, liquidação, Pix e demais serviços oferecidos aos clientes, quando aplicável.

Isso se torna ainda mais importante diante das reclamações envolvendo movimentação de recursos.

O Blog encaminhará esse questionamento ao Banco Central e à própria empresa.

AS PERGUNTAS QUE A CIABRA PRECISA RESPONDER

O Blog do Cleuber Carlos considera essenciais algumas respostas:

Por que clientes estão relatando saques e transferências pendentes?

Existe atualmente algum problema operacional, financeiro ou de liquidez afetando pagamentos aos clientes?

Qual instituição autorizada pelo Banco Central realiza a liquidação e/ou custódia dos recursos movimentados pela plataforma, quando aplicável?

Quantos clientes estão atualmente com saques pendentes e qual o valor total envolvido?

Quando Fábio Correa Martins assumiu a presidência e por quais razões Conrado Diedam e Kesley Albuquerque deixaram a administração?

Qual é hoje a relação empresarial de Conrado Diedam com o ecossistema Ciabra?

E, principalmente:

ONDE ESTÁ O DINHEIRO DOS CLIENTES QUE DIZEM NÃO CONSEGUIR SACAR?

Essa é a pergunta que precisa de resposta.

O Blog do Cleuber Carlos continuará investigando a Ciabra Pagamentos e abre espaço para manifestação integral da empresa, de seus atuais e antigos administradores e das instituições mencionadas.

Clientes que enfrentam problemas também poderão encaminhar comprovantes de saldo, solicitações de saque, protocolos e respostas recebidas da empresa, com os dados pessoais sensíveis devidamente preservados.

A investigação continua.


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

BOMBA EM ACREÚNA: TOFFOLI DERRUBA EFEITOS DE CASSAÇÃO, TRÊS VEREADORES VOLTAM À CÂMARA E DECISÃO RECOLOCA ROBSON RIOS NO JOGO POLÍTICO

EXCLUSIVO | Decisão assinada nesta sexta-feira (14) pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, suspende integralmente os efeitos do acórdão do TRE-GO. Julinho de Arantina, Paraibinha e Diego Smith têm caminho aberto para retornar aos mandatos, Julinho reassume a presidência da Câmara e a inelegibilidade que atingia Robson Soares da Silva, o Robson Rios, fica com seus efeitos suspensos enquanto o recurso é analisado.

Uma decisão tomada em Brasília na noite desta sexta-feira, 14 de agosto, provoca uma verdadeira reviravolta política em Acreúna.

Documento obtido pelo Blog do Cleuber Carlos mostra que o ministro Dias Toffoli, relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão integral dos efeitos e da execução do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás no processo que provocou uma mudança profunda na composição política do município.

Na prática, a decisão atinge diretamente a cassação dos vereadores Júlio César Naves de Melo Filho, o Julinho de Arantina; Edilson Faria da Silva, o Paraibinha; e Diego Smith Rodrigues da Silva Arantes. Em maio, quando a defesa buscou suspender os efeitos da condenação, já havia requerido expressamente o retorno dos três aos cargos e às funções que exerciam na Mesa Diretora. (Rota Jurídica⁠)

A consequência política é explosiva: os três têm caminho jurídico aberto para retornar à Câmara Municipal, desconstituindo, enquanto vigorar a cautelar, os efeitos do acórdão que havia provocado seus afastamentos.

E a mudança não para aí.

JULINHO VOLTA À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Julinho de Arantina não era apenas vereador. Ele exercia a presidência da Câmara Municipal de Acreúna no biênio 2025/2026 quando foi atingido pela cassação. Registros da própria Câmara e reportagens da época confirmam que Júlio César Naves de Melo Filho ocupava a presidência do Legislativo. (Instagram⁠)

Com a suspensão integral dos efeitos do acórdão, a decisão repercute também sobre a situação institucional da Mesa Diretora, abrindo caminho para que Julinho reassuma a cadeira de presidente da Câmara.

A composição política que havia sido alterada pela Justiça Eleitoral, portanto, sofre uma nova virada.

A PROVA QUE BALANÇOU O PROCESSO

O ponto mais contundente da decisão de Toffoli está na forma como uma das provas utilizadas na condenação foi produzida.

Segundo a decisão, a Delegacia de Polícia Civil de Acreúna não possuía software forense para realizar a extração dos dados do celular apreendido.

E o método utilizado chama atenção.

As mensagens de WhatsApp foram fotografadas manualmente utilizando outros aparelhos celulares.

Ao analisar a questão, Toffoli considerou, em exame preliminar, que esse procedimento aparentemente não observou de maneira suficientemente segura as cautelas necessárias à cadeia de custódia, destinadas a assegurar autenticidade, integridade e idoneidade da prova.

É justamente aí que o processo sofre sua maior reviravolta.

O ministro registrou que condenações por ilícitos eleitorais capazes de provocar consequências graves, como cassação e inelegibilidade, exigem provas robustas e seguras. Diante das dúvidas envolvendo as fotografias das conversas de WhatsApp, considerou prudente suspender integralmente os efeitos do acórdão regional enquanto o recurso é examinado de maneira mais aprofundada.

ROBSON RIOS VOLTA AO JOGO

A decisão também produz uma consequência política enorme para Robson Soares da Silva, o Robson Rios.

O processo tem origem na condenação eleitoral que atingiu Robson e provocou, entre outras consequências, sanção de inelegibilidade. A própria decisão de Toffoli registra expressamente que a defesa apontou como perigo da demora a “subsistência da sanção de inelegibilidade às vésperas do processo eleitoral de 2026”.

Ao determinar a suspensão integral dos efeitos do acórdão do TRE-GO, Toffoli suspende, enquanto vigorar a cautelar, os efeitos decorrentes daquela condenação.

Isso significa que Robson ganha uma mudança substancial em sua situação jurídico-eleitoral e volta ao jogo político, ressalvada a análise de eventuais outras causas de inelegibilidade ou impedimentos que não façam parte deste processo.

Não se trata, porém, de absolvição definitiva. O TSE ainda analisará o recurso e a própria decisão cautelar deverá ser submetida ao referendo do colegiado.

ORDEM FOI PARA CUMPRIMENTO IMEDIATO

Toffoli não deixou a decisão aguardando os trâmites ordinários.

Determinou expressamente:

“Comunique-se, com urgência, ao TRE/GO para imediato cumprimento.”

Os documentos obtidos pela reportagem mostram que a Secretaria Judiciária do TSE encaminhou a decisão ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás e certificou a comunicação do ato judicial às 19h19 desta sexta-feira (14).

A determinação, portanto, já saiu de Brasília em direção ao TRE-GO.

ACREÚNA AMANHECE COM OUTRO TABULEIRO POLÍTICO

A dimensão da decisão ultrapassa os personagens do processo.

Acreúna viveu nos últimos meses uma sucessão de decisões judiciais, afastamentos, retotalização de votos e mudanças dentro do Legislativo. Em junho, por exemplo, havia sido restabelecido o cumprimento do acórdão que determinava a retotalização depois da revogação de uma liminar anterior. (Rota Jurídica⁠)

Agora a situação se inverte novamente — desta vez por determinação de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral.

Se cumpridos os efeitos decorrentes da suspensão integral determinada pelo TSE, Julinho de Arantina, Paraibinha e Diego Smith retornam ao Legislativo; Julinho recupera a condição vinculada à presidência da Câmara; e Robson Rios deixa de sofrer, enquanto vigorar a cautelar, os efeitos da inelegibilidade imposta nesse processo.

Mas existe uma diferença fundamental entre esta decisão e uma vitória definitiva:

Toffoli não absolveu os investigados.

Ele suspendeu os efeitos da condenação porque identificou, em análise preliminar, um problema suficientemente sério na confiabilidade de parte da prova para impedir que consequências políticas tão graves continuassem sendo executadas antes do julgamento definitivo.

E é justamente essa conclusão que transforma a decisão desta sexta-feira em uma das maiores reviravoltas políticas recentes de Acreúna.

O processo que tirou três vereadores da Câmara, atingiu a presidência do Legislativo e colocou Robson Rios sob inelegibilidade acaba de entrar em uma nova — e decisiva — batalha no TSE.

A formulação sobre os “direitos políticos” precisa desse cuidado jurídico: o documento comprova a suspensão integral dos efeitos do acórdão, inclusive alcançando a inelegibilidade decorrente dele, mas não declara uma absolvição definitiva nem permite afirmar, sem consultar a situação eleitoral completa de Robson, que inexista qualquer outro impedimento. 



EM ANO DE ELEIÇÃO, TODO MUNDO QUER APARECIDA — MAS QUEM COLOCOU DINHEIRO NA CIDADE?

ELEIÇÕES 2026 | Candidatos desembarcam no segundo maior município de Goiás em busca de votos, mas registros de emendas permitem separar presença eleitoral de atuação parlamentar efetiva

Em época de eleição, Aparecida de Goiânia parece não ter fronteira política.

Tem candidato de Goiânia. Tem candidato do interior. Tem deputado que aparece em reunião, posa para fotografia, participa de evento, abraça liderança comunitária e descobre, convenientemente, que Aparecida é uma das cidades mais importantes de Goiás.

Não poderia ser diferente.

Aparecida tem centenas de milhares de eleitores e representa um dos maiores reservatórios de votos do Estado.

Mas existe uma pergunta que deveria ser feita antes de cada aperto de mão nesta campanha:

onde estavam esses candidatos quando não havia eleição?

E, principalmente:

quanto dinheiro efetivamente ajudaram a trazer para Aparecida de Goiânia nos últimos quatro anos?

O Blog do Cleuber Carlos começou a levantar as emendas parlamentares, transferências e recursos federais e estaduais destinados ao município.

E os números permitem fazer uma distinção fundamental entre duas espécies de políticos: aqueles que procuram Aparecida apenas atrás de voto e aqueles que também aparecem nos registros de recursos destinados à cidade.

O dinheiro deixa rastro

Emenda parlamentar não é favor do deputado.

O dinheiro é público.

Mas o parlamentar possui poder político para indicar onde parte desses recursos será aplicada.

É justamente por isso que as emendas representam um instrumento objetivo para medir a atenção dispensada por um deputado a determinada cidade.

Discurso desaparece depois da eleição.

Emenda deixa documento.

O Portal da Transparência da União, o Transferegov, os registros da Câmara dos Deputados, o Governo de Goiás e a Assembleia Legislativa permitem reconstruir parte desse caminho.

E existe um detalhe fundamental: anunciar dinheiro é diferente de colocar dinheiro na conta.

Uma emenda pode ser indicada, empenhada, liquidada ou efetivamente paga.

Por isso, o Blog não vai simplesmente reproduzir números apresentados por gabinetes parlamentares.

A investigação pretende conferir o estágio de execução de cada recurso.

Professor Alcides tem uma extensa relação de recursos para Aparecida

Um dos nomes que aparecem reiteradamente nos levantamentos é o deputado federal Professor Alcides.

Há recursos relacionados ao Hospital Municipal de Aparecida, unidades básicas de saúde, cirurgias eletivas, educação, equipamentos e infraestrutura.

Entre os valores divulgados estão R$ 23,37 milhões para equipamentos do HMAP e R$ 13,9 milhões relacionados ao destravamento de recursos para oito CMEIs.

Também existem registros individualizados de emendas do parlamentar destinadas ao município nos sistemas federais.

Isso não significa que todo valor anunciado tenha necessariamente sido pago.

E será justamente essa diferença que o Blog vai conferir.

Adriana Accorsi também aparece com milhões

Outro nome encontrado na documentação é o da deputada federal Adriana Accorsi.

Em 2024, a Prefeitura de Aparecida anunciou R$ 5,4 milhões em emendas destinadas pela parlamentar, principalmente para saúde e educação.

Em 2025, foram anunciados mais R$ 2,8 milhões para saúde e segurança pública.

Há ainda registros no sistema federal vinculando emenda individual da deputada ao Município de Aparecida.

Ou seja: independentemente de posição partidária, os documentos precisam falar mais alto do que a disputa política.

Deputados estaduais também entram na conta

A investigação não ficará restrita a Brasília.

Na Assembleia Legislativa existem deputados que mantêm relação política direta com Aparecida e outros que aparecem agora com maior intensidade no município.

Veter Martins, por exemplo, anunciou em 2023 a liberação de R$ 2 milhões para a cidade.

O deputado Anderson Teodoro também aparece em registros estaduais de 2025 com emenda para o Fundo Municipal de Saúde de Aparecida.

Mauro Rubem destinou R$ 100 mil em 2026 para projeto educacional desenvolvido pelo IFG no município.

Outros nomes ainda estão sendo cruzados com as bases orçamentárias estaduais.

A pergunta que incomoda

Mas a parte mais interessante da investigação talvez não esteja entre aqueles que mandaram dinheiro.

Está entre aqueles que não mandaram.

Porque Aparecida começa novamente a receber candidatos interessados em uma fatia de seu enorme eleitorado.

São políticos que vão frequentar igrejas, feiras, associações, reuniões, bairros e eventos durante os próximos meses.

E o eleitor aparecidense tem direito de perguntar:

“Nos quatro anos anteriores, o que você trouxe para Aparecida?”

Não vale fotografia.

Não vale promessa.

Não vale dizer que “lutou pela cidade”.

Não vale descobrir Aparecida três meses antes da eleição.

A resposta precisa aparecer no orçamento.

O Blog vai seguir o dinheiro

A investigação agora vai cruzar parlamentar por parlamentar.

Deputados federais.

Deputados estaduais.

Valores indicados.

Valores empenhados.

Valores efetivamente pagos.

E destino do dinheiro.

Saúde, educação, infraestrutura, esporte, assistência social ou entidades privadas.

O objetivo não é entregar certificado de bom ou mau político.

É fornecer ao eleitor uma informação muito mais simples:

quando não havia voto sendo pedido, quem estava destinando recursos para Aparecida?

E também revelar o outro lado:

quem agora procura o eleitor aparecidense, mas possui pouca ou nenhuma destinação de recursos identificada para o município no período analisado?

Em uma eleição na qual Aparecida será novamente disputada voto a voto, essa talvez seja uma das perguntas mais incômodas da campanha.

Porque promessa eleitoral todo candidato consegue fazer. Documento de quatro anos atrás não se fabrica na véspera da eleição.