sábado, 11 de outubro de 2025

Poder, Assédio Sexual e Impunidade em São Miguel”

Enquanto o povo pede moralidade, o vereador vira alvo de denúncias por conduta sexual indecorosa e uso de poder político para intimidação. É hora das mulheres denunciarem.

São Miguel do Araguaia vive um momento de ruptura moral. O povo, cansado de tanta impunidade e blindagem política, assistiu atônito ao comportamento de alguns vereadores que, em vez de defender o interesse público, optaram por proteger o prefeito Jeronymo Siqueira, rejeitando a abertura de uma Comissão Processante recheada de provas documentais sobre irregularidades milionárias na gestão municipal.


Mas o que veio à tona depois do voto do vereador Thiaguinho ultrapassa o campo político — e entra no terreno do escândalo pessoal, da indecência e do abuso de poder.


Mensagens, prints e relatos escancararam o outro lado da moeda



Após a votação, o jornalista Messias da Gente publicou em seus stories uma série de mensagens enviadas por moradores da cidade, em especial mulheres, relatando atitudes vergonhosas atribuídas ao vereador.

Nos prints divulgados, há relatos de insinuações indecorosas, envio de fotos íntimas, conversas inapropriadas e assédio digital.


Em uma das mensagens, uma seguidora afirma que o parlamentar “mandou foto das partes íntimas para uma amiga minha”.

Outra diz que “vive mandando mensagens para mulheres no zap e no Facebook, pedindo pra apagar as conversas”.

E há ainda uma denúncia mais grave: uma mulher afirma que, quando o vereador atuava no transporte da saúde, tentou se aproveitar de sua posição para se aproximar de pacientes que viajavam sozinhas para tratamento em Goiânia.


Esses relatos, de natureza pessoal, revelam uma face oculta — e perigosamente comum — de políticos que se sentem intocáveis, confundindo poder público com poder sobre pessoas.





O vereador que votou contra a fiscalização agora precisa ser fiscalizado



É impossível ignorar a coincidência: o mesmo vereador que se recusou a abrir uma investigação contra o prefeito por suspeitas de corrupção agora é alvo de uma enxurrada de denúncias morais e éticas.

O voto que tentou calar uma Comissão Processante pode ter sido o gatilho para que o povo finalmente perdesse o medo de falar.


O comportamento relatado é inaceitável. Um homem público, eleito para representar o povo, não pode se valer do cargo para se aproximar de mulheres vulneráveis, tampouco usar redes sociais para constranger e desrespeitar cidadãs.





Chega de medo. É hora de denunciar.



Nenhuma mulher deve permanecer calada diante de atitudes como essas.

Seja assédio digital, verbal ou presencial, toda vítima tem o direito de ser ouvida e protegida.

As denúncias podem ser feitas:


  • Na Delegacia da Mulher (DEAM) mais próxima;
  • Pelo Disque 180, canal nacional de denúncia;
  • Ou diretamente ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), que pode instaurar procedimento investigativo por improbidade e conduta incompatível com o decoro parlamentar.



O caso Thiaguinho não é isolado — é o retrato de uma cultura política onde alguns ainda acreditam que o poder lhes dá licença para tudo. Mas a sociedade está mudando, e São Miguel do Araguaia começa a dar sinais disso.





Opinião



O Blog do Cleuber Carlos repudia veementemente qualquer forma de assédio, abuso de poder e conduta antiética por parte de agentes públicos.

O vereador Thiaguinho precisa dar explicações públicas urgentes — não apenas sobre o voto que blindou o prefeito, mas também sobre as acusações que agora ecoam das ruas e das redes.


Enquanto isso, o silêncio das autoridades municipais ensurdece.

Mas o povo não vai mais se calar.


São Miguel acordou. E quem ainda acha que cargo público é escudo para a vergonha, vai descobrir que o tempo da impunidade está acabando.


Quando o vereador se cala, o povo paga a conta: a omissão que transforma o fiscal em charlatão


A prefeitura não tem dinheiro próprio — apenas administra o que pertence ao povo. Quando o Legislativo fecha os olhos, o desvio de poder deixa de ser erro e passa a ser cumplicidade.

Prefeitura não tem dinheiro. Essa é uma verdade simples, mas que muita gente parece esquecer. Todo centavo que entra nos cofres municipais vem do contribuinte — do trabalhador, do comerciante, do produtor rural, do servidor que paga impostos. O papel do prefeito é administrar esse dinheiro com transparência, responsabilidade e ética.

Mas há outro papel tão importante quanto: o do vereador que fiscaliza.


A Constituição Federal, em seu artigo 31, é clara: a fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Executivo. Isso significa que o vereador não é um figurante — é o guardião do dinheiro público.

Quando ele não exerce essa função, não é apenas negligente; torna-se cúmplice da desordem administrativa.

Do bom político ao charlatão

Há uma linha tênue entre o bom vereador e o charlatão.

O primeiro estuda os contratos, visita obras, cobra relatórios, denuncia irregularidades, exige transparência.

O segundo prefere o silêncio conveniente: troca a fiscalização por favores, o voto técnico por amizade e o dever público por conveniência política.


Quando um vereador se omite, o prefeito governa sem freio — e o povo perde.

A omissão do Legislativo é o fertilizante da corrupção, o adubo do desvio e o anestésico da impunidade.

A responsabilidade compartilhada

Um município saudável depende de dois pilares: gestão honesta e fiscalização ativa.

Não há boa administração sem controle, nem democracia sem cobrança.

A cada contrato mal explicado, a cada obra superfaturada, a cada aditivo abusivo, é o dinheiro da merenda, do posto de saúde, da creche, da rua asfaltada que se esvai.


E quando o vereador se cala, não é apenas o Executivo que falha — é a própria democracia municipal que adoece.

Conclusão

O povo precisa entender: vereador não é empregado do prefeito, é fiscal do povo.

E quem não cumpre esse papel, como bem resume o post do Mais Brazil News, “deixa de ser bom pra ser um charlatão”.


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

TCM-GO CONFIRMA INSPEÇÃO EM SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA APÓS DENÚNCIAS SOBRE O IAGS — MESMO CASO QUE VEREADORES SE NEGARAM A INVESTIGAR


Enquanto o Tribunal de Contas do Estado apura irregularidades graves no contrato com o Instituto Alcance, a Câmara Municipal de São Miguel do Araguaia se cala diante das mesmas denúncias apresentadas em representação rejeitada sem análise.

Por Cleuber Carlos

Blog do Cleuber Carlos | São Miguel do Araguaia (GO)

O TCM-GO entrou em campo onde os vereadores se omitiram

Entre os dias 7 e 9 de outubro, uma equipe de auditores do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) realizou uma inspeção in loco no Hospital Municipal Adailton do Amaral (HMAA), em São Miguel do Araguaia, para fiscalizar o contrato de gestão com o Instituto Alcance Gestão em Saúde (IAGS) — a mesma Organização Social denunciada há meses pelo Blog do Cleuber Carlos e alvo de uma representação rejeitada pela Câmara Municipal.


O processo de fiscalização, nº 08049/2024, teve origem em representação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que alertou o TCM para atrasos salariais, má execução contratual e risco de paralisação do hospital municipal.

Segundo o secretário Marco Aurélio, da Secretaria de Controle Externo de Políticas Públicas, a auditoria busca “entender as causas, impactos e responsabilidades da crise de gestão da OS no município”.

As mesmas irregularidades já estavam documentadas — e os vereadores fingiram não ver

Em agosto, o Blog do Cleuber Carlos publicou com exclusividade trechos da representação protocolada por Osorio Henrique de Souza Neto na Câmara Municipal, pedindo a abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito Jeronymo Siqueira.

O documento, amplamente embasado em provas, descrevia irregularidades contratuais graves envolvendo o IAGS e outras empresas:


  • Nepotismo indireto e conflito de interesses, com a servidora Kamilla Pedrosa, lotada no gabinete do prefeito, atuando em licitações enquanto seu pai, Leandro Pedrosa (“Índio”), alugava caminhões à empresa W.B. Barreto LTDA — contratada da Prefeitura;
  • Aditivos e repasses irregulares a contratos de saúde, incluindo o IAGS, que mantinha subcontratações obscuras com a empresa Pró-Saúde, do médico Marcelo Coleta — um dos beneficiários diretos do esquema;
  • Pagamentos sem transparência, ausência de prestação de contas e suspeita de autocontratação ilícita (o médico atuando simultaneamente como prestador e sócio oculto da OS).

Mesmo diante desse conjunto de evidências — com valores, CNPJs e dispositivos legais apontados — os vereadores de São Miguel do Araguaia rejeitaram a denúncia sumariamente, sem sequer ler o conteúdo da representação antes da votação, numa sessão marcada por vícios formais e discursos padronizados.


Agora, o TCM confirma o que o blog já havia revelado

A inspeção técnica do TCM-GO agora corrobora as mesmas irregularidades já denunciadas pelo blog e ignorada pelos vereadores:


“A inspeção foi motivada por encaminhamento do promotor que atua no município, indicando atraso de repasses financeiros do município para a organização social. Esses atrasos estavam gerando o não pagamento dos colaboradores do hospital, o que poderia causar paralisações e comprometer o atendimento à população.”

— Marco Aurélio, secretário do TCM-GO

Em outras palavras: as denúncias eram procedentes.

O órgão de controle reconhece falhas no repasse, problemas na execução contratual e risco de colapso no atendimento hospitalar — tudo o que já havia sido denunciado oficialmente à Câmara Municipal. 

A conexão com Marcelo Coleta e o contrato paralelo com a Pró-Saúde

O Blog do Cleuber Carlos também revelou que o Instituto Alcance mantém contrato direto com a empresa Pró-Saúde, de propriedade do médico Marcelo Coleta, responsável por cirurgias no hospital municipal.

Os indícios apontam que o mesmo médico segue recebendo via repasse do IAGS, sem transparência sobre serviços prestados, carga horária e valores recebidos.


Essa relação fere frontalmente a Lei 14.133/2021 (art. 72) e a Lei de Improbidade (8.429/92, arts. 9º e 10), configurando autocontratação ilícita e conflito de interesses — algo que o TCM-GO também deverá examinar no relatório técnico do processo 08049/2024.

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Enquanto o TCM investiga, a Câmara tenta apagar o incêndio que provocou

O comportamento dos vereadores de São Miguel do Araguaia — que rejeitaram a abertura da Comissão Processante sem ler a denúncia — se torna ainda mais escandaloso à luz da atuação do TCM-GO.

O órgão técnico do Estado está agora fazendo exatamente o que o Legislativo Municipal deveria ter feito:

fiscalizar, investigar e exigir transparência no uso dos recursos públicos da saúde.


Enquanto o TCM cumpre seu dever constitucional de controle externo, a Câmara local falhou em sua função fiscalizatória, preferindo blindar o prefeito Jeronymo Siqueira e o grupo político que mantém contratos milionários com a OS.

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Conclusão opinativa

O caso de São Miguel do Araguaia se tornou um símbolo da falência da fiscalização política local.

Quando o controle interno (Câmara) se cala, o controle técnico (TCM-GO) precisa intervir para proteger o interesse público.


Agora, com a confirmação da inspeção, as denúncias do Blog do Cleuber Carlos ganham peso oficial, e os vereadores que rejeitaram a representação sem análise ficam expostos diante da população e da história.


A verdade, enfim, começa a emergir — e quem tentou abafá-la, terá de responder à sociedade.


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

De criminosa ambiental a protetora do prefeito: a hipocrisia da vereadora Sulla em São Miguel do Araguaia

Autuada por crime ambiental, a vereadora Rosângela “Sulla” Alves tenta posar de guardiã da moral ao votar contra a Comissão Processante que investigaria o prefeito Jeronymo Siqueira

Em São Miguel do Araguaia, a moralidade parece ter se tornado um espetáculo cênico, onde os papéis são trocados conforme a conveniência política.

A vereadora Rosângela Alves de Oliveira, mais conhecida como Sulla, protagoniza o exemplo mais gritante dessa inversão de valores: autuada por crime ambiental, agora tenta se apresentar como defensora da legalidade e protetora do prefeito Jeronymo Siqueira, ao votar contra a abertura da Comissão Processante que investigaria irregularidades na atual gestão.

O passado que ela tenta esconder


Em operação conjunta da Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) e da Polícia Militar Ambiental (GTA), realizada no distrito de Luiz Alves, foi apreendida uma das maiores quantidades de pescado ilegal e material predatório da região norte do Estado.


Entre os produtos apreendidos, estavam espécies ameaçadas de extinção, como o pirarucu (Arapaima gigas), além de dezenas de peixes impróprios para consumo, munições de calibres .22 e .38, tanques de combustível, motores de popa e até carne de animais silvestres.


O flagrante não aconteceu por acaso: todo o material estava em posse da então presidente da Colônia de Pescadores de Luiz Alves — Rosângela “Sulla” Alves.

Ela foi autuada penalmente, pagou fiança e respondeu em liberdade, após ser alvo de uma multa ambiental de R$ 46 mil.

Na época, o próprio relatório da Semad classificou o conjunto de equipamentos como “um verdadeiro arsenal predatório”.


Da pesca ilegal ao discurso da falsa seriedade

Anos depois, a mesma mulher flagrada destruindo o ecossistema do Araguaia agora veste o figurino de vereadora moralista — discursando sobre ética e legalidade enquanto defende o prefeito Jeronymo Siqueira e bloqueia a abertura de investigações sobre contratos suspeitos e irregularidades na Prefeitura.


Durante a votação na Câmara Municipal, Sulla declarou voto contrário à abertura da Comissão Processante, mesmo antes de a denúncia ser integralmente lida, revelando uma postura de obediência política e desprezo à transparência.

Enquanto a sociedade esperava uma postura firme e independente, a vereadora preferiu proteger o poder a proteger o povo.

Quem violou a lei, agora tenta se esconder atrás dela

O caso escancara a incoerência de uma classe política que usa o discurso da legalidade como escudo, mas ignora o próprio histórico criminal quando lhe convém.

Sulla, que já foi responsabilizada por crime ambiental, agora tenta posar como voz da ética, mas sua trajetória pública mostra o contrário: uma linha contínua de conveniência e autopreservação.


Em vez de exigir a apuração das denúncias contra o prefeito, ela escolheu o caminho da omissão — a velha política da troca de favores e do silêncio conveniente.

São Miguel precisa de coerência, não de encenação

Enquanto os rios do Araguaia tentam se recuperar da predação que figuras como Sulla ajudaram a causar, a política local mergulha em outro tipo de destruição: a moral.

Quem destrói o meio ambiente e depois destrói a verdade não pode representar o povo com dignidade.

E quem já violou a lei não tem autoridade para proteger quem também é acusado de violá-la.


A hipocrisia de Sulla é o retrato de uma Câmara que confunde lealdade política com cumplicidade, e que prefere blindar o prefeito Jeronymo a servir à sociedade que a elegeu.


✍️ Por Cleuber Carlos

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