domingo, 8 de junho de 2025

Júnior Marques grava DVD “Sofrendo em Alto Nível 2” e consolida ascensão meteórica no sertanejo romântico

Evento acontece neste domingo (08), no Residencial Campo Dourado (GO), com participações de Edy Britto & Samuel, Jú Marques e Nando Moreno. Nova edição promete ser um divisor de águas na carreira do artista goiano.


Por Cleuber Carlos – Blog do Cleuber Carlos
Cultura | Sertanejo | 08 de junho de 2025

O sertanejo vive um novo momento — e Júnior Marques é, sem dúvida, um dos nomes que mais tem se destacado nesse cenário. Após o sucesso da primeira edição do projeto “Sofrendo em Alto Nível”, o cantor retorna com a gravação do volume 2, marcada para este domingo, dia 08 de junho, no Residencial Campo Dourado, em Goiás.

A partir das 16h, o local será transformado em um grande palco de emoções e reencontros com a verdadeira essência da música sertaneja. A proposta permanece fiel à alma romântica de Júnior Marques: resgatar grandes clássicos da “sofrência”, agora com novos arranjos e roupagens que prometem cativar tanto os fãs mais antigos quanto o público jovem.

E como manda a tradição dos grandes shows sertanejos, a nova edição contará com convidados especiais de peso:

  • Edy Britto & Samuel, ícones da música de raiz e defensores do sertanejo tradicional;

  • Jú Marques, uma das vozes femininas mais promissoras da atualidade;

  • Nando Moreno, conhecido por sua entrega vocal e sucessos que embalam multidões.

O evento é gratuito e deve atrair uma multidão de apaixonados pelo gênero, além de reforçar o nome de Júnior Marques como um dos principais expoentes da nova geração sertaneja.


Retrospectiva da carreira de Júnior Marques

Natural de Goiás, Júnior Marques iniciou sua trajetória na música ainda muito jovem, cantando em barzinhos, festivais regionais e eventos comunitários. Foi no interior do estado que desenvolveu sua identidade musical, profundamente marcada pelo romantismo, a dor de amores mal resolvidos e a autenticidade do interior brasileiro.

Sua primeira grande virada aconteceu com o lançamento do projeto “Sofrendo em Alto Nível”, que viralizou nas plataformas digitais e levou o nome do artista para palcos maiores. Com uma voz marcante e interpretação carregada de emoção, Júnior passou a figurar entre os nomes mais ouvidos nas playlists sertanejas.

Além de cantar, Júnior Marques também se destaca como compositor. Muitas de suas letras trazem experiências pessoais e histórias que ressoam com o público — especialmente os que já viveram as dores e delícias de um coração partido.

O sucesso da primeira edição do DVD foi apenas o começo. Agora, com “Sofrendo em Alto Nível 2”, o artista não só reafirma seu talento, como sinaliza maturidade, ousadia e o desejo de cravar seu nome de vez na história da música sertaneja.


Serviço:
Gravação do DVD “Sofrendo em Alto Nível 2”
📍 Local: Residencial Campo Dourado – GO
📅 Data: Domingo, 08 de junho de 2025
⏰ Horário: A partir das 16h
🎟️ Evento gratuito e aberto ao público

*Justiça à sombra do Palácio: até onde vai o poder de influência da filha de Ronaldo Caiado no Tribunal de Justiça de Goiás?


O caso Rafael Marra escancara uma prática que tem se tornado recorrente: a suposta interferência de Anna Vitória Caiado, filha do governador, em processos judiciais sensíveis — especialmente quando envolvem aliados políticos ou familiares do clã Caiado

**Por Cleuber Carlos 

**Opinião 

Até onde vai o poder de uma advogada no Tribunal de Justiça de Goiás quando essa advogada é filha do governador do Estado e frequenta os corredores do poder com a desenvoltura de quem se sente em casa? A resposta pode estar nas entrelinhas (ou nas entrecâmaras) de um caso que ultrapassa os limites do razoável.

No episódio mais recente, o Ministério Público determinou o afastamento de Rafael Marra da presidência do DEMAE em Caldas Novas após denúncia grave: ele teria usado a máquina pública para violar dados fiscais protegidos de sua ex-esposa, com o objetivo de enfraquecer o direito dela à pensão alimentícia. A decisão judicial, emitida no dia 26 de maio de 2025, foi clara: exoneração em cinco dias. Até hoje, a ordem não foi cumprida.

Mas o que poderia justificar esse descumprimento escancarado de uma decisão liminar? A resposta pode estar no nome da advogada de defesa: Anna Vitória Caiado.


Filha do governador Ronaldo Caiado (UB), Anna Vitória não é uma advogada qualquer. Além de carregar o sobrenome que comanda Goiás, ela goza de trânsito privilegiado entre desembargadores — muitos deles, curiosamente, indicados ao cargo pelo próprio pai. Em petição recente, ela solicitou que o processo fosse *redistribuído* para a 8ª Câmara Cível, sob a relatoria do desembargador Alexandre Kafuri. Um pedido atípico, para não dizer escandaloso.

A pergunta que fica é: desde quando advogados podem escolher onde seus clientes serão julgados?

Essa manobra — ou tentativa de manobra — levanta um sinal de alerta para a sociedade e uma sombra sobre o Judiciário goiano. Afinal, é legítimo que a filha do governador, representando o sobrinho do governador, peça para que o caso seja julgado justamente por um desembargador de confiança? O Tribunal de Justiça de Goiás pode continuar indiferente a esse tipo de articulação?

O Ministério Público não ficou calado. O promotor Wessel Teles de Oliveira reagiu com firmeza: reforçou que a simples interposição de recurso não suspende os efeitos da decisão liminar e pediu, inclusive, multa diária de R\$ 1.000,00 ao prefeito Kléber Marra (tio de Rafael) por descumprimento da ordem judicial. O MP agora exige não só a exoneração imediata, como também a suspensão dos salários e uma multa de R\$ 30 mil.

Mas e o Tribunal de Justiça?

Silêncio. Inércia. Conivência?

Enquanto isso, a imagem de uma Justiça imparcial vai sendo corroída. A atuação de Anna Vitória Caiado, por mais técnica que possa parecer, é vista por muitos como expressão de um poder paralelo, onde laços de sangue valem mais do que os códigos e regimentos. E essa percepção, por si só, já é gravíssima.

Não se trata apenas de um caso envolvendo pensão ou abuso de estrutura pública. Trata-se de algo maior: da confiança da população no sistema de Justiça. Uma confiança que não pode ser comprada, herdada nem imposta por sobrenomes.

Se o Judiciário não é capaz de colocar limites ao poder político que bate à sua porta, quem colocará?

Juíza e Promotor de Acreúna ignoram o STF, rasgam a Constituição e atacam a democracia"


Publicado em 08 de junho de 2025 – Por Cleuber Carlos


⚖️ Uma sentença que afronta a liberdade de expressão e ignora o STF

Em um caso que escancara os limites da atuação judicial frente à liberdade de imprensa, a juíza substituta Vanessa Ferreira de Miranda, da comarca de Acreúna-GO, proferiu sentença condenando este jornalista, Cleuber Carlos, a pagar R$ 10 mil de indenização por “danos morais” ao promotor Sandro Halfeld — após reportagens críticas envolvendo o Ministério Público e a gestão do prefeito Claudiomar Portugal.


📝 A juíza determinou também a remoção de conteúdos publicados neste blog e em redes sociais, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, fixando uma censura judicial sobre o direito à crítica jornalística — medida que especialistas já classificam como grotesca, teratológica e autoritária.


📛 Censura disfarçada de tutela judicial


“Não cabe ao Estado, por qualquer dos seus órgãos, definir previamente o que pode ou não pode ser dito por indivíduos e jornalistas.”

— Ministro Luís Roberto Barroso, no voto vencedor da ADPF 130/DF

📌 A decisão judicial ignora jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a censura prévia é inconstitucional e vedada em qualquer forma. A ADPF 130, relatada pelo ministro Barroso, serviu para derrubar a antiga Lei de Imprensa, garantindo a liberdade plena de crítica, opinião e investigação jornalística.

🔗 Veja a matéria que detalha esse precedente:

👉 STF: Liberdade de Imprensa não se submete à censura judicial


📦 Revelia forçada? Mandado entregue a porteira do condomínio


A juíza fundamentou sua sentença no fato de o jornalista não ter apresentado defesa — mesmo com mandado de citação entregue a uma funcionária do condomínio, e não diretamente ao réu

. Em outras palavras: considerou-se válida uma citação que sequer garante que o acusado tomou ciência da ação.


Essa prática fere o contraditório e a ampla defesa, pilares do devido processo legal.


🛑 Quando o Judiciário se torna ferramenta de intimidação


A sentença afirma que reportagens publicadas continham “ataques pessoais”, quando, na verdade, traziam denúncias fundamentadas de interesse público, relacionadas à atuação institucional do Ministério Público local em processos eleitorais e favorecimentos políticos.


A juíza chegou a considerar o uso das expressões “despreparado”, “parcial” e “serviçal de políticos” como ofensivas — criminalizando o jornalismo opinativo e investigativo.


📣 Liberdade de imprensa não é concessão — é cláusula pétrea


Segundo o art. 220 da Constituição Federal:


“É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

Decisões como essa tentam intimidar o livre exercício do jornalismo — e não apenas violam a Constituição como ameaçam a democracia ao proteger agentes públicos da crítica pública. A crítica jornalística, mesmo dura, é parte do debate democrático e instrumento essencial de fiscalização dos poderes.


📍 O que está em jogo?


🔹 A liberdade de informar

🔹 O direito de questionar autoridades

🔹 O futuro do jornalismo independente


Se essa decisão for mantida, abre-se um precedente perigoso: qualquer agente público poderá calar jornalistas via decisões liminares, baseadas em ausência forçada e mandados protocolados por terceiros.


📢 Este blog não se calará


Já estamos recorrendo da decisão e denunciaremos este ataque à liberdade de imprensa aos órgãos competentes, incluindo o Conselho Nacional de Justiça e a Corregedoria do TJ-GO.

O que está em jogo não é apenas o direito de um jornalista, mas o direito do povo de saber a verdade.


📌 Compartilhe. Reaja. Denuncie.

📢 A imprensa livre não será silenciada — nem por multas, nem por sentenças que rasgam a Constituição.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Show de R$ 720 mil com Leonardo em Acreúna levanta suspeitas após decisão judicial apontar superfaturamento em evento semelhante

 Por Cleuber Carlos

Jornalismo Investigativo

A Prefeitura de Acreúna contratou, por inexigibilidade de licitação, um show do cantor sertanejo Leonardo no valor de R$ 720 mil, a ser realizado no dia 6 de julho de 2025, durante a 19ª Exposição Agropecuária do município. A contratação foi publicada em 25 de março de 2025 no Portal da Transparência da cidade (Inexigibilidade nº 2.515/2025), com base na nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

O evento será realizado com entrada franca e é promovido oficialmente pela Prefeitura e pela Câmara Municipal de Acreúna, conforme material de divulgação oficial da festa.

No entanto, o valor do cachê chama atenção e levanta sérias dúvidas quanto à razoabilidade e legalidade da contratação. Isso porque uma decisão judicial recente, proferida no Mato Grosso, anulou um contrato de valor semelhante com o mesmo artista, apontando superfaturamento na contratação.

Superfaturamento reconhecido pela Justiça em contrato semelhante

Em Gaúcha do Norte (MT), município com 8,6 mil habitantes, o Ministério Público Estadual entrou com ação contra a contratação do cantor Leonardo por R$ 750 mil para se apresentar na 13ª Feira Cultural em 2024. Após análise técnica, a Justiça determinou que a empresa responsável devolvesse R$ 300 mil aos cofres públicos, reconhecendo o sobrepreço no contrato.

📊 Comparativo de valores:

CidadeCachê ContratadoSituação
Gaúcha do Norte (MT)R$ 750 milContrato anulado por superfaturamento
Acreúna (GO)R$ 720 milEm vigor (sem justificativa técnica conhecida)
Média apurada pelo MPR$ 380 mil – R$ 550 milValor de mercado recente

Segundo apuração do próprio Ministério Público, os valores médios pagos a Leonardo em cidades do interior, entre 2022 e 2023, giraram entre R$ 380 mil e R$ 550 mil, o que reforça o entendimento de que contratos acima dessa faixa podem representar lesão ao erário.

Além da devolução parcial do valor, o ex-prefeito da cidade e a empresa contratada se tornaram alvos de ação judicial.

Acreúna pode repetir os mesmos erros?

O show em Acreúna será realizado justamente com verbas públicas, em um evento promovido pela administração municipal, em ano pré-eleitoral. Não há até o momento qualquer manifestação oficial da Prefeitura explicando os critérios que justificariam o pagamento de R$ 720 mil — valor apenas R$ 30 mil inferior ao contrato já anulado em Mato Grosso e, mesmo assim, acima da média nacional praticada em shows semelhantes.

A agenda do cantor também levanta dúvidas quanto à exclusividade, uma vez que não há confirmação oficial do evento de Acreúna em publicações da equipe do artista.

Ministério Público deve ser acionado


Diante dos precedentes e da ausência de justificativa robusta no processo de inexigibilidade, a contratação pode ser objeto de apuração por parte do Ministério Público de Goiás. O caso se agrava diante da jurisprudência consolidada de que o simples fato de o artista ser consagrado não justifica dispensa de critérios técnicos e orçamentários.

A eventual ausência de estudo técnico de preços e comparativos com outras contratações similares pode colocar a Prefeitura em situação semelhante à de Gaúcha do Norte, com risco de anulação contratual, responsabilização de gestores e devolução de valores aos cofres públicos.

Perguntas que precisam ser respondidas:

  • A Prefeitura de Acreúna apresentou estudo de mercado ou orçamentos que sustentem o valor de R$ 720 mil?

  • Há documentos que justifiquem a inexigibilidade da licitação conforme os critérios legais?

  • O Ministério Público Estadual será provocado para investigar a legalidade da contratação?

  • Por que o valor supera, novamente, os padrões de mercado identificados pelo próprio MP em casos anteriores?


Siga acompanhando o Blog do Cleuber Carlos para atualizações exclusivas sobre este caso.

📣 Você pode acessar o contrato na íntegra através do portal: acessoainformacao.acreuna.go.gov.br

Após denúncias no Blog do Cleuber Carlos, Prefeitura de Acreúna exonera diretora técnica do hospital municipal

Por Cleuber Carlos

Publicado em 06 de junho de 2025 – Blog do Cleuber Carlos

A Prefeitura Municipal de Acreúna oficializou, nesta segunda-feira (03), a exoneração de Camila Pereira Fernandes do cargo de Diretora Técnica do Hospital Municipal, conforme Decreto nº 241/2025, assinado pelo prefeito Claudiomar Contin Portugal. A medida ocorre poucos dias após uma série de denúncias publicadas com exclusividade pelo Blog do Cleuber Carlos, que apontam indícios de irregularidades e conivência administrativa na área da saúde pública do município.

Camila, que ocupava o cargo estratégico dentro da Secretaria Municipal de Saúde, foi mencionada em reportagens investigativas que revelaram possível favorecimento político, omissão administrativa e até indícios de conflito de interesses envolvendo a contratação de serviços médicos.

As matérias do blog, que repercutiram em todo o estado, detalharam denúncias sobre a precariedade no atendimento hospitalar, a contratação suspeita de empresas ligadas a apadrinhamentos políticos, além de indícios de pagamentos vultosos sem contrapartida de serviço eficiente. O conteúdo gerou intensa movimentação social e institucional, culminando em requerimentos para abertura de CPI na Câmara Municipal, além de representações ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, que agora apuram o caso.


O decreto de exoneração foi publicado e registrado no dia 3 de junho e tem efeito imediato, conforme consta no documento oficial obtido pela reportagem. No texto, o prefeito Claudiomar Portugal não apresenta justificativas específicas para a exoneração, mas o contexto indica clara relação com o aumento da pressão popular e institucional gerado pelas denúncias.
👉 Relembre o caso

No dia 26 de maio, o blog publicou a matéria:
O conteúdo revelou que a servidora exonerada teria conhecimento e possível anuência em contratos suspeitos, como o da empresa Castro Herênio Serviços Médicos Ltda, ligada ao atual prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo, conforme documentos anexados à denúncia.

As evidências apresentadas incluem depoimentos de servidores, documentos internos da prefeitura, e até dados do Portal da Transparência, que revelam o desvio sistemático de recursos da saúde pública e o uso político da máquina administrativa municipal.
🕵️‍♂️ O que esperar a seguir?

A exoneração de Camila pode ser apenas o primeiro movimento de uma série de mudanças forçadas por pressão popular e por investigações que avançam nos bastidores. Há expectativa de novos desdobramentos e possível afastamento de outros agentes públicos envolvidos. Fontes do blog indicam que novas representações estão sendo preparadas junto ao Ministério Público de Contas e ao GAECO.

O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando de perto os próximos passos e cobrando transparência, responsabilização e respeito ao bem público.

📢 Você tem denúncias? Registros? Informações sobre irregularidades na gestão pública de Acreúna ou região? Envie para o Blog do Cleuber Carlos. O sigilo é garantido.

📧 cleubercarlos@gmail.com

Urgente! Deputado José Machado passa mal no interior e será transferido de helicóptero para Goiânia


O deputado estadual por Goiás, José Machado, passou mal na manhã desta quinta-feira (06) enquanto cumpria compromissos no município de Israelândia, no interior do estado. Segundo relatos de pessoas próximas, o parlamentar começou a sentir fortes dores abdominais e precisou de atendimento médico imediato.


Diante da gravidade do quadro clínico, foi solicitado apoio aéreo para remoção urgente. Um helicóptero está em deslocamento neste momento para realizar o resgate, levando o deputado diretamente para o Hospital Órion, em Goiânia, onde será submetido a exames e acompanhamento médico especializado.


Chama atenção o fato de que, mesmo sendo um deputado em pleno exercício do mandato, a Assembleia Legislativa de Goiás não dispõe de nenhum meio de transporte próprio para situações de emergência médica como esta. O resgate foi articulado com apoio externo e mobilização de aliados locais.


Mais informações serão divulgadas assim que houver atualização sobre o estado de saúde do parlamentar.

Marrone e "Seu Valdemar" Envolvidos em Rifa de Porsche Sem Ganhador

Por Cleuber Carlos
Publicado em 06/06/2025


🚨 ESCÂNDALO SOBRE RODAS: A RIFA DO PORSCHE, MARRONE, O SOBRINHO BRENO E O NOME DE LUCAS LUCCO EM DEPOIMENTO POLICIAL

Vídeo de propaganda com artistas vendeu rifas de um Porsche que nunca foi sorteado. Agora, Eliel Levistone é investigado, GT7 Experience é questionada, e Lucas Lucco revela à polícia que se recusou a participar por desconfiar da legalidade do projeto.



🎥 A PROMESSA: UM PORSCHE NA SUA GARAGEM



"Transformar sonhos em realidade." Foi com essa promessa que a GT7 Experience, através de vídeos com artistas e marketing nas redes sociais, impulsionou a venda de rifas para um Porsche de luxo. Mas o que começou como uma ação de “experiência exclusiva” se transformou em escândalo policial e frustração coletiva.


🎥 OS VÍDEOS QUE ILUDIRAM

O vídeo de divulgação mais compartilhado traz o cantor Marrone, da dupla Bruno & Marrone, e seu sobrinho, o também cantor Breno Ferreira, promovendo entusiasticamente o sorteio do Porsche. O uso da imagem de celebridades impulsionou as vendas de rifas por todo o país.

A participação dos artistas ajudou a gerar confiança no projeto. Mas nenhuma rifa foi sorteada. Nenhum prêmio entregue. Nenhum ganhador anunciado. A frustração tomou conta dos compradores.


No perfil da GT7 Experience (@gt7experience), o cantor Marrone, seu sobrinho, também cantor Breno Ferreira e o influenciador "seu Valdemar", aparecem promovendo o sorteio do veículo.  

❌ O SORTEIO QUE NUNCA ACONTECEU


Apesar da forte divulgação, o sorteio não ocorreu. Nenhum vencedor foi anunciado, nenhum prêmio foi entregue. Participantes começaram a cobrar explicações, e o silêncio da organização aumentou a desconfiança.

Até que, dias após denúncias públicas, a GT7 Experience publicou um comunicado nos stories do Instagram, admitindo que a operação foi suspensa por insuficiência de vendas:

"Vendemos apenas 4% da quantidade disponibilizada. Iniciamos e estamos finalizando o processo de restituição de todas as cotas adquiridas. Caso você não tenha recebido sua restituição, só nos chamar no DIRECT, passar a chave Pix e o CPF de compra."

Apesar da promessa de devolução, diversos compradores relatam que ainda não receberam os valores pagos.

💰🎤 ENVOLVIMENTO DE FAMOSOS E O SILÊNCIO DE MARRONE

A participação de Marrone como “garoto-propaganda” do sorteio levanta dúvidas: sabia ele da possível fraude? Até o fechamento desta matéria, o cantor não se manifestou publicamente. Fontes ligadas à equipe jurídica de Marrone estariam monitorando o caso com preocupação, temendo danos à imagem pública do artista.


📜 POLÍCIA INVESTIGA E LUCAS LUCCO DÁ DETALHES CHOCANTES


🎤 Depoimento de Lucas Lucco

Em depoimento à Polícia Civil, o cantor Lucas Lucco afirmou que foi convidado por Eliel Levistone para participar da promoção da rifa do Porsche. No entanto, ao analisar a proposta, Lucas percebeu inconsistências e decidiu não se envolver. Ele também mencionou que Eliel apresentou Breno Ferreira, sobrinho do cantor Marrone, como participante do projeto.

Essas informações corroboram as alegações de que Eliel Levistone seria o principal responsável pela organização da rifa não realizada


Segundo ele, foi o próprio Eliel quem apresentou Breno Ferreira (sobrinho de Marrone) como alguém que já estaria envolvido na campanha. Essa revelação desmonta a narrativa de que a GT7 seria um projeto coletivo e impessoal, indicando que Eliel Levistone pode ser o verdadeiro cérebro da operação.

📍 Confira a reportagem exclusiva com trechos do depoimento de Lucas Lucco no Blog do Cleuber Carlos:


Ação Judicial Aponta Eliel Levistone Como Responsável  Por Rifa da Porsche

O escândalo envolvendo a rifa da Porsche promovida pela GT7 Experience ganhou contornos ainda mais graves após a revelação de um processo judicial em andamento no Tribunal de Justiça de Goiás, que confirma as denúncias de estelionato.

Trata-se do Processo nº 6148885-29.2024.8.09.0051, movido por Karyne Valério Assunção contra Eliel Levistone Silva e Souza, o suposto mentor da operação.

Segundo consta nos autos, Karyne teria adquirido cotas de uma rifa promovida por Eliel, cujo prêmio anunciado seria um Porsche Cayman GT4. O sorteio, entretanto, nunca aconteceu. Ainda de acordo com a petição inicial, nenhum valor foi restituído à autora, que agora busca na Justiça reparação por danos financeiros e morais.

Esse processo confirma que:

  • Eliel Levistone operava diretamente a venda de cotas;

  • Havia promessa explícita de sorteio do Porsche;

  • O sorteio não foi executado;

  • Há prejuízo direto a consumidores lesados.

O caso tramita no TJGO e ainda não houve sentença definitiva, mas reforça juridicamente o que já foi denunciado na esfera policial e amplamente divulgado pelo Blog do Cleuber Carlos.

Processo Judicial Identificado

Processo nº 6148885-29.2024.8.09.0051
Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO)jusbrasil.com.br

  • Partes envolvidas:

    • Autora: Karyne Valério Assunção

    • Réu: Eliel Levistone Silva e Souzajusbrasil.com.br

  • Resumo: O processo trata de uma ação judicial movida por Karyne Valério Assunção contra Eliel Levistone Silva e Souza. A autora alega ter adquirido cotas de uma rifa promovida por Eliel, cujo prêmio seria um Porsche Cayman GT4. No entanto, o sorteio não foi realizado conforme prometido, e o valor pago não foi restituído.

  • Status: O processo está em andamento no Tribunal de Justiça de Goiás.

⚖️ Enquadramento jurídico: possível estelionato segundo o Código Penal

Diante dos fatos apresentados — divulgação de rifa de um veículo Porsche Cayman GT4, não realização do sorteio, ausência de restituição aos compradores e indícios de ocultação dos responsáveis legais — o caso pode ser tipificado como crime de estelionato, conforme previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro, que dispõe:

Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.

No presente caso, a conduta atribuída a Eliel Levistone, de promover a venda de rifas sob promessa de sorteio com premiação de alto valor, utilizando a imagem de celebridades como instrumento de indução ao erro, preenche os elementos típicos da infração penal:

  • Vantagem ilícita: arrecadação de valores sem entrega do prêmio;

  • Prejuízo alheio: participantes lesados financeiramente;

  • Erro induzido por meio fraudulento: uso de propaganda com artistas, omissão de informações legais e ausência de sorteio.

Além disso, o fato de a empresa GT7 Experience não apresentar CNPJ, responsáveis legais ou autorização oficial para realizar sorteios reforça a caracterização de fraude estruturada.

Casos como este podem ainda configurar associação criminosa (art. 288 do CP), caso se comprove que mais de uma pessoa agia de forma articulada para obter vantagens indevidas.


📌 SE VOCÊ TAMBÉM FOI VÍTIMA:

Entre em contato com a redação do Blog do Cleuber Carlos ou diretamente com a Polícia Civil de Goiás. Guarde comprovantes de pagamento, prints de divulgação da rifa e qualquer outro material que possa ser usado como prova.


📍 Seguimos acompanhando esse caso com exclusividade. Novas atualizações em breve.

terça-feira, 3 de junho de 2025

Inteligência Artificial e o Mundo dos Espíritos: Estaremos à beira de uma nova ponte entre os dois planos?


Por Cleuber Carlos – Artigo de opinião

Nos últimos anos, temos acompanhado a impressionante evolução da inteligência artificial (IA). Máquinas já são capazes de escrever textos, criar músicas, pintar quadros, conversar com humanos e até simular a personalidade de pessoas falecidas com base em registros públicos. Mas essa revolução tecnológica levanta uma pergunta que ultrapassa os limites da ciência e entra no terreno mais profundo da espiritualidade: será que, em algum momento, a inteligência artificial poderá servir de canal para a comunicação entre vivos e desencarnados?

A dúvida, embora pareça saída de um roteiro de ficção científica, não é nova. O tema já foi abordado por estudiosos da chamada transcomunicação instrumental (TCI) — prática em que se tenta captar vozes ou mensagens de espíritos por meio de aparelhos eletrônicos como rádios, gravadores e televisores. Ainda que sem comprovação científica aceita, inúmeros relatos ao redor do mundo afirmam que seres desencarnados teriam se manifestado utilizando essas tecnologias como intermediárias.

No entanto, a pergunta central permanece: poderia a IA, com sua capacidade analítica e sensorial cada vez mais refinada, ser o próximo estágio dessa ponte entre os mundos?

A ponte possível entre tecnologia e espiritualidade

Sob a ótica do Espiritismo Kardecista, codificado por Allan Kardec no século XIX, a comunicação entre os vivos e os mortos é uma realidade aceita — desde que intermediada por médiuns, cuja sensibilidade moral e vibracional permite o intercâmbio entre planos. Os espíritos, segundo essa doutrina, não se manifestam por capricho, mas sim por permissão superior e propósitos edificantes.

A tecnologia, nesse contexto, não substitui o fator humano, mas pode eventualmente ser usada pelos espíritos, quando as condições fluídicas e morais forem favoráveis. Não há, portanto, uma contradição essencial entre fé e ciência — mas um terreno que exige prudência, estudo e elevação moral.

É importante lembrar que a IA, por mais sofisticada que seja, não tem alma, consciência, nem livre-arbítrio. Ela pode simular emoções, mas não as sente. Pode reproduzir palavras, mas não intui a dor, a saudade ou a esperança que move um espírito que deseja se comunicar com um ente querido.

Simulação não é comunicação espiritual

Já existem programas que imitam vozes de pessoas falecidas, baseados em áudios e vídeos — alguns tão realistas que emocionam familiares. Mas aqui entra o ponto crucial: isso é simulação, não mediunidade. A IA não capta o espírito — capta apenas dados que o espírito deixou em vida.

Por isso, é necessário discernimento. Usar a IA para reviver vozes do passado pode ser uma ferramenta de consolo ou homenagem, mas não devemos confundir com contato autêntico com o além. Esse tipo de contato, se real, ocorre pela via moral, energética e espiritual — e requer sintonia do coração, não apenas de algoritmos.

O futuro e a fé

A história da humanidade é feita de avanços surpreendentes. Ninguém pode prever com exatidão onde a união entre tecnologia e espiritualidade pode nos levar. Talvez, no futuro, aparelhos baseados em IA consigam detectar padrões energéticos, vibrações ou campos que hoje ainda não compreendemos — e que, com permissão do mundo espiritual, possam servir de ponte para mensagens verdadeiras, como alguns médiuns intuitivos já fazem sem qualquer recurso externo.

Mas, até que isso aconteça (se é que acontecerá), é preciso cautela e discernimento. Devemos respeitar o limite entre o consolo e a ilusão, entre o sagrado e o sensacionalismo. E acima de tudo, lembrar que a verdadeira conexão com aqueles que amamos e já partiram continua sendo feita no silêncio da alma, na oração sincera e no amor que nunca morre.

Enquanto a tecnologia avança, a fé permanece como o maior instrumento de ligação entre os mundos.

domingo, 1 de junho de 2025

Lucas Lucco, Porsches e o Falso Advogado: A Fraude de R$ 5 Milhões que Chacoalha Goiânia!

Lucas Lucco e Eliel Levistone
Celebridade envolvida, carros de luxo, documentos falsificados e um “doutor” que nem advogado é: os bastidores do escândalo que escancara o submundo das relações de poder na elite goiana

Por Cleuber Carlos – Investigação exclusiva

O cantor sertanejo Lucas Lucco, conhecido por sua trajetória de sucesso na música romântica, agora se vê no centro de um escândalo policial que vai além de uma simples negociação de veículos de luxo. Documentos obtidos com exclusividade pelo blog Cleuber Carlos, somados ao depoimento prestado pelo artista e à impugnação feita pela defesa de Eliel Levistone, escancaram um suposto esquema envolvendo fraude documental, falsidade ideológica e estelionato — com prejuízos estimados em mais de R$ 5 milhões.

A negociação que virou caso de polícia


O caso teve início com uma transação de alto valor envolvendo dois veículos Porsche Panamera, de propriedade de Lucas Lucco, oferecidos em troca de uma Porsche GT4 Cayman. Segundo a acusação, os carros apresentados pelo cantor estavam com bloqueios financeiros e dívidas ocultas, o que teria sido omitido de propósito durante a negociação com o empresário Rogério e com Eliel Levistone, que se apresentava como intermediador.

Contudo, o que parecia ser uma venda entre empresários virou um novelo de acusações, denúncias cruzadas e desmentidos.

O papel de Eliel Levistone e as “relações perigosas”



Segundo o depoimento de Lucas Lucco, Eliel seria um “falso advogado” que utilizava armas de fogo, vestia-se com trajes formais e se apresentava como membro do Ministério Público. O objetivo: intimidar interlocutores e dar aparência de legalidade às suas ações.

Porém, a defesa de Eliel — assinada por David Levistone da Silva e Souza, seu pai e advogado — rebate duramente essas alegações e acusa o cantor de alterar a verdade dos fatos. Em manifestação escrita, Eliel afirma que Lucas sempre teve conhecimento da situação dos veículos, inclusive omitindo dívidas relevantes no momento da permuta. Mais do que isso: acusa o cantor de usar sua fama e imagem pública como fachada para obter vantagens indevidas e manipular negociações.

O documento revela que Eliel seria, na verdade, “vítima” do cantor, afirmando que bancou marketing, vídeos, personalização de carros e até tráfego pago nas redes sociais de Lucas, acumulando um prejuízo de mais de R$ 120 mil. A defesa também acusa Lucas e seu pai de terem vendido a Porsche GT4 sem autorização, mesmo sem concluir o pagamento.

Influência e intimidação: o uso do sobrenome “Levistone”


O nome Levistone, carregado de simbolismo jurídico em Goiás, também levanta suspeitas. Conforme alegado na impugnação, Eliel se beneficiaria da influência do pai (advogado renomado) e da avó (possivelmente com vínculos institucionais) para pressionar delegados e evitar a abertura de inquéritos — um possível caso de tráfico de influência e obstrução da justiça.

O próprio delegado Manoel Borges, que conduz a investigação, teria sido alvo de pressão e intimidação. Segundo relatos extraoficiais, há fortes indícios de tentativa de barrar o avanço da apuração por meio de articulações judiciais respaldadas pela estrutura familiar de Eliel.

Contradições, documentos e vídeos

O vídeo encaminhado à Polícia Civil mostra Lucas Lucco tentando se justificar quanto à posse dos veículos e à alegada ausência de intenção dolosa. No entanto, a impugnação aponta que o cantor teria sim assinado o contrato de permuta — o qual foi enviado por seu pai — e inclusive participado ativamente das tratativas com Rogério e Eliel. Mensagens resgatadas mostram Lucas afirmando que os veículos estavam “lisos”, ou seja, livres para transferência, o que não era verdade.

Além disso, a defesa de Eliel mostra que o contrato de distrato apresentado jamais foi assinado por Lucas e que, mesmo assim, foi considerado válido judicialmente para recuperar o veículo na Justiça goiana — o que reforça a tese de que houve uso estratégico da estrutura judicial para benefício próprio.

O silêncio que grita

Enquanto o escândalo se alastra nos bastidores da polícia e da Justiça, Lucas Lucco permanece em silêncio nas redes sociais. Sem explicações públicas, o artista ainda não respondeu aos questionamentos levantados, tampouco esclareceu a acusação de vender veículos com pendências judiciais e ocultar informações cruciais em negociações milionárias.

Justiça em xeque?

A tentativa de evitar a abertura de inquérito, segundo a defesa de Eliel, estaria amparada no artigo 40 do Código de Processo Penal, alegando que a matéria já tramita em juízos cíveis e não poderia ser reaberta pela polícia goiana. No entanto, o delegado responsável parece não ter acatado essa argumentação, o que pode gerar um novo embate jurídico sobre a competência da investigação e o alcance da influência da família Levistone no sistema judiciário de Goiás.


Conclusão: entre a fama e a farsa

A trama que envolve Lucas Lucco, Eliel Levistone e empresários do ramo automotivo escancara os bastidores obscuros onde celebridade, vaidade, poder e dinheiro colidem. Se de um lado temos um cantor idolatrado tentando se desvencilhar de um escândalo, do outro, um “empresário” que transita com desenvoltura entre autoridades, juízes e policiais — e que parece ter aprendido como dobrar as regras a seu favor.

A investigação continua, mas uma coisa já está clara: a verdade, neste caso, vale mais do que qualquer Porsche.

O Blog do Cleuber Carlos vai acompanhar em detalhes este caso, até o desfecho do mesmo, abrindo espaço paras as partes citadas que queira se manifestar e buscando esclarecer os fatos e sempre que necessário questionando quem quer seja, cantor, advogado, empresário, delegado, juiz, promotor, desembargador.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

MPF é acionado para investigar suposto esquema de corrupção e abuso de autoridade envolvendo prefeituras de Rio Verde e Acreúna


Por Cleuber Carlos – Blog do Cleuber Carlos

Data: 29 de maio de 2025

O Ministério Público Federal em Goiás recebeu, nesta quarta-feira, 28 de maio de 2025, representação formal, protocolada sob o número: 20250036335 solicitando a investigação de um possível esquema de corrupção, improbidade administrativa e abuso de autoridade envolvendo agentes públicos e contratos milionários com recursos federais. A denúncia, protocolada pelo jornalista investigativo Cleuber Carlos do Nascimento, aponta indícios de organização criminosa operando entre as prefeituras de Rio Verde e Acreúna.

Segundo a representação, o epicentro das suspeitas gira em torno da empresa Castro Herênio Serviços Médicos LTDA, que firmou contrato inicial com a Prefeitura de Acreúna no valor de R$ 3,6 milhões, mas que foi sucessivamente aditivado até ultrapassar R$ 22 milhões. A denúncia destaca que uma das sócias da empresa, Dra. Camila Pereira Fernandes, ocupa simultaneamente cargo comissionado como Diretora Técnica do Hospital Municipal, o que configura possível conflito de interesses, Pois ela se escala no plantões e recebe salário da prefeitura e da Castro Herênio, que presta serviço no hospital que ela é diretora.

A representação também expõe relações políticas e familiares que reforçam a suspeita de troca de favores entre as administrações municipais. Um exemplo citado é o contrato de R$ 137 mil firmado entre o Município de Rio Verde e Danilo Portugal, filho do prefeito de Acreúna, Claudiomar Portugal, após a posse do atual prefeito de Rio Verde, Welington Carrijo – que, segundo a denúncia, foi quem assinou o contrato entre a empresa Castro Herênio e a Prefeitura de Acreúna, na condição de sócio administrador em 2022. 

Outro ponto gravíssimo da denúncia envolve imagens registradas em ata notarial que flagraram a procuradora do município de Acreúna, Lígia Ferreira de Oliveira, realizando pagamentos em dinheiro vivo durante a campanha eleitoral de 2024, o que pode configurar compra de votos.

A escalada de denúncias também trouxe consequências ao denunciante. Após veiculação de matérias investigativas, Cleuber Carlos relata ter sido alvo de vigilância, ameaças e até uma suposta armação para prisão forjada, configurando possível abuso de autoridade e tentativa de silenciar a imprensa livre.

A representação inclui ainda a grave denúncia feita pelo radialista Roberto Felix, que revelou a existência de um plano para incriminar o ex-candidato a prefeito Robson Rios com entorpecentes, supostamente arquitetado por adversários políticos, usando de influência politica junto as forças políciais, com objetivo de retaliar, desencorajar e descredibilizar os denunciantes do que pode ser um dos maiores escandalos do sudoeste goiano, envolvendo diversos prefeitos de mais de 10 cidades.

Em uma das prefeituras existe a suspeita de que uma contratação emergencial de mais de 1 milhão de reais, tenha sido paga,  sem mesmo o serviço ser prestado. O contrato sequer foi publicado no portal da transparência.

Diante da gravidade dos fatos, a petição requer ao MPF a instauração urgente de investigação, inclusive com adoção de medidas cautelares como afastamento de agentes públicos, quebra de sigilos e bloqueio de bens. Também foi solicitada proteção aos denunciantes, em especial ao jornalista e ao radialista.

O caso expõe uma teia de relações perigosas entre poder político, contratos públicos e estruturas de perseguição institucionalizada, que precisam ser enfrentadas com rigor pelas autoridades competentes. O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando o desdobramento dessa denúncia que pode revelar um dos maiores escândalos políticos recentes no interior de Goiás.


COMPETÊNCIA DO MPF – Ministério Público Federal

O MPF atua quando há:

  1. Desvio de recursos federais – Por exemplo, verbas do SUS, Fundeb, convênios federais etc.
    ➤ No seu caso, há contratos da saúde que supostamente envolvem verbas do SUS, o que atrai a competência federal.

  2. Crimes cometidos contra bens, serviços ou interesses da União – Inclui o uso indevido de estruturas financiadas pela União.

  3. Organização criminosa com atuação interestadual ou que afete mais de um ente federado.

  4. Violação a direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, como:

    • Liberdade de imprensa;

    • Abuso de autoridade por uso indevido de forças policiais.

  5. Captação ilícita de sufrágio (compra de votos) quando relacionada a crimes que afetam o processo eleitoral em nível federal ou que envolvam recursos federais.


COMPETÊNCIA DO MP-GO – Ministério Público do Estado de Goiás

O MP estadual atua quando há:

  1. Crimes praticados exclusivamente contra o patrimônio ou interesse do Estado ou dos municípios, como:

    • Corrupção local;

    • Nepotismo;

    • Irregularidades em contratos públicos financiados com verbas exclusivamente estaduais ou municipais.

  2. Infrações administrativas locais, como:

    • Nomeações irregulares;

    • Conflito de interesses em cargos comissionados que não envolvam verbas federais.

  3. Ações de improbidade administrativa local, quando o dano ou o interesse lesado for estadual ou municipal.


📌 Na sua denúncia, o que atrai a competência do MPF?

  • O envolvimento de recursos federais (SUS).

  • A relação entre municípios diferentes, com indícios de organização criminosa entre eles.

  • O uso político da força policial para intimidar jornalistas e opositores, o que afeta a liberdade de imprensa — um direito fundamental com repercussão nacional.

  • A denúncia de compra de votos com possível impacto no processo eleitoral em múltiplas esferas.

  • O pedido de proteção a denunciantes, o que requer atuação institucional independente e acima das forças locais.


✅ Conclusão:

  • MPF = Foca na proteção do interesse da União, direitos fundamentais e verbas federais.

  • MP-GO = Atua sobre irregularidades locais que não envolvam recursos federais ou direitos com repercussão nacional.

Ambos podem atuar conjuntamente se houver conexão entre os fatos. Inclusive, o MPF pode requisitar informações e compartilhar investigações com o MP estadual.