Carlinhos Cachoeira está de volta. Outrora no sub mundo da política, ele agora chegou nas redes sociais.
Carlinhos Cahoeira é uma das figuras mais emblemáticas no mundo dos negócios, política e justiça.
Sou com certeza o jornalista que mais tem matérias publicadas sobre Carlinhos Cachoeira, detentor de matérias exclusivas, desde a operação Monte Carlo. Tenho publicadas gravações que nem a polícia federal conseguiu.
Carlinhos Cachoeira decidiu falar por conta própria, ao abrir seu instagram, prometendo contar detalhes dos bastidores da política, do judiciário e do mundo dos negócios. Não acredito que fará isso em sua plenitude. Ele teria mais a perder do que a ganhar e Cachoeira não gosta de perder. Mas para atingir seus objetivos pode tirar do baú, alguns documentos e gravações.
Uma das coisas que sempre tive curiosidade de saber, quem é o deputado que em sua adolescencia, foi preso em flagrante por roubo a residência. Será que Cachoeira tem guardado o Boletim de Ocorrência que sumiu dos arquivos da Polícia?
Se Cachoeira contar tudo que sabe, será a versão brasileira de William Mark Felt, o Garganta profunda, um diretor associado do FBI que forneceu aos repórteres do The Washington Post Bob Woodward e Carl Bernstein informações críticas sobre o escândalo Watergate, que acabou levando à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. A garganta de Cachoeira derruba gente nos três poderes nas esferas, municipais, estaduais e federal.
Carlinhos Cachoeira é inteligente e extratégico. Não está atrás de publicidade gratuíta e não quer se tornar delator, apenas irá agir de acordo com sua necessidade para defender seus interesses, quase sempre financeiros.
Se Carlinhos resolve tocar em um determinado assunto, pode ter certeza que ele tem algum interesse financeiro neste assunto.
Como muita gente tem o rabo preso na mão do Cachoeira, ele com certeza vai tirar o sono destas raposas felpudas.
Em sua primeira postagem, Cachoeira direciona sua mira para o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpio, o advogado Diogo Crosara, Bruno Peixoto e Irismar Dantas.
Quem conhece Cachoeira, como eu conheço, sei do que está falando e de quem está falando. Cachoeira escreve em códigos, mas para quem sabe ler o "cachoerês", um pingo é letra e no livro que cachoeira escreve, de uma vírgula, consigo fazer um capitulo.
Veja o texto de Carlinhos Cachoeira
A Polícia Federal quer saber quem é o sortudo dos 275 mil reais apreendidos na estrada rumo a Brasília, num veículo de um escritório de advocacia de Goiânia.
Quer saber ainda mais: quais os vínculos familiares dos associados e ex-sócios com a Justiça de Goiás. Claro, isso se tiver.
Curiosa e criteriosa, a PF está apurando ainda quais as ligações deste sortudo com outro afortunado: Irismar Dantas, diretor financeiro do Tribunal de Justiça que – “concidentemente” – contratou o mesmo escritório de advocacia.
E, ao que se comenta, também já estão com os olhos postos na máfia das falências e nos pomposos precatórios da Delta.
O escritório, aliás, poderia se chamar – inclusive – “Trevo de Quatro Folhas & seus Associados Abençoados”.
Onde estiver, Boadyr deve estar pensando: esse menino tá “brilhando” demais!!
O TJ, como todos sabem, tem um julgamento sobre a legalidade do terceiro mandato do presidente da Câmara, Romário Policarpo, ao mesmo tempo em que a mesma Câmara de Goiânia sinaliza a jato a doação de um terreno ao TJ.
Ah... tudo isso com o lobby pró-Policarpo de outro presidente: Bruno Peixoto, da Alego.
Nessa toada, até o João de Deus vai querer receber essa “unção” pra ver se essa mesma sorte destes envolvidos também aparece pra ele.
Haja boemia na terra de Camões.
É de lascar.