quarta-feira, 16 de setembro de 2026

CAMPANHA NAS RUAS X CONTAS NO TSE: QUANTO CUSTA A ESTRUTURA DE PAULO DO VALE?

 

ELEIÇÕES 2026 | Prestação parcial registra R$ 655,7 mil em despesas; presença da campanha em diferentes regiões de Goiás levanta questionamentos sobre o custo total da estrutura.

A divulgação das prestações parciais de contas pela Justiça Eleitoral abre espaço para uma comparação importante: o que os candidatos informam ao TSE e a dimensão das campanhas que o eleitor encontra nas ruas.

Um dos casos que merece acompanhamento é o do candidato a deputado estadual Paulo do Vale (PSD).

Dados da prestação parcial apontam R$ 326,5 mil em receitas e R$ 655,7 mil em despesas declaradas. O valor representa aproximadamente 52% do limite de R$ 1,27 milhão permitido para uma candidatura a deputado estadual em Goiás.

Os próprios números mostram uma estrutura relevante. Foram declarados R$ 320 mil com militância e mobilização de rua, R$ 78,9 mil com materiais impressos, R$ 52,8 mil com adesivos, além de despesas com produção audiovisual, jingles, veículos, impulsionamento e carros de som.

A questão que surge é outra: esses valores refletem toda a dimensão da campanha vista nas ruas?

A candidatura de Paulo do Vale mantém presença visual e estrutura de campanha em diferentes regiões de Goiás. Materiais gráficos, adesivos, banners, equipes, deslocamentos, veículos e mobilização representam custos que podem ser confrontados com os registros apresentados à Justiça Eleitoral.

Isso, por si só, não significa irregularidade.

A prestação divulgada agora é parcial e contempla a movimentação registrada até 8 de setembro. Além disso, campanhas podem receber bens e serviços estimáveis em dinheiro, doações e novos recursos posteriormente contabilizados.

Por isso, o Blog vai acompanhar a evolução das contas.

A comparação será objetiva: quanto custa a estrutura que está nas ruas e quanto dessa estrutura aparece, fornecedor por fornecedor, nas prestações apresentadas à Justiça Eleitoral?

Ao final da campanha, os números terão que fechar.

Esse formato é mais defensável porque transforma a percepção da presença da campanha em pergunta investigativa, e não em acusação de caixa dois ou omissão de despesas.

Há material concreto para aprofundar: dos R$ 655,7 mil, aparecem 246 pagamentos de militância/mobilização, somando R$ 320 mil; aproximadamente R$ 131,7 mil entre impressos e adesivos; R$ 25 mil em locação/cessão de veículos; e fornecedores identificados. 



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