Enquanto Marconi Perillo, Wilder Morais e Luis César Bueno estarão frente a frente neste domingo, Daniel Vilela ficará fora do primeiro grande confronto da eleição. Ausência levanta uma pergunta inevitável: por que quem pretende governar Goiás não quer encarar os adversários e explicar suas propostas ao eleitor?
O primeiro debate entre candidatos ao Governo de Goiás acontece neste domingo (9), às 20h, e uma ausência chama mais atenção do que algumas presenças: Daniel Vilela (MDB) não estará no palco.
Segundo a programação divulgada, participarão Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis César Bueno (PT). O encontro será promovido pela TV Sucesso/Band, rádios do Grupo Sucesso e Centro Universitário FacUnicamps.
Daniel, porém, ficará de fora.
E, em uma eleição para governador, fugir do debate político tem preço.
Quem pretende comandar Goiás precisa estar disposto a responder perguntas difíceis, confrontar números, defender realizações, explicar problemas do governo e, principalmente, apresentar ao eleitor aquilo que pretende fazer nos próximos quatro anos.
Debate não é palanque controlado. Não tem roteiro de campanha, pergunta combinada ou discurso sem contraditório.
É justamente por isso que a ausência de Daniel Vilela precisa ser explicada.
Se houve convite e o governador decidiu não comparecer, qual a razão? Estratégia eleitoral? Medo do confronto? Receio de enfrentar Marconi Perillo e Wilder Morais? Ou simplesmente a avaliação de que é melhor preservar a candidatura do desgaste de perguntas incômodas?
Sem uma justificativa convincente, Daniel corre o risco de receber um rótulo extremamente desconfortável logo no início da campanha: o candidato fujão.
Enquanto seus principais adversários estarão frente a frente, submetendo propostas e trajetórias ao contraditório, Daniel não estará lá para defender o próprio governo.
Quem quer governar precisa debater.
Quem possui projeto precisa apresentá-lo.
Quem reivindica os votos dos goianos precisa estar preparado para dar explicações.
E quem foge do confronto abre espaço para uma pergunta que certamente será explorada pelos adversários: do que Daniel Vilela tem medo?
O primeiro debate nem começou, mas a cadeira vazia de Daniel já promete ser um dos personagens da noite.
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