quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Delegado na Mira: Operação Investiga Desvio de R$ 2,2 Milhões em Obras Escolares em Rio Verde

 

Esquema envolve contratos de reformas, concursos e material didático; MP aponta delegado da Polícia Civil como líder da organização criminosa


Na manhã desta quarta-feira (21), o Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio do Gaeco Sul, deflagrou a Operação Regra de Três, que expõe mais um capítulo sombrio da relação entre poder, corrupção e fragilidade no controle de verbas públicas destinadas à educação. O alvo principal é um delegado da Polícia Civil de Rio Verde, suspeito de liderar uma organização criminosa em conjunto com sua esposa.

De acordo com a investigação, o grupo teria desviado ao menos R$ 2,2 milhões desde 2020, recursos que deveriam financiar reformas, obras em escolas estaduais e até a impressão de material didático. O MP-GO também aponta indícios de fraude em contratos para concursos públicos da Câmara Municipal de Rio Verde, com direcionamento ilícito para entidades ligadas ao grupo.


O Esquema Revelado

Segundo o MP, a rede de corrupção funcionava em três frentes principais:

  • Obras escolares: contratos superfaturados e direcionados para empresas ligadas ao grupo.

  • Material didático: impressão e fornecimento com sobrepreço e favorecimento.

  • Concursos públicos: contratação ilícita de instituto ligado ao grupo para realização de certames oficiais.

A arquitetura criminosa incluía falsidade ideológica, contratação direta irregular, lavagem de capitais e uso de "laranjas" para movimentar valores. A ordem judicial determinou o bloqueio de contas e a apreensão de bens dos investigados, medida necessária para garantir o eventual ressarcimento dos cofres públicos.


Impacto e Indignação

Não é a primeira vez que verbas da educação, recurso sagrado para qualquer sociedade, viram alvo de predadores políticos e institucionais. A diferença, neste caso, é que o suposto chefe do esquema não é um político tradicional, mas um delegado de polícia, figura que deveria ser símbolo da lei e da moralidade.

A denúncia desmonta o discurso oficial de combate à corrupção dentro da própria máquina pública, deixando uma ferida ainda mais profunda na confiança da população. O delegado, ao invés de proteger o patrimônio público, teria usado seu cargo e influência para manipular contratos e drenar recursos que deveriam estar construindo escolas e garantindo aprendizado.


A Reação da Polícia Civil

Em nota, a Polícia Civil de Goiás afirmou que prestou apoio ao MP na operação e reforçou o compromisso institucional com a transparência. A corporação informou que o caso será remetido à Corregedoria, mas o episódio lança uma sombra sobre a credibilidade da instituição.

A questão central agora é: até onde vai a conivência ou a cegueira das corregedorias diante de agentes que se transformam em criminosos de colarinho branco?


O que Vem a Seguir

O processo deve avançar com denúncias formais por organização criminosa, fraude em licitação, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Se confirmadas as provas, abre-se a possibilidade não só de perda do cargo e prisão do delegado, mas também de desdobramentos contra gestores públicos que possam ter participado ou se beneficiado da rede de contratos fraudulentos.


👉 Essa operação é mais do que um caso policial: é um alerta. O desvio de verbas educacionais em Rio Verde simboliza o colapso ético de setores do poder público, mostrando que a corrupção não se limita a gabinetes políticos — ela também pode se instalar dentro das instituições que deveriam combatê-la.


📌 Pergunto a você: como recuperar a confiança na polícia e na educação quando os guardiões da lei são flagrados como protagonistas do crime?

Queremos saber, qual o nome dos envolvidos? Quem é o delegado? Quais foram as obras realizadas? Em quais cidades? Qual o nome do instituto citado? Qual empresa vendeu os livros didáticos? 

A verdade dos fatos não pode vim a tona com uma falsa aparecia de transparência. A verdade dos fatos precisar vim por completo e não seleitiva com ocultação de nomes.

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