quinta-feira, 22 de outubro de 2026

DANIEL VILELA TERIA CONDICIONADO APOIO A ISSY QUINAN À REDUÇÃO DE 6 MIL PARA 1.500 COMISSIONADOS NA ALEGO

Informação de bastidores obtida pelo Blog do Cleuber Carlos aponta uma negociação que pode alterar profundamente a relação de poder entre o Governo de Goiás e a Assembleia Legislativa. A proposta incluiria a transferência de indicações políticas dos deputados para a estrutura do Executivo estadual.

Uma informação obtida pelo Blog do Cleuber Carlos revela uma possível estratégia política do governador Daniel Vilela (MDB) para ampliar sua influência sobre a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a partir de 2027.

Segundo relato recebido pela reportagem, Daniel teria condicionado seu apoio à candidatura do deputado estadual Issy Quinan (MDB) à presidência da Alego a um compromisso: reduzir o número de servidores comissionados da Assembleia de aproximadamente 6 mil para apenas 1.500.

A condição teria sido apresentada durante uma conversa reservada entre os dois políticos.

O ponto mais significativo da informação, entretanto, não estaria apenas na redução dos cargos, mas no destino das indicações políticas dos deputados.

Pela estratégia atribuída ao governador, parte dos apoiadores atualmente nomeados na estrutura legislativa passaria a depender de nomeações em órgãos do Governo de Goiás.

Na prática, deputados que hoje dispõem de espaços próprios para indicar assessores precisariam negociar diretamente com o Executivo para acomodar seus indicados.

Isso poderia modificar a relação de forças entre os dois Poderes, ampliando a influência do Palácio das Esmeraldas sobre as articulações parlamentares.

UMA ESTRUTURA DE MAIS DE 6 MIL COMISSIONADOS

A dimensão da proposta chama atenção. Levantamento divulgado pela imprensa goiana, com base em dados do Portal da Transparência da Alego, apontou 6.043 servidores comissionados em agosto de 2026.

Caso esse contingente fosse reduzido para 1.500, haveria uma diminuição de aproximadamente 4.543 postos, equivalente a 75,2% do total.

Em junho, a maior parte dos comissionados estava vinculada aos gabinetes parlamentares, o que demonstra o alcance que uma mudança dessa magnitude teria sobre a estrutura dos deputados.

A redução, contudo, não significaria transferência automática de servidores para o Executivo. Eventuais nomeações no governo dependeriam da existência de cargos legalmente previstos, disponibilidade orçamentária e decisões administrativas.

O PODER POR TRÁS DA PRESIDÊNCIA

A disputa pela sucessão de Bruno Peixoto ultrapassa a escolha de quem comandará as sessões legislativas.

O futuro presidente terá papel importante na administração da Assembleia, na composição da Mesa Diretora e na condução das relações institucionais com o Executivo.

Issy Quinan, atual primeiro vice-presidente da Alego e integrante do MDB, aparece entre os nomes de maior projeção na disputa.

Publicamente, Daniel Vilela declarou, em 20 de outubro, que prefere um presidente pertencente à sua base política e admitiu participar futuramente da construção de um entendimento entre os candidatos.

A condição envolvendo a redução dos comissionados, entretanto, não foi anunciada publicamente.

A PERGUNTA QUE FICA

Se a informação de bastidores for confirmada, a discussão deixará de ser apenas sobre economia de recursos públicos e passará também pelo controle político das nomeações.

A redução da estrutura administrativa pode representar uma medida legítima de racionalização de despesas. Mas uma eventual transferência de indicações para o Executivo teria consequências diretas sobre a autonomia política dos deputados.

A conversa reservada e a condição atribuída ao governador ainda dependem de confirmação independente. Não há, até o momento, demonstração de que a proposta tenha sido formalizada ou aceita por Issy Quinan.

O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando a articulação para esclarecer se a redução dos cargos integra efetivamente as negociações pela presidência da Alego e qual seria o destino das indicações parlamentares.


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

O PREFEITO, OS DOIS VEREADORES E O LEILÃO DA PRÓPRIA SOBREVIVÊNCIA

Em uma cidade que não existe, um prefeito que nunca existiu descobre que seu mandato pode acabar por causa de dois votos. Começa, então, uma operação de emergência: salvar o próprio pescoço, custe o que custar — principalmente aos cofres públicos.

Era uma vez um prefeito que governava uma cidade que todo mundo sabia da vida de todo mundo, menos do destino do dinheiro público.

Certo dia, recebeu uma notícia devastadora: faltavam apenas dois votos para mandar seu mandato para o cemitério político.

O homem entrou em desespero. Chamou assessores, advogados, secretários e até um conhecido especialista em milagres eleitorais.

— Precisamos conquistar dois vereadores! — gritou, enxugando o suor.

O primeiro assessor sugeriu diálogo. Foi demitido imediatamente.

O segundo propôs oferecer cargos, secretarias, diretorias e empregos para parentes até o terceiro grau. Ganhou um abraço.

O terceiro teve uma ideia considerada genial:

— Prefeito, ofereça uma secretaria inteira para cada um!

— Só isso? — respondeu o chefe. — Acrescente carros oficiais, combustível, contratos e liberdade para indicar quem quiser!

Começou então o grande leilão da sobrevivência.

Para o primeiro vereador, ofereceram uma secretaria, três diretorias e uma coleção de cargos comissionados.

Para o segundo, a proposta foi ainda mais generosa: uma secretaria com porteira aberta, contratos futuros e o direito de escolher até a cor das cortinas do gabinete.

Mas havia um problema. Os dois vereadores não demonstravam entusiasmo.

O prefeito aumentou a oferta.

— Dou mais duas secretarias!

Silêncio.

— Uma autarquia!

Nada.

— Metade da prefeitura!

Um assessor cochichou:

— Prefeito, desse jeito não sobra nada para administrar.

O chefe respondeu:

— Administrar para quê? Primeiro preciso continuar prefeito!

Naquela noite, o homem dormiu abraçado ao telefone, esperando a ligação salvadora.

Enquanto isso, os dois vereadores tomavam café tranquilamente, observando o espetáculo.

Um deles comentou:

— Engraçado como a prefeitura ficou generosa justamente agora.

O outro respondeu:

— Pois é. Pena que essa generosidade nunca apareceu quando pedimos melhorias para a população.

Moral da história: quando o mandato entra em liquidação, há prefeito que oferece até a chave da prefeitura. Só esquece de um detalhe: o prédio, os cargos e o dinheiro não são dele.

Esta é uma obra inteiramente fictícia e satírica. Personagens, cidade, diálogos e acontecimentos são imaginários, sem referência a pessoas ou fatos específicos.


DE CRÍTICO DAS OSs A NOVO CONTRATO MILIONÁRIO: MÁRCIO CORRÊA DESTINA R$ 31,6 MILHÕES À GESTÃO DE HOSPITAL EM ANÁPOLIS

Prefeito que denunciava os interesses financeiros por trás das organizações sociais mantém modelo de gestão na saúde. Novo chamamento público coloca em discussão a coerência entre seu discurso político e as decisões administrativas.

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), enfrenta um questionamento sobre sua postura em relação às organizações sociais de saúde. Antes de assumir a prefeitura, o político fazia críticas contundentes ao modelo. Agora, sua administração conduz a escolha de uma OS para gerenciar o Hospital Municipal Georges Hajjar, com previsão de R$ 2,64 milhões mensais.

Em agosto de 2023, durante manifestação na Câmara dos Deputados, Corrêa criticou a contratação dessas entidades, afirmando que o sistema poderia favorecer interesses financeiros em prejuízo dos profissionais da saúde.

Na campanha de 2024, voltou a questionar a atuação das OSs, embora tenha esclarecido que sua oposição era à falta de fiscalização, e não necessariamente à existência dessas organizações.

A decisão atual recoloca suas declarações no centro do debate.

A Associação Brasileira de Entidades de Assistência Social (ABEAS) conquistou a primeira colocação no Chamamento Público nº 056/2026, com 91 pontos. Superou o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, atual gestor emergencial, que obteve 86 pontos.

O contrato previsto representa aproximadamente R$ 31,68 milhões em 12 meses. A classificação ainda depende das etapas administrativas e não significa contratação definitiva.

O ponto central não é apenas identificar a entidade vencedora, mas compreender por que o prefeito decidiu manter a administração terceirizada e quais mecanismos de controle serão diferentes daqueles que ele próprio criticava.

A prefeitura precisa esclarecer quais garantias de transparência, fiscalização e eficiência acompanharão os repasses.

Se Márcio Corrêa denunciava os problemas das OSs antes de assumir o poder, quais medidas concretas adotou para impedir que esses problemas se repitam agora?

Essa é a explicação que a população de Anápolis tem o direito de cobrar.

Fontes: reportagem de campanha publicada pelo DM Anápolis em 26/10/2024; declarações anteriores recuperadas pelo Anápolis Diário; Chamamento Público nº 056/2026 e classificação divulgada pelo Diário do Município.


GERP QUE MAIS SE APROXIMOU DAS URNAS NO 1º TURNO APONTA FLÁVIO BOLSONARO COM 53% E LULA COM 47%

Instituto que registrou uma das menores diferenças em relação ao resultado real do primeiro turno divulga nova pesquisa nesta quarta-feira (21). Flávio Bolsonaro abre seis pontos de vantagem nos votos válidos a quatro dias da eleição presidencial.

O Instituto Gerp Mercadologia, que apresentou a pesquisa mais próxima do resultado das urnas no primeiro turno, divulgou nesta quarta-feira, 21 de outubro, novo levantamento sobre a disputa pela Presidência da República. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A diferença é de seis pontos percentuais, a apenas quatro dias do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.

O desempenho anterior do instituto chama atenção. Na pesquisa divulgada em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, a Gerp apontou Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 44% dos votos válidos.

Nas urnas, Flávio conquistou 47,03%, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os candidatos foi de 1,87 ponto percentual, praticamente reproduzindo os dois pontos registrados pela Gerp. O instituto ficou entre os mais precisos da eleição, considerando a distância entre os dois candidatos.

Na nova pesquisa, Flávio registra 50% dos votos totais, contra 45% de Lula. Outros 2% não escolheram nenhum candidato e 2% não souberam responder.

Em relação à pesquisa Gerp de 16 de outubro, Flávio passou de 52% para 53% dos votos válidos, enquanto Lula oscilou de 48% para 47%. As variações ficaram dentro da margem de erro.

O levantamento ouviu 2.400 eleitores por telefone, entre 19 e 21 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de aproximadamente 95%. A pesquisa foi financiada pelo próprio instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03835/2026.

Embora a Gerp tenha apresentado elevada proximidade com as urnas no primeiro turno, o novo levantamento representa a intenção de voto no momento da coleta, não uma previsão definitiva do resultado de domingo.

Fontes da apuração:


EMPRESÁRIA DA SAÚDE LIGADA A CONTRATO DE R$ 3,1 MILHÕES EM TAQUARAL TAMBÉM APARECE EM CONTRATAÇÕES HOSPITALARES E TOMADA DE CONTAS EM GOIÁS

Gleycianne da Silva França representa holding que ingressou na Fabermed 18 dias antes da assinatura do contrato municipal. Médica também figura em outras empresas de serviços de saúde e foi notificada oficialmente em procedimento da Secretaria Estadual de Saúde.

Uma investigação do Blog do Cleuber Carlos identificou conexões empresariais envolvendo a médica Gleycianne da Silva França, empresas prestadoras de serviços de saúde e contratos públicos em Goiás.

Um dos principais registros é o contrato nº 106/2026, firmado em 23 de agosto entre o Fundo Municipal de Saúde de Taquaral de Goiás e a Fabermed Soluções em Saúde Ltda., CNPJ 41.063.390/0001-26, no valor global de R$ 3.119.900.

A contratação, realizada por credenciamento, contempla consultas médicas especializadas, exames diagnósticos e procedimentos cirúrgicos ambulatoriais e eletivos. A vigência vai até agosto de 2027.

ALTERAÇÃO SOCIETÁRIA ANTES DO CONTRATO

Os registros empresariais revelam que, em 5 de agosto de 2026, apenas 18 dias antes da assinatura do contrato com Taquaral, ingressaram na Fabermed a JVGF Participações Ltda., a Unisen Holding de Participações Ltda. e Lucas Nogueira Taveira Adorno.

A JVGF é representada por Gleycianne da Silva França, enquanto a Unisen tem Renato Pereira Campelo como representante. Pedro Felipe Xavier Santos também figura no quadro societário da Fabermed.

O levantamento cadastral identifica Gleycianne em outras empresas, incluindo Fixa Corp S/S, Ideal Corp S/S, JG Serviços Médicos e Medcorp, além de sua atuação na Fluir Gestão em Saúde.

A existência dessas participações demonstra a presença da empresária em diferentes estruturas societárias do setor, sem constituir, por si só, qualquer irregularidade.

DOCUMENTO OFICIAL REVELA TOMADA DE CONTAS

Uma publicação do Diário Oficial de Goiás de 27 de março de 2025 identifica Gleycianne como sócia-diretora da Fluir Gestão em Saúde Ltda.

A empresa havia sido contratada pelo Instituto Gênnesis para prestar serviços de coordenação médica no Hospital Estadual de São Luís de Montes Belos.

A Secretaria Estadual de Saúde instaurou a Tomada de Contas Especial nº 202400010072280 para apurar possível dano ao erário decorrente de carga horária não cumprida integralmente por profissional contratado, apesar do pagamento integral do serviço.

O valor originalmente apontado foi de R$ 1.500, atualizado para R$ 1.862,28 em fevereiro de 2025.

O documento comprova a existência do procedimento administrativo, mas não representa condenação definitiva. O resultado final da apuração não foi confirmado.

CONTRATOS DE R$ 8,9 MILHÕES MENSAIS EM HOSPITAIS ESTADUAIS

Em reportagem publicada em 21 de setembro de 2026, o Metrópoles informou que a Fabermed FMC, empresa da qual Gleycianne é apontada como sócia, assumiu contratos de prestação de serviços em três hospitais estaduais administrados pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed).

As contratações, segundo o jornal, somam R$ 8,9 milhões mensais e envolvem unidades hospitalares em Formosa, Uruaçu e Trindade.

A reportagem também informa que Gleycianne é mencionada em investigação federal sobre suspeitas de simulação de concorrência em contratações anteriores.

A médica negou participação em combinação de preços. As suspeitas permanecem distintas de qualquer conclusão judicial definitiva.

TAQUARAL: CONTRATOS DE SAÚDE SOMAM R$ 16,5 MILHÕES

Além da Fabermed, o município de Taquaral firmou o Termo de Colaboração nº 01/2026 com o Instituto Projeto Rondon, no valor de R$ 13.436.664, para atividades de planejamento, fortalecimento e operacionalização dos serviços públicos de saúde.

Somados, os dois instrumentos representam R$ 16.556.564 em valores globais previstos.

Os registros disponíveis comprovam as contratações, mas não demonstram que os valores tenham sido integralmente pagos.

A investigação continuará concentrada na execução financeira, nos serviços efetivamente realizados e na identificação de eventuais coincidências entre despesas custeadas pelos diferentes contratos.

O Blog do Cleuber Carlos mantém espaço aberto para manifestações de Gleycianne da Silva França, da Fabermed, do Instituto Projeto Rondon e dos demais envolvidos.

Documentação de referência: contrato nº 106/2026 de Taquaral, publicado no PNCP ; registros societários da Fabermed ; Diário Oficial de Goiás de 27 de março de 2025 ; reportagem do Metrópoles de 21 de setembro de 2026 ; e termo de colaboração do Instituto Projeto Rondon .


JERONYMO SOFRE NOVA DERROTA NO STF! CASSAÇÃO AVANÇA EM SÃO MIGUEL DO ARAGUAIA


Alexandre de Moraes nega seguimento a reclamação apresentada pelo prefeito de São Miguel do Araguaia. Processo de cassação continua na Câmara Municipal, com julgamento previsto para 29 de outubro. Articulação de nove vereadores favoráveis ao afastamento coloca o chefe do Executivo diante de uma situação política delicada.


O prefeito de São Miguel do Araguaia, Jeronymo José de Siqueira Neto (MDB), sofreu mais um revés judicial na tentativa de interromper o processo político-administrativo que pode resultar na cassação de seu mandato. 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento à Reclamação nº 100.882/GO, apresentada pela defesa do prefeito contra decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) que permitiu a continuidade dos trabalhos da Câmara Municipal. 

A defesa sustentava que a Comissão Processante nº 03/2026 teria estabelecido regras próprias para notificações e apresentação de defesa, contrariando a Súmula Vinculante nº 46. Segundo reportagem do Jornal da Cidade, Moraes concluiu que a decisão do TJGO não afastou a aplicação da legislação federal. 

A comissão é presidida pelo vereador André Luiz Maciel Souza (PL), e o julgamento está previsto para 29 de outubro. 

Nos bastidores políticos, a situação de Jeronymo é considerada extremamente delicada. Informações apuradas pelo Blog do Cleuber Carlos apontam que nove vereadores estariam favoráveis à cassação. 

O Decreto-Lei nº 201/1967 estabelece que a perda do mandato exige o voto favorável de pelo menos dois terços dos integrantes da Câmara Municipal. 

A sucessão de decisões judiciais desfavoráveis à tentativa de suspensão do procedimento aumenta a pressão política sobre o prefeito às vésperas do julgamento. 

A decisão do STF não representa a cassação nem julgamento definitivo de todas as questões jurídicas levantadas pela defesa. Entretanto, mantém aberto o caminho para que a Câmara Municipal conclua o processo dentro dos prazos legais. 

O destino político de Jeronymo Siqueira está agora nas mãos dos vereadores. Se os nove parlamentares apontados como favoráveis à cassação mantiverem suas posições e o quórum legal for alcançado, São Miguel do Araguaia poderá assistir à queda de seu prefeito ainda neste mês. 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

CASO CAROL DO AMILTON FILHO: MDB TENTA BARRAR RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, MAS FILIAÇÃO AINDA DEPENDE DE DECISÃO DEFINITIVA

Partido apresenta defesa de 18 páginas ao TRE-GO para manter candidatura de Ana Caroline Guimarães de Oliveira Faria. Ministério Público Eleitoral questiona fundamentos da decisão que reconheceu filiação ao MDB por meio de liminar concedida após a morte de Amilton Filho.

A disputa judicial envolvendo a candidatura de Carol do Amilton Filho à Assembleia Legislativa de Goiás ganhou um novo capítulo. O MDB apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) uma manifestação de 18 páginas contestando os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público Eleitoral contra a decisão que deferiu o registro da candidata.

O centro da controvérsia é a filiação partidária de Ana Caroline Guimarães de Oliveira Faria. O MDB sustenta que ela está filiada desde 17 de novembro de 2025, mas o reconhecimento judicial ocorreu somente em 28 de setembro de 2026, dois dias depois da morte de Amilton Batista de Faria Filho, candidato que ela substituiu.

A regularização foi determinada por liminar da 141ª Zona Eleitoral, decisão provisória que permanece sujeita ao julgamento definitivo do processo específico de filiação.

O Ministério Público questiona aspectos da fundamentação do acórdão que deferiu a candidatura, especialmente a utilização dessa decisão provisória e o alcance da análise das provas documentais.

Na defesa, os advogados do MDB argumentam que a liminar produz efeitos enquanto não for revogada e que o TRE não poderia reexaminar, no registro de candidatura, o mérito de decisão proferida em processo específico.

Entre os documentos apresentados para sustentar a filiação estão uma ficha partidária, registros internos e um ofício de abril de 2026 indicando Carol para a presidência do MDB Mulher de Anápolis.

Entretanto, permanece uma questão fundamental: quais provas independentes demonstram que a filiação efetivamente ocorreu em novembro de 2025?

O próprio MDB admite, em pedido subsidiário, a possibilidade de o Tribunal esclarecer o caráter provisório da decisão, desde que preserve o registro da candidatura.

O TRE deferiu a candidatura por unanimidade. Isso, porém, não significa que a discussão judicial sobre a filiação esteja definitivamente encerrada.

Agora, caberá à Justiça Eleitoral apreciar os embargos do Ministério Público, enquanto o processo específico de filiação poderá trazer novos desdobramentos.

A questão central permanece: a documentação apresentada será suficiente para confirmar definitivamente a filiação partidária de Carol dentro do prazo legal?