quarta-feira, 12 de agosto de 2026

JF SPORTS, WELLITON E JOÃO BOSCO LUZ: dinheiro entrou no Goiás, dívida foi reconhecida e empresa terminou sem receber

INVESTIGAÇÃO | Uma das mais controversas operações financeiras da história do Goiás Esporte Clube atravessa empréstimos milionários, uma confissão de dívida, a venda de Welliton para a Rússia e uma batalha judicial que durou anos. No centro dessa cronologia aparece João Bosco Luz de Morais: advogado e diretor jurídico do Goiás no período dos negócios e, posteriormente, presidente de uma administração cujas demonstrações financeiras continuaram reconhecendo R$ 3,145 milhões da JF Esportes no passivo do clube.

Existe uma pergunta que atravessa quase duas décadas da história financeira do Goiás:

se o dinheiro da JF entrou no clube, por que a empresa terminou sem receber?

A JF Sports — identificada nos documentos como JF Esportes Ltda. — realizou empréstimos ao Goiás por meio de contratos de mútuo.

E a existência dessa obrigação não apareceu apenas nas alegações da empresa.

As próprias demonstrações contábeis do Goiás registraram R$ 3.145.309,00 em “Títulos a Pagar – JF Esportes Ltda.”

Era dinheiro contabilizado no passivo do próprio clube.

JOÃO BOSCO ESTAVA NO JURÍDICO

É aqui que entra um personagem fundamental para compreender essa história: João Bosco Luz de Morais.

Antes de assumir a presidência do Goiás, João Bosco teve longa atuação jurídica dentro do clube. Registros públicos apontam que ele atuou como advogado do Goiás entre 1996 e 2009, período que alcança justamente os negócios realizados com a JF, a renegociação da dívida e a posterior transferência de Welliton para o futebol russo.

João Bosco também exerceu funções de direção jurídica no Goiás ao longo de sua trajetória no clube.

Isso significa que ele não aparece nessa história apenas anos depois, como presidente. Sua atuação profissional estava ligada ao departamento jurídico esmeraldino durante o período central da controvérsia.

Ainda é necessário localizar o contrato original, com todas as assinaturas, para estabelecer quem pessoalmente elaborou, aprovou e assinou cada instrumento. Mas a posição ocupada por João Bosco dentro da estrutura jurídica do Goiás naquele período é parte relevante da cronologia e precisa ser esclarecida.

UMA CONFISSÃO DE DÍVIDA E 50% DE WELLITON

Em 8 de janeiro de 2007, a relação ganhou contornos ainda mais impressionantes.

Segundo documentos reproduzidos no processo judicial, foi celebrado um “Contrato de Confissão de Dívida e de Parceria sobre Valores Econômicos e Financeiros Advindos de Negociação de Atleta Profissional de Futebol e Outras Avenças”.

A obrigação foi renegociada e a JF passou a reivindicar, com base naquele instrumento, 50% dos valores decorrentes de uma futura negociação de Welliton.

E Welliton foi vendido.

O atacante deixou o Goiás rumo ao Spartak Moscou, da Rússia.

Nos autos aparecem aproximadamente R$ 21,04 milhões relacionados à transferência.

A JF sustentou que deveria receber a parcela estabelecida no acordo.

Segundo a empresa, o dinheiro não foi repassado.

DE DIRETOR JURÍDICO A PRESIDENTE

A participação institucional de João Bosco ganha ainda mais relevância porque sua relação com o assunto atravessa diferentes momentos da história do Goiás.

Primeiro, estava ligado juridicamente ao clube durante o período em que os negócios foram celebrados e Welliton negociado.

Depois, João Bosco chegou à presidência executiva do Goiás para o biênio 2012/2013.

E existe um documento particularmente importante.

Nas demonstrações financeiras do clube referentes à sua administração continuava registrada a rubrica:

“TÍTULOS A PAGAR – R$ 3.145.309”

As notas explicativas vinculavam esse valor aos instrumentos particulares de mútuo celebrados com a JF Esportes Ltda., embora o Goiás já estivesse contestando judicialmente a obrigação.

Portanto, durante a gestão João Bosco, a dívida da JF não desapareceu da contabilidade do Goiás.

Permanecia registrada no passivo.

Esse ponto é fundamental: o homem que havia integrado a estrutura jurídica do clube no período dos negócios posteriormente comandou uma administração cujas próprias demonstrações financeiras continuavam apresentando aqueles milhões como obrigação relacionada à JF.

A GUERRA NA JUSTIÇA

Apesar desse histórico contábil, o Goiás passou a combater judicialmente a cobrança.

Em 2014, sofreu uma dura derrota em primeira instância. A Justiça rejeitou sua defesa, determinou o prosseguimento da cobrança e chegou a condenar o clube por litigância de má-fé.

A sentença, entretanto, acabou cassada pelo Tribunal de Justiça de Goiás por cerceamento de defesa.

O processo retornou para produção de provas.

Em 2018, veio a grande virada: uma nova decisão favoreceu o Goiás e afastou as obrigações discutidas na demanda.

A JF tentou recorrer, mas enfrentou uma questão decisiva envolvendo a intempestividade da apelação.

O caso ainda passou pelos tribunais superiores sem que, naquele estágio, a empresa conseguisse reverter a situação favorável ao Goiás.

MAS QUEM FICOU COM O DINHEIRO?

É aqui que a discussão deixa de ser simplesmente processual.

Se a documentação contábil e as provas produzidas confirmam que recursos da JF efetivamente ingressaram no Goiás, existe uma pergunta que nenhuma vitória processual consegue apagar da história:

quem ficou com o dinheiro?

Se houve empréstimo, por que não houve restituição?

Se havia dívida, por que foi necessário posteriormente discutir sua nulidade?

Se houve uma confissão de dívida vinculando o pagamento à venda de Welliton, por que a negociação milionária com o Spartak não encerrou o problema?

E qual foi, exatamente, a participação de João Bosco Luz, então ligado ao departamento jurídico, na análise, elaboração ou condução desses negócios?

Depois, quando assumiu a presidência, por que a administração comandada por ele continuou registrando R$ 3,145 milhões da JF como títulos a pagar?

DOCUMENTOS PRECISAM RESPONDER

O caso exige mais do que versões.

Exige o contrato original de 2007.

Exige as assinaturas.

Exige os pareceres jurídicos.

Exige os documentos bancários dos empréstimos.

Exige a documentação completa da transferência de Welliton ao Spartak.

E exige compreender como uma empresa que colocou recursos dentro do Goiás, teve valores registrados no passivo do próprio clube e participou de uma renegociação envolvendo uma das maiores vendas de jogador da história esmeraldina terminou uma longa batalha judicial sem receber aquilo que sustentava ter direito.

O Blog do Cleuber Carlos continuará levantando esses documentos.

Porque existe uma pergunta que permanece de pé:

se o dinheiro entrou no Goiás e a própria contabilidade registrou a dívida, quem decidiu que ela não seria paga — e qual foi o papel do departamento jurídico nessa história?


NOVA PESQUISA ELEITORAL OUVIU 3,2 MIL ELEITORES EM GOIÁS E SERÁ DIVULGADA NESTE DOMINGO

ELEIÇÕES 2026 | Levantamento registrado na Justiça Eleitoral sob o número GO-03123/2026 mede a intenção de voto dos goianos para governador e senador. Pesquisa ouviu 3.200 eleitores em diferentes regiões do Estado e tem divulgação prevista para 16 de agosto.

Uma nova pesquisa eleitoral promete apresentar neste domingo (16) um retrato atualizado da disputa pelo Governo de Goiás e pelo Senado.

Registrado na Justiça Eleitoral sob o número GO-03123/2026, o levantamento chama atenção pelo tamanho da amostra: 3.200 eleitores goianos foram consultados.

A pesquisa foi realizada pela EXATA.GO Pesquisa Ltda. e abrange eleitores de diferentes regiões do Estado. De acordo com o registro apresentado à Justiça Eleitoral, o trabalho de campo ocorreu entre os dias 10 e 15 de agosto.

Com a coleta concluída, o levantamento agora aguarda a data prevista no registro para que seus resultados possam ser tornados públicos: domingo, 16 de agosto.

A pesquisa mede a intenção de voto para dois dos principais cargos em disputa nas eleições deste ano: governador de Goiás e senador.

A amostra foi estruturada considerando características do eleitorado como sexo, idade, escolaridade, renda e distribuição geográfica, buscando representar o conjunto dos eleitores goianos com 16 anos ou mais.

Segundo o registro, o levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 1,7 ponto percentual para mais ou para menos.

O número de entrevistados é um dos aspectos que chamam atenção. Com 3,2 mil eleitores consultados, a pesquisa deverá oferecer um novo parâmetro para avaliar o cenário eleitoral goiano em um momento de intensificação da disputa de 2026.

O levantamento está registrado desde 10 de agosto e cumpre as exigências previstas pela legislação eleitoral para divulgação de pesquisas.

Agora, a expectativa fica para os números.

No próximo domingo, Goiás conhecerá o resultado das 3.200 entrevistas e terá uma nova fotografia da corrida pelo Palácio das Esmeraldas e das vagas em disputa para o Senado.


VÍDEO COLOCA EM XEQUE VERSÃO DE CONFRONTO: QUATRO HOMENS SÃO MORTOS A TIROS LOGO APÓS AMAROK CHEGAR A RESIDÊNCIA EM FORMOSA

CHACINA EM FORMOSA | Imagens que circulam nas redes sociais mostram a caminhonete chegando ao endereço e os disparos começando praticamente de imediato. Ao menos três pessoas aparecem na área externa da residência durante a ação. Sequência levanta dúvidas sobre a versão inicial de uma suposta troca de tiros.

Um vídeo que registra a morte de quatro homens na tarde desta terça-feira (11), no Setor Parque Lago, em Formosa, pode mudar completamente a compreensão sobre o que aconteceu no local.

As primeiras informações divulgadas apontavam que as vítimas teriam ido até uma residência cobrar uma suposta dívida de um policial militar da reserva ou do filho dele. Durante a cobrança, um dos homens estaria armado e teria começado uma troca de tiros.

As imagens, entretanto, levantam questionamentos sobre essa narrativa.

No vídeo que circula nas redes sociais, a Volkswagen Amarok utilizada pelas vítimas chega ao endereço e praticamente não tem tempo de estacionar. Logo após o veículo parar, começam os disparos.

A gravação mostra pessoas posicionadas na área externa da residência e uma intensa sequência de tiros contra a caminhonete. Pelas imagens, ao menos três pessoas aparecem envolvidas na ação do lado de fora do imóvel.

O registro não permite afirmar, por si só, quem efetuou cada disparo ou se algum dos ocupantes da Amarok chegou a atirar. Entretanto, na sequência inicial visível, não é possível identificar claramente uma troca simultânea de tiros.

Isso coloca uma pergunta no centro da investigação: houve realmente confronto ou os quatro homens foram surpreendidos por pessoas que já estavam armadas e posicionadas no local?

Depois da sequência principal, o vídeo ainda registra disparos isolados. A origem, a finalidade e quem efetuou esses tiros deverão ser esclarecidos pela perícia. Qualquer hipótese de alteração da cena ou simulação de confronto, sem elementos periciais, seria prematura.

Entre os mortos está Gustavo Fernandes Graças, ex-secretário municipal de São João d’Aliança. Também foram identificados Gustavo Aurélio, André Ferreira e um quarto homem conhecido como “Nego”.

Outra informação aumenta o peso do caso. Apurações publicadas pela imprensa apontam que três pessoas estariam sendo investigadas pelas mortes: o policial militar da reserva, o filho dele e um terceiro homem.

Agora, câmeras de segurança, perícia balística, posição dos estojos, trajetória dos projéteis, armas eventualmente apreendidas e exames residuográficos poderão ser decisivos para reconstruir os segundos que antecederam as quatro mortes.

O vídeo não encerra a investigação.

Mas coloca sob suspeita uma expressão utilizada desde as primeiras horas do caso: “troca de tiros”.

Se as imagens mostram que os ocupantes da Amarok foram recebidos a bala praticamente no instante em que chegaram, caberá à investigação explicar quem atirou primeiro, quantas armas foram utilizadas e por que três pessoas aparentemente já estavam posicionadas e armadas quando a caminhonete chegou.

O Blog do Cleuber Carlos acompanha o caso.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

NOTA DE R$ 3,5 MILHÕES: MULHER DIZ QUE VENDEU CASA, APARTAMENTO, CARRO E JOIAS PARA ENTREGAR DINHEIRO A EDSON FERREIRA SENA

 NOTA DE R$ 3,5 MILHÕES: MULHER DIZ QUE VENDEU CASA, APARTAMENTO, CARRO E JOIAS PARA ENTREGAR DINHEIRO A EDSON FERREIRA SENA

EXCLUSIVO | Documentos obtidos pelo Blog do Cleuber Carlos revelam uma história que envolve relacionamento amoroso, milhões de reais, venda de patrimônio, empréstimos bancários, supostos agiotas e uma promissória de R$ 3,5 milhões. Edineia dos Santos Rosa procurou a Delegacia da Mulher e acusa o ex-companheiro de tê-la levado a uma verdadeira ruína financeira.

Uma nota promissória de R$ 3,5 milhões pode ser a ponta de um caso muito maior.

Documentos obtidos pelo Blog do Cleuber Carlos mostram que Edineia dos Santos Rosa acusa o ex-companheiro Edson Ferreira Sena de ter recebido sucessivas quantias em dinheiro durante o relacionamento dos dois, iniciado em julho de 2024.

O que teria começado com um pedido de apenas R$ 5 mil, segundo ela, terminou com venda de imóveis, carro, joias, empréstimos bancários e uma dívida milionária.

A história chegou à polícia.

Em 2 de junho de 2026, Edineia procurou a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher, em Goiânia. No registro policial aparecem ocorrências classificadas inicialmente como estelionato, violência psicológica contra a mulher e injúria.

ELA DIZ QUE VENDEU O PATRIMÔNIO

O relato apresentado posteriormente à Defensoria Pública impressiona pelos valores e pela quantidade de bens envolvidos.

Edineia afirma que vendeu um apartamento, uma casa em Aparecida de Goiânia e o próprio carro.

Não parou aí.

Segundo ela, também foram vendidos aproximadamente R$ 25 mil em joias, além da conversão de US$ 1,9 mil em espécie.

Quando os recursos começaram a acabar, a mulher relata ter recorrido a empréstimos no Bradesco e Nubank, familiares, terceiros e até agiotas.

A versão apresentada à Defensoria é de que o dinheiro obtido com a venda dos bens entrava inicialmente na conta dela e depois era transferido para Edson a pedido dele.

“HOMEM DE ELEVADO PODER AQUISITIVO”

Outro detalhe chama atenção.

Edineia afirma que Edson se apresentava como um homem de “elevado poder aquisitivo”, proprietário de vários imóveis e dono de expressivo patrimônio.

Mas, segundo a mulher, a realidade que descobriu posteriormente seria diferente.

Ela sustenta que imóveis apresentados como pertencentes a Edson seriam, na verdade, alugados.

A revelação teria ocorrido quando o relacionamento já estava cercado por cobranças financeiras.

SURGE A PROMISSÓRIA MILIONÁRIA

Quando familiares de Edineia teriam descoberto o tamanho do problema e interferido na situação, surgiu um documento que muda completamente o peso da história.

Uma nota promissória de R$ 3.500.000.

O título apresentado ao Blog estabelece vencimento em 24 de fevereiro de 2026 e traz Edson Ferreira Sena como emitente.

Mais importante: no termo produzido durante o atendimento da Defensoria Pública, consta que a promissória teria sido entregue “como forma de reconhecimento da dívida contraída”.

Ou seja: não estamos falando apenas da palavra de uma ex-companheira contra a de outra pessoa. Existe um título de R$ 3,5 milhões apresentado por ela como documento da dívida — embora a origem, exigibilidade e circunstâncias do débito possam ser discutidas judicialmente.

E TEM MAIS: POLÍCIA ENCONTROU REGISTRO ANTERIOR

Um trecho do documento da Defensoria acrescenta outro ingrediente à história.

Durante consulta aos sistemas policiais, teria sido localizado registro anterior envolvendo Edson Ferreira Sena em contexto semelhante, relacionado a outra mulher.

O documento chega a indicar o número do registro: RAI 43616825.

O Blog ainda busca o conteúdo integral dessa ocorrência para descobrir o que aconteceu, quem denunciou e qual foi o desfecho.

DE R$ 5 MIL PARA R$ 3,5 MILHÕES

É justamente a evolução financeira narrada pela mulher que chama atenção.

O primeiro pedido teria sido de R$ 5 mil.

Depois vieram novas solicitações.

Depois, valores maiores.

Depois, segundo ela, venda de apartamento, casa, carro e joias.

Depois, empréstimos.

E, no final dessa sequência, aparece uma promissória de R$ 3,5 milhões.

Agora a pergunta que precisa ser respondida é: para onde foi todo esse dinheiro?

O Blog do Cleuber Carlos começou a cruzar o nome de Edson Ferreira Sena com empresas, processos judiciais, movimentações societárias e contratos públicos para tentar reconstruir essa trajetória financeira.

As acusações de estelionato, violência psicológica e injúria são decorrentes da versão apresentada pela denunciante e não representam condenação de Edson Ferreira Sena. Ele deve ser considerado inocente até eventual decisão judicial definitiva.

O espaço está aberto para que Edson apresente sua versão e os documentos que entender necessários.

Esta investigação continua.