sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Inquérito revela que triplo homicídio em Goiatuba foi planejado:

suspeito monitorou vítima, alugou carro e deixou provas dos crimes

A Polícia Civil de Goiás concluiu nesta sexta-feira (7) o inquérito sobre o triplo homicídio ocorrido em 28 de julho, na zona rural de Goiatuba. O relatório aponta que o crime foi cuidadosamente planejado e reúne uma série de elementos que sustentam a acusação de feminicídio e dois homicídios qualificados.

O investigado, Leonardo José de Araújo, foi indiciado pelo assassinato de Jaine Barbosa Chaves, sua companheira, além de Nathan Moraes Dutra Campos e Beatriz Soares de Souza.

Planejamento antes da execução

Segundo a investigação, Leonardo desconfiava de uma suposta aproximação entre Jaine e Nathan. A partir daí, passou a monitorar as redes sociais da companheira até descobrir que ela estava em uma chácara na zona rural de Goiatuba.

O inquérito aponta que o suspeito procurou uma arma de fogo dias antes do crime e, na manhã da execução, alugou um veículo para seguir até o local, circunstâncias que, para a Polícia Civil, demonstram planejamento prévio.

Apenas seis minutos para executar o crime

De acordo com a reconstrução feita pelos investigadores, Leonardo permaneceu aproximadamente seis minutos dentro da propriedade.

Nathan foi morto com disparos na nuca. Beatriz foi atingida no tórax e na cabeça.

Após os dois homicídios, Leonardo deixou a chácara levando Jaine ainda com vida.

A perícia também constatou que o revólver calibre .22 utilizado no ataque precisou ser recarregado pelo menos uma vez durante a sequência dos disparos, reforçando a intensidade da ação criminosa.

Uma hora de agonia

Depois de deixar a propriedade, o investigado permaneceu cerca de uma hora parado em uma estrada vicinal.

Durante esse período, Jaine ainda conseguiu entrar em contato com familiares e compartilhar sua localização.

Quando equipes policiais localizaram o veículo, encontraram a vítima morta, atingida por quatro disparos.

Leonardo também foi encontrado ferido após atirar contra o próprio peito em uma tentativa de suicídio. Ele permanece internado sob custódia policial.

Áudios, mensagens e imagens das vítimas

Um dos pontos mais impactantes do inquérito é o conjunto de provas digitais.

Segundo a Polícia Civil, foram encontrados no celular do investigado áudios, mensagens e registros nos quais ele narrava os crimes, além de imagens das vítimas já mortas.

Os investigadores também identificaram transferências bancárias acompanhadas da afirmação de que aquele dinheiro seria destinado ao próprio sepultamento, elemento considerado relevante para demonstrar que o autor já cogitava a própria morte após os assassinatos.

Indiciamento

Leonardo José de Araújo foi indiciado por:

  • feminicídio de Jaine Barbosa Chaves;
  • homicídio qualificado de Nathan Moraes Dutra Campos;
  • homicídio qualificado de Beatriz Soares de Souza.

A Polícia Civil também apontou como qualificadoras o motivo torpe e o emprego de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que agora analisarão o caso para eventual oferecimento de denúncia. O indiciamento representa a conclusão da investigação policial, mas não equivale a uma condenação judicial.


Contrato de R$ 13,4 milhões diz uma coisa. A Prefeitura de Taquaral diz outra

DOCUMENTO OFICIAL DESMONTA NARRATIVA DA PREFEITURA SOBRE CONTRATO DE R$ 13,4 MILHÕES DA SAÚDE EM TAQUARAL


Enquanto a gestão municipal sustenta que parceria teria duração de cinco anos, Termo de Colaboração assinado pelo próprio Município estabelece vigência de apenas 19 meses. Divergência não é detalhe burocrático: ela interfere diretamente na compreensão da população sobre um dos maiores contratos da história da saúde municipal.

Em administração pública, versões não substituem documentos.


Essa é justamente a questão que passa a cercar o contrato de até
R$ 13.436.664,00 firmado pela Prefeitura de Taquaral de Goiás para a gestão dos serviços de saúde.

Ao tentar responder às críticas sobre o elevado valor da parceria, a secretária municipal de Saúde afirmou que o contrato teria duração de cinco anos, argumento posteriormente reforçado pela prefeita em transmissão ao vivo. A mensagem transmitida à população foi clara: o montante deveria ser analisado ao longo de um período de cinco exercícios, reduzindo o impacto aparente do investimento anual.

O problema é que o documento oficial não confirma essa narrativa.

O Termo de Colaboração nº 01/2026, firmado pelo próprio Município, estabelece que sua vigência começa em 1º de junho de 2026 e termina em 31 de dezembro de 2027. Em números objetivos, isso representa aproximadamente 19 meses de execução.

Não se trata de interpretação.

Trata-se daquilo que está escrito no instrumento jurídico que vincula a Administração Pública.

No Direito Administrativo existe um princípio elementar: a Administração está vinculada aos atos que formaliza. Declarações públicas possuem relevância política. O contrato possui eficácia jurídica.

É justamente por isso que os órgãos de controle analisam cláusulas contratuais, termos de colaboração, planos de trabalho, pareceres e aditivos — e não entrevistas, lives ou pronunciamentos.

A divergência deixa de ser apenas um debate técnico para se transformar em uma questão de transparência pública.

Se a população é informada de que um contrato de R$ 13,4 milhões será executado em cinco anos, a percepção do custo anual é completamente diferente daquela decorrente de um contrato cuja vigência formal atualmente prevista é inferior a dois anos.

São cenários financeiros distintos.


São impactos orçamentários distintos.

E, sobretudo, são informações que precisam coincidir com aquilo que efetivamente consta nos documentos oficiais.

É verdade que o próprio Termo de Colaboração admite a possibilidade de prorrogação mediante termo aditivo, hipótese comum em parcerias administrativas.

Mas há uma distinção jurídica que não pode ser ignorada.

Uma coisa é um contrato que pode vir a ser prorrogado.

Outra, completamente diferente, é afirmar que ele já possui duração de cinco anos.

Enquanto eventual aditivo não existir e não produzir efeitos legais, permanece válida apenas a vigência atualmente prevista no instrumento assinado.

Essa diferença é fundamental para qualquer análise séria sobre a aplicação de recursos públicos.

A Constituição Federal impõe à Administração Pública os princípios da legalidade, da publicidade e da transparência. Isso significa que as informações prestadas aos cidadãos devem guardar absoluta compatibilidade com os documentos oficiais que sustentam os atos administrativos.

Quando surge divergência entre o discurso e o contrato, não é a imprensa que cria o problema.

É a própria divergência que impõe esclarecimentos.

Por isso, algumas perguntas continuam sem resposta:

Por que a secretária informou vigência de cinco anos quando o documento oficial estabelece prazo até 31 de dezembro de 2027?

A prefeita confirma que existe algum instrumento jurídico já assinado que altere essa vigência?

Se esse documento existe, por que ele não foi apresentado?

Se não existe, por qual fundamento a população recebeu uma informação diferente daquela constante do Termo de Colaboração?

Esses questionamentos não representam acusação.

Representam o exercício do controle social, papel assegurado pela Constituição e indispensável à fiscalização dos atos administrativos.

Quando estão em jogo mais de R$ 13 milhões de recursos públicos, o cidadão tem direito de conhecer exatamente o que foi contratado, por quanto tempo foi contratado e em quais condições foi contratado.

Porque, no fim das contas, em uma democracia, a palavra final não pertence às narrativas.

Pertence aos documentos.


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Folhas invadem lojas na Rua 23, e comerciantes cobram: “Prefeito, faça a sua parte”

Enquanto a Prefeitura de Goiânia intensifica a fiscalização e cobra que comerciantes mantenham calçadas e fachadas em ordem, empresários da Rua 23, no Setor Oeste, afirmam que o poder público não tem dado o mesmo exemplo quando o assunto é limpeza urbana.

As imagens registradas pelo Blog do Cleuber Carlos mostram uma extensa camada de folhas secas espalhada pela calçada. Segundo os comerciantes, o problema se repete com frequência. Sempre que o vento aumenta, as folhas são carregadas para dentro das lojas, obrigando funcionários a interromper o atendimento para varrer pisos, recolher sujeira e limpar a entrada dos estabelecimentos diversas vezes ao longo do dia.

A reclamação não é contra as árvores, mas contra a falta de recolhimento das folhas.

Os empresários afirmam que entendem a importância da arborização e reconhecem que cada comerciante deve manter seu imóvel organizado. O que questionam é por que a Prefeitura exige tanto da iniciativa privada, mas, segundo eles, não mantém a mesma regularidade na execução dos serviços que são de sua responsabilidade.

“Se o prefeito cobra que a gente faça a nossa parte, ele também precisa fazer a dele”, resume um comerciante que trabalha na região.

Além dos prejuízos aos estabelecimentos, o acúmulo de folhas cobre o piso tátil destinado às pessoas com deficiência visual, dificulta a circulação de pedestres e pode aumentar o risco de escorregões, principalmente em dias de chuva.

A situação reacende um debate sobre a necessidade de equilíbrio entre fiscalização e prestação de serviços públicos. Cobrar o cidadão faz parte da administração. Mas quem cobra também precisa demonstrar que o poder público está cumprindo suas próprias obrigações.

Os comerciantes da Rua 23 deixam um recado direto ao prefeito Sandro Mabel:

“Nós fazemos a nossa parte. Agora, prefeito, faça a sua.”


Quem é Jacqueline Zaiden, a empresária do agro escolhida por Marconi Perillo para disputar o Governo de Goiás

Representante do agronegócio, ex-presidente da ACIRV e diretora da Aprosoja Goiás, empresária de Rio Verde foi escolhida para compor a chapa tucana e amplia a estratégia de aproximação do PSDB com o setor produtivo.

A empresária e produtora rural Jacqueline Zaiden, de Rio Verde, foi a escolhida pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) para compor sua chapa como candidata a vice-governadora nas eleições de 2026. A confirmação encerra semanas de especulações e representa uma das decisões mais estratégicas da campanha tucana. 

Muito conhecida nos meios empresarial e agropecuário do Sudoeste goiano, Jaqueline construiu sua trajetória fora da política partidária tradicional. Administradora com MBA em Gestão do Agronegócio, atua como sócia do Grupo Zafer Agropecuária, empresa voltada à produção de grãos, cana-de-açúcar e pecuária de corte em Goiás e São Paulo.

Sua atuação, porém, vai além da atividade empresarial. Ela é diretora da Aprosoja Goiás, entidade que representa os produtores de soja do Estado, presidiu a Associação Comercial e Industrial de Rio Verde (ACIRV) e também apresenta o programa “De Dentro da Porteira”, na Rádio Rio Verde FM, consolidando-se como uma das vozes mais conhecidas do agronegócio goiano. 

A escolha de Jacqueline tem forte peso político. Além de levar uma mulher para a chapa majoritária, Marconi amplia sua interlocução com um dos segmentos mais influentes da economia goiana e fortalece sua presença eleitoral no Sudoeste, região considerada um dos motores do agronegócio brasileiro.

Nos bastidores, o nome da empresária já aparecia entre os mais cotados para ocupar a vaga de vice desde o ano passado, quando lideranças tucanas defendiam que a composição da chapa deveria contemplar uma mulher com representatividade regional e ligação direta com o setor produtivo. 

Ao apostar em Jacqueline Zaiden, Marconi Perillo sinaliza que pretende transformar a defesa do agronegócio, do empreendedorismo e do desenvolvimento regional em uma das principais bandeiras de sua campanha ao Palácio das Esmeraldas. A composição também reforça a estratégia do PSDB de ampliar sua competitividade em regiões onde o agronegócio exerce forte influência sobre o eleitorado


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

TRE-SP mantém Pablo Marçal inelegível até 2032 e rejeita novo recurso por unanimidade

Justiça Eleitoral paulista reafirma condenação por abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação; empresário ainda pode recorrer ao TSE

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, por unanimidade, manter a inelegibilidade do empresário Pablo Marçal (União Brasil) até 2032. A Corte rejeitou mais um recurso apresentado pela defesa e confirmou a condenação por abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024.

Embora a decisão mantenha todos os efeitos da condenação, o processo ainda não está encerrado. A defesa de Marçal poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará a palavra final sobre o caso.

A condenação tem origem em uma das estratégias utilizadas durante a campanha eleitoral de 2024. Segundo o entendimento da Justiça Eleitoral, Marçal divulgou que candidatos a vereador poderiam receber um vídeo de apoio seu mediante uma doação de R$ 5 mil para sua campanha.

Além disso, a Justiça também analisou a utilização de um formulário eletrônico denominado “Oportunidade para você, candidato!”, por meio do qual interessados realizavam cadastro para contato com a equipe do então candidato.

Outro ponto considerado nas ações foi a existência de uma estratégia de disseminação de conteúdo nas redes sociais baseada em um chamado “concurso de cortes de vídeo”, que previa remuneração e distribuição de brindes aos participantes para ampliar o alcance da campanha.

O TRE-SP também relembrou decisão anterior que manteve uma multa de R$ 420 mil aplicada ao empresário por descumprimento de ordem judicial e pelo uso indevido dos meios de comunicação social.

Durante a tramitação do processo, duas condenações impostas em primeira instância foram posteriormente afastadas, relacionadas à captação e aos gastos ilícitos de recursos e ao abuso de poder econômico. No entanto, permaneceu válida a condenação que fundamenta a inelegibilidade.

Impacto político

A decisão representa um duro revés para Pablo Marçal, que se filiou ao União Brasil em março deste ano com a expectativa de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.

Enquanto a condenação permanecer válida, Marçal continua impedido de registrar candidatura para cargos eletivos. A situação somente poderá ser modificada caso o Tribunal Superior Eleitoral reforme a decisão do TRE-SP.

O julgamento reforça o entendimento da Justiça Eleitoral de que práticas consideradas capazes de desequilibrar a disputa eleitoral podem resultar na aplicação da Lei da Ficha Limpa e na consequente suspensão dos direitos políticos para fins de elegibilidade durante o período fixado pela condenação.


PRTB tenta atrair Zé Mário Schreiner para disputar o Governo de Goiás e estuda saída jurídica para viabilizar candidatura

Partido oferece comando da legenda no Estado ao ex-presidente da Faeg e admite recorrer à Justiça Eleitoral para tentar superar prazo de filiação; conversas também envolvem possível composição com Marconi Perillo

O tabuleiro político de Goiás ganhou um novo movimento nos bastidores. O PRTB abriu negociações para filiar o ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, atualmente no PSD, e lançá-lo como candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026.

A articulação foi confirmada pelo secretário-geral nacional do PRTB, Rodney Miranda, que afirmou que o partido colocou à disposição de Zé Mário não apenas uma eventual candidatura ao Palácio das Esmeraldas, mas também o comando da legenda em Goiás, caso ele opte por não disputar um cargo nesta eleição.

Segundo Miranda, as conversas ainda estão em andamento e nenhuma decisão foi tomada por José Mário.

Obstáculo é o prazo de filiação

O principal desafio para uma candidatura do ex-presidente da Faeg seria o prazo legal de filiação partidária, encerrado em abril deste ano.

De acordo com o dirigente do PRTB, o partido estuda uma estratégia jurídica para tentar viabilizar a candidatura, sustentando que circunstâncias excepcionais teriam impedido a conclusão da filiação dentro do prazo. A tese, segundo ele, seria fundamentada em entendimentos e precedentes da Justiça Eleitoral.

Entretanto, especialistas em Direito Eleitoral costumam destacar que a exigência do prazo de filiação é uma das regras mais rígidas do processo eleitoral. Assim, qualquer tentativa de flexibilização dependeria de decisão da Justiça Eleitoral, sem garantia de êxito.

Conversas também envolvem o PSDB

Outro ponto revelado é que o PRTB também mantém diálogo com o PSDB. Entre os cenários discutidos estaria a possibilidade de José Mário compor como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Marconi Perillo, caso as negociações avancem.

A informação indica que o partido trabalha com diferentes alternativas para inserir o líder do agronegócio no processo eleitoral ou fortalecê-lo politicamente para projetos futuros.

Mudança no cenário político

José Mário Schreiner era um dos nomes cogitados para ocupar a vaga de vice na chapa do governador em exercício Daniel Vilela (MDB), mas a escolha acabou recaindo sobre Luiz do Carmo.

Caso aceite deixar o PSD, o movimento representaria uma mudança importante no cenário político goiano, já que Schreiner é um dos principais representantes do agronegócio no Estado e possui forte influência no setor produtivo.

Por enquanto, porém, as tratativas permanecem no campo das negociações políticas. A eventual candidatura dependerá tanto da decisão pessoal de José Mário quanto da viabilidade jurídica da tese que o PRTB pretende apresentar à Justiça Eleitoral.


EXCLUSIVO | Marconi Perillo confirma ao Blog do Cleuber Carlos que Jacqueline Zeiden será sua candidata a vice-governadora

Empresária de Rio Verde é a escolhida para compor a chapa tucana ao Governo de Goiás; decisão encerra semanas de especulações e consolida estratégia voltada ao agronegócio e ao fortalecimento político no interior do Estado.

Depois de semanas de mistério e intensa movimentação nos bastidores da política goiana, o Blog do Cleuber Carlos obteve, em primeira mão, a confirmação diretamente do ex-governador Marconi Perillo (PSDB): a empresária Jaqueline Zeiden, de Rio Verde, será a candidata a vice-governadora em sua chapa na disputa pelo Governo de Goiás.

A confirmação foi feita pelo próprio Marconi ao Blog do Cleuber Carlos, encerrando uma das principais incógnitas da pré-campanha tucana.

A escolha vai muito além da composição formal da chapa. Trata-se de uma decisão estratégica que amplia a presença política do PSDB no Sudoeste goiano, uma das regiões economicamente mais fortes do Estado, e aproxima a candidatura de um dos segmentos mais influentes da economia goiana: o agronegócio.

Empresária reconhecida em Rio Verde, Jaqueline Zeiden chega à chapa representando um perfil diferente da política tradicional. Sua indicação também reforça a intenção de Marconi de apresentar uma composição que una experiência administrativa e renovação política.

Nos bastidores, a definição do nome foi cercada de absoluto sigilo. Diversas lideranças chegaram a ser cogitadas para ocupar a vaga de vice, mas Marconi optou por preservar a decisão até os momentos finais das articulações.

A escolha também tem peso eleitoral. Rio Verde figura entre os maiores colégios eleitorais de Goiás e exerce forte influência política sobre toda a região sudoeste, considerada estratégica para qualquer candidatura ao Palácio das Esmeraldas.

Com a confirmação de Jaqueline Zeiden, Marconi conclui a formação da chapa majoritária e inicia uma nova etapa da campanha, que agora passa a concentrar esforços na apresentação de propostas e na disputa direta com o grupo governista liderado por Daniel Vilela.

A oficialização da chapa deve ocorrer durante a convenção partidária, consolidando uma composição que busca ampliar o alcance regional do PSDB e fortalecer sua competitividade na eleição para o Governo de Goiás.


EXCLUSIVO | Reviravolta na convenção: PSDB articula filiação de José Mário Schneider ao PRTB para compor chapa de Marconi

 Plano B pode mudar completamente a composição da chapa tucana. Se a filiação de José Mário Schneider ao PRTB não for juridicamente viabilizada, Jaqueline Zaiden será indicada para disputar a vice-governadoria ao lado de Marconi Perillo.

Uma intensa articulação política movimenta os bastidores da convenção do PSDB. O Blog do Cleuber Carlos apurou com exclusividade que lideranças tucanas trabalham para viabilizar a filiação do empresário José Mário Schneider ao PRTB, condição considerada essencial para que ele possa integrar oficialmente a chapa majoritária de Marconi Perillo.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a negociação acontece paralelamente à convenção e envolve dirigentes partidários em uma corrida contra o tempo para superar os entraves jurídicos relacionados à filiação.

Caso José Mário Schneider consiga atender às exigências legais e tenha sua filiação ao PRTB efetivada dentro das normas da Justiça Eleitoral, ele será o candidato a vice-governador na chapa de Marconi Perillo.

Entretanto, a apuração exclusiva do Blog do Cleuber Carlos revela que o grupo político já definiu um plano alternativo para evitar qualquer risco à composição da chapa.

Se José Mário Schneider não obtiver a condição jurídica necessária para se filiar ao PRTB e, consequentemente, ficar impossibilitado de disputar a vice-governadoria, ele próprio indicará a produtora rural Jaqueline Zaiden, de Rio Verde, para ocupar a vaga de candidata a vice-governadora de Marconi Perillo.

A definição demonstra que, embora a negociação envolvendo Schneider seja a prioridade neste momento, a campanha trabalha com um cenário alternativo já estruturado para garantir que a chapa seja formalizada sem sobressaltos.

A escolha de Jaqueline Zaiden também mantém a estratégia traçada por Marconi de levar para a chapa um nome ligado ao agronegócio e ao sudoeste goiano, especialmente Rio Verde, um dos principais polos econômicos e eleitorais do Estado.

Nos bastidores da convenção, o clima é de intensa expectativa. As conversas permanecem abertas e a definição depende do desfecho das tratativas jurídicas envolvendo a filiação de José Mário Schneider.

O Blog do Cleuber Carlos acompanha as negociações em tempo real e divulga, com exclusividade, os principais desdobramentos de uma das articulações mais importantes da formação das chapas ao Governo de Goiás em 2026.