quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Folhas invadem lojas na Rua 23, e comerciantes cobram: “Prefeito, faça a sua parte”

Enquanto a Prefeitura de Goiânia intensifica a fiscalização e cobra que comerciantes mantenham calçadas e fachadas em ordem, empresários da Rua 23, no Setor Oeste, afirmam que o poder público não tem dado o mesmo exemplo quando o assunto é limpeza urbana.

As imagens registradas pelo Blog do Cleuber Carlos mostram uma extensa camada de folhas secas espalhada pela calçada. Segundo os comerciantes, o problema se repete com frequência. Sempre que o vento aumenta, as folhas são carregadas para dentro das lojas, obrigando funcionários a interromper o atendimento para varrer pisos, recolher sujeira e limpar a entrada dos estabelecimentos diversas vezes ao longo do dia.

A reclamação não é contra as árvores, mas contra a falta de recolhimento das folhas.

Os empresários afirmam que entendem a importância da arborização e reconhecem que cada comerciante deve manter seu imóvel organizado. O que questionam é por que a Prefeitura exige tanto da iniciativa privada, mas, segundo eles, não mantém a mesma regularidade na execução dos serviços que são de sua responsabilidade.

“Se o prefeito cobra que a gente faça a nossa parte, ele também precisa fazer a dele”, resume um comerciante que trabalha na região.

Além dos prejuízos aos estabelecimentos, o acúmulo de folhas cobre o piso tátil destinado às pessoas com deficiência visual, dificulta a circulação de pedestres e pode aumentar o risco de escorregões, principalmente em dias de chuva.

A situação reacende um debate sobre a necessidade de equilíbrio entre fiscalização e prestação de serviços públicos. Cobrar o cidadão faz parte da administração. Mas quem cobra também precisa demonstrar que o poder público está cumprindo suas próprias obrigações.

Os comerciantes da Rua 23 deixam um recado direto ao prefeito Sandro Mabel:

“Nós fazemos a nossa parte. Agora, prefeito, faça a sua.”


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