sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Contrato de R$ 13,4 milhões diz uma coisa. A Prefeitura de Taquaral diz outra

DOCUMENTO OFICIAL DESMONTA NARRATIVA DA PREFEITURA SOBRE CONTRATO DE R$ 13,4 MILHÕES DA SAÚDE EM TAQUARAL


Enquanto a gestão municipal sustenta que parceria teria duração de cinco anos, Termo de Colaboração assinado pelo próprio Município estabelece vigência de apenas 19 meses. Divergência não é detalhe burocrático: ela interfere diretamente na compreensão da população sobre um dos maiores contratos da história da saúde municipal.

Em administração pública, versões não substituem documentos.


Essa é justamente a questão que passa a cercar o contrato de até
R$ 13.436.664,00 firmado pela Prefeitura de Taquaral de Goiás para a gestão dos serviços de saúde.

Ao tentar responder às críticas sobre o elevado valor da parceria, a secretária municipal de Saúde afirmou que o contrato teria duração de cinco anos, argumento posteriormente reforçado pela prefeita em transmissão ao vivo. A mensagem transmitida à população foi clara: o montante deveria ser analisado ao longo de um período de cinco exercícios, reduzindo o impacto aparente do investimento anual.

O problema é que o documento oficial não confirma essa narrativa.

O Termo de Colaboração nº 01/2026, firmado pelo próprio Município, estabelece que sua vigência começa em 1º de junho de 2026 e termina em 31 de dezembro de 2027. Em números objetivos, isso representa aproximadamente 19 meses de execução.

Não se trata de interpretação.

Trata-se daquilo que está escrito no instrumento jurídico que vincula a Administração Pública.

No Direito Administrativo existe um princípio elementar: a Administração está vinculada aos atos que formaliza. Declarações públicas possuem relevância política. O contrato possui eficácia jurídica.

É justamente por isso que os órgãos de controle analisam cláusulas contratuais, termos de colaboração, planos de trabalho, pareceres e aditivos — e não entrevistas, lives ou pronunciamentos.

A divergência deixa de ser apenas um debate técnico para se transformar em uma questão de transparência pública.

Se a população é informada de que um contrato de R$ 13,4 milhões será executado em cinco anos, a percepção do custo anual é completamente diferente daquela decorrente de um contrato cuja vigência formal atualmente prevista é inferior a dois anos.

São cenários financeiros distintos.


São impactos orçamentários distintos.

E, sobretudo, são informações que precisam coincidir com aquilo que efetivamente consta nos documentos oficiais.

É verdade que o próprio Termo de Colaboração admite a possibilidade de prorrogação mediante termo aditivo, hipótese comum em parcerias administrativas.

Mas há uma distinção jurídica que não pode ser ignorada.

Uma coisa é um contrato que pode vir a ser prorrogado.

Outra, completamente diferente, é afirmar que ele já possui duração de cinco anos.

Enquanto eventual aditivo não existir e não produzir efeitos legais, permanece válida apenas a vigência atualmente prevista no instrumento assinado.

Essa diferença é fundamental para qualquer análise séria sobre a aplicação de recursos públicos.

A Constituição Federal impõe à Administração Pública os princípios da legalidade, da publicidade e da transparência. Isso significa que as informações prestadas aos cidadãos devem guardar absoluta compatibilidade com os documentos oficiais que sustentam os atos administrativos.

Quando surge divergência entre o discurso e o contrato, não é a imprensa que cria o problema.

É a própria divergência que impõe esclarecimentos.

Por isso, algumas perguntas continuam sem resposta:

Por que a secretária informou vigência de cinco anos quando o documento oficial estabelece prazo até 31 de dezembro de 2027?

A prefeita confirma que existe algum instrumento jurídico já assinado que altere essa vigência?

Se esse documento existe, por que ele não foi apresentado?

Se não existe, por qual fundamento a população recebeu uma informação diferente daquela constante do Termo de Colaboração?

Esses questionamentos não representam acusação.

Representam o exercício do controle social, papel assegurado pela Constituição e indispensável à fiscalização dos atos administrativos.

Quando estão em jogo mais de R$ 13 milhões de recursos públicos, o cidadão tem direito de conhecer exatamente o que foi contratado, por quanto tempo foi contratado e em quais condições foi contratado.

Porque, no fim das contas, em uma democracia, a palavra final não pertence às narrativas.

Pertence aos documentos.


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Folhas invadem lojas na Rua 23, e comerciantes cobram: “Prefeito, faça a sua parte”

Enquanto a Prefeitura de Goiânia intensifica a fiscalização e cobra que comerciantes mantenham calçadas e fachadas em ordem, empresários da Rua 23, no Setor Oeste, afirmam que o poder público não tem dado o mesmo exemplo quando o assunto é limpeza urbana.

As imagens registradas pelo Blog do Cleuber Carlos mostram uma extensa camada de folhas secas espalhada pela calçada. Segundo os comerciantes, o problema se repete com frequência. Sempre que o vento aumenta, as folhas são carregadas para dentro das lojas, obrigando funcionários a interromper o atendimento para varrer pisos, recolher sujeira e limpar a entrada dos estabelecimentos diversas vezes ao longo do dia.

A reclamação não é contra as árvores, mas contra a falta de recolhimento das folhas.

Os empresários afirmam que entendem a importância da arborização e reconhecem que cada comerciante deve manter seu imóvel organizado. O que questionam é por que a Prefeitura exige tanto da iniciativa privada, mas, segundo eles, não mantém a mesma regularidade na execução dos serviços que são de sua responsabilidade.

“Se o prefeito cobra que a gente faça a nossa parte, ele também precisa fazer a dele”, resume um comerciante que trabalha na região.

Além dos prejuízos aos estabelecimentos, o acúmulo de folhas cobre o piso tátil destinado às pessoas com deficiência visual, dificulta a circulação de pedestres e pode aumentar o risco de escorregões, principalmente em dias de chuva.

A situação reacende um debate sobre a necessidade de equilíbrio entre fiscalização e prestação de serviços públicos. Cobrar o cidadão faz parte da administração. Mas quem cobra também precisa demonstrar que o poder público está cumprindo suas próprias obrigações.

Os comerciantes da Rua 23 deixam um recado direto ao prefeito Sandro Mabel:

“Nós fazemos a nossa parte. Agora, prefeito, faça a sua.”


Quem é Jacqueline Zaiden, a empresária do agro escolhida por Marconi Perillo para disputar o Governo de Goiás

Representante do agronegócio, ex-presidente da ACIRV e diretora da Aprosoja Goiás, empresária de Rio Verde foi escolhida para compor a chapa tucana e amplia a estratégia de aproximação do PSDB com o setor produtivo.

A empresária e produtora rural Jacqueline Zaiden, de Rio Verde, foi a escolhida pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) para compor sua chapa como candidata a vice-governadora nas eleições de 2026. A confirmação encerra semanas de especulações e representa uma das decisões mais estratégicas da campanha tucana. 

Muito conhecida nos meios empresarial e agropecuário do Sudoeste goiano, Jaqueline construiu sua trajetória fora da política partidária tradicional. Administradora com MBA em Gestão do Agronegócio, atua como sócia do Grupo Zafer Agropecuária, empresa voltada à produção de grãos, cana-de-açúcar e pecuária de corte em Goiás e São Paulo.

Sua atuação, porém, vai além da atividade empresarial. Ela é diretora da Aprosoja Goiás, entidade que representa os produtores de soja do Estado, presidiu a Associação Comercial e Industrial de Rio Verde (ACIRV) e também apresenta o programa “De Dentro da Porteira”, na Rádio Rio Verde FM, consolidando-se como uma das vozes mais conhecidas do agronegócio goiano. 

A escolha de Jacqueline tem forte peso político. Além de levar uma mulher para a chapa majoritária, Marconi amplia sua interlocução com um dos segmentos mais influentes da economia goiana e fortalece sua presença eleitoral no Sudoeste, região considerada um dos motores do agronegócio brasileiro.

Nos bastidores, o nome da empresária já aparecia entre os mais cotados para ocupar a vaga de vice desde o ano passado, quando lideranças tucanas defendiam que a composição da chapa deveria contemplar uma mulher com representatividade regional e ligação direta com o setor produtivo. 

Ao apostar em Jacqueline Zaiden, Marconi Perillo sinaliza que pretende transformar a defesa do agronegócio, do empreendedorismo e do desenvolvimento regional em uma das principais bandeiras de sua campanha ao Palácio das Esmeraldas. A composição também reforça a estratégia do PSDB de ampliar sua competitividade em regiões onde o agronegócio exerce forte influência sobre o eleitorado


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

TRE-SP mantém Pablo Marçal inelegível até 2032 e rejeita novo recurso por unanimidade

Justiça Eleitoral paulista reafirma condenação por abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação; empresário ainda pode recorrer ao TSE

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, por unanimidade, manter a inelegibilidade do empresário Pablo Marçal (União Brasil) até 2032. A Corte rejeitou mais um recurso apresentado pela defesa e confirmou a condenação por abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024.

Embora a decisão mantenha todos os efeitos da condenação, o processo ainda não está encerrado. A defesa de Marçal poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará a palavra final sobre o caso.

A condenação tem origem em uma das estratégias utilizadas durante a campanha eleitoral de 2024. Segundo o entendimento da Justiça Eleitoral, Marçal divulgou que candidatos a vereador poderiam receber um vídeo de apoio seu mediante uma doação de R$ 5 mil para sua campanha.

Além disso, a Justiça também analisou a utilização de um formulário eletrônico denominado “Oportunidade para você, candidato!”, por meio do qual interessados realizavam cadastro para contato com a equipe do então candidato.

Outro ponto considerado nas ações foi a existência de uma estratégia de disseminação de conteúdo nas redes sociais baseada em um chamado “concurso de cortes de vídeo”, que previa remuneração e distribuição de brindes aos participantes para ampliar o alcance da campanha.

O TRE-SP também relembrou decisão anterior que manteve uma multa de R$ 420 mil aplicada ao empresário por descumprimento de ordem judicial e pelo uso indevido dos meios de comunicação social.

Durante a tramitação do processo, duas condenações impostas em primeira instância foram posteriormente afastadas, relacionadas à captação e aos gastos ilícitos de recursos e ao abuso de poder econômico. No entanto, permaneceu válida a condenação que fundamenta a inelegibilidade.

Impacto político

A decisão representa um duro revés para Pablo Marçal, que se filiou ao União Brasil em março deste ano com a expectativa de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.

Enquanto a condenação permanecer válida, Marçal continua impedido de registrar candidatura para cargos eletivos. A situação somente poderá ser modificada caso o Tribunal Superior Eleitoral reforme a decisão do TRE-SP.

O julgamento reforça o entendimento da Justiça Eleitoral de que práticas consideradas capazes de desequilibrar a disputa eleitoral podem resultar na aplicação da Lei da Ficha Limpa e na consequente suspensão dos direitos políticos para fins de elegibilidade durante o período fixado pela condenação.


PRTB tenta atrair Zé Mário Schreiner para disputar o Governo de Goiás e estuda saída jurídica para viabilizar candidatura

Partido oferece comando da legenda no Estado ao ex-presidente da Faeg e admite recorrer à Justiça Eleitoral para tentar superar prazo de filiação; conversas também envolvem possível composição com Marconi Perillo

O tabuleiro político de Goiás ganhou um novo movimento nos bastidores. O PRTB abriu negociações para filiar o ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, atualmente no PSD, e lançá-lo como candidato ao Governo do Estado nas eleições de 2026.

A articulação foi confirmada pelo secretário-geral nacional do PRTB, Rodney Miranda, que afirmou que o partido colocou à disposição de Zé Mário não apenas uma eventual candidatura ao Palácio das Esmeraldas, mas também o comando da legenda em Goiás, caso ele opte por não disputar um cargo nesta eleição.

Segundo Miranda, as conversas ainda estão em andamento e nenhuma decisão foi tomada por José Mário.

Obstáculo é o prazo de filiação

O principal desafio para uma candidatura do ex-presidente da Faeg seria o prazo legal de filiação partidária, encerrado em abril deste ano.

De acordo com o dirigente do PRTB, o partido estuda uma estratégia jurídica para tentar viabilizar a candidatura, sustentando que circunstâncias excepcionais teriam impedido a conclusão da filiação dentro do prazo. A tese, segundo ele, seria fundamentada em entendimentos e precedentes da Justiça Eleitoral.

Entretanto, especialistas em Direito Eleitoral costumam destacar que a exigência do prazo de filiação é uma das regras mais rígidas do processo eleitoral. Assim, qualquer tentativa de flexibilização dependeria de decisão da Justiça Eleitoral, sem garantia de êxito.

Conversas também envolvem o PSDB

Outro ponto revelado é que o PRTB também mantém diálogo com o PSDB. Entre os cenários discutidos estaria a possibilidade de José Mário compor como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Marconi Perillo, caso as negociações avancem.

A informação indica que o partido trabalha com diferentes alternativas para inserir o líder do agronegócio no processo eleitoral ou fortalecê-lo politicamente para projetos futuros.

Mudança no cenário político

José Mário Schreiner era um dos nomes cogitados para ocupar a vaga de vice na chapa do governador em exercício Daniel Vilela (MDB), mas a escolha acabou recaindo sobre Luiz do Carmo.

Caso aceite deixar o PSD, o movimento representaria uma mudança importante no cenário político goiano, já que Schreiner é um dos principais representantes do agronegócio no Estado e possui forte influência no setor produtivo.

Por enquanto, porém, as tratativas permanecem no campo das negociações políticas. A eventual candidatura dependerá tanto da decisão pessoal de José Mário quanto da viabilidade jurídica da tese que o PRTB pretende apresentar à Justiça Eleitoral.


EXCLUSIVO | Marconi Perillo confirma ao Blog do Cleuber Carlos que Jacqueline Zeiden será sua candidata a vice-governadora

Empresária de Rio Verde é a escolhida para compor a chapa tucana ao Governo de Goiás; decisão encerra semanas de especulações e consolida estratégia voltada ao agronegócio e ao fortalecimento político no interior do Estado.

Depois de semanas de mistério e intensa movimentação nos bastidores da política goiana, o Blog do Cleuber Carlos obteve, em primeira mão, a confirmação diretamente do ex-governador Marconi Perillo (PSDB): a empresária Jaqueline Zeiden, de Rio Verde, será a candidata a vice-governadora em sua chapa na disputa pelo Governo de Goiás.

A confirmação foi feita pelo próprio Marconi ao Blog do Cleuber Carlos, encerrando uma das principais incógnitas da pré-campanha tucana.

A escolha vai muito além da composição formal da chapa. Trata-se de uma decisão estratégica que amplia a presença política do PSDB no Sudoeste goiano, uma das regiões economicamente mais fortes do Estado, e aproxima a candidatura de um dos segmentos mais influentes da economia goiana: o agronegócio.

Empresária reconhecida em Rio Verde, Jaqueline Zeiden chega à chapa representando um perfil diferente da política tradicional. Sua indicação também reforça a intenção de Marconi de apresentar uma composição que una experiência administrativa e renovação política.

Nos bastidores, a definição do nome foi cercada de absoluto sigilo. Diversas lideranças chegaram a ser cogitadas para ocupar a vaga de vice, mas Marconi optou por preservar a decisão até os momentos finais das articulações.

A escolha também tem peso eleitoral. Rio Verde figura entre os maiores colégios eleitorais de Goiás e exerce forte influência política sobre toda a região sudoeste, considerada estratégica para qualquer candidatura ao Palácio das Esmeraldas.

Com a confirmação de Jaqueline Zeiden, Marconi conclui a formação da chapa majoritária e inicia uma nova etapa da campanha, que agora passa a concentrar esforços na apresentação de propostas e na disputa direta com o grupo governista liderado por Daniel Vilela.

A oficialização da chapa deve ocorrer durante a convenção partidária, consolidando uma composição que busca ampliar o alcance regional do PSDB e fortalecer sua competitividade na eleição para o Governo de Goiás.


EXCLUSIVO | Reviravolta na convenção: PSDB articula filiação de José Mário Schneider ao PRTB para compor chapa de Marconi

 Plano B pode mudar completamente a composição da chapa tucana. Se a filiação de José Mário Schneider ao PRTB não for juridicamente viabilizada, Jaqueline Zaiden será indicada para disputar a vice-governadoria ao lado de Marconi Perillo.

Uma intensa articulação política movimenta os bastidores da convenção do PSDB. O Blog do Cleuber Carlos apurou com exclusividade que lideranças tucanas trabalham para viabilizar a filiação do empresário José Mário Schneider ao PRTB, condição considerada essencial para que ele possa integrar oficialmente a chapa majoritária de Marconi Perillo.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a negociação acontece paralelamente à convenção e envolve dirigentes partidários em uma corrida contra o tempo para superar os entraves jurídicos relacionados à filiação.

Caso José Mário Schneider consiga atender às exigências legais e tenha sua filiação ao PRTB efetivada dentro das normas da Justiça Eleitoral, ele será o candidato a vice-governador na chapa de Marconi Perillo.

Entretanto, a apuração exclusiva do Blog do Cleuber Carlos revela que o grupo político já definiu um plano alternativo para evitar qualquer risco à composição da chapa.

Se José Mário Schneider não obtiver a condição jurídica necessária para se filiar ao PRTB e, consequentemente, ficar impossibilitado de disputar a vice-governadoria, ele próprio indicará a produtora rural Jaqueline Zaiden, de Rio Verde, para ocupar a vaga de candidata a vice-governadora de Marconi Perillo.

A definição demonstra que, embora a negociação envolvendo Schneider seja a prioridade neste momento, a campanha trabalha com um cenário alternativo já estruturado para garantir que a chapa seja formalizada sem sobressaltos.

A escolha de Jaqueline Zaiden também mantém a estratégia traçada por Marconi de levar para a chapa um nome ligado ao agronegócio e ao sudoeste goiano, especialmente Rio Verde, um dos principais polos econômicos e eleitorais do Estado.

Nos bastidores da convenção, o clima é de intensa expectativa. As conversas permanecem abertas e a definição depende do desfecho das tratativas jurídicas envolvendo a filiação de José Mário Schneider.

O Blog do Cleuber Carlos acompanha as negociações em tempo real e divulga, com exclusividade, os principais desdobramentos de uma das articulações mais importantes da formação das chapas ao Governo de Goiás em 2026.


EXCLUSIVO | Marconi escolheu Jaqueline Zaiden, de Rio Verde, para ser sua vice

Empresária ligada ao agronegócio deve compor a chapa tucana ao Governo de Goiás; decisão encerra semanas de mistério e reposiciona a estratégia eleitoral do PSDB.

Depois de semanas de absoluto sigilo e intensa movimentação nos bastidores da política goiana, o Blog do Cleuber Carlos apurou, com exclusividade, que Marconi Perillo (PSDB) definiu o nome da empresária Jaqueline Zaiden, de Rio Verde, para ocupar a vaga de candidata a vice-governadora em sua chapa na disputa pelo Governo de Goiás.

A informação foi obtida por fontes com acesso direto às articulações da campanha e antecede o anúncio oficial, que deverá ocorrer durante a convenção partidária.

A escolha não é apenas um movimento para preencher a vaga de vice. Ela representa uma decisão cuidadosamente calculada para ampliar o alcance eleitoral de Marconi em uma das regiões mais importantes do Estado e dialogar diretamente com um dos setores mais influentes da economia goiana: o agronegócio.

Rio Verde é o principal polo do agro em Goiás e uma das cidades com maior peso econômico e político do Centro-Oeste. Ao buscar uma representante do município, Marconi envia um recado claro ao eleitorado do interior: sua campanha pretende disputar espaço também entre produtores rurais, empresários e lideranças do setor produtivo.

Além do fator regional, a escolha reforça a presença feminina na chapa e incorpora um perfil identificado com o empreendedorismo e o desenvolvimento econômico, elementos que o PSDB pretende utilizar para ampliar seu discurso durante a campanha.

A definição também encerra uma das maiores incógnitas da sucessão estadual. Desde o início das negociações, dirigentes tucanos mantiveram absoluto silêncio sobre a identidade da vice, alimentando especulações envolvendo diferentes regiões e partidos. A opção por Jaqueline Zaiden confirma que a estratégia foi preservar a surpresa até os momentos finais da convenção.

Caso a informação seja confirmada oficialmente, Marconi iniciará a campanha com uma chapa que combina sua experiência administrativa com um nome oriundo de uma das regiões mais estratégicas de Goiás, fortalecendo sua presença no Sudoeste goiano e ampliando o diálogo com o agronegócio.

O Blog do Cleuber Carlos foi o primeiro veículo a apurar e divulgar a identidade da escolhida antes do anúncio oficial da convenção.


Marconi aposta na renovação do eleitorado e transforma o legado em principal ativo da campanha

A convenção que oficializou a candidatura de Marconi Perillo (PSDB) ao Governo de Goiás marcou mais do que o início formal da campanha de 2026. O evento deixou claro que o ex-governador mudou o foco do discurso e pretende transformar sua própria história administrativa no principal argumento eleitoral para enfrentar o candidato governista, Daniel Vilela.

Depois de meses concentrando críticas ao atual governo, Marconi agora passa a investir no resgate das realizações de seus quatro mandatos à frente do Palácio das Esmeraldas. A estratégia é simples: lembrar ao eleitor o que foi construído durante os 16 anos em que comandou Goiás e apresentar esse legado como credencial para voltar ao governo.

O desafio, porém, vai além de convencer antigos eleitores. Existe uma geração inteira que simplesmente não viveu os governos tucanos.

Quando Marconi deixou o governo, em 2016, muitos dos atuais eleitores ainda eram crianças. Quem tinha 10 anos naquela época hoje está na faixa dos 20 anos. Os jovens de 16 e 17 anos, que votarão pela primeira vez em 2026, não possuem lembranças políticas de sua gestão. Para eles, Marconi é um personagem da história recente de Goiás, e não uma experiência vivida.

É justamente nesse público que a campanha pretende concentrar esforços.

Nos anos 1990 e início dos anos 2000, Marconi construiu uma forte identificação com o eleitorado jovem. Programas como a criação da Universidade Estadual de Goiás (UEG), a expansão do ensino superior no interior, a Bolsa Universitária e outras políticas voltadas para educação e inclusão ajudaram a consolidar essa aproximação.

Agora, o desafio é reconstruir essa conexão com uma nova geração.

Ao mesmo tempo em que enfrenta o desgaste natural de quem governou o Estado por quatro mandatos consecutivos, Marconi também possui um patrimônio político raro: um histórico amplo de obras, programas e políticas públicas que podem ser apresentados ao eleitor como resultados concretos de sua administração.

As imagens da convenção realizada na Assembleia Legislativa reforçam essa mudança de estratégia. A mobilização de lideranças, a presença de prefeitos, vereadores e militantes e a identidade visual da campanha demonstram que o PSDB pretende olhar para frente sem abandonar o passado.

O novo tom da campanha deixa clara a aposta tucana: transformar o legado em ativo eleitoral e conquistar uma geração que conhece Marconi mais pelos livros de política e pelos relatos da família do que pela experiência direta de seus governos. Se conseguirá repetir a forte identificação que teve com os jovens em sua primeira eleição para governador, esse poderá ser um dos fatores decisivos da disputa de 2026.