segunda-feira, 3 de agosto de 2026

PL lota sede e lança Wilder Moraes ao Governo de Goiás em demonstração de força para 2026

A convenção estadual do Partido Liberal (PL), realizada na noite desta segunda-feira (3), na sede da legenda em Goiânia, marcou oficialmente o início da caminhada eleitoral de Wilder Moraes ao Governo de Goiás e evidenciou a capacidade de mobilização do partido para as eleições de 2026. O auditório ficou completamente lotado, os corredores permaneceram tomados por militantes e lideranças, e o grande número de participantes se estendeu para as ruas próximas à sede do partido.

O evento homologou as candidaturas de Wilder Moraes ao Governo de Goiás, Ana Paula como candidata a vice-governadora, Gustavo Gayer e Oseias Varão ao Senado, além dos candidatos a deputado federal e deputado estadual da legenda.

As imagens da convenção mostram um ambiente de forte mobilização, com bandeiras, militantes, caravanas vindas de diversas regiões do Estado e uma intensa presença de lideranças políticas. Mesmo sendo realizada em uma segunda-feira à noite, tradicionalmente um dos dias mais difíceis para eventos políticos de grande porte, a convenção reuniu um público expressivo, demonstrando o nível de organização do partido e o engajamento de suas bases.

Mobilização dos candidatos proporcionou casa cheia

Um dos aspectos que mais chamou atenção foi a capacidade de mobilização dos pré-candidatos proporcionais. Grande parte do público presente foi levada pelos candidatos a deputado estadual e deputado federal, que transformaram a convenção em uma demonstração de força política.

Entre os destaques esteve Magda Monfato. Mesmo atravessando um período de instabilidade política dentro do próprio partido, o grupo liderado por ela compareceu em peso e foi um dos mais numerosos da convenção.

Outro nome que também se destacou foi Lissauer Vieira, que mobilizou uma expressiva quantidade de apoiadores, levando uma das maiores caravanas da noite e reforçando seu peso político dentro da composição do PL.

PL aposta na polarização em Goiás

A convenção também consolidou o posicionamento do PL como principal representante do eleitorado conservador em Goiás. Com o lançamento de Wilder Moraes ao governo e a presença de nomes ligados ao bolsonarismo, como Gustavo Gayer e Oseias Varão, a legenda sinaliza que pretende protagonizar a disputa estadual e nacional no Estado.

A expectativa do partido é transformar a forte mobilização demonstrada na convenção em estrutura eleitoral durante a campanha, tanto na disputa majoritária quanto na eleição proporcional.

Demonstração de organização

Mais do que um ato formal para homologação de candidaturas, a convenção serviu como uma demonstração de organização partidária. O grande fluxo de pessoas dentro e fora da sede evidenciou que o PL conseguiu reunir lideranças de praticamente todas as regiões de Goiás.

Com uma nominata considerada competitiva para deputado estadual e deputado federal e apostando no fortalecimento do palanque conservador, o partido inicia oficialmente sua caminhada eleitoral transmitindo a imagem de uma legenda estruturada, mobilizada e disposta a disputar o protagonismo político em Goiás nas eleições de 2026.


Déficit de R$ 98 milhões e caixa em queda: como o Goiás chegou ao pior momento financeiro de sua história

Durante décadas, o Goiás Esporte Clube foi reconhecido nacionalmente como um exemplo de gestão. O clube raramente atrasava salários, mantinha as contas sob controle, investia em estrutura e era visto como uma das administrações mais organizadas do futebol brasileiro.

Hoje, porém, o cenário é bem diferente. O Goiás convive com uma crise financeira recorrente, acumula dívidas, recorre a empréstimos para fechar as contas do dia a dia e enfrenta relatos frequentes de atrasos salariais — inclusive com funcionários de menor remuneração sendo diretamente afetados. A instabilidade administrativa se reflete dentro de campo, com o clube alternando temporadas entre a Série A e a Série B e perdendo competitividade no cenário nacional.

Nos bastidores, a situação é descrita como de “aperto constante”. O clube tem buscado antecipações de receitas, renegociações de contratos e operações financeiras para manter o fluxo de caixa, o que aumenta o endividamento e reduz a margem de investimento esportivo. Em alguns momentos recentes, a folha salarial chegou a ser paga com atraso, gerando desconforto interno e pressão sobre a diretoria.

Nenhuma crise financeira surge de forma repentina. Ela é construída ao longo dos anos, a partir de decisões administrativas, escolhas de investimento e capacidade de gestão de receitas e despesas. E os números históricos ajudam a entender parte dessa trajetória.

Um dos períodos mais marcantes foi a gestão de João Bosco Luz. Os dados oficiais mostram que, em 2013, último ano de sua administração, o Goiás registrou receita líquida de R$ 51,07 milhões, mas encerrou o exercício com déficit de R$ 7,49 milhões. As despesas ultrapassaram R$ 54,5 milhões, consumindo praticamente toda a arrecadação do clube.

O cenário mudou no primeiro ano da gestão de Sérgio Rassi. Em 2014, a receita líquida subiu para R$ 62,6 milhões, enquanto houve redução de custos e reorganização das despesas. O resultado foi um superávit de R$ 15,1 milhões, revertendo o déficit anterior e promovendo um ajuste significativo nas contas.

A diferença entre os dois exercícios foi de aproximadamente R$ 22,6 milhões, evidenciando o impacto direto das decisões administrativas no resultado financeiro do clube.

A recuperação naquele momento foi baseada em uma política de austeridade. A gestão Sérgio Rassi reduziu investimentos, estabeleceu controle mais rígido de gastos, adotou teto salarial e priorizou o equilíbrio financeiro antes de ampliar investimentos no futebol. A estratégia buscava estabilizar o clube e evitar novos déficits.

O comparativo entre as gestões mostra que desempenho esportivo e saúde financeira nem sempre caminham juntos. Enquanto uma administração teve maior protagonismo dentro de campo, a outra priorizou reorganização econômica e contenção de despesas.

Passados mais de dez anos, o Goiás volta a enfrentar um cenário de preocupação. A combinação de dívidas acumuladas, necessidade de empréstimos recorrentes e atrasos salariais reacende o debate sobre sustentabilidade financeira no clube. A perda de competitividade esportiva também amplia a pressão, já que a queda de receitas com bilheteria, premiações e direitos de transmissão agrava ainda mais o fluxo de caixa.

Hoje, o desafio da diretoria vai além do campo. Envolve reorganizar a estrutura financeira, reduzir dependência de operações emergenciais e reconstruir a credibilidade do clube no mercado. Em um ambiente de futebol cada vez mais competitivo e caro, o Goiás tenta equilibrar passado, presente e futuro enquanto busca novamente estabilidade.

O contraste entre os números históricos e a realidade atual evidencia que a crise não é resultado de um único fator, mas de um processo acumulado ao longo dos anos. E, mais do que revisitar gestões passadas, o momento exige respostas concretas para que o clube volte a ter previsibilidade financeira e competitividade esportiva.

Hoje, a realidade é outra.

As demonstrações contábeis mais recentes mostram um cenário de forte deterioração financeira. Em 2025, o Goiás encerrou o exercício com déficit de R$ 98,1 milhões, valor 42% superior ao prejuízo de R$ 69,1 milhões registrado em 2024. Trata-se do maior resultado negativo da história recente do clube. (uploads.maisgoias.com.br⁠)

Os números mostram que o problema vai muito além do futebol.

Para manter o funcionamento do clube, a diretoria precisou recorrer a novas operações de financiamento, com captação líquida de R$ 25,5 milhões em empréstimos ao longo de 2025. Mesmo assim, o caixa sofreu forte deterioração. (static.goiasec.com.br⁠)

Ao final de 2024, o Goiás possuía R$ 42 milhões em caixa e equivalentes de caixa. Um ano depois, esse valor caiu para R$ 9,4 milhões, uma redução superior a R$ 32,6 milhões, comprometendo significativamente a liquidez do clube. (static.goiasec.com.br⁠)

Outro dado chama atenção: as atividades operacionais consumiram R$ 54,2 milhões em caixa durante 2025. Em outras palavras, a operação cotidiana do clube — pagamento de salários, fornecedores, tributos e demais despesas — gerou mais saída de recursos do que entrada de dinheiro. (static.goiasec.com.br⁠)

Apesar das dificuldades financeiras, o Goiás manteve um investimento elevado no departamento de futebol. Os gastos da temporada ficaram próximos de R$ 100 milhões, mas o retorno esportivo não veio: o clube permaneceu na Série B, perdeu o acesso à elite nacional e deixou de receber receitas importantes de televisão, premiações e patrocínios vinculados à Série A. (diariodegoias.com.br⁠)

A combinação entre déficits sucessivos, queda do caixa, necessidade de empréstimos, alto custo do futebol e permanência na Série B cria um ciclo financeiro preocupante. Quanto mais tempo o clube permanece fora da elite, menores tendem a ser suas receitas recorrentes, enquanto a estrutura de custos continua elevada.

Esse cenário contrasta com a imagem histórica do Goiás, que por muitos anos foi reconhecido justamente pela estabilidade financeira. A comparação com administrações passadas, especialmente entre os períodos de João Bosco Luz e Sérgio Rassi, ajuda a compreender como decisões de gestão influenciaram a trajetória econômica do clube.

Hoje, o desafio da diretoria não é apenas montar um time competitivo. É reconstruir o equilíbrio financeiro de uma instituição que já foi considerada uma das mais organizadas do futebol brasileiro e que agora enfrenta uma das fases mais delicadas de sua história recente.



PL oficializa Wilder Morais como candidato ao Governo de Goiás e lança principal aposta do bolsonarismo no Estado

A Convenção Estadual do Partido Liberal (PL), realizada nesta segunda-feira (3), oficializa a candidatura do senador Wilder Morais ao Governo de Goiás, consolidando o projeto da legenda para disputar pela primeira vez o Palácio das Esmeraldas tendo um nome próprio identificado diretamente com o campo conservador e o ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Ao lado de Wilder, o partido também oficializa Ana Paula Rezende como candidata a vice-governadora e lança o deputado federal Gustavo Gayer e Oséias Varão para a disputa ao Senado, formando a principal chapa do PL goiano para as eleições de 2026. 

A candidatura de Wilder representa mais do que uma disputa pelo governo estadual. Ela simboliza a tentativa de transformar Goiás em um dos principais palanques do bolsonarismo no país durante as eleições de 2026.

Nos últimos anos, Goiás consolidou-se como um dos estados em que Jair Bolsonaro obteve seus resultados eleitorais mais expressivos. Em diversas análises eleitorais, o estado é apontado entre os maiores redutos conservadores do Brasil, ao lado de Santa Catarina, reforçando o peso estratégico da disputa goiana para o PL.

Nesse contexto, Wilder Morais surge como o principal representante estadual do projeto político liderado pela família Bolsonaro. A participação do senador Flávio Bolsonaro em eventos da pré-campanha e sua proximidade com o senador goiano evidenciam a intenção da direção nacional do partido de transformar Goiás em um dos principais palanques do bolsonarismo em 2026. 

Outro pilar da estratégia do PL é a candidatura de Gustavo Gayer ao Senado. Deputado federal de forte presença nas redes sociais e um dos parlamentares mais identificados com o eleitorado conservador, Gayer é visto como um dos ativos eleitorais da legenda em Goiás. Pesquisas divulgadas ao longo do ano indicam que seu nome aparece entre os mais competitivos na disputa senatorial, reforçando a estratégia do partido de combinar uma candidatura ao Executivo com uma forte campanha para o Senado. 

Do ponto de vista político, a candidatura de Wilder impõe um novo cenário à eleição estadual. Além de oferecer ao eleitor conservador uma alternativa própria ao governo, ela pode influenciar a formação de alianças, a distribuição do voto de direita e a estratégia das demais forças políticas que disputarão o Palácio das Esmeraldas.

O desempenho da candidatura dependerá de fatores como a capacidade de ampliar apoios municipais, consolidar a unidade interna do PL e converter a identificação do eleitorado conservador em votos para o governo estadual. Também será relevante observar como a campanha nacional do campo bolsonarista repercutirá em Goiás ao longo do processo eleitoral. 

Com a convenção desta segunda-feira, o PL dá início oficialmente à sua caminhada eleitoral em Goiás, apresentando uma chapa que busca unir o peso político de Wilder Morais, a projeção nacional de Gustavo Gayer e o capital eleitoral do bolsonarismo em um dos estados considerados mais estratégicos para a direita brasileira.


Empresário goiano relata meses de espera, sucessivos adiamentos e impasse com assistência técnica da Kibon

Há mais de ___ anos no comércio de alimentos em Goiânia, o empresário Cláudio Almeida da Silva, proprietário do Bem-te-Vi Empório e Estacionamento Ltda., afirma viver um desgaste que, segundo ele, ultrapassou os limites de um simples problema técnico e passou a comprometer a confiança na relação comercial mantida com a Kibon, marca pertencente à Unilever.

Parceiro da empresa e responsável por comercializar seus produtos, Cláudio relata que enfrentou meses de espera para receber um freezer cedido em comodato. Quando o equipamento finalmente chegou, afirma que foi informado de que se tratava de um freezer recondicionado. Mesmo diante dessa informação, decidiu aceitá-lo para não interromper as vendas.

Segundo o comerciante, poucos dias depois começaram as falhas no funcionamento do equipamento. A partir daí, iniciou-se uma sucessão de contatos com vendedores, técnicos, coordenadores e supervisores da empresa.

A reportagem teve acesso a dezenas de mensagens, áudios, protocolos de manutenção, fotografias e documentos que registram uma sequência de reclamações, promessas de atendimento, reagendamentos de visitas técnicas e abertura de chamados ao longo de vários meses.

“O problema nunca foi apenas o freezer. O problema foi a forma como fui tratado”, resume o empresário.

Quando a assistência deixa de ser apenas manutenção

A Constituição Federal prestigia a livre iniciativa e a atividade econômica, mas também impõe que as relações empresariais sejam pautadas pela boa-fé, transparência e responsabilidade.

Em contratos de comodato utilizados por grandes indústrias para disponibilizar equipamentos aos seus parceiros comerciais, espera-se que o fornecedor mantenha estrutura eficiente de manutenção, substituição de equipamentos quando necessário e atendimento compatível com a importância econômica da parceria.

Embora o freezer permaneça de propriedade da empresa, o comerciante depende diretamente do seu funcionamento para expor, conservar e comercializar os produtos da própria marca. Quando surgem falhas recorrentes, a demora na solução pode afetar não apenas a operação do estabelecimento, mas também a imagem do fornecedor perante o consumidor final.

O que mostram os documentos

O material analisado pela reportagem revela uma cronologia de sucessivos contatos entre o empresário e representantes da empresa.

Há registros de promessas de retorno “no dia seguinte”, reagendamentos, justificativas relacionadas a rotas de atendimento, abertura de protocolos de manutenção, solicitações de limpeza do equipamento e pedidos de substituição do freezer.

Também constam mensagens em que representantes afirmam que verificariam a possibilidade de envio de outro equipamento, além de comunicações relacionadas a bonificações, boletos e visitas técnicas.

Em determinado momento, a empresa informou ao comerciante que um laudo técnico não teria identificado defeito no equipamento, motivo pelo qual não seria autorizada indenização. Cláudio, entretanto, afirma que o freezer continuou apresentando falhas mesmo após essa conclusão e sustenta que precisou continuar acionando a assistência.

Quais são os direitos do comerciante

Especialistas ouvidos pela reportagem explicam que, independentemente da natureza do contrato firmado entre as partes, relações comerciais devem observar princípios como boa-fé objetiva, cooperação, transparência e eficiência.

Isso significa que empresas fornecedoras têm o dever de prestar atendimento adequado aos parceiros comerciais, responder às demandas em prazo razoável, fornecer informações claras e adotar providências compatíveis quando equipamentos indispensáveis à comercialização dos seus próprios produtos apresentam problemas.

Caso a demora na assistência ou eventual falha operacional provoque prejuízos comprovados ao parceiro comercial, a responsabilidade poderá ser discutida pelas vias administrativas ou judiciais, sempre mediante análise das provas produzidas e do contrato firmado entre as partes.

Espaço aberto

A reportagem não afirma a existência de irregularidades nem atribui responsabilidade à Kibon ou à Unilever.

O objetivo é apresentar documentos que evidenciam uma controvérsia entre um parceiro comercial e a empresa e buscar esclarecimentos sobre a condução do atendimento.

A Kibon/Unilever será procurada para informar:

  • qual foi o histórico completo do atendimento ao comerciante;
  • se o equipamento entregue era novo ou recondicionado;
  • quais providências foram adotadas após as reclamações;
  • quais são os prazos internos para manutenção e substituição de equipamentos em comodato;
  • e se mantém o entendimento de que o freezer não apresentava defeito.

O espaço permanece aberto para manifestação da empresa, que será publicada com o mesmo destaque, em respeito ao contraditório e ao compromisso desta reportagem com a informação responsável.


domingo, 2 de agosto de 2026

Prefeita de Taquaral responde às críticas, mas deixa sem resposta questionamentos sobre asfalto e gastos com shows

Após uma série de reportagens que repercutiram entre moradores de Taquaral de Goiás, a prefeita Lorena Neri utilizou suas redes sociais para comentar as críticas dirigidas à administração municipal. No pronunciamento, afirmou que tem sido alvo de ataques que, segundo ela, ultrapassam o debate político, declarou acreditar que parte das críticas ocorre por ser mulher e disse que algumas informações estariam sendo distorcidas.

A prefeita também destacou que o município recebeu cerca de R$ 13 milhões em recursos por meio de parcerias, afirmou que a população e a imprensa têm o direito de fiscalizar a gestão, mas ponderou que críticas sem o reconhecimento das ações positivas poderiam caracterizar perseguição. Além disso, anunciou que abrirá uma caixa de perguntas em seu perfil para responder diretamente aos moradores.

Entretanto, a manifestação não respondeu aos principais questionamentos levantados nas reportagens que motivaram o debate.

Entre eles estão as reclamações da população sobre as condições do asfalto em diversos pontos da cidade e os gastos da Prefeitura com shows e eventos, que foram objeto de comparações com outros municípios e despertaram discussões sobre as prioridades da administração.

Em uma das reportagens, o Blog do Cleuber Carlos mostrou o caso de uma moradora que, cansada dos buracos, gravou um vídeo preparando cimento para tentar tapar parte da via. Em outra, foram apresentados documentos públicos que detalham despesas da Prefeitura com eventos, levantando questionamentos sobre economicidade e prioridades na aplicação dos recursos públicos.

No pronunciamento divulgado nas redes sociais, porém, a prefeita não apresentou esclarecimentos específicos sobre esses temas, preferindo tratar das críticas de forma mais ampla e defender a atuação de sua gestão.

O espaço permanece aberto para que a Prefeitura apresente informações detalhadas sobre os questionamentos relacionados à infraestrutura urbana, aos investimentos em pavimentação e aos critérios adotados para as despesas com eventos.

Mais do que uma divergência política, o episódio reforça um princípio fundamental da democracia: gestores públicos têm o direito de apresentar sua versão dos fatos, enquanto a população e a imprensa têm o dever e o direito de fiscalizar, questionar e cobrar explicações sobre a aplicação dos recursos públicos. O debate público se fortalece quando as críticas são respondidas com informações objetivas, documentos e esclarecimentos sobre os temas que deram origem às cobranças da sociedade.

Outro aspecto que chamou a atenção foi o fato de o pronunciamento ter sido gravado enquanto a prefeita dirigia um veículo em movimento. As imagens sugerem que o telefone estava fixado em um suporte no painel. Ao longo da gravação, no entanto, a prefeita olha diversas vezes para a câmera, circunstância que pode suscitar discussões sobre a atenção ao volante e o exemplo transmitido por ocupantes de cargos públicos em relação à segurança no trânsito.


sábado, 1 de agosto de 2026

Mobiliza realiza convenção e apresenta chapa com 40 pré-candidatos a deputado estadual em Goiás

O partido Mobiliza realizou sua convenção estadual e oficializou sua chapa de pré-candidatos à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ao todo, a legenda contará com 40 pré-candidatos a deputado estadual, sendo 25 homens e 15 mulheres, reunindo vereadores, ex-prefeitos, ex-deputados, empresários e lideranças políticas de diversas regiões do Estado.

Entre os nomes que integram a chapa estão os vereadores Lucas Kitão e Wellington Bessa, de Goiânia, Felipe Cortez, de Aparecida de Goiânia, e Keké da Vulcani, de Águas Lindas de Goiás. Também fazem parte da nominata o ex-prefeito de São Luís de Montes Belos, Major Eldecírio; a primeira-dama de Mineiros, Ana Paula Rezende; o presidente da Facieg, Márcio Luís; a empresária Ethienne Gayer; além dos ex-deputados estaduais Simeyson Silveira, Daniel Messac, Sérgio Bravo e Zé da Imperial

A chapa também reúne nomes de expressão estadual, como o ex-deputado federal Pedro Canedo, que volta a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa representando Anápolis, e a professora Lúcia Vasconcelos, que é uma das principais lideranças femininas do partido.

Outro nome que chama atenção é o de Claudemir, conhecido como “Motorista Dançarino”, fenômeno das redes sociais que soma cerca de 1 milhão de seguidores no Instagram. Sua entrada na disputa representa a aposta do Mobiliza em candidatos com grande alcance digital e forte conexão com o eleitorado.

O FAVORITO 

Um dos destaques da chapa é a candidatura de Gil Tavares, ex-prefeito de Nerópolis por três mandatos. Com ampla experiência administrativa e forte base política na Região Metropolitana de Goiânia, Gil Tavares é apontado nos bastidores como um dos principais nomes do Mobiliza na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, sendo considerado um dos favoritos para conquistar uma das vagas da legenda.

A nominata também conta com nomes como Cabo Sena, Zé Diniz, Fred Vidigal e Joaquim Guilherme, reforçando a estratégia do partido de formar uma chapa competitiva e com representatividade em diferentes regiões de Goiás.

Durante a convenção, dirigentes do Mobiliza destacaram que o objetivo é fortalecer a presença do partido no Legislativo estadual, apostando na combinação entre lideranças experientes e novas forças da política goiana.

Com a convenção realizada e a chapa definida, os pré-candidatos iniciam uma nova fase de articulações políticas visando às eleições de 2026. A expectativa é de que o Mobiliza dispute de forma competitiva vagas na Assembleia Legislativa, tendo em Gil Tavares uma de suas principais apostas eleitorais.


Prefeito Sandro Mabel Deve 17 Milhões Para Empresa de Iluminação

 Iluminação pública entra em crise: Prefeitura de Goiânia precisa explicar por que concessionária suspendeu serviços e cobra R$ 17,1 milhões

A Prefeitura de Goiânia enfrenta mais um episódio que exige respostas claras à população. A concessionária responsável pela manutenção e modernização da iluminação pública anunciou a suspensão dos serviços, alegando estar há mais de 15 meses sem receber pelos trabalhos executados no contrato de Parceria Público-Privada (PPP).

Segundo a empresa, o Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades (IPGC), responsável pela verificação independente do contrato, certificou a conclusão de duas das três etapas previstas e reconheceu como devido o montante de R$ 17,1 milhões. Ainda conforme a concessionária, cinco ofícios foram encaminhados à Prefeitura e reuniões de monitoramento foram realizadas, mas o impasse permaneceu.

Caso essas informações sejam confirmadas, a situação é preocupante. A iluminação pública é um serviço essencial, diretamente ligado à segurança da população, à mobilidade urbana e à qualidade de vida dos moradores.

A suspensão dos serviços significa que pedidos para reparo de luminárias apagadas, substituição de equipamentos danificados e outros atendimentos deixam de ser realizados, aumentando os riscos para quem circula pela cidade.

O prefeito Sandro Mabel tem o dever de esclarecer imediatamente à sociedade:

  • A Prefeitura reconhece a dívida de R$ 17,1 milhões?
  • Se reconhece, por que os pagamentos não foram efetuados?
  • Se não reconhece, quais são os fundamentos técnicos e jurídicos para contestar os valores?
  • Existe previsão para normalizar os serviços?
  • Quais medidas estão sendo adotadas para evitar prejuízos à população?

Mais do que uma disputa contratual entre poder público e concessionária, trata-se de dinheiro público e da prestação de um serviço essencial.

A PPP da iluminação pública possui valor estimado em aproximadamente R$ 1,4 bilhão ao longo de 25 anos. Um contrato dessa dimensão exige fiscalização permanente, transparência absoluta e gestão eficiente.

Independentemente de quem tenha razão na controvérsia, quem não pode pagar a conta é a população de Goiânia, que depende diariamente da iluminação pública para sua segurança.

A administração municipal tem a oportunidade de prestar esclarecimentos, apresentar sua versão dos fatos e demonstrar quais providências estão sendo adotadas para solucionar o impasse.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Goiânia e do prefeito Sandro Mabel.