domingo, 5 de outubro de 2025

A decisão que nega a vida”: Justiça goiana recusa liminar e coloca jovem de São Miguel do Araguaia em contagem regressiva

Justiça nega liminar e coloca em risco a vida de Rogério, jovem de São Miguel do Araguaia que luta contra o tempo para casar e sobreviver
Mesmo com laudos médicos que apontam risco iminente de morte, o desembargador José Carlos Duarte indeferiu o pedido de urgência para cirurgia cardíaca. A decisão pode custar a vida de um jovem de 20 anos — e não há mais tempo a perder.

A Justiça goiana deu as costas a um jovem de 20 anos que luta contra o próprio coração.


Mesmo com relatórios médicos claros e a comprovação de que a vida de Rogério Ribeiro Rodrigues depende de uma cirurgia cardíaca urgente, o Desembargador José Carlos Duarte, do Tribunal de Justiça de Goiás, negou a liminar que obrigaria o Estado a providenciar o procedimento com urgência .


O caso, que já comoveu São Miguel do Araguaia, ganhou contornos ainda mais dramáticos nesta semana, após a divulgação da decisão liminar no Mandado de Segurança nº 5728616-56.2025.8.09.0000, em que o magistrado reconhece o direito à cirurgia, mas nega a urgência, classificando o procedimento como “eletivo” — como se fosse possível adiar a vida.

⚖️ A decisão que pode matar


A decisão judicial reconhece que Rogério sofre de miocardiopatia hipertrófica e arritmia complexa, doença grave e progressiva que causa crises súbitas de taquicardia, desmaios e risco de parada cardíaca.

O próprio relatório do médico Dr. Fábio Galvão Costa, da Santa Casa de Goiânia, atesta o risco de óbito iminente, reforçado pelo cardiologista Dr. Hugo Bellotti, do Hospital das Clínicas da UFG.



Mesmo assim, o desembargador José Carlos Duarte indeferiu o pedido liminar, sustentando que, segundo parecer técnico do NATJUS, o implante do cardiodesfibrilador seria “um procedimento eletivo, não configurando urgência médica” .

A justificativa, embora formalmente amparada, ignora a realidade: Rogério tem crises diárias, já sofreu ataques cardíacos recorrentes e possui prazo estimado de dois meses de vida sem a cirurgia.

Tratar como “eletivo” um caso em que o paciente pode morrer a qualquer momento é mais que um equívoco jurídico — é um ato de omissão fatal

🩺 Quando a letra fria da lei congela o coração


O desembargador invoca o artigo 7º, inciso III, da Lei nº 12.016/2009 (Mandado de Segurança), segundo o qual a liminar só pode ser concedida se houver fumus boni iuris (probabilidade do direito) e periculum in mora (perigo da demora).

Ambos estão claramente presentes:


O direito à saúde e à vida é constitucional e inalienável (art. 6º e 196 da Constituição Federal); 
O perigo da demora é literalmente a morte do paciente, documentado por laudos médicos e crises sucessivas.

Ao negar a liminar, o magistrado contraria o princípio da dignidade da pessoa humana e esvazia a função social da Justiça, transformando um instrumento de proteção em um mecanismo de omissão institucional.

⚠️ A responsabilidade judicial que o tempo cobrará

Caso o pior aconteça — e Rogério venha a falecer antes da cirurgia —, a decisão pode gerar responsabilização civil e funcional.

O artigo 143 da Lei Orgânica da Magistratura (LOMAN) e o artigo 37, §6º, da Constituição Federal estabelecem que o Estado e seus agentes respondem por danos causados por ação ou omissão no exercício da função pública.



Neste caso, a omissão judicial diante de um risco concreto e comprovado pode configurar falha grave no dever de proteção à vida, princípio basilar do Estado Democrático de Direito.

Não se trata de mera divergência técnica — trata-se de um jovem condenado pela lentidão do sistema, e agora também pelo formalismo da Justiça.

❤️ Uma família entre a esperança e o desespero

Enquanto a burocracia se impõe, o coração de Rogério enfraquece.

Seu pai, Reginaldo Pereira Ribeiro, que venceu a mesma doença após realizar a cirurgia anos atrás, agora vê o filho à beira do colapso.


“Eu sei o que ele sente. Se não operarem logo, ele não vai aguentar. Eu consegui, mas o tempo dele está acabando”, lamenta o pai.
A mãe, Alba Valéria Rodrigues, vive em desespero constante:

“Cada vez que ele desmaia, eu acho que perdi meu filho. Eu não aguento mais ver ele sofrer e ninguém fazer nada.”

E ao lado dele está Ana Caroline Alves de Souza, a noiva, que repete em prantos:
“Ele só quer viver para casar.

✍️ O peso moral da toga

Desembargador José Carlos Duarte

Um juiz não é um espectador — é um agente da vida e da justiça.

Negar uma liminar em um caso como esse é negar a humanidade do próprio Direito.

Não há neutralidade possível quando a demora pode custar uma vida.

A Constituição não autoriza o Estado — nem seus magistrados — a assistir inertes à morte de um cidadão que pede socorro.

Se a Justiça não for instrumento de proteção, ela se transforma em cúmplice da tragédia.

E se a toga não servir para defender a vida, servirá apenas para encobrir o silêncio do Estado sobre mais uma morte anunciada.

💬 Reflexão final

Rogério não pede privilégio, nem milagre.

Pede justiça — e pressa.

Se a Justiça continuar fria, o relógio biológico dele será mais rápido que qualquer sentença.

E quando o tempo acabar, não bastarão despachos, carimbos ou ofícios.

Será tarde demais.

E a responsabilidade, então, deixará de ser apenas moral.


🩺 

Os médicos falam, o Judiciário silencia



Os cardiologistas Dr. Fábio Galvão Costa e Dr. Hugo Bellotti, responsáveis pelo caso, atestaram que Rogério está em risco de óbito iminente e que a cirurgia é urgente e imprescindível.

Mesmo assim, o tribunal preferiu seguir um parecer genérico do NATJUS — órgão técnico que sequer avaliou o paciente — para afirmar que o caso “não é urgência”.


Essa escolha é o retrato da burocracia judicial que escolhe a frieza da norma em vez da proteção à vida.


Reflexão final — A toga e a vida


Um juiz não é um contador de protocolos; é um guardião da vida.

A decisão de José Carlos Duarte é o símbolo da crise moral do sistema judicial brasileiro, que, mesmo diante da morte, prefere se refugiar na burocracia.


Quando a Justiça deixa de ser humana, ela se torna cúmplice da tragédia.

E quando a toga se torna mais importante que o coração, a lei morre junto com quem ela deveria proteger.



Ele só quer viver para casar”: jovem de São Miguel do Araguaia luta contra o tempo para conseguir cirurgia cardíaca em Goiânia

Rogério, de 20 anos, sofre ataques cardíacos diários e tem apenas dois meses de vida sem o procedimento. Seu pai, Reginaldo, venceu a mesma doença após cirurgia; agora, luta para que o filho também sobreviva e realize o sonho de casar com Ana Caroline em dezembro.

São Miguel do Araguaia (GO) — A história de Rogério Ribeiro Rodrigues, de apenas 20 anos, é um grito de socorro que ecoa no coração do Norte goiano.

Diagnosticado com miocardiopatia hipertrófica, uma doença grave e hereditária que causa arritmias fatais e desmaios súbitos, Rogério vive uma corrida contra o tempo.

Os médicos alertam: sem a cirurgia de ablação cardíaca, ele pode morrer em até dois meses.


Na última quarta-feira, Rogério sofreu um ataque cardíaco — mais um entre os episódios cada vez mais frequentes que colocam sua vida em risco.

O Hospital das Clínicas da UFG e a Santa Casa de Goiânia já classificaram o caso como prioridade máxima, mas o procedimento ainda não foi autorizado pelo SUS.


Enquanto o Estado se arrasta, o coração de Rogério luta — e o tempo se esgota.


❤️ Um amor ameaçado pelo tempo


Rogério sonha em se casar com sua noiva, Ana Caroline Alves de Souza, em dezembro.

O casal planejava uma cerimônia simples, mas repleta de amor e esperança. Hoje, o sonho depende de uma vaga em um hospital público.


Ele só quer viver para casar. É o sonho dele, entrar vivo na igreja, dançar comigo… Mas cada crise é um susto. Eu só peço a Deus que ele aguente até lá”, desabafa Ana Caroline, emocionada.


Os laudos médicos anexados ao prontuário mostram que a cirurgia é a única chance de sobrevivência. A cada dia sem o procedimento, o risco aumenta.


👨‍👦 Herança do coração: o pai que lutou e sobreviveu

O drama é ainda mais profundo porque o pai de Rogério, Reginaldo Pereira Ribeiro, sofre da mesma doença genética.

Reginaldo conseguiu realizar a cirurgia de ablação cardíaca anos atrás — e sobreviveu.

Hoje, ele revive a própria dor ao ver o filho enfrentar o mesmo diagnóstico.


“Eu sei o que ele sente. Eu já passei por isso. Se não operarem logo, ele não vai aguentar. Eu consegui, mas o tempo dele está acabando”, lamenta o pai, com a voz embargada.


Reginaldo tem tentado de todas as formas mobilizar a rede de saúde, mas a burocracia e a lentidão do SUS parecem ignorar a urgência.


💔 Uma mãe em desespero


A mãe, Alba Valéria Rodrigues, vive em estado constante de alerta.

Ela acompanha o filho em cada consulta, dorme ao lado da cama e passa as noites em claro, temendo o pior.


“Cada vez que ele desmaia, eu acho que perdi meu filho. É uma dor que não dá pra descrever. Eu não aguento mais ver ele sofrer e ninguém fazer nada”, desabafa, chorando.

⚠️ Um retrato cruel da lentidão pública

Os documentos assinados pelos cardiologistas Dr. Fábio Galvão Costa (Santa Casa) e Dr. Hugo Bellotti (Hospital das Clínicas/UFG) comprovam a gravidade do quadro.

O caso está classificado como urgência de alto risco, mas o procedimento segue sem data marcada, preso na burocracia da regulação do SUS.


Enquanto isso, Rogério tem convulsões, desmaios e crises cardíacas quase todos os dias — e nenhuma resposta efetiva das autoridades de saúde.


Em São Miguel do Araguaia, familiares denunciam ausência de transporte adequado, falta de acompanhamento médico especializado e negligência do município na articulação com Goiânia.


⚖️ Quando a omissão custa uma vida

A Constituição Federal garante o direito à saúde e à vida, e o SUS é responsável por garantir atendimento imediato em casos de risco.

A demora injustificada pode configurar negligência administrativa grave, com possíveis implicações civis e penais.


Cada dia que passa sem a cirurgia é um atentado contra esse direito — e uma sentença silenciosa para uma família que só pede o básico: o direito de viver.


✍️ Reflexão final

Rogério não pede milagres. Pede vida — o direito de cumprir a promessa feita a Ana Caroline, de subir ao altar, de dançar ao som da própria vitória.

Mas, enquanto o amor resiste, o coração dele luta contra a burocracia.


Se o poder público não agir agora, o sonho de dezembro pode virar luto.

E o Brasil perderá mais um jovem para o descaso — não por falta de cura, mas por falta de ação.


Vergonha Pública: Primeira-dama de São Miguel expõe famílias carentes para se promover nas redes sociais”

Primeira-dama de São Miguel do Araguaia, Letícia Siqueira, é acusada de usar entrega de cestas básicas para autopromoção nas redes sociais


Uma denúncia recebida pelo Blog do Cleuber Carlos aponta que a Secretaria Municipal de Ação Social de São Miguel do Araguaia (GO), comandada pela primeira-dama Letícia Siqueira, estaria transformando a entrega de cestas básicas em uma espécie de vitrine de autopromoção política.


De acordo com mensagens e imagens encaminhadas à reportagem, a equipe da Ação Social estaria fotografando e filmando beneficiários durante as entregas e depois publicando as imagens nas redes sociais oficiais, em stories e posts do feed, exibindo o rosto e a situação de quem recebeu o benefício.


Segundo relatos, essa prática tem gerado constrangimento e humilhação entre as famílias assistidas:


A pessoa já se sente envergonhada por precisar pedir ajuda, e ainda tem que aparecer nas redes sociais. Eles dizem que perguntam se pode, mas quem vai negar, com medo de não receber mais?”, relatou uma morada.


❗ Assistência Social não é palco para autopromoção

A atitude vai na contramão do que determina o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que estabelece como princípios o sigilo, a ética e o respeito à dignidade das pessoas atendidas.

Usar beneficiários de programas sociais como instrumentos de marketing político é prática condenável e fere a essência da política pública de assistência, cujo objetivo é proteger, e não expor.


No caso de São Miguel do Araguaia, o cenário descrito nas denúncias sugere o uso da estrutura pública para autopromoção pessoal da primeira-dama, que aparece frequentemente nas ações da pasta — sempre acompanhada de registros fotográficos divulgados em tom de “prestação de contas” nas redes sociais.


⚖️ Implicações legais e morais



A prática pode configurar violação à Constituição Federal, que em seu artigo 5º, inciso X, garante o direito à imagem, à intimidade e à honra.

Além disso, o Decreto nº 1.171/1994 (Código de Ética do Servidor Público) impõe ao agente público o dever de preservar a dignidade e a privacidade dos cidadãos atendidos.


Se comprovado o uso político das imagens, também pode haver enquadramento na Lei nº 14.230/2021 (Lei de Improbidade Administrativa), que proíbe expressamente o uso de programas e ações custeadas com recursos públicos para fins de promoção pessoal.

💬 Entre o direito e o constrangimento

Enquanto as redes sociais oficiais exibem sorrisos e legendas de “solidariedade”, a realidade nos bastidores é outra: medo, vergonha e submissão. Beneficiários relatam sentir-se obrigados a posar para fotos, temendo perder o auxílio se recusarem.


O que deveria ser uma política pública de acolhimento parece ter se transformado em espetáculo de caridade forçada.

E quando a dignidade humana é usada como moeda de propaganda, o social perde sua razão de existir — e o poder público perde o respeito.


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Ciro Nogueira Afirma Que pesquisas ainda não demonstram viabilidade da candidatura de Ronaldo Caiado

Em entrevista à Jovem Pan, ex-ministro elogia o governador goiano, mas deixa claro que seu nome ainda não decolou para a disputa presidencial de 2026

Em entrevista ao Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan, o senador e ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira lançou uma ducha de realidade sobre a pré-candidatura presidencial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).


Apesar de classificar Caiado como “um bom nome”, Ciro foi taxativo: “as pesquisas ainda não mostram a viabilidade de sua candidatura à Presidência do Brasil”.


A frase joga luz sobre a lógica pragmática que guiará a definição da oposição em 2026. Para Ciro, currículo e trajetória política não bastam: será preciso aparecer bem nas sondagens eleitorais. Até o momento, Caiado enfrenta dificuldades para ultrapassar a barreira do reconhecimento nacional, mantendo sua influência restrita principalmente ao Centro-Oeste.

Estratégia e cálculo político

Ciro Nogueira, um dos principais articuladores do centrão, sinaliza que o candidato da direita só será escolhido com base em dados concretos. Isso funciona como um freio para Caiado, que tenta se firmar como alternativa de consenso.


Enquanto nomes como Tarcísio de Freitas, Eduardo Leite e até Michelle Bolsonaro aparecem com mais visibilidade nos levantamentos, Caiado ainda busca provar que tem musculatura para disputar o Planalto.

Repercussão em Goiás

Para o eleitorado goiano, a fala de Ciro tem efeito ambíguo. Por um lado, reforça o prestígio de Caiado ao ser citado como presidenciável. Por outro, evidencia que fora do eixo regional seu nome ainda não empolga o eleitorado nacional.


O recado é claro: sem números expressivos nas pesquisas, a candidatura de Caiado à Presidência segue como promessa distante.


quinta-feira, 2 de outubro de 2025

João Henrique grava DVD “Sentidos” em Anápolis e reúne três gerações do sertanejo


Um novo nome que chega para ocupar espaço entre gigantes da música, com bênção de Leonardo e Zé Felipe.

Anápolis (GO) será palco no próximo dia 2 de outubro, às 16h, na Estância Nobel, da gravação audiovisual “Sentidos”, projeto ousado do jovem cantor João Henrique, que desponta como uma das revelações do sertanejo nacional.


O espetáculo promete marcar época não apenas pela grandiosidade da produção, mas pelo peso simbólico das participações: Leonardo, ícone da velha guarda sertaneja; Zé Felipe, representante da nova geração e fenômeno digital; e Marília Tavares, voz em ascensão no cenário nacional.

O impacto da união de três gerações

O DVD “Sentidos” não é apenas um projeto musical, mas um gesto de legitimação. Quando um veterano como Leonardo divide o palco com um estreante, abre-se um carimbo de confiança e continuidade para o gênero. Ao mesmo tempo, a presença de Zé Felipe conecta João Henrique com o público jovem, digital e altamente engajado.


Essa costura entre passado, presente e futuro coloca João Henrique como ponte entre três momentos da música sertaneja — o raiz romântico dos anos 90, a batida moderna do sertanejo universitário e a estética pop que domina as plataformas digitais.

O peso do local e da produção

A escolha de Anápolis/GO para a gravação não é casual. Goiás é berço de grandes vozes do sertanejo, e João Henrique reforça sua identidade regional ao fincar os pés em um dos palcos mais simbólicos do estado. A estrutura da Estância Nobel será transformada em cenário de um espetáculo audiovisual de alto investimento, sinalizando a aposta do mercado no jovem artista.


O que esperar de João Henrique

A pergunta que se impõe é: João Henrique será apenas mais um nome em ascensão passageira, ou terá fôlego para se consolidar no hall dos grandes? O DVD “Sentidos” é o primeiro passo decisivo. Se o projeto alcançar o público com a força que promete, o sertanejo poderá ganhar não apenas mais um cantor, mas uma nova estrela capaz de transitar entre estilos e públicos.


Com carisma, voz afinada e agora o apoio de nomes consagrados, João Henrique chega ao mercado não mais como promessa, mas como realidade.