domingo, 11 de maio de 2025

Bomba: Polícia Federal Recebe Denúncia Que Pode Levar a Cassação dos Prefeitos de Rio Verde Wellington Carrijo e de Acreúna Claudiomar Portugal

Por Cleuber Carlos – Investigação Especial

Uma grave denúncia protocolada junto à Polícia Federal em Jataí acendeu o alerta sobre um possível esquema de corrupção, conflito de interesses e improbidade administrativa no sistema de saúde pública de Acreúna e que atinge em cheio o prefeito de Rio Verde Wellington Carrijo. No centro do escândalo, um contrato que foi assinado por Weelington Carrijo quando ocupava um cargo público na prefeitura de Rio Verde. O contrato saltou de R$ 3,6 milhões para mais de R$ 22 milhões e uma diretora técnica que, ao que tudo indica, fiscalizava a própria empresa da qual é sócia — com recursos que podem ter origem federal.

🔍 Denúncia formal pede apuração federal

O documento, assinado por Robson Soares da Silva, que foi candidato a prefeito de Acreúna na eleição do ano passado, foi protocolada na Superintendência Regional da Polícia Federal em Jataí e requer a instauração de inquérito policial para investigar crimes contra a administração pública e o possível desvio de recursos federais da saúde. O caso também pode envolver o uso indevido de verbas do SUS e do Ministério da Saúde, o que amplia a gravidade e a competência da PF para atuar.

Segundo a denúncia, o contrato nº 059/2022 entre a Prefeitura de Acreúna e a empresa Castro Herênio Serviços Médicos LTDA, Assinado por Weellington Carrijo, apresenta indícios de diversas irregularidades, incluindo autofiscalização, favorecimento político e manipulação de escalas de plantão em benefício próprio.

👩‍⚕️ Diretora técnica sob suspeita

No epicentro da denúncia está a médica Camila Pereira Fernandes, atual diretora técnica do Hospital Municipal de Acreúna. Ao mesmo tempo em que ocupa um cargo comissionado na prefeitura, Camila também figura como sócia ativa da empresa contratada para prestar serviços médicos na unidade hospitalar que ela mesma dirige.

A médica é apontada como responsável por organizar as escalas dos plantonistas, podendo se escalar para plantões e, com isso, aumentar seus próprios rendimentos — tudo isso utilizando recursos públicos,  sem supervisão externa.

Tal prática é expressamente vedada pelo Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e pode configurar crimes como prevaricação, improbidade administrativa e conflito de interesses.

💥 Contrato explodiu em 500%

O contrato inicial, firmado por pouco mais de R$ 3,6 milhões, já sofreu sete aditivos, atingindo o montante de R$ 22 milhões — um aumento de quase 500%. Não há, segundo a denúncia, justificativas técnicas publicadas com transparência que sustentem esse aumento abrupto. Parte dos pagamentos pode ter sido feita com verbas federais repassadas via Fundo Nacional de Saúde.

🧬 Laços familiares e suspeitas de favorecimento

Outro ponto alarmante é a ligação política e familiar entre os sócios da empresa e a alta cúpula da gestão municipal. Marília de Paula Freire, também sócia da Castro Herênio, é esposa de Danilo Contin Portugal, filho do prefeito Claudiomar Contin Portugal. A denúncia vê nesse vínculo familiar uma possível quebra do princípio da impessoalidade, previsto no art. 37 da Constituição Federal.

⚖️ O que pedem a PF ?

Entre os pedidos destacados na denúncia à PF estão:

  • Abertura de inquérito policial;

  • Quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa  Castro Herênio Serviços Médicos LTDA  e dos sócios;

  • Apuração da origem dos recursos utilizados nos pagamentos;

  • Oitiva dos envolvidos, incluindo o prefeito Claudiomar Portugal e do atual prefeito de Rio Verde  Wellington Carrijo;

  • Encaminhamento do caso ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Caso se comprove o uso de verbas federais, o escândalo pode ganhar dimensão nacional e se tornar um dos mais graves episódios recentes de desvio de recursos da saúde pública em Goiás.

👨‍⚖️ Ministério Público e Câmara Municipal podem agir?

Especialistas consultados pela reportagem indicam que, além da investigação policial, o Ministério Público Estadual poderá abrir inquérito civil, requerer o afastamento imediato da diretora, realizar auditorias nos contratos e propor ações civis e penais por improbidade.

Já a Câmara Municipal de Acreúna, diante da gravidade dos fatos, pode instaurar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), convocar os envolvidos para prestar esclarecimentos e, se houver responsabilidade política do prefeito, propor processo de cassação, com base no Decreto-Lei 201/67.

🚨 Crimes investigados

Os possíveis crimes e infrações incluem:

  • Improbidade administrativa (Lei 8.429/92);

  • Prevaricação (art. 319 do Código Penal);

  • Conflito de interesses (Lei 12.813/2013);

  • Fraude em licitação (Leis 8.666/93 e 14.133/2021);

  • Peculato (art. 312) e associação criminosa (art. 288 do CP), caso haja comprovação de desvio deliberado de recursos.


  • Implicações da assinatura do contrato por Wellington Carrijo

    ⚖️ 1. Conflito de interesses (Lei 12.813/2013)

    Wellington era servidor comissionado de alto escalão em Rio Verde quando assinou, como sócio da empresa, um contrato com outra prefeitura. Isso pode configurar conflito de interesses, especialmente se ele usou:

    • A influência do cargo público,

    • Informações privilegiadas,

    • Ou redes políticas para obter o contrato.

    Art. 5º, III da Lei 12.813/2013: É conflito de interesse "prestar serviços a empresa que tenha interesse em decisão do agente público".


    📜 2. Improbidade administrativa (Lei 8.429/1992)

    Mesmo exercendo cargo em outro município, ele poderia responder por:

    • Enriquecimento ilícito (art. 9º), se beneficiou diretamente do contrato;

    • Violação aos princípios da administração pública (art. 11), como moralidade, impessoalidade e legalidade.


    🕵️ 3. Investigação criminal e cível

    O Ministério Público pode:

    • Investigar o papel de Carrijo na obtenção do contrato;

    • Requerer:

      • A quebra de sigilos bancário e fiscal;

      • A devolução de valores ao erário;

      • Suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público.

    Mesmo que hoje ele não seja mais sócio da empresa, responde por atos praticados à época da assinatura do contrato.


    👨‍⚖️ 4. Impacto político atual

    Wellington é atualmente prefeito de Rio Verde-GO, o que traz sérias implicações políticas e institucionais:

    • Se comprovado que ele agiu com dolo ou má-fé, pode sofrer:

      • Ações civis por improbidade;

      • Denúncias penais por fraude ou associação criminosa;

      • Pedidos de cassação ou inelegibilidade futura.


    🧩 Conclusão:

    A assinatura do contrato por Wellington Carrijo, enquanto ocupava função pública estratégica em outro município, não elimina sua responsabilidade. Pelo contrário, reforça a suspeita de que a contratação da empresa foi orientada por interesses pessoais, e não técnicos ou públicos.

    Isso deverá ser objeto de apuração minuciosa pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e, politicamente, pela Câmara Municipal de Rio Verde, se houver indícios de má conduta ainda relevantes para seu atual mandato.

📌 Conclusão: transparência ou escândalo?

O caso de Acreúna expõe uma estrutura que pode ter operado em completo desrespeito às leis e aos princípios da administração pública. A confusão entre interesses privados e públicos, o uso de recursos federais e os vínculos familiares entre prestadores e autoridades demandam ação imediata e transparente das instituições de controle.

A população merece uma resposta firme e rápida. E mais: merece saber quem se beneficiou com o dinheiro público que deveria ter sido usado para salvar vidas — não para enriquecer servidores


quarta-feira, 7 de maio de 2025

Sonhos interrompidos no Japão: a despedida solitária de Amanda Borges e o apelo de uma família por justiça e dignidade

 

Por Cleuber Carlos

"Eu amo minha cidade, mas ela é pequena para caber os meus sonhos." Com essas palavras, a goiana Amanda Borges da Silva, de apenas 30 anos, registrou em sua rede social o entusiasmo de quem cruzava fronteiras pela primeira vez. Era sua estreia fora do Brasil. Seu primeiro voo internacional. O início de um sonho que acabaria de forma brutal, trágica — e ainda sem todas as respostas.

Amanda foi encontrada morta na madrugada do dia 1º de maio, em um apartamento na cidade de Narita, no Japão. A jovem havia embarcado em março rumo à Coreia do Sul, e depois seguiu para o Japão. Usava tradutor no celular, assistia vídeos no TikTok para saber como andar de metrô, se comunicar, se localizar. Era curiosa, corajosa, sonhadora. Uma mulher do interior de Goiás explorando o outro lado do mundo — sozinha, mas cheia de esperança.

Mas Amanda não voltará para casa com as histórias que queria contar.

Vaquinha por dignidade: a dor de uma mãe e a mobilização de um povo

A morte, em outro continente, foi apenas o começo de uma nova batalha: trazer Amanda de volta ao Brasil. A família, humilde, precisa de cerca de R$ 55 mil para o traslado do corpo, mesmo após o governo de Goiás se comprometer a cobrir 30% do custo total (R$ 78 mil). Uma vaquinha solidária foi criada com um único objetivo: permitir que Amanda tenha um sepultamento digno, entre os seus, no cemitério de Caldazinha, onde nasceu e onde descansa seu avô.

A campanha de arrecadação está sendo feita por meio da chave PIX 62 99570-9612, em nome da mãe, Valdeína Borges da Silva. Até a noite desta quarta-feira (7/5), o valor arrecadado girava em torno de R$ 46.111,60. Mas o tempo é cruel. O corpo permanece em solo japonês, e a família teme o agravamento das condições de preservação. A urgência é real. A dor, insuportável.

"Agora, a nossa única preocupação é trazer a Amanda de volta", disse, entre lágrimas, a amiga Flávia Muniz, que há dez anos acompanhava de perto a vida e os sonhos de Amanda.

Uma morte cercada de mistério

O caso ainda está sob investigação. Segundo a emissora japonesa NHK, Amanda foi encontrada em um apartamento que pegou fogo. Um homem, de nacionalidade srilanquesa, foi preso por deixar o local sem apagar o incêndio. Ainda não há confirmação oficial das causas da morte. O Itamaraty, por meio do Consulado do Brasil em Tóquio, afirmou estar prestando assistência à família e acompanhando o caso junto às autoridades japonesas.

A ausência que dói

Tragédias como a de Amanda Borges expõem uma ferida que atravessa fronteiras: a solidão de quem sonha grande, mas parte sozinho. Ela não era uma mochileira experiente. Era uma jovem mulher brasileira, desbravando o desconhecido com coragem, medo e fé.

E agora, sua família vive uma jornada ainda mais dura: buscar dignidade para se despedir.

Neste momento, o apelo que se espalha pelas redes sociais é o mesmo: que o Brasil traga Amanda para casa. Que o país que ela tanto amava se levante, por meio de seus filhos, para garantir a ela o mínimo — descansar em paz entre os seus.


📌 Como ajudar:

Chave PIX para doações:
📱 62 99570-9612
👩‍🦰 Valdeína Borges da Silva (mãe de Amanda)

Compartilhe, doe, mobilize. Amanda merece voltar.

terça-feira, 6 de maio de 2025

Emergência Fabricada em Rio Verde: R$ 38 milhões contratados sem licitação e sem transparência

Por Cleuber Carlos
A limpeza urbana de Rio Verde virou um caso clássico de "emergência crônica" e de uso abusivo da dispensa de licitação. O recente Acórdão nº 07775/2024 do TCM-GO é uma sentença clara contra uma prática administrativa viciada que já dura mais de quatro anos, custando milhões aos cofres públicos.

A denúncia analisada pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás revela irregularidades gritantes na Dispensa de Licitação nº 87055/2024, que resultou na contratação direta da empresa INOVARTE SERVIÇOS LTDA, no valor de R$ 38.437.548,72. Tudo isso sem licitação e com vícios que vão desde a falta de publicidade até a ausência de estimativa prévia de custos.
“Emergência” como desculpa recorrente



Durante os dois mandatos consecutivos do ex-prefeito Paulo do Vale, a Prefeitura de Rio Verde nunca realizou uma licitação regular para os serviços de coleta de lixo. Desde 2019, o município adotou sistematicamente o caminho mais fácil — e mais obscuro —: a dispensa emergencial.

Todo esforço anunciado para realizar uma concorrência pública esbarrou em falhas técnicas, impugnações e uma evidente falta de vontade administrativa. O resultado foi a repetição de contratos diretos, por valores altíssimos, com empresas escolhidas sem a devida concorrência.

Falhas graves confirmadas pelo TCM



O relatório técnico do TCM e o parecer do Ministério Público de Contas confirmam várias irregularidades:


Falta de transparência: o aviso de dispensa foi publicado apenas no site da prefeitura, sem indicar o prazo de envio das propostas.


Prazo abusivo: empresas interessadas tiveram apenas 24 horas para apresentar propostas — tempo impraticável para uma contratação de tamanha complexidade.



Ausência de qualificação técnica:
a prefeitura sequer exigiu comprovações técnicas mínimas.


Sem valor estimado: o Termo de Referência apresentava “R$ XXX”, sem qualquer base orçamentária.


Histórico de negligência: todas as contratações anteriores também foram emergenciais, sem licitação.

Wellington Carrijo ignorou determinação do TCM



Ciente do caos herdado, o prefeito eleito Wellington Carrijo recebeu do TCM, através do conselheiro Humberto Aidar, uma determinação formal: realizar e publicar até 31 de janeiro de 2025 um novo processo licitatório para substituir o contrato emergencial com a INOVARTE.

O Tribunal foi claro: o contrato nº 287/2024 não pode ser prorrogado e deve ser encerrado assim que houver uma nova licitação válida.

Mas o novo prefeito descumpriu o prazo, ignorando uma decisão vinculante de um órgão de controle externo. Até o momento, nenhuma licitação foi publicada, e o contrato emergencial segue vigente — violando diretamente as recomendações do Tribunal de Contas dos Municípios.

Câmara omissa e conivente


Enquanto o TCM aponta irregularidades graves e impõe prazos legais à gestão municipal, a Câmara de Vereadores de Rio Verde permanece em silêncio. Nenhuma comissão especial foi instaurada, nenhum pedido de apuração foi protocolado, nenhuma cobrança pública foi feita ao prefeito para cumprimento da decisão.

A omissão do Legislativo, diante de um contrato emergencial de quase R$ 40 milhões com falhas documentadas por um órgão de controle, caracteriza conivência. O papel fiscalizador dos vereadores — garantido pela Constituição — foi abandonado em favor do alinhamento político com o Executivo. Essa omissão compromete não apenas a legalidade dos atos administrativos, mas também a confiança da população em seus representantes eleitos.

A cidade paga pela má gestão


Rio Verde segue pagando caro — literalmente — por uma administração que transformou a exceção em regra e trata serviços essenciais com improviso contínuo. As consequências não são apenas financeiras: são estruturais, institucionais e morais.

O modelo baseado em dispensas emergenciais enfraquece a transparência, compromete a competitividade e mina a confiança da população no poder público.

Wellington Carrijo ainda tem a oportunidade de romper com esse ciclo. Mas o tempo está passando — e o lixo, acumulando.

Milhões sem licitação: Prefeitura de Santa Helena firma contrato emergencial com empresa ligada à elite política de Rio Verde

Contrato reforça o "consórcio político-empresarial" entre aliados de Wellington Carrijo e Paulo do Vale, agora expandindo sua influência sobre a saúde pública de Santa Helena e Acreúna

Por Cleuber Carlos
Publicado em 06/05/2025

Um contrato milionário, assinado sem licitação, reacende o debate sobre os limites entre o interesse público e os acordos políticos na administração municipal de Santa Helena de Goiás. O Fundo Municipal de Saúde firmou, por dispensa de licitação, o Contrato nº 002/2025 com a empresa GVG Assistência Médica, sediada em Rio Verde, no valor total de R$ 3.247.200,00.

O contrato, que prevê serviços médicos no Hospital Municipal e na UPA de Santa Helena, chama atenção não apenas pelo montante, mas sobretudo pela proximidade entre os envolvidos: a empresa é representada por Guilherme do Vale Garcia, médico e sócio administrador da GVG, parente direto do ex-prefeito de Rio Verde Paulo do Vale, e próximo do atual prefeito Wellington Carrijo. Ambos são aliados políticos de longa data e controlam, direta ou indiretamente, áreas estratégicas da saúde e infraestrutura na região sudoeste de Goiás.

A empresa GVG Assistência Médica LTDA, sediada em Rio Verde, Goiás, é uma sociedade empresária limitada registrada sob o CNPJ 30.721.495/0001-09. Fundada em 18 de junho de 2018, sua atividade principal é a prestação de serviços médicos ambulatoriais restritos a consultas, conforme o CNAE 86.30-5-03.

Guilherme do Vale Garcia  é sobrinho do ex-prefeito de Rio Verde Paulo do Vale.

Segundo os documentos obtidos pelo blog, o contrato foi assinado com base na Dispensa de Licitação nº 03/2025, amparada no art. 75, inciso VIII da nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021), que permite a contratação direta em casos de emergência. No entanto, a ausência de transparência quanto aos critérios técnicos da escolha e o curto tempo entre a instauração do processo e a assinatura do contrato despertam suspeitas de direcionamento.

GVG: empresa "estrela" no sistema de saúde regional

A GVG Assistência Médica já atuou em outros municípios com contratos semelhantes, levantando questionamentos sobre sua relação com administrações municipais aliadas ao grupo político de Rio Verde. Em Santa Helena, o valor mensal de R$ 541.200,00 — ainda que legal — supera a média histórica de contratos anteriores na área da saúde para o mesmo porte de atendimento.

Chama a atenção o momento político da contratação. Enquanto a população enfrenta filas, escassez de medicamentos e relatos de negligência no atendimento, o poder público investe milhões em uma empresa ligada a figuras com influência regional — sem consultar alternativas ou abrir espaço para concorrência.

O silêncio da prefeitura e o clamor popular

Até o momento, a Prefeitura de Santa Helena não se manifestou publicamente sobre os critérios técnicos que justificaram a contratação emergencial da GVG.

O vereador Silvio Marques Araújo, durante pronunciamento em plenário, questionou a transparência da gestão, alertando para a repetição de práticas antigas: "Estamos vendo a construção de um consórcio político-empresarial que se sustenta em contratos públicos e dispensa de licitação", afirmou.

🏛️ Transparência na mira

O vereador cobrou mais transparência nos contratos firmados com empresas que, segundo ele, possuem ligação direta ou indireta com Paulo do Vale e Wellington Carrijo. Sílvio Marques questionou, durante a sessão, quais critérios estão sendo usados nas contratações públicas e se houve concorrência real entre as empresas, ou se o processo estaria sendo conduzido de forma a favorecer aliados políticos.

 

"Enquanto os contratos de saúde estavam garantidos até março, novo prefeito declarou calamidade pública para contratar OS familiar sem licitação". Declarou o vereador em tom firme.


⚠️ Alerta para o Ministério Público

Diante da gravidade das acusações, setores da sociedade civil e lideranças comunitárias defendem que o caso seja levado ao conhecimento do Ministério Público de Goiás. Para muitos, a possível atuação de um "consórcio político-empresarial" na região representa um risco à isonomia dos processos licitatórios e pode configurar favorecimento ou até formação de cartel.

 


Blog do Cleuber Carlos seguirá acompanhando os desdobramentos desse caso e trará novas informações assim que os requerimentos forem protocolados e documentos forem analisados.

segunda-feira, 5 de maio de 2025

Opinião: Torcida do CSA dá show e mostra por que é patrimônio cultural de Alagoas

Por Cleuber Carlos

Publicado em 05/05/2025

Se existe uma torcida que se recusa a abandonar o time em qualquer circunstância, essa torcida veste azul e branco. Em 2025, mesmo enfrentando altos e baixos dentro de campo, a Nação Azulina do CSA tem dado verdadeiro espetáculo fora dele — nas arquibancadas. Os números de público comprovam: a torcida do CSA tem sido, até aqui, uma das mais presentes do Brasil entre os clubes da Série B e Copa do Brasil.


Em jogos realizados no Estádio Rei Pelé, a presença massiva da torcida do CSA tem chamado a atenção da imprensa esportiva e dos próprios adversários. Nas partidas pela Copa do Brasil, o Azulão teve média de público superior à de muitos clubes da Série A, deixando claro que paixão, fidelidade e apoio incondicional não dependem da divisão em que o time se encontra.

🎫 Fidelidade que desafia as estatísticas

Enquanto clubes tradicionais veem seus estádios esvaziarem após derrotas ou eliminações, o CSA conta com um público cativo. São famílias, idosos, crianças, jovens e torcedores de todas as idades que se deslocam — muitas vezes de longe — para apoiar o time. Mesmo com resultados abaixo do esperado em algumas rodadas, a arquibancada continua cheia. Essa resistência é o que faz do CSA mais do que um time: um símbolo de identidade do povo maceioense.

A vitória contra o Grêmio pela Copa do Brasil foi, talvez, o maior exemplo de como a torcida do Azulão se comporta: apoio do início ao fim, mesmo diante de um adversário financeiramente mais forte. O público presente transformou o Rei Pelé em um verdadeiro caldeirão — empurrando o time e dificultando a vida do adversário.

📉 Um alerta para a diretoria

Apesar desse apoio exemplar, é preciso destacar uma preocupação legítima: a torcida tem feito a sua parte. Mas será que a diretoria tem correspondido? É obrigação da gestão do clube valorizar e respeitar esse patrimônio chamado “torcida”. Isso inclui melhores condições no estádio, ações promocionais inteligentes, e — principalmente — responsabilidade com os rumos esportivos e financeiros do clube.

Se a direção do CSA conseguir aliar uma gestão competente ao apoio vibrante das arquibancadas, o acesso à Série A deixará de ser um sonho para se tornar uma consequência natural.

👥 A maior contratação do CSA em 2025? Sua torcida.

Num país onde a cultura de estádio vem sendo ameaçada por ingressos caros, falta de segurança e transmissões on-line, o torcedor azulino resiste. Ele canta, vibra, sofre e empurra. Em 2025, a torcida do CSA merece aplausos de pé. Não há contratação que se compare a essa paixão.

O CSA pode até mudar de técnico, de esquema tático e de jogadores. Mas uma coisa permanece inabalável: a fé incondicional da sua torcida.

Em 2025, o CSA disputou dois jogos como mandante na Copa do Brasil, registrando os seguintes públicos:

  1. CSA 3 x 2 Grêmio (30 de abril de 2025): 7.355 torcedores pagantes estiveram presentes no Estádio Rei Pelé, proporcionando uma renda bruta de R$ 210.486,00 e uma renda líquida de R$ 45.665,95. 

  2. CSA 2 x 0 Tuna Luso (data anterior): 4.780 torcedores pagantes compareceram ao estádio, gerando uma renda bruta de R$ 85.604,00 e uma renda líquida de R$ 11.743,81. 

Média de público pagante: (7.355 + 4.780) / 2 = 6.067,5 torcedores por jogo.

Portanto, a média de público pagante do CSA como mandante na Copa do Brasil 2025 é de aproximadamente 6.068 torcedores por partida.

Em 2025, o CRB disputou duas partidas como mandante na Copa do Brasil, registrando os seguintes públicos:

  1. CRB 2 x 0 Athletic2ª fase

    • Público pagante: 4.746 torcedores

    • Público total: 6.424 torcedores

    • Renda bruta: R$ 76.710,00

    • Renda líquida: R$ 5.959,66 

  2. CRB x Santos3ª fase (jogo de volta, previsto para 22 de maio no Estádio Rei Pelé)

  3. Até o momento, o CRB disputou duas partidas como mandante no Campeonato Brasileiro da Série B de 2025. Na estreia contra a Chapecoense, o público total foi de 4.904 torcedores, com 3.361 pagantes, gerando uma renda bruta de R$ 41.131,00.

  4. Na terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B de 2025, o CRB enfrentou o Volta Redonda no Estádio Rei Pelé, em Maceió, no dia 17 de abril. A partida terminou com vitória do CRB por 1 a 0, com gol de cabeça marcado por Breno Herculano ainda no primeiro tempo .

    📊 Público e Renda

    • Público pagante: 5.792 torcedores

    • Público total: 7.585 torcedores

    • Renda bruta: R$ 96.451,00

📊 Média de Público no Campeonato Alagoano 2025

  • CRB: média de 6.511 torcedores por jogo, sendo 5.207 pagantes.

  • CSA: média de 6.028 torcedores por jogo, com 4.855 pagantes. 

O maior público registrado foi no clássico entre CRB e CSA, com 8.599 torcedores presentes no Estádio Rei Pelé. 

  • CRB: além da maior média de público, teve o maior público individual do campeonato no clássico contra o CSA.

  • CSA: registrou seu maior público no empate contra o ASA, com 6.163 torcedores presentes.


📊 Últimos Três Jogos do CSA na Série C

  1. CSA 2 x 1 NáuticoVitória importante que impulsionou o time para o G-8 da competição.

  2. Ypiranga 1 x 1 CSAEmpate fora de casa, mantendo a sequência invicta.

  3. CSA 3 x 2 GrêmioEmbora este jogo tenha sido pela Copa do Brasil, a vitória sobre um adversário da Série A elevou a moral da equipe.

📅 Próximos Três Jogos do CSA

  • 11/05 – CSA x MaringáEstádio Rei Pelé, Maceió, às 19h (Série C).

  • 17/05 – Tombense x CSAEstádio Almeidão, Tombos, às 17h (Série C).

  • 20/05 – Grêmio x CSAArena do Grêmio, Porto Alegre, às 21h30 (Copa do Brasil – jogo de volta).

O CSA busca manter o bom desempenho na Série C para garantir a classificação à próxima fase e, eventualmente, lutar pelo acesso à Série B. Além disso, a equipe está focada no confronto decisivo contra o Grêmio pela Copa do Brasil, onde leva vantagem após a vitória no jogo de ida.

Para mais informações e atualizações sobre o CSA, acompanhe o Blog do Cleuber Carlos.



💥 Prefeito Claudiomar Menospreza e Ignora Importância do Vice Adélio Prado na Eleição e é Desafiado Pelo Radialista Roberto Félix

Na última edição do programa A Voz do Povo, transmitido pela Rádio Liberdade FM, nesta segunda-feira, dia 5 de maio de 2025, o radialista Roberto Félix não poupou críticas à administração do prefeito de Acreúna-GO, Claudiomar Portugal. Ao vivo, Roberto Felix, analisou uma entrevista do prefeito Claudiomar Portugal na Rádio Canadá, no último sábado.

 Segundo Roberto Félix, o prefeito Claudiomar, cometeu uma gafe enorme na entrevista ao se esquecer de citar a importância do vice prefeito Adélio Prado na conquista da vitória na eleição do ano passado.

A população mim deu 7.336 votos, com 2.151 votos de frente. A população quiz eu pra trabalhar pra administrar e eu não tenho vaidade não, que eu tive muito voto, mais tem que falar. Tem que falar! 

A frase foi considerada por Roberto Félix  como desrespeitosa e politicamente ingrata, já que ignora a presença e a contribuição do vice-prefeito Adélio Prado, que foi fundamental para vitória da eleição. Segundo Roberto Félix, Adélio Prado foi responsável por mais da metade dos votos que garantiu a vitória da chapa.

“O correto seria dizer: ‘A população quis nós’. Porque Adélio foi essencial nessa vitória. Apagar o vice é diminuir a importância de Adélio na campanha. É ser ingrato e egoísta, porque sem o Adélio você não seria eleito”, comentou Félix no ar.

  • 🧭 Falta Respeito, Coragem e Gestão


    A fala de Claudiomar, a omissão com o vice-prefeito, a fuga do debate público e os relatos de abandono da saúde e da causa animal formam um retrato preocupante da administração atual.


🐾 Um prefeito Que Foge da Responsabilidade


Félix também denunciou a construção inadequada de um canil municipal, uma das bandeiras de campanha de Claudiomar. O radialista revelou que, em vez de cumprir a promessa de apoiar a causa animal, o prefeito fez uma obra inadequada que desperdiçou o dinheiro público e agora foge da responsabilidade tentando transferir a responsabilidade para uma associação civil, fugindo de suas obrigações institucionais:

“Ele prometeu o canil, fez um todo errado, que vai ter que ser refeito e hoje empurra a responsabilidade para uma associação. Isso é inadmissível! A gestão pública não pode se eximir do seu dever com os animais e com a saúde pública!”, afirmou.

Além do descumprimento da promessa, Roberto alertou para a falta de políticas públicas de proteção animal, agravada pelo aumento de animais abandonados nas ruas e o risco sanitário à população.

“Ele prometeu resolver a situação dos animais abandonados. Fez uma obra sem ouvir quem entende do assunto e jogou dinheiro público na lata do lixo. Agora joga a responsabilidade para terceiros. Isso é governo? Isso é compromisso?”

A falta de estrutura pública adequada para acolhimento de animais tem gerado críticas por parte de entidades de proteção e moradores.

🎙️ Desafio Direto ao Prefeito


Em um dos momentos mais fortes da transmissão, Roberto Félix desafiou o prefeito Claudiomar Portugal a comparecer pessoalmente à rádio para uma entrevista ao vivo, onde responderia aos questionamentos da população.

“O prefeito precisa ter coragem! Venha aqui na rádio, sente nessa cadeira e responda à população. Eu vou fazer as perguntas que o povo quer ouvir!”, disparou Félix, ao vivo.

⚠️ Relato comovente: “Estou há 15 dias sem comer. Pelo amor de Deus, me ajudem!”

Um dos momentos mais dramáticos da transmissão foi o apelo desesperado de uma moradora, que disse ao vivo:

“Eu estou há 15 dias sem comer, esperando uma consulta com otorrino. Pelo amor de Deus, me ajudem. Eu não aguento mais.”

O relato emocionou os ouvintes e expôs de forma crua a situação de abandono da saúde em Acreúna, onde faltam especialistas, medicamentos, estrutura e agilidade nos atendimentos.

🎤 "Venha aqui na rádio e responda ao povo!"

“Prefeito, se o senhor confia tanto na sua gestão, venha aqui, na minha frente, responda ao vivo! O microfone está aberto. Ou o senhor tem medo das perguntas que eu vou fazer?”

A audiência reagiu fortemente nas redes, com muitos internautas cobrando mais transparência e compromisso por parte da gestão municipal. 


⚖️ Silêncio do Executivo

Até o momento, o prefeito Claudiomar Portugal não respondeu às críticas nem ao desafio feito por Roberto Félix. O Blog do Cleuber Carlos continuará acompanhando o caso e cobrando respostas da administração.Para mais detalhes, assista à edição completa do programa "A Voz do Povo" no link abaixo:

🔗 Jornal A Voz Do Povo 05/05/2025

As Sombras da Overclean: Como a Relação de Caiado com Empresários Presos por Corrupção Pode Atrapalhar sua Candidatura à Presidência

Por Cleuber Carlos – 2 de maio de 2025

Enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, se articula nacionalmente para viabilizar sua candidatura à presidência da República, uma bomba de efeito retardado ameaça implodir sua narrativa de gestor técnico e implacável com a corrupção. A recente Operação Overclean, da Polícia Federal, revelou conexões diretas e incômodas entre o governo goiano e um esquema de corrupção multimilionário com ramificações na Bahia, Goiás e Distrito Federal.

No epicentro das investigações estão os irmãos Alex e Fábio Rezende Parente, empresários com forte influência política no União Brasil, partido de Caiado, e agora acusados de liderar uma organização criminosa que fraudava licitações, lavava dinheiro e assinava contratos fantasmas com governos estaduais.

📃 O contrato que liga tudo

Em junho de 2020, a empresa Larclean, de Fábio Parente, firmou um contrato com a Secretaria de Administração do Estado de Goiás (SEAD), comandada à época por Bruno D’Abadia, homem de confiança de Caiado. O objeto: serviços de controle de pragas. O problema: não há comprovação de que os serviços foram prestados, e o contrato, segundo a PF, pode ter sido parte do esquema de desvio de verbas públicas por meio de empresas de fachada.

Fábio Parente, segundo a PF, é operador financeiro da organização criminosa, e seu irmão, Alex, seria o cérebro do grupo — ambos com ligações com Marcos Moura, o “Rei do Lixo”, preso na Bahia por outro escândalo de contratos superfaturados.

🔗 A conexão com ACM Neto e o União Brasil

A relação entre os Parente e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, é mais do que política — é estrutural. Alex Parente atuou como consultor informal em campanhas do União Brasil, enquanto Fábio controlava empresas que firmavam contratos públicos por meio de emendas parlamentares manipuladas. ACM Neto, por sua vez, é apontado como principal fiador político da candidatura de Caiado ao Planalto.

A aliança entre Caiado e Neto ganha contornos explosivos quando se constata que os contratos firmados em Goiás com empresas investigadas na Bahia passaram pelo crivo do alto escalão do governo goiano — inclusive com aval direto de secretários nomeados por Caiado.

💣 Impacto na pré-candidatura

O lançamento simbólico da candidatura de Ronaldo Caiado à presidência foi feito justamente na Bahia, território de influência do grupo investigado. A escolha de cenário agora soa irônica, senão politicamente desastrosa, diante das revelações.

Fontes da própria Polícia Federal ouvidas sob anonimato afirmam que novas diligências podem atingir diretamente membros do governo goiano, inclusive no núcleo mais próximo do governador.

Especialistas em direito eleitoral alertam: se for comprovado que houve benefício político ou financeiro indireto a partir desses contratos, Caiado poderá ser alvo de ações por abuso de poder econômico e improbidade administrativa, o que impactaria diretamente sua elegibilidade em 2026.

🔍 Quem são os empresários envolvidos?

  • Fábio Rezende Parente: Assinou o contrato com o governo de Goiás. É apontado como operador financeiro do grupo. Sócio da Larclean, Allpha Pavimentações, FAP Participações e Rezende Serviços.

  • Alex Rezende Parente: Irmão e mentor do esquema. Articulador político ligado ao União Brasil e a Marcos Moura.

  • Marcos Moura (“Rei do Lixo”): Preso na Bahia. Figura central em esquemas de corrupção ligados ao lixo e saneamento. Envolvido em contratos com diversas prefeituras e governos estaduais.

🧠 Conclusão

Ronaldo Caiado, que se apresenta como bastião da ética e da ordem, pode ter à sua volta um campo minado de aliados e operadores envolvidos em um dos maiores esquemas de corrupção do país em 2025.

A pergunta que fica: até que ponto um líder pode alegar inocência quando seus próprios secretários firmam contratos com criminosos? E mais: será que o discurso anticorrupção resiste quando os tentáculos da corrupção tocam diretamente o seu gabinete?

O povo brasileiro, sobretudo os eleitores de Goiás e da Bahia, merece uma resposta clara. E, como sempre, o Blog do Cleuber Carlos continuará investigando — com nomes, documentos e provas.