
Quanto custa aos cooperados manter a estrutura de comando da Complem?
Um documento referente à competência de junho de 2026 coloca números concretos nessa discussão — e eles chamam atenção.
Na folha apresentada, o presidente da cooperativa, Sérgio de Oliveira Penido, aparece com R$ 40.768,50 em honorários e outros R$ 13.856,86 em uma coluna identificada como valor para ajuste/desconto de IRRF.
Na coluna TOTAL, o próprio documento registra:
R$ 54.625,36.
É o maior valor individual apresentado na folha.
O documento ainda estabelece a remuneração do presidente tendo como referência 15 mil litros de leite. Para o primeiro vice-presidente, a referência é de 10 mil litros e, para o segundo, 7 mil litros.
E a conta não termina no presidente.
Somados, os três integrantes relacionados no bloco do Conselho de Administração alcançam R$ 115.141,32 naquele mês.
Os quatro integrantes do Conselho Vogal aparecem com mais R$ 23.046,20.
Já os três integrantes do Conselho Fiscal representam outros R$ 17.284,65.
No final da folha, o número impressiona:
R$ 155.472,17 em um único mês.
Se esse patamar fosse mantido durante 12 meses, a projeção puramente matemática ultrapassaria R$ 1,86 milhão por ano. Isso não significa, porém, que todos os meses tenham necessariamente o mesmo valor.
A divulgação desses números ganha ainda mais relevância diante dos questionamentos que cercam a gestão da cooperativa e da negociação da operação de lácteos com a Piracanjuba.
A questão, portanto, não é apenas quanto ganha o presidente.
É saber se os cooperados conhecem detalhadamente quanto custa a estrutura de direção, quais critérios definem esses pagamentos e qual é a contrapartida entregue à cooperativa.
Porque, numa cooperativa, existe uma pergunta que jamais pode ser tratada como inconveniente:
o dinheiro é de quem — e quem está prestando contas a quem?
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