
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. O delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, também foi afastado.
A decisão aumenta a temperatura de uma crise que já ultrapassou os limites da Polícia Federal e chegou ao coração do Supremo.
Andrei passou a ocupar posição delicada após seu nome aparecer em material relacionado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em mensagens atribuídas ao banqueiro, Vorcaro teria mencionado Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao tratar de possíveis ações relacionadas às investigações que atingiam o Master. O material, entretanto, não comprova que eventuais pedidos tenham sido atendidos.
A situação ganhou um ingrediente ainda mais explosivo nos últimos dias. Segundo a CNN Brasil, Vorcaro sinalizou ao gabinete de Mendonça disposição para citar Andrei em uma eventual nova proposta de colaboração premiada. Trata-se, até aqui, de alegação que ainda precisa ser investigada e submetida ao contraditório.
Ao determinar o afastamento, Mendonça afirmou que a medida busca evitar “constrangimentos ilegais” e preservar a atuação independente de autoridades e servidores.
O ministro também determinou medidas envolvendo relatórios de inteligência da PF e submeteu sua decisão à análise da Segunda Turma do Supremo.
O afastamento preventivo não representa condenação nem comprovação de participação de Andrei Rodrigues em ilícitos. Mas a retirada do diretor-geral da PF em pleno avanço do caso Banco Master transforma o episódio em uma das mais graves crises institucionais envolvendo a cúpula da Polícia Federal e do STF nos últimos anos.
A pergunta agora é inevitável: até onde chegam as ramificações do caso Master?
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