
O pacote de medidas anunciado pelo ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, na solenidade de posse, na terça-feira (27), tem várias proposições de Marconi, entre elas, a fiscalização eficiente das fronteiras brasileiras; o investimento no combate ao crime organizado; e a discussão sobre segurança pública com todos os governadores.
“O governo federal precisa colocar seu contingente nas fronteiras. Não temos guerra e temos um contingente altamente qualificado. Temos de proibir a entrada da droga. Não vou entrar na discussão sobre a descriminalização, mas sei que o tráfico deve ser combatido. Fizemos aqui em Goiás o Comando de Divisas. Ele já apreendeu, em três anos, cerca de 30 toneladas de drogas. Nossas estatísticas mostram que 80% dos crimes em Goiás estão ligados às drogas”, defendeu Marconi, em 2015.
Jungmann anunciou, há dois dias, que o número de agentes nas fronteiras será dobrado e que o combate à corrupção e ao crime organizado será considerado prioritário. Ele ficou de marcar um encontro dos ministros de Segurança de todos os países da América do Sul para discutir a situação das fronteiras, e defendeu que uma autoridade do continente coordene a discussão do tema.
O ministro admitiu a necessidade de discutir Segurança Pública com todos os governadores do país, medida também defendida pelo governador Marconi, que tem dito, há anos, que a crise no sistema prisional brasileiro só será resolvida com a participação do governo federal. Em reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, Marconi já havia alertado sobre a insuficiência do sistema carcerário nacional e sobre a necessidade de discutir saídas com os governadores.
“Precisamos colocar a razão em primeiro lugar e planejar as ações daqui para frente com o conjunto de governadores. O que aconteceu no ano retrasado no Rio Grande do Norte, Amazonas, Roraima, e agora em Goiás (refere-se a crises nos sistemas penitenciários), pode acontecer a qualquer hora em qualquer Estado”, alegou o governador em janeiro deste ano.
Em outubro do ano passado, ao participar de palestra no “Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma Emergência Nacional”, em Rio Branco (AC), Marconi entregou documento em defesa de alguns pontos.
Defendeu que o governo federal deveria assumir a tarefa de coordenar uma política nacional de segurança pública; criar o Ministério da Segurança Pública; enviar Proposta de Emenda à Constituição vinculando recursos da União, Estados e Municípios para a segurança pública, criando assim um fundo nacional para o setor; descontigenciar recursos do fundo nacional penitenciário para que seja usado na construção de novos presídios de segurança máxima; endurecer a legislação penal; não enviar empréstimos, através do BNDES ou qualquer instituição do governo federal, para países que estimulem o tráfico de drogas e armas; e colocar parte do contingente das forças armadas para vigiar as fronteiras.
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