Enquanto índice geral no Brasil é de 8% dos casos de assassinatos
solucionados, Especializada chegou à marca histórica de 81,25%
dos inquéritos concluídos e remetidos ao Poder Judiciário
O Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, vinculado à 2ª Delegacia Regional de Polícia (2ª DRP), alcançou no mês de junho de 2016 a marca histórica de 81,25% de resolutividade dos casos de assassinato cometidos no município. O número é dez vezes maior que a média nacional, cerca de 8%.
Nos primeiros seis meses de 2016, a média de casos remetidos pelo GIH de Aparecida de Goiânia ao Poder Judiciário foi de 62,7%. Em janeiro, o percentual foi de 50%. Já nos meses de fevereiro e abril desse ano, por exemplo, foram 75% dos casos de homicídios solucionados.
De acordo com o titular da 2ª Delegacia Regional de Polícia, delegado André Fernandes de Almeida, o ótimo desempenho do GIH de Aparecida de Goiânia deve-se a uma reformulação estratégica na atuação dos delegados. Ele explica que, para simplificar o trabalho, o município foi dividido em quatro Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs). “Cada uma dessas quatro regiões fica sob a responsabilidade de um delegado, o que facilita a coleta e manuseio das informações”, relata.
O delegado André Fernandes explica o quanto esse trabalho impacta as famílias de vítimas de assassinatos no município. “Essa resolutividade dos homicídios é um alento para os familiares que esperam que os criminosos paguem pelos crimes cometidos”, afirma ao destacar também a contribuição do GIH na queda nos índices de criminalidade, uma vez que a polícia acaba por retirar das ruas assassinos que, porventura, estariam dispostos a cometer novos crimes.
Corroborando a análise do titular da 2ª DRP, dados da Coordenação de Análise Criminal do Observatório da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSAP) indicam que houve queda de 23,81% nos casos de homicídios em Aparecida de Goiânia em comparação entre os meses de junho de 2016 e 2015. O percentual aumenta se analisado o período entre janeiro de 2016 e junho do mesmo ano: a queda no número de homicídios é de 56,76%, ou seja, foram registrados 16 casos no mês passado, contra 37 no início do ano.
Neste contexto, também é imprescindível detalhar os casos de tentativa de homicídio. Quando comparados os meses de junho de 2015 e junho de 2016, a redução é de 55% (18 casos no ano passado; 8 agora). O número de junho deste ano merece ainda mais destaque por ser o menor desde 2011, quando foram contabilizadas 22 tentativas de homicídio em Aparecida de Goiânia; o maior foi em 2013, com 40 registros.
Comprometimento
De acordo com o titular do GIH, delegado Anderson Pimentel, o sucesso nas investigações e, consequentemente, na resolução dos casos de homicídios em Aparecida de Goiânia ocorre graças ao comprometimento, dedicação e empenho das equipes de policiais que atuam no município. Ele cita, por exemplo, o revezamento feito pelas equipes auxiliares que vão aos locais dos crimes e, simultaneamente ao trabalho da equipe responsável pela AISP, colhe informações que ajudam a solucionar os casos com mais celeridade.
Quanto às áreas pré-estabelecidas citadas anteriormente, Anderson Pimentel ressalta o que ele classifica como “laços e vínculos que são criados na região”, o que promove uma maior participação da comunidade no sentido de ajudar na elucidação desses crimes. “O cidadão estabelece uma relação de confiança e credibilidade não somente com a Polícia Civil, mas com todo o aparato de segurança do Estado”, relata. “Nós procuramos tratar as vítimas e seus familiares da forma mais humanizada possível, cumprindo as leis e respeitando os direitos”.
“Sempre digo que nosso trabalho é pautado pelo mote de ‘sermos a diferença’ na vida de outras pessoas. E esse comprometimento é visível no trabalho de cada um que trabalha na delegacia”, enfatiza Anderson Pimentel.
Em junho, Goiás registra menor número de homicídios em quatro anos
Na comparação entre janeiro (250 casos) e junho de 2016 (174), o índice de homicídio doloso (quando há intenção de matar) em Goiás teve queda expressiva, de 30,40%, revelam dados da Coordenação de Análise Criminal do Observatório da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP).
São os menores registros dos últimos quatro anos. De acordo com o vice-governador e titular da pasta, José Eliton, a curva criminal descendente em Goiás é resultado de medidas implementadas pela SSPAP no combate à criminalidade. Dentre elas estão: integração entre as forças policiais, investimentos em inteligência e tecnologia, além de uma determinação no sentido de repressão a todo tipo de crime praticado no Estado.
A queda acentuada pode ser observada também na comparação entre os meses de maio e junho de 2016, que aponta uma redução de 13,86%. Se comparados junho de 2015 com o mesmo mês de 2016, o resultado configura uma queda de 14,29%. Se a contagem for feita levando-se em consideração apenas os meses de junho desde o ano de 2011, este é o que apresenta melhores resultados entre todos os demais, em cinco anos
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